Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 5: Sede do América-RJ

Depois de visitar o estádio das Laranjeiras, o campo do São Cristovão, São Januário e até o Estádio do Resende, seguimos nossas aventuras pela cidade maravilhosa, e agora é hora de falar da nossa visita à sede do América, time que já foi tema de post aqui no blog, veja como foi aqui.

A sede do América fica no mesmo lugar onde o time mandava seus jogos, antigamente e era conhecido como “Estádio da Rua Campos Sales“. Agradecemos os diretores lá presentes que nos deixaram entrar e fazer algumas fotos.

Outros times chegaram a usar o Campo da Rua Campos Sales, casos do Oriental e do Haddock Lobo. O América passou a usar o campo depois de ter incorporado o Haddock Lobo, em 1911, mandando ali os jogos do Campeonato Carioca. O primeiro deles, a vitória de 3×1 sobre o Rio Cricket. Em 1924, o estádio ganhou as primeiras arquibancadas de cimento. Atualmente, há poucos detalhes do antigo estádio.

Mas, só de poder conhecer pessoalmente mais um lugar histórico para o futebol carioca, já valeu a pena. Foi nesse ex-estádio, que em 1914, durante um jogo contra o Fluminense, que a torcida americana passou a chamar os tricolores de Pó de arroz, devido ao jogador Carlos Alberto, passar pó de arroz no rosto para se clarear.

Foi em Campos Sales, que o América conquistou suas maiores glórias, como os campeonatos cariocas de 1916, 1928 e 1931. Com a morte do Doutor Francisco Satamini, sócio do América e proprietário do terreno, os vários herdeiros resolveram fazer um leilão do campo e pela salvação do clube Visconde de Morais empresta a quantia para adquirir o terreno. Em 1931, com a morte do Visconde, o América voltou a enfrentar os herdeiros que queriam receber a hipoteca. O problema só foi ter um final em 1934, com o pagamento final da dívida.

Em 1952, o Estádio teve sua capacidade ampliada para 25.000 lugares. Infelizmente, a vida do estádio teve pouco mais de 10 anos depois desta ampliação. O último jogo em Campos Sallles, em 1961, foi América x Olaria.

A partir daí, o América adquiriu  o Estádio Wolney Braune, o Estádio do Andaraí, onde passou a mandar seus jogos. Acho sempre triste a demolição de um estádio. Mas… Seguimos nosso rolê, pela cidade maravilhosa…

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Santo André 0x0 Vila Nova-GO (Série C 2012)

Sábado, 14 de julho de 2012, dia de acompanhar o meu time do coração, na série C. Ainda jogando em Araras, o Santo André iria enfrentar o Vila Nova-GO.

Em campo, dois times que já viveram fases melhores, agora se encontram pela terceira divisão nacional.

O único lado bom desses jogos acontecerem em Araras é que acabamos ficando mais íntimos do Estádio Hermínio Ometto e achando algumas coisas únicas como esse “vale água” que deve ser usado no estádio desde a época que o Roberto Carlos jogava no União.

O pipoqueiro também traz em seu carrinho um adesivo de amor ao time local.

Pra quem achava que o Santo André iria jogar para ninguém, tão longe de casa, a Torcida Fúria Andreense deu a resposta e levou uma galera.
Aliás, segundo o presidente da torcida, Renato Ramos, se tivessem mais ônibus iria ainda mais gente, assim, se algum empresário quiser apoiar… Taí a chance!

A rapaziada da TUDA e da Esquadrão Andreense também esteve presente!

E a torcida do Vila Nova, a “Sangue Colorado” também apareceu por lá!

E em campo ainda tivemos a presença de um ilustre ex-jogador do Ramalhão.
O goleiro Júlio César agora defende a meta do time goiano.

Se em campo o jogo andava morno, a Fúria literalmente botou fogo nas arquibancadas…

E quando os fogos pareciam acabar, veio o “Blue Hell Andreense”. Parabéns ao pessoal!

Isso, fora as faixas que estiveram colorindo de azul o estádio normalmente alvi verde.

Falando do jogo em si, embora o início do jogo tenha dado uma ideia de que o Santo André dominaria o adversário, o jogo como um todo foi muito amarrado, sem grandes chances.

As bolas paradas ainda levaram alguma emoção, mas confesso que o 0x0 foi mesmo um placar justo.

Falando sobre culinária de estádio, fica a dica para o tio da paçoca: Leve mais paçocas!!!

Como torcedor, fica a esperança que o técnico do Santo André tenha maior sorte no próximo jogo, contra o Madureira, no Rio de Janeiro.

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(Mesmo que ele mande os jogos em uma cidade 250km longe…)

Amistoso internacional alternativo

24 de junho de 2012.

Mais uma vez cruzando fronteiras. O fim de semana é curto, com sol e frio.

Mas lá vamos nós para conferir um amistoso único.

Charlotte Eagles (USA) x JAC ( Jacutinga)!

O jogo foi realizado no Estádio Municipal Luiz de Morais Cardoso, na tradicional cidade de Jacutinga, em Minas Gerais.

A cidade ,bastante conhecida por ser um polo da moda, principalmente das malhas, está crescendo a cada ano. E não apenas economicamente, a cultura, lazer, educação e esportes são apresentados como novos caminhos para a população. O cuidado estético com os detalhes, levaram para as calçadas o bonito brasão do município. Mas ainda se pode encontrar aquelas tradicionais construções que relembram um pouco da história da cidade. E eu acho isso muito importante! E lá fomos nós para conhecer o Estádio Municipal… Como sempre, uma primeira olhada nas bilheterias do Estádio, que será utilizado pelo JAC na disputa da segunda divisão do Campeonato Mineiro.

O ingresso para o jogo era um produto de higiene a ser doado ao Lar Américo Prado, instituição da cidade que cuida de 162 crianças diariamente.

A preliminar foi feita entre duas equipes locais: “Alto da Santa Cruz x Sapucaí”:

Logo de cara, tivemos a oportunidade de poder conversar com o presidente e treinador do time local, José Claudio Soléo.

Num rápido papo, ele nos contou um pouco sobre as expectativas do time para 2012 e para o amistoso:

O amistoso teve um caráter um pouco diferente. Mais do que apenas o futebol, ele envolveu um intercâmbio cultural e religioso.

Em Jacutinga, quem colaborou com a execução do jogo foi o pessoal da Igreja Presbiteriana local, e além da partida aconteceram palestras, oficinas de futebol e outros eventos para a comunidade local.

Do lado do Charlotte Eagles, o brasileiro Marcelo Cruz é quem cuidou da correria e da estrutura para que os americanos pudessem realizar todas as atividades.

O Marcelo nos apresentou os atletas e permitiu que batessemos um papo com alguns deles. Resumindo um pouco do que ele diz, o time que veio ao Brasil é da categoria de base do Charlotte Eagles e já estiveram em Limeira, Rio de Janeiro e agora Jacutinga.

 

Perguntei também sobre como era jogar aqui, contra times de brasileiros e ele mostrou que o Brasil ainda tem muito respeito no exterior, quando o assunto é futebol.

 

Após muito papo, era hora de futebol e o pessoal local deixou tudo com uma cara muito séria. Pudemos acompanhar tudo, desde a saída dos times do vestiário…

E por ser um amistoso internacional, teve até direito a hino nacional, com as equipes postadas em campo.

E a torcida do JAC quase conseguia ouvir o Galvão Bueno gritar “Boa tarde amigos, hoje, o JAC é Brasil!”.

Pena que para os atletas, a visão era essa… Poucas pessoas nas arquibancadas do estádio…

Esse é mais um exemplo de como o Brasil ainda está longe de ser o país do futebol… Um amistoso como esse, trazendo para a cidade um time dos Estados Unidos merecia ter casa cheia.

Hino cantado, vamos ao momento que registra para a história os dois times que participaram do amistoso.

  Bola rolando e a diferença técnica entre os dois times logo ficou clara. O JAC, ainda que em momento de preparação, apresentava toque de bola e uma organização em campo muito consistente, dominando a posse de bola. O domínio acabou gerando uma confiança muito cedo no time local e os americanos do Charlotte Eagles até que levaram perigo em dois contra ataques. Mas acabaram sendo chances isoladas e mesmo no escanteio, o time americano não levou grande perigo ao JAC. Embora programado para as 15h45, o jogo só foi começar uma hora depois, esse foi o único deslize da organização. Acabamos tendo de voltar antes do jogo terminar. Por sorte, pudemos conhecer novos amigos durante a partida e uma ligação hoje (segunda feira) pela manhã me confirmou o placar final: JAC 8×0 Charlotte Eagles. Para a alegria da galera! Agora, o JAC volta suas atenções para a preparação para a disputa da segunda divisão Mineira. Boa sorte aos dirigentes, atletas e torcedores!!

Ah, e um obrigado especial para o grande Tio Lúcio, que nos acompanhou nessa viagem! Fica registrado mais um estádio, mais uma aventura nesse maravilhoso mundo do futebol…

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O Estádio Lusitana e o Alfredo de Castilho em Bauru

Ainda na sequência do feriado de Corpus Christi, em junho de 2012, esticamos nossa viagem que já tinha chegado até Jaú (veja aqui como foi a visita ao campo do XV) para a bela cidade de Bauru, terra do Noroeste, e do Bauru Atlético Clube, clube onde Pelé iniciou sua carreira.

Antes que você pense que fomos fotografar o Estádio Lusitana, onde o BAC mandava seus jogos, saiba que trata-se de um “estádio extinto”.
Isso mesmo, em 2006, o Estádio foi demolido e deu lugar a um supermercado (de uma rede da cidade vizinha pra piorar… ).

Só restaram estes belos murais relembrando o BAC, time que foi fundado em 1º de maio de 1919, ainda sob o nome de Lusitana Futebol Clube (somente em 1946, mudou seu nome para Bauru Atlético Clube). Brasão do sempre necessário site Escudos Gino:

Aqui, uma imagem do time de 1975, para os mais saudosos, com o Pelé defendendo o time em um jogo festivo. O BAC teve 13 participações no Campeonato Paulista de Futebol:

E aqui, uma imagem antiga do estádio. Eu sei que se analisada friamente, a realidade atual não permite, ou não justifica, ou não banca dois times em uma cidade, com dois estádios e tal.

Mas… Que dá muita dó ver um estádio dar lugar a um mercado, isso dá…

Bom, mas se o BAC deu muito orgulho no passado, o E.C. Noroeste é quem defende as cores da cidade, atualmente, e lá fomos nós conhecer o fantástico Estádio Alfredo de Castilho.

Como sempre, antes de entrar, uma volta pra ver as bilheterias! Quanto mais roots mais legal!

Ainda do lado de fora, um fantástico recado aos jogadores e motoboys entregadores de pizza:

Nosso guia foi o assessor de imprensa, Thiago, e ao centro o amigo que trabalha na portaria do estádio e que se mostrou grande conhecedor das histórias do clube.

O local, mais do que um estádio, abriga um complexo esportivo com campos de treinamentos, piscinas e até um ginásio.

O Estádio Alfredo de Castilho foi inaugurado em agosto de 1935, seu nome é homenagem a Alfredo de Castilho, diretor da E.F. Noroeste do Brasil.

Além de tudo, existe a loja do clube anexada ao estádio:

O Estádio tem atualmente, capacidade para mais de 16 mil torcedores.

A tribuna de honra, próxima do banco, afinal, presidente pode cornetar hehehe…

O Estádio carrega uma história triste. Em 1958, em uma partida contra o São Paulo, um incêndio consumiu as arquibancadas populares e gerou pânico nos presentes. Cinco pessoas ficaram feridas. Acidentes a parte, lá estamos nós em mais um histórico estádio do interior de São Paulo.

O time só voltou a mandar seus jogos em sua casa novamente, em 1960, e em um estádio de novo nome: Ubaldo de Medeiros.

O novo estádio só voltaria a se chamar Alfredo de Castilho em 1964, e assim segue até hoje.

Saímos do Estádio e aproveitamos para dar um pulo na sede da Torcida Sangue Rubro, onde fomos muito bem recebidos pelo José Roberto Pavanello (e pelo pai dele, que estava almoçando).

E aí, mais uma vez eu posso dizer que quem faz os clubes são as pessoas, os torcedores, não os jogadores. Jogadores vem e vão, mas torcedores estão sempre ali.

Na pouco mais de meia hora que ficamos por ali, pudemos contar e ouvir histórias incríveis de gente que ama e entende a importância do futebol para a sociedade como um todo.

Poucas vezes eu ouvi de um dirigente de Organizada um discurso tão legal como o que ouvi do pessoal da Sangue Rubro.

Amizade, dedicação e respeito, mesmo aos mais tradicionais rivais, além da atenção e cuidado com o time e a torcida. Parabéns ao pessoal da Sangue! Aliás, o site deles: http://www.sanguerubro.com.br 

E lá vamos nós para a estrada… Em busca de mais estádios, torcedores, times, futebol…

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Em busca do estádio perdido em Jaú

Sexta feira, a chuva não passa em pleno feriado prolongado. Desafiamos o mal tempo e pegamos a estrada rumo a Jaú, a capital dos calçados, e por que não, um dos berços tradicionais do futebol de São Paulo. Nosso destino: Estádio Zezinho Magalhães, a casa do XV de Jaú!

Chegamos no estádio ainda pela manhã, mas a combinação chuva+feriado prolongado nos deixou em dúvida se encontraríamos alguém ali. De qualquer forma, podemos começar dando uma rápida olhada nas bilheterias!

O jeito foi aproveitar o lado externo do Estádio para registrar nossa presença.

O Estádio Zezinho Magalhães foi construído em 1951, para substituir o antigo Estádio Artur Simões, uma vez que o XV iria disputar a primeira divisão do Paulista.

O nome é uma homenagem a José Maria Magalhães de Almeida Prado, presidente do clube e prefeito de Jaú, na década de 50.

Quando já nos preparávamos para ir embora, o atual zelador do estádio, o “Seo Antonio“, apareceu e nos liberou a entrada para fazer umas fotos dentro do “Jauzão”.

A capacidade atual do estádio é de 20.000 pessoas.


Em 1978, na inauguração do sistema de iluminação, que o XV de Jaú bateu o Cerro Porteño do Paraguai, por 3×0.

A cidade de Jaú ainda mantém uma forte tradição do futebol. As pessoas se orgulham do estádio e do time e prestigiam as cores, camisa, bonés e outros adereços em lembrança ao time da cidade.

Dando mais uma olhada pelo estádio, dá pra ver o cuidado que tem com o campo, a começar pelo banco de reservas.

O Galo da Comarca está estampado por todos os lugares e muros!

O Estádio tem ainda em seu entorno uma série de aparelhos, incluindo até um outro campo de futebol para o treinamento de suas equipes.

Só faltou um solzinho pro rolê ficar perfeito!

O gramado está muito bem cuidado, e olha que tem jogado ali as categorias de base quase que semanalmente.

Uma última olhada no campo, para darmos um role pela cidade!

Uma sacada interessante do pessoal de Jaú, foi ter a lojinha do time junto do estádio e ao lado dela, uma mostra dos troféus conquistados, a vista de qualquer um que passe pela frente do Zézinho Magalhães.

Como sempre digo, pra nós é sempre uma honra de poder estar em campos como este, que carregam décadas de histórias do futebol do interior…

Mas pra quem gosta de futebol, Jaú tem outros pontos interessantes e bastante conhecidos, além do Estádio. Assim, fomos conhecer alguns deles, a começar pelo restaurante do Zezinho Galazini, ex dirigente do XV de Jaú que tem um monte de histórias pra contar.

Mas… só indo lá pra se ouvir, até porque são histórias polêmicas hehehe.  O restaurante fica no centro de Jaú, na Rua Amaral Gurgel, 321.

Outro ponto clássico para os boleiros da cidade e da região é o Célio Sport Bar, onde se reunem torcedores do XV pra falar do time e pra tomar uma gelada!

O bar é todo decorado com apetrechos e fotos do time, e já foi tema de diversas matérias sobre futebol, entre elas uma da ESPN para o programa Loucos Por Futebol. O bar fica ali na Rua Quintino Bocaiúva, ne região central da cidade.

Mas a principal atração do bar é mesmo o Célio, que é torcedor fanático do XV de Jaú e que montou todo esse cenário!

Hora de ir embora, deixando como destaque final a lembrança do jogador Kazu, que defendeu o time e até hoje colabora apoiando o XV.

E você? O que tem feito para que o time da sua cidade não morra?

Apoie o time da sua cidade!!!

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Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 2: Estádio do São Cristovão

Após conhecer o Estádio do Flu, foi a vez e caminharmos para o bairro de São Cristovão, conhecer o campo onde nasceu Ronaldo Fenômeno para o mundo do futebol e que agora o homenageia com seu nome: Estádio Ronaldo Luis Nazário de Lima, a casa do São Cristóvão! Distintivo do São Cristóvão O campo deles fica embaixo de um viaduto hehehe é bem legal. Até minha mãe esteve nesse rolê! O Estádio Ronaldo Luis Nazário de Lima, que teve sua venda cogitada por empresários ligados à indústria imobiliária, é muito arrumadinho. Antes de se tornar Ronaldo, era chamado Estádio Figueira de Mello. Foi inaugurado em 1916, em uma partida contra o Santos, frente a um público de 6.000 torcedores. Aliás, esse jogo criou um diferente laço de amizade entre os clubes, dizem até que havia no muro da Vila Belmiro um escudo do São Cristovão no muro, expressando essa amizade. Quando surgiu, foi construído com arquibancadas de madeira, que tremia, rangia e estalava durante os jogos.

Atualmente, ainda que sejam em pequeno número, as arquibancadas estão praticamente novas! Mas a mudança não aconteceu tão naturalmente.

Em 1943, num jogo contra o Flamengo, num estádio completamente lotado, parte da arquibancada superlotada desabou e 224 torcedores foram hospitalizados. Por isso, o clube substituiu-a por uma arquibancada de concreto.

Ok, o estado do gramado não estava assim tão perfeito. Mas essa é a realidade do futebol brasileiro e tem que dar orgulho mesmo assim. Lá ao fundo pode se ler “Aqui nasceu o fenômeno”. É o principal atributo de marketing usado pelo time do subúrbio carioca.

O pessoal que trabalhava por lá foi muito gente boa e permitiu a gente entrar até no campo.

De novo vêm à minha mente milhares de imagens de cenas e lances que devem ter ocorrido nesse campo. Quanto escanteios, carrinhos, lágrimas e sangue…

O fato de sobreviver, ainda que na segunda divisão, é sem dúvida um título para o São Cristovão.

Ao fundo pode se ver um Rio de Janeiro que não faz parte dos cartões postais comprados pelos turistas, mas que representa a vida cotidiana de milhares de pessoas.

Dá pra fazer uma pressão no bandeira ou não??

Na parede do clube está o hino, pra ser cantado e relembrado pela sua torcida!

E ali está o esquadrão de 1926, que levantou o troféu de campeão carioca, daquele ano.

Aliás, a década de 20 foi marcada por grandes times do São Cristovão.

O placar, humilde, ainda mostra o último embate, terminado em igualdade…

E na parede, ainda que um pouco suja, está o brasão… O distintivo do clube, que atletas, diretores e torcedores carregam no peito, como símbolo do time do bairro.

Aliás, o clube faz questão de fortalecer sua “marca” espalhando-a por todo o local. E isso é legal e uma boa dica para os clubes que não tem seus distintivos presentes na mídia.

E relembrar a mais importante conquista também faz parte. O passado tem que servir de alicerce para um futuro e presente melhores.

Pra quem acha que esse tipo de mensagem só existe em estádios gringos, olha aí que legal:

Pra quem acha que futebol e família não tem nada a ver, taí meu pai e minha mãe acompanhando a aventura!

Gosto quando podemos entrar no campo e pisar na parte mais sagrada dos estádios. Muitas vezes renegada aos torcedores.

O Estádio do São Cristovão era chamado de “o campo da Rua Figueira de Melo”, ou até o Estádio Figueira de Melo.

Essa é a parte externa do estádio. A esquerda tem o viaduto e a rua, o campo fica no lado direito.

Só pra relembrar… foi aí que Ronaldo deu seus primeiros chutes… Ele bem que poderia dar uma força maior para o clube.

Dentro ou fora do campo…

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Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 1: Estádio do Fluminense

Desde que ganhei este livro (editado pela Maquinária Editora – www.maquinariaeditora.com.br ), no final de 2011, vinha pensando em como conheço pouco o futebol carioca…

Estava torcendo para ter uma oportunidade de ir ao Rio pra poder pesquisar e conhecer ao vivo um pouco do futebol local. E nesse último feriado de maio, consegui enfim realizar esse plano.

Livro e mapa em mãos, fizemos um rolê de 3 dias misturando o futebol aos locais turísticos e, claro às praias!

A ideia dessa visita era conhecer os estádios clássicos do futebol carioca. E o primeiro local visitado foi a sede do Fluminense, o Estádio Manoel Schwartz, mais conhecido como Estádio das Laranjeiras, devido ao bairro, mas também chamado antigamente de Estádio de Álvaro Chaves, pelo nome da rua onde está. O nome “Estádio das Laranjeiras” sempre povoou meu imaginário fosse pelas figurinhas, ou pelas narrações de jogos. Estar no estádio do tricolor carioca foi uma realização bem legal pra mim. Foi nas Laranjeiras que o Fluminense conquistou diversos títulos e mandou muitos dos seus jogos.

A construção do Maracanã acabou diminuindo bastante o seu uso, até que em 2003, infelizmente o campo deixou de ser usado para partidas profissionais, tornando-se o campo de treinamentos e eventos.

Estávamos em um time completo nessa visita: eu, a Mari e meus pais!

Sabíamos que estávamos em solo sagrado para aqueles que amam e respeitam o futebol. Foi aqui que as coisas começaram…

Além do campo de jogo, o ambiente está repleto de homenagens para a memória dos atletas do Fluminense, como o busto do goleiro Castilho.

Achei um vídeo histórico do estádio, um Fla x Flu mais antigo do que a maior parte dos torcedores de atualmente.

Mas não foram apenas os títulos que marcaram o estádio, quem se lembrava disso:

O bairro das Laranjeiras é um lugar legal, com muito verde e áreas residências que fazem a gente lembrar da Mooca, em São Paulo, por exemplo.

Mas diferente da Javari, o entorno do estádio ainda se parece muito com o que se via antigamente. Olha quantas árvores!

O Estádio recebeu o nome de Manuel Schwartz, vitorioso ex-presidente do Fluminense na década de 1980. Foram disputadas nesse estádio 839 partidas, com 531 vitórias, 158 empates e 150 derrotas, sendo que o último jogo foi em 26 de fevereiro de 2003, um 3×3 contra o Americano, pelo Campeonato Carioca. Tradição que teve seu início em 1904, quando foi realizado o primeiro jogo no Campo da Rua Guanabara, que ficava no mesmo local do Estádio de Laranjeiras. Aquele primeiro jogo foi assistido por 806 sócios e 190 não-sócio. Em 1905, foram construídas as primeiras arquibancadas.

Em 1919, o Estádio de Álvaro Chaves, propriedade do Fluminense era inaugurado. A primeira partida do Fluminense no Estádio, foi na vitória por 4 a 1 sobre o Vila Isabel em julho de 1919. O recorde de público pagante deste estádio foi na partida Fluminense 3 x 1 Flamengo, em 1925, com 25.718 torcedores.

As arquibancadas são de um modelo antigo, dando ainda mais charme ao estádio!

Achei alguns detalhes e mensagens curiosas pelas paredes…

Foi sem dúvida uma visita inesquecível a um estádio de tantas histórias e tanta tradição.

E pra completar o passeio, ainda tem a loja do Flu, que fica lá, cheia de coisas ligadas ao time.

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Pirassununguense de volta à ativa

Domingo, 13 de maio de 2012.
Dia das mães. Minha mãe em Santo André e a da Mari, em Cosmópolis.
Enquanto isso, nós pegamos a Anhanguera e vamos até Pirassununga acompanhar a volta do Pirassununguense ao profissionalismo.

A cidade de Pirassununga é um belo exemplo de como o interior paulista é legal.

Muito verde, muita paisagem rural, mas também  muita coisa acontecendo pelo desenvolvimento da cidade.
E a tradicional “Caninha de Pirassununga” é um bom exemplo desse aspecto profissional.

Os elementos comuns ao interior estão presentes. A praça, a igreja, a tranquilidade…

Até o Cristo redentor local tá por ali….

Bom… E tem umas coisas mais diferentes também…
Objetos que lembram a vocação militar da cidade.
Por isso, não se assuste se estiver caminhando e encontrar um… Tanque de guerra estacionado…

Ou um avião pendurado numa praça…

Mas, as guerras são para os governos.
Para nós, do povo, a graça está na paz, na diversão, na cultura e consequentemente… no futebol.
Por isso, cruzamos a cidade e nos dirigimos ao Estádio Belarmino Del Nero.

E pagando ingresso que é para ajudar o time!!

No dia anterior, já havíamos participado de uma grande festa, na conquista do título do interior pelo Mogi Mirim (veja aqui como foi), mas sabíamos que o domingo também seria de festa.
De reencontro de uma paixão.
E assim, o foi.

Logo ao entrar, já percebemos que o clima estava muito bom.
Torcedores de diferentes gerações se encontrando no campo, para apoiarem o time da cidade!

O jogo era contra o Guariba, que havia vencido o Lemense, na primeira rodada, por 2×0.

O Estádio do Pirassununguense oferece uma experiência bem próxima entre torcida e jogo, graças à proximidade, pelo formato e pela relação intensa da torcida com o jogo, com o time.

Novamente estávamos orgulhosos de poder acompanhar um momento como esse, do ressurgimento do time da cidade, uma expressão cultural, social e, claro, esportiva das pessoas que vivem ali.

Pra quem, como eu, gosta de participar do jogo, o estádio é excelente, olha onde ficam os bancos de reserva:

E se sofrem os reservas, imagine o que passam os bandeirinhas:

Embora o time não esteja bem tecnicamente (havia perdido na estreia para o Américo, em Américo Brasiliense), a galera compareceu em peso. Inclusive várias torcidas organizadas, como a Malucos do Vale!

A faixa mostrava para quem quisesse ver, ali, mandava o CAP, o GIGANTE do Vale!

E ali, próximo da faixa, a organizada mais legal que conhecemos esse ano, o pessoal do “Chapeludos do Pirassununguense“!

Com direito a camisas personalizadas, e, claro, incríveis chapéus…

E tinha de torcedores mais antigos até que estivesse começando sua vida de arquibancadas…

Mas se fora de campo estava tudo perfeito, dentro dele, o time ainda precisa melhorar.
O Pirassununguense esteve batendo cabeça em muitos lances, levando a loucura a torcida local!

E foi numa dessas bobeadas, que após defesa parcial do goleiro Elton, o Guariba fez 1×0, deixando um pouco desanimados os torcedores locais.

Mas não que o resultado seja maior do que o amor pela cidade e pelo time. Veja o que alguns torcedores pensam sobre a relação do time com a cidade:

Esse segundo vídeo foi feito com o Paulinho, que escreve o blog www.memoriadepirassununga.blogspot.com (vale a pena ver as fotos históricas do time nesse outro link).

Veio o intervalo e pelo segundo dia consecutivo, a iguaria eleita para ser a representante da “culinária de estádio” foi a pipoca. Dessa vez, caprichada com deliciosos pedaços de queijo!!!

Aproveitei pra conferir a escalação do time!

O jogo reiniciou, com a esperança do time local reverter o placar.

Mas, o time precisa aprender com a torcida e colocar mais coração…
O jogo caminhou até o final, mantendo o 1×0 para o Guapira.

Ficamos tristes por não ver a vitória do time local, coisa que a torcida merecia…

Era dia das mães…
Hora de dizer adeus ao pessoal que nos recebeu tão bem no estádio e pegar a estrada.
Valeu “Chapeludos”!!

Um último olhar para esse estádio histórico!
Coincidências a parte, meu tio Manoel (que mora em Assis) já morou em Pirassununga, e meu pai, numa visita à cidade, chegou a assistir um jogo aqui também!

A cidade mostrou que realmente possui simpatia e conquistou nossa admiração.
Fica a torcida por melhores resultados para que o time possa manter-se no profissionalismo por mais tempo.

Estádios são história…
Guardaremos na memória mais esse!

Enquanto cruzamos os mapas e as fronteiras vamos aprendendo como é legal viver em meio a tantas pessoas diferentes uma das outras.
Cada cidade tem sua particularidade, sua característica…
Apoiar e respeitar as diferenças acabam se tornando aprendizado obrigatório pra quem vive assim.

A gente não entende muito de pinga, a Mari achou graça da tal “21”, pra ela (e pra mim) só existia a tal 51…

Um último detalhe do estádio, não sei se original, mas muito charmoso, na bilheteria…

Pra quem quer mais informações sobre o time, existe um blog muito legal: www.capirassununga.blogspot.com.br .
Mais uma vez, nosso obrigado ao time e à cidade!

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(e pé na estrada para Cosmópolis!!!)

Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 4: o futebol em Resende

Ah, a estrada. Estar em movimento é manter a mente afiada, em busca do novo, descobrir outros caminhos, se superar a cada momento, sem jamais aceitar o marasmo.

Ops, mas lá vem a placa que indica nosso próximo destino: a cidade de Resende!

Pra quem não conhece, Resende é uma cidade do Rio de Janeiro, ali na “beira” da Dutra, uns 160km antes de chegar na capital carioca.

A cidade é conhecida por ser a sede da Academia Militar dos Agulhas Negras, além de abrigar a Indústria Brasileira de Energia Nuclear que promove enriquecimento de Urânio… Muita gente nem sabe disso e acha um absurdo quando o Irã vem tentar fazer o mesmo.

Mas pra mim, o mais legal da cidade é o Rio Paraíba do Sul, que margeia a cidade!

A ideia era conhecer um pouco da cidade e o Estádio do Trabalhador.

É aqui onde o Resende Futebol Clube manda seus jogos. O time foi fundado em 6 de junho de 1909:

Resende Futebol Clube

O Resende FC também tem um campo em sua sede, na Praça da Concórdia, no centro da cidade.

Mas é importante lembrar que o futebol da cidade já teve outros representantes como o Resende Esporte Clube, fundado em 2 de julho de 2003:

E mais recentemente o Academia Pérolas Negras (criada no Haiti como um projeto social e que chegou ao Rio de Janeiro em 2016, participando da Federação Carioca em 2017):

Oficialmente chamado de Estádio Municipal de Resende, ele é mantido pela prefeitura, mas pertence ao SESI.
AmÉrica e Fluminense fizeram a partida inaugural do Estádio do Trabalhador, em Resende (0X0) em 1º de outubro de 1992.
Olha aí a bilheteria!

Aqui, a “Geral”:

Atualmente, possui capacidade para pouco mais de 10.000 torcedores.

O campo possui arquibancada apenas de um lado e dá pra ver a cidade crescendo do outro lado.

O Estádio fica na região central da cidade, no meio de muitos prédios, árvores e clubes.

Um rápido vídeo que fizemos lá:

A arquibancada é bem bonita, mas não é daquelas que ficam em cima da linha lateral. Como tem uma pista de atletismo, existe um espaço interessante entre ela e o campo.

Um olhar por trás do gol!

Aqui, com a tal da função panorâmica, um olhar completo da arquibancada e do campo.

Resende Futebol Clube manda a maior parte dos seus jogos aí, menos os clássicos, que ocorrem em Volta Redonda.
É aí que eles enfrentam, por exemplo, o Americano F.C., seu maior rival.

A inauguração do estádio foi em 1992, com o jogo Fluminense x América/RJ e teve recorde de público.

O site do Resende é http://www.resendefc.com.br.

Como o campo é do SESI, olha ali onde eles ficam.

Aqui dá pra ver a distância que eu me referi entre a arquibancada e o campo.

Hora de fechar os portões e seguir viagem.

Fica o obrigado ao pessoal que estava por lá trabalhando e que me deu uma força pra entrar e conhecer o lugar.

Em 2022 voltamos ao Estádio para acompanhar a estreia do Santo André pela Série D do Brasileiro contra o time do Pérolas Negras (confira aqui como foi).

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131- Camisa do Avaí

A 131ª camisa de futebol do blog vem da paradisíaca Florianópolis, onde vive meu irmão Marcel Noznica, onde cai fica…  Olha como a gente era magrinho quando tocávamos no Tercera Classe, ao lado do Lucas! O time dono da camisa é o Avaí F.C., clube que tem ganhado destaque nacional nos últimos anos pela participação na série A do Brasileiro, mas que também fez fama por ser o time do tenista Guga! Essa camisa foi trazida direta de uma incrível promoção da loja do Avaí, lá em Floripa, mesmo. A história do time remete a 1923, e sua origem se deve à paixão de um comerciante chamado Amadeu Horn pelo futebol. O sr. Amadeu era conhecido de um pessoal que costumava jogar no bairro Pedra Grande (atual Agronômica) e para incentivar o time deu de presente um jogo de camisas listradas em azul e branco, shorts e meiões azuis além de algumas bolas e chuteiras. O jogo de estreia dos uniformes foi contra o Humaitá, no Campo do Baú. Foram duas vitórias e uma certeza: “Vamos fundar um clube!” Nascia o Avahy Foot-ball Club.

O nome do time, inicialmente seria “Independência”, mas acabou preferindo-se um nome mais fácil a ser gritado nos campos: Avahy, em referência à Batalha do Avahy (vai no google pra você lembrar da Guerra do Paraguay). O Avaí foi o primeiro campeão catarinense, em 1924 e depois em 1926, 27 e 28. Essa é uma das equipes desta época: Em 1930, novo título. Mas a grande novidade da década veio em 1937 com a mudança da grafia do nome para o atual “Avaí Futebol Clube”. A década de 40 ficaria marcada pelo tetra campeonato de 1942, 1943, 1944, 1945 do “Esquadrão Azurra“. Destaque para a goleada de 21×3 contra o Paula Ramos, em 1945. Esse foi o time de 43: Em compensação as décadas de 50 e 60 passariam em branco. somente alguns títulos citadinos, como o de 1960, da equipe abaixo: Títulos estaduais mesmo só em 1973 e 1975. Esse é o time de 75: A década de 80 traria um título em 1988, com direito a um golaço na final!

Os anos 90, apresentaram à torcida, o fantasma do rebaixamento que em 1993, levou o time à segunda divisão do estadual. Em 1994, venceu a segundona do Catarinense e retornou à série A. Para terminar a década em paz, novo título, em 1997. No ano seguinte, o time sagrou-se campeão brasileiro da Série C, em 1998:

Vale a pena ver um pouquinho de como foi a final:

Os anos 2000 trouxeram dois títulos: 2009 e 2010. Mas a grande emoção da década foi o retorno do time à primeira divisão do Brasileiro.

No Campeonato Brasileiro de 2009 o Avaí ficou 11 partidas sem perder, conquistando a melhor colocação de um clube catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro, um 6º lugar. O time campeão de 2010: O mascote do Avaí é um leão, pelo apelido “Leão da Ilha”. Durante muitos anos, o time mandou seus jogos no Estádio Adolfo Konder, conhecido como o Campo da Liga ou Pasto do Bode, adquirido pelo governo do estado e em 1973, doado ao Avaí. Porém, o crescimento do time fez necessário um novo estádio. Assim, em 1983, num jogo contra o Vasco da Gama inaugurava-se o Estádio Aderbal Ramos da Silva, o Estádio da Ressacada. Já estivemos lá, dê uma olhada no link: https://www.asmilcamisas.com.br/2011/07/13/estadio-perdido-em-florianopolis/

 Para finalizar, uma olhada na torcida do Avaí:

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