Fevereiro de 2019.
19hs e a luz do sol ainda se faz presente na Rodovia dos Bandeirantes.
Decidi aproveitar e dar uma parada em Jundiaí para registrar um time que também representou a cidade nas disputas profissionais da Federação Paulista: o São João FC! (brasão do site: História do Futebol)

Fundado em 14 de abril de 1913, o clube começou disputando amistosos locais e a partir de 1921 passa a disputar o Campeonato do Interior da APSA.
Disputou as edições de 1922 e 1928, depois a série Campineira de 1933.
Em 1944 foi campeão de Jundiaí.

Disputou também o Campeonato do Interior de 1946, sagrando-se campeão da 3ª zona da 4ª região, animando o time a se aventurar no profissionalismo a partir de 1948, na segunda divisão.
Mas aí o nível era outro e terminou empatado na última colocação com o Comercial de Limeira,

Disputou novamente a segunda divisão em 1949, novamente com uma campanha fraca:

E despediu-se do profissionalismo com outra má campanha em 1950:

A partir de 1967, passou a se chamar Clube Recreativo São João, e desde 1989, apenas Clube São João.

Atualmente, o clube possui uma sede social e esportiva voltada para seus associados, na Rua Dr Oswaldo Cruz, 231, em Jundiaí.

Estive lá e pude conversar com alguns sócios que ainda se lembravam da época do futebol profissional.

Um deles disse que naquela época, o campo ficava onde estão atualmente as piscinas e o ginásio, ocupando boa parte do terreno.

O time teve como destaque o jogador Romeu Pellicari, eleito pela imprensa da cidade como o maior craque da história de Jundiaí e que chegou a jogar a Copa do Mundo de 1938.

Há tempos que o futebol profissional deixou de ser um sonho para o clube, mas mesmo assim é válido resgatar sua história principalmente para aqueles que pensam que o futebol em Jundiaí limita-se ao tradicionalíssimo Paulista de Jundiaí, fundado em 17 de maio de 1909.

Já estivemos em diversas partidas do Santo André, no Estádio Jayme Cintra, mas alguns anos atrás também estivemos lá para um registro do Estádio e aproveito pra postar essas fotos.
O nome completo do estádio é “Doutor Jayme Pinheiro de Ulhôa Cintra” (um ex-presidente da antiga e extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro).
Ele fica localizado na Praça Doutor Sallim Gebran, e foi inaugurado em 30 de maio de 1957, com um amistoso entre Paulista e Palmeiras, no qual o Paulista venceu por 3 x 1.
O Estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas (ainda que já tenha recebido 29 mil torcedores no passado, num jogo entre Paulista de Jundiaí e Santos).
Essa sombra à esquerda sou eu.
Aqui, eu de novo, com cara de besta.
Aqui dá pra se ter ideia do campo, olhando das cobertas o gol da direita:
O meio campo:
O gol da esquerda:
O Estádio Jayme Cintra é, sem dúvida um templo do futebol paulista.
Em 2024, voltamos lá para ver uma partida da série B do Paulista. Veja aqui como foi.

Mas, outros times escreveram a história do futebol da cidade, como o Corinthians Jundiaiense Foot-Ball Club, fundado em setembro de 1913.

O time foi campeão do Interior Paulista em 1920.

O Corinthians Jundiaiense usava o Estádio da Cia. Tecelagem Japy, que ficava localizado na área ocupada atualmente pela indústria Dubar, nos altos de Vila Arens, com capacidade para 5.000 torcedores.

Foi lá que se realizou a primeira partida entre o time jundiaiense e o seu homônimo paulistano, no dia 05/09/1915.

Com a empresa em crise tiveram que vendê-lo para a empresa Rappa & Cia, dona da Dubar.

Em 1957, foi destaque na Gazeta Esportiva:

O Corinthians Jundiaiense chegou a iniciar a construção de seu estádio próprio, mas acabou abandonando a obra que se transformou no Estádio da Associação Primavera de Esportes.


Tive a oportunidade de visitá-lo e pude conhecer um pouco da parte interna do Estádio.
O clube atualmente tem se mantido dentro do futebol amador e conta com uma importante parte social (academia e uma piscina gigante!).

Mas, vale sempre lembrar, que embora a Associação Primavera nunca tenha disputado nenhum campeonato oficial, o estádio foi palco do futebol profissional, pelo Jundiaí FC (outro time profissional da cidade).

Aqui, além do campo bem gramado, pode se ver que a área foi mesmo reservada para um estádio, tendo grandes espaços para arquibancadas ao seu redor.

Aliás, dizem que originalmente, foram oferecidas duas áreas para a construção de um estádio em Jundiaí e por pouco o Estádio Jayme Cintra não ficou nesse local. Aqui, o gol do lado esquerdo:

Aqui, o do direito:

E mais uma vez, registramos nossa presença em um palo do futebol paulista.

Outro time da cidade a disputar o profissionalismo foi o Paulistano Futebol Clube, fundado em 23 de junho de 1978 e que jogou oito edições do campeonato paulista da terceira divisão, entre 1980 e 1987, três edições da quarta divisão, entre 1988 e 1990 e uma edição do paulista da quinta divisão, em 1979.

O amigo Ivan Gottardo (torcedor e pesquisador do Paulista e grande conhecedor do futebol jundiaiense) me disse que o Paulistano FC existiu até o começo dos anos 90 e que até chegou a mandar alguns jogos no Jayme Cintra, mas a grande maioria dos seus mandos foram no Estádio Francisco Dal Santo, atualmente um Centro Esportivo, bem na entrada da cidade.
E em uma outra visita a Jundiaí, fomos registrá-lo!

E se alguém perguntar quem foi Francisco Dal Santo, ta aí!

Como disse, agora, o estádio recebeu uma série de outros equipamentos e se transformou em um Centro Esportivo.


Mas o mais importante segue por ali: o campo de futebol. Em meio à cidade de Jundiaí que também segue em crescimento vertical, como se pode ver pelos novos prédios no seu entorno.


Durante nossa visita, pudemos assistir a um incrível embate entre times de categorias de base, os quais não sei identificar.


Pelo menos dá pra se ter uma ideia do campo…


E lá vamos nós, em mais uma presença…

Aqui um olhar no meio campo.

Pelo que conversei com uma das pessoas que trabalha no atual Centro Esportivo, o antigo Estádio passou por uma série de transformações, inclusive no campo, mas a arquibancada permanece no mesmo local original.


Vamo, bandera!!!!

Além dos dois “similares” dos times da capital, vale relembrar a existência do Hydecroft Foot-Ball Club, time composto por alunos do Gimnásio Hydecroft, um colégio de Jundiaí. Brasão do site Gino.

O time foi fundado em 31 de dezembro de 1913, e merece lembrança por ter sido o primeiro time do interior do estado a disputar o Campeonato Paulista, em 1914 pela APEA.

O Corinthians da capital foi campeão, enquanto o Hydecroft, que mandou seus jogos no Parque Antártica acabou desclassificado.

Necessário ainda falar do Jundiahy FC, fundado em 1973 e que disputou a terceira divisão em 1975 e 1976.


Mandaram seus jogos no campo da Associação Primavera de Esportes, no Francisco Dal Santo e até na cidade vizinha de Louveira.

Também está na história do futebol local a Associação Atlética Ipiranga de Jundiaí!

A equipe conhecida como “Falcão Negro” foi fundada em 09/11/1920 e disputou duas edições do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (o terceiro nível do futebol da época): em 1961 e 1962, e mandou seus jogos no Estádio do Nacional.
Outro time da cidade foi o Palestra Itália Jundiaiense, fundado em 15 de novembro de 1919.

O Palestra de Jundiaí disputou o Campeonato do interior da APEA de 1928 a 1931.
Por fim, e não menos importante, falemos da a Associação Esportiva Promeca!

Fundada em 21 de abril de 1955, a AE Promeca, na verdade, não é de Jundiaí, o time foi fundado pelos funcionários da empresa homônima que ficava em Várzea Paulista.
Mas, na época em que disputaram o profissionalismo, Várzea era um distrito de Jundiaí.
Olha o time de 1962:

A equipe mandava seus jogos no Estádio do Nacional e em 2024 fomos até lá para registrá-lo em fotos e complementar este post.
Assim, encerramos nosso breve relato sobre o futebol profissional jundiaiense.









A região é conhecida pelos parques e pousadas em torno das águas termais, que são naturalmente aquecidas por virem de lençóis localizados a até 1,5 km de profundidade. Literalmente uma “água quente do inferno” heheehehe. E lá vamos nós aproveitar as piscinas!
Pra quem nunca foi pra lá, vale a pena, principalmente se tem criança na família…
A foto acima é da própria pousada, e as de baixo do Parque do Rio Quente, na cidade vizinha.
Mas, como não poderia deixar de ser… entre um passeio e outro fomos atrás do futebol local, representado em Caldas Novas pelo Caldas Esporte Clube.
O Caldas Esporte Clube foi fundado em 18 de abril de 1982, e foi o primeiro clube profissional na cidade.
Na época, o distintivo era diferente, como se pode ver em uma das camisas de 93.
Chegou a disputar a primeira divisão em 6 oportunidades (1993, 1996, 1998, 2000 e 2001).
Achei um distintivo do time pela cidade…
Por problemas financeiros, o Caldas Esporte Clube acabou desfiliando-se do profissional e por isso em 2007, a cidade ganha um novo time pra representá-la no futebol profissional: Caldas Novas Atlético Clube
Assim, de certa forma, os dois times estão interligados no nascimento.
Em 2012, o então Caldas Novas Atlético Clube sagrou-se campeão da 3ª Divisão.
Em 2015 chegou a disputar a primeira divisão, mas o time acabou amargando a última colocação e acabou rebaixado, abandonando o futebol profissional.
Mas… Voltemos ao Estádio que sediou ambos os times, o Estádio Serra de Caldas.
O Estádio fica no centro da cidade, e é muito bem localizado.
Possui arquibancadas em ambos os lados.
Tem um capacidade de…
Enfim, vamos dar uma olhada no geral:
Ao fundo a cidade que não para de crescer.
O estádio possui sistema de iluminação próprio.
Bonita a arquibancada, não é?
As cabines de rádio:
O gramado está bem cuidado e pronto para ser usado.
Uma bilheteria a mais pra nossa coleção!
Enfim, essa foi nossa aventura por Caldas Novas, mas, claro que aproveitamos a viagem para uma rápida passagem em outros importantes estádios de Goiás, como o Estádio Olímpico Pedro Ludovico, casa do Goiânia FC, mas que também é utilizado pelos demais times (Goiás, Atlético Goianiense e Vila Nova).
Pudemos conhecer ainda o tão sonhado Estádio Serra Dourada!
Nem nos preocupamos em fazer muitas fotos, porque sem dúvida, queremos voltar para dedicar mais tempo aos estádios de Goiânia.
Mais uma bilheteria pra conta!











































































O time é conhecido aqui no Brasil como Besiktas e defende as cores da cidade de Istambul, na Turquia.
O Besiktas foi fundado em 1903, no distrito que tem o mesmo nome, e é conhecido por ser um bairro boêmio e que reúne os antifascistas locais!
A torcida deles é bem atuante!
O time foi fundado em 1903 e tem como mascote uma águia e por isso é chamado de “Os Águias Negras”.
Manda seus jogos no Estádio Vodafone, um lugar que eu sonho em conhecer, com capacidade para mais de 41 mil torcedores.
O Besiktas possui 15 títulos do campeonato nacional, entre eles o da temporada 2016-17:
Ainda possui 9 copas e 8 supercopas.
Mas muito mais do que qualquer título, o Besiktas possui uma camisa linda, uma história incrível e uma torcida que faz a diferença… Pra quem não conhece a força do futebol turco, assista e anime-se!
Já no caminho de volta, e depois de percorrer 20 cidades e registrar seus estádios (
Ruas desertas (afinal era um domingo pós feriado)….
Deu pra conhecer a antiga estação ferroviária…
O coreto central faz a memória voltar a outros tempos…
As construções de tempos atrás fazem parte da realidade do dia-a-dia atual:
E lá está uma das igrejas da cidade:
Olha que diferente essa parte da cidade, uma rua larga, arborizada, lembra até as cidades históricas de Minas Gerais.
E assim, caminhando pela cidade, chegamos ao nosso objetivo: o Estádio João dos Santos Meira:
É… faltou uma sinalização deixando claro o nome do estádio, mas…. Aí está! Pelo que eu pesquisei, a entrada do estádio foi reconstruída, e infelizmente não encontrei nenhuma imagem de como era antigamente…
O Estádio também chamado de “Estádio Municipal da Mogiana“, foi a casa do EC Mogiana (que não chegou a disputar nenhuma competição profissional) e também do Esporte Clube Corinthians de Casa Branca.
O EC Corinthians foi fundado em 7 de março de 1958 e disputou cinco edições do campeonato paulista da série A3 (de 1980 a 84) e disputou duas edições do campeonato paulista da quinta divisão (1978 e 79). Aqui, uma imagem do time juvenil, na década de 60:
Atualmente o clube participa apenas de competições de futebol amadoras. Pesquisando pela Internet, vi que é possível
Vamos adentrar e conhecer um pouco mais do estádio:
Lá do outro lado, também existem dois lances menores de arquibancada ao lado do banco de reservas:
Esse é o gol do lado esquerdo:
Aqui, o gol da direita:
Essa é a arquibancada lateral. Poucos degraus, mas aparentemente foi refeita (cimento ainda tá claro).
Aqui, os bancos de reserva:
Ainda existe uma mini estrutura (aquelas duas casinhas a esquerda):
A molecada tava mandando uma disputa de penaltys na hora da nossa visita:
E com esse último olhar do estádio do EC Corinthians de Casa Branca, fechamos nosso rolê de independência.
21 cidades visitadas. Nem todas com estádios abertos à visitação, mas fizemos o possível para ao menos registrar algumas imagens.
Já temos novos assuntos pra postar por aqui, novos estádios, camisas e times… É só achar um tempo pra preparar todo esse material … Abraços!






































































































































A cidade abriga uma população de 41 mil pessoas.
Infelizmente chegamos tarde e já estava escurecendo…
Conseguimos apenas passar pelo Estádio do Complexo Esportivo Municipal, que não chegou a receber jogos pelas competições oficiais da Federação Paulista de Futebol…
A última brecha de sol…
Por sorte, o amigo Nagib Miguel Neto, conseguimos algumas fotos do campo, em tempos atrás, quando ele era
Uma pena, pois deveremos voltar para registrar melhor a casa da Associação Atlética Ituveravense, o “Tigre do Ramal” (o apelido era porque o time ganhava todos os torneios que aconteciam nas cidades por onde passavam os trens da mogiana). Na torre da entrada do campo da A.A.I havia um desenho de um tigre, retirado nos anos de 1970.
A Associação Atlética Ituveravense foi fundada em 25 de janeiro de 1926.
Chegou a montar grandes esquadrões, com destaque para o time de 1966 que chegou à final da A3 do Campeonato Paulista contra a Internacional de Limeira.
Esse era o time de 1966:
Mas, a final só foi realizada em 1967, então vale destacar o time deste ano:
Pude conversar com o ex jogador Antonio Carlos Milano, o goleiro Tomires, da foto acima (que depois jogaria por outros times como o Comercial de Ribeirão Preto).
Existe uma controvérsia a respeito dos jogos e ainda não encontrei nenhum documento que me responda quem venceu o jogo de volta.
O que se sabe é que a Ituveravense venceu o jogo de ida, e no site da Federação, ambos os times são apresentados como campeões daquele ano, ganhando o direito de disputar a série A2 de 1967.
Resta confirmar quem venceu o segundo jogo. Seo Tomires (o goleiro daquela partida) garante que eles venceram os dois jogos, enquanto a Inter cita na campanha do título uma incrível virada no segundo jogo.
Para a Ituveravense disputar a série A2 de 1967, o Estádio da Rua Victor Venerando da Fonseca, precisava ser ampliado para no mínimo 15 mil pessoas (quase a população da cidade na época).
E embora tenham tentado, o máximo que o “campo da Ituveravense” chegou foi à capacidade dos atuais 6 mil pessoas e assim, o time acabou se licenciando do Campeonato Paulista.
O amigo Nagib conseguiu mandar mais umas fotos desse belo estádio também:
O time voltaria a disputar a terceirona em 86 e 87 (antes disso já havia disputado de 1961 a 66), e a quarta divisão em 89, 90 e 91, sendo essa sua última participação no futebol profissional.
Aqui, o time que jogava o amador, com nome de Ituverava EC, em 1947:
Esse o time de 1963:
Aqui, a Ituveravense de 1964:
Essa é de data desconhecida:
A de 1968:
Atualmente o time segue disputando as competições amadoras na Liga Brodowskiana de Futebol.
Foi no clube da Ituveravense onde o nadador medalhista olímpico Gustavo Borges iniciou sua carreira.
Essa é sua sede: