Dando sequência ao nosso rolê, depois de termos passado por Itajobi (veja aqui como foi) a parte 6 desse projeto nos levou à cidade de Urupês.

Se você gostou daquele falcão carcará que mostramos no post sobre os estádios de Novo Horizonte, vale você dar uma olhada na “turma” que nos recepcionou no caminho para Urupês. Não 1, nem 2, nem 10, mas cerca de 20 Gaviões Carcará que estavam ali… tomando um sol e buscando um rango na terra recém revolvida…



Urupês fica na parte norte do estado de São Paulo, e tem uma população de pouco mais de 14 mil pessoas. A cidade leva o nome da tradicional coletânea de contos e crônicas do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicada originalmente em 1918. E Urupês parece mesmo ter nascido de uma fábula brasileira, fiel aos detalhes do imaginário coletivo quando se fala em uma pequena e pacata cidade do interior…





Nossa memória nos traiu e não lembramos que o casal de amigos Guido e Maria Aparecida, torcedores do Ramalhão e figurinhas sempre presentes nos jogos do nosso time pelo interior, moram em Urupês…

A gente acabou almoçando por lá e tomando um Guaraná Poty!

Valeu até um rolê pra conhecer o cemitério!

Mas, nosso objetivo na cidade era registrar o Estádio Municipal Augusto Gonçalves, antigo Estádio São Lourenço, onde o Mundo Novo FC mandou seus jogos em 1967, em sua única participação em competições profissionais da Federação Paulista, pela quarta divisão.

O amigo Guido nos ajudou com duas fotos da entrada oficial do estádio (a gente entrou pela lateral e ia acabar perdendo esse registro!):

A placa indica que a inauguração do Estádio Augusto Gonçalves se deu em 23 de setembro de 1989.

O time foi fundado em 1958 e acabou sendo refundado em 1982, mas dedicando-se apenas às disputas amadoras. O nome “Mundo Novo FC” vem da antiga denominação da cidade de Urupês quando ainda era um distrito (passou a ser chamada de Urupês em 1944).

O amigo Raul Casagrande, morador de Urupês e colecionador de imagens da cidade, ainda nos enviou mais estes raros registros do time do Mundo Novo FC:


Esse é o endereço do estádio:

Aqui é a entrada lateral por onde chegamos:


A entrada lateral (por onde chegamos) tem até um espaço onde deve ter existido um banner com o nome do estádio.

Vamos entrar e conhecer um pouco do campo?

Além do gramado muito bem cuidado, o campo é inteiro cercado por um alambrado e por um banco de madeira.


No lado lateral, uma bela arquibancada onde cabem uns 800 torcedores.


O campo é todo cercado por árvores, características dos estádios do interior.

Possui sistema de iluminação que garante jogos noturnos.


O estádio fica num bairro que é praticamente o limite da cidade. As ruas laterais nem tem saída, e é uma região predominantemente residencial.

Os bancos de reserva parecem ter sido reformados, estão novinhos!



A inscrição que se seguida a risca deve diminuir bastante as chances de ataque….

Eu, todo contente de conhecer um estádio que possui tão poucas informações disponíveis, mesmo na era da Internet.


Alguns nunca entenderão a força de um estádio assim…

Uma última olhada antes de irmos embora e dar sequência à nossa viagem…


Nossa próxima parada: Potirendaba, terra mãe dos refrigerantes Poty!!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!




















































































































































Atualmente cerca de 40 mil pessoas vivem em Bariri. A principal fonte de renda do município são as suas indústrias e a agricultura, com foco na cana-de-açúcar.
Almoçamos por lá, no restaurante “Sucata”.
Demos um rápido rolê pelo centro, pra pelo menos curtir um pouco da arquitetura ainda preservada em diversas casas e comércios.
Como não podia deixar de faltar… A igreja e a praça matriz!
Falando um pouco sobre o futebol na cidade, vale ressaltar que já existiram vários times defendendo a cidade, do Sport Clube Resegue, time da tradicional família Resegue:
Depois tivemos o EC Municipal:
O EC Bariri, que usava o próprio brasão da cidade como distintivo:
E, por fim, o polêmico CAL Bariri, que foi o time do Clube Atlético Lençoense que migrou para a cidade e passou a mandar ali os seus jogos.
Já vimos um jogo contra o CAL Bariri, em 2009, lá em Paulínia, contra o time local.
Nossa missão era conhecer e registrar o Estádio Municipal Farid Jorge Resegue, palco de todos esses times locais.
O Estádio fica em um quarteirão que tem em um de suas esquinas o cruzamento da São João com a General Osório, numa rua bem pacata.
Para tirar umas fotos de dentro, encontramos um “novo portão” de acesso.
E grata surpresa! Um estádio que parece ter parado no tempo, do ponto de vista do charme e da arquitetura típica do início do século XX!
A pergunta que fica é: quantas histórias, partidas e aventuras não devem ter acontecidas nesse campo? Da nossa parte segue o orgulho em registrar mais um templo do futebol, que torcemos volte a ser utilizado nas disputas oficiais da Federação Paulista!
Por hora, os muros estão passando por uma reforma, e aparentemente também alguns detalhes da parte interna. Mas olha que interessante o entorno do campo feito em paralelepípedos!
Que a energia siga viva!
Vamos dar um giro via vídeo?
Olha aí o banco de reservas.
Interessante como os gramados seguem bem cuidados. Parece que o futebol amador vem fazendo bom uso do estádio.
Em 2009, o Lençoense trouxe o futebol profissional de volta ao estádio, desde que o Sport Club Resegue disputou as divisões inferiores, na década de 1960.
Suas arquibancadas tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores, mas segue esvaziada depois que o CAL Bariri se licenciou da Federação.
Mesmo sabendo das dificuldades para se manter um time de futebol, seguimos na torcida para que a cidade de Bariri consiga o mais cedo possível um time para chamar de seu e voltar a ocupar o Estádio Farid Jorge Resegue!
E de Bariri, 































































































A 182a camisa do blog é de uma tradicional equipe polonesa, o Legia Varsóvia (Legia Warzsawa).
A história do time é no mínimo curiosa, já que foi fundado em março de 1916, em Volhynia (cidade da Ucrânia), por uma legião do exército polonês, durante operações militares na Primeira Guerra Mundial. Este é um raro registro do time naquele ano, quando ainda eram chamados de Drużyna Legjonowa:
Após a guerra, o time voltou a se organizar, a partir de 1920. Em 1923, após uma fusão com outro clube local, o Korona, o time adotou o nome que usa até hoje. Esse é o time de 1926:
Em 1927, disputou sua primeira partida pela primeira divisão nacional polonesa.
Em 1955, veio o primeiro título, pela Copa e em 56, o título do campeonato nacional.
Durante muitos anos, o clube foi propriedade do exército nacional, mas acabou comprado por empresários do setor da comunicação.
Aqui, o time de 1989:
Algumas fotos dos times que já vestiram a camisa alvi/rubro/verde, a começar pelo time de 91:
O de 1993:
Hoje, o Legia é um dos principais times da Polônia, tendo 11 títulos da Ekstraklasa Champions, 18 troféus da Copa da Polônia e quatro SuperCup da Polônia.
Manda seus jogos no Estádio do Exército Polonês. Estivemos por lá em 2015, embora não tenha sido possível filmar lá dentro, seguem algumas imagens de frente do estádio.







































