Em campo, o Juventus mandou mal e perdeu em casa, por 3×0 para a equipe do Audax. Pra piorar, saiu momentaneamente do G4 da Copa Paulista.
Mas confesso que o jogo estava em segundo plano, para nós. Nosso objetivo maior nesse domingo era rever um dos maiores patrimônios do Juventus.
Em tempos de futebol moderno, onde jogadores, técnicos, diretores e patrocinadores vem e vão a cada semestre, é a torcida quem permanece como testemunha da história dos times. Aliás, justiça seja feita, a Setor 2 tem feito bonito na Javari há anos!
Além da Setor 2, deve se aplaudir o retorno do torcedor comum à Javari. Incentivado pelo amor ao bairro e pelas boas campanhas, as bancadas grenás tem estado cheias!
A Javari merece casa cheia independente da fase do Juventus. O Estádio é sem dúvida uma das jóias do Brasil.
Aliás, um olhar ao redor do Estádio mostra o crescimento da cidade chegando até a Moóca…
E o Juventus ainda tem nessa temporada mais um detalhe para quem gosta do romantismo do futebol. Trata-se do único “Ferreira”, o treinador mais louco do Brasil. Figuraça, adorado por todo o estado de São Paulo.
Mas, para finalizar, e mostrar o nosso principal motivo de ter ido até a Javari, no intervalo do jogo houve uma homenagem a uma figura importantíssima, que embora esteja presente em quase todos os jogos, normalmente não fica nas arquibancadas. Trata-se do ´Seo´ Antonio, vendedor dos tradicionais Cannolis, engordando torcedores da Mooca há décadas.
Após algumas semanas afastado por problemas de saúde, o “Tio do Cannoli” está de volta à Moóca!
Ainda no estádio, uma passada na loja do Juventus. Aliás, para quem procura camisas ou souvenirs do Juventus, essa é a opção! Quem precisar, o email deles é grenaebranco@juventus..com.br
Antes de ir embora, um último registro. O jogo ainda não havia acabado. A torcida frustrada pelo resultado, mas orgulhosa em assistir ao time do seu bairro no seu estádio. Isso não tem preço.
Voltamos na companhia da nosa nova companheira… A caveira do St Pauli.
25 de agosto de 2012. Jogo válido pela série C do Campeonato Brasileiro, enfrentam-se Santo André x Macaé-RJ. Seria engraçado, se fosse só mais uma cena de um filme. Seria heroico, se não fosse tão real. É dia de jogo em casa e mais uma vez, nós, torcedores do Santo André estamos trancados do lado de fora.
A verdade é que a situação enfrentada pela torcida do Santo André já passou dos limites. É de fazer a raiva falar mais alto.
Só pra explicar, de forma rápida, já há alguns anos o Estádio do Santo André vinha sofrendo com problemas de infiltração, tanto no lado das cadeiras cobertas, quanto na arquibancadas.
Mas a verdade é que essa conversa nunca foi muito levada a sério.
Porém, desde 2010, por questões de segurança, começaram a priorizar o uso das arquibancadas em detrimento das numeradas (o engraçado é que o oposto também já ocorrera, tendo jogos em que apenas o setor coberto estava liberado).
Em 2011, num movimento irreal, a Prefeitura Municipal de Santo André, “capitaneada” pelo prefeito AIDAN, simplesmente demoliu o setor das numeradas e sua cobertura.
Se você se preocupa com a cultura e a história do futebol, não assista o final do vídeo. Ver uma torre daquelas caindo e derrubando a marquise machuca o coração…
Começam0s a assistir os jogos da arquibancada, e dali vimos uma má campanha na série C em 2011, que quase nos levando à série D.
Em 2012, mais de 6 meses depois da destruição, nada foi feito e simplesmente perdemos o direito de mandar os jogos no Brunão, passando a disputar o Campeonato Paulista da A2 em estádios vizinhos (1o de Maio e Anacleto).
Na última partida, quando precisávamos de uma vitória sobre o União Barbarense para não cair para a série A3, voltamos a jogar em casa, porém… com os portões fechados… Retratamos esse jogo da A2 aqui.
E é assim que seguimos. A série C de 2012 iniciou tendo como nossa casa o Estádio Hermínio Ometto, em ARARAS!!!
Depois de 4 jogos por lá, voltamos ao Bruno José Daniel, mas… Mais uma vez com portões fechados.
E assim tem sido a ridícula vida de adaptação dos torcedores locais.
A Esquadrão Andreense, ocupou os muros próximos à entrada dos visitantes.
A visão do jogo até que era aceitável.
Ali em cima do morro (pra quem conhece a região) até teve gente tentando assistir, mas a visão é mínima…
A maior aglomeração era mesmo em frente ao portão do “finado” setor das cadeiras cobertas.
Mas houve quem encontrasse um setor mais VIP, contando com um buraco no muro que colaborava com a visão do jogo.
Tudo bem, que o “piso” do setor VIP era “lixuoso” ao invés de ser luxuoso…
Ah, e já tem setor ficando disputado. Assistir em cima da árvore por exemplo já começa a ser uma opção para quem chega mais cedo…
O resultado em campo foi terrível. Santo André 0x3 Macaé-RJ. Por incrível que pareça o Santo André até jogou melhor o primeiro tempo, perdendo chances incríveis!
Mas, o segundo tempo começou fulminante e logo de cara levamos o gol do time carioca… E o poder de reação não foi suficiente para sequer empatar o jogo…
Ah, e enquanto sofríamos em campo, a Polícia Militar resolveu aparecer no intervalo e expulsar a galera que estava assistindo o jogo na parte “superior” da entrada…
Independente da posição política de cada um, ficou claro que mesmo entre os antigos eleitores do atual prefeito a relação é de decepção com a nossa prefeitura.
Por isso, mais uma vez foi realizado um enterro simbólico do prefeito que enterrou nosso estádio.
Além disso, foram distribuídos e colados pelo bairro o panfleto lembrando aos atuais eleitores a “grande obra” do Prefeito Aidan.
É triste ver o descaso com um patrimônio histórico da cidade… Até “restos de catracas” estavam por ali. E quer saber? Eu vou tentar pegar isso e guardar como relíquia, aqui em casa!
Mesmo no meio de tanta coisa triste, achei uma coisa legal, que eu não havia percebido: o (aparentemente) novo ônibus do Ramalhão. Como sei que o Anderson (lá de Curitiba, do blog Camisas e Manias) curte essa estranha ligação entre ônibus e futebol… Taí uma foto pra coleção dele.
A 139ª camisa de futebol, da nossa coleção foi presente de mais um apaixonado por futebol: o amigo José Antonio Martineli. A camisa representa a cultura e o esporte da cidade de Pirassununga!
O time dono da camisa é o Clube Atlético Pirassununguense.
O Pirassununguense, ou simplesmente “CAP” é mais um desses times “mágicos” que desafiam o futebol moderno e seguem até os dias de hoje dando alegrias ao povo da sua cidade. Fundado em 1907, fez seu primeiro jogo oficial em 1908, contra o Paulista, de São Carlos, vencendo por 2 x 1. Graças à sua tradição, o CAP ganhou o respeito de seus adversários. Esse fato motivou o apelido que se transformou em mascote: o “Gigante do Vale”.
A estreia em competições oficiais ocorreria em 1918, no Campeonato Paulista do Interior, o Paulista de Jundiaí foi o campeão do grupo.
O CAP disputou por mais seis vezes o Paulista do Interior, com destaque para 1942, quando sagrou-se campeão da 16ª região, e ainda batendo nos mata-matas a Esportiva Sanjoanense, o Botafogo de Ribeirão (eliminado por irregularidades nos registros) e o Palestra de São José do Rio Preto. O time pirassununguense só acabou eliminado pela equipe vice campeã daquele ano: o Lusitana de Bauru!
Além disso, em 1947, foi campeão do Setor 11 da Zona 3.
Logo que a a Lei do Acesso foi criada, em 1949, foi um dos primeiros clubes a se inscrever, disputando assim o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1950 e 51. Infelizmente, deixou o profissionalismo por ser um município com menos de 50 mil habitantes (essa era uma das regras estipuladas pela Federação, na época). Afastou do profissionalismo, mas sagrou-se Campeão amador do Interior, em 1954. Só em 1966, o Pirassununguense voltou ao profissionalismo, disputando a Terceira Divisão (o quarto nível daquele ano), com o time abaixo, que. se classificou para a segunda fase:
Em 1972, o time disputou a Segunda Divisão Profissional (equivalente ao terceiro nível do futebol paulista naquele ano) e foi campeão da Série Independência, fazendo a final contra o José Bonifácio (que sagrou-se campeão com um empate em casa e uma vitória por 1×0 em Pirassununga).
Em 1973, foi convidado a disputar o Campeonato Paulista da Primeira Divisão (atual Série A2), já que o José Bonifácio não teve condições de participar do campeonato. O CAP foi eliminado na segunda fase depois de ser vice líder da série C:
Em 1974, novamente o time classifica-se para a segunda fase, onde é elimiado. Esse foi o time de 1975:
Aqui, o time de 1977:
A partir de 1980, a chamada Primeira Divisão passa a ser chamada de “Terceira Divisão” e o Pirassununguense permaneceu nessa série até 1983. Esse é o time que disputou o campeonato de 1982:
Em 1987, o clube aplicou sua maior goleada em um adversário: 14 a 0 sobre o Piraju.
O time permaneceu nas disputas profissionais até 1992, quando novamente se licenciou. Somente em 2001, voltou ao profissionalismo, graças a uma parceria com o Guarani. Nesse ano, “revelou” o meio-campista Alex (ex-Internacional-RS e ex-Corinthians).
Em 2008 decidiu não disputar o campeonato, mais uma vez. E só voltou em 2012 para a disputa da segunda divisão do Campeonato Paulista e nós estivemos lá pra registrar (veja aqui como foi).
O clube manda suas partidas no Estádio Bellarmino Del Nero, que tem capacidade para mais de 5 mil pessoas.
Fica a dica cultural: o blog “Memória de Pirassununga” traz um belo registro da história da cidade (até do futebol, aliás, pegamos algumas fotos de lá!). Pra quem gosta de hino, segue o do Pirassununguense:
Outra boa dica é o site CAPirassununga, com várias notícias e informações do time. Antes de ir… Ouça a voz da torcida…
Mas vale citar que o fim de semana começou com um ótimo filme, que eu recomendo a todos, chama-se “Aqui é o meu lugar”! Veja o trailer:
Após o cinema, o amigo Gabril Uchida, do quase milionário Fototorcida, nos levou a um bar de São Paulo, chamado Tubaína bar, como somos loucos por tubaína, adoramos!
O Suzuki é um artista de Santo André que criou um estilo bastante próprio e chegou a ter problemas com a ditadura militar, passando 17 dias preso no DOICOD.
Aproveitamos e demos uma passada na exposição “Gesto Amplificado”, que une a arte com crítica social.
Um trabalho bem legal do mexicano Horácio Cadzco, que mostra algumas figuras conhecidas no México por “baixo da pele”…
Mas, enfim chegou o momento de ver um jogo, pela série B do Campeonato Paulista, a quarta divisão estadual. O jogo era entre o Nacional da capital paulista e o Votuporanguense. Esse é o ônibus deles, em homenagem ao amigo Anderson :
Já vimos um jogo deles, valendo o acesso à série A3, veja aqui como foi.
E a torcida do Nacional compareceu. E por que torcer pro Nacional? Ouve aí…
E lá fomos nós para mais uma aventura histórica pelo futebol…
Nosso “guia local” nos jogos do Nacional é o amigo Álvaro, que já foi várias vezes ver o Ramalhão com a gente! Além de bom conhecedor e “vivenciador” do futebol do interior, Álvaro começa a ficar conhecido pelas caras estranhas que sai nas fotos hehehe.
Foi bacana ver que o time de Votuporanga, além de levar um bom público nos jogos em casa, está trazendo gente para os jogos mais distantes. Muito respeito e admiração pelos mais de 50 torcedores que foram à capital.
Aqui, a faixa da TURA – Torcida Uniformizada Raça Alvinegra.
O Estádio Nicolau Alayon é mais um daqueles que permitem uma proximidade bastante grande com o jogo e com os jogadores. Principalmente com os reservas.
Deu até pra trocar uma idéia com os reservas do Votuporanguense. Segundo eles, a média de público em Votuporanga está em 3 mil torcedores.
Falando um pouco do jogo, o Nacional começou fazendo valer sua condição de mandante e indo pra cima do time visitante.
O início forte fez com que o time abrisse logo de cara 2×0 no placar, para a alegria da torcida local.
Entretanto, ainda no primeiro tempo, o time do interior diminuiu.
E no segundo tempo, o pesadelo para o torcedor do Nacional… Gol do CAV… Que garantiu o resultado final em 2×2.
Um resultado que não ajuda muito nenhuma das duas equipes.
Para o Nacional, ficou um sentimento ainda pior, uma vez que havia um razoável público presente, que seria ainda mais empolgado no caso de uma vitória.
Pelo lado do CAV, o empate foi o terceiro consecutivo nessa fase, deixando a equipe com apenas 3 pontos.
Se para um, não é fácil ser um time na capital, onde todos os olhares se voltam para os chamados “grandes”, para o outro, ser um time tão distante da capital, acaba fazendo com que a mídia praticamente não se recorde deles.
A solução? Talvez encher a cara no bar do estádio, talvez se agarrar a esta oportunidade do acesso para a A3…
Pra nós, era hora de ir embora e pegar a estrada… Nosso destino, as estradas de terra de Cosmópolis para mais uma aventura de bicicleta, no domingo pela manhã!
É assim que conseguimos misturar as coisas e manter nossa vida de um jeito alegre e divertido!
Data histórica para a pequena, mas ainda apaixonada torcida do Santo André.
Foi uma noite de festa no Museu Municipal de Santo André (veja mais sobre o museu aqui), na inauguração da Exposição “Tuas Cores nos encantam”.
Para animar a festa, tivemos a presença da Banda Lira, de Santo André (veja aqui, mais sobre a banda) e da bateria da torcida Fúria Andreense.
A exposição reuniu camisas do Santo André de 1968 até os dias de hoje e foi organizada exclusivamente por torcedores do Ramalhão.
Para ser 100% “Ramalhina” a festa teve como “mestre de cerimônia” o torcedor e profissional da rádio (atualmente na Rádio Estadão ESPN) e Internet Vladimir Bianchini, que conduziu a festa devidamente caracterizado com a camisa do Santo André.
Aliás, não foi só ele que estava com uma camisa histórica do time. Vários torcedores lembraram um pouco da história e deixaram a exposição ainda mais completa!
A exposição mostrou como torcedores de um time podem fazer a diferença em se tratando de resgatar e fortalecer a memória do seu time. Sugiro que quem esteja lendo esse post, pense seriamente sobre a possibilidade de fazer um evento parecido em sua cidade.
Não é tão difícil quanto parece, e o mais legal é que na hora se reencontram amigos e torcedores que há tempos não se viam e que graças ao futebol podem se reencontrar. Fora as camisas exclusivas que aparecem também…
Essa aqui é a réplica da época que o time nem usava o brasão da cidade como distintivo.
Teve até quem lembrasse das camisas que levavam o patrocínio da COOP, parceira do time por tantos anos…
Além de torcedores, também estiveram presentes alguns ex-jogadores como Fernandinho e o Cite, um dos jogadores do primeiro time do Ramalhão, que me deu a honra de sair na foto abaixo.
Além dele, Anísio, grande ídolo e que mantém um enorme carinho pelo time e pela cidade.
Outro pessoal que compareceu e ajudou a organizar o encontro foi o pessoal da Ramalhonautas, aqui, na foto com o eterno ídolo Arnaldinho.
E deu tempo para encontrar os amigos que não temos encontrado nos jogos de Araras.
Pra quem ainda não foi, dá tempo de conferir a exposição, até o fim de Agosto no Museu de Santo André, de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30 e aos sábados, das 9h às 14h30.
Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa
Rua Senador Fláquer, 470 – Centro – Santo André
(11) 4438-9111 (administração) e (11) 4436-3457 (biblioteca)
E-mail: museu@santoandre.sp.gov.br
Estacionamento para visitantes: Rua Dona Gertrudes de Lima, 499 – Centro
Entrada gratuita
Pra terminar, o momento mais emocionante da noite…
Mesmo não sendo ligado à religião, pela manhã fui até a igreja matriz de Santo André para ver a cara do santo que dá nome à minha cidade e ao time que torço. Lembra um pouco o próprio (e misterioso e polêmico) João Ramalho, que fundou a cidade, não?
Mais uma vez (e pelo que dizem, a última) fizemos de Araras a nossa casa. Assim, lá fomos nós ao Estádio Herminio Ometo para assistir Santo André x Oeste.
E lá foram também os heróis seguidores do Ramalhão, que fizeram questão de mostrar o descontentamento de todos com o atual prefeito Aidan, que parece ter esquecido do nosso Estádio.
E se é pra falar de faixas, aí está a nossa, que mostra a mistura que mais curtimos, futebol + punk rock!
O jogo prometia, afinal, o Santo André, embora invicto, vinha amargando uma sequência de empates, dando aquela incomoda sensação de que o time não anda.
O jogo começou e mostrou que infelizmente o time parece não andar mesmo, este ano…
Logo de cara, levamos um gol…
Terceiro jogo “em casa” e nenhum gol feito. Nenhuma vitória…
Os ânimos não estavam bons na torcida Ramalhina…
E se é pra ser difícil, que seja tudo de uma só vez… A polícia militar de Araras proibiu a entrada da bateria da Torcida Fúria Andreense. O jeito foi improvisar…
E foi assim que a percussão nasceu das cadeiras do Herminio Ometo…
Lá estavam as faixas e bandeiras para apoiar o time… Mas a verdade é que parecia que o time estava distante…
A rapaziada da Fúria Andreense também compareceu pra apoiar!
Em campo, o time esboçava uma reação e alcançou o empate de 1×1.
Mas nada que empolgasse os torcedores. Sei que é um post meio triste e chato, mas é que a situação do Santo André nos últimos anos não está muito animadora.
O jogo em si foi morno até o seu final… Por mais que o Santo André dominasse o jogo, o empate foi o resultado final.
A nós, torcedores, só restava gritar com o time…
E ao menos o orgulho em estar presente em mais um momento do nosso time…
A sede do América fica no mesmo lugar onde o time mandava seus jogos, antigamente e era conhecido como “Estádio da Rua Campos Sales“. Agradecemos os diretores lá presentes que nos deixaram entrar e fazer algumas fotos.
Outros times chegaram a usar o Campo da Rua Campos Sales, casos do Oriental e do Haddock Lobo. O América passou a usar o campo depois de ter incorporado o Haddock Lobo, em 1911, mandando ali os jogos do Campeonato Carioca. O primeiro deles, a vitória de 3×1 sobre o Rio Cricket. Em 1924, o estádio ganhou as primeiras arquibancadas de cimento. Atualmente, há poucos detalhes do antigo estádio.
Mas, só de poder conhecer pessoalmente mais um lugar histórico para o futebol carioca, já valeu a pena. Foi nesse ex-estádio, que em 1914, durante um jogo contra o Fluminense, que a torcida americana passou a chamar os tricolores de Pó de arroz, devido ao jogador Carlos Alberto, passar pó de arroz no rosto para se clarear.
Foi em Campos Sales, que o América conquistou suas maiores glórias, como os campeonatos cariocas de 1916, 1928 e 1931. Com a morte do Doutor Francisco Satamini, sócio do América e proprietário do terreno, os vários herdeiros resolveram fazer um leilão do campo e pela salvação do clube Visconde de Morais empresta a quantia para adquirir o terreno. Em 1931, com a morte do Visconde, o América voltou a enfrentar os herdeiros que queriam receber a hipoteca. O problema só foi ter um final em 1934, com o pagamento final da dívida.
Em 1952, o Estádio teve sua capacidade ampliada para 25.000 lugares. Infelizmente, a vida do estádio teve pouco mais de 10 anos depois desta ampliação. O último jogo em Campos Sallles, em 1961, foi América x Olaria.
A partir daí, o América adquiriu o Estádio Wolney Braune, o Estádio do Andaraí, onde passou a mandar seus jogos. Acho sempre triste a demolição de um estádio. Mas… Seguimos nosso rolê, pela cidade maravilhosa…
Faz tempo que não posto nenhuma dica de filme relacionado ao futebol e normalmente quando eu faço é sobre algum filme sério retratando as coisas que mais gosto no esporte, como foi o caso do post sobre o filme “Looking for Eric”.
Entretanto dessa vez a dica é sobre um filme que ganhei há um tempão, e que só fui assistir muito tempo depois.
Trata-se do incrível “Kung Fu Futebol Clube” (Shaolin Soccer).
O filme conta uma história meio nonsense, sobre um time formado por lutadores kung fu que vai disputar um campeonato.
Dá uma olhada no trailler pra não se decepcionar achando que é um filme real ou que possa ser levado a sério.
É pra ver sem muita expectativa e rir um pouco…
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A 137ª camisa de futebol do blog foi presente do leitor e amigo Marcos Aquino, professor, apaixonado por futebol, que coleciona camisas e revistas esportivas e mora no interior do Ceará, na cidade de Limoeiro do Norte, 150 km da capital Fortaleza.
O time que defende as cores e a cultura da cidade é a Associação Desportiva Limoeiro Futebol Clube!
O time é conhecido como o “Jaguar do vale” e por isso esse é também seu mascote:
O time atual surgiu em 2001 para dar sequência ao futebol da cidade, após a extinção do Esporte Clube Limoeiro, fundado em 1942.
Achei pela net algumas imagens históricas do time, essa de 1948:
Enquanto Esporte Clube Limoeiro, o time sagrou-se campeão municipal em 1956, 1987, 1988, 1989, 1992 e 1994.
Em 1994, sagrou-se campeão cearense da Segunda Divisão estadual, chegou ainda a disputar a série C do Brasileiro de 1998, chegando à quarta fase, mas em 2000 o time fechou as portas por falta de apoio.
Assim, em 2001, o Limoeiro F.C. apresenta-se ao futebol, conquistando a segunda divisão estadual e conquistando o acesso à primeira divisão, com o time abaixo:
Em 2004, o time disputou a série C do Brasileiro e fez uma excelente campanha. Vale a pena assistir a matéria sobre esse time:
Em 2006, caiu para a segunda divisão novamente e só retornou para a primeira em 2010.
Porém… Em 2011, nova queda para a segunda divisão, onde permanece até agora (2012).
O time possui uma organizada chamada “Torcida Jovem Limoeiro”.
O time manda seus jogos no Estádio Bandeirão, estádio inaugurado em 1987:
A capacidade atual é de 3 mil torcedores.
Aqui o hino pra cantar junto, nas arquibancadas do Bandeirão!
Sábado, 14 de julho de 2012, dia de acompanhar o meu time do coração, na série C. Ainda jogando em Araras, o Santo André iria enfrentar o Vila Nova-GO.
Em campo, dois times que já viveram fases melhores, agora se encontram pela terceira divisão nacional.
O único lado bom desses jogos acontecerem em Araras é que acabamos ficando mais íntimos do Estádio Hermínio Ometto e achando algumas coisas únicas como esse “vale água” que deve ser usado no estádio desde a época que o Roberto Carlos jogava no União.
O pipoqueiro também traz em seu carrinho um adesivo de amor ao time local.
Pra quem achava que o Santo André iria jogar para ninguém, tão longe de casa, a Torcida Fúria Andreense deu a resposta e levou uma galera. Aliás, segundo o presidente da torcida, Renato Ramos, se tivessem mais ônibus iria ainda mais gente, assim, se algum empresário quiser apoiar… Taí a chance!
A rapaziada da TUDA e da Esquadrão Andreense também esteve presente!
E a torcida do Vila Nova, a “Sangue Colorado” também apareceu por lá!
E em campo ainda tivemos a presença de um ilustre ex-jogador do Ramalhão. O goleiro Júlio César agora defende a meta do time goiano.
Se em campo o jogo andava morno, a Fúria literalmente botou fogo nas arquibancadas…
E quando os fogos pareciam acabar, veio o “Blue Hell Andreense”. Parabéns ao pessoal!
Isso, fora as faixas que estiveram colorindo de azul o estádio normalmente alvi verde.
Falando do jogo em si, embora o início do jogo tenha dado uma ideia de que o Santo André dominaria o adversário, o jogo como um todo foi muito amarrado, sem grandes chances.
As bolas paradas ainda levaram alguma emoção, mas confesso que o 0x0 foi mesmo um placar justo.
Falando sobre culinária de estádio, fica a dica para o tio da paçoca: Leve mais paçocas!!!
Como torcedor, fica a esperança que o técnico do Santo André tenha maior sorte no próximo jogo, contra o Madureira, no Rio de Janeiro.
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(Mesmo que ele mande os jogos em uma cidade 250km longe…)