144- Camisa do River Plate

A 144ª camisa de futebol do blog vem mais uma vez da Argentina, de onde já falamos de tantos times como o C.A. San Miguel, o Olimpo de Bahia Blanca, San Lorenzo, Boca Juniors, Independiente, All Boys, Nueva Chicago, Argentino Jrs, entre outros… Foi presente do amigo Guille, “El Pibe” que escreve o http://www.expulsosdecampo.blogspot.com.br .

Dessa vez, falamos de outro gigante do futebol mundial, o Club Atletico River Plate. E com direito a uma camisa social, em homenagem ao seu retorno à primeira divisão.

O River é o time do nosso grande amigo Martin, lá de Buenos Aires!

Graças a ele, uma verdadeira enciclopédia do rock e do futebol, já estivemos algumas vezes no campo do River. Uma primeira vez, para conhecer o estádio e o museu (veja aqui como foi) e algumas vezes para ver o River jogar.

Aqui algumas imagens de quando vimos River x Velez, em 2011.

Como dá pra ver pelas fotos, o torcedor do River gosta de encher o estádio. E isso não foi diferente no ano passado, nem neste ano quando voltaram à elite do futebol Argentino. Pra nós, foi sem dúvida um grande prazer assistir os jogos do River.

O River é o time com mais títulos nacionais e obteve também várias conquistas internacionais, entre eles duas Copas Libertadores.

Embora tenha sua sede no bairro de Belgrano, sua torcida já está espalhada não apenas por toda Buenos Aires, como por toda a Argentina.

Manda seus jogos no Estadio Monumental Antonio Vespucio Liberti, o “Monumental de Núñez“, inaugurado em 1938.

Falando sobre a história do clube, o Club Atlético River Plate foi fundado em maio de 1901, no bairro de La Boca.

Contam que um de seus fundadores, Pedro Martínez, sugeriu este nome em homenagem às enormes caixas vindas da Escócia que chegavam no Porto de Buenos Aires com a inscrição “River Plate”. Por isso mesmo, o Boca Juniors e seu maior rival, com quem faz o El Superclásico. O time passou a disputar o profissionalismo em 1931, com o time: O River ganhou o apelido de “Los Millonarios” porque numa época em que os times investiam pouco em atletas, o River fez algumas compras de peso para atrair ainda mais gente ao campo. Em 1932, sagrou-se campeão Argentino com o time: Os anos 40 marcaram um período de grandes conquistas e craques, a começar pelo lendário Alfredo Di Stéfano, que ajudou o time a montar  a equipe conhecida como “a Máquina Millionária”. Assim, conquistaram os títulos de 1941 (sobre o San Lorenzo), 1945 e 1947. Os anos 50 trouxeram uma histórica marca ao time: conquistaram cinco títulos em seis anos: 1952, 1953, 1955 (conquistando o título em plena Bombonera), 1956, 1957, com uma equipe que tinha Ángel Labruna como grande ídolo: E se o clube era um time vencedor em suas primeiras décadas de existência, os anos 60 trouxeram uma fase de vacas magras, sem um título sequer, perdendo várias finais, entre elas a da Libertadores de 1966, contra o Peñarol. Pra quem gosta de raridades, segue o vídeo completo desta partida:

O ano de 1968 foi marcado por uma tragédia que abalou o futebol argentino, resultando na morte de 71 torcedores durante um jogo entre River e Boca. A tragédia acabou virando um filme chamado “Puerta 12”:

Os anos 70 voltaram a trazer alegrias para a torcida Millionária, com a conquista de títulos e bom desempenho na Libertadores (como o vice campeonato de 1976). Além disso, começava a carreira no clube um jogador chamado Passarella, que ainda traria muitas alegrias ao time.

Os anos 80 também começaram com títulos e craques. Destaque para o goleiro Pato Fillol (com quem conversamos em Buenos Aires, veja foto abaixo), Tarantini e Diáz.

Kempes é outra lenda dessa época que ifcou ainda mais na minha memmória graças às histórias que ouvi do próprio Chicão (volante da seleção brasileira de 78, já falecido) sobre como foi marcá-lo na Copa da Argentina. Só pela foto abaixo dá pra imaginar como foi. Novamente vieram campeonatos nacionais, mas o título que marca a década é a conquista da Copa Intercontinental de 1986, com o time: É nessa década que chega mais um uruguaio que faria história no time: Enzo Francescoli. A década de 90 foi ainda mais vitoriosa, com vários nacionais e uma Libertadores, em 1996 e a Supercopa Libertadores de 1997. Chegamos aos anos 2000, e encontramos um River comemorando centenário em 2001 com uma ação inusitada da torcida: um bandeirão de mil metros levados em passeata do Obelisco até o Monumental onde jogaria contra o Peñarol. Anos depois, eles fariam uma bandeira ainda maior, veja:

Embora a vantagem de títulos nacionais sobre o Boca Juniors tenha aumentado nessa década, o River sofreu duas eliminações pelo rival na Libertadores. Em 2008, chegaria ao título nacional de número 33. O ídolo que estava naquela equipe era outro uruguaio Sebastián Abreu. De 2008 em diante, o River passou por uma má fase, chegando ao ponto mais baixo da história: seu rebaixamento, em 2011. Buenos Aires viveu momentos de terror, com torcedores destruindo tudo o que encontravam pela frente.

Entretanto, o retorno deu-se na temporada seguinte, com destaque para Leonardo Ponzio. Para maiores informações, o site do time é http://www.rivermillonarios.com.ar .

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Entrevista com Marcello Matrone

Ok… Esqueça tudo que você já viu sobre comemorações estranhas e prepare-se pra entrar no incrível mundo de Marcello Matrone. Um cara que soube equalizar raça, atitude e dedicação com diversão na medida certa!

Pela internet conseguimos bater um papo com o jogador e entender um pouco do que passa na cabeça desse jogador que revolucionou a arte de comemorar gols no leste europeu.

1- Começamos perguntando um pouco sobre o seu histórico, quando e onde começou sua carreira e por quais clubes passou até chegar no HIK da Finlandia? Ola Mauricio, eu vim novo aqui para a Europa, sou de Rio Verde-GO, onde comecei a jogar e depois já me transferi para um clube na Belgica (o GBA Antwerpen), depois fui para a Alemanha onde joguei 4 anos (Tus koblenz)…
Depois passei uma temporada no futebol de Marrocos (Husa Agadir) até que cheguei na Finlandia, onde estou no momento.

Aqui ja joguei na Primeira e Segunda Divisão (Honka e Hamennlinna) e agora estou no Hik (www.fchik.fi), há 2 temporadas e meia. Foi aqui onde começamos com a ideia das comemorações. Vim para o Hik em 2010, o clube estava passando por uma situacao dificil, quando me contraram estavam em ultimo lugar na tabela terminanos em 3º , fiz 25 gols em 11 jogos, uma marca historica aqui na Finlandia. Depois renovaram meu contrato por mais 2 anos e em 2011 foram 22 gols e mais 24 em 2012 ( a temporada aqui ja acabou ).

2- A maior parte dos jogadores limita sua criatividade aos campos de futebol, e você desafia o “lugar comum” e leva a criatividade para o momento da comemoração, como foi que isso começou? Eu sempre comemorei meus gols de uma forma meio engracada, como estava fazendo muitos gols aqui ja estava cansado de sambar, então decidimos fazer algo mais engraçado e foi onde surgiu a “Lady Gaga Goal Celebration” que foi um sucesso no mundo todo.

3- Embora tenha esse lado “divertido”, como fica o lado da dedicação ao time? Os torcedores do seu time o veem como um jogador esforçado, ou simplesmente como um ícone da brincadeira? Para quem nao me conhece, tem que estar no estádio para ver o jogo… Não gosto de perder, e fazer gols não é tão fácil assim, tem que treinar bastante e se dedicar muito, não treino para fazer comemoracoes e sim para fazer gols pois sem gols não tem vitórias e nem comemorações. Para mim, o mais importante é a vitória do time. Se der para fazer comemoração, fazemos, se não,  fica para depois.. Nunca fiz uma comemoração quando meu time esta perdendo. Me dedico bastante durante os treinamentos, não tem brincadeiras, levo tudo a sério pois nos treinos é onde acumulo forças para o jogo. E graças a Deus os gols tem aparecido juntamente com as vitórias.

4- Fale um pouco sobre o futebol finlandes. Como é o nível técnico atualmente? Quem é o grande craque finlandes na atualidade? O futebol aqui não é muito facil, tem que estar bem fisicamente e ter força, tecnicamente está melhorando, mas pela forca física se parece um pouco com o futebol Inglês. Atualmente o melhor jogador Finlandês é o Teemu Pukki que joga no FC Schalke 04. 5- Sobre as torcidas locais, existe muita violência no futebol daí? Ainda existem manifestações racistas? As torcidas aqui sao da Paz, não gostam de violência, a Finlândia é um pais muito tranquilo, eles preferem beber uma cerveja do que ficar brigando nas arquibancadas.

6- E como é para uma pessoa carismática como vc viver num país frio, como aí? Essa parte é realmente onde sinto mais saudades do Brasil. O frio aqui é muito intenso, são 6 meses de frio, 3 mais “frescos” e 3 quentes. O bom é que as casas são bem aquecidas, então o frio fica só do lado de fora mesmo. Do carrro para o treino e do carro para casa, hehehe. E é bom também ficar nos braços da namorada para esquentar um pouquinho 🙂

7- Pra terminar, além de agradecer, gostaria de passar nossa sugestao de próxima comemoração. Fizemos uma enquete entre os amigos aqui de Santo André-SP e a gostaríamos de sugerir a comemoração a la “ROCKY BALBOA” A temporada aqui acabou pois ja esta chegando o inverno, seria bom se pintasse um clube aí no Brasil para sair um pouco deste frio aqui, e claro continuar fazendo mais gols e novas comemoraçõe… Quem sabe vou fazer o “ROCKY BALBOA” aí no Brasil…

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O Estádio Estádio Teniente Coronel Antonio Oddone Sarubbi e o futebol em Ciudad del Este

Mais uma vez, tivemos a incrível chance de conhecer um pouco sobre o futebol de outro país. Estivemos em Ciudad Del Este, no Paraguay, típica cidade de compras, graças aos incentivos fiscais e a manobras… hmm… “suspeitas” que geram um mega movimento de compradores de eletrônicos, cosméticos, vestuário e etc… Terra do capitalismo, onde não há amizades, só negócios.

Mas, mesmo em meio a tantos negócios existe a cultura da cidade, e no campo do futebol especificamente, existe um time chamado 3 de Febrero, do qual já falamos a respeito (veja aqui).

Para conhecer mais sobre o futebol local, consegui escapar da área de compras e conhecer o Estádio Teniente Coronel Antonio Oddone Sarubbi, onde o Club Atlético 3 de Febrero manda seus jogos. A região é próxima das 3 fronteiras (Brasil, Argentina e Paraguay).

Pra chegarmos lá, apelamos para um taxi, que nos cobrou menos de R$ 20 pela corrida.
O estádio fica numa área mais residencial, com pouco movimento.

O Estádio fica perto da fronteira com Foz do Iguaçu, por isso, quando o Corinthians jogou pela Libertadores 2012 nele, praticamente atuaram em casa, lotando as arquibancadas alvi-rubras do estádio.

Para quem acha que o Paraguay é sinônimo de má qualidade, saiba que o Estádio está muito bem cuidado.

Nosso contato foi o “gestor” do estádio, um senhor muito bacana que estava super preocupado porque na sexta feira o campo seria palco de Paraguay x Brasil pelo sub 20.

Atualmente tem capacidade para mais de 28.000 espectadores em suas bancadas cobertas e descobertas.

O apelido do Estádio é “El Bastión del Este” e ele foi construído em 1972, sendo reformado em 1999, para poder ser subsede da Copa América, recebendo seleções do Brasil, México, Argentina e Chile. Com essa reforma, tornou-se o 3° mais importante do país.

O Estádio também recebeu jogos do Campeonato Sulamericano Sub-20, em 2007.

Esse é o responsável pelo estádio, muito gente boa e que nos permitiu adentrar ao campo.

E dá lhe 3 de Febrero!!!

Aqui, uma bela foto dentro do escritório do time:

Na hora de ir embora, uma foto com um dos responsáveis pela segurança do time. Mexe com a gente agora, mexe… hehehe

Quem sabe um dia a gente consiga assistir um jogo do time local…

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O Estádio Municipal da Vila Famosa em Porto Ferreira – 2012

Ah, a estrada… Incrível como existem opções de fugir, de viver, de viajar…

Dessa vez, a tal estrada nos levou à cidade de Porto Ferreira, para enfim conhecermos o belo Estádio Municipal, conhecido como Vila Famosa.

É lá que a Sociedade Esportiva Palmeirinha manda seus jogos.

O Estádio pertence à prefeitura municipal e já teve capacidade para mais de 8 mil pessoas, atualmente esse número foi reduzido para 5 mil torcedores.

O estádio pode ser pequeno, mas faz questão de ressaltar o time em todos os espaços possíveis, coisa que é difícil de se ver em muitos estádios.

Assim como toda a cidade de Porto Ferreira, a região do Estádio é bastante arborizada.

Infelizmente, não encontramos ninguém pra conversar sobre o campo ou sobre o time, mas pesquisando, descobrimos uma história bem bacana. Mas antes, sente o clima do role:

Em 1991, o Palmeirinha convidou o Corinthians, para um amistoso. O jogo serviria de inauguração da iluminação do estádio.

O time do Corinthians vinha com o goleiro Ronaldo, o volante Ezequiel e o meia Neto e demais jogadores, mas não é que o Palmeirinha honrou a rivalidade e venceu por 1 a 0?

O sistema de iluminação segue por lá…

As arquibancadas totalmente old school também seguem firmes. Quase firmes… A espera de novos desafios e torcedores.

E como esse mundo do futebol é cheio de coincidências, além do time ter o nome do principal rival do Corinthians, ainda é sede do Centro de Formação Chelsea, time que possivelmente enfrentará o alvinegro paulistano no mundial de clubes.

A bilheteria também parece ter saudades dos dias em que disputavam-se os ingressos…

Para maiores informações sobre o time, visite: www.sepalmeirinha.com.br.

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143- Camisa do Guarany de Sobral – CE

A 143ª camisa de futebol do blog foi presente do amigo Chiquinho, que embora viva atualmente em Santo André, tem suas origens lá no Ceará. O time defende as cores e a cultura do povo de Sobral. Falamos do Guarany Sporting Club, o Guarany de Sobral! A origem do nome vem do Dr. Antônio Guarany Mont’Alverne, primeiro médico de Sobral nascido na cidade. O time foi fundado em 1938 e seu distintivo lembra bastante o do Flamengo, seu uniforme também é rubro negro, entretanto essa camisa que eu ganhei é uma edição especial (pirata, claro hehehe) da terceira camisa. O mascote do time é o Cacique do Vale. Manda seus jogos no Estádio do Junco, com capacidade para 10 mil torcedores. Encontrei algumas fotos do final da década de 40, quando o time disputava as competições amadoras da região: A primeira conquista importante do time foi o campeonato 2ª Divisão do Estadual, em 1966, logo no seu primeiro ano de profissionalismo. Assim, em 1967, passou a disputar a primeira divisão. Em 1970, entrou pra história ao se tornar o primeiro time do interior a ganhar um turno do Campeonato Cearense, com o time: Aqui, outra foto do time na década de 70: Em 1999, nova conquista da segunda divisão do Cearense. Em 2002, o time chegou ao ponto mais alto de sua história ao conquistar o acesso para o Campeonato Brasileiro Série B. Em 2010, conquistou o acesso à série C, com o título da série D.

Em 2011, na série C, foi o 4º time que mais levou torcedores aos estádios no estadual. Em 2012, está disputando a série C e teve um difícil campeonato estadual. Possui quatro torcidas uniformizadas: a Força Jovem Guarany, a Guara-Raçam, a Torcida Alcoolizada Guarachopp e a Torcida Tribo do Cacique.

O hino do time:

Para maiores informações, o time possui o blog: www.caciquedovale.futblog.com.br  e o site oficial: www.guaranydesobral.com.br

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142- Camisa do Ypiranga – BA

A 142ª camisa da coleção vem novamente da Bahia, de onde já falamos do Bahia e do Colo-Colo.

Desta vez, vamos falar do lado dos excluídos de Salvador, por meio do time do E.C. Ypiranga, o terceiro maior campeão do estado.

A história do Ypiranga começa em 1906, num tempo em que o estado da Bahia era bastante diferente do que é hoje.

Mas, nem tudo era assim tããão diferente. Naquela época, assim como hoje, os jovens trabalhadores das classes mais baixas eram muitas vezes excluídos do convívio social e consequentemente da prática do futebol. Foi para reunir esses jovens operários e suburbanos que, em 1904, surgiu o Sport Club Sete de Setembro. Dois anos depois, o clube daria lugar ao Sport Club Ypiranga. O mascote do time é o canário.

Foi no Ypiranga que surgiu um dos primeiros heróis negros do futebol: Apolinário Santana, mais conhecido por Popó. Ele começou sua carreira aos 14 anos, e aos poucos tornou-se um líder do revolucionário time do Ypiranga, lutando contra o racismo que povoava o mundo do futebol daqueles tempos. Mas o time não era bom apenas no campo da ideologia revolucionária. Dentro de campo o time também empolgava e logo conquistaria o título de campeão estadual, em 1917, 1918, 1920 e 1921. Esse é o time de 1921: Os anos foram passando e o time foi mostrando o poder da união proletária da cidade frente à elite que tanto abusou da escravidão e do antigo regime imperial. Vieram novos títulos estaduais em 1925, 1928, 1929, 1932 e em 1939, com o time: A fase de glórias do Ypiranga caminharia até o título estadual de 1951, a última grande conquista do time canário. Nos anos seguintes, o Ypiranga enfrentou forte crise, tornando-se apenas um coadjuvante nas disputas. O time chegou por algumas vezes à segunda divisão, da qual saiu campeão em 1983 e 1990. Como ponto mais triste, o time se afastou dos campeonatos profissionais só voltando a disputar a 2ª Divisão do Campeonato Baiano de Futebol em 2010, por meio de novos administradores. Aqui, um vídeo do time de 2011:

Olha como eles estavam chamando a galera:

Entre sua torcida, um torcedor ilustre e destaca: Jorge Amado. Para maiores informações sobre o time, o site oficial é http://www.esporteclubeypiranga.com.br/

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CQC apoiando o Ramalhão!!!

Ta aí o motivo da nossa luta. Cadê a tal reforma, prometida pela Prefeitura de Santo André?

Ficou no papel? Não. Eles simplesmente fizeram a parte mais fácil (demoliram a marquise coberta) e deixaram pra acabar depois das eleições.

Pra piorar, criaram um embrólio burocrático que não permite a nós torcedores Ramalhinos acompanharmos nosso time do coração de dentro do estádio.

Para pressionar a Prefeitura a cumprir o prometido, alguns torcedores chamaram o pessoal do CQC para acompanhar o nosso martírio, e não é que eles foram lá acompanhar Santo André 0x3 Brasiliense (bando de pés frios).

Diferente do que os defensores do atual prefeito pensam, esse movimento não foi para favorecer um ou outro partido nas eleições, mas para conseguir uma solução para um problema que nos afeta há mais de um ano.

Mas em Santo André nada é fácil.

Além de levar uma sacolada em campo para o Brasiliense, fora do estádio, tivemos companhia durante boa parte da partida. Sabe como é, para sua proteção…

Engraçado que para o pessoal do CQC ninguém foi falar nada, mas era só eles sairem de perto…

Não houve nenhum tipo de enfrentamento, mas eu questiono a postura “pronta pra guerra” que a Polícia tem tido conosco..

No meio da bagunça achei um adesivo do Lixomania, grande banda mostrando que sempre tem algo de punk no meio das rebeliões!

Com o jogo morno (e perdido) em campo, a galera se concentrou em ajudar o pessoal do CQC entender o que estava acontecendo.

O resultado final taí pra quem quiser ver. Eu gostei, só falta saber se a prefeitura vai mesmo conseguir entregar…

E que fique de resposta aqueles que estão sepultando nossa alegria, nossa cultura. O povo de Santo André está unido!

Fizemos até um clipe sobre essa situação, veja aí:

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141- Camisa do Bahia

A 141ª camisa do blog volta ao Nordeste, para mostrar a história de um tradicional clube, que inclusive já conquistou dois títulos nacionais.

Falamos do E.C. Bahia, cujo distintivo nasceu inspirado no do Corinthians Paulista!

O time foi fundado por jogadores da Associação Atlética da Bahia e do Clube Bahiano de Tênis que se organizaram após os dois clubes decidirem abandonar as disputas do futebol.

Assim, em 1931, nascia o Esporte Clube Bahia, que já no mesmo ano seria campeão do Torneio Início e do Campeonato Baiano de Futebol. Em 1934, os atletas do Bahia ajudaram o estado a vencer o Campeonato brasileiro de seleções estaduais, competição mais importante da época. Aos poucos, o Bahia se mostrava como uma força estadual, mas sem prestígio pelos demais estados. Assim, quando a Taça Brasil foi criada, surgia ali uma oportunidade de apresentar-se para todo o país. E em 1959, logo na primeira edição, o Bahia sagrou-se campeão, vencendo duas das três partidas decisivas contra o forte Santos de Mengalvo, Pelé, Pepe e cia, e classificando-se para a Taça Libertadores da América. Aqui, uma bela reportagem sobre a conquista do que é considerado o primeiro campeonato brasileiro:

Em 1960, o Bahia torna-se o primeiro clube brasileiro a disputar a Taça Libertadores da América. sendo eliminado pelo San Lorenzo, da Argentina. A década de 70 reforçou a hegemonia do clube, no estado da Bahia, foram 9 títulos estaduais. Este é o time de 1979, que conquistou o hepta campeonato (7 títulos seguidos!!!): E se os anos 70 fortaleceram o “tricolor baiano” em seu estado, os anos 80 trouxeram mais uma vez reconhecimento nacional ao time, graças ao seu segundo título brasileiro, conquistado em 1988, com uma geração que marcaria época, tendo a frente craques como Charles, Bobô, o zagueirão João Marcelo e o goleiro Ronaldo. Taí o time campeão:

Aqui, uma matéria comemorativa sobre a conquista.

O título de 1988 garantiu vaga na Taça Libertadores da América de 1989, onde obteve seu melhor resultado, chegando às quartas-de-final, sendo eliminado pelo Internacional, numa partida enxarcada.

Em 1990, o Bahia ainda conquistaria uma 4ª colocação, porém os anos 90 foram cruéis e em 1997, o tricolor caiu para a série B, do Brasileiro, retornando à elite apenas em 2000. Em 2003, novo rebaixamento. E se as coisas pareciam ruins, em 2005, duro golpe para o futebol baiano, Bahia e Vitória são rebaixados para a série C. Somente em 2007, o Bahia retornou à Série B do Campeonato Brasileiro.

O ano de ressurgimento fez do Bahia o time que mais torcedores levou ao estádio, em 2007. Mas se o rebaixamento machucara o torcedor do esquadrão de aço, o pior ainda estava por vir. Graças aos maus cuidados, parte do anel superior do Estádio da Fonte Nova desabou, culminando no falecimento de 7 pessoas. A partir de 2008, o tricolor passou a jogar em Feira de Santana, no Jóia da Princesa. Em 2010, o time finalmente retornou à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

O time passou a disputar seus jogos em Pituaçu. Em 2012, conquistou o Campeonato Baiano e luta contra o rebaixamento no Brasileiro. O mascote do Bahia remete ao seu apelido “Esquadrão ou Tricolor de Aço” e é representado pelo “homem de aço”, parecido com o superman e desenhado por ninguém menos que o cartunista Ziraldo.

Para maiores informações sobre o time, viste o excelente site http://www.esporteclubebahia.com.br.

E pra acabar uma olhada no que é torcer pro Bahia.

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140- Camisa do E.C. Pelotas

A 140ª camisa de futebol chega ao blog para mais uma vez falar do futebol gaúcho, sem dúvida um dos centros mais importantes do futebol brasileiro, mas dessa vez, não veio da capital, mas da cidade de Pelotas!

Já era hora, afinal. já fomos conhecer o Estádio do Caxias, do Juventude, do Grêmio, do Inter, do Gramadense e até do Força e Luz, e já falamos de clubes como o São José, Novo Hamburgo, ULBRA  e do rival Brasil de Pelotas …

Agora vamos falar da outra metade de Pelotas, o time que leva o nome da cidade, o E.C. Pelotas.

A camisa foi presente do casal de amigos José Eduardo e Amanda, que conseguem misturar na mesma família ambos os lados da cidade… Imagina a casa no dia de BRAPEL.

O E.C. Pelotas já é um clube mais que centenário, foi fundado em outubro de 1908, graças à união do Club Sportivo Internacional e do Foot-ball Club.

O time nasceu para derrubar barreiras. Em 1909, enfrentou o Sport Club Rio Grande, invicto desde sua fundação, em 1900 e venceu o jogo.

Aqui, o time que jogou no ano de 1912:

Em 1930, veio o primeiro título estadual da primeira divisão,  vencendo o Grêmio na final. A imagem a seguir é do excelente blog ECPelotas1908: Depois de 1930, o Pelotas voltou a fazer um grande campeonato em 1932, quando sagrou-se vice-campeão. O vice campeonato se repetiria em 1945, Na década de 50, mais dois vice campeonatos: em 1951 e 1956. Esse é o time de 1951: O grande rival do Pelotas é o Brasil, com quem faz o clássico BRAPEL. Aqui, imagem do clássico, de 1958: Outro vice campeonato viria em 1960. Aqui, uma imagem de 1969: A década de 80 começou com um rebaixamento, mas em 1983, conquistou a segunda divisão gaúcha. Em 1988, um terceiro lugar no campeonato estadual. O time também disputou a Taça de Prata (hoje Série B) do campeonato brasileiro em 1988 e 1989 Em 1992, mais um 3o lugar, no estadual.

Em 1994, um amistoso incrível contra a seleção da Rússia.

No cenário nacional, participou da série C em 1995, 1996, 1998, 2001 e 2003, quando também disputou a Copa do Brasil. Em 2008, no ano do centenário, o Pelotas sagrou-se campeão da Copa FGF, com o time: Em 2012, o time disputou o Gauchão, terminando em 8o lugar. O segundo semestre teve como foco a Copa FGF. O Pelotas manda seus jogos no Estádio Boca do Lobo, com capacidade de mais de 23 mil torcedores.

E a torcida local se faz presente… O mascote do time é o “Lobão”.

Tem gente que carrega o lobão na própria pele… Pra acabar, uma olhada em como é assistir a um jogo do Pelotas!

O site do Pelotas, para maiores informações, é http://www.ecpelotas.com.br/

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Cosmópolis: Artesanato + Bicicleta x Caminhão + União Esportiva Funilense

É incrível como as pessoas se importam cada vez mais com as aparências e com as glórias ao invés de dar valor à verdadeira felicidade do dia a dia.

É exatamente por isso que as culturas regionais e de menor alcance acabam quase sempre engolidas pelas grandes corporações.

Não me importo. Sigo acreditando que tem mais gente que pensa como eu. Que acredita que as pequenas e sinceras coisas tem tanto ou mais valor do que a cultura vendida pelos meios de comunicação de massa.

Por isso, de volta à Cosmópolis, acho um barato a Mari gastar seu tempo se divertindo com seu projeto de artesanato / design de Abajour…

No interior o tempo corre em outra velocidade. Deu tempo de curtir a manhã e ainda ir até Campinas, comer no Vegetalle, fantástico restaurante vegetariano!

Na saída, uma cena curiosa, um carro da Companhia de Engenharia de Tráfego de Campinas…multado por estacionar sem cartão zona azul… Cobras engolindo cobras.

Outro passeio bem bacana e que merecia maior conhecimento e incentivo pela própria Prefeitura de Cosmópolis é o rolê de bike pelas áreas menos urbanas. Dessa vez fomos até a reformada “Ponte de Ferro” (ponto pra prefeitura), que passa sob o rio Jaguari, que como a placa avsa, cria correnteza e poços profundos… Aliás, tem uma caveira na placa, e segundo o ‘seo’ Madruga, quando tem uma caveira…

Após uma meia hora de bike, chega-se a um belo lugar…  Mas se o que você busca é o glamour, melhor descer rumo às das praias do litoral norte de SP.

Como para nós é a beleza da natureza que vale, tá aí mais um registro incrível de um lugar há menos de 130 km de SP e que poucas pessoas conhecem…

Ok, nem tudo são flores… Assim como nas grandes cidades, o role de bike pelo interior tem outros obstáculos… Andar pelo canavial pode fazer você trombar algum cadáver desovado ou algum caminhão da Usina…

Na volta, deu tempo de pegar um pouco do jogo entre a União Esportiva Funilense

O jogo foi contra o Real Parque, outro time local, pelo Campeonato Amador Municipal. Pra quem não conhece Cosmópolis tem algo que é impossível explicar virtualmente. Por causa da Usina Estér, o ar da cidade é doce. É, não tem como explicar, mas a noite, quando a gente tá chegando na cidade, já dá pra se localizar pelo ar…

Haviam poucas pessoas acompanhando o jogo. Uma pena que um time com tanta história não esteja no profissionalismo. É comum encontrar pessoas com a camisa do time andando pelas ruas da cidade.

Aproveito para publicar a entrevista que fiz com duas pessoas ligadas ao time, já a algum tempinho.

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