A 149 a camisa de futebol do nosso blog volta à Argentina querida, graças ao amigo e palmeirense, Alan Rebellato, que embora seja natural de Cosmópolis, passou boa parte de 2012 vivendo em San Miguél de Tucumán, capital da província de Tucumán!
O time dono da camisa é o Club Atlético San Martín, que atualmente, disputa o Torneo Argentino A, equivalente à terceira divisão nacional.
Seu distintivo possui 11 listras (entre brancas e vermelhas) representando os 11 jogadores em campo.
A história do clube começou com o sonho de 14 “Pibes” da zona sul da capital, em 1909, reunidos em uma esquina do humilde bairro. Era a primeria vez que surgia um clube focado nas classes sociais mais humildes, na cidade. Mal sabiam eles que o time acabaria sendo símbolo de toda a província de Tucumán.
Começou a disputar torneios oficiais em 1916.
Em 1919, veio o primeiro título, do campeonato organizado pela Federação de Futebol de Tucuman.
Em 1939, sagrou-se vice campeão da Copa da República.
Em 1944, tornaram-se a primeira equipe do interior a ganhar uma Copa, passando pelo Boca Juniors nas semifinais e derrubando o Newells Old Boys, na final por 3×1.
A partir de 1960, começa a disputar os torneios regionais, e em 1968, ingressa na AFA, participando pela primeira vez de um Campeonato Nacional. Nesse campeonato, venceria o Boca, em plena Bomboneira.
As bandeiras, fogos de artifício, os cantos e a torcida começaram a marcar as ruas de Tucuman colocando o futebol como ícone cultural.
Em 1982, conseguiu chegar até as quartas de final do campeonato nacional.
Em 1985, chega a terceira fase.
Na temporada de 1987/88 fez história ao se classifciar dos regionais ao torneio da Zona Noroeste, da qual saiu campeão, obtendo assim vaga para a fase final, que daria acesso ao campeão para a primeira divisão. E o San Martín venceu, conquistando o segundo acesso, na mesma temporada.
Na temporada seguinte, novamente bateu o Boca, por apenas 6×1. Mas, mesmo assim, o time acabou rebaixado para a segunda divisão.
O retorno à primeira divisão só se daria em 1992. Mas, já em 1993, voltaria ao Nacional B.
Em 2001, caiu para o Argentino A (terceira divisão) e na temporada seguinte, outro rebaixamento leva o time à Liga local.
A volta por cima começou em 2005, quando venceu o Torneio Argentino B.
Em 2006, venceu o Clausura do Torneio Argentino A.
Venceu a Segunda Divisão Argentina, o Torneo Nacional B na temporada 2007/2008.
Mas, na temporada 2008/2009, acabou rebaixado para a Primeira B Nacional.
Esse foi o time que disputou o campeonato de 2010/2011 e que caiu para a atual série do Argentino A, ou terceira divisão:
O time mandou seus jogos em vários locais. O primeiro (onde está atualmente o Hospital de Niños) era chamado de “A praça dos burros”, porque era comum ver os animais pastando no local. A partir de 1916, passou a mandar seus jogos no campo onde atualmente está a sede do Club Central Córdoba. Ainda usaria um terceiro estádio, sem alambrados e que ficaria conhecido pelas encrencas que tinham que ser resolvidas pelos seguranças… Mas, como se vê, a torcida sempre teve um lugar para chamar de “casa”.
Atualmente, manda seus jogos no Estadio de San Martín, no bairro de La Ciudadela.
Seu maior rival é o Club Atlético Tucumán, com o qual disputa o Clásico Tucumano. A cerveja Norte chegou a ter dois rótulos (um para cada torcida) circulando por Tucumán.
Antes de mais nada, vale lembrar que esse é um blog sobre futebol, sobre reunir camisas e histórias de mil times diferentes, mas espero que você não se importe de eu dividir um pouco dessa minha paixão pelo meu time, o Santo André
Para quem gostar e quiser ver mais fotos, vale lembrar que eu escrevo também, o blog do torcedor andreense na Globo.com, para ver mais fotos do jogo contra a Portuguesa, basta clicar aqui.
Além disso, esse jogo me fez matar saudades do Canindé e de ver jogos da Portuguesa.
Os jogos do Santo André não são marcados por levarem muitos torcedores ao campo, mas temos um número razoável de torcedores, que não deixam de acompanhar o time, entre eles as organizadas, como a Esquadrão Andreense.
A outra organizada, mais antiga é a Fúria Andreense.
Falando em organizada, lá do outro lado, a Leões da Fabulosa faziam a festa para a Lusa. Detalhe para a faixa que durante anos permaneceu de ponta cabeça, agora posicionada corretamente.
Mas a torcida ramalhina também é formada por torcedores autônomos, que não fazem parte das organizadas, mas que gostam de acompanhar o time, e muitos deles foram até o Canindé.
O Estádio do Canindé também fez a parte dele, o gramado está bom, e as arquibancadas mantém um ar romântico, dos anos 70.
Falando um pouco do jogo, o primeiro tempo foi bastante parelho, embora a Lusa tenha tomado a iniciativa a maior parte do tempo.
O Santo André também assustou e soube se portar bem na defesa.
Entretanto, a cara dos torcedores no segundo tempo já deixava mostras que o jogo não seria favorável ao time do ABC.
A mudança feita pelo técnico o Santo André deixou o time mais vulnerável no meio campo e num erro do jogador que entrou no segundo tempo saiu o primeiro gol. Lusa 1×0. O pouco perigo que o Santo André ofereceu no jogo foram nas bolas paradas.
Pra confirmar o mal dia do técnico, em cima do outro jogador que ele colocou (Bruno) saiu o segundo. Aí foi uma questão de tempo até o jogo acabar.
Lá se foram três pontos em uma manhã de domingo. Mas foi um rolê bacana e divertido, mesmo assim.
Destaque para o amigo peruano, hincha do Alianza Lima, que esteve no jogo torcendo pelo Santo André.
Do Canindé, fomos para São Caetano, onde o amigo argentino Tano (de boné, na foto abaixo) torcedor do San Lorenzo, iria se apresentar com sua banda Muerte Lenta!
Quarta feira, 23 de janeiro de 2012. Dia da volta do Ramalhão ao futebol profissional!
Primeiro jogo, pela Série A2 de 2013, contra o Velo Clube de Rio Claro. E até o ônibus do time está de cara nova.
Pra quem não acompanhou a “saga” do time em 2012, vale lembrar que o Santo André enfrentou 4 rebaixamentos seguidos (da A1 para a A2, da série A para a B, da B para a C e da C para a D), perdeu metade do seu estádio (demolido pela prefeitura), endividou-se até não poder mais e consequentemente viu sua torcida cada vez mais distante.
Mas o que se viu, desde o lado de fora do Estádio, nessa quarta, não foi nada que lembrasse essa má fase.
Até fila para entrar no estádio tinha!
Ingresso na mão…
Finalmente, era hora de entrar! Depois de um ano todo proibida de acompanhar o time no Brunão, a torcida do Santo André finalmente voltou ao seu lugar…
Nesse jogo, levamos a campo um cachecol da torcida Desperdicis, do Sant Andreu de Bracelona time que disputa a terceira divisão espanhol e que tem o mesmo nome do Ramalhão. Pelo visto está nascendo uma amizade entre os times e suas torcidas.
Falando em torcida, fica nosso alô ao pessoal do Velo Clube que enfrentou trânsito e ainda teve que dar um jeito no trabalho para poder comparecer ao estádio!
E parabéns também à torcida Ramalhina que mesmo depois de tanto desprezo, voltou a comparecer em um bom número ao Estádio!
A faixa colocada no antigo lugar das numeradas expressava o que esses torcedores esperavam do time: raça.
E por falar em time, lá está o Ramalhão 2013, com seu adversário de hoje, o Velo Clube, a postos, pouco antes do jogo começar…
Até o prefeito e a primeira dama estiveram presentes.
O horário atrapalhou alguns dos mais fanáticos pelo time, então falatarm muitas das tradicionais caras ramalhinas, mas o que se viu pelas arquibancadas foi um sentimento de amor ao time, à cidade e de muita amizade.
Nem a chuva que caiu no fim do primeiro tempo desanimou a galera! Olha aí a nova geração dos Ramalhinos se protegendo como deu…
Agora que já conseguimos voltar a mandar jogos em casa com os portões abertos, falta recuperar a área do outro lado do estádio, e dizem que a prefeitura já está se mexendo nesse sentido.
E a torcida sabe que é seu dever ficar de olho. Nossa cidade merece!
Falando um pouco sobre o jogo, o Santo André começou com tudo e abriu o placar com menos de 2 minutos, com um gol de cabeça do William Xavier. Depois o jogo ficou pesado, os dois times marcando forte e sem grandes chances claras de gol.
Teve até bandeirão da Fúria, na hora do gol!
Com a vitória garantida, o público de volta e o estádio reaberto, sobraram motivos pra comemorar!
E nós, que por tantas vezes fomos ao portão de saída do time pra xingar, dessa vez fomos lá pra aplaudir!
Agradecemos aos 2.205 torcedores que compareceram para nossa festa! Para mais fotos, visite o blog do torcedor andreense da globo .
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Onde mais você pode sair na rua carregado pelo “Auto-maca” ???
Então, começa 2013… Que seja um ótimo ano para todos nós! E para ajudar a torná-lo inesquecível, o nosso primeiro jogo tem grandes chances de ser o melhor do ano! Em nossa última noite por Madrid, fomos até o bairro de Vallecas para enfim conhecer o time e a torcida do Rayo Vallecano!
Esse ano, o time até lançou um livro sobre sua história: “Vallecas y el Rayo Vallecano“.
Infelizmente, o valor do Euro não me permitiu trazer a camisa do time, mas trouxe um cachecol, comprado ali, na porta do Estádio “Vallecas Campo de Futbol”, antigo Teresa Rivero que aliás, fica literalmente em frente à estação “Portazgo”, do Metrô.
Vallecas é um lugar único. É um bairro que já foi cidade, cheio de histórias e tem até brasão. Para completar o cenário, a população local tem seu próprio time e seu próprio Estádio…
Como eu disse, o metro para em frente das bilheterias laterais, porém, não tinha nenhuma aberta, tivemos que ir até a bilheteria central comprar nossos ingressos.
O preço mais barato é 18 Euros, junto da galera do Los Bukaneros, mas estavam “agotadas”…
O jeito foi ir a um lugar nas laterais, que nos custaram 30 Euros, cada, ou seja, é caro torcer em Madrid…
Passeando pelo entorno do estádio pudemos ver a polícia local, não tão a paisana como imaginávamos.
Algumas inteferências nos muros, mostram que Los Bukaneros estão na ativa há 20 anos, desde 1992 (21, agora). O site deles é www.bukaneros.org
Ainda antes de entrar, deu pra tirar uma foto do ônibus do GETAFE, pro Anderson, lá de Curitiba. A qualidade tá ruim porque tava bem escuro…
E enfim, chega o momento de conhecermos pessoalmente esse estádio, seu time e principalmente sua torcida…
A cena chega a ser engraçada. Eu e a Mari parados ali, em frente ao campo, por 5, 6 minutos, até que um cara da administração diz que não podemos ficar ali em pé… Mas o momento era mágico, merecia dedicação. Os Deuses do futebol capricharam em Vallecas!
Incrível como as fotos e os vídeos trazem tão pouco daquela atmosfera. Ok, sei que não sou um fotógrafo de primeira linha, mas mesmo assim. As imagens não traduzirão nunca o que as pessoas construiram em Vallecas.
Ficamos na segunda fileira de cadeiras bem perto do campo, como costumamos fazer, em Santo André. Nos sentíamos em casa e ali, ao nosso lado esquerdo, estava a torcida “Los Bukaneros” com seus cantos, faixas, bandeiras e animação.
E o jogo rolava ali, bem pertinho da gente.
Aliás, o time do Rayo está bom nesta temporada, e em especial nessa noite, eles jogaram muito, com muitas jogadas de linha de fundo, o que fez a gente estar bem perto da ação.
O melhor da ação é o momento do gol… O vídeo está bem realista com o que a gente estava vivendo… Estávamos em êxtase, sem saber pra onde olhar hehehe.
Nessa foto, dá pra ver o momento em que o estádio inteiro levanta seus cachecóis! Como é muito frio (ao menos nessa época), você quase não vê pessoas na arquibancada com a camisa do time, afinal estão com um monte de blusas por cima, mas os cachecóis estão sempre a mão. Essa noite estava uns 4 graus quando saímos para ir pro jogo.
Os cantos da torcida são sempre de apoio ao time criticando racismo, xenofobia e as atitudes da polícia.
Recentemente um jovem ativista de Vallecas, chamado Alfon Fernandes foi preso a caminho de uma manifestação e acabou se tornando o ícone da crítica à ação policial, tendo seu nome cantado pelas ruas e estádios. E quando a torcida manda mensagem, é assim:
Participamos de uma manifestação nas ruas centrais de Madrid e pudemos ver seu nome em várias faixas e nos adesivos que eram distribuídos.
Tirei muitas fotos da torcida, pois sei que não voltarei tão cedo para lá e quero muito guardar essa imagem na mente, principalmente das bandeiras com mastros, ainda permitidas por lá e que geram um espetáculo visual!
Dê uma olhada nas bandeiras em movimento:
Em campo, o time mandava bem e fazia 3×0. E a gente ali, acompanhando tudo…
A emoção era tanta que nem demos muita bola para um capítulo normalmente essencial: As comidas de estádio. Lembro que no bar, vendiam os tradicionais salgadinhos (destaque para semente de girassol que lá é vendida como amendoim), água, refrigerante (não reparei se tinha cerveja), mas flagramos uma galera que levou uma torta!!
Dando uma olhada para outros ângulos do Estádio, aqui, a galera que estava do mesmo lado nosso,mas lááá na outro lado, perto da linha de fundo.
Outro grupo tradicional presente no estádio são os “Pena Rayista Ultramarinos“, que eu não conheço, mas vi várias faixas. Se alguém souber, pode postar comentando…
A animação era tanta que nem vimos o GETAFE diminuir para 3×1.
E mais mensagens contra o capitalismo!
E mais festa…
Ahhhhhhh, 2013, futebol, rock e revolução em nossas mentes…
A torcida do GETAFE não compareceu. É um time de uma cidade próxima de Madrid, mas que não tem muitos torcedores.
O Rayo Vallecano conta ainda com um brasileiro no time, Leo Baptista, que na semana seguinte a este jogo acabou se lesionando.
Já no final do jogo, percebemos que o negócio era mesmo ter ficado lá no meio de Los Bukaneros, porque como em todo estádio, tem horas que a torcida dá uma “descansada” e ali no meio, a galera assistia sentada mais comportada…
Do outro lado, também vinham alguns gritos animados!
Para terminar, que tal cantar a tradicional música imortalizada pelo SKA-P, junto da torcida local?
Fechamos o ano de 2012 e abrimos 2013 com chaves de ouro. Tivemos a oportunidade de conhecer dois países da Europa que ainda não havíamos visitado: Portugal e Espanha.
Assim, nosso último jogo do ano, foi pela segunda divisão de Portugal (a segunda liga), no mítico Estádio da Tapadinha.
O jogo foi entre o time local, o Atlético Clube de Portugal e o Club Desportivo de Tondela, da cidade de Tondela, que fica há pouco mais de 250 km de Lisboa.
O Atlético jogou de azul escuro e amarelo e o Tondela de azul claro.
Aí está o ônibus do CD Tondela, para o meu amigo Anderson, de Curitiba, que curte esse lado “logístico” do futebol!
Preciso confessar, que embora eu já estivera na Europa antes, esse foi o primeiro jogo que assisti no Velho Continente.
E mesmo sendo uma experiência tão nova, a sensação não era muito diferente dos jogos pelas divisões de acesso no Brasil.
Havíamos chegado pela manhã, em Lisboa e a tarde fomos para o jogo. O Estádio da Tapadinha não é na região central, mas está há poucos quilometros dali, situado no Bairro de Alcântara. Essa é uma das ruas do bairro:
Outra coisa que acho bacana, são portas antigas e o bairro está cheio delas!
O Estádio fica numa região residencial.
Pegamos um metro até o lugar mais próximo do estádio e dali tomamos um taxi até o Estádio.
O Atlético Clube de Portugal foi um dos principais times o país até a década de 70. De lá pra cá, manteve o apoio do bairro, porém disputando a divisão de acesso.
Pelo que ouvimos dos torcedores locais, o Estádio da Tapadinha nasceu como campo de pelada, e era chamado como “Campo da Tapadinha”, por estar localizado junto à Tapada da Ajuda e no início nem grama tinha.
Com o tempo, o local passou por várias obras e melhorias até que em 1945, era inaugurado o Estádio da Tapadinha, num jogo entre o Atlético Clube e o Sporting, que terminou em 6×0 para os visitantes.
De lá pra cá, o estádio foi palco de muitas histórias de amor e dor, como são comuns ao futebol.
Neste dia em que estivemos presentes, o Atlético amargou mais uma derrota em casa, pô 1×0, com gol de um brasileiro, Carlos Eduardo…
O Estádio comporta 10.000 torcedores e não tem iluminação.
Uma experiência gratificante e única, sem dúvida. E o povo português mostrou-se bacana em relação ao time do bairro. Deu pra conversar com alguns torcedores e ver que o futebol de bairro está sofrendo assim como no Brasil…
Um detalhe que merece ser destacado é a ausência de fosso ou de qualquer grande obstáculo entre a arquibancada e o campo.
A Polícia está presente, mas apresenta-se de forma muito discreta, sem encheção de saco, mesmo com a presença da torcida visitante.
Falando rapidamente sobre algumas coisas de Portugal, vegetarianos, animem-se! A quantidade de produtos ofertados nos supermercados é enorme e é tudo muito gostoso!
Uma outra coisa interessante é a ação dos gêmeos em Lisboa, são vários prédios grafitados!
Para mais informações sobre a “Liga 2”, sugiro o site O GOL.
De lembrança, trouxe um cachecol, já que a camisa estava um pouco cara…
A 147a camisa volta a falar do rico futebol mineiro!
Foi presente do leitor e amigo Gustavo Vidal, que tem muito em comum comigo. O cara também é louco pelo futebol argentino e o time dele foi parceiro do meu caindo da série C para a série D do brasileiro, em 2012.
O time dele vem da cidade de Juiz de Fora, onde vivem mais de 500 mil pessoas e por onde corre o rio Paraibúna.
O dono da camisa é o Tupi F.C. e fica um abraço aos amigos que torcem pelo time, em especial, além do próprio Gustavo, ao Vitor Lima e o Tales (que me conseguiu algumas fotos). A camisa deste ano foi feita pela Gsport (clique aqui para acessar a fanpage deles no facebook e comprar a camisa direto com eles), fornecedor de uniforme esportivo do Tupi.
O time nasceu em 1912, como Tupi Foot-Ball Club, segundo alguns pesquisadores, por dissidentes do Tupynambás Futebol Clube, o rival local.
O mascote do time é o Galo Carijó, homenagem a um de seus fundadores, Antônio Maria Júnior, conhecido como Carijó.
O time teve sua fase inicial marcada por amistosos e torneios locais, como a Taça Olinda de Andrade e o Torneio de Juiz de Fora. Em 1931 veio a inauguração do estádio do Tupi, o Estádio Dr. Francisco de Salles Oliveira, ou apenas Salles Oliveira. Na época, o campo da equipe de Juiz de Fora era o maior e mais moderno de toda a Zona da Mata Mineira.
Vale destacar a participação no Campeonato Mineiro de 1933. A competição foi encerrada prematuramente, e o time ocupava a segunda colocação (se considerarmos os pontos perdidos). Na ocasião, o time venceu o “Palestra Itália” (denominação do Cruzeiro, na época) por 4×3.
Passou os anos 40 e 50 longe do Campeonato Mineiro.
Só nos anos 60, que o time voltaria a fazer história conquistando campeonatos e montando bons times.
Logo em 1966, montou um dos melhores times de sua história, que acabou conhecido como “O fantasma do mineirão”, graças às vitórias sob os 3 times da capital (Atlético, América e Cruzeiro) em amistosos, após conquistar, de forma invicta, o segundo turno do campeonato municipal. No mesmo ano, disputou um torneio com Botafogo-RJ, Palmeiras e os três grandes de Belo Horizonte, terminando em primeiro lugar. Isso lhe rendeu um convite para ir jogar contra a seleção brasileira (de Pelé, Garrincha e cia), empatando em 1×1, em partida realizada em Caxambu – MG.
No mesmo ano, disputou um torneio com Botafogo-RJ, Palmeiras e os três grandes de Belo Horizonte, terminando em primeiro lugar.
Isso lhe rendeu um convite para ir jogar contra a seleção brasileira (de Pelé, Garrincha e cia), empatando em 1×1, em partida realizada em Caxambu – MG.
Em 1969, novamente participou do Campeonato Mineiro e permaneceu na primeira divisão até 1973. Em 1975, conquistou o Campeonato do Interior. Aqui, o time do fim dos anos 70. O time esteve presente em campeonatos durante toda a década de 80, com exceção de 1983. Em 1985 e 1987, foi campeão mineiro do interior. Essa foto, com Simão Saturnino (à esquerda) é de 1987:
Esse é o time de 1989:
Percebeu na foto acima quem está segurando a bola? Adil! Mais um craque a vestir a camisa do Tupi! O acidente que interrompeu a carreira do atleta foi em uma estrada que liga Juiz de Fora a Ponte Nova.
Nos anos 90, o time foi rebaixado em 1993, e a partir daí surge uma iniciativa de reunir os três clubes da cidade (Tupi, Tupynambás e Sport) formando a “Cooperativa Manchester de Futebol”.
Inicialmente, a ideia deu certo, e a Cooperativa conseguiu o acesso à primeira divisão, já em 1994.
Entretanto, no ano seguinte, a campanha foi decepcionante e o Manchester acabou rebaixado de volta à segunda divisão, acabando com a Cooperativa. Em 1997, pela série C, já na fase final, o clube precisava ganhar apenas um jogo para chegar à série B, porém perdeu os três últimos jogos. Assim, os anos 90 terminaram sem muita alegria para os torcedores de Juiz de Fora. Os anos 2000 começaram vendo o time vencer o Módulo II, a segunda divisão mineira, em 2001.
Em 2003, o Galo Carijó foi novamente Campeão do Interior, chegando em terceiro lugar no Campeonato Mineiro, conquistando uma vaga para a Copa do Brasil, em 2004, onde logo de cara enfrentou o Flamengo, que só seria eliminado na final pelo incrível Santo André!
Outra contratação bombástica aconteceria em 2003: Muller.
Pela série C, foi eliminado em um jogo tumultuado contra o Bragantino…
Em 2004, o Tupi seria novamente rebaixado para o Módulo II.
O retorno se daria em 2006, ao ficar com o Vice Campeonato do módulo II, perdendo o título para o Rio Branco de Andradas.
No mesmo ano, o time anuncia uma contratação polêmica! Romário no Tupi! Mas o baixinho teve uma passagem relâmpago, pelo time e segundo dizem “Treinou dois dias, foi para o JF Folia e depois foi embora”. Ao menos a presença do craque ajudou o marketing do clube!
Em 2007, mais uma boa campanha, ficando em 4° lugar no estadual. Em 2008, novamente um ótimo Campeonato Mineiro, chegando no quadrangular final e novamente terminando em terceiro lugar.
Foi novamente campeão da Taça Minas Gerais garantindo mais uma participação na Copa do Brasil e na série “D”, de 2009. Em 2011, nova conquista. Dessa vez, faturou a série D do brasileiro, subindo para a série C 2012. E, como eu disse lá no princípio, em 2012 o time foi rebaixado para a série D.
Atualmente, manda as suas partidas no Estádio Municipal Radialista Mario Helênio, inaugurado em 1988 e que tem capacidade para 35 mil pessoas.
Falando um pouco das torcidas, a Tribo Carijó é uma das que estão sempre presentes. Outras organizadas são a Império Alvinegro, a Tupinga e a Tupirados.
Mas, assim como no interior paulista, os torcedores comuns também são presença constante no estádio:
Pra quem curte hinos, esse é o do Tupi:
O time tem até um livro chamado “A saga dos Carijós”, lançado recentemente.
Final da Copa Paulista: Audax x Noroeste, em pleno Estádio Nicolau Alayon.
E lá estávamos nós, depois de tanto tempo sem assistir a uma partida, pelo trauma do rebaixamento do Santo André para a série D.
E quem diria, as arquibancadas do Estádio do Nacional estavam repletas. Do lado coberto, a torcida do Audax.
Do lado oposto, a torcida do Noroeste promoveu uma verdadeira invasão à capital!
Foi bacana ver tantos torcedores do Noroeste em plena São Paulo…
Mais do que uma invasão, o que se viu nas bancadas do Nicolau Alayon foi a presença de diversas torcidas de outros times que tem amizade com o pessoal de Baurú, como a Fúria Andreense, do Santo André, a Malucos do Tigre, do Rio Branco, a Sangue Azul, do São Bento, entre outras.
Em campo, jogo difícil, o Audax precisava reverter a derrota que sofreu em Bauru e veio com tudo pra cima do Norusca!
A torcida do Noroeste chegou a ficar preocupada, mas apoiou o tempo todo!
O primeiro tempo virou em 0x0, deixando o título com o time de Bauru, par a alegria da torcida visitante.
E a alegria virou emoção e fez chegar aos campos a energia de quem mantém a fé no time da cidade…
E quando isso acontece, não tem jeito. O Estádio estava contaminado. E logo o Noroeste fez 1×0. Nem a nossa máquina aguentou, a bateria só deu conta de filmar poucos segundos da festa do time e da torcida do interior…
E dá lhe bandeirão!!!
Como sempre expressamos, mais do que assistir a um jogo, mais do que se divertir ao lado de gente amiga e companheira, como o José Roberto Pavanello, da torcida Sangue Rubro (que nos recebeu em nossa visita à Bauru), acompanhar ao vivo uma partida como esta é ter a certeza de que se está vivenciando a história do futebol.
Ah, a Mari fez questão de reforçar a presença feminina na torcida do Noroeste. Parabéns! Lugar de mulher é nos estádios (e onde quiserem…)!
O tempo foi passando e o título da Copa Paulista chegando mais perto, e com ele a vaga na Copa do Brasil 2013. E dá lhe comemoração e festa no lado vermelho das arquibancadas!
Por alguns instantes, a torcida do Noroeste pode esquecer os fantasmas que ameaçaram o time esse ano, especulando sobre a falta de apoio para a sequência do time no futebol.
O grito de campeão veio carregado de sentimentos de comemoração, de orgulho, mas também de revolta contra uma época que valoriza cada vez menos a tradição e o futebol dos times que representam as cidades do interior.
Vencer o Audax e todo o poderio que o time da capital representa (que seja feita justiça, graças à boa gestão, bastante profissional) representa que ainda existe esperança romântica no futebol atual.
Agradeço aos deuses do futebol por me permitirem acompanhar de perto mais uma tarde mágica, de gente simples vindo até São Paulo e voltando feliz ao interior.
A 145a camisa de futebol do blog é da seleção do Paraguay!! Essas vieram direto das ruas de Ciudad Del Este, numa época em que camisas piratas vendidas no Paraguay eram de péssima qualidade, mas muito baratas hehehehe! Ambas foram presentes do meu irmão, Murilo.
Já mostramos um pouco sobre o futebol paraguaio por meio das camisas do Cerro Portenho, do Nacional, do Olímpia e do 3 de Febrero, cujo estádio, também visitamos pessoalmente (veja aqui como foi).
O futebol no Paraguay teve início em 1906, mas o primeiro time a representar o país surgiu apenas em 1910 para um amistoso contra o Hércules de Corrientes (da Argentina) que acabaria num 0x0.
Logo apareceram diversos convites para enfrentar o selecionado paraguaio novamente. Por isso, a Federação de Futebol local começou a desenvolver sua seleção, e em 1919, veio o primeiro jogo contra outra seleção, ao enfrentar, em Assunção, a Argentina.
Em 1921, o Paraguay disputou o Campeonato Sulamericano e surpreendeu ao vencer o Uruguai, terminando na 4a colocação.
Em 1922, outra vez disputou essa competição, agora no Brasil. Aqui um lance do jogo contra a Argentina:
Em 1930, ocorre a primeira Copa do Mundo, no Uruguai e o Paraguay não se classificou para a segunda fase, após perder para os EUA por 3×0 e vencer a Bélgica por 1×0.
A seleção paraguaia não disputaria os mundiais de 1934 nem de 1938.
Vale destacar sua participação no Campeonato Sulamericano de 1947, quando chegou a ter 6 vitórias consecutivas, terminando em segundo lugar, mesma colocação que chegaria em 1949.
Esses resultados animaram a seleção para a disputa do mundial de 1950, no Brasil, mas o time não passaria da primeira fase, disputada o lado de Suécia e Itália.
O primeiro grande momento da seleção paraguaya viria em 1953, na conquista invicta do Campeonato Sulamericano, em Lima.
Em 1958, nova participação na Copa do Mundo, dessa vez na Suécia, onde não passou da fase de grupo, ao lado de França, Iugoslávia e Escócia.
A seleção ficaria de fora dos Mundiais até a Copa de 70.
Em 1979, a agora Copa América tem novamente o Paraguay como campeão.
Em 1986, o Paraguay volta à Copa Mundial, do México, onde venceu o Iraque, empatou com o Méxicoe com a Bélgica, passando da fase de grupos pela primeira vez, na história. Nas oitavas de final, perdeu para a Inglaterra.
Em 1992, o Paraguay sagrou-se campeão do torneio Pré-olímpico, com o time:
Esses “meninos” formaram a chamada “Geração de Ouro” que iria disputar 3 Copas do Mundo consecutivas, a começar pela de 1998, na França, onde Paulo César Carpegiani foi o treinador da equipe que empatou com Bulgária e Espanha e venceu a Nigéria, pela primeira fase. Porém, os deuses do futebol reservaram um grande embate contra os donos da casa, pelas oitavas de final…
Me lembro que me emocionei muito nesse jogo, como há tempos não acontecia numa partida de Copa do Mundo, o time marcou pra sempre ídolos como Gamarra, Celso Ayala e principalmente o goleiro Chilavert.
Em 1999, o Paraguay sediou a Copa América e foi eliminado pelo Uruguay, nos penaltis após empate por 1×1, no tempo normal.
2002 novamente marcou a presença do Paraguay na Copa do Mundo, do Japão. Mais uma vez, o time classificou-se para a segunda fase, porém, de novo enfrentou um adversário forte, a Alemanha, que eliminaria o país latino vencendo por 1×0.
Em 2004, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Em 2006, mais uma participação em Copa do Mundo. A Alemanha viu a seleção paraguaia perder para Inglaterra e Suecia e vencer Trinidad e Tobago, sendo eliminado ainda na primeira fase.
O Paraguay teve sua melhor campanha na Copa do Mundo de 2010, caindo no grupo de Itália, Eslováquia e Nova Zelanda, classificando se para a segunda fase, onde finalmente se classificou para as quarta de final, ao vencer o Japão.
A eliminação se daria no jogo contra a Espanha, para a tristeza do povo latino americano.
Em 2011, o Paraguay disputou a Copa América, na Argentina e alcançou o vicecampeonato, porém a sequência da seleção foi fraca, estando ameaçado de não disputarem a Copa do Mundo, no Brasil.
Foz do Iguaçu. Um paraíso da natureza, aqui no Brasil. Tivemos a chance de conhecer o lugar em novembro de 2012 e recomendo a visita para quem ainda não conheceu. E acredite, Foz é mais do que as cataratas, a começar pelo incrível Parque das Aves (fica pertinho das cataratas, dá pra fazer os dois num mesmo dia)…
O Parque oferece a possibilidade de estar bem próximo das aves (boa parte delas nasceu no próprio parque, outra parte foi recolhida após ser vítima de maus tratos ou acidentes).
Mas, claro que a grande atração da cidade são as Cataratas do Iguaçu, um parque muito bacana que oferece ótima estrutura para os visitantes.
No parque, quem começa roubando a cena são os Quatis que já se acostumaram a presença das pessoas e passeiam ali no meio da galera numa boa, mas não bobeie com comida na frente deles!
De resto, o que vale é a água. Muita água.
Quase dá pra esquecer que vivemos num tempo de recessão desse bem tão precioso.
Mas a impressão que fica no fim é de quão pequenos somos em relação à natureza.
Esse é um passeio que vale a pena ser feito.
Mas… Este é um site sobre cultura de futebol, e mesmo com tantas paisagens bacanas, fomos em busca dos estádios da cidade.
O principal deles, é o Estádio do ABC, onde o Foz do Iguaçu, único time que disputa o campeonato profissional do Paraná, manda seus jogos.
E por que “Estádio do ABC”?? Porque o campo, pertence ao ABC Futebol Clube, time amador da cidade, fundado em 1915 e que tem seu nome em homenagem a um Tratado de respeito e defesa mútua entre a Argentina, o Brasil e o Chile. Por coincidência, ficamos hospedados no Hotel Rafain Centro e só depois eu soube que da década de 30 até 1976, o o local era um outro campo de futebol do time do ABC.
Só em 1976, que o time adquiriu a área do estádio atual, na Avenida República Argentina e que seria inaugurado em 1980, sendo um dos poucos estádios de times amadores que já receberam a seleção brasileira, ainda que para treinamentos.
O time venceu vários títulos do futebol amador e o sonho atual é iluminar o estádio.
Atualmente o time recebe os jogos do Foz do Iguaçu F.C. que por pouco não subiu para a primeira divisão este ano (2012).
O Foz do Iguaçu é um clube recente, fundado em 1996. Em 2014, terminou em 3º lugar e conseguiu o acesso para a primeira divisão. Em 2015, chega às semifinais, terminando como quarto colocado e assim, garantiu vaga na série D do Campeonato Brasileiro. Em 2018, terminou em 3º lugar do estadual, com a segunda melhor campanha do campeonato, sendo Campeão Paranaense do Interior.
Em 2019, foi rebaixado e em 2020, se licenciou do profissionalismo Retorna em 2021, na Terceira divisão, sendo o vice campeão daquele ano.
Em 2022, sagrou-se campeão da Segunda Divisão Paranaense…
Mas, em 2023 foi rebaixado de volta à segunda divisão.
Em 2024, o time passou a ser gerido pelo ex-jogador e pentacampeão Edmílson (que abandonou o SKA Brasil de São Paulo) de agora e para marcar o novo momento, o time mudou seu distintivo:
Mas voltemos ao Estádiodo ABC:
Tivemos a chance de entrar no campo e conferir a qualidade da grama e do estádio!
As arquibancadas do Estádio do ABC comportam 12 mil torcedores.
Mas, Foz do Iguaçu tem ainda outros times de destaque, ainda que nas disputas amadoras, dos quais destacamos o Flamengo e o GRESFI. Não pudemos fotografar o campo do Flamengo, mas arrumamos tempo pra fotografar o campo do GRESFI.
O RESFI surgiu em 1967, da fusão do Esporte Clube Guairacá, do Grêmio Olavo Bilac e da Caixa Esportiva e Beneficente dos Graduados do 1º Batalhão de Fronteira. É um time focado nos militares da região.