A 137ª camisa de futebol do blog foi presente do leitor e amigo Marcos Aquino, professor, apaixonado por futebol, que coleciona camisas e revistas esportivas e mora no interior do Ceará, na cidade de Limoeiro do Norte, 150 km da capital Fortaleza.
O time que defende as cores e a cultura da cidade é a Associação Desportiva Limoeiro Futebol Clube!
O time é conhecido como o “Jaguar do vale” e por isso esse é também seu mascote:
O time atual surgiu em 2001 para dar sequência ao futebol da cidade, após a extinção do Esporte Clube Limoeiro, fundado em 1942.
Achei pela net algumas imagens históricas do time, essa de 1948:
Enquanto Esporte Clube Limoeiro, o time sagrou-se campeão municipal em 1956, 1987, 1988, 1989, 1992 e 1994.
Em 1994, sagrou-se campeão cearense da Segunda Divisão estadual, chegou ainda a disputar a série C do Brasileiro de 1998, chegando à quarta fase, mas em 2000 o time fechou as portas por falta de apoio.
Assim, em 2001, o Limoeiro F.C. apresenta-se ao futebol, conquistando a segunda divisão estadual e conquistando o acesso à primeira divisão, com o time abaixo:
Em 2004, o time disputou a série C do Brasileiro e fez uma excelente campanha. Vale a pena assistir a matéria sobre esse time:
Em 2006, caiu para a segunda divisão novamente e só retornou para a primeira em 2010.
Porém… Em 2011, nova queda para a segunda divisão, onde permanece até agora (2012).
O time possui uma organizada chamada “Torcida Jovem Limoeiro”.
O time manda seus jogos no Estádio Bandeirão, estádio inaugurado em 1987:
A capacidade atual é de 3 mil torcedores.
Aqui o hino pra cantar junto, nas arquibancadas do Bandeirão!
A 136ª camisa de futebol do blog é mais uma vez do interior de São Paulo e foi presente da própria diretoria do clube.
O time defende as cores e a cultura de Itapira, uma dessas cidades que tem pouca divulgação, mas que tem uma qualidade de vida muito bacana, seja para se viver nela, seja para passear.
Pra quem gosta de saber sobre o passado e história da cidade, recomendo o blog http://tempossaudososplinio.blogspot.com.br .
Já dá pra saber que estamos falando do time da Sociedade Esportiva Itapirense.
Já estivemos por duas vezes no Estádio do Itapirense. Uma vez, apenas para conhecer o estádio (veja aqui como foi) e outra acompanhando um dos jogos mais legais que o www.asmilcamisas.com.br já presenciou (confira aqui como foi).
O time é chamado de Esportiva e tem o apelido de “vermelhinha“, devido a cor de sua camisa. E essa camisa já fez uns roles malucos comigo, como nessa entrevista que fizemos com o cineasta José Mojica Marins, criador e criatura do Zé do Caixão.
A fundação da Sociedade Esportiva Itapirense se deu em 1947, por uma rapaziada apaixonada por futebol, para a disputa do Campeonato do Interior.
O time aproveitou a estrutura de dois antigos times itapirenses o “Sport Club Itapirense” e o “Itapira Futebol Club“. Aqui, foto do Sport Club em 1923:
Esse é um dos times dos anos 40, quando o time foi campeão do Setor em 1948 e 1950, campeão da Zona em 1950 e campeão da Cidade em 1948 e 1950:
Disputou duas edições da série A3, em 1954 e em 1957, quando revelou o zagueiro Bellini, capitão e campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1958. Nas temporadas seguintes, o time de Itapira ficou ausente do profissionalismo, dedicando-se apenas ao amadorismo, sagrando-se campeã do Setor 4ª Zona 54, em 1962; e campeã da Cidade em 1967.
O time sairia vice campeão amador do Setor 1, em 1968 e campeão da 3ª Divisão de Profissionais em 1969, com o time abaixo:
Infelizmente, a Esportiva desistiu de participar da competição no ano seguinte, ficando mais de 30 anos fora do profissionalismo.
Somente, em 2005 o clube ressurgiu, com um foco muito mais social do que esportivo, trabalhando se as categorias de base como forma de interagir com as crianças em situação de risco.
Em 2006, o time volta a disputar o futebol profissional, a Série B, com um time formado nas categorias de base.
Em 2007, veio o acesso para a Série A-3, com o time abaixo:
Em 2009, por muito pouco não veio o acesso pra série A2.
Dessa forma, permanece na série A3 até atualmente (2012).
O mascote da Itapirense é um coelho.
Manda seus jogos no Estádio Coronel Francisco Vieira, com capacidade de 4.285 pessoas.
Aqui, imagens de 2010, num jogo contra o Taubaté:
Esse e o pessoal da “Kueio Loko”, organizada da Itapirense.
E aqui, os cidadãos que apoiam e acompanham o time!
A 131ª camisa de futebol do blog vem da paradisíaca Florianópolis, onde vive meu irmão Marcel Noznica, onde cai fica… Olha como a gente era magrinho quando tocávamos no Tercera Classe, ao lado do Lucas!
O time dono da camisa é o Avaí F.C., clube que tem ganhado destaque nacional nos últimos anos pela participação na série A do Brasileiro, mas que também fez fama por ser o time do tenista Guga!
Essa camisa foi trazida direta de uma incrível promoção da loja do Avaí, lá em Floripa, mesmo.
A história do time remete a 1923, e sua origem se deve à paixão de um comerciante chamado Amadeu Horn pelo futebol.
O sr. Amadeu era conhecido de um pessoal que costumava jogar no bairro Pedra Grande (atual Agronômica) e para incentivar o time deu de presente um jogo de camisas listradas em azul e branco, shorts e meiões azuis além de algumas bolas e chuteiras.
O jogo de estreia dos uniformes foi contra o Humaitá, no Campo do Baú. Foram duas vitórias e uma certeza: “Vamos fundar um clube!” Nascia o Avahy Foot-ball Club.
O nome do time, inicialmente seria “Independência”, mas acabou preferindo-se um nome mais fácil a ser gritado nos campos: Avahy, em referência à Batalha do Avahy (vai no google pra você lembrar da Guerra do Paraguay).
O Avaí foi o primeiro campeão catarinense, em 1924 e depois em 1926, 27 e 28. Essa é uma das equipes desta época:
Em 1930, novo título. Mas a grande novidade da década veio em 1937 com a mudança da grafia do nome para o atual “Avaí Futebol Clube”.
A década de 40 ficaria marcada pelo tetra campeonato de 1942, 1943, 1944, 1945 do “Esquadrão Azurra“. Destaque para a goleada de 21×3 contra o Paula Ramos, em 1945. Esse foi o time de 43:
Em compensação as décadas de 50 e 60 passariam em branco. somente alguns títulos citadinos, como o de 1960, da equipe abaixo:
Títulos estaduais mesmo só em 1973 e 1975. Esse é o time de 75:
A década de 80 traria um título em 1988, com direito a um golaço na final!
Os anos 90, apresentaram à torcida, o fantasma do rebaixamento que em 1993, levou o time à segunda divisão do estadual.
Em 1994, venceu a segundona do Catarinense e retornou à série A.
Para terminar a década em paz, novo título, em 1997.
No ano seguinte, o time sagrou-se campeão brasileiro da Série C, em 1998:
Vale a pena ver um pouquinho de como foi a final:
Os anos 2000 trouxeram dois títulos: 2009 e 2010.
Mas a grande emoção da década foi o retorno do time à primeira divisão do Brasileiro.
No Campeonato Brasileiro de 2009 o Avaí ficou 11 partidas sem perder, conquistando a melhor colocação de um clube catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro, um 6º lugar.
O time campeão de 2010:
O mascote do Avaí é um leão, pelo apelido “Leão da Ilha”.
Durante muitos anos, o time mandou seus jogos no Estádio Adolfo Konder, conhecido como o Campo da Liga ou Pasto do Bode, adquirido pelo governo do estado e em 1973, doado ao Avaí.
Porém, o crescimento do time fez necessário um novo estádio.
Assim, em 1983, num jogo contra o Vasco da Gama inaugurava-se o Estádio Aderbal Ramos da Silva, o Estádio da Ressacada.
Já estivemos lá, dê uma olhada no link: https://www.asmilcamisas.com.br/2011/07/13/estadio-perdido-em-florianopolis/
Para finalizar, uma olhada na torcida do Avaí:
Para aqueles que também são fãs, colecionadores ou simplesmente gostam de futebol, no último dia 3 de dezembro aconteceu o 5º encontro de colecionadores de camisas de futebol, num lugar perfeito: em frente ao Museu do Futebol, no Pacaembú.
Eu conheci o encontro por meio de alguns amigos que já frequentaram as edições anteriores e também pela divulgação (e realização) do www.minhascamisas.com.br .
Cheguei já no final do evento, mas deu pra ver que foi um dia muito legal, vou fazer de tudo pra chegar mais cedo na sexta edição!
Muita gente levou camisas pra expor, outros pra trocar e até vender. Teve gente que saiu de lá bem contente com algumas relíquias conseguidas.
Consegui bater um papo com o pessoal que ainda estava por ali e vi um monte de camisas legais!
A 118ª camisa de futebol do nosso blog é de um time que representa uma cidade da Grande São Paulo e que por isso acaba sofrendo com a competição desleal dos grande times. Estou falando da cidade de Guarulhos e esse post é em homenagem a quem segue torcendo pelo time da sua própria cidade! O dono desta camisa é a Associação Atlética Flamengo de Guarulhos!
O Flamengo de Guarulhos foi fundado em 1º de junho de 1954. Diferente da maioria dos times de futebol, o Flamengo foi fundado por uma mulher, a carioca Guiomar Pereira Xavier (adivinha o time dela…). Esse era o time juvenil de 1955:
A cidade já contara com outras equipes importantes que disputaram o profissional, como o União Vila Augusta Futebol Clube, a Sociedade Esportiva Guarulhos, o Esporte Clube Golfinho, a Associação Atlética Macedo, além da AD Guarulhos, que atualmente disputa a série B do Campeonato Paulista. O time permaneceu vários anos disputando campeonatos amadores. Foi campeão 7 anos consecutivos do Campeonato Guarulhense da Primeira Divisão, de 1969 a 1975. Em 1979 chegou a disputar a quinta divisão do campeonato paulista, com o apoio dos demais times da cidade. Entretanto, acabou não se mantendo no profissionalismo, dando lugar à Associação Desportiva Vila das Palmeiras (atual AD Guarulhos).
Nos anos 80 levantou sua casa, onde manda seus jogos, o Estádio Antônio Soares de Oliveira.
Estivemos por lá vendo um jogo do Flamengo contra o Atlético Sorocaba, confira aqui.
Entre 1994 e 1997, vieram mais quatro títulos municipais, sendo que em 1996, tornou-se a única equipe guarulhense sagrar-se Campeão Amador do Estado de São Paulo. Com tantas conquistas, em 1998, o time reestreava no futebol profissional. Logo, em 1999 sagrou-se campeão da Série B2. Em 2000, o bicampeonato paulista e o título da série B1. Em 2003, o time chegou afazer uma excursão pelo Oriente Médio, com o time abaixo:
Assim, no início do novo século, o time passou a ser figura marcante na série A3 do Campeonato Paulista.
Esse, o time de 2006:
Em 2007, a Federação Paulista organizou o que seria o embrião da Copa Paulista, a Copa Energil C, e o Flamengo saiu como vice Campeão, sendo derrotado na final pelo Independente, de Limeira.
Em 2008, mais um salto do time! O Flamengo de Guarulhos era campeão da série A3 e garantia acesso inédito para a série A2 de 2009.
O Flamengo alcançava seu mais alto vôo até o momento.
Em 2009, o time fez uma boa campanha, chegando até a fase final, mas não conquistando o sonhado acesso à primeirona. Entretanto, a série A2 não tem piedade e em 2010, o Flamengo voltava à série A3 do Paulista. Este ano (2011), o time voltou a fazer boa campanha, mas ficou a 4 pontos do retorno à A2, para a tristeza da torcida local.
O Mascote do time é o “corvo”.
O time possui várias organizadas, como a Invasão Rubro-Negra, a Flagelados, a Torcida Taliban e a Comando Rubro-Negro.
A 116ª camisa de futebol do nosso blog é bastante curiosa. Embora venha de um time aqui da América do Sul, ela defende as cores de um povo do Oriente Médio, que atualmente tem sido bastante coagido em sua própria terra natal. Trata-se da camisa do Club Deportivo Palestino, do Chile.
O Palestino nasceu em 1920, na cidade de Osorno, de onde sairam atletas de outras modalidades, também, como se pode ver…
Foi fundado por um grupo de imigrantes, defendendo as cores e cultura da comunidade palestina no Chile. A partir de 1952, o Palestino começa a disputar o futebol profissional, pela segunda divisão chilena, com o time abaixo:
E logo no seu primeiro ano, sagrou-se campeão, conquistando o acesso à primeirona!
E 3 anos depois, em 1955, o clube conquistou seu primeiro campeonato nacional, com o time abaixo:
Por começar a atrair muitos craques no elenco, o time ganhou o apelido de milionário. Em 1970, o clube volta para a segunda divisão. O clube retornaria em 1972, com o título da segunda divisão. Aqui, o time de 1975:
Em 1977 viria um novo título da Copa Chile.
E em 1978, viria o seguindo título numa campanha marcada pelo recorde em número de jogos invictos, com o time:
A década de 70 se encerrou bem, afinal o time conseguiu disputar 3 edições da libertadores (76,78 e 79) sendo que em 79, o Palestino chegou até a semifinal, sendo eliminado pelo campeão Olímpia.
A década de 80 levou novamente o time a um “passeio” pela segunda divisão, de onde retornou rapidamente.
Em 2006, o time enfrentou sua pior fase, tendo que disputar com o time Fernandez Vial para manter-se na primeira divisão.
Em 2008, chegou a final, perdendo para o Colo-Colo.
O time de 2010, que chegou à semifinal da Copa Chile e nas posições intermediárias do nacional. O time manda seus jogos no Estádio Municipal de La Cisterna, com capacidade para 12 mil pessoas. Estivemos lá em fevereiro de 2011 (veja aqui como foi):
Fomos até lá conferir um jogo sub-20 do time contra o Colo-Colo:
Esta é a torcida local:
O time ainda conta com a torcida do vocalista da banda MISERABLES, como pode se comprovar neste clip, onde ele canta usando a camisa do time:
A 104ª camisa sai do eixo “SP-Buenos Aires” e vai para Cuiabá, capital do Mato Grosso! Foi presente do amigo e jornalista Rodrigo Ratier, em mais uma de suas “aventuras educacionais”:
Ela pertence ao Mixto Esporte Clube, tradicional time alvinegro, maior vencedor do Campeonato Mato-Grossense (24 títulos, até 2010).
Com tantos títulos, o Mixto acabou se tornando um dos mais conhecidos clubes do Mato Grosso e consequentemente tendo uma das maiores torcidas do estado.
Falando das torcidas, o time conta com várias organizadas, entre elas a Torcida Boca Suja (que possui o blog www.torcidabocasuja.blogspot.com/) , a Torcida Desorganizada Comando Zero e a Torcida Razão Alvinegra.
Destaque também para a torcedora símbolo Nhá Barbina :
O mascote do time é o Tigre!
Seu fundação se deu em 1934, no centro de Cuiabá, na antiga Livraria Pepe, um casarão em estilo colonial, recentemente tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O time foi uma materialização da cultura regional, assim como as tradicionais marchas carnavalescas e festas populares, com o diferencial de reunir homens e mulheres, algo incomum para a época.
Daí a origem do nome Mixto, que mostrava uma mistura entre homens e mulheres, cultura e esporte, sem preconceitos, representadas pelo branco e preto, cores antagônicas.
Em pouco tempo, o Mixto se tornou alegria e orgulho dos cuiabanos, sendo responsável por levar o nome da cidade Brasil a fora.
Seu maior rival é o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, juntos fazem o Clássico dos Milhões.
O primeiro título veio em 1943, mas ainda na década de 40, o time faria história com a conquista do tricampeonato emtre 1947 e 1949, com o time:
Abaixo, uma foto do esquadrão que defendeu o clube no final da década de 60:
Da série “fatos inusitados” consta o amistoso de 1973, contra a Seleção da Bolívia (um empate em 2 a 2), no Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá.
Em 1976 disputou o brasileirão com o time:
O time de 1980, bicampeão estadual, nas páginas da Placar:
Aqui, o time de 1989:
Outra bela foto da década de 80:
O time de 1996:
Os anos 2000 trouxeram indecisões à diretoria do clube, que decidiu não participar do estadual. Após retornar, o time teve uma fase ruim, como em 2005, quando conseguiu ser eliminado por meio de um sorteio. A boa fase retornaria em 2008, com o título de Campeão Mato-grossense, com um time formado principalmente por pratas da casa:
Veja como foi a festa da torcida:
Em 2009, disputou a série C, mas foi rebaixado para a quarta divisão. E em 2010, a expectativa era grande, mas o time acabou não conquistando o Estadual nem o sonhado retorno à série C, mesmo com um elenco com estrelas como Adriano Gabiru, Perdigão e Luizinho Neto. O time manda seus jogos no Estádio Presidente Dutra (é triste dar o nome de um militar para um estádio de um time tão democrático).
Para maiores informações sobre o time, acesse: www.mixtoec.com.br , o site oficial do time. Para quem prefere a voz das arquibancadas, acesse o blog: www.mixtonet.blogspot.com Pra terminar, um pouco da festa vista de dentro da torcida:
Dando sequência às camisas, vale ressaltar que existem duas “escolas” que eu admiro muito no futebol mundial. Uma é o futebol do interior paulista, a outra o bom e pegado futebol argentino e é de lá que vem a 103ª camisa do blog.
A camisa pertence ao Club Atlético Vélez Sársfield.Consegui a camisa no carnaval de 2010, quando fomos assistir Vélez x Independiente (veja aqui como foi).
O início do clube data-se de 1910, o nome é uma homenagem a um jurista argentino.
Como a maioria dos clubes humildes, seu primeiro uniforme foram camisetas brancas, por serem as mais baratas, logo foram substituídas pelas camisetas azul-marinho e calções brancos.
Na foto abaixo, o time de 1911:
Em 1913 foi a vez da camiseta “tricolor” (listras verticais em vermelho, branco e verde).
O Vélez conseguiu seu primeiro acesso à principal divisão do futebol argentino, em 1919.
O time de 1931:
O uniforme com o “V” azulado surgiu por uma questão do destino. Um time de rugby havia pedido para confeccionar as camisas, mas acabou desistindo e a diretoria do Vélez os adquiriu por um bom preço. Nascia ali uma forte marca do futebol argentino.
Em 1940, o Vélez sofreu seu primeiro descenso de divisão o que desencadeou uma crise, obrigando o time a vender o Estádio Fortin.
Somente em 1943, o time voltou para a primeira divisão, levantando um novo estádio.
Em 1953, veio a maior campanha do time até aquele momento, o vice-campeonato da primeira divisão, com o time:
Mas só na década de 60 viria o primeiro título do time, mais precisamente em 1968, com direito a uma goleada de 2 dígitos sobre o Huracán de Bahia Blanca (11 x 0).
Graças à realização da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, o Vélez teve o estádio de Liniers, remodelado, ganhando novas arquibancadas e tendo assim sua capacidade ampliada. O “Nuevo Fortín” agora tinha capacidade para 50 mil hinchas.
Em 1993, mais uma glória para o Vélez, a conquista do Campeonato Clausura , dando ao time o direito de disputar a Libertadores da América do ano seguinte.
Esse time ficou bem conhecido pelo público brasileiro por ter ganho a Libertadores em cima do São Paulo, em pleno Morumbi.
Foi marcante, principalmente por terem caído logo de cara num grupo díficil com o rival local, Boca Juniors, além de Palmeiras e Cruzeiro. Depois passaria pelo Defensor do Uruguai, Minervén da Venezuela e Junior Barranquilla da Colômbia.
O herói do time, nessa época e que marcaria época pelo time, era o goleiro paraguaio Chilavert.
Com a conquista, o Vélez alcançou o sonho para enfrentar o Milan, em Tóquio, colocando frente a frente o time do bairro contra os italianos globais. O resultado você confere abaixo:
No ano segunte, mais um Campeonato Apertura, seu terceiro título nacional e mais uma conquista internacional, a Copa Interamericana, de 1995.
Em 1996, veio o bicampeonato do Apertura e a conquista da Supercopa, vencendo o Cruzeiro, na final.
Em 1997, o Vélez mostrava que os anos 90 seriam mesmo inesquecíveis ao vencer a Recopa Sul-americana contra o River.
Em 1998, mais um Torneio Clausura, com o time:
A década de 2000 começou difícil. Demorou até 2005 para um novo título.
Em 2009, outro Clausura, garantindo o time na Libertadores 2010.
Sobre a hinchada, vale a pena ver esse vídeo, mostrando porque são hoje considerados uma das maiores torcidas argentinas.
Há também um interessante blog guardando a memória do time. Veja: http://www.muyvelez.com.ar/
Como curiosidade, vale citar que Che Guevara chegou a ser titular no time de juniores do clube.
O site oficial do time é http://www.velezsarsfield.com.ar
A 102ª camisa da coleção vem do interior de São Paulo, grande celeiro de times e histórias ligadas ao futebol.
É com orgulho que escrevo sobre a história do Olímpia Futebol Clube.
Recentemente entrevistaríamos o presidente do Olímpia, mas na hora H ele acabou não conseguindo participar ao vivo e nos mandou um vídeo, vale a pena assistir:
Comprei essa camisa no próprio Estádio Maria Tereza Breda, em outubro de 2010. Ao passar por lá, o time sub-20 ainda estava pelos vestiários. Eles haviam acabado de perder para o sub-20 do Santos num polêmico 2×1. Veja aqui como foi esse rolê!
Estive na cidade para conhecer as famosas Termas dos Laranjais, um parque aquático incrível que fica em Olímpia!
Mas falando sobre o time do Olímpia, sua fundação se deu em 1919.
Como toda equipe do interior, em seu início o time do Olímpia limitava-se a representar a cidade em torneios regionais.
De 1936 a 1946, o time mudou provisoriamente seu nome para Associação Atlética Olímpia.
Em 1950, veio o profissionalismo e a disputa dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol.
Em 1953, passou a valer uma lei que obrigava as cidades sedes dos times da segunda divisão a terem pelo menos 50 mil habitantes, assim, o time passou a disputar torneios amadores e a terceira divisão.
Em 1957, sagrou-se campeão do “Setor 33” (a Federação dividia o campeonato em regiões). No jogo que definia o acesso, perdeu para o Fernandópolis por 2×1.
1959 trouxe um grande número de torcedores para o Estádio Tereza Breda, o time jogava bem e acabou campeão da “Série Brigadeiro Faria Lima” e novamente disputando a vaga para a segundona, desta vez contra a Votuporanguense.
Em 1961, o Olímpia foi campeão da “Série Cafeeira”, na final contra a já tradicional rival Votuporanguense. A foto do time campeão:
Outros títulos viriam em 1973 e 1975, sendo bicampeão da “Série C”, dando condições ao clube de disputar sua promoção para a “Divisão Especial”, mas o sonho foi interrompido pelo Santo André.
1978 é o ano mais triste de sua história, pois o Olímpia se exclui da Federação, pondo um fim momentâneo aos sonhos dos torcedores locais. Após muito sofrimento, o time conseguiu voltar.
Em 1985, ressurge o Olímpia F.C. . Em 1988 disputou a “Divisão Intermediária”.
Em 1990, a diretoria chegou a tentar licenciar o time, mas por brincadeira do destino o elenco montado para aquele ano traria a maior glória da história do time, o título da Segunda Divisão e o consequente acesso à Primeira Divisão, onde permaneceu por três anos. O time de 1990:
O de 1991:
Fuçando na minha coleção de canhotos de ingresso, pude achar um do jogo que o time fez em Santo André, contra o meu Ramalhão, num domingo, 1 de setembro:
Achei também um de 1995:
Guardei até a escalação dos times:
No ano seguinte passou por dificuldades e depois de péssima campanha foi rebaixado para a Série A-3.
Em 2000, sagra-se campeão do Paulista da Série A3 e disputa ainda a Copa João Havelange chegando até a Semi-Final.
Em 2001, disputa a série A2 e por um ponto não consegue o acesso à série A1. Jogou com o time:
Em 2006, depois de sete anos consecutivos na série A2, o Olímpia foi rebaixado para a Série A-3, sagrando-se campeão, no ano seguinte, num campeonato que contou com times como Ferroviária e XV de Piracicaba. 2007 também ficará marcado na memória de todos os olimpienses. Mais uma vez, após quase não disputar o campeonato e quase encerrar as atividades, o Olímpia Futebol Clube conquista a Série A-3, lutando com adversários como Ferroviária e XV de Piracicaba.
Infelizmente, a partir de 2008, o time entrou em queda livre, voltando para a série A3 até cair, em 2010 para a série B do Paulista, o campeonato mais dificil do mundo. O time manda seus jogos no Estádio Maria Tereza Breda:
Seu mascote é o Galo Azul:
Como curiosidade, vale citar que o poderoso Paulistano chegou a disputar uma partida contra o Olímpia e aproveitou para emprestar nada mais nada menos que Friendereich para um amistoso contra o Jaboticabal.
Quem também visitou a cidade para jogar um amistoso foi a equipe do Penarol, em 1928. Mas uma das cenas mais curiosas do time é essa…
A torcida Mancha Azul é quem comanda a festa nas arquibancadas:
A 101ª camisa do blog vem novamente da Argentina (uma das principais fontes para o blog), da querida Buenos Aires.
O time dono da camisa é o Argentinos Juniors.
O Argentinos Juniors é daqueles times cuja história se mistura à vida política e social de seus fundadores e torcedores. O time nasceu da união de dois tradicionais clubes locais: o “Sol de la Victória” e o “Mártires de Chicago”, fundado no início do século XX por jovens socialistas que queriam homenagear os operários que conquistaram com a vida o dia do trabalhador. Não lembra disso? Veja o vídeo abaixo:
Essa união se oficializaria em 1904 e daria origem à Asociatión Atlética y Futebolística Argentinos Unidos de Villa Crespo, que desfilaria em campos portenhos com um uniforme vermelho em alusão aos movimentos socialistas e anarquistas. Em 1909, associaram-se a AFA e alguns anos mais tarde, em 1912 mostraria seu valor ao recusar um convite da Associação para disputar a Primeira Divisão, o time só subiria se conquistasse a vaga em campo. Somente en 1921, o time alcançaria a elite do futebol argentino. Em 1926 chegaria ao vice campeonato argentino, marcando positivamente a década de 20. Abaixo a foto do time de 1928:
Já a década de 30 culminaria com a queda para a segunda divisão.
Somente na década de 40 o time conquistaria o direito de voltar à primeira divisão, mas segundo a AFA, o estádio recém construído (na foto abaixo, o dia de sua inauguração) não suportaria jogos da primeira divisão, o que manteve o time na segunda.
O time só retornaria à primeira divisão em 1955.
Os anos 60 trouxeram grandes mudanças ao elenco do time e formaram equipes memoráveis, ainda que em 1969 tenham escapado do rebaixamento na última rodada. O time responsável foi o da foto abaixo:
Os anos 70 apresentaram ao futebol argentino uma equipe juvenil que faria historia e seria conhecida como “Los Cebollitas”.
O time tinha como craque, nada mais nada menos que Diego Armando Maradona, na época com pouco mais de 12 anos.
Maradona estreiaria na primeira divisão aos 15 anos num jogo contra o Talleres de Córdoba. Ali, joagaria por 4 anos e durante este período seria Campeão Mundial Juvenil, pela Argentina, em 1979 e levaria o Argentinos Jrs às finais do campeonato metropolitano. A década de 80 foi o período de maiores glórias do time. Logo de cara, em 1980, foi vice campeão do metropolitano e chegou à semifinal do torneio nacional, com a formação:
Para tristeza de sua torcida, Maradona vestiria a camisa do time pela última vez em 1981, quando foi transferido para o Boca Juniores.
Em 1984, Argentinos Jrs sagra-se campeão do Metropolitano, com o time abaixo:
No ano seguinte, vêm a conquista do Nacional e da Copa Libertadores.
O time de 1985:
Por ter sido campeão da Libertadores, disputou a final do Mundial Interclubes contra a Juventus em 85. No tempo normal houve um empate por 2 a 2, e os italianos venceram nos pênaltis. Os anos 90 trouxeram a amargura do rebaixamento por mais de uma vez. Esse foi o time campeão da Segunda divisão em 96/97:
Em 2003, o time reinaugurou seu estádio no bairro “La Paternal” e somente em 2004 o time se estabilizou novamente na primeira divisão. A alegria voltaria de vez ao bairro, com a conquista do torneio Clausura em 2010, com o time abaixo:
E nós, estivemos por lá, conferindo o jogo contra o Newell´s Old Boys. Leia aqui como foi aquele jogo!
O nosso “guia” foi o amigo “Checho”, dono de uma loja de discos focada na música undergound (Punk Rock, Hardcore, Psychobilly, Oi!, etc):
Fomos muito bem recebidos pela hinchada local, que lotou o estádio.
O outro lado era destinado à torcida visitante, que só chegou no fim do primeiro tempo.
Os caras tem uma bela lojinha, no próprio Estádio!