O jogo de domingo foi acompanhada de perto pelos torcedores de sempre e também por crianças do colégio Saber que decidiram conhecer a realidade do Ramalhão de perto.
A partida por si só já seria um tanto apimentada. Um clássico de grande rivalidade entre Santo André e São Caetano.
Mesmo em uma competição menos valorizada do que o Campeonato Paulista, o clássico acende uma chama diferente no coração da torcida Ramalhina que compareceu ao Bruno José Daniel para apoiar o time.
Mais do que nunca, esse apoio das arquibancadas deveria ser um diferencial, pois todos sabem que as duas equipes tem perfis bastante diferentes: o São Caetano, contando com jogadores que já haviam disputado a série A2, e que vem liderando com facilidade o grupo, e do lado andreense, um time jovem, com vários atletas da base, complementado com jogadores que encaram a oportunidade como um teste para dar sequência em suas carreiras.
Quem torce pra um time, sabe que o futebol consegue ser mais dramático que muito filme ou série de Tv. Situações inesperadas podem encaminhar para momentos de tensão ainda menos previsíveis e desafiadores. E foi o que aconteceu nessa penúltima rodada da primeira fase da Copa Paulista de 2019,
O Santo André chegou a esta partida precisando vencer o rival para se classificar…
O pessoal estava preocupado, mas confiante!
Em campo, o Santo André apertou o São Caetano a maior parte do tempo, colocando o goleiro da cidade vizinha para trabalhar…
As torcidas organizadas têm comparecido a todos os jogos da Copa Paulista e no clássico, não teve quem quisesse perder…
E dá lhe Ramalhão… O ataque funcionou e fez 1×0 ainda no primeiro tempo. E mesmo na etapa complementar, o time manteve-se no ataque.
Estádio é espaço para amizades!
Lá do outro lado, da pra ver um pouco da torcida do São Caetano.
O fim de jogo foi tempo de festa para a torcida do Santo André, que se despede do Estádio Bruno José Daniel, que entra em reforma para a disputa do Campeonato Paulista da série A1 de 2020.
Dessa forma, nos despedimos de forma oficial do nosso estádio, agradecendo por um ano tão bonito, mais um título comemorado nestas arquibancadas.
Dia 10 de agosto de 2019, uma agradável manhã de domingo, com o sol dando as caras. Cenário mais que convidativo para pegar a estrada. Nosso destino: a cidade de Águas de Lindóia.
A cidade surgiu em torno das fontes minerais. Os tropeiros que passavam pela região, no século XIX, em busca do ouro perceberam que ela possuía propriedades curativas tanto nas pessoas quanto nos animais. Em 1926, Madame Curie, cientista prêmio Nobel de Química e Física, esteve na cidade e confirmou estas propriedades terapêuticas aumentando o potencial turístico da cidade.
Eu não ia perder a oportunidade e fui lá no Balneário tomar um pouco!
Diz a lenda que em 1969, foram embarcadas para a NASA, garrafas e mais garrafas diretas de Águas de Lindóia para os astronautas Neil A. Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins na viagem para a lua.
Depois de um período de certa baixa, a cidade novamente é um polo turístico e vive cheia de visitantes.
O futebol profissional na cidade nasceu em março de 1970, com o Águas de Lindoia EC. Esse era o primeiro distintivo do time:
Que na sequência foi alterado para este:
O mascote não poderia deixar de ser… a gota d’água!
Embora tenha nascido em 1970, somente em 1993, graças a uma parceria com o Saad EC o Águas de Lindóia EC se aventurou no futebol profissional disputando a terceira divisão de 1993 até 1995. O SAAD chegou a mandar em Águas de Lindóia os jogos do seu time feminino.
Em 2001, o time fez mais uma tentativa, desta vez na já extinta 6° Divisão, disputando o profissionalismo até 2004, quando se licenciou por falta de apoio financeiro. Assim, surge outro time para representar a cidade: o Brasilis Futebol Clube, fundado em 1º de janeiro de 2007.
O time é um projeto do ex-zagueiro do São Paulo, Oscar Bernardi, focado em revelar atletas, que cresceu chegando também a disputar o profissional. Atualmente, o time se limita às categorias de base da Federação Paulista.
Nossa visita não foi para assistir nenhum destes dois times. O jogo era válido pela Copa Paulista 2019, entre o time B da Ponte Preta e o Santo André! Mas o palco é o mesmo, onde jogaram Águas de Lindóia EC e o Brasilis FC: o Estádio Municipal Leonardo Barbieri.
O Estádio Leonardo Barbieri pertence à prefeitura municipal e tem capacidade para 7.300 torcedores e foi inaugurado em 1972, mas desde então recebeu várias reformas.
A Copa Paulista ainda está na primeira fase e consequentemente o público ainda está bem pequeno, mas a brava torcida andreense se fez presente como visitantes!
Em campo, equipes perfiladas, hino tocando e bandeiras prontas pra transformar o Estádio Leonardo Barbieri na casa ramalhina!
O estádio tem um visual completamente diferente do que estamos acostumados, seja pelas árvores, as grandes casas e até as montanhas que o cercam, como se vê nessa foto do meio campo:
Aqui o lado esquerdo, para quem está na arquibancada:
Olhando para o lado direito, já se vê um primeiro grande edifício residencial. Os demais edifícios na cidade, em sua maioria, são grandes hotéis.
Aqui, pode se ver a cidade ao fundo do gol de entrada.
O Estádio só possui arquibancadas atrás do gol e em uma das laterais. Na outra lateral, apenas espaços internos como os bancos de reserva e as cabines de imprensa.
E o Santo André começou bem, com forte presença no ataque e fazendo 1×0 ainda no primeiro tempo.
Exigimos bastante do goleiro da Ponte!
Mas a Ponte Preta não só chegou ao empate, com um gol de cabeça, como ainda tivemos o nosso goleiro Luiz machucando-se no lance e tendo que ir para o hospital. Nada grave, alguns pontos depois ele pode assistir ao final do jogo nas arquibancadas.
O segundo tempo começou e a impressão era de que o Ramalhão voltaria à frente do placar.
Aqui dá pra ver um pouco da arquibancada coberta do Estádio!
A Fúria Andreense fez seu papel e cantou o jogo todo!
Uma outra visão geral do estádio:
Bom… Duro ter que descrever mas… A Ponto Preta virou o jogo…
Aqui a arquibancada coberta vista de um outro ângulo:
Enfim, embora já tenhamos visitado o Estádio Leonardo Barbieri no passado (lembre aqui), foi um grande prazer poder registrar nossa presença em mais um templo do futebol paulista.
Valeu Santiago! Infelizmente, hoje não deu… Parabéns à Ponte Preta pela vitória!
Triste dia para a torcida do Ramalhão, mas histórico ao mesmo tempo, já que foi a primeira partida do Santo André neste estádio.
Antes de irmos embora, um último olhar nas águas da cidade em busca da tranquilidade necessária para os dias futuros…
Estádio Nicolau Alayon para torcer por uma vitória do nosso Ramalhão!
Mas, ao mesmo tempo é mais uma chance de rever esse belo estádio, principalmente em um momento tão importante para o Nacional Atlético Clube: seu centenário! Parabéns à sua torcida e em especial ao pessoal da Almanac que segue apoiando o time em todos os jogos.
Outra figuraça da torcida do Nacional é o Leandro Massoni Ilhéu que acaba de lançar o livro “Nacional: nos trilhos do futebol brasileiro” contando um pouco da história do time. Quem quiser adquirir, pode falar diretamente com o Leandro pelo Face dele (é só clicar aqui).
Voltando ao estádio, mesmo sendo em um feriado prolongado, até que o público esteve razoável…
Pessoal da Fúria Andreense, da TUDA e também os torcedores autônomos compareceram ao Nicolau para tentar estragar a festa do Naça:
Em campo, o Nacional fez valer seu mando de campo e teve mais posse de bola, mas o Santo André saiu ganhando e foi pro segundo tempo com 1×0 graças a esse gol de penalty:
No intervalo é hora de por o papo em dia, destaque pro amigo “Gó“, que é até tema de música da nossa banda (o Visitantes), pra ouvir é só clicar aqui:
Outro destaque para a primeira partida do Ramalhão da nossa sobrinha, a Bia!
Mas, os destaques ficam por aí…
No segundo tempo, o sol forte parece ter fritado a cabeça dos atletas e o que se viu foi a virada do Nacional (treinado pelo querido Jorginho, ex atleta do Ramalhão) pra cima do Santo André.
Vitória merecida do Nacional. O Santo André precisa voltar aos trilhos caso ainda queira o acesso… Mesmo com a derrota, seguimos na oitava posição…
APOIE O TIME DA SUA CIDADE (na vitória e na derrota)!!!
Pessoal, aproveitei nossa ida à Piracicaba para acompanhar a partida válida pelo Campeonato Paulista da Série A2- 2019 para registrar em fotos e lembrar um pouco da história o Estádio Barão de Serra Negra.
O Estádio Barão de Serra Negra é a casa do XV de Piracicaba, .
O nome do Estádio é uma homenagem a Francisco José da Conceição, primeiro e único Barão de Serra Negra. A atual entrada dos visitantes é no portão 3, mas fiz questão de passar na antiga, no portão 4, porque ela ainda mantém um pouco da arquitetura de antigamente, principalmente com o letreiro acima do portão.
Em campo, é dia do Ramalhão visitar o Nhô Quim!
A capacidade atual do Estádio Barão de Serra Negra é de 18 000 pessoas distribuídas entre a arquibancada coberta (onde ficam as cadeiras cativas, as cabines de imprensa e agora também os visitantes)…
E a arquibancada geral, que abraça todo o campo de jogo!
Com todo respeito à torcida local, aí estamos nós, visitantes com nossas bandeiras em apoio ao Ramalhão.
Torcendo pelo nosso treinador Fernando Marchiori aprontar alguma contra os donos da casa!
Voltando ao Estádio Barão de Serra Negra, ele foi inaugurado em setembro de 1965, no jogo: XV de Piracicaba 0 x 0 Palmeiras, que recebeu um público de 15.674 torcedores, o primeiro gol só aconteceria na partida seguinte, entre XV de Piracicaba x Corinthians, na derrota do time local por 3×1.
O Estádio tem uma série de detalhes reforçando a imagem do “Nho Quim”.
O Estádio chegou a receber mais de 23 mil torcedores na final da A2 de 1983, quando o XV de Piracicaba sagrou-se campeão, mas atualmente, o público está longe desses números. A foto abaixo foi feita pelo amigo Guilherme, torcedor do XV.
Nossa torcida também diminuiu, mas faz-se presente. Aqui o pessoal da Esquadrão Andreense e da TUDA (Torcida Uniformizada Dragão Andreense)
Ah, e a Fúria Andreense, sempre presente!
O placar final 1×0 para os donos da casa. Gol de penalty aos 45 do segundo tempo… Dói a alma, mas… Seguimos!
Embora Osasco seja uma cidade da grande São Paulo, até 2018 eu ainda não havia assistido nenhum jogo no tradicional Estádio Municipal Prefeito José Liberatti.
Graças à Copa Paulista de 2019, finalmente estive lá para assistir um jogo do meu Ramalhão contra os donos da casa, o Grêmio Osasco Audax.
Ou seja, lá vamos nós a mais uma bilheteria destinada aos visitantes…
Ele fica há 5 minutos da Castelo Branco. O Estádio é gerido pela Prefeitura, e embora tenha alguns detalhes que deixem a desejar (como a pintura) me surpreendeu pela estrutura.
Atualmente, o Rochedale tem capacidade para cerca de 12 mil torcedores, sendo o principal estádio da cidade.
Mas nem só de Grêmio Audax vive Osasco.
O futebol profissional teve seu início em Osasco com a Associação Atlética Floresta, fundada em 1916 por um grupo de descendentes de italianos, quando Osasco ainda era um bairro paulistano.
O time disputou a terceira divisão de 1960. Olha que bela imagem do time recebendo faixas celebrativas…
Na sequência, surge a AA Osasquense, que disputou a quarta divisão em 1965 e 1966, e a terceira divisão de 1967.
Na década seguinte, em 1975, surge o Independência Esporte Clube que disputou a terceira divisão de 1975 e a A2 de 1976.
Dando sequência à história da cidade de Osasco no futebol profissional, em 1977 e 1978 o Grêmio Água Branca FC (que nascera como um time de futsal) disputou a terceira divisão do Campeonato Paulista.
Em 1979, após a saída do Água Branca do futebol profissional, foi a vez do Monte Negro Futebol Clube da Vila Yolanda disputar a terceira divisão, entre 1979 e 1992, tornando-se o time da cidade com maior número de disputas profissionais.
Porém, entre 1981 e 1982, houve um segundo time da cidade medindo forças com o Monte Negro. Tratava-se do União Esportiva Rochdale, fundado nos anos 50, mas até então limitando-se às disputas amadoras.
Em 1992, surge mais um time na cidade, criado por parte da diretoria do Monte Negro que abandonava o profissionalismo por problemas financeiros: o Osasco FC, que manteria viva a águia, símbolo do Monte Negro, agora com as cores da cidade em seu distintivo.
O Osasco FC jogou a quinta divisão em 1997, a sexta divisão de 2002 (a série B2B) e a quarta divisão de 2005 até 2008, e depois de 2011 até 2013, e de 2016 a 2017. Aqui, o time de 2017, jogando com uniforme alvinegro bem parecido com o da Ponte Preta, clube pelo qual Mário Teixeira é fanático. Mário era um dos homens por traz da gestão do Banco Bradesco, onde ainda atua como conselheiro. Ele acabou comprando o Osasco FC (e outros times mais, como veremos):
Entre as idas e vindas do Osasco FC no profissioanlismo, surge o Esporte Clube Osasco, fundado em 1984, mas disputando apenas em 2000 seu primeiro campeonato oficial e, contando com a chamada “sorte de principiante”, sagrando-se campeão da então existente quinta divisão (B-2). Em 2001, mais um título garantindo o acesso para a terceira divisão, onde permaneceu até 2007 quando foi rebaixado para a segunda divisão, abandonando o profissionalismo.
Era a vez de um novo time representar a cidade e assim, em 2007, Mário Teixeira (aquele mesmo do Bradesco) cria o Grêmio Esportivo Osasco aproveitando as últimas forças e estrutura do Osasco FC. Assim como o ECO, o time acumulou dois acessos nos dois primeiros anos, chegando à série A2 em 2009, porém acabou retornando à A3 em seu primeiro ano.
Em 2012, garantiu novamente o acesso para a Série A2 e como “presente”, recebeu um significativo investimento de Mario Teixeira (aquele do Bradesco), que comprou o Audax (até então um time que dava sequência ao projeto do Grupo Pão de Açúcar no futebol) e praticamente uniu os clubes, tornando o GE Osasco um time B do Grêmio Osasco Audax (o time que viemos ver no jogo de hoje). A consequência de ser o “segundo filho”: rebaixamento para a Série A3, onde permanece até hoje.
Mas, como fica claro, nasce aí o atual “caçula” da cidade: o Grêmio Osasco Audax. Oficialmente, o time foi fundado em 8 de dezembro de 1985, e até 2011 era denominado Pão de Açúcar Esporte Clube (PAEC).
De 2011 até 2013, passou a e denominar Audax SP Esporte Clube.
Em setembro de 2013, o clube foi comprado e unido ao Grêmio Osasco dando origem ao time atual. Toda essa história teve como principal palco o Estádio José Liberatti, que passou por várias obras até chegar ao atual formato, mas existe um segundo Estádio na cidade (atualmente usado como CT) que é o Estádio municipal Elzo Piteri, que chegou a receber jogos oficiais também.
Mas voltemos à nossa visita… Era uma tarde de sábado, dia 13 de outubro de 2018 e fomos até o Estádio José Liberatti para acompanhar a partida entre EC Santo André x Grêmio Audax. Chegamos embaixo de uma forte chuva e sabe o que o pessoal de Osasco fez? Liberou as arquibancadas laterais (cobertas) para a torcida visitante (que pelo que soube, normalmente fica atrás do gol). E fica aí o nosso registro oficial de mais um estádio paulista, ao lado dos amigos torcedores.
Aqui dá pra ter uma ideia do campo como um todo, começando pelo gol ao lado direito:
Meio campo:
E o gol esquerdo:
Aliás, foi aí que o Grêmio Audax atacou no primeiro tempo.
Atrás de cada gol, mais um lance de arquibancadas:
Ah, e aqui as cobertas onde ficamos:
Também tem um espaço coberto lá do outro lado:
Pena que o placar não se deixa fotografar por um efeito de luzes…
A lanchonete tava a toda lá do outro lado:
Quer bater o escanteio?
Vale registrar a presença das organizadas do Santo André, aqui a Fúria Andreense:
Aqui, o pessoal da Esquadrão Andreense!
Jogamos a Copa Paulista 2018, com a base (time sub 20) e foi muito legal ver os meninos que sempre apoiamos disputar uma competição oficial e fazer bonito!
O David Ribeiro acabou indo para o futebol búlgaro no fim do ano.
O pequeno Garré (que disputa a série A2-2019 como titular):
Um zoom pra dar uma olhada no banco de reservas!
Um estádio que infelizmente ainda conta com baixa participação do público, talvez pela constante fragmentação dos times de Osasco.
Quem sabe com a continuidade dos times a torcida passe a se fazer mais presente…
Bem vindos à Diadema, ao tradicionalíssimo “Estádio Distrital Vila Alice“, que fica na Rua Guaíra, 345 – Vila Alice – Diadema!
Estive lá dia 7 de abril de 2018, para acompanhar as categorias de base do Santo André contra o Água Santa (logo de cara informo os placares: sub 15 – Água Santa 1×0 Santo André, sub 17 – Água Santa 1×3 Santo André.
Dá uma olhada no elenco do Santo André sub 15 e sub 17 em 2018:
O campo faz parte do imaginário da várzea do grande ABC.
Afinal, além da tradição de ser o campo onde o EC Vila Alice manda seus jogos nos torneios amadores. Aliás, quem quiser saber mais sobre o EC Vila Alice, os caras estão com uma página no Facebook (clique aqui pra ver) e um no Instagram (também é só clicar aqui).
O campo também serve de base para o esporte e lazer da comunidade ao redor.
Hoje ele conta com gramado artificial, sintético, o que permite fácil manutenção.
Mas nem sempre foi assim, o estádio passou por várias mudanças desde que a área era apenas uma olaria em 1967. O Nino, vice diretor do EC Vila Alice conseguiu uma foto histórica da época:Por muito tempo, o campo foi aquele tradicional “terrão” atendendo à comunidade local. E o próprio pessoal cuidava dele!
Em 2016, o Estádio foi todo reformado e passou a ter o gramado artificial.
E ficou show de bola! Por mais que o terrão seja bem tradicional, o resultado final do sintético é muito útil.
Infelizmente na nossa visita não deu pra registrar um depoimento nem do Nino, nem do Jorginho, presidente do time e zelador do campo (já há 45 anos), mas vale aqui o registro da importância de pessoas como eles por traz da manutenção de um campo tão bacana como esse.
Olha aí o pessoal do sub 15 do Ramalhinho:
E é falta para o Ramalhinho sub-17 …
Agora, com o sintético acabaram as reclamações dos vizinhos por causa da poeira.
Outra coisa que vale a pena registrar foi o bom público que compareceu aos jogos. E não eram apenas familiares de atletas, como normalmente acontece nesse tipo de competição.
Tinha muita gente ligada ao futebol da várzea, muitos torcedores do próprio Água Santa e também familiares e amigos dos atletas.
O campo fica literalmente no meio do bairro, sem maiores espaços e/ou recuos, mas tudo muito bem cuidado.
Outro ponto de grande alegria, foi o fato de ter encontrado Sidney Riquetto, atual presidente do EC Santo André, mostrando que a atual diretoria está acompanhando a base de perto.
A única notícia triste foi eu ter perdido minhas chaves hehehehe Se alguém encontrar, dá um alo!
1o de maio de 2013. Dia do trabalhador, feriado para protestar e repensar a relação do homem com seu trabalho, com seus patrões. E por quê não fazer isso no estádio? Curtindo um mata mata de Copa do Brasil?
Olha aí a nossa torcida, em sua casa…
O “Esquerdinha” foi caracterizado como operário metalúrgico, e levou sua bicicleta toda estilizada para relembrar aqueles que tratavam o 1o de maio simplesmente como dia de festas.
A comunicação do time com sua torcida ainda é pequena, mas mais do que as faixas, a população da cidade se mobilizou e mais uma vez surpreendeu, indo em bom número ao Bruno José Daniel.
O jogo era bom, segunda fase da Copa do Brasil. Pegue sua bandeira, sua camisa e vamos lá, torcedor Ramalhino!
Até fila pra entrar teve….
Já dentro do estádio, o público se mostrava confiante no time, mesmo sabendo dos limites do time atual. Pra quem nunca foi a um jogo do Santo André, a experiência é cada vez mais “bairrista”, mais próxima e intimista. Todo mundo se conhece e, felizmente, se respeita.
Essa intimidade está até mesmo presente na relação com o time, que tem literalmente chegado cada vez mais perto da torcida.
Se fosse pra natureza escolher um dos times, o céu escolheu o seu. Esse era o céu daquela tarde:
O Ramalhão posou pra foto com cara séria. O time sabe dos seus limites, mas tem colocado a raça como sua maior arma. É tudo o que a gente pedia…
O reflexo nas arquibancadas está sendo percebido. Aqui, a rapaziada da Esquadrão Andreense cantando e apoiando!
Momento pra gente nunca esquecer. Os dois times perfilados, o Goiás é o primeiro time da série A a pisar no Brunão, este ano.
Aqui, o pessoal da Fúria Andreense, reunido e pronto pra gritar pelo Ramalhão.
Mas o estádio estava tomado por torcedores comuns, autônomos, livres para torcer do seu jeito, pelo time da sua cidade.
Em campo, o Santo André começou com tudo, indo pra cima e fazendo valer seu mando.
Mesmo jogando bem, confesso que o gol me surpreendeu… Abrir o placar deu um suspiro de esperança que há tempos não sentia.
O gol trouxe ainda mais alegria e ânimo à torcida!
E o Ramalhão seguiu no ataque! Parecia que novamente havíamos encontrado nosso rumo!
Porém, uma falta na entrada da área, tirou a alegria dos rostos ramalhinos… Walter (ele mesmo, o gordo…) empatou o jogo em 1×1.
A pancada doeu. Mas, mantivemos a fé…
O intervalo mostrou mais uma vez a presença do movimento contra o futebol moderno.
Ah, e esse jogo contou com a ilustre presença do amigo Edú, que ainda não conhecia o nosso estádio.
O segundo tempo veio ainda com a esperança e a alegria dominando a torcida.
Olhando de cima, o estádio mostrava-se ainda mais bonito, como há tempos eu não via…
Diferentes pessoas, diversas torcidas, mais uma vez o futebol como agente social de integração e união.
Durante o intervalo, a Fúria Andreense organizou um mosaico bacana com as cores do Ramalhão.
Mas nem todo o esforço do torcedor e do time foi capaz de segurar o resultado. O Goiás virou o jogo. 2×1.
E depois, o golpe fatal. Santo André 1×3 Goiás. Esse resultado eliminava o jogo de volta, em Goiânia. Mas quando tudo parecia perdido, o Ramalhão mostrou-se forte novamente e marcou o gol que forçou o jogo de volta. Lágrimas e comemoração de uma derrota, coisa que poucas vezes eu vi…
Mais um jogo do Ramalhão pela série A2, desta vez contra o Capivariano, equipe recém subida da série A3 e B do Paulista, que nós tanto acompanhamos.
A torcida do Santo André presente em número razoável. Novamente mais de 2 mil pessoas. Destaque para as novas bandeiras da Esquadrão Andreense.
Pra quem acha que a série A2 é moleza, esse jogo serviu de exemplo, O Capivariano atacou o tempo todo, e só não venceu o jogo porque o goleiro do Santo André defendeu um penalty, no lance abaixo.
A torcida Ramalhina ainda não se convenceu do time. Mas, frequentar o Estádio continua sendo um ótimo programa para quem ainda acredita numa vida mais sociável entre as pessoas de uma cidade.
E tivemos a chance de comemorar um golzinho… Até deu pra animar…
Encontrar os amigos e vizinho para ver futebol do time da minha cidade. É só isso que eu peço…
O sol do primeiro tempo foi embora e deu lugar a um tempo nublado que ameaçava chuva…
Enquanto isso, no intervalo, a torcida fazia a festa embaixo das arquibancadas.
Nas arquibancadas, a chuva judiava dos torcedores tanto quanto o próprio time.
Um abraço ao pessoal da Rádio 98,7 FM, de Capivari, que veio do interior para cobrir o jogo.
Terceiro jogo em 7 dias! Pra quem ficou tanto tempo sem ver o time, nada melhor do que uma overdose de futebol!
Jogo ainda sob o clima da tragédia que aconteceu no Rio Grande do Sul, na boate Kiss. Bandeiras a meio pau…
Outro jogo numa quarta feira a tarde, o que prejudica o público… Dessa vez, pouco mais de 500 torcedores estiveram no Estádio Bruno José Daniel.
É mais um jogo do Ramalhão, o time da minha cidade!
O Santo André fez 1×0 no segundo tempo… Gol de Leandrinho após boa jogada do atacante William.
Nesse jogo, levei o meu cachecol do Rayo Vallecano, em homenagem ao time espanhol do bairro de Vallecas e sua torcida!
As duas organizadas tem colorido o Estádio. A que fica na parte central é a Fúria Andreense. A que fica na lateral, levando os tirantes é a Esquadrão Andreense.
Para os andreenses que abandonaram o nosso time, fica nosso convite. Assistir ao Ramalhão é uma festa regional, sem violência, que reúne amigos de diferentes idades. Vale a pena apoiar!
Aqui, a rapaziada da Fúria BDC no pós jogo!
Em campo, o jogo não estava tão difícil, mas o juiz anulou dois gols ramalhinos e ainda encheu o time de cartões amarelos.
Pra piorar, a Santacruzense empatou o jogo…. 1×1.
Um resultado que só atrapalha o time e a volta do torcedor ao estádio…
Mas, como insisto em dizer, o resultado é só um número. Frequentar o Estádio do Santo André é um prazer, que precisa ser experimentado pelos moradores da nossa cidade.
Ta aí o motivo da nossa luta. Cadê a tal reforma, prometida pela Prefeitura de Santo André?
Ficou no papel? Não. Eles simplesmente fizeram a parte mais fácil (demoliram a marquise coberta) e deixaram pra acabar depois das eleições.
Pra piorar, criaram um embrólio burocrático que não permite a nós torcedores Ramalhinos acompanharmos nosso time do coração de dentro do estádio.
Para pressionar a Prefeitura a cumprir o prometido, alguns torcedores chamaram o pessoal do CQC para acompanhar o nosso martírio, e não é que eles foram lá acompanhar Santo André 0x3 Brasiliense (bando de pés frios).
Diferente do que os defensores do atual prefeito pensam, esse movimento não foi para favorecer um ou outro partido nas eleições, mas para conseguir uma solução para um problema que nos afeta há mais de um ano.
Mas em Santo André nada é fácil.
Além de levar uma sacolada em campo para o Brasiliense, fora do estádio, tivemos companhia durante boa parte da partida. Sabe como é, para sua proteção…
Engraçado que para o pessoal do CQC ninguém foi falar nada, mas era só eles sairem de perto…
Não houve nenhum tipo de enfrentamento, mas eu questiono a postura “pronta pra guerra” que a Polícia tem tido conosco..
No meio da bagunça achei um adesivo do Lixomania, grande banda mostrando que sempre tem algo de punk no meio das rebeliões!
Com o jogo morno (e perdido) em campo, a galera se concentrou em ajudar o pessoal do CQC entender o que estava acontecendo.
O resultado final taí pra quem quiser ver. Eu gostei, só falta saber se a prefeitura vai mesmo conseguir entregar…
E que fique de resposta aqueles que estão sepultando nossa alegria, nossa cultura. O povo de Santo André está unido!
Fizemos até um clipe sobre essa situação, veja aí: