Em novembro de 2025, resolvi celebrar meu aniversário reunindo a família na pacata cidade de Águas de Santa Bárbara, mas, como o interior é cosmopolita, aproveitei para revisitar a cidade de Óleo e conhecer Manduri, onde aproveitei para registrar mais um estádio.
Já estive em Águas de Santa Bárbara há muitas décadas, mas não lembrava da cidade… Possivelmente está região foi ocupada pelos povos tupis e kaingang que se beneficiavam do ambiente gerado pelo rio Pardo. Olha que cenário lindo!
A chegada dos europeus fez ser fundada a vila de São Domingos, às margens do Rio Pardo, em 1868. O nome da vila acabaria alterado para Santa Bárbara do Rio Pardo em homenagem à Santa Bárbara e o local foi elevado à categoria de cidade em 1876. Em 1978, o nome foi alterado para Águas de Santa Bárbara para reforçar a sua fama como estância hidromineral.
Infelizmente, o futebol em Águas de Santa Bárbara tem pouca história. A cidade nunca teve um time profissional e nem mesmo uma equipe que marcou época nas disputas amadoras da região. Atualmente existe uma certa movimentação em torno da fomentação do time do Águas de Santa Bárbara FC, mas não existe nenhuma ação concreta, como a disputa de um campeonato ou filiação em alguma liga ou federação.
Fomos visitar o Estádio Municipal de Águas de Santa Bárbara, e ele reforça o momento atual (isso em 2025) do futebol da cidade.
Ainda não há arquibancadas, apenas a estrutura que se vê abaixo.
Pior que durante nossa visita caiu uma chuva, deixando o visual ainda menos animador.
Como se pode ver, o campo ainda não tem um sistema de drenagem muito eficiente.
Mas, tudo pode mudar. Aqui, o meio campo, onde pode ser construída uma arquibancada na lateral.
Aqui, o gol da direita. E também existe espaço ao fundo do gol para novas estruturas, caso necessárias.
Aqui, o gol da esquerda, lá atrás passa uma rua de acesso, onde você pode ver o valente Mobi branco.
Enfim… Ficamos na torcida por dias melhores do futebol local!
No início de dezembro de 2025, estivemos na estrada para uma viagem até Brodowski com a missão de acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia com os amigos Mário e Brasileiro (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).
Mas, além da partida, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade.
A Antiga Estação Ferroviária guarda um pouco da memória de quando os trens conectavam Brodowski com o mundo.
A placa explica um pouco da importância da ferrovia à época. Incrível a gente ter perdido tudo isso não é mesmo?
A Estátua que antes homenageava as despedidas e a saudade dos que se vão pelas linhas do trem, hoje, pra mim, representa a falta que a própria ferrovia faz… Ela partiu e sabe lá quando volta…
Interessante eles manterem exposto um canhão usado na segunda guerra para lutar contra os nazistas! Nunca é bom esquecer essas coisas.
A praça em frente à estação guarda muitas lembranças também. O que dizer desse banco, com a propaganda da Casa Macchetti? Olha o número do telefone: 66. E mais nada.
Ali está também o Coreto da cidade! É algo simples mas que combina demais com a cultura local.
Brodowski também é muito conhecida por ser a cidade natal de Portinari e sua casa se tornou um museu que recebe muitos turistas!
Algumas construções sobreviveram ao tempo até hoje…
Falando do sagrado, essa é a igreja matriz da cidade…
Mas, falando sobre o profano… A versão local da carreta furacão também arrebata corações por lá!
Como já dissemos, o futebol na cidade é mais que um esporte, é mesmo uma cultura que faz a cabeça de quem vive por lá. Até o Portinari entrou nessa fita!
Mesmo com times novos surgindo, a rivalidade local fica mesmo por conta do clássico entre o CA Bandeirante e o Brodowski FC, e como já falamos bastante do primeiro, é hora de falar sobre o time mais antigo da cidade…
O Brodowski FC foi fundado em 15 de setembro de 1920, e tem uma história cheia de mistérios, visto que não existem muitos documentos sobre essa primeira fase do time.
O Brodowski sagrou-se também campeão-amador setorial, em 1970, 1971 e 1976 e ainda em 1981, 1982 e 1983, e vice-campeão estadual no ano de 1983. Em 1986, é campeão amador do estado!
Fomos conhecer o seu Estádio, o “Zé Turquim”.
Pelo que entendi, conversando com os moradores, mesmo antes de ser um estádio, o campo do Brodowski sempre foi ali, desde 1920.
Infelizmente não conseguimos entrar no campo, então demos um jeitinho… Acabamos fazendo amizade com o pessoal que mora bem ao lado do estádio (aliás, um abraço a vocês!!!) e, do quintal deles pudemos registrar o campo!
Ali dá pra ver a arquibancada coberta e o gol do lado esquerdo:
Em mais um rolê pela capital, aproveitei a oportunidade pra conhecer e registrar dois campos históricos, localizados muito próximos, ali no Pari.
O Pari pode não ser tão famoso quanto outros bairros de São Paulo, mas carrega uma história fascinante. As vezes a gente não se toca que a história da ocupação dos lugares em que vivemos não começou há 10, nem 100, tampouco há 500 anos… região deve ter sido ocupada por muitos povos, por estar entre os rios Tietê e Tamanduateí sendo assim abundante em água e alimento. No momento da chegada dos europeus, provavelmente era ocupado pelo povo tupiniquins. Pedi pro Chatgpt uma imagem do que seria isso e ele criou a seguinte imagem:
Assim, seguindo o que aconteceu no passado, europeus e mamelucos passaram a ocupar a região dedicando-se à pesca como atividade vital para sua subsistência. A foto abaixo é de 1930 (do blog Histórias do Pari), mas pode se perceber que era uma outra realidade…
Aliás é da pesca que vem o seu nome: “pary” é o nome em tupi de um tipo de armadilha usada pelos povos indígenas para pescar. Acredito que seja similar a este abaixo (você sabe dizer se é um outro específico):
Em 1765, o bairro contava com apenas 14 casas e 72 habitantes. Mais de 100 anos depois, em 1891, chega a ferrovia, com um pátio com linhas para todos os lados, transformando o Pari em um polo operário. A foto abaixo é dos anos 50 e vem do inacreditável site “Estações Ferroviárias“:
No século XX, o Pari passou a ser conhecido como o “bairro doce” por concentrar inúmeras fábricas de biscoitos e guloseimas de empresas como Tostines, Confiança, Bandeirantes, Canola Neuza e Bela Vista, entre outras.
O bairro passou por mais mudanças até chegar a seu cenário atual, com muitas confecções, além de lojas de utilidades geral e restaurantes. Mais recentemente, muitos imigrantes bolivianos adotaram o bairro, tendo até uma feira típica de produtos da Bolívia todos os domingos. (foi lá que comprei as camisas 2 e 3 que postamos aqui no site).
Assim, chegamos a 2025, para visitar o bairro e registrar dois campos, começando pela casa da Associação Atlética Serra Morena:
Assim como mostra o muro da entrada, a equipe foi fundada em 10 de abril de 1929.
Uma grande discussão envolve o seu distintivo, que parece muito com o do São Paulo FC. Alguns defendem que pela anterioridade de fundação, a AA Serra Morena seria a dona do original.
O time viveu sempre nas disputas amadoras, mas sempre se fez muito presente no futebol da capital, como aqui em 1958:
Pronto pra adentrar ao “CDC AA Serra Morena“? Mas não use a bike aqui dentro…
Vem com a gente!
A sede do time, ali no Pari, é muito bonita e bem cuidada, e tem seu campo bastante utilizada.
Nosso tradicional registro do meio campo:
Gol da esquerda:
E o gol da direita, com um pedacinho do Canindé lá no lado esquerdo!
Olha a cancha de bocha:
Enfim, mais um passeio que você deveria fazer em um fim de semana pela cidade de São Paulo hein… E se você fizer, faça como nós e emende esse rolê em outro: o campo do Estrela do PariFC!
O Estrela do Pari FC foi fundado em 1º de janeiro de 1919, inicialmente com o nome União Tiradentes FC, que acabou sendo mudado para o nome atual ainda no primeiro ano por já existir um time com aquele nome.
Já no ano seguinte constava das páginas esportivas dos jornais, como nessa matéria do jornal “O combate!”.
Em 1921, conquista a Taça Yolanda!
É um time que fez história no amador, e que em 1929 disputou o a divisão Municipal do Campeonato organizado pela APEA:
Também disputou o campeonato de 1930.
Chegou no terceiro jogo de acesso à segunda divisão da APEA, mas após eliminar o Parque da Mooca e o Republicano Paulista, acabou eliminado pelo Franco Brasileiro.
A última edição do Campeonato Municipal da APEA acabou valendo por 2 hehehe, porque demorou pra se iniciar e ao invés de ser em 1931 foi em 1931 e 32. E o Estrela termina empatado em 1º mas perde a partida desempate…
Encontrei uma foto do time de 1954, posado, na Gazeta Esportiva:
Aqui matéria da Gazeta Esportiva de 1955 sobre um derby contra o Luzitano FC:
E também na Gazeta, a imagem do time principal de 1955:
Nas décadas seguintes o futebol perdeu um pouco do espaço para a bocha e as atividades sociais, em especial o carnaval, mas o clube manteve-se ativo e ainda hoje possui um time amador. Voltando ao seu belo campo, venha conosco conhecê-lo:
Aqui, uma imagem da parte central:
O gol da direita:
E o lado esquerdo do estádio alvi-verde:
Além das bebias e comidinhas, a lanchonete guarda uma série de relíquias e trofeus:
Termino o post com uma imagem de uma das conquistas mais recentes do time: a Copa do Brás 2021!
Com tantos roles pelo interior, as vezes sinto que registro pouco o futebol da capital, que, sem dúvida, tem uma história única no futebol brasileiro. Assim, aproveitei um deslocamento pela cidade para registrar o Estádio e um pouco da centenária história do União dos Operários FC.
O União dos Operários FC foi inaugurado em 1º de maio de 1917, uma data cheia de significados para a cidade de São Paulo. Pra entender o “caldo cultural” da sua fundação, precisamos voltar ao fim do século XIX, quando São Paulo passa a se industrializar e a receber milhares de operários vindos especialmente da Itália, Espanha e Portugal. A foto abaixo registra a hospedaria dos imigrantes da época e onde funciona atualmente o Museu da Imigração / Memorial do Imigrante:
Muitos deles trouxeram consigo uma formação anarquista, com influência de pensadores como Bakunin, Kropotkin e Malatesta, que defendiam conceitos como a autogestão dos trabalhadores, ação direta (greves, boicotes, ocupações) como forma legítima de luta e a solidariedade de classe, sem depender de partidos políticos ou do Estado.
Tradicionalmente, no feriado de 1º de maio, sindicatos e associações operárias organizavam atos e comícios em São Paulo para reivindicar melhores condições de trabalho. Com a Primeira Guerra, houve um o aumento do custo de vida e do número de pessoas passando fome pelas periferias da capital, fazendo com que a manifestação de 1º de maio de 1917 não fosse apenas uma comemoração, mas um verdadeiro ato político, organizado em boa parte pelos sindicatos libertários e pelos grupos autônomos de trabalhadores. Foto do site do PCB:
Como sempre, o Estado reagiu e a forte repressão policial assassinou o operário Antonio Martinez. Com isso, as reivindicações se transformaram em uma greve geralautogerida, levando mais de 50 mil pessoas às ruas da cidade. Comitês de bairro, cozinhas coletivas e decisões tomadas em assembleias abertas tornaram-se parte do cotidiano da cidade.
Embora a greve tenha sido duramente reprimida, ela deixou marcas profundas, consolidando o 1º de maio como dia de luta, reforçando a presença do anarquismo no imaginário político brasileiro mostrando que era possível organizar trabalhadores sem partidos ou líderes hierárquicos. Com a chegada do governo de Getúlio Vargas, e uma série de ações populistas, como a legislação sindical corporativa, o anarquismo perdeu espaço institucional. Mas, o próprio União dos Operários fica como legado até os dias atuais.
A sede do clube e seu estádio ficam localizados no Belenzinho, próximo da Ponte de Vila Maria e nasceu idealizado por operários da região.
Com tanta história, dá até emoção de pisar em um campo que há mais de 100 anos está dedicado não só ao futebol como ao futebol operariado, oferecendo abertura aos trabalhadores que muitas vezes não tem essa oportunidade.
Além do campo, existe uma estrutura dedicada a outros esportes e ao social no clube, como se pode ver ali atrás do gol da direita:
Sua arquibancada de madeira é simples, mas muito charmosa. Me pergunto se algo dessa estrutura ainda é original…
Ao fundo do gol da esquerda, um estacionamento, item importante nos dias de hoje:
E aqui, o meio campo, com algumas belas árvores ao fundo.
Minha dúvida, ao ver o mapa de 1958, é que aparentemente não havia campo ali, mas haviam outros campos ali pra baixo:
Veja o mapa atual e perceba ue apenas o campo da Camisa 12 segue ali abaixo do Estádio do União dos Operários FC.
Um pouco do que rolou na mídia relacionado ao time, começando lá em fevereiro de 1921 quando o time se limitava aos amistosos e à várzea (detalhe importante é que o adversário AA Estrela de Ouro já disputava os campeonatos da FPD daquele ano):
Agora pra falar de sequência do time, vou usar como base as informações do livro “Esquecidos”, o velho testamento do futebol paulista.
No livro, entendi que após a fase de amistosos e disputas não oficiais, em 1927, o União dos Operários Futebol Clube passou a disputar a Série Principal da Segunda Divisão da LAF, vencendo 2 jogos (2×1 frente o CA Brasil, 2×1 no HúngaroPaulistano) e empatando em 2×2 frente o CA Tiradentes, antes de abandonar o campeonato se transferir para a APEA.
Assim, no ano seguinte, em 1928, passou a disputar a DivisãoMunicipal da APEA (acima dela estava a Divisão Especial, a 1ª e a 2ª divisão).
Em 1929, passa a disputar a Segunda Divisão da APEA:
Em 1930, teve uma boa participação na segunda divisão da APEA, terminando na 5ª colocação:
Em 1931, o União dos Operários foi vice campeão da segunda divisão da APEA!
Com a boa colocação, no ano seguinte em 1932, o União foi disputar a primeira divisão da APEA, que equivalia ao segundo nível do futebol paulista, não se confunda… Ainda existia a Divisão Especial, onde o Palestra Itália sagrava-se campeão.
Campeonato de 1933:
O Campeonato de 1934 marca a despedida do União dos Operários dos campeonatos organizados pelas diferentes Federações.
Mas, fuçando um pouco pelos jornais, encontrei alguns registros de aventuras do time como aqui, em 1955, fazendo o jogo de abertura de um Portuguesa x Palmeiras:
Em 1957, o Palmeiras participou da celebração do aniversário do time:
Enfim… O mundo mudou, o time mudou, mas seu distintivo segue vivo no campo em que estivemos, que talvez nem seja o mesmo do seu início… Mas a história dos operários segue viva no esporte!
Seja bem-vindo a uma das mais tradicionais e interessantes competições, realizada desde 1942 pela Federação Paulista de Futebol! Assim como fez em 2024, o amigo e jornalista Mário Casimiro Gonçalves criou um guia para a edição deste ano, e você pode baixá-lo aqui neste link!
Para comemorar mais uma edição desse incrível Campeonato fomos até Mauá para acompanhar o embate entre o representante da Liga de Mauá, o Scorpions AEC e o Unidos São Gonçalo, representando a Liga de Taubaté.
E jogando em casa, o Scorpions contou com o apoio de sua torcida!
Mas o pessoal de Taubaté não deixou por menos e a “Residência dos Loucos” se fez presente e cantou sem parar!!!
E entre eles, a Guarda Municipal levou a sério a divisão entre os torcedores.
Em campo, o jogo foi levado a sério, como se fosse uma decisão desde o primeiro minuto, o que é bacana por um lado, já que dá um baita clima mas ao mesmo tempo fez o primeiro tempo ser bastante truncado…
O time visitante teve até chances de abrir o placar, enquanto os donos da casa pararam por duas vezes no bom goleiro do União São Gonçalo, Rafael Dida.
A torcida local sabia que o 0x0 não era um bom resultado, já que nessa primeira fase são grupos de 3 times onde apenas um se classifica para os mata-matas!
Por isso, o pessoal do Scorpions apoiou seu time como sempre!
Dá lhe bateria!
Olha a oportunidade para o Scorpions…
Aliás, que bonito ver o Estádio Pedro Benedetti colorido com faixas, bandeiras e até fumaça.
O segundo tempo começou com os dois times prometendo tudo ou nada!
O time visitante não teve receio de se lançar ao ataque, mas… foi o Scorpions que cumpriu a ideia de construir o seu gol!
Quando a torcida local estava começando a se tranquilizar acreditando que teria os 3 pontos na partida…
O União São Gonçalo empatou o jogo… Fim de partida: 1×1.
Abraço ao amigo e jornalista Mário que além de fazer o Guia ainda apareceu lá em Mauá para cobrir o jogo pelo Diário de Atibaia! E um abraço também pro Daniel Alcarria, figurinha carimbada do futebol mauaense que em breve lança livro novo sobre o Grêmio!
Tanabi EC vence o ECUS por 2×0 e dá um grande passo rumo ao título!
Sábado, 23 de agosto de 2025. Data marcante: 1ª partida da final e nosso último jogo da “Bezinha” acompanhado no campo deste ano e por isso fomos mais uma vez até Suzano!
Como já fomos até Tanabi na 1ª rodada pra acompanhar a estreia do time local contra o Santacruzense (veja aqui como foi), acabamos decidindo não acompanhar o último jogo – a finalíssima- lá. Lembrança daquele jogo em Tanabi, ao lado dos amigos Rodrigo (de Neves Paulista) e Fernando e seu pai (de Votuporanga):
Coincidência ou não, Suzano foi a segunda cidade que visitamos nessa série B (veja aqui como foi) em jogo do ECUS contra o Mauá, partida que vimos por 3 vezes esse ano!! Naquele dia, poucas pessoas foram ao campo…
Diferente daquele dia, o Estádio Suzanão recebeu um bom público nessa final!
Até faixa de Torcida Organizada (a Leões do Colorado) esteve presente nessa decisão!
E a torcida conseguiu criar um clima de decisão!
Vimos muitas famílias no Estádio, dando uma atmosfera diferente daquela que se pode esperar de uma arquibancada de futebol.
O ECUS tentava desafiar o favoritismo do Tanabi que liderou todas as fases do campeonato.
Mas aos 38 minutos, Breno abriu o placar para os visitantes:
É sempre bom ver a arquibancada mais cheia, já que Suzano é a casa de mais de 307 mil pessoas e além do ECUS o União Suzano também representa a cidade, ou seja… Com o acesso, Suzano vai dividir suas atenções entre as séries A3 e A4.
Bom pro vendedor que faturou melhor…
Assim como a lanchonete!
O clima estava quente e seco, exigindo as tradicionais paradas para hidratação.
Os treinadores aproveitaram todos os momentos para trabalhar e retrabalhar os seus times!
Ali nos camarotes, o presidente Pedro e o Diretor Executivo de Futebol Amim:
Voltando para o jogo, o Tanabi conseguiu desde cedo impor seu padrão de jogo, mesmo jogando fora de casa.
O Tanabi ainda perdeu um penalty…
O público que vinha se acostumando com o ECUS vencendo suas partidas em casa teve que aceitar um adversário que se colocou muito bem no campo de jogo.
E pra deixar ainda mais triste a torcida local, o craque Marcelo Maçola fez o segundo gol do Tanabi:
Ao final, o Tanabi saiu vencedor da partida levando uma boa vantagem para a partida no interior!
Fizemos um compilado das fotos e vídeos mostrando também os gols da partida, confira:
Após o fim do jogo, conseguimos bater um papo com o pessoal do Tanabi, começando pelo treinador Davi Zaqueo:
Falamos também com o presidente do Tanabi, Pedro Roberto Falchi:
O presidente ainda deixou uma camisa com um representante do ECUS mostrando que a rivalidade só deve existir enquanto rola a bola!
Pô, e deu ainda pra ouvir uma torcedora que veio até para apoiar o time visitante e já está confiante na conquista do título!
Antes de falar da cidade de Piracuruca, é importante mostrar um pouco do que é o Parque Nacional Sete Cidades, que tem parte dele em seu território e é uma das coisas mais legais desse país.
O lugar é lindo, cheio de surpresas e um verdadeiro museu a céu aberto.
As formações rochosas são um espetáculo natural…
Mas o parque, com toda a estrutura que foi criada para tornar possível o passeio vai além…
A vegetação deixa o ambiente com uma sensação gostosa…
O ponto alto na minha opinião são as pinturas rupestres, datadas em até 11 mil anos!!!
Os historiadores e especialistas que analisaram as pinturas, dizem que elas representam cenas da vida cotidiana, momentos de pesca, de caça, a coleta de frutos, além de apresentar animais, plantas e até figuras míticas.
O parque é considerado um dos maiores e mais importantes complexos de arte rupestre do mundo
Diversos répteis como o Calangos aí, nos acompanharam pela trilha.
Falando sobre a cidade, demos a sorte de dormir uma única noite por lá e ser exatamente na data da festa da padroeira local.
Aproveitamos a festa a noite e de manhã fomos dar um rolê pra conhecer essa ponte ferroviária muito comentada na cidade.
Falando sobre futebol, fomos registrar o Estádio Municipal Doca Ribeiro!
Pelo que consegui apurar, o Estádio Municipal Doca Ribeiro é utilizado principalmente para receber jogos de futebol amador e seleções municipais, como nos torneios da Taça Norte de Futebol Amador e o Campeonato Piracuruquense.
O Estádio Municipal Doca Ribeiro é um espaço esportivo simples, mas cheio de significado para Piracuruca e sua comunidade.
Com arquibancadas modestas e um gramado que já recebeu muitas histórias, ele é o ponto de encontro para quem ama o futebol local.
É lá que as seleções municipais e equipes amadoras se reúnem para disputar campeonatos e amistosos, sempre embalados pelo calor humano da torcida.
A estrutura do estádio, embora modesta, cumpre bem o papel de abrigar competições regionais onde o clima é de festa com as famílias ocupando as arquibancadas, vendedores circulam com seus carrinhos e a paixão pelo futebol se misturando ao sentimento de pertencimento à cidade.
O Doca Ribeiro acaba se tornando um espaço de convivência social. Os jogos, eventos comunitários, reunindo moradores de diferentes bairros e até cidades vizinhas.
É nesse espírito que o estádio se mantém vivo, resistindo ao tempo e às dificuldades, como símbolo da ligação entre esporte e identidade local.
Visitar o Estádio Municipal Doca Ribeiro é vivenciar o futebol em sua essência mais pura.
Um patrimônio que merece ser preservado e valorizado!
Domingo, 22 de junho de 2025. Mais uma tarde delas: das Ramalhetes, o primeiro time feminino do EC Santo André a disputar uma competição oficial da Federação Paulista. Bem vindas ao campo, meninas!
Ainda que o público não seja grande é bacana conferir que a cada jogo aparecem novas pessoas na torcida… E o trabalho do @Acervo1967 em trazer as faixas das torcidas antigas dá uma cara bem legal ao Estádio!
Vamos ao cerimonial pré jogo…
Tudo pronto na bancada…
Tudo pronto em campo…. Então, bola em jogo!
Tem até placar eletrônico no jogo de hoje!
As Ramalhetes começam com grande intensidade, tanto na marcação quanto na geração das jogadas.
Ah, e parabéns à torcida visitante que se fez presente:
Olha que bacana os stickers começando a fazer parte da cultura do Ramalhão!
A cultura do futebol é cada dia mais ampla e mais democrática, olha, por exemplo a bandeira que o Roberto – outro maluco pelo Santo André- fez em homenagem às “Arqueiras“, que na visão dele é um apelido mais em linha com a história da cidade, já que a mulher de João Ramalho era uma indígena.
E veja que interessante a família toda – principalmente as meninas – vendo o Ramalhão:
Aliás, os jogos do feminino tem trazido ao estádio cada vez mais mulheres à arquibancada!
Em campo, o time das meninas faz parecer que é apenas uma questão de tempo até abrirem o placar.
Olha a Vitória, nossa lateral levando o time para o ataque!
Bom… Devemos lembrar que o time vem de 2 derrotas fora de casa contra Ituano e São Paulo, então o jogo de hoje é importante pra retomar o caminho das vitórias…
O clima na arquibancada estava muito legal!
Pô, e graças ao Doug e ao seu bom papo, não deu pra pegar nenhum gol em vídeo kkkk
Como ele foi o responsável por dar um clima a mais no jogo, com suas faixas, está perdoado…
Principalmente porque se mostrou pé quente e saímos de campo com mais uma vitória e por goleada!!!
Domingo, 15 de junho de 2025. A primeira divisão da Liga de Santo André chega à fase das oitavas de final e fomos até o campo do Grêmio Esportivo Jardim Utinga para acompanhar o jogo entre EC Renascente e o EC Marajoara. Quem quer ganhar levanta o pé!
Acompanhamos a festa do pessoal da Esquadrão Renascente na última partida da primeira fase contra o Leões do Cruzado (veja aqui como foi) e foi bacana rever o pessoal e saber que a festa da bancada estava garantida!
O ECRenascente terminou a primeira fase como melhor time do Campeonato, mas o jogo de hoje não leva isso em consideração. A partir de agora é um novo campeonato. No máximo entrega ao time a vantagem do empate pela melhor campanha. Então, vamos ao jogo pra ver o que se espera!
A partida começa com um domínio maior vindo do Renascente, mas as chances criadas não são tão assertivas, como as que vimos no jogo passado.
O seu adversário é o EC Marajoara, time fundado em 1º de maio de 1992 e sua torcida, ainda que mais quieta, também se fez presente no Grêmio Jardim Utinga!
O goleirão do Marajoara teve que trabalhar para impedir que o EC Renascente abrisse o placar!
Passados os 15 minutos iniciais, o 0x0 passou a deixar o time do Renascente mais tenso e o jogo ficou mais pegado…
E o que poucos acreditavam até então, aconteceu: gol do Marajoara:
Mas o gol não desanimou o pessoal do Renascente, afinal, o empate ainda daria a vaga a eles, ou seja… Era jogar por um gol!
E se em campo o time lutava, na arquibancada a Esquadrão fazia o seu papel, apoiando sem parar!
E mesmo com a fumaça pra ver se incendiavam o jogo, o primeiro tempo terminou 0x0…
Foi o momento para ouvir o que pensa do jogo o pessoal do Marajoara:
E não podia faltar a fala do presidente do Marajoara:
Também aproveitamos para ouvir a ala feminina da Esquadrão Renascente:
Até o craque Tailson, atualmente no futebol romeno, estava por lá para apoiar o time da sua quebrada:
E chega o segundo tempo, tensão total nas arquibancadas dos dois lados…
Com o Renascente se lançando mais ao ataque, os espaços apareceram e o Marajoara soube explorá-los, chegando ao segundo gol:
O jogo foi chegando ao fim, mas ainda dava tempo pra mais um capítulo…
Com 8 minutos de acréscimo e já aos 40 do segundo tempo, o caos acontece! Houve uma jogada na área do Marajoara, mas o lance seguiu e só um tempo depois o bandeira chamou o juiz… Penalty? Não? Fumaça na bancada, nervosismo, torcidas em êxtase. Bem vindo ao futebol amador de Santo André!
O penalty foi mesmo marcado e o Renascente diminuiu:
Os últimos minutos foram de total desespero…
Mas, o Marajoara fez o improvável e classificou-se para as quartas de final. É fim de jogo!!!
Confira como ficaram as partidas de quartas de final, que valem acesso “à Divisão Especial!