21 de julho de 2013. Última rodada da primeira fase da série B do Campeonato Paulista. De muitos jogos decisivos, decidi acompanhar o XV de Jaú, jogando em casa contra o mítico Palmeirinha de Porto Ferreira!
E lá fui eu, pagando meu ingresso para adentrar no Zezinho Magalhães.
O jogo era um desafio teoricamente fácil para o XV. O Palmeirinha já não tinha chances de classificação e fez um campeonato bem ruim.
A torcida do XV acordou cedo e coloriu de verde e amarelo o Zezinho, buscando apoiar o time como possível. Nem bem entrei no estádio e o Palmerinha fez 1×0.
O XV iria empatar em um gol de falta, na jogada abaixo:
A torcida reagiu na hora! Festa em amarelo e verde!
Até bandeirão rolou na comemoração!
Ufa, 1×1. Começo quente do jogo.
O jogo não era dos melhores do ponto de vista técnico, mas a torcida estava na esperança do segundo gol.
Bom, para quem não conhece, esse é o Estádio Zezinho Magalhães:
O XV de Jaú contou com o apoio de suas organizadas. De um lado, a Galoucura e a Força Jovem.
Do outro lado do estádio, a Galunáticos:
E por todo o estádio, centenas de torcedores comuns, apaixonados pelo time da sua cidade!
Em campo, o XV seguiu atacando, mas…
Quem não faz, toma. O Palmerinha ignorou as estatísticas e fez 2×1. Fez até chover…
A chuva e o segundo gol do time visitante foram um (ou dois) balde (s) de água fria na torcida do XV de Jaú.
O XV seguia levando perigo nas bolas paradas, mas o time não se encontrava e a torcida começava a temer pela eliminação precoce.
Pra piorar, a chuva aumentou, dificultando ainda mais a criação de jogadas…
Mais que isso, a chuva e o frio afastou o torcedor do campo…
As inúmeras árvores espalhadas pelo estádio serviram de abrigo…
Por alguns instantes parecia não haver ninguém no estádio. Nem no campo…
Mas, tudo nessa vida é passageiro, e tão de repente quanto chegou, a chuva foi embora, para a alegria da torcida do XV.
Aproveitei para dar um role pelo estádio e pude ver como está bonito e cuidado até nos menores detalhes.
Mas, o mais bacana foi olhar quanta gente tinha ido ao campo, na manhã de hoje!
Com o fim da chuva, aos poucos as pessoas foram voltando para a arquibancada e aumentando a pressão sob o adversário.
O primeiro tempo chegava ao fim. Hora de conhecer um pouco da culinária do estádio!
Nota 10 para o churro do tio!
No intervalo, a ambulância do estádio teve que levar um jogador ao hospital e demorou a retornar, atrasando o reinício do jogo, dando me tempo para ler o informativo que recebi no início do jogo, mostrando as benfeitorias da atual diretoria para o estádio.
O jogo começava, mas ainda dava tempo para ouvir um pouco da torcida local.
O clima não era dos melhores. Quer dizer, o clima em si até era, o sol voltava a aparecer em meio às nuvens, mas a virada ainda parecia distante levando os torcedores ao desespero…
Mas, se até a chuva deu lugar ao sol, por que a tristeza não poderia dar lugar à felicidade?
Festa nas arquibancadas do Zezinho Magalhães… O XV empatou o jogo!
A partir daí, quem frequenta estádios sabe o que acontece. O time pressionando, a torcida apoiando… Tudo por um mísero gol que levaria o time à segunda fase do campeonato (em paralelo a esse jogo, o Pirassununguense vencia seu adversário por 5×0, e o empate do XV daria a vaga ao time de Pirassununga).
O estádio parecia um barril de pólvora pronto para explodir. E só tinha um jeito disso acontecer, com um gol do time local…
Explosão… Gol do XV!!!
Daí pra frente, a torcida mandou no jogo, segurando o resultado.
Até que enfim, o placar mostrou o XV na frente!
A classificação do XV estava a alguns minutos de se concretizar, um prêmio para os mais de 800 torcedores que foram ao campo para apoiar!
Mas ainda faltava o golpe final… Mais uma comemoração nas bancadas do Zezinho…
Chegamos ao placar final da partida…
Um dia cansativo, mas que valeu cada quilometro, cada clique, cada lance… Parabéns XV de Jaú e torcedores!!!
Bom, voltando a lembrar algumas das aventuras do final de ano, quando juntamos tudo o que tínhamos para ir para a Espanha e Portugal, vamos dividir um pouco da experiência boleira que tivemos visitando a cidade de Zaragoza.
Como a cidade está no meio do caminho entre Barcelona e Madrid, fomos para Zaragoza de trem, e passamos por várias paisagens bacanas. Destaque para os diversos pontos de geração de energia eólica, coisa bastante comum em terras europeias.
Mais de 674 mil pessoas vivem em Zaragoza, e seu nome é uma homenagem a César Augusto, porém em árabe: Šarakusta.
Embora estivéssemos num período de férias (era 1o de janeiro) deu pra perceber o quanto a cidade é desenvolvida. Eles tem um “trem urbano” que corta a cidade toda.
Um dos destaques culturais e arquitetônicos de Zaragoza é a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, um dos doze tesouros da Espanha.
Durante nossa estadia, estava rolando uma festa em frente à Basílica, como se fosse uma grande quermesse brasileira. A Mari pirou nos queijos!
Mas a cidade está cheia de construções históricas. Parece um museu a céu aberto.
Outro ponto interessante é que a cidade está às margens do rio Ebro.
Ali ao fundo, é a Basílica, que falei antes. Além do frio típico da época, dá pra ver pelos cabelos da Mari que estava ventando bastante…
Ali perto, a gente achou um dos brinquedos mais engraçados que já vi. É um escorregador, onde as crianças entravam pela boca de um boneco gigante e saiam pelo… pelo lado de traz.
Eu não sou muito religioso e tenho grandes críticas à Igreja Católica, mas até que achei bacana esse santo boleiro hehehe:
Não dá pra contar a história da cidade assim em um post de um blog de futebol, mas só pra se ter uma ideia, Zaragoza tem mais de dois mil anos de história.
Passou por várias invasões de povos estrangeiros (Suevos, Visigodos, Bascos, Mouros, entre outros), misturando períodos e culturas de muçulmanos, judeus e cristãos. Ainda no século XI, viu ser construído o Palácio Aljafería (palácio da Alegria).
No século XII, tornou-se a capital do reino de Aragão, obrigando a população muçulmana a se mudar para o lado de fora das muralhas da cidade. O mais loco é que a muralha ainda está (em partes) por lá:
As ruínas romanas também estão pela cidade:
Em 1492, os judeus foram expulsos da cidade e em 1609, os mouros.
Durante a Guerra da Independência, o povo de Zaragoza lutou contra Napoleão, sendo um símbolo de resistência.
Em 1900 a cidade já tinha cerca de 100.000 habitantes que trabalhavam na agricultura (plantando beterraba) e na indústria açucareira, além de comerciantes, pescadores e artesãos.
Esse é o mercado municipal:
E aqui, um pub localizado próximo ao centro.
Para quem gosta de tradição, olha uma loja que funciona desde 1911:
Vale dizer que quando chegamos a cidade estava deserta, pois era a hora da “siesta”, e só encontramos um restaurante de um loco italiano para almoçar.
Mais tarde, por volta da 19horas já estava tudo aberto e deu até pra comer um tradicional churro com chocolate quente!
Viajar é isso, conhecer novos lugares, novas culturas, novas pessoas…
A CNT (um sindicato de formação anarquista) segue dando as caras pela Espanha.
Finalmente, falando do futebol local, a cidade é sede do Real Zaragoza, time fundado em 1932 e que disputa a Primeira Divisão Espanhola.
Seu estádio se chama La Romareda e fica próximo do centro, bastou pegar um ônibus e lá estávamos nós!
O Estádio La Romareda tem capacidade para mais de 34 mil torcedores.
Chegar foi fácil, mas depois de dar uma volta completa no estádio e ver que estava tudo fechado, fiquei desanimado…
Ao menos mais uma bilheteria registrada para a Mari!
O estádio de La Romareda foi construído em 1957, entretanto, em 1903, já existia o “Zaragoza Football Club“, que anos mais tarde se fundiria com o Iberia S.C. para a formação do atual time.
Como achamos que não ia dar pra entrar no estádio, demos um pulo na loja do time, que fica na frente do campo.
Lá, pudemos olhar o museu do time e várias histórias e fotos.
E quando já íamos embora, falamos para a mulher que atende na loja que éramos da América do Sul e que estávamos ali pra conhecer o campo e tal. Daí…
A partida inaugural do estádio foi Real Zaragoza 4 x 3 Osasuna. Não se iluda com o sol que brilhava. Estava mais ou menos uns 10 graus de temperatura.
As arquibancadas que só conhecia pela tv, ao vivo são muito mais legais. Diferente dos grandes estádios europeus, o campo do Real Zaragoza tem uma alma muito forte!
Uma foto para registrar o momento histórico…
Para quem quer conhecer todos os lados do estádio:
Hora de seguir a aventura…
Nota triste: o Real Zaragoza acabou o campeonato espanhol em último e foi rebaixado à segunda divisão…
Este post foi inicialmente construído em junho de 2013, mas em agosto de 2023, 10 anos depois, pudemos voltar a Botucatu e complementar o registro.
Puxa… Enfim chegamos a nossa última cidade do rolê. Botucatu, onde vivem pouco mais de 127 mil pessoas. Chegamos a noite, depois de ter fotografado o estádio do Sao Paulo de Avaré e fomos jantar num lugar bem legal, pra quem gosta de comida árabe. (A foto nos tiramos no dia seguinte, já que a noite nossa humilde câmera não aguenta).
Aliás, como deu pra perceber, amanheceu chovendo, o que prejudicou nosso tour pela cidade. Deu pra ver alguns pontos que ainda registram a história da cidade.
A igreja no centro…
Já estivemos outrora em Botucatu, para conhecer o Estádio Dr. Acrísio Paes Cruz. Veja aqui como foi essa viagem.
Vale citar o outro time da cidade que disputou o Campeonato do Interior: o Bandeirante de Botucatu!
Naquela ocasião fomos embora sem registrar a casa do outro time da cidade e por isso é hora de falar da Associação Atlética Botucatuense! Peguei o seu escudo do incrível site Escudos Gino:
E aí, a sede da Associação Atlética Botucatuense!
A A.A. Botucatuense é um time bastante tradicional, com fundação em Abril de 1918, por isso é conhecida também como ” A veterana”. Clique aqui para saber mais informações sobre o clube.
Como deu pra ver, as cores e escudo são uma homenagem ao Botafogo do Rio de Janeiro.
O time de 1945:
A A.A. Botucatuense participou de 10 edições do Campeonato Paulista, nas divisões de acesso, entre os anos 50 e 60. Olha o time de 1958:
De lá pra cá, muita coisa mudou. O futebol profissional se extinguiu e não existe sequer interesse em voltar ao profissionalismo. Por outro lado, possuem um clube com ótima infraestrutura.
A única coisa triste é que o Estádio Antonio Delmanto não existe mais, já que o clube cresceu e acabou avançando na área em que ficava o campo.
O clube fica na parte central da cidade.
Aqui, uma olhada no entorno do clube…
E com a Mari no volante, seguimos … Desta vez para casa.
Aqui, as imagens da parte interna que fizemos em agosto de 2023, começando pelo distintivo presente em diversos espaços internos:
E olha aí como está a área do antigo campo:
Aqui, uma visão do passado de suas bancadas cheias de torcedores e de glórias, veja a igreja lá ao fundo (imagem encontrada pelo pessoal do incrível Jogos Perdidos:
E aqui o atual campo de futebol, em uma versão soçaite:
Mas ao menos a diretoria soube guardar uma parte da sua história, preservando alguns degraus da arquibancada do antigo Estádio da AA Botucatuense.
Quantas emoções foram vividas neste pequeno pedaço de cimento…
Nada mais melancólico do que terminar a viagem com esse tempinho… chuva fria e triste. Foram 19 estádios em pouco mais de 3 dias. Hora de voltar pra casa…
Estádio Dr. Paulo de Araújo Novaes, a casa do São Paulo de Avaré. Direto do futuro eu posso dizer que nós voltamos ao Estádio do São Paulo de Avaré e além das fotos abaixo, fizemos novas fotos dentro do campo, veja aqui como foi! Mesmo não dando pra ver muita coisa, paramos no Estádio do São Paulo de Avaré para dar uma olhada e registrar o 18o estádio da nossa viagem.
O Estádio fica numa região bem central da cidade, tomando conta de quase todo o quarteirão.
Aparentemente, o estádio estava fechado, mais uma vez é hora de escalar o muro…
O Estádio tem capacidade para cerca de 1.000 torcedores segundo as informações oficiais.
É aí que o São Paulo de Avaré mandava seus jogos. O São Paulo foi fundado em março de 1946.
Mais uma bilheteria para a nossa coleção!
O Estádio, embora não receba mais partidas oficiais, está muito bem cuidado.
Nossa viagem caminhava para a última cidade e o último estádio, por isso, ir embora de Avaré, nos deixou bastante pensativos, sobre tudo o que vivemos e todas as pessoas e locais que conhecemos. Obrigado, futebol.
Próximo ponto de parada no nosso rolê pelo Oeste Paulista, a cidade de Chavantes! Olha aí a rodoviária local!
Atualmente, cerca de 14 mil pessoas vivem em Chavantes. A cidade ainda mantém o aspecto de interior, sem prédios, nem trânsito.
Mas, o futebol está por lá, firme e forte. O templo local é o Estádio Coronel Manuel Ferreira, que fica na Rua Zico Leite, bem no centro da cidade
É ali que a Associação Atlética Chavantense mandava seus jogos. Esse distintivo veio do excelente site Escudosgino.
Lá também aparecia este outro:
A A.A. Chavantense foi fundada em 29 de setembro de 1929.
O Estádio foi construído com o apoio de todos os moradores, que atenderam ao chamado público para ser inaugurado em 1944 em substituição ao estádio antigo! Aí está o anúncio publicado nos jornais locais da época:
O Estádio Coronel Manuel Ferreira tem capacidade para mais de 4.000 torcedores (foto do site da prefeitura).
A AA Chavantense iniciou sua trajetória no futebol disputando campeonatos amadores e da região.
Em 1958 foi campeã do setor 31 do Amador do Estado, como informa o muro do estádio:
Em 1965, um novo time surgiu na cidade, formado pelos operários que participaram da construção da Usina de Chavantes: a Associacao Esportiva Cobrapa.
E que belo trabalho fizeram…
CHAVANTES, SP, 2017-08-04: Fotos aereas da UHE Chavantes em Chavantes – SP para o Perfil Corporativo 2017. (Foto: Henrique Manreza). (Foto: Henrique Manreza)
Dessa forma, a cidade teve um 1965 especial, com dois times disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista, que equivalia ao quarto nível do futebol. Ambos caíram no mesmo grupo e fizeram uma campanha mediana.
Essa foi a equipe da AAChavantense daquele ano.
Os dois times disputariam a Terceira Divisão de 1966, e a AA Chavantense se classificou para a segunda fase.
Na segunda fase, o time não manteve os bons resultados e terminou o campeonato por aí.
Aqui, a formação da AE COBRAPA que enfrentou o Corinthians num amistoso comemorando o 1º de maio de 1966 e teve vitória do time visitante.
Chega 1967, e pela primeira vez a AE COBRAPA termina a competição na frente da AA Chavantense e além disso, só não se classificou pelos critérios de desempate.
Em 1968, somente a AA Chavantense seguiria e esses foram alguns dos atletas daquele ano.
Infelizmente o time desistiu da disputa no meio do Campeonato e se licenciou até 1982, quando voltou à Terceira Divisão (que desta vez equivalia mesmo ao terceiro nível do campeonato) com este time:
Mais uma vez a AA Chavantense fez uma bela campanha, classificando-se para a segunda fase.
Na segunda fase, o time terminou na última colocação
Em 1983 faz uma má campanha na primeira fase e acaba não disputando os campeonatos de 84 e 85, retornando em 1986 na Terceira Divisão.
Novamente licencia-se do profissionalismo em 1987, retornando em 1988, dessa vez em uma Terceira Divisão que equivalia ao quarto nível do Campeonato Paulista. A cidade mais uma vez poderia estar no estádio apoiando seus jogadores! E a primeira fase foi muito boa…
Classificado como líder, a segunda fase veio e… Festa em Chavantes!!!
A terceira fase levaria o líder do grupo à final contra o Central Brasileira, mas uma derrota para o Iracemapolense acabou com as chances da AA Chavantense.
Em 1989, a campanha foi abaixo do esperado e novamente o time se licenciou. Esse foi o time de 1989:
Uma pena para a torcida que fazia a festa no estádio…
Uma tristeza para um estádio tão bonito…
No início dos anos 1990, o departamento de futebol foi totalmente desativado. Desde então, as bilheterias estão sem funcionar…
De volta a Assis! Cidade onde meu pai viveu e onde parte da minha família ainda vive.
Assis tem crescido bastante mas ainda mantém boa parte de áreas verdes, como o tradicional Parque “Buracão”.
Algumas avenidas da cidade estão repletas de mangueiras, pena que nessa época do ano, ainda não tem fruta nos pés…
Já estivemos em Assis para escrever sobre futebol por duas vezes. A primeira e mais marcante delas em 2011, quando viajamos mais de 500 km para ver um jogo do Assisense e o time visitante (o Ilha Solteira) deu W.O. (clique aqui e veja como foi).
Dessa vez, a visita ao Estádio Municipal Antonio Viana da Silva, o “Tonicão” foi mais rápida, só pra rever o local, que aliás estava fechado…
Meu pai também esteve nesse rolê e foi nosso guia, relembrando histórias do VOCEM, da Ferroviária, do São Paulo e demais times da cidade.
Bom, mas hoje não tem jeito de fotografar o Estádio. Ou tem?
Ah, pelo buraco deu pra ver que os mais de 10.000 lugares do estádio, construído no início dos anos 90, onde o Clube Atlético Assisense manda seus jogos.
Mais uma bilheteria pra nossa coleção!
A fachada do Estádio está bem arrumadinha, mas perdeu o distintivo do Assisense, que antes ilustrava o muro.
Falando no time do Assisense, que segue disputando a série B do Paulista, a cidade parece estar apoiando um pouco mais do que nos últimos anos (em 2012 o time nem participou da competição). Até dá pra comprar ingressos e camisas do time, nas lojas do centro.
Voltando ao estádio, uma outra olhada pelo buraco pra ver lá ao fundo um pouco mais da área verde do Parque do Buracão.
O Estádio fica ali na Vila Operária, na mesma avenida do Parque, num lugar bem tranquilo.
Quer ver um jogo por lá? Coloque aí no GPS o endereço:
Só toma cuidado com o gato louco.. Olha a cara dele, mano…
Fomos dar uma caminhada pela Vila operária, o local do VOCEM, e onde minha família viveu até a vó Luzia falecer, e olha quem nós encontramos… o Padre Aloísio Belini, patrono do VOCEM e agora símbolo da Escola de Samba Unidos da Vila Operária.
Ah, achei uma foto minha ao lado do Padre Aloísio, do meu avô Tonico e do meu primo (camisa do São Paulo) Marquinhos.
Essa é a Igreja da Paróquia da Vila Operária.
Outra coisa que marca a Vila Operária são os trilhos que limitam o bairro. Nessa altura, o mais engraçado é que o trem quando passava por ali, a caminho de São Paulo, ao invés de seguir no sentido da capital, ele ia no sentido contrário, até Cândido Mota. Só lá, ele fazia a volta e começava a dirigir-se para São Paulo.
Ao redor dos trilhos a história da cidade foi se construindo. De galpões (de onde saiam os grão produzidos na terra vermelha) a bairros, como a Vila Operária.
Ainda está de pé o local da estação de Assis.
Ainda está ali na parede o nome da parada. “Assis”.
Hoje, a cidade cresceu, vivem ali mais de 100 mi pessoas.
O centro da cidade está repleto de lojas tradicionais e muito movimento.
Mas, essa viagem para Assis tinha uma outra meta especial, que era visitar o terceiro estádio da cidade, o único que ainda não havíamos fotografado: o Estádio Marcelino de Souza, onde o Clube São Paulo de Assis e o próprio VOCEM mandavam seus jogos. E lá fomos nós!
O estádio fica junto do clube, e conseguimos entrar para fazer algumas fotos!
Mas antes de entrar, o jeito foi filmar de cima do muro mesmo…
Bela arquibancada para um estádio que atualmente só recebe partidas do futebol amador, hein?
O gramado também está muito bem cuidado!
É aqui que o time do São Paulo de Assis, fundado em 1952, mandava seus jogos.
O time chegou a disputar 4 competições oficiais da Federação Paulista.
Olha aqui o time de 1962:
Aqui, outra época:
O campo fica pertinho da linha do trem!
Enfim… esse foi mais um rolê por Assis. Espero voltar ano que vem para acompanhar mais um jogo do Assisense.
Ah, que rolê incrível! Pra quem acha que o futebol de verdade neste ano de 2013 é a Copa das Confederações, recomendo uma voltinha pelo interior paulista.
É muita história, muitos times e muitos estádios. Saímos de Regente Feijó e fomos para Rancharia!
Rancharia é uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes.
A cidade foi fundada em 1916 e está a pouco mais de 520 km de São Paulo.
Rancharia tem na produção agropecuária e no Algodão suas principais atividades econômicas, e como toda boa cidade do interior, tem uma igreja ali no centro!
Eu não imaginava, mas Rancharia é o 6º maior município do estado de São Paulo, e tem como motivo de orgulho o Estádio Francisco Franco, na Rua Adhemar de Barros, 750, onde a A.A. Ranchariense mandava seus jogos!
Você pode estar se perguntando por que eu estava olhando para o lado. A resposta está aí embaixo: um novo amigo do blog, ainda que em forte momento alcoólico, fez questão de sair na foto!
Outro amigo foi a Mari que fez!
Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio!
O Estádio Francisco Franco tem capacidade para mais de 4.600 pessoas.
O futebol em Rancharia teve seu auge nos anos 40, quando surgem a A.A. Ranchariense e a A.A. Matarazzo, para disputar o Campeonato do Interior da Federação Paulista.
O time do Ranchariense só foi se profissionalizar em 1978 .
Olha aqui a campanha da Ranchariense na 5a divisão de 1979:
Aqui, uma outra bela campanha do time, dessa vez, pela Terceira Divisão de 1985:
Olha aí que presente do amigo e leitor do blog Fabio Teixeira: fotos de 1988, contra a Chavantense:
Rancharia tem mesmo uma relação bem apaixonada com o futebol!
O gramado está em perfeitas condições!
Belas arquibancadas que viram desde 1978 a equipe da Ranchariense representar a cidade no Campeonato Paulista de Futebol.
No momento da nossa visita, um rachão com cara de peneira entre uma molecada da cidade rolava no campo.
O Estádio está em obra na arquibancada atrás do gol.
A arquibancada é aquelas de cimento, old school.
Junto do estádio tem uma pequena estrutura com algumas salas.
Homenagem ao pessoal do Juventus!
E dá lhe a molecada jogando!
Uma visão de dentro do campo.
Aí está um time que eu gostaria muito de ver jogar…
Mais uma vez, ficamos orgulhosos de poder entrar em um estádio que está na história o futebol brasileiro.
Seguindo na estrada, chegamos à cidade de Regente Feijó!
Nossa primeira parada foi em um restaurante em um posto de gasolina, pra almoçar!
Falando um pouco sobre a história da cidade, o surgimento de Regente Feijó teve como principal propulsor a Estrada de Ferro Sorocabana, que inaugurou sua estação em “Memória” (como o local era conhecido), em alusão ao ribeirão Memória, em 1919.
A fundação do município ocorreu em 1922, mas ainda é possível encontrar casas do começo do século passado.
Mas, o nosso objetivo era conhecer o Estádio Municipal Dr. Mário dos Reis e lá fomos nós…
Pode marcar aí, mais uma foto de bilheteria pra nossa coleção.
É ali que o Esporte Clube Regente Feijó, fundado na década de 40, mandava seus jogos.
Que tal uma olhada por dentro do estádio?
Vale citar que outros times chegaram a jogar ali, como o São Bento, formado por trabalhadores da Serraria São Bento, em sua maioria negros, numa época em que o racismo era ainda mais forte.
O Esporte Clube Regente Feijó participou duas vezes da Terceira Divisão, na década de 50, terminando em quarto e quinto lugares.
O Estádio tem capacidade para 1.500 lugares, e embora o time não dispute mais os campeonatos profissionais, o estádio está muito bem cuidado.
O gramado do campo e até o do entorno estão aparados e com ótima aparência.
Para quem apostava que estaria frio, olha só que belo dia pegamos por lá!
Ah, a estrada e suas surpresas… Lá estávamos nós em Presidente Prudente, conhecendo alguns pontos turísticos da cidade.
Aqui, é a Cidade da Criança, um parque bacana pra criançada e para aqueles que gostam de animais (ainda que alguns estivessem muito aprisionados).
Mas o parque também conta com uma população de animais livres, como os quatis.
Ao lado do parque existe um parque aquático bacana, mas estava fechado…
Uma bela lagoa, no meio do parque também ajuda a compor um local bem bacana!
Tem até uma turma de hipopótamos vivendo por lá (num espacinho tão pequeno…):
Aqui dá pra ter uma ideia do que é o parque!
Mas, vamos falar de futebol! A cidade já teve vários times disputando o profissional. O primeiro deles a Associação Prudentina de Esportes Atléticos, fundada em 1936.
A Prudentina é o time que mais deixou saudades no povo da cidade (foto abaixo da matéria da Globo).
Esse era o time de 1958, em matéria da Gazeta Esportiva:
Após uma subida meteórica da 3ª para a primeira divisão o time jogou a primeira divisão de 1962 a 1967. Aqui, o time de 1964 prestes a enfrentar o Santos FC:
O título da segundona de 61 foi muito comemorado na cidade!
O time mandava seus jogos no Estádio Félix Ribeiro Marcondes, com capacidade para 15 mil torcedores, inaugurado em 1946.
Tinha uma arquitetura bem bacana, com uma arquibancada num nível acima do campo.
Após seu rebaixamento, em 1967, desativou o departamento profissional e nunca mais retornou às disputas organizadas pela Federação Paulista de Futebol. Com a desativação do profissional, o estádio foi demolido em 1970, para a expansão social da APEA.
Mas Presidente Prudente é conhecida por possuir um outro estádio diferenciado: o Estádio Paulo Constantino, outrora chamado de Estádio Eduardo José Farah, o “Prudentão”.
Uma olhada no entorno:
O nome original do estádio é “Estádio Paulo Constantino“, popularmente conhecido como “Prudentão“.
O Estádio foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida entre Santos e o Corinthians de Presidente Prudente, com vitória do time santista por 1×0, frente a 20.240 torcedores.
O Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente foi fundado em 8 de fevereiro de 1945 e era carinhosamente chamado de Cortinthinhas.
O mais legal da história do Corinthians é que os fundadores criaram o time com a exigência de que eles jogassem, sendo que um deles (o senhor Gushiken) era cego do olho esquerdo.
A partir de 48 o Corinthians de Presidente Prudente passou a disputar o Campeonato Profissional. No site ICFUT encontrei uma foto do time:
Mas, antes de jogar do Prudentão, o Corinthians mandou seus jogos no Estádio Parque São Jorge, na rua Siqueira Campos. Se o nome do time era uma homenagem ao time da capital, o do campo não poderia ser diferente… Mais uma foto do site ICFUT (vale lembrar que em 1956, mutirão da torcida construiu uma nova arquibancada aumentando para 10 mil lugares a capacidade do estádio):
Em 1959, o Corinthinhas conquistaria a única vaga disponível para o acesso ao Campeonato Paulista de 1960, do qual foi rebaixado já no primeiro ano de disputa. A partir daí, as atenções do futebol de Presidente Prudente voltaram-se à Prudentina.
A má fase do time, e a tentativa de conquistar a simpatia dos torcedores de Palmeiras, São Paulo e Santos em Presidente Prudente fez com que o Corinthians mudasse de nome em 1973. Surgia o Presidente Prudente Esporte Clube, mas não conseguiu o apoio dos torcedores locais e retomaram o Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente, em 1975.
Em 79 veio o melhor time já montado pelo Corinthians, mas infelizmente, nada de acesso. O Parque São Jorge estava novamente lotado, mas em 1983, o terreno do Parque São Jorge foi vendido para a construção de um shopping center, o atual Prudente Parque Shopping e o time passou a jogar no Prudentão.
O Prudentão é o 9o maior estádio do Brasil, com capacidade para mais de 45 mil torcedores e por isso mesmo, já jogaram por lá Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Flamengo entre outros.
Nos anos 1990, o time fez apenas campanhas medianas na Série A-2 do Paulista, e acabou rebaixado para a Série A-3, sem recursos e jogadores sem pagamentos.
Mesmo assim, o time subiu em 1996 de volta para a A-2.
O time voltou à série A3 em 1999, e sequer pode disputar a B-1 de 2001, pelas dívidas com a FPF. Era o fim do Corinthians de Presidente Prudente.
Em 2016, surge um time que homenageia o Corinthians utilizando seu nome na disputa da Taça Paulista de Futebol, competição organizada pela Liga de Futebol Paulista.
Infelizmente não conseguimos entrar no estádio, e só pudemos fotografar o lado de fora…
O estádio possui uma estrutura diferenciada até mesmo em comparação aos da capital, com estacionamento, vestiários, iluminação moderna, camarotes vip, entre outros. Mas claro que não poderia faltar a foto da bilheteria!
Na época da nossa visita, o Grêmio Esportivo Prudente mandava seus jogos neste estádio.
O Grêmio Prudente veio do Oeste Paulista, outro time da cidade, fundado em 2005.
Jogando todo de laranja, logo o Oeste passou a ser chamado de a “Laranja Mecânica”.
Ah, o estádio fica na Av. Pres. Juscelino Kubitschek.
Vale lembrar que a partir de 2012, o Oeste Paulista passou a se chamar de Grêmio Prudente e herdou do Grêmio Barueri, o acesso à primeira divisão paulista, chegando inclusive à semifinal de 2010, sendo batido pelo time do EC Santo André.
Mas outros times também mandaram seus jogos por ali: o Prudentino FC, que teve vida curta (só disputou a série B de 2001).
Outro que usou o Prudentão como casa foi o Presidente Prudente F.C. .
Fundado em 1989, o Presidente Prudente F.C. também tem seu estádio, o Estádio da Vila Industrial, o “Palco das Estrelas” e fomos até lá conhecê-lo!
O estádio é o centro de treinamento do time e embora ainda não tenha arquibancadas, tem um ótimo espaço, para quem sabe no futuro, poder receber os jogos do time!
O legal é que por ser a casa do Presidente Prudente F.C. deu pra conhecer um pouco do dia a dia do time!
Até um pessoal do time estava por ali.
E o estádio fica numa região mais próxima do centro da cidade.
Neste belo gramado, em 2006, o clube estreou na Segunda Divisão, tendo se licenciado por algumas vezes até que em 2013 fez seu último ano (até então) do profissionalismo.
Já dá pra imaginar como seria ver um jogo ali, bem mais perto do campo!
Além de um campo principal, eles tem mais dois campos menores para os treinamentos.
Eu imagino que deva ser difícil para um time como o Presidente Prudente F.C. mandar seus jogos num estádio tão grande quanto o Prudentão, por ser muito grande e até “impessoal”, por isso, quem sabe o estádio não vira uma realidade logo?
Hora de deixar a Vila Industrial e conhecer o último estádio da cidade! Última foto, com o sentimento de ter mais uma vez conhecido um estádio que merece estar na história!
A próxima parada é o Estádio Caetano Peretti!
O Estádio, fundado em 27 de outubro de 1968, foi o primeiro campo prudentino municipalizado. Dá uma olhada no entorno do campo:
Ali chegaram a ser disputadas partidas de diversos times da cidade, amadores e profissionais. Em 1992, o estádio foi a casa do Corinthinhas durante toda a série A3
Em 2017, recebeu a final do Sub 20 da 2a divisão, onde o Oeste Paulista EC pegou a Itapirense. A foto abaixo é do site do Globo Esporte que faz uma bela retrospectiva do estádio (veja aqui como foi):
Lá também tem a foto da inauguração após as reformas de 1980:
Recentemente, o estádio passou por uma série de melhorias, como por exemplo, um novo gramado e sistemas de irrigação.
A casa do atleta, que é um espaço de alojamento também recebeu melhorias.
Atualmente, o Estádio tem capacidade para 3.000 torcedores.
Aí eu e a Mari, em um estádio desse interior de São Paulo…
Incrível a qualidade dos gramados do interior!
A arquibancada também está muito bonita!
O Estádio guarda ainda uma cara de “clube”.
Tem até um documentário sobre o Estádio:
Pra terminar, se liga o que era um derbi prudentino entre a Prudentina e o Corinthians, em 1957:
Ufa! 3 estádios em Presidente Prudente. Hora de pegarmos a estrada! Vamos contentes em ver que Presidente Prudente ainda mantém suas origens e seu amor ao futebol.
Ele fala sobre um estádio, o oitavo da nossa viagem, localizado na singela cidade de Piacatu, onde vivem cerca de 5 mil pessoas que mantém a simpatia e simplicidade das cidades do interior paulista.
Onde fica? Fica ali, literalmente no meio da estrada que liga Araçatuba a Presidente Prudente. Perto de Rinópolis (onde há um estádio super bacana, mas que infelizmente não visitamos… MENSAGEM VINDA DE 2018: CLIQUE AQUI E VEJA COMO ENFIM FOI NOSSA VISITA À RINÓPOLIS).
É lá que encontramos o Estádio Municipal José Sebastião Martins, o “Zico”, campo onde vive o futebol amador da cidade.
O Estádio possui um belo gramado e uma estrutura bem bacana.
Uma pena a cidade não ter conseguido levar nenhum time ao profissionalismo, mas… quem sabe o que o futuro aguarda?