156- Camisa do ABC de Natal

A 156ª camisa de futebol vem em dose dupla!

Duas camisas de um time que defende as cores de uma cidade linda: Natal!

Para quem nunca visitou a cidade e a região, eu recomendo…

E não deixe de fazer um rolê de buggy, para conhecer as dunas e locais incríveis!

Levei até minha camisa do Votoraty pra passear…

Em Natal, fica o maior cajueiro do mundo.

Ambas camisas foram presentes. Uma de um leitor que reconheceu a gente lá na praia e outra do José, um colecionador de camisas que é garçon lá na Pizzaria Cipó Brasil, se liga no lugar:

Como já deu pra perceber, falamos do time da torcida alvinegra da cidade: o ABC Futebol Clube.

As quatro estrelas no canto superior representam os campeonatos conquistados no ano de 1954 e a estrela maior no canto inferior direito simboliza o campeonato no ano do sesquicentenário da Independência do Brasil. A estrela dourada sobre o escudo simboliza o título brasileiro da Série C conquistado em 2010.

O ABC Futebol Clube foi fundado em 1915, no bairro da Ribeira, lá em Natal. Esse foi o seu primeiro uniforme:

O nome do time me agrada muito, não só por ser o mesmo da região em que vivo, mas principalmente por ser uma homenagem ao pacto de amizade fraternal, assinado por Argentina, Brasil e Chile. O time é chamado também de “O Mais Querido”, alguns atribuem o apelido pelo fato do time ser o time com o maior número e conquistas estaduais.

Embora apenas em 1927, o clube tenha sido reconhecido oficialmente, já em 1915, o ABC goleou por 4×1 aquele que seria seu maior rival, o América, num campo improvisado.

Durante a década de 30, o time faria história ao conquistar o decacampeonato estadual, entre 1932 e 1941. Esse é o time de 1941:

Dá pra imaginar? 10 vezes campeão seguido!

Mas o ABC entrou de vez para a história nacional do futebol  em 1959 ao disputar a primeira versão do Campeonato Brasileiro: a Taça Brasil.

O time ainda disputaria outras seis edições da competição até 1968.

A década de 70 começou com um tetracampeonato, conquistado de 1970 a 1973.

Este é o time de 1973:

Porém, em 1972, o ABC foi punido pela então CBD (Confederação Brasileira de Desportos) com dois anos de suspensão por inscrição irregular de dois jogadores. Como o time não poderia atuar, decidiu partir em excursão ao exterior, atuando contra clubes e seleções. Foram 24 jogos, com 7 vitórias, 12 empates e 5 derrotas.

Os anos 80 trouxeram novos títulos ao ABC, como os estaduais de 1983 e 1984. Aqui, parte do elenco do time do início dos anos 80:

E aqui, o time de 1983:

Os anos 90, trouxeram mais conquistas, em 1990, 93, 94, 95, 97, 98, e 99. Esse é o time de 1990:

Os anos 2000 também não foram diferentes, estaduais em 2000, 2005, 2007 e 2008.

Aqui, o time do ano 2000:

Esse, o time de 2005:

O time ainda levaria o bicampeonato 2007 / 08 com o time abaixo:

Esse é o time de 2008:

A “década de 10” (estranho falar assim né?) já trouxe os títulos de 2010 e 2011. Aqui o título de 2011:

Um dos principais aliados do time é sua torcida!

E se tem uma forte torcida, precisamos de um estádio importante e o “Maria Lamas Farache”, ou simplesmente o “Frasqueirão“, inaugurado em 2006, representa tudo isso. A casa de uma torcida apaixonada.

Estivemos por lá em 2010! (veja aqui como foi) e deu pra conhecer bem o Frasqueirão!

O Frasqueirão presenciou o acesso do clube à série B do Campeonato Brasileiro, com o time abaixo:

Se eu fosse torcedor do ABC, só ia ficar nesse lugar, no estádio:

O mascote do time é um elefante!

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Dor, alegria, lágrimas e catarse com o Santo André na Copa do Brasil 2013

1de maio de 2013.
Dia do trabalhador, feriado para protestar e repensar a relação do homem com seu trabalho, com seus patrões.
E por quê não fazer isso no estádio?
Curtindo um mata mata de Copa do Brasil?

Olha aí a nossa torcida, em sua casa…

O “Esquerdinha” foi caracterizado como operário metalúrgico, e levou sua bicicleta toda estilizada para relembrar aqueles que tratavam o 1de maio simplesmente como dia de festas.

A comunicação do time com sua torcida ainda é pequena, mas mais do que as faixas, a população da cidade se mobilizou e mais uma vez surpreendeu, indo em bom número ao Bruno José Daniel.

O jogo era bom, segunda fase da Copa do Brasil.
Pegue sua bandeira, sua camisa e vamos lá, torcedor Ramalhino!

Até fila pra entrar teve….

Já dentro do estádio, o público se mostrava confiante no time, mesmo sabendo dos limites do time atual.
Pra quem nunca foi a um jogo do Santo André, a experiência é cada vez mais “bairrista”, mais próxima e intimista. Todo mundo se conhece e, felizmente, se respeita.

Essa intimidade está até mesmo presente na relação com o time, que tem literalmente chegado cada vez mais perto da torcida.

Se fosse pra natureza escolher um dos times, o céu escolheu o seu. Esse era o céu daquela tarde:

O Ramalhão posou pra foto com cara séria. O time sabe dos seus limites, mas tem colocado a raça como sua maior arma. É tudo o que a gente pedia…

O reflexo nas arquibancadas está sendo percebido. Aqui, a rapaziada da Esquadrão Andreense cantando e apoiando!

Momento pra gente nunca esquecer. Os dois times perfilados, o Goiás é o primeiro time da série A a pisar no Brunão, este ano.

Aqui, o pessoal da Fúria Andreense, reunido e pronto pra gritar pelo Ramalhão.

Mas o estádio estava tomado por torcedores comuns, autônomos, livres para torcer do seu jeito, pelo time da sua cidade.

Em campo, o Santo André começou com tudo, indo pra cima e fazendo valer seu mando.

Mesmo jogando bem, confesso que o gol me surpreendeu… Abrir o placar deu um suspiro de esperança que há tempos não sentia.

O gol trouxe ainda mais alegria e ânimo à torcida!

E o Ramalhão seguiu no ataque! Parecia que novamente havíamos encontrado nosso rumo!

Porém, uma falta na entrada da área, tirou a alegria dos rostos ramalhinos… Walter (ele mesmo, o gordo…) empatou o jogo em 1×1.

A pancada doeu. Mas, mantivemos a fé…

O intervalo mostrou mais uma vez a presença do movimento contra o futebol moderno.

Ah, e esse jogo contou com a ilustre presença do amigo Edú, que ainda não conhecia o nosso estádio.

O segundo tempo veio ainda com a esperança e a alegria dominando a torcida.

Olhando de cima, o estádio mostrava-se ainda mais bonito, como há tempos eu não via…

Diferentes pessoas, diversas torcidas, mais uma vez o futebol como agente social de integração e união.

Durante o intervalo, a Fúria Andreense organizou um mosaico bacana com as cores do Ramalhão.

Mas nem todo o esforço do torcedor e do time foi capaz de segurar o resultado.
O Goiás virou o jogo. 2×1.

E depois, o golpe fatal. Santo André 1×3 Goiás.
Esse resultado eliminava o jogo de volta, em Goiânia. Mas quando tudo parecia perdido, o Ramalhão mostrou-se forte novamente e marcou o gol que forçou o jogo de volta. Lágrimas e comemoração de uma derrota, coisa que poucas vezes eu vi…

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155- Camisa da Universidad del Chile

A 155a camisa de futebol da nossa história foi presente de um casal de amigos muito bacana, lá de Santiago, o José e a Javi.

Eles estiveram um tempo aqui no Brasil, e pudemos mais uma vez ver como o futebol pode ser capaz de reunir as pessoas.
Levamos os dois até o Estádio Bruno José Daniel, onde o Santo André manda seus jogos.

Mas também fizemos uns rolês menos boleiros, como a visita ao pico o Jaraguá, guiados por Gabriel Uchida, que decidiu mostrar seu lado atlético!

A camisa defende as cores do time que eles torcem, a Universidad de Chile.

O site do time da Universidad de Chile é www.udechile.cl.

O time nasceu em 1927, com a fusão do Internado Football Club, do Club Atlético Universitario e do Club Náutico Universitario, com o apoio da Associação Desportiva da Universidade do Chile. Esse foi o primeiro time da La U:

A partir de 1938, passou a disputar o campeonato profissional. Esse é o time daquele ano:

Em 1940, conquistou seu primeiro campeonato nacional.

Em 1959, um novo título. O time já se tornara um dos mais populares da capital.

Os anos 60 deram o apelido ao time de ” O Ballet azul” devido às boas atuações, coroadas com títulos em 1962, 64, 65, 67, 68 e 69.

Em 1970, o time alcançou as semifinais da Copa Libertadores, sendo derrotado pelo Penarol, em partida extra disputada em Avellaneda.

Os anos 70 trariam ainda um grande recorde de vitórias sobre a rival Universidad Católica: foram mais de 13 anos sem derrotas. Esse é o time de 1976:

Mas, os anos 70 passaram sem grandes conquistas para o time. E os anos 80 ainda trouxeram grande crise financeira para o time. Chegaram a fazer uma rifa para construção do estádio que acabou não dando certo. Como momento mais trágico, em 1988, o time caiu para a segunda divisão.

No ano seguinte, o time já estaria de volta à primeira divisão. Nos anos 90, 3 títulos nacionais em 1994, 95 e 99. Esse era o time de 99:

Em 2000, novo título, abrindo bem a nova década!

O Campeonato Chileno passou a ser disputado como os demais na América Latina: com um torneio abertura e um clausura, e o time conquistou mais um título em 2004 (abertura).

Em 2006, embora o time estivesse melhor do ponto de vista técnico, a crise econômica e jurídica do clube se agravou e para que o mesmo não fechasse as portas, foi feita uma concessão à Azul Azul S.A. para a gestão do clube por um período de 30 a 45 anos.

A parceria ao menos manteve o clube como um time de ponta, trazendo os títulos dos Torneios Abertura de 2009, 2011 e 2012 e o clausura de 2011.

Em 2010, o time foi semifinalista da Libertadores.

Em 2011, veio a conquista da Copa Sulamericana, passando por equipes como o Flamengo, Arsenal, Vasco da Gama, e batendo a LDU (Liga de Quito de Ecuador) na final.

Nós já estivemos em Santiago por duas vezes e em ambas fomos a jogos da Universidad de Chile, veja aqui como foi em 2011 e aqui como foi em 2012. Pra quem tem preguiça de entrar nos links, seguem algumas fotos desses roles, aqui em frente ao Estádio Nacional, em 2011:

Aqui, dentro do Estádio:

Estádios são ambientes incríveis para se conhecer um país!

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154- Camisa do Bandeirante de Birigui

A 154ª camisa de futebol do nosso blog foi presente de aniversário de um grande amigo, torcedor do Santo André e admirador e estudioso do futebol do interior paulista: Matheus Alvez Mota. O Matheus ainda escreve o blog Futebol Interiorano. O time defende as cores de Birigui! Falamos do Bandeirante Esporte Clube, o BEC! Embora eu tenha uma forte recordação do Bandeirante devido aos polêmicos W.O.s que o time enfrentou em 1987, a história da equipe começou muito antes, em março de 1923. Esse é o time daquele ano: Bandeirante Birigui Assim como várias equipes paulistas, os primeiros anos do Bandeirante foram dedicados às disputas amadoras. Aqui, uma bela recordação do fim dos anos 20, início dos anos 30: Naqueles tempos os estádios mantinham seus placares de um jeito bem artesanal, e no caso do Bandeirante não foi diferente: Em 1938, o time conquista sua sede, no centro da cidade. Aqui, o time da década de 40 que começou a se destacar conquistando campeonatos amadores e partindo para a disputa das competições oficiais organizadas pela Federação. Outro detalhe que mostra o quão tradicional o time é: as traves ainda de madeira e quadradas! Esse é o time de 1948, que além de disputar a segunda divisão, ainda sagrou-se campeão amador no mesmo ano. Os anos 50 ainda foram marcados por participações nas divisões de acesso do Campeonato Paulista, mas o time acabou se licenciando. Esse é o time de 1952. O BEC só voltaria a ativa em 1963, para a disputa da 4a divisão (chamada de “Terceira” já que a primeira era chamada de especial). E não é que o time sagrou-se campeão, conseguindo o acesso à 2a divisão de São Paulo.? Esse foi o time campeão: Os poucos anos na segunda divisão serviram de orgulho ao povo de Birigui, mas em 1968, novamente o time se licenciou. Somente em 1972, o futebol profissional voltou à Birigui, com as disputas da segunda divisão, mas anos mais tarde o time voltaria para a terceira. Esse é o time de 1978, com a base formada por atletas da cidade! O BEC ficou na terceira divisão até 1981, quando novamente conquistou o acesso, com o time: Em 1983, a cidade de Birigui viu ser inaugurado o Estádio Pedro Marin Berbel, num jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Chegamos ao grande momento do Bandeirante de Birigui: 1986. Com um time incrível, o Bandeirante conseguiu se classificar para o quadrangular final, disputado em Campinas, de onde o time sairia campeão e classificado para a Primeira Divisão de São Paulo. Assim, em 1987, o Bandeirante Esporte Clube disputou a Primeira Divisão, onde conquistou as seguintes vitórias: Botafogo 0x2 Bandeirante Bandeirante 2×1 Ponte Preta Bandeirante 1×1 Santos São Paulo 0x2 Bandeirante Bandeirante 2×1 Noroeste Bandeirante 2×1 Ferroviária Bandeirante 1×0 Sant0 André (podia ter deixado essa né?) Esse foi o time de 1987: Durante o campeonato, a Federação Paulista alterou as regras referentes ao rebaixamento e ao serem rebaixados, Ponte Preta e Bandeirante entraram na Justiça Comum, para tentar se manter na primeira divisão. Daí, os fatídicos WO’s. Os demais times negavam-se a enfrentar Ponte Preta e Bandeirante. A justiça caçou a liminar e tanto o time de Campinas quanto o de Birigui passaram o ano sem jogar, só retornando à segunda divisão no ano seguinte. Os anos 90 foram marcados por um sobe e desce de divisões, entre a A2 e a A3. Esse o time que subiu em 1995 para a A2: Os anos 2000 começaram com mais um acesso para a A2, em 2001, com o time: Em 2002, um título bacana, da antiga Copa Coca-Cola, embrião da Copa Estado de São Paulo. O Bandeirante se segurou na A2 até 2008, quando foi rebaixado à Série A3. Em 2010, o momento mais baixo da história do clube: rebaixamento à série B do Paulista, equivalente à quarta divisão estadual, onde permanece até o ano de 2013. O time manda os seus jogos no “Estádio Municipal Pedro Marin Berbel“, ou “Pedrão”, com capacidade para 18.000 pessoas. Já estivemos por lá, confira aqui como foi. Antes, a casa do BEC era o Estádio Roberto Clark. Confira aqui como foi. Alguns nomes de peso já passaram pelo Bandeirante, como Paulinho McLaren, Palhinha, Esquerdinha (ex-São Caetano e Botafogo), André Cunha entre outros. Maiores informações no excelente site do time: www.bandeiranteec.com.br .

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Em busca do Estádio perdido em Buenos Aires

Bandeiras em punho. Multidão cantando em coro. Emoção e alento nas ruas e em um estádio repleto.

Mas não, não se trata de um jogo de futebol.

Quer dizer, como se pode ver, a cultura do futebol está sempre entrelaçada ao nosso dia a dia, mas hoje vou falar de um role que fizemos no fim de semana de 23 e 24 de março, por Buenos Aires.

O fim de semana tinha 2 grandes acontecimentos: o show da banda espanhola SKA-P, que nunca veio ao Brasil em suas 8 turnês pela América Latina e as marchas de protesto pelos 37 anos do golpe militar na Argentina.

Foi também a oportunidade de rever pessoalmente amigos muito importantes, como o Adrian, da banda Tango 14.

Bom, então vamos do começo, pelo estádio que conhecemos de um jeito bem especial, o Estádio do Ferro Carril Oeste:

É aqui que o Ferro Carril manda seus jogos!

Uma olhada em como é o estádio normalmente:

O Estádio Arquiteto Ricardo Etcheverry foi inaugurado em 1905 e atualmente tem capacidade para mais de 25 mil torcedores.

Lembrando bastante a história de muitos times paulistas, o Estádio foi construído nos fundos de um terreno da linha de trem Ferro Carril Oeste.

Possui uma parte coberta e dois lances de arquibancadas descobertas.

Para ser construído, o Ferro Carril Oeste vendia seus jogadores em troca de materiais de construção como madeira e chapas de zinco.  Aliás, o estádio ainda possui arquibancadas de madeira, e por isso é conhecido como “El Templo de Madera” ou “El Monumental de Madera”, numa referência ao Estádio Monumental de Nuñez.

O Estádio foi o palco escolhido pelo SKA-P para apresentar seu último disco, recém lançado, chamado 99%.

Já garantimos o nosso!

O Ska-P (aliás, aqui no Brasil a gente costuma pronunciar “Escapê” quando o correto é “Escápe”) foi formado em 1994, no bairro de Vallecas (já estivemos por lá, lembre aqui como foi). A banda tem sua obra marcada pelas críticas sociais contra o capitalismo, o fascismo, imperialismo, racismo entre outros temas. Essa é a atual formação:

E lá vamos nós para o som, dentro do Estádio!!!

O estádio fica próximo do centro, umas 40 quadras, mais ou menos e por iso mesmo, muitas vezes foi utilizado por outras equipes da grande Buenos Aires como River Plate, Boca Juniors, Vélez Sarfield, San Lorenzo de Almagro e Argentinos Juniors. O público lotou o estádio, não ouvi nenhuma informação oficial mas comentava-se que mais de 15 mil pessoas estavam presentes. Falando um pouco do show e da banda, o SKA-P faz um ska bastante politizado e panfletário. Defendem nas suas letras uma ideologia ligada à liberdade e por isso são várias as críticas à polícia, à igreja e ao estado. A Igreja católica não foi poupada, mesmo com o recente anúncio do papa argentino. No show, a Igreja católica foi representada por um demônio assustador, olha aí:

E se bandeiras fazem parte do dia a dia do Estádio, lá estava mais uma delas, na música Intifada, em defesa do povo Palestino!

O show foi bastante animado, as pessoas dançavam e pogavam por todos os lados, sendo quase impossível ficar lá na frente do palco.

Mas mais do que qualquer coisa, a energia de 20 mil pessoas cantando músicas com temas tão politizados é de animar!

Olha aí um vídeo que achei no youtube com uma das músicas novas sendo tocadas lá no show:

Aqui, Mari ainda no aquecimento do show!

Ainda com as luzes parcialmente acesas, deu pra ver um pouco de como são as arquibancadas e a cara do Estádio, já rodeado de grandes prédios.

Enfim, foram quase 3 horas de show e de muita festa, discussão política e música! Tudo isso em um estádio… O que mais eu ia querer?

Bom, no dia seguinte fomos nos juntar às manifestações populares que recordam os 30 mil companheiros desaparecidos na ditadura argentina que completa 37 anos. E não é que arrumaram espaço pro futebol também?

Outras marchas locais já agitaram a capital, desde a noite de sábado, organizadas pelas assembleias populares de bairro. Foram mais de 5 horas de caminhada e muita cantoria contra o abuso cometido pelos militares durante tantos anos. No Brasil, essa data é o dia 31 de março e não teremos tantas movimentações como lá. Bom, só pra aproveitar o post e o role, seguem algumas imagens mostrando outros aspectos culturais bacanas de Buenos Aires. Tivemos a oportunidade de conhecer o “GarageArte” um evento realizado pela Victória que reúne, literalmente na garagem, moda, livros, música e amizade! Não faltaram papas fritas também… E o tradicionalíssimo “Dulce de Leche”…. E para quem gosta mesmo de música, ainda foi possível trombar o pessoal da banda alemã MAD SIN, por lá, gente finíssima. Mari mostra que a questão das Malvinas ainda é discussão permanente em Buenos Aires. Sobre o futebol, essa é a loja que vende as roupas relacionadas à cultura Barrabrava, fica na galeria Bond Street, na Av Santa Fé, onde funciona a versão local da Galeria do Rock. E se você estiver por Buenos Aires, não deixe de visitar a sessão de futebol das livrarias locais. Existem títulos incríveis e únicos falando da história de jogadores, torcidas e clubes…. E para aqueles que me perguntam onde comprar camisas e materiais relacionados ao futebol (flâmulas, bandeiras, pins, etc), duas sugestões: uma, a loja FUTEBOLITO, do hincha do Racing ” Lito”, um cara muito gente boa e que entende bastante de futebol.

A loja fica numa galeria da Lavalle (o calçadão que corta a tradicional Florida), no número 835.

A outra dica de loja é para aqueles que gostam de camisas de times das divisões de acesso e chama-se Lavalle 978. O nome da loja já entrega seu endereço, mas segue aí uma sacola deles até com o email pra quem quiser tentar comprar online (não sei se eles vendem, mas não custa tentar….). Ah, os preços são bacanas, principalmente as ofertas. Mudando de área, incrível como essa cultura de design típico ainda se mantém e combina com o ambiente. Outro que tem um design bem diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil são os ônibus. Sempre coloridos e mais parecendo um ônibus de torcida do que transporte normal… Deixamos por lá uma lembrança da nossa luta diária por um futebol mais humano, menos econômico. E seguimos de volta ao ABC…

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O Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica – ES

Mais um rolê em busca de estádios, histórias, amigos e memórias.
Dessa vez, embora frustrado por não poder acompanhar um jogo, fomos conhecer o Estádio da Desportiva Ferroviária de Cariacica, time que tenho ouvido muito falar, nos últimos anos, principalmente pelo amigo e torcedor Thiago Nunes Abikahir.

Cariacica é um município da “Grande Vitória”, mais ou menos como as cidades do ABC em relação a São Paulo.
Você nem percebe que saiu e já está lá.  
O nome da cidade vem da expressão “Cari-jaci-caá”, utilizada pelos índios para identificar o porto onde desembarcavam os imigrantes.
Sua tradução é “chegada do homem branco”.

E assim como no ABC, Cariacica também tem suas quebradas…

Estivemos lá no carnaval de 2013 e pudemos conhecer diversos Estádios da região de Vitória, e um deles foi o Estádio Engenheiro Alencar de Araripe, ou simplesmente Engenheiro Araripe, como é mais conhecido.

Atualmente este é o principal estádio do Espírito Santo, com capacidade para mais de 15 mil torcedores.

Enquanto não se termina o novo Estádio Estadual Kleber Andrade, o Engenheiro Araripe vai se consagrando como casa do futebol capixaba.

O Estádio também está passando por obras e melhorias nas arquibancadas atrás do gol.

Mas nada que interrompa a rotina de receber jogos.
Chegamos numa sexta feira de noite, quase sábado, e no final da tarde o campo já havia recebido mais um jogo da Desportiva Ferroviária.
Um estádio muito bacana, pra calar a boca de quem acha que o Espírito Santo não tem uma cultura futebolística interessante.

O Estádio foi fundado em 1966, e teve sua partida de estreia entre a Desportiva Ferroviária e o América do Rio de Janeiro, jogo vencido pelos cariocas por 3 a 0. Naqueles tempos a capacidade era de cerca de 28.000 torcedores.

O Estádio tem uma parte coberta bem grande e um anel de arquibancada descoberta que envolve todo o campo.

Encontramos uma relação dos jogadores que disputaram a partida da tarde anterior… Resquícios do futebol pré carnaval em terras capixabas…

Pra quem achava que o Espírito Santo não tinha uma cancha forte… Ta aí!

Ficamos satisfeitos pela oportunidade de conhecer esse Estádio e de poder apoiar um dos estados que, na minha opinião, teria que ser muito mais valorizado do que é.

Nesse momento em si, falamos da casa da Desportiva Ferroviária, mas esperamos, dentro da nossa humilde força e alcance, contribuir para o fortalecimento do futebol capixaba.

Vale contar que em 2011, a Desportiva Ferroviária conseguiu adiar o leilão do estádio para pagamento de dívidas acumuladas.

O Engenheiro Araripe recebeu o único jogo oficial da seleção brasileira, no estado do Espírito Santo, em 1996, na vitória contra a Polônia, por 3 a 1.

O estádio foi ainda o local de mando de jogo da Desportiva Ferroviária, no Brasileiro Série B de 1994.
Independente de resultados, a cultura da cidade e região merece seu valor!

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Em busca do Estádio perdido em Cusco!

Nem parece, mas logo vai fazer dois anos desse rolê.
Foi em Novembro de 2011, no meu aniversário, que tive a oportunidade de conhecer um dos lugares mais bonitos e diferentes do mundo. A cidade de Cuzco, no Perú (em quíchua Qosqo ou Qusqu).

Cuzco fica no Vale Sagrado dos Incas, na região dos Andes e tem uma população de 300.000 habitantes, com uma cultura local bastante rica e bem diferente do Brasil. Uma dessas diferenças são as Lhamas que acabaram virando mascote local.

A cidade é a capital da província de Cuzco e é uma cidade muito alta, com mais de 3.400 metros de altitude. Cuzco significa “umbigo”, no idioma quíchua, por ser o mais importante centro administrativo e cultural do Tahuantinsuyu (o Império Inca).

Existem muitas lendas sobre a fundação da cidade e sobre o povo que habitou há séculos o lugar: os incas.

Da história, real e triste, que se sabe é que em 1532, o espanhol Francisco Pizarro, invadiu e saqueou a cidade, acabando com a maior parte da cultura (e das vidas) Inca, como o alfabeto inca.

Vieram as pedras e tijolos e as igrejas cristãs, normalmente construídas sobre as construções incas.

Vale visitar os sítios de arqueologia, como o de Saqsaywaman.

Além de muita cultura histórica, a viagem ajuda a gente a conhecer coisas do dia a dia, como o famoso “Cão peruano” considerado um dos mais estranhos do mundo!

As roupas e feições do povo local, os mais tradicionais, são bastante típicos. Infelizmente, como o turismo é um negócio muito forte para a cidade, qualquer bate papo com a criançada gera pedidos de “PROPINAAAAA”!

As mulheres que vivem em bairros mais distantes vêm até o centro da cidade para vender suas “tramas com fios de Lhama”.

Para os vegetarianos, como a gente, fiquem tranquilos, há muitas opções de comilanças!

Além disso, existe a Chicha, bebida feita com milho, especiarias e que é uma delícia!

Mas, a bebida mais tomada, ao menos nas primeiras horas em que você chega é mesmo o Chá de Coca!

Aos amigos nóias de plantão, não fiquem animados, não dá grandes baratos, só ajuda a aguentar a altitude e evitar a dor de cabeça que pode acabar com o role, não é não, “Mari Legalize”?

Ah, e não se assuste com tonturas, cansaço e até em acordar com o nariz sangrando. Tudo faz parte e não é assim tão ruim.

A cidade é super preparada para receber visitantes. Tem uma rede hoteleira mais que suficiente e diversas atividades para entreter. O ideal é encontrar alguém preparado e com cultura suficiente para te fazer entender o role. E aí está o Ever, que nos ajudou a visitar os lugares mais “escondidos” da cidade!

A cultura inca (ou inka) tenta sobreviver e está presente seja em imagens ou símbolos em quase todos os lugares, como nessa pizzaria!

Os trajes também podem ser vistos pela cidade, em alguns casos mais como “folclore para turista” mas em outros como cultura mesmo.

Essa é a principal praça da cidade.

E aqui, uma foto pra se ver como são as ruas do centro da cidade.

Fizemos ainda um rolê lindo até Machu Pichu, via um trem até o povoado de Águas Calientes e de lá um busão até o parque!

Enfim, tem muita coisa pra se falar sobre a cidade, mas falando de futebol, Cuzco possui dois times: o Cienciano e o Asociación Civil Real Atlético Garcilaso.

Ambos mandam seus jogos no Estádio Inca Garcilaso de la Vega. O pai da Mari fez essas fotos la de cima do morro!

Chegamos no dia do clássico entre Cienciano e Universitário, mas o jogo foi num horário “exótico” e não tivemos tempo de assistir. Acredite, você precisa de algumas horas pra se acostumar e ir ao estádio com sol na cabeça não era a melhor maneira de começar o dia em Cuzco, uma pena…

Mas, no dia seguinte, fomos conhecer o Estádio Inca Garcilaso de la Vega!

Até meu pai foi com a gente nesse rolê!

É engraçado que embora próximo do centro, não tem muito movimento ali nas redondezas…

E deu pra ver que ele tem uma cara bem legal! Um pouco desleixado, mas com alguns grafites bacanas…. Eu gosto de estádio assim!

O Estádio foi inaugurado em 1950, na época com uma capacidade para 22.000 torcedores.

Conseguimos entrar e ver um pouco de perto esse monumento ao futebol peruano, em plena altitude (mais de 3500 metros acima do mar)…

Foi sede da Copa América 2004 e para tal, teve sua capacidade ampliada para 42.000 lugares.

Aos menores de 17 anos, fica o convite…

Aqui, uma vista geral do Estádio!

A arquibancada é o velho e bom cimentão!

Mas é um grande estádio, sem dúvida!

Uma cidade única, com um povo muito interessante e amigável, com um estádio desses! Cenário perfeito!

Fica o nosso tchau (dado pelo meu pai)!

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151- Camisa da Esportiva Santacruzense

A 151ª camisas de futebol do blog representa novamente a força do interior de São Paulo e foi presente do amigo Daniel, que trabalha na Heinz Brasil.
O time defende as cores e a cultura da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, que já tivemos o prazer de visitar e que tem, uma história futebolística muito interessante, remetendo ao início do século XX (maiores informações, podem ser encontradas no excelente site: www.satoprado.com.br).

O time em questão é a Associação Esportiva Santacruzense, fundado em 1935, por funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana.
Sim, mais um time que tem seu coração ligado aos trilhos dos trens que cortam o estado de São Paulo.

Graças a este início “ferroviário”, o time tem o apelido de “Locomotiva“, e seu mascote também nasce dessa história.

De 1935 até o início dos anos 50, o time se concentrou na disputa de campeonatos amadores.
Aqui, uma foto de 1936:

Esse é o time de 1948, em frente à “Maria Fumaça” da época:

Em 1954, fez sua estreia no profissionalismo, disputando o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, e já em 1956, chegou ao vicecampeonato, com o time abaixo:

O time passou alguns anos afastado do profissionalismo, e só retornou, em 1962, na Segunda Divisão (equivalente à atual A3), onde sagrou-se campeão, com o time abaixo.

Com essa conquista, passou a disputar, a segunda divisão.
Encontrei essa foto de um jogo contra a Ferroviária, em 1963:

Ficou na segunda divisão até 1967, quando novamente ficou longe dos gramados. Isso seria uma constante na vida do time.
Esse é o elenco de 1964:

Em 1969, voltou para disputar a Segunda Divisão, mas novamente parou suas atividades, retornando apenas em 1979, na Quinta Divisão estadual.
A década de 80 foi marcada por novas paralisações.
Mas montou times que marcaram a cidade!

Em 86, 88 e 89 disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão.
Em 1991, voltou a disputar as competições oficiais e em 1994 chegou à série A2. 
Mas novamente se licenciou até 2004, quando voltou para a disputa da então chamada série B2.
Em 2010, conseguiu o acesso à série A3.

Em 2011, foi vice campeã da série A3, dando acesso à série A2, onde está até atualmente (2013).
O pessoal do JOGOS PERDIDOS esteve por lá e fez uma bela cobertura, confira aqui!

Em 2013, tive a oportunidade de assistir ao jogo da Esportiva Santacruzense, contra o Santo André, algumas fotos podem ser vistas no link: FOTOS.

O time manda seus jogos no Estádio Leônidas Camarinha.
Estivemos lá e uma das coisas mais legais, é sua entrada estreita, tão comum nos campos do interior antigamente.

A capacidade do Estádio é de mais de 10.000 torcedores.

O estádio foi inaugurado em 1950, com o nome de Estádio Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo.

O jogo inaugural foi entre o Santos e a Santacruzense.
O placar é daqueles bem tradicionais…

O site ainda está em construção, mas é o www.esportivasantacruz.com.br/ . O hino do time pode ser ouvido neste vídeo:

Agora, pra conhecer a torcida tem que topar “quebrar o puleirão“!!!

Para os mais sossegados, pode torcer pra Locomotiva, da laje mesmo…

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Overdose de Santo André!!!

30 de janeiro de 2013.

Terceiro jogo em 7 dias! Pra quem ficou tanto tempo sem ver o time, nada melhor do que uma overdose de futebol!

Jogo ainda sob o clima da tragédia que aconteceu no Rio Grande do Sul, na boate Kiss. Bandeiras a meio pau…

Outro jogo numa quarta feira a tarde, o que prejudica o público… Dessa vez, pouco mais de 500 torcedores estiveram no Estádio Bruno José Daniel.

É mais um jogo do Ramalhão, o time da minha cidade!

 O Santo André fez 1×0 no segundo tempo… Gol de Leandrinho após boa jogada do atacante William. Nesse jogo, levei o meu cachecol do Rayo Vallecano, em homenagem ao time espanhol do bairro de Vallecas e sua torcida!

As duas organizadas tem colorido o Estádio. A que fica na parte central é a Fúria Andreense. A que fica na lateral, levando os tirantes é a Esquadrão Andreense.

Para os andreenses que abandonaram o nosso time, fica nosso convite. Assistir ao Ramalhão é uma festa regional, sem violência, que reúne amigos de diferentes idades. Vale a pena apoiar!

Aqui, a rapaziada da Fúria BDC no pós jogo!

Em campo, o jogo não estava tão difícil, mas o juiz anulou dois gols ramalhinos e ainda encheu o time de cartões amarelos.

Pra piorar, a Santacruzense empatou o jogo…. 1×1.

Um resultado que só atrapalha o time e a volta do torcedor ao estádio…

Mas, como insisto em dizer, o resultado é só um número. Frequentar o Estádio do Santo André é um prazer, que precisa ser experimentado pelos moradores da nossa cidade.

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Portuguesa 2×0 Santo André

Antes de mais nada, vale lembrar que esse é um blog sobre futebol, sobre reunir camisas e histórias de mil times diferentes, mas espero que você não se importe de eu dividir um pouco dessa minha paixão pelo meu time, o Santo André Para quem gostar e quiser ver mais fotos, vale lembrar que eu escrevo também, o blog do torcedor andreense na Globo.com, para ver mais fotos do jogo contra a Portuguesa, basta clicar aqui. Além disso, esse jogo me fez matar saudades do Canindé e de ver jogos da Portuguesa.

Os jogos do Santo André não são marcados por levarem muitos torcedores ao campo, mas temos um número razoável de torcedores, que não deixam de acompanhar o time, entre eles as organizadas, como a Esquadrão Andreense.

A outra organizada, mais antiga é a Fúria Andreense.

Falando em organizada, lá do outro lado, a Leões da Fabulosa faziam a festa para a Lusa. Detalhe para a faixa que durante anos permaneceu de ponta cabeça, agora posicionada corretamente.

Mas a torcida ramalhina também é formada por torcedores autônomos, que não fazem parte das organizadas, mas que gostam de acompanhar o time, e muitos deles foram até o Canindé.

O Estádio do Canindé também fez a parte dele, o gramado está bom, e as arquibancadas mantém um ar romântico, dos anos 70.

Falando um pouco do jogo, o primeiro tempo foi bastante parelho, embora a Lusa tenha tomado a iniciativa a maior parte do tempo.

O Santo André também assustou e soube se portar bem na defesa.

Entretanto, a cara dos torcedores no segundo tempo já deixava mostras que o jogo não seria favorável ao time do ABC.

A mudança feita pelo técnico o Santo André deixou o time mais vulnerável no meio campo e num erro do jogador que entrou no segundo tempo saiu o primeiro gol. Lusa 1×0. O pouco perigo que o Santo André ofereceu no jogo foram nas bolas paradas.

Pra confirmar o mal dia do técnico, em cima do outro jogador que ele colocou (Bruno) saiu o segundo. Aí foi uma questão de tempo até o jogo acabar.

Lá se foram três pontos em uma manhã de domingo. Mas foi um rolê bacana e divertido, mesmo assim.

Destaque para o amigo peruano, hincha do Alianza Lima, que esteve no jogo torcendo pelo Santo André.

Do Canindé, fomos para São Caetano, onde o amigo argentino Tano (de boné, na foto abaixo) torcedor do San Lorenzo, iria se apresentar com sua banda Muerte Lenta!

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