Agora chegou a vez de falar do caçula (e que teve menor trajetória), o Clube de Futebol Boa Vista e o Estádio Municipal Doutor Octávio da Silva Bastos, o “CIC”.
Sim… Eu sei que o Estádio Octávio da Silva Bastos foi usado pelo Palmeiras FC antes do CF Boa Vista, mas como visitamos 3 estádios principais (no fim deste post ainda tem um 4º de brinde), achei melhor mostrar um para cada post.
O Estádio CIC pertence à Prefeitura Municipal e tem capacidade para pouco mais de 11 mil torcedores. Vem com a gente num rolê pra conhecer um pouco mais desse lindo estádio:
O Estádio CIC foi inaugurado em 12 de abril de 1981 em um amistoso entre o Palmeiras FC e o Ginásio Pinhalense, vencido por 2×1 pelos mandantes.
Foi aí que em 2006, o Clube de Futebol Boa Vista Ltda disputou a Série B do Campeonato Paulista Profissional.
E mesmo com um gramado lindo, e um estádio super bem cuidado, o time não decolou e disputou apenas o campeonato de 2006 em São João da Boa Vista, quando terminou na 5ª colocação (fonte da tabela: site Global Sports Archive)…
Mas o Estádio segue por lá, ainda super bem cuidado!
Quantas cidades acabam não disputando o profissionalismo por falta de um estádio em boas condições e vemos São João da Boa vista com 3 lindas canchas!
Olha a arquibancada coberta:
Venha dar uma volta pelo estádio pra sentir o clima de paz e de silêncio…
O fundo do estádio explica o silêncio… Esse é o meio campo:
Aqui, o gol da esquerda:
Aqui, o gol da direita:
Lá do outro lado, existe um outro lindo anel de arquibancada, descoberta.
Na outra lateral também existe essa mesma extensão:
Eu arriscaria que o Estádio Municipal comporta 7 mil torcedores em total segurança…
E, claro que registrei nossa presença por aqui…
Aqui, o corredor que passa atrás da bancada:
Hora de ir embora, mas antes, um olhar imaginando um time de São João da Boa Vista de volta à Bezinha, jogando bem aí…
Antes de terminar, vale registrar o Pratinha Futebol Clube, fundado em 1º de janeiro de 1953, no bairro homônimo, mas que nunca disputou o profissionalismo.
Perante a Liga Sanjoanense de Futebol, a data de fundação do clube ficou constando como 1º de março de 1953. Em 26 de abril de 53, ocorreu a estreia oficial do Pratinha Futebol Clube no Campeonato Extra, contra o Jabaquara, terminando empatado em 2×2. Aqui, uma foto do time de 1960:
Em 55 estreou no Campeonato Amador do Interior:
O Estádio de brinde nesse post é o Estádio Municipal “Clarice Damálio Boratto”, a disposição para o futebol amador local. Aqui, o meio campo:
Como escrevemos uma série de posts sobre o futebol mineiro, por conta do rolê que fizemos pra ver o Ramalhão jogar contra o Athletic Club em São João del Rei (vídeo abaixo), decidi reunir os materiais de outras viagens e manter o foco em Minas Gerais!
Assim, começamos falando sobre Poços de Caldas, cidade que tem importante espaço nas minhas memórias de criança, pelas visitas que lá fizemos em família.
Segundo o Mapa Native Land, antes da chegada dos portugueses o território tinha a oeste os Guaranis e a leste os Puri. Porém, o encontro de duas peças (uma panela e um machado de pedra) indicam que a etnia Cataguaz também esteve pela região, a mesma que ofereceu enorme resistência à bandeira de Lourenço Castanho, até que fossem dizimados.
Poços de Caldas foi fundada em uma região de origem vulcânica, que na verdade é um planalto cercado de montanhas que dão a ideia de ser uma “borda de vulcão”.
O povoado surge graças aos poderes de cura de suas águas termais, divulgados ao mundo no século XIX pelo naturalista francês, August Saint’Hilaire.
No início do século XX, importantes hotéis como o Palace Hotel, Palace Cassino e Thermas Antônio Carlos somaram-se aos cassinos (que seriam proibidos e fechados em 1946) e casas de diversão tornando-se mais um forte atrativo turístico na cidade.
Na páscoa de 2023, retornamos à Poços de Caldas para fazer uma coisa que estava em nossos planos há muito tempo: um bom banho nas Termas Antonio Carlos!!!
Ok, os queijos mineiros também, contaram pontos na hora de decidir o rolê…
Mas como sempre… O futebol fala mais alto e voltamos para rever os dois times que fizeram história na cidade: a AA Caldense e o Poços de Caldas FC (que mudou seu distintivo, como mostra o quadro abaixo):
Assim, começamos nosso rolê visitando apenas externamente já que mais uma vez o clube não permitiu que a gente entrasse para registrarmos a parte interna do clube. (Pô, alguém podia dar uma força pra gente. em uma próxima visita…)
O futebol chegou a Poços de Caldas em 1904 com Paulino de Souza. Nestas décadas iniciais do século XX, surgiram também os primeiros times da cidade, entre eles o Internacional FC, do qual alguns atletas e dirigentes participaram do nascimento da Associação Atlética Caldense, em 1925 (a data de 7 de setembro foi definida anos depois como data de celebração).
Os primeiros jogos foram realizados no antigo campo da Internacional FC, onde hoje é o jardim da fonte luminosa. Na sequência, a Caldense passou a mandar seus jogos no campo do “Chalé Procópio” (um brejão, na época), que pertencia à família do Coronel Cristiano Osório. Anos mais tarde, o coronel doou o terreno para a Caldense e assim nascia o Estádio Coronel Cristiano Osório, que com o tempo, ganhou melhorias, arquibancadas (já nos anos 30) e um sistema de iluminação. Foto de 1974:
Com a inauguração do Estádio Municipal em 1979, o campo da Associação Atlética Caldense foi desativado e em seu lugar foram construídas novas estruturas para o clube, que desde 1962 já estava sediado na área do estádio. Como disse, estivemos na linda sede da AA Caldense
É sempre bacana ver um brasão na parede como o que eles tem lá!
E aí alguns dos produtos que o time tem disponível para venda aos torcedores:
Em frente à sede do clube existe uma linda estátua em homenagem ao jogador Mauro Ramos de Oliveira.
Ainda que a sede social seja muito bonita e muito movimentada, quem viveu a época mais antiga, guarda muitas saudades das bancadas lotadas do Estádio Coronel Osório.
Até porque foi no Estádio Coronel Cristiano Osório que a AA Caldense fez sua estreia na chamada “Primeira Divisão de Profissionais” (o 2º nível do futebol estadual). Dê uma olhada no fantástico site da RSSSF Brasil e veja como foi o campeonato.
A AA Caldense ficou fora das disputas profissionais até 1967, quando novamente disputou o Campeonato Mineiro 1967 – Primeira Divisão de Profissionais (o segundo nível do futebol), classificando-se em 1º lugar no seu grupo:
Na segunda fase, acabou desclassificada no triangular:
O time manteve-se nesta divisão até 1969, quando o time sobe para a primeira divisão do futebol mineiro ao lado do Flamengo de Varginha.
De 1970 a 2007, a AA Caldense manteve-se na primeira divisão, com exceção de 1985 quando jogou a segunda divisão após uma fraca campanha de 1984. Destaque importantíssimo para o ano de 2002, quando uma campanha inesquecível fez a Caldense campeã mineira!
Em 2007, caiu para a segunda divisão, o “Módulo II“. Já no ano seguinte, terminou em 3º lugar, o que não garantiu o retorno à elite, que ficou para 2009, com o vice campeonato do Módulo II.
Desde então a AA Caldense vinha se mantendo na elite, mas em 2023, nova queda para o Módulo II.
O outro time da cidade, tem uma história mais recente: trata-se do Poços de Caldas FC, fundado em 1 de junho de 2007.
O clube ficou conhecido como Vulcão, e teve um início “explosivo” kkkk. Fez sua estreia no profissionalismo em 7 de setembro de 2007, contra o Santarritense, pela Segunda Divisão, o terceiro nível do Campeonato Mineiro de Futebol.
O Vulcão terminou em terceiro lugar geral e graças à desistências de alguns times, subiu para o Módulo II.
Em 2010, estivemos por lá acompanhando uma partida já que o time era treinado pelo ídolo e amigo Sandro Gaúcho e o Poços de Caldas FC terminou em 3° lugar no Módulo II, batendo na trave do acesso à Primeira Divisão!
Após passar por uma crise financeira, a equipe encerrou as suas atividades em 2013.
Voltou ao profissionalismo em 2017, mas dívidas com a Federação Mineira impediram a participação no estadual de 2018, e assim, somente em 2020 o clube voltou à Segunda Divisão.
Aqui, o time de 2021:
Olha quando estivemos no Estádio Municipal Doutor Ronaldo Junqueira em 2010:
Inaugurado em 4 de setembro de 1978, num amistoso entre a AA Caldense e o Corinthians, frente a mais de 11 mil torcedores. Olha que linda matéria lembrando da estreia:
Agora, em 2023, é hora de voltar ao Estádio e dar uma passeada pra ver como está…
Fuçando alguns espaços do estádio encontrei a bandeira de escanteio, com a simbologia da Federação Mineira.
A arquibancada descoberta do Estádio Dr Ronaldo Junqueira é linda e está toda colorida!
As cadeiras cobertas também parecem ter recebido uma pintura recente!
E aí estamos nós no lugar mais cobiçado por todos os times: o gol!
O outro gol, tem a serra de São Domingos como enquadramento… Lindo, não?
Olha lá o placar mostrando ainda o último jogo pelo Campeonato Mineiro de 2023 contra o Democrata de Sete Lagoas:
Começam também a surgir alguns prédios ao seu redor…
Vamos dar um rolê pelo estádio?
Pena que o tempo estava um pouco encoberto…
Mas ainda assim é sempre uma honra estar em um lugar desses.
Espero voltar pra pegar um jogo da Caldense por aqui um dia, como já fizemos no passado com o “Vulcão”, o Poços de Caldas FC.
23 de julho de 2023. É dia de tudo ou nada para o EC Santo André. Estando na zona de classificação, um ponto à frente do 5º colocado (o Vitória FC do Espírito Santo) bastava vencer o jogo em casa para passar ao mata mata.
Assim, mesmo com muitas críticas ao time atual, parte da torcida, encabeçada pela Fúria Andreense decidiu fazer uma recepção para o time, o que levou algumas dezenas de torcedores ao estádio 3 horas antes da partida.
Isso significa que muitos nem almoçaram pra estar aí embaixo de um sol escaldante em pleno inverno para demonstrar seu apoio a um time que infelizmente não deslanchou.
Rojões, fumaças, bandeiras… É o amor por um time, por uma cidade materializado em cores e sons…
Não faltou carinho nem dedicação por aqueles que realmente amam o time e sabem da importância da classificação para uma fase decisiva! Aliás, a torcida acompanhou o time em TODAS as partidas, dentro ou fora de casa…
Até porque todo mundo ali vivia uma certa ilusão criada em cada mente, em cada coração, onde sairíamos dali para o mata-mata, provavelmente nos obrigando a viajar até o Distrito Federal para acompanhar a sequência do campeonato…
O time demorou pra chegar… Já era mais de 13h30 quando finalmente o ônibus apontou para a festa da torcida local:
Mesmo com o time já dentro do estádio, ainda demorou pra torcida desistir de gritar reforçando aquilo que nunca faltou: apoio incondicional.
Torcer não é lógico. Muitos reclamaram do time. Do treinador. Da diretoria. Muitos reclamaram dos péssimos resultados mesmo quando viajamos centenas de kms para acompanhar o time… Mas estávamos todos ali para apoiar, para nos permitir sonhar…
Times em campo, é hora da decisão para o EC Santo André!!!
O jogo começou com forte pressão do time local frente o Democrata, que soube sofrer e se segurar…
A faixa ainda mostrava o sentimento da torcida local: EU ACREDITO!
O primeiro contra ataque já causou susto na torcida local: gol dos visitantes anulado pela arbitragem….
A tensão domina a bancada ramalhina…
Vale ressaltar a fibra que manteve o pessoal da Fúria Andreense, desde as 12hs gritando sem parar….
A Esquadrão, embora não tenha comparecido à recepção do time, também apoiou durante o jogo.
Olha aí a dupla: Valter & Gó!
Aos 28 do segundo tempo: festa na bancada local. Guilherme Liberato faz 1×0 pro Ramalhão. Mas aos 37, em uma jogada azarada, Matheus Néris levou o segundo amarelo e acabou expulso. Pra piorar… Na sequência da falta, o Democrata empata e decreta a eliminação do Santo André…
Fim de jogo… As bancadas e corações estão vazios…
Fecham-se as portas e termina o campeonato brasileiro para o Ramalhão… Não há palavras pra explicar o sentimento dos cerca de mil torcedores que acompanharam atônitos o fim da partida. É muito difícil explicar a dor pra quem não vive o dia a dia de um time como o Santo André… Ficam os bons sentimentos ao lado dos amigos de bancada, misturados ao amargor da eliminação…
Cesário Lange é uma cidade que tem se destacado em relação ao turismo graças ao Castelo Park inaugurado em 2014, e que aos poucos vai se transformando em um passeio bem legal por estar próximo de importantes cidades como Sorocaba, Itu e mesmo do ABC e da capital.
Originalmente, era provável que povos kaingangs “coroados” vivessem ali, já que se espalhavam pelo oeste paulista até chegar ao atual Mato Grosso do Sul. Pela proximidade com a região da capital, talvez existissem também tupinikins e outros povos…
A partir do século XVII a região recebe a presença dos primeiros portugueses e nos séculos seguintes, por meio das bandeiras em busca de minérios e até mesmo de indígenas, essa presença passa a ser mais forte até que por volta de 1872, algumas famílias passam a ocupar as terras e iniciam um núcleo de povoamento, que seria conhecido como “Passa Três”.
Vale ler o incrível livro de Darci Ribeiro, pra se aprofundar mais sobre o tema!
Em 1880, surge uma capela em homenagem à Santa Cruz. Em 1908, são elevados a Distrito de Paz “Cesário Lange” e a município, em 1959.
E lá fomos nós conhecer a cidade, comer um hambúrguer vegetariano no Rota 79!
Também foi bacana acordar cedo pra ver o sol nascer e pintar de rosa o céu de Cesário Lange.
Por essas e outras, é fácil gostar da visita à cidade!
Pelo menos valeu pra comemorar o aniversário do Bia!
Mas, sendo um passeio de família, não podíamos deixar de visitar o… Estádio Municipal João Cassemiro de Campos!
O Estádio nunca recebeu nenhuma partida por competições oficiais, mas tem uma estrutura de fazer inveja a muitos times profissionais! Olha que arquibancada coberta mais bonita!
Pra quem quer conhecer o campo, veja o gol do lado direito:
O gol do lado esquerdo:
E o meio campo, com direito a um alô do seo Osvaldo ali:
Vamos dar aquele tradicional rolê pra você conhecer melhor mais um templo do futebol:
É estranho imaginar que o futebol profissional ainda não estreou esse lindo campo, fica a sensação de que ainda existe algo a ser feito…
Quem sabe algum dos times amadores não cheguem a esse feito…. Ou mesmo alguma empresa não queira apoiar uma iniciativa dessa?
Ou… E se o Departamento Municipal de Esportes não crie condições para ver a cidade no mínimo receber uma edição da Copa São Paulo?
É… Talvez a capacidade do Estádio precise ser um pouco aumentada…
Mas… Aí estamos! Em mais um campo que faz a diferença para a cidade e quem sabe o que pode. servir no futuro?
Aí está a estrela principal: o gol!
Gramado natural, aparentando muita vida, é a força da natureza!
Aparentemente, temo um sistema de iluminação que garante partidas noturnas!
E linda a arquibancada não?
O futebol local, mesmo que ainda limitado ao amadorismo, tem grande força junto aos cidadãos, tendo um dos seus representantes o Ipiranga FC, fundado em 1999 e que homenageia um antigo time homônimo da cidade.
Outro time que tem destaque em dias atuais é o Passa Três FC, que homenageia o antigo nome da cidade!
E por fim, dois times que tem feito sucesso nas competições atuais: a Associação Atlética Alvorada.
Quarta feira, 19 de julho de 2023. O tempo não para, até parece acelerado, e quando menos percebemos o futebol nos traz mais uma daquelas oportunidades de vivenciar momentos históricos: um dérbi, o mais tradicional do Grande ABC, válido pela Copa Paulista 2023!
Hora de levar as emoções a flor da pele, independente da fase, da competição ou mesmo do – esdrúxulo – horário. É um clássico e ambos os lados querem vencer de qualquer jeito!
A presença da torcida visitante faz a rivalidade aumentar ainda mais!
Uma pena que o futebol atual e todas as características e circunstâncias que o envolvem tenham diminuído o interesse e a presença do público em um embate tão sensacional como esse!
Mas a agitação está no ar!
Nossa turma de sempre, presente mais uma vez!
Sinta um pouco do jogo:
Em campo, um primeiro tempo corrido e muito disputado. Os jogadores, mesmo muito jovens, entenderam a importância deste jogo específico.
E as torcidas seguem tentando dominar as bancadas com seus cantos:
É sempre bom poder ver a presença de quem acompanha o clássico há tanto tempo… Desde os tempos de Santo André x SAAD…
Mas pra quem acha que a torcida não tem se renovado, ouve aí…
O EC Santo André abriu o placar para a alegria da torcida local! Aos 16 minutos do segundo tempo, gol de Alexiel, nosso atacante vindo da base.
Festa na nossa bancada!
Em campo, toda atenção era pouca…
Mas aos 23 minutos, o São Caetano chegou ao empate com um voleio de Matheus, após cobrança de escanteio… Festa para os visitantes!
O time do Santo André tentou, mas não teve forças para desempatar o jogo.
A 201ª camisa de futebol do nosso blog vêm de um time que já acompanhamos por várias vezes: o Clube Atlético Juventus.
Por favor, nunca cometa o erro de chamar “o” Juventus de “a” Juventus. “O” é da Mooca e “a” é de Turim.
O CA Juventus foi fundado em 20 de abril de 1924 por imigrantes italianos que trabalhavam na Cotonifício Rodolfo Crespi, uma fábrica de tecidos que viveu intensamente a greve geral de 1917, muito graças à Liga Operária da Mooca que difundiu a ideia da paralisação, concretizando o movimento.
Até pouco tempo, o prédio abrigava um supermercado Extra, mas a rede acabou fechando suas portas no Brasil e agora é um mercado Assaí.
O time nasceu sob o nome de Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube com jogadores dos times Extra São Paulo FC e Cavalheiro Crespi FC formados na mesma fábrica. Distintivos vindos direto do site Escudos Gino:
O CR Crespi FC disputou as divisões intermediárias da APEA e em 1929, conquistou o campeonato da Primeira Divisão, equivalente ao segundo nível do campeonato. A matéria abaixo foi encontrada pelo Hamílton do site Manto Juventino.
Em 19 de fevereiro de 1930, o time adota uma sugestão do Conde Crespi e passa a se chamar “Clube Atlético Juventus“.
Teve uma estreia interessante na Divisão Principal da APEA em 1930, terminando na 10ª colocação, ganhando seu apelido (Moleque Travesso) ao vencer o Corinthians fora de casa por 2×1.
Destaque também para o Campeonato da APEA de 1932, onde conquistou a 3ª colocação.
Em 1933, o Juventus se licencia da APEA e passa a disputar o campeonato da Federação Paulista de Futebol com o nome de Clube Atlético Fiorentino, .
E não é que o time acaba campeão paulista pela Federação Paulista de Futebol em 1934?
O CA Fiorentino ainda bateu a Ferroviária de Pindamonhangaba, campeã amadora do interior, e se tornou campeão amador unificado da FPF.
O time volta a jogar como Juventus e nos anos 40, destaque para o campeonato de 1943, quando terminou em quarto lugar.
Em 1949, Crespi afastou-se da diretoria do Juventus, colocando fim a duas décadas da sua família no comando do clube.
Em 1953, o clube conquistou o Torneio Interestadual Jânio Quadros, competição que também reuniu Bonsucesso, Portuguesa Santista e Ypiranga e ainda realizou uma excursão à Europa jogando na, então, Iugoslávia, Espanha, Suiça, Itália, Suécia, Alemanha, entre outros.
Em 1954, o clube foi rebaixado pela primeira vez, mas uma manobra da FPF, fez o clube ser promovido através de convite da federação à divisão principal em 1956.
Em 1963, terminou na quinta colocação.
Em 1982, fez um ótimo campeonato paulista, terminando a 1ª fase em 4º lugar.
No segundo turno, o Juventus termina em 7º:
A campanha no Paulista garantiu uma vaga na elite do Campeonato Brasileiro de 1983, da qual acabou eliminado ainda na primeira fase. Mas o regulamento daquele ano levou o time às oitavas de final da Taça de Prata. Assim, o Juventus eliminou Itumbiara, Galícia e Joinville, chegando à final contra o CSA, perdendo por 3×1, em Alagoas, ganhando de 3×0 na Fazendinha (campo do Corinthians) e 1×0 no jogo desempate também no estádio corintiano. O Juventus era campeão brasileiro da segunda divisão!
Em 1986, nova campanha de destaque no Campeonato Paulista: 5ª colocação!
Nos anos seguintes, o Juventus teve campanhas fracas, até que em 1993 acabou rebaixado para a Série A2. A volta para a série A1 se deu no ano seguinte, sendo vice campeão da A2-1994.
De volta à série A1, foram mais três campanhas fracas, mas em 1997 conquistou o vice-campeonato da Série C, subindo para à Série B de 1998. Infelizmente em 98 foi rebaixado na série B do Brasileiro e no Paulista da série A1.
O time voltaria ao Paulistão em 2002, graças a uma mudança na disputa (os grandes disputaram o Rio-SP e abriram novas vagas para o campeonato) e terminou em 4º lugar. Em 2004, o clube foi novamente rebaixado para a Série A2. Em 2005, a torcida grená teve um motivo para festejar, após o clube se sagrar campeão da Série A2 na final contra o Noroeste, retornando à elite do futebol paulista.
Em 2007, o time daria um título incrível à sua torcida: campeão da Copa Paulista. Relembre com a incrível Rede Vida como foi:
Em 2008, o time volta à série A2 e em 2009…. o pior momento do time: a queda para a série A3… Teve que disputar as edições de 2010 a 2012 para voltar à A2.
Desde então, o time vem passando por altos e baixos: voltou pra A3 ao terminar a A2 de 2013 em último lugar. A volta à A2 se deu apenas no Campeonato de 2016, onde se mantém até 2023.
Antes de terminar, vale relembrar a história do seu incrível estádio: o campo da Rua Javari, ou oficialmente o Estádio Conde Rodolfo Crespi.
Sua inauguração ocorreu em 10 de novembro de 1929 com um amistoso contra a Roma, vencida por 2×1 pelos italianos.
Em 1941, um amistoso contra o Corinthians levou nada menos que 15 mil torcedores à Javari!! (vitória dos visitantes por 3×1.
Última, mas importante citação, é em relação às duas torcidas do time: a Ju Jovem, fundada em 1981, e que tinha como representante, o inesquecível Sérgio Mangiullo (foto do museu do futebol), que faleceu em 2013 (10 anos já…).
A outra torcida do Juventus é a Setor 2, uma Barra que há anos vem fazendo a festa atrás do gol da rua Javari, cola lá pra conferir!
Sábado, 15 de julho de 2023. Depois de termos acompanhado o Ramalhão pela série D no Rio de Janeiro e em Minas Gerais é hora de ver o time no Espírito Santo, em um jogo decisivo contra o Vitória FC!!!
Quem disse que não ia dar pra misturar um pouco de praia e futebol no mesmo rolê?
Eu sou fã da cidade, das praias e do futebol de Vitória-ES! É um passeio divertido, cheio de oportunidades e até que barato, mesmo indo de avião.
O Estádio a ser registrado hoje é o Estádio Salvador Venâncio da Costa, o Ninho da Águia!
Aí os amigos Gabriel e Gabriela, figuras mais que carimbadas nos jogos do Santo André, hoje, o Gabriel é o torcedor 100% nas partidas (em casa e fora) do ano!
Foi bom poder rever o amigo Marcos lá do Espírito Santo (da cidade de Serra) que esteve aqui em Santo André conosco e agora recebe nossa visita!
Ingresso em mãos, vamos ao campo!
Como a entrada dos visitantes estava fechada, pudemos conhecer um pouco da torcida do Vitória FC que nos recebeu muito bem! Venha conosco dar um rolê pelo Estádio!
Vale reforçar que embora já tenhamos visitado Vitória por várias vezes, esta é a primeira vez que conseguimos assistir a uma partida na cidade e no estado do Espírito Santo.
E que bom que ainda existem momentos em que podemos andar no meio da torcida adversária sem ter nenhum tipo de problema.
Aliás, pra quem critica as torcidas organizadas, elas tiveram papel decisivo nesse clima amistoso no estádio! Aí, o pessoal da Torcida Sangue Azul que representou nas bancadas locais!
Foi bom ver que o futebol capixaba parece estar no mínimo se renovando, já que muita gente desmerece o próprio estado e ainda adota times de outros lugares.
Pode se dizer que o Estádio Salvador Costa, embora tenha uma capacidade limitada, atende muito bem ao torcedor. E nesse jogo decisivo, embora estivesse do lado visitante, pude ver uma verdadeira festa na bancada local!
O Estádio Salvador Venâncio da Costa é conhecido como o “Ninho da Águia” e fica no bairro de Bento Ferreira, próximo ao centro da cidade.
A capacidade atual é cerca de 3 mil torcedores, mas quando foi inaugurado, em 1967, tinha capacidade para 5 mil pessoas.
Essa série D é um programa muito legal pra quem gosta de conversar sobre futebol com torcedores que não vivenciam a mesma realidade local que estamos acostumados. Muita gente ainda lembra e comentou comigo da Copa do Brasil de 2004!
O nome do Estádio é uma homenagem ao presidente do clube, responsável pela construção do estádio. Antes dele, o Vitória FC jogava no Estádio Governador Bley, em Jucutuquara
Aqui, a arquibancada ainda estava um pouco vazia, pois a partida ainda não havia começado, mas é bacana pra você ter uma ideia do espaço:
A inauguração do Estádio Salvador Costa foi em 2 de abril de 1967, com o amistoso Vitória 0 x 1 Botafogo-RJ. E hoje, aí estamos nós fazendo parte dessa história!
Aos poucos forma chegando mais torcedores e foi se criando um clima de decisão, como era esperado (e até desejado) por todos que gostam do futebol!
Times perfilados e é hora do jogo começar!
Bom, falando um pouco do nosso lado da bancada, as torcidas organizadas do Santo André também se fizeram presente: Esquadrão, Fúria e Ramalhão Chopp!
Olha aí o goleiro Ramalhin, Junior Beliatto!
Aqui, o atacante Rodrigo Carioca, que tem feito boas atuações pelo Ramalhão.
O Santo André terminou o primeiro tempo em cima do time local, o que deu grande esperança à torcida visitante.
Mas no segundo tempo, a torcida local botou pressão no alambrado!
Do nosso lado, muitos nos perguntavam se realmente a gente veio de Santo André só pra ver o jogo hehehehe.
Ficamos bem próximos do nosso banco de reservas.
O Santo André abriu o placar e virou o primeiro tempo assim.
Mas o estádio estava empolgado e no segundo tempo, um gol de penalty colocou fogo no jogo!
A festa da torcida local não parou por aí… O Vitória fez 2, depois 3×1!!
Saudações ao amigo Doug e o lindo trabalho que está fazendo de recordação do passado das torcidas do Santo André via o .ACERVO 1967
Segura o cara!!!
Bacana ver que as torcidas organizadas de Santo André e Vitória se respeitaram bastante!
Até o pessoal da Pantera Cor de Raça (do Democratas-MG) apareceu por lá!
Ao término do jogo, os portões do campo foram abertos e deu pra caminhar pelo gramado e sentir de perto a emoção da série D.
Aproveitei pra tirar uma foto com o Ney Barreto, técnico do Vitória FC, um novo nome para o futebol!
Fica o abraço pra amigo Leidimar, torcedor do Vitória!!
Se todo carnaval tem seu fim, por que com corpus christi não o teria? Bem vindo ao último post sobre o rolê de junho de 2023 em MG. O feriado começou com um jogão pela série D: Athletic Clube 4×2 Santo André que nos permitiu conhecer e registrar o Estádio Joaquim Portugal:
Para que nossa viagem de volta não ficasse tão longa, decidimos dormir em Lavras, ainda em Minas Gerais, mas bem perto da conhecida estrada Fernão Dias. Assim pudemos conhecer um pouco sobre o riquíssimo futebol da cidade, ilustrado neste post pelos 5 principais times de Lavras!
Segundo o mapa “Native Land“, o território ocupado atualmente pela cidade encontrava-se já entre as terras dos Puris (na ilustração abaixo) a nordeste e a dos Guaranis a sudoeste, na época da chegada dos portugueses, os Cataguás (povo não tupi e do qual não se tem nenhuma ilustração sequer) estavam por ali e impuseram muita resistência aos invasores. O bandeirante Lourenço Castanho Taques é apontado como responsável pelo genocídio dos Cataguás.
O local passou a ser chamado de Colina do Pouso do Funil, por conta de uma cachoeira que parecia um funil e por acreditarem que ali existia ouro, logo chegou uma primeira leva de moradores ao arraial, que em 1813 foi elevado à categoria de freguesia. Chega à condição de vila, em 1831, e à cidade, em 1868, quando se altera seu nome de “Lavras do Funil” para “Lavras”. Segundo o Censo do IBGE de 2022, 104.761 pessoas vivem na bela e preservada cidade de Lavras! Recomendo o livro digital História de Lavras do pesquisador, professor e historiador Geovani Németh Torres.
A história do futebol na cidade se origina com o Lavras Sport Club, fundado em 13 de agosto de 1913.
O futebol reflete o novo momento na cidade, onde a energia elétrica substituía os antigos lampiões, surgiam os primeiros telefones e a ferrovia funcionava como a Internet, trazendo as novidades até a estação de Lavras Oeste, aberta em 1895, como parada da Estrada de Ferro Oeste de Minas. A foto abaixo, de 1930 é do incrível site Estações Ferroviárias
O Lavras Sport Club foi criado pelos alunos do Instituto Presbiteriano Gammon, instituição responsável pela chegada da primeira bola à cidade.
Logo surge um rival: o Hymalaia SC, também formado por alunos do Gammon e o derbi entre eles fazia barulho na cidade! Na década de 20, o “Moreno Esporte Clube” incluiu os negros no futebol local. Mas é o Lavras Sport Club que passa a se destacar e disputar amistosos e torneios contra times da região como o Athletic Club de São João del Rei. O Lavras SC manteve-se todo o tempo como amador, e em 5 de setembro de 1937, funde-se com a Associação Olímpica de Lavras, criada em 20 de julho daquele ano.
A Associação Olímpica herda do Lavras SC, o Estádio Ruy Moraes de Lemos, construído em 1916, com recursos antes destinados ao Tiro de Guerra, mas que com o fim da 1ª Guerra, ganharam melhor uso.
Aqui, uma foto antiga que mostra a identificação do Estádio Ruy Moraes de Lemos.
E lá fomos nós conhecer o campo da Associação Olímpica!
O Estádio tem muita história e foi a casa de alguns amistosos inesquecíveis, como o do dia 8 de maio de 1949, em 1×1 contra a seleção da Colômbia, ou contra o Flamengo em 1958.
Mas a Associação Olímpia de Lavras também usou o Estádio Ruy Moraes de Lemos no futebol profissional, onde estreou em 1968, na 2ª Divisão do Campeonato Mineiro (fonte da tabela: RSSSF Brasil):
Na final da região, acabou desclassificada:
Alguns registros do time sem a data especificada:
Não encontrei outras participações em campeonatos oficiais, mas essa foto registra a inauguração dos refletores do estádio em 1972:
Depois do hiato, em 1984 a Associação Olímpica volta a disputar o Módulo II do Campeonato Mineiro (fonte da tabela: site da RSSSF Brasil),
Uma vitória a mais teria levado o time de volta ao módulo II…
Não disputa a competição em 1990, e em 1991, não descobri o motivo, volta ao Módulo II para uma última participação nos campeonatos oficiais da Federação Mineira:
E desde então, até onde pesquisei, a Associação Olímpica de Lavras não disputou mais o profissionalismo, mas segue jogando no lindo Estádio Ruy Moraes de Lemos!
Dê mais uma olhada e sinta o clima do Estádio:
Aqui, uma vista do meio campo:
O gol da direita:
O gol da esquerda:
Enquanto estivemos no estádio, rolava uma pelada entre a galera local:
Atrás do gol da esquerda existe mais um pequeno lance de arquibancada:
Esse lance praticamente se encontra com o lance lateral de onde estou fazendo estas imagens:
Lá do outro lado, o quase centenário distintivo da Associação Olímpica de Lavras!
Lá no Estádio haviam camisas sendo vendidas:
Existe ainda um clube social com piscinas e outros equipamentos ali ao lado do campo. Agradeço ao pessoal que nos recebeu lá Estádio e torço para que a história da Associação Olímpica de Lavras tenha muito futuro!
Mas, entre o Lavras SC e o surgimento da Associação Olímpica de Lavras, houve um outro time, fundado em 2 de setembro de 1932 e que também ousou alçar vôos no futebol profissional: o Fabril Esporte Clube!
O Fabril Esporte Clube teve origem ligada à Cia Fabril Mineira, fundada por Juventino Dias, que no futuro daria nome ao Estádio do time.
O time nasceu com uma grande vantagem: a Companhia Fabril Mineira construiu o Estádio Coronel Juventino Dias para receber seus jogos! E lá fomos nós registrar o lugar onde o Fabril EC mandou seus jogos.
Olha aí as bilheterias do Estádio:
Com o fim da Cia Fabril, o Estádio acabou indo para as mãos da Prefeitura, tornando-se o Estádio Municipal de Lavras, servindo não só ao Fabril EC, mas para novos times como o Lavras FC e também ao futebol amador da cidade.
E agora é hora de conhecer a parte interna deste Estádio!
Aos 16 anos, Pelé chegou a jogar pelo Santos FC contra o Fabril Esporte Clube, em 1957, neste estádio:
E hoje ele segue aberto à população e ao futebol amador local!
A capacidade atual do Estádio Municipal Coronel Juventino Dias é de cerca de 5 mil torcedores:
Aqui o meio campo, onde pode-se ver ao fundo, uma linda arquibancada cinza.
Aqui, o gol da direita:
E o gol da esquerda:
E pra nós… só alegria em estar em mais um estádio com tanta história.
Depois de um início marcado por partidas amistosas, o Fabril EC passa a disputar taças e competições regionais, principalmente a partir da década de 1940, quando se cria a Liga Esportiva de Desporto de Lavras (LEDL).
Em 1953, é criada a Liga Esportiva de Lavras (LEL), reunindo às equipes da cidade outros times da região. Esse foi o time daquele ano:
A partir dos anos 60, o time passa a disputar o Campeonato Mineiro Profissional, estreando em 1968, na divisão de acesso, o segundo nível do futebol mineiro.
Olha como ficava cheio o campo em dias de derbi entre o Fabril EC e a Associação Olímpica de Lavras.
Novamente disputou a divisão de acesso em 1969, mas depois passou mais de 10 anos licenciado.
Aqui, o time de 1975 que não disputou o profissionalismo mas manteve o futebol em atividade em competições amadoras:
O Fabril EC volta à ativa em 1981, classificando-se em 2º lugar para a fase final do campeonato:
O time termina em 5º lugar no campeonato.
Na edição de 1982 do Módulo II, o time vai ainda melhor, classificando-se para a fase final, onde terminou em 3º lugar, a um ponto do acesso para a festa da sua apaixonada torcida!
Não descobri o motivo, mas o time não disputa a edição de 1983, voltando em 1984 para uma campanha em 3 fases. Aqui, a primeira:
A segunda fase:
E o quadrangular final:
Com os resultados, o time sagrou-se campeão do Módulo II, o segundo nível do futebol mineiro de 1984:
E assim, o time faz sua estreia na primeira divisão de 1985, terminando em 11º lugar.
Em 1986, um baita campeonato! Os vencedores dos turnos mais os dois melhores classificados no geral disputariam o Quadrangular Final, mas o Atlético MG venceu os dois turnos e sagrou-se campeão. O Fabril EC terminou na 5ª colocação!
O Fabril EC disputou a primeira divisão até 1991, quando acabou rebaixado. Mas vale destacar a incrível campanha de 1988, quando terminou em 3º lugar, sendo ainda Campeão do interior.
Em 1988 disputou também a série C do Campeonato Brasileiro e logo de cara, caiu no grupo do Campeão: o União São João de Araras, acabando eliminado na 1ª fase:
Olha a partida contra o União:
Depois do rebaixamento, o Fabril EC disputou o Módulo II em 1991 e 92, licenciando-se em 1993. Em 1994 retorna, mas agora disputa o terceiro nível do futebol mineiro. Novamente abandona as competições retornando em 97, quando faz uma boa campanha e volta ao Módulo II, disputando os campeonatos de 98 até 2001, quando volta para a Terceira Divisão. Veja a tabela final de 1997, quando sagrou-se vice-campeão:
Disputa seus últimos campeonatos entre 2002 e 2009, quando é registrada sua última participação no terceiro nível do futebol mineiro, terminando em último lugar…
Atualmente, o Estádio Coronel Juventino Dias foi interditado para jogos oficiais, e por isso o time tem batalhado para construir um novo estádio e assim retornar às disputas profissionais:
O quarto time que chamou nossa atenção nesta visita à Lavras foi a Associação Atlética Ferroviária de Lavras, fundada em 1º de maio de 1944.
A ideia era criar um clube capaz de reunir os ferroviários e suas famílias e naturalmente, mais uma vez futebol e trilhos se interligaram:
Sua sede foi inaugurada em 24 de fevereiro de 1957.
Em 2010, as meninas do clube fizeram história ao disputar o Campeonato Mineiro Feminino e por isso fomos lá conhecer e registrar seu Estádio.
Aqui, o meio campo, onde pode se ver dois lances de arquibancada:
O gol da esquerda, com os toboáguas ao fundo:
O gol da direita:
Não lembro de ter visto arquibancadas construídas literalmente em cima dos vestiários como estas:
Há também um pequeno anel de lugares na lateral do campo:
Antes de irmos embora, vale o registro do mais novo clube da cidade, o Lavras Futebol Clube, fundado em 20 de janeiro de 2009.
O time se filiou-se à Federação Mineira de Futebol em seu ano de estreia e disputou a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro (3º nível), terminando em 5º lugar, mas nunca mais disputou nenhuma competição oficial.
O Lavras FC manda seus jogos no estádio Ruy Moraes de Lemos, da Associação Olímpica de Lavras e também no Estádio Municipal.
E é torcendo para que a cidade volta ao profissionalismo que nos despedimos desse rolê por Minas Gerais!
Sábado, 8 de julho de 2023. O EC Santo André encontra-se extremamente pressionado após uma série de partidas sem vitória pela série D e pela copa Paulista. Hoje, o time precisava vencer de qualquer maneira. E venceu!
Teve até fila pra entrar… Mas foi só coincidência da galera chegar ao mesmo tempo, infelizmente o público não chegou a mil torcedores.
Pegue o seu ingresso e não tente entender o que motiva nossa torcida a seguir acreditando…
Times em campo. O Nova Iguaçu mostra porque é conhecido como a Laranja Mecânica: seu lindo uniforme!
Começa o jogo e a torcida do Ramalhão só pode apoiar e aguardar.
Bola rolando! Infelizmente a torcida visitante não compareceu, o que faz o jogo perder em brilho. Futebol sem torcida é menos legal…
O time do Santo André, diferente dos jogos anteriores, se coloca mais a frente e arrisca chutes de fora da área, um ponto bastante cobrado pelos torcedores em geral.
Dê um alô pro pessoal da TUDA!
Olha o bandeirão da Fúria subindo!!
E vem aí a nova geração de torcedores apaixonados pelo Ramalhão!
O jogo segue com maior domínio do Ramalhão, sem sofrer pressão do adversário como ocorreu nos jogos anteriores.
Aos 37 do primeiro tempo o atacante Alexiel abriu o placar para a festa dos donos da casa: EC Santo André 1×0!
Intervalo de jogo é hora de assistir o jogo lá do outro lado, próximo do pessoal da Esquadrão Andreense.
Aos 15 do segundo tempo, Rodrigo Carioca fechou o placar: EC Santo André 2×0!
Confira os gols:
Daí foi só deixar o tempo passar, segurando-se nos contra ataques. O Santo André não só voltou a vencer como aproximou-se ainda mais da sua vaga para o mata-mata da próxima fase.
Vale a pena curtir um “pós jogo” com os jogadores estando ali próximos da torcida!