Nem bem coloquei as malas em casa (voltando das férias em Fortaleza) e já me dirigi ao primeiro jogo do ano, no tradicional Estádio Municipal Bruno José Daniel, para assistir à estreia do Ramalhinho na Copinha, e o time veio assim pro jogo
E assim é dada a largada para o ano de 2023!
As organizadas do Ramalhão estão presentes sempre! Aí o detalhe do pessoal da Fúria Andreense!
A chuva estragou a festa… O jogo preliminar (Santos 3×1 São Raimundo) levou pouco mais de 3 mil pessoas ao estádio, e o Ramalhinho levou cerca de mil torcedores.
Destaque para os amigos que acompanham o blog e estavam por lá também!
A rapaziada da velha guarda não se deixa vencer por chuva alguma!
Não registrei o gol do Falcon FC, mas vale um registro sobre este jovem clube sergipano, fundado em 23 de novembro de 2020, que já nasceu como clube-empresa, com uma estrutura interessante que inclui CT e alojamento.
O time da cidade de Barra dos Coqueiros (no litoral sergipano) disputou a série A2 em 2021, conquistando o acesso à primeira divisão em seu primeiro ano como profissional.
E o Falcon FC fez o 1×0, mas não conseguiu suportar a pressão da torcida ramalhina que levou o time ao empate:
Ao fim do jogo, a cena que já é costumeira: jogadores vieram até a torcida para um papo, fotos e a proximidade que já não se vê mais no futebol.
Agora é a hora do último estádio desse rolê, o Estádio Clemente Alberto de Sousa em Echaporã!
Com este relato me despeço não apenas do incrível rolê de 15 de novembro como também do ano de 2022. Que tenhamos novas aventuras boleiras em 2023 e que todos tenhamos muita saúde, trabalho, amor e grana pra poder estar nessa!
Antes de falarmos do futebol, é sempre importante ressaltar uma breve visão sobre o caminho trilhado até chegarmos a Echaporã dos dias de hoje.
Echaporã significa Bela Vista em Tupi Guarani, e este foi o nome da cidade por um bom tempo. A cidade se desenvolveu no mesmo modelo das que visitamos no oeste paulista: primeiro a chegada de alguns bandeirantes, depois a distribuição de terras ainda no papel para uns poucos poderosos e a partir daí uma verdadeira guerra com os habitantes originais indígenas, kaingangues em sua maioria.
No caso de Echaporã, além da expulsão e da matança, houve ainda um processo de catequização em pleno século XX, realizado pelos freis capuccinos, que teriam inclusive tentado ajudar na guerra contra os grupos que chegavam, mas… sem grandes resultados. Aqui, uma foto de 1910 dos indígenas com um padre da ordem dos Capuccinos (Fonte: Livro “As antigas fazendas Alta Sorocabana”):
Em 1922, Santiago Fernandes (que vivia na região ocupada pelos freis capuccinos) iniciou a construção da primeira igreja do local, dedicada a Nossa Senhora Aparecida. A região passa a se reunir no entorno da igreja e o Padre João di Longue batiza o nome do vilarejo como “Bela Vista” (o nome durou até 1944, quando mudou-o para Echaporã).
Em 1° de janeiro de 1939, o distrito passa à município de Bela Vista.
Em 1947, foi construída a igreja matriz da cidade:
E em homenagem à cidade, em 1935 foi fundado o time do Bela Vista Futebol Clube.
Em 1942, estreia no Campeonato do Interior disputando o grupo da 13a região, que teve a Ferroviária de Assis como campeã:
Em 1950, novamente jogou o Campeonato do Interior e ainda aplicou uma das maiores goleadas contra o time do Barra Funda de Assis:
A Gazeta Esportiva de 1957 trouxe uma citação sobre uma partida do time no Campeonato do Interior daquele ano:
Em 1966 faria sua estreia no Campeonato Paulista, mas pouco antes do início, desiste da participação que teria colocado o nome do time e da cidade ainda mais na história!
Esse era o time de 1968:
Aqui, uma foto do time jogando em Assis já nos anos 70:
Aqui, uma foto do atual time de veteranos:
Para viver um pouco dessa história, fomos até o Estádio Municipal Clemente Alberto de Souza:
O estádio fica num quarteirão bem aberto, sem muros em seu entorno, apenas alambrado, aqui o gol da esquerda:
Agora é a hora de conhecer um pouco da história do futebol em Quatá e o Estádio Municipal Benedicto Dalla Pria!
O passado de Quatá como o de todo oeste paulista está ligado à forte presença indígena, principalmente dos Caingangues, que ligavam suas aldeias no sentido Norte-Sul, via a trilha “Caminho dos Macaúbas”.
Um dos primeiros ocupantes da terra foi Manoel Pereira Alvim, por volta de 1887, ao longo do Ribeirão Bugio afluente do Rio São Matheus. Os caingangues perceberam a presença do invasor e acabaram com a plantação de café, além de matar todos os presentes.
Mas… as atuais imagens cristãs deixam claro quem ganhou a disputa dessas terras… Ainda que os indígenas tenham criado forte resistência, não foi suficiente para parar o tal “progresso”. Ou deveríamos dizer retrocesso?
A “grilagem” da terra marcou o início da ocupação do povoado, ainda no século XIX. A chegada da estrada de ferro, com a inauguração da estação da cidade em 1916 ajudou a povoar ainda mais a região. A foto é do site Estações de trem.
Em 15 de novembro de 1927 (coincidentemente no mesmo dia em que estávamos na cidade, 95 anos depois…) foi erguida a Paróquia Santo Antonio:
E assim… o povoado cresceu e foi elevado à município em 1925..
Atualmente, quase 15 mil pessoas vivem em Quatá e entre várias opções de lazer, alguns ainda têm o futebol como preferência e assim, tem como lugar especial o Estádio Municipal Benedicto Dalla Pria.
E lá fomos nós para conhecer mais um estádio importante para o futebol paulista.
Aqui está o meio campo:
O gol da esquerda:
E o gol da direita:
Aqui, uma imagem da construção do estádio
O Estádio é a atual casa do futebol de Quatá, e o time mais conhecido da cidade é o Quatá Futebol Clube, fundado em 5 de novembro de 1926, pelos esportistas Guido Pecchio, Manoel Maricato, Azarias Gagliardi, Ângelo de Barros e outros. Distintivo do site História do futebol:
Agora é a hora de conhecer um pouco da história do futebol em João Ramalho e o Estádio João Boim!
A cidade nasceu de um “desmembramento” de Quatá.
Após a chegada dos bandeirantes na região e a expulsão dos indígenas, ainda no século XIX, a partir dos anos 1920, alguns grandes proprietários de terra construíram as primeiras casas. Com a chegada da Estação ferroviária à região, em 1916, ainda sob o nome de “Santo Ignácio” a cidade passou a receber muitos moradores.
Em 1935, foi elevado a distrito, e em 1959 a município, mas a oficialização só ocorreria em 1961, porque Quatá não aceitou a emancipação e entrou com um recurso, que demorou 2 anos para ser julgado.
O nome da cidade (João Ramalho) é uma homenagem a uma figura muito importante na história do Brasil e cheia de controvérsias. Ninguém sabe oficialmente como nem quando João Ramalho chegou ao Brasil, e embora tenha vivido com indígenas tupiniquim, acabou envolvido diretamente na escravização de tribos inimigas transformando São Vicente em um ponto de tráfico de escravizados conhecido mundialmente no século XVI.
Sabendo da proximidade dele com a nossa história, em 2020 fomos até sua cidade natal, Vouzela, registrar um pouco da história do futebol veja aqui como foi!
Atualmente, a cidade possui cerca de 5 mil habitantes e mantém as tradicionais casas feitas em madeira que tanto caracterizam as cidades que surgiram ao lado das ferrovias.
Não havíamos planejado passar pela cidade, porque nosso cronograma estava super apertado e já era o dia de retornar a Santo André, mas, o time que representa a cidade havia sido campeão regional de futebol amador da liga de Tupã e assim, classificou-se para o campeonato amador do estado, ou seja… Não podíamos perder a oportunidade…
Assim, lá fomos nós conhecer a casa do João Ramalho Futebol Clube! Esse era o distintivo antigo do time:
E este, com o brasão da cidade, é o que está sendo utilizado atualmente:
O João Ramalho FC ainda teve um outro distintivo antes, quando foi campeão do Amador Interestadual de Palmital-SP:
Nestas fotos, perceba que o time do João Ramalho usa o distintivo antigo e tem a camisa similar ao do tricolor paulista:
E este achado incrível: o cartão de identidade de atleta de Domingos Boim, que foi prefeito da cidade:
Além de uma série de partidas amistosas e campeonatos locais, o João Ramalho FC jogou o Campeonato do Interior. Aqui, imagem da Gazeta Esportiva de 1956 do setor 44:
O Quatá FC , grande rival do João Ramalho FC sagrou-se campeão do setor.
Jogou também o Campeonato Amador de 1958, disputando o setor 33, segundo a Gazeta Esportiva de 13 de junho de 1958:
Enquanto isso, vamos curtir as fotos dos times do passado.
Em 2022, o time do João Ramalho FC sagrou-se ainda campeão da Copa Intermunicipal 2022.
Aqui, o Campeonato Amador Regional, da liga de Tupã:
Walef Donegá (auxiliar técnico) e Maicon Ribeiro (Técnico) levantam a taça de campeão:
E aqui, o elenco que jogou o Campeonato amador do estado de 2022:
Aqui, no jogo contra o New Boys, de Piracicaba:
Outra formaç˜ão recente do time:
O João Ramalho Futebol Clube manda seus jogos no Estádio Municipal João Boim e com tanta história, não podíamos deixar de conhecer!
Em um primeiro momento, achei que só conseguiríamos registrar do lado de fora…
Pelo menos dava pra ver a sala de troféus do time!
O estádio possui até umas plantas decorativas. Lá ao fundo a arquibancada!
Mas, com os deuses do futebol ao nosso lado, acabamos conseguindo adentrar ao Estádio João Boim!
Aqui podemos ver o gol da esquerda, e um pouco do banco de reservas:
O gol da direita (onde está a entrada do estádio) e o banco de reservas correspondente:
O meio campo e as torres de iluminação:
Veja o detalhe do banco de reservas e também como é próximo para assistir aos jogos no Estádio João Boim:
Agora é a hora de conhecer um pouco da história do futebol em Martinópolis e o Estádio Coronel João Gomes Martins!
Mais uma cidade do oeste paulista que foi criada afugentando os indígenas que ali residiam e abrindo espaço em meio a densa floresta, seja para a agricultura ou para as residências dos que chegavam em busca de uma vida melhor.
Como toda aquela terra “não tinha dono”, em meados do século XIX, José Teodoro de Souza e Francisco de Paula Moraes se tornaram proprietários de enormes extensões. Logo, muitos imigrantes (em especial os japoneses) chegaram para trabalhar no agronegócio.
Em 1930, na Cachoeira do Rio Laranja Doce foi construída a Usina Hidrelétrica considerada a “avó” das usinas existentes nos rios Paranapanema e Paraná.
Em paralelo, a Estrada de Ferro Sorocabana inaugurou a estação local em 1917, que colaborou para a chegada de cada vez mais pessoas. Era o casamento perfeito entre café e ferrovia. (Foto do site Estações Ferroviárias):
Na década de 20 foi construída a Paróquia Santa Bibiana.
Como o agro era muito forte na região, foi natural ver o futebol surgir dentro das fazendas, como o Fazenda Capão Bonito, o FAC, dos anos 40 e que se fez conhecido por disputar campeonatos e jogos com times de outras fazendas e de cidades próximas e que tinha como padrinho o “coronel” João Gomes Martins. O uniforme ostentava na camiseta do uniforme um ramo de café com grãos vermelhos. Olha aí a galera da fazenda reunida em uma foto disponível na Fanpage Museu Virtual de Martinópolis (as demais fotos dos times posados também são desta fanpage):
Se você se interessa por futebol da região, precisa conhecer o site Osmardeamigos, vale a pena conhecer! Outro que surgiu na agricultura foi o time da Fazenda Laranja Doce:
No final dos anos 30, surgiu uma nova potência no futebol local: o Martins Futebol Clube.
O time mandava seus jogos no campo ao lado da Cerâmica Martins (atual bairro Jardim Pioneiro) e se apresentou na festa de emancipação do município, em 29 de janeiro de 1939. Em 1942, o Martins EC disputa o Campeonato do Interior, jogando o grupo da 11a região:
Em 15 de fevereiro de 1944 seria refundado como Martins Esporte Clube.
Em 1947, o Martins Esporte Clube joga novamente o Campeonato Paulista do Interior.
Aqui,o time de 1948:
Alguns atletas do time:
Martins EC, campeão amador regional em 1961.
Time de 1962:
Time do fim dos anos 70:
MEC de 1975:
Martins Esporte Clube, em 1988.
A equipe mais recente, em 2005.
Ainda nos anos 40, foi fundado o Operário FC:
O Operário FC disputou o Campeonato do Interior de 1944:
Outro importante time que existe em Martinópolis é a Associação Martinopolense de Esportes Atléticos (AMEA), fundado em 26 de novembro de 1946, do antigo time Operário FC e que logo se tornou rival do Martins Esporte Clube.
O time da AMEA na Vila Alegrete, década de 1960.
Time da AMEA em 1966.
A cidade teria ainda o time “Pimenta“, que surgiu nos anos 50, por funcionários da empresa Martins Pimenta.
O Pimenta tinha como grande rival o Esporte Clube Vasco da Gama, fundado em 1950. Outro time importante é o Bocafogo Atlético Clube, fundado em 1975 por Lourival Fagundes Odilon, o Buzza, proprietário de um famoso bar próximo da estação da Fepasa. O campo do Bocafogo se localiza no Jardim O Pioneiro. Aqui, o time nos anos 90:
O Teçaindá Esporte Clube foi fundado em 3 de novembro de 1955.
Outras equipes como a da Fazenda Swift, Fazenda Junqueira, Vila Escócia, Vila Martins, e de bairros rurais como o Jacaré fizeram história também, mas nenhuma teve tanta visibilidade quanto o Clube Atlético Martinópolis.
O CA Martinópolis foi fundado em 1º de janeiro de 1942, e nasceu como um verdadeiro selecionado de jogadores do Martins EC e pela AMEA. Além de muitos Campeonatos amadores, o CA Martinópolis entrou pra história ao colocar a cidade nos campeonatos profissionais da Federação Paulista, disputando a 4a divisão em 1966. E a boa surpresa é que o time se classificou para a segunda fase.
Na 2a fase, o time se juntou a outras 4 equipes para jogar a “4a série”, e o time acabou em terceiro lugar, uma posição intermediária, mas que colocou fim no campeonato de estreia do time.
Em 1967, o time até se preparou para disputar o campeonato, mas acabou desistindo antes do campeonato. Mas o CA Martnópolis já havia entrado pra história! E toda essa história do futebol da cidade, inicialmente aconteceu em campos bem amadores, mas nos anos 30, Martinópolis ganhou um estádio bastante importante para o futebol local: o Estádio Coronel João Gomes Martins, que fica na Rua Antônio J. Senteio.
A área do Estádio foi doada por João Gomes Martins Filho.
Olha a vista aérea do campo (também do site Osmardeamigos):
E aqui, um olhar do seu belo gramado:
E essas deliciosas mangas esperando amadurecerem…
A bilheteria do estádio ainda está lá…
Atrás do gol, existe um pequeno lance de arquibancadas.
Aqui o meio campo:
Na lateral do campo, também há uma pequena arquibancada:
Como não conseguimos entrar no campo, só conseguimos algumas parcas imagens feitas do lado de fora:
Agora é a hora de conhecer um pouco da história do futebol em Indiana dos seus dois estádios: Estádio Municipal Amadeu Poleto e o Estádio Capitão Whitaker!
Até 1906, as bacias do Rio Feio, Rio do Peixe, Santo Anastácio e o baixo Paranapanema, apareciam nos mapas de São Paulo como “zona desconhecida” e o Governo definiu que era hora de habitar essas terras.
O território onde hoje está Indiana foi ocupado por muito tempo por indígenas (Kaingangues, Guaicurus e Xavantes, entre outros) em tamanha quantidade que acabou originando o nome da cidade. Mesmo lutando, por muito tempo, para manter suas terras, acabaram expulsos para o interior do país ou quase dizimados.
A construção de uma estrada que ligava São Paulo ao Mato Grosso do Sul foi essencial para esta ocupação e foi liderada pelo Capitão Francisco Whitaker (que dá nome a um dos estádios de Indiana), que é considerado um dos fundadores do Município junto do Coronel Arthur de Aguiar Diederichsen e Alonso Junqueira.
Indiana passou a Município em 24 de dezembro de 1948, e atualmente vivem ali quase 5 mil pessoas.
Uma imagem dos anos 20 da cidade:
Atualmente, a cidade cresceu mas mantém um ar bucólico…
Inicialmente achei que nossa missão se resumiria ao Estádio Municipal Amadeu Poleto e já me preocupei em vê-lo fechado…
Do alto do muro deu pra ver um pouco da parte interna do estádio:
Mas graças a uma obra que ocorria no campo, conseguimos entrar no estádio e registrar o campo!!
Olha aí a arquibancada rubro amarela!
Não era um cataclisma nuclear, era apenas o sol da manhã!
Agora um registro em vídeo da parte interna:
Mas… Se o Estádio Amadeu Poleto é de 1995… Onde então jogou o CAI, Clube Atlético Indiana e demais clubes da cidade nas décadas de 40, 50.. ??
Descobrimos pesquisando que nos anos 50, o point do futebol na cidade era o Estádio Capitão Whitaker!
Por sorte, antes de sair da cidade passamos pelo Estádio e ainda sem saber de sua história e importância, decidimos fazer alguns registros:
Aí está sua entrada na rua homônima:
Ali está o gol esquerdo, percebe-se que um alambrado simples protege o campo como um todo:
O meio campo revela um pedaço mal cuidado do gramado:
E o gol da direita, sem grandes detalhes.
Ao menos, a arquibancada coberta do Estádio Capitão Whitaker segue por lá…
O nome, como dito anteriormente, é uma homenagem ao Capitão Francisco Guilherme de Aguiar Whitaker, um dos responsáveis pela fundação da cidade.
O Estádio abrigava os jogos dos primeiros times da cidade: o Formiga Esporte Clube, fundado em 1938, e que passa a se chamar 9 de Julho Esporte Clube a partir de 1944.
Mas o mais conhecido time da cidade é o Clube Atlético Indianense, o CAI, fundado em 23 de setembro de 1947.
O time ainda disputa o futebol amador e usa uma versão mais moderna do distintivo:
Aqui, o time do CAI (Clube Atlético Indiana) de 1949, nesta época o time disputou o Campeonato do Interior.
Aqui, o time dos veteranos:
Partida contra a AA Bernadense em 1955:
Esse era o seu grupo no paulista amador de 1956:
Time do CAI de 1958:
O CAI acabou extinto na década de 70.
Mas recentemente voltou a existir nas disputas amadoras:
Olha aí o novo uniforme do veteranos:
Além disso, houve um time fundado pelos ferroviários da cidade em 1948: a Ferroviária, e no ano seguinte, no distrito rural de Sete Copas, surgiu em 1949 o Sete Copas Futebol Clube, que segue ativo no amadorismo.
Interrompemos nossos posts sobre o rolê de 15 de novembro para dividir umas fotos da semifinal da Paulista Cup em que o Santo André venceu a Portuguesa por 3×0. Infelizmente, na sequência, o Ramalhão perdeu a final para o Grêmio Sãocarlense por 2×1…
Mas…. Seguem as fotos de uma bela manhã de domingo…
Já no caminho de volta pra casa, fomos conhecer um pouco da história do futebol em Álvares Machado e do Estádio do Paulista e é o que veremos neste post!
Álvares Machado é uma pequena cidade que está praticamente colada a Presidente Prudente com uma população de pouco mais de 25 mil pessoas.
Como todas as cidades do oeste paulista, a história de Álvares Machado começa com a ocupação indígena que ocorria há muito tempo e que viu o seu fim com a chegada dos bandeirantes. Aquela área selvagem, rodeada pela floresta do Vale do Paranapanema com seus córregos e ribeirões foi aos poucos vendo a chegada das novas famílias, expulsando (muitas vezes matando) os indígenas locais, que reagiram com bravura, mas não foram capazes de brecar este movimento.
Considera-se o fundador de Álvares Machado, Manuel Francisco de Oliveira, que chegou ao local, na época conhecido como Brejão, comprando terras da viúva de Manuel Pereira Goulart e construindo sua casa. Aos poucos o local passou a atrair outros moradores.
Em 1919, a Estrada de Ferro Sorocabana chegou à região, com a estação ferroviária de Brejão que mudaria de nome para Álvares Machado. Foto do site Estações Ferroviárias:
O futebol na cidade se iniciou com a criação do Paulista Futebol Clube em 1943. Distintivo do site Escudos Gino:
Esse é o time de 1943:
Em 1944, disputa o Campeonato Paulista do Interior na 17ª região, ao lado do rival local EC Bandeirantes. O grupo tem como campeã a AA Venceslauense.
Em 1945 mais uma disputa e o campeão do grupo foi o FADA:
Em 1946, não disputa o Campeonato do interior, mas no ano seguinte, em 1947, sagra-se campeão do seu grupo (o setor 22):
O Paulista FC enfrenta então os campeões da Zona 5, e a AA Botucatuense sai vitoriosa classificando-se para a próxima fase e chegando até a final do campeonato, da qual o Rio Pardo FC sagrou-se campeão!
Também disputou o Campeonato amador de 1950.
No site Osmardeamigos encontra-se essa foto do time de 1973:
Aqui, o time de 74:
Fiquei um pouco decepcionado por chegar ao estádio e ver que o tempo foi impiedoso com ele… A começar pela sinalização que foi apagada pelo tempo e pelas reformas.
Pelo Google Maps ainda encontrei uma imagem que mostrava o nome do time nos muros do local, diferente da realidade atual.
Navegando pelo Facebook encontrei essa imagem interna que mostra uma estrutura com toda a identificação do time.
E também uma imagem interna do campo.
Além do Paulista e do já citado Bandeirantes, nos anos 70 ainda existiu o time do Estudantes:
Nos anos 80 ainda havia o Machado Atlético Clube, o MAC que jogava no Campo Municipal do Paulista. Nessa foto, dá pra ver que existia uma arquibancada coberta lá:
E destaque também para o time do Avaí:
Nos dias atuais, sequer conseguimos entrar no campo, e só deu pra registrar o campo lá de fora.
Já no caminho de volta, vamos conhecer um pouco da história do futebol em Presidente Bernardes e do Estádio Dr Arthur Ramos e Silva Jr, a casa da AA Bernardense.
Presidente Bernardes foi o nome dado à antiga povoação de Guarucaia, em homenagem às árvores desta família que existiam por ali, e receberia o apelido de “cidade amizade” décadas depois.
Assim como as demais cidades do oeste paulista, os indígenas residentes na região foram surpreendidos com a chegada dos bandeirantes e acabaram mortos, expulsos ou dominados, expulsando de suas terras de origem e pondo um fim ao sistema de vida que existia até então.
O ato final dessa verdadeira guerra ocorre em 1º de novembro de 1919, com a inauguração da Estação de Trem da cidade. Foto da estação em 2016, do site Estaçoes Ferroviárias:
Junte-se ao cenário a chegada da igreja..
Embora nenhum time da cidade tenha participado de competições profissionais, um deles chegou bem perto disso: a Associação Atlética Bernardense, “O Leão da Alta Sorocabana”, fundada em 1º de maio de 1944.
Muitas das informações para este post eu li no site Osmardeamigos, vale a pena visitá-lo. Esse é o mascote da AA Bernardense:
A Associação Atlética Bernardense se tornou uma bastante conhecida nos campeonatos de Futebol Amador do Estado de São Paulo, como em 1956, sendo campeã do setor:
Ou em 1957, quando fez várias partidas para se preparar para o Campeonato:
Neste ano, um segundo time de Presidente Bernardes esteve nas disputas: o Ponte PretaEC.
Nas décadas de 60 e 70 disputou muitos amistosos com times que participavam de competições profissionais, de equipes locais como a Prudentina, até potencias do interior como o XV de Piracicaba, da capital como o Juventus e até equipes de outros estados como o Olaria e Operário de Campo Grande. Esse foi o time de 1960:
Em 1974, se tornou vice campeã do amador do estado.
Aqui, o time da Associação Atlética Bernardense de 1977, Campeão Amador Regional:
Aqui, a Associação Atlética Bernardense de 1978.
Aqui, o time de 1980:
Em 2005, a AA Bernardense terminou em 3º lugar no Campeonato Amador Regional.
O primeiro campo da Bernardense era localizado na Vila São Vicente, onde atualmente está localizada a Casa da Lavoura, mas graças a Arthur Ramos e Silva Júnior, que doou um terreno no bairro Village, surgiu o novo estádio, construído através de um mutirão, por isso, o Estádio leva seu nome.
Primeiro, fomos conhecer a entrada da sede social da AA Bernardense:
Na mesma rua, mais acima, está a entrada do Estádio Dr. Arthur Ramos e Silva Jr.
Inicialmente achamos que não seria possível entrar o campo, como se as imagens por cima do muro fossem ser tudo o que iríamos conseguir…
Mas…. o portão estava aberto permitindo o nosso registro:
O gol do lado esquerdo:
O do lado direito:
E o meio campo:
Ao fundo uma estrutura que dá suporte nos dias de jogo:
Ali, um espaço onde seria a entrada tradicional:
E um registro oficial da nossa presença em mais um lindo estádio do interior paulista!
Vale ressaltar que atualmente a cidade possui também o Estádio Municipal Manoel Inácio Cavalcante. Imagem do Google Maps da rua Dr Arthur Falcone:
Sigamos a estrada, feche a porteira depois de passar e vamos em frente!