Livro: História do Campeonato Cearense (1915 – 1985)

Pessoal, enquanto aguardamos a passada da quarentena, segue mais uma sugestão de livro para se estudar um pouco da história do futebol brasileiro. Dessa vez, o foco está fora do eixo Rio-SP. Trata-se do livro: História do Campeonato Cearense 1915 – 1985, contendo mais de 70% de fichas técnicas completas, equipes participantes, classificações, relação de artilheiros. História do Campeonato Cearense 1915 - 1985 A obra foi feita por David Barboza, Eugênio Fonseca, Júlio Bovi Diogo e Rodolfo Pedro Stella Jr. São 201 páginas, no formato A4 (21cm x 29,7 com) em três colunas. História do Campeonato Cearense 1915 - 1985 Interessados entrar em contato com Júlio Diogo pelo email – juliodiogo@litoral.com.br ou whatsapp – (13) 99108 8457, são poucos exemplares, então caso tenha interesse, seja rápido!

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Os Estádios do Grêmio Mauaense e o futebol em Mauá

Seguimos registrando os estádios do ABC e hoje vamos falar dos que foram utilizados pelo Grêmio Esportivo Mauaense, na cidade de Mauá!

Estádio Municipal de Mauá - Pedro Benedetti

Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.

Distintivo do Grêmio Esportivo Mauaense

Para falar do Grêmio Mauaense é preciso contextualizar a cidade de Mauá, outrora um distrito de Santo André chamado “Pilar” (porque ficava no caminho que ligava São Bernardo à Igreja do Pilar, em Ribeirão Pires. E sim, esse caminho fazia parte do lendário Peabiru que chegava até o Perú…).

Igreja do Pilar - Ribeirão Pires

Embora possua uma grande área de mata Atlântica, a cidade não para de crescer, infelizmente muitas vezes com ocupações irregulares degradando o meio ambiente e a vida das pessoas.

Mauá

Atualmente, quase 500 mil pessoas vivam na cidade, e um terço da área é ocupado por indústrias, entre elas, importantes players do setor petroquímico, que contribuíram para diversos problemas de saúde na população local (veja aqui matéria sobre isso)…

Petroquímica Mauá

Além disso, como em outras regiões metropolitanas, tem muita gente vivendo em condições de pobreza e diversos problemas sociais, que contribuiram para que Mauá carregasse uma série de preconceitos e injustiças, como se a cidade e sua população se resumissem a esses problemas.

Mauá

Na minha visão, tudo isso fez com que a cidade criasse uma identidade própria, que acabou se transformando em cultura principalmente por meio da cena punk.

Vejamos por exemplo, a banda punk/Oi! Garotos Podres que transformou em orgulho a vida no subúrbio…

Em 1988, surge o Subviventes que transformou as noites de domingo de quem vivia no Sônia Maria (praticamente ao lado das chaminés da Petroquímica) em celebração da luta contra tudo isso! O vídeo abaixo é de um show histórico no Bigato’s Bar, ponto de encontro dos punks locais, em especial dos Carniça, a maior gangue punk da nossa região.

Outras bandas nasceram nos anos 90 e ajudaram a manter a chama da rebeldia social e da tentativa de sobreviver com uma identidade própria em meio a todos os problemas da cidade, entre elas, o Senso Crítico, uma das mais que tinha grande potencial musical.

A partir dos anos 2000 a cena punk do Sônia Maria ganha uma nova representante: o 88não! formado pelo Daniel Miranda, ex baterista do Subviventes pra cantar o amor por Mauá e o ódio ao racismo e ao fascismo!

Com a banda, se fortaleceu a relação dos punks com o futebol de várzea ajudando a surgir uma série de times como o Autonoms FC, Celeste Proletária, Rosa Negra, Corote & Molotov e o União Lapa, entre outros.

Aqui, o time atual do EC Napoli, do Sonia Maria com o Daniel (baterista do 88Não!) e o Adeilton (ex vocal):

EC Napoli do Sônia Maria

Esse post é uma homenagem a dois “Danieis” (esse seria o plural de Daniel?) que eu nem, sei se se conhecem, mas deveriam… Um é o Daniel Miranda, do 88Não! responsável por dezenas de shows da cena independente de Mauá.

Daniel Miranda

O outro é o Daniel Alcarria, que também luta pela valorização da cultura local, em especial o futebol da cidade. A foto abaixo a gente fez num jogo entre o Mauaense e o Nacional, em 2010 (lembre aqui como foi):

Daniel Alcarria - Grêmio Mauaense

Essa mesma injustiça que eu enxergo na cultura, também existe no futebol local, visto que mesmo tendo nascido cedo, ainda nos tempos do distrito, tem pouco reconhecimento da mídia. O Pilar Futebol Clube foi o primeiro time de Mauá, em 1919.

Pilar FC

A foto abaixo é do time de 1922 e foi reproduzida do blog do Daniel Alcarria (clique aqui e conheça).

Pilar FC - Mauá

O Daniel Alcarria é o responsável pelo Almanaque Histórico do Grêmio Esportivo Mauaense. A gente esteve no lançamento do livro (lembre-se aqui como foi). Pra quem quiser adquirir, fale com ele: daniel.alcarria@gmail.com .

Falando sobre o Pilar FC, o time usava o campo próximo da atual Praça 22 de novembro, mas logo passou a usar o campo na região central, próximo aos fornos da olaria dos Perrella, onde fica o Mauá Plaza Shopping, atualmente.

Em 1938, o Pilar FC mudou de nome e passou a chamar Associação Esportiva Mauá.

Associação Esportiva de Mauá

Olha aí o time:

Associação Esportiva de Mauá

O distintivo deles evolui para este:

Agremiação Esportiva Mauá

Outro time de Mauá do início do século era o Belo Horizonte FC, do bairro Pavoeiro, do qual muitos jogadores foram convidados para criar o Associação Atlética Industrial, fundado no dia 1º de outubro de 1921.

Distintivo do AA Industrial

O time surgiu dentro da Fábrica de louças, chamada de a “Fábrica Grande” (no passado Mauá tinha grande tradição em louças), e desde 1919, já tinham um time de futebol rivalizando com o Pilar FC:

AA Industrial - Mauá - 1919

O primeiro jogo de futebol do Industrial foi frente ao Pilar FC, uma vitória de 3 x 0 para a festa na Fábrica Grande, já que o Pilar era considerado o grande time da cidade. O Ademir Medici escreveu um lindo livro sobre o time:

Industrial de Maua

Nos anos 30, o AA Industrial passou a disputar a LEMS (Liga Esportiva Municipal Sambernardense). Aqui, o time de 1934, que bateu o Corinthians de Santo André (campeão naquele ano) por 2×1 e empatou com o Primeiro de Maio por 1×1. O time seria sempre uma pedra no caminho do Galo da Vila Alzira, vencendo também em 1935, por 1×0.:

AA Industrial - Mauá - 1934

Depois, o time migra pra Liga de Santo André e no dia 20 de julho de 1941 visita o Ribeirão Pires FC e perde por 2×0, jogando com Kafunga, Afonso e Santana; Cará, Élio e Constantino; Alfredo, Antonio Santos, Osvaldinho, Artemio e Valdir.

Em 1943, o time disputou o Campeonato do Interior pela Federação Paulista, num grupo mais que difícil, onde o Corinthians de Santo André se classificou para a fase seguinte:

Campeonato Paulista do Interior - 1943

Nessa época o Industrial não tinha campo e costumava jogar apenas como visitante, e em alguns momentos utilizando o Estádio Américo Guazzelli emprestado do Corinthians.

Em 1950, o A.A. Industrial seria campeão da Divisão Principal da Liga Santoandreense de Futebol, de forma invicta, com o time abaixo:

AA Industrial - Mauá - 1950

Depois viria o tricampeonato da Liga de Santo André em 1955, 1956 e 1957.

Em 1958, nasce a Liga de Mauá e o AA Industrial passa a disputá-la e torna-se o primeiro campeão da Liga.

O time seguiu montando bons esquadrões para disputar os campeonatos no ABC, como esse time de 69:

AA Industrial - Mauá - 1969

Em 89, o último título da Liga!

AA Industrial - Mauá - Campeão de 1989

O mais legal é que eles ainda existem como clube, e você pode conhecer mais sobre eles via Facebook (clique aqui e visita a página deles).

Em 17 de abril de 1945, nasce um outro time na cidade: o Independente FC, pra apimentar ainda mais a rivalidade que antes ficava entre o Pilar FC e o AA Industrial.

Independente FC - Mauá

Seu campo fica no Jardim Independência.

Campo do Independente FC

Seu primeiro grande título no futebol foi em 1946: Campeão da Segunda Divisão de Santo André.

E em 1950, veio o título de Campeão da Primeira Divisão da Liga de Santo André.

O Independente FC foi também campeão do centenário de 1953:

Independente FC - Mauá -1953

E essa foto recolorida no começo dos anos 60? Linda não?

Independente FC - Mauá - início dos anos 60

Outros times como estes fizeram com que a Liga de Mauá fosse aos poucos se fortalecendo e sendo mais um motivo de orgulho da cidade!

Faltava só a presença de Mauá no profissionalismo, mas os dois times que vimos acima (Independente FC e o AA Industrial)  não toparam se profissionalizar.

A oportunidade surgiu em 1981, quando o Presidente da Federação Paulista de Futebol (Nabi Abi Chedid) esteve na cidade para a premiação dos  Campeões da Liga Mauaense e na empolgação da festa sugeriu que se criasse um time para jogar a série A3 do Campeonato Paulista, dizendo que se precisasse da Federação, ele ajudaria.

Nabi Abi Chedid

Assim, nasceu o Grêmio Esportivo Mauaense

Distintivo do Grêmio Esportivo Mauaense

A data de 15 de dezembro de 1981 na verdade se deve a uma parceria com o Escolinha FC, um time que já existia na cidade e fez uma parceria com o Grêmio para que pudesse agilizar sua inscrição junto à Federação.

Nesse momento histórico da fundação do Grêmio Mauaense surge mais um cara que merece ser homenageado por este post: o Marrom (de vermelho na foto abaixo)!

Marrom

Fizemos essa foto com ele na época em que os já falecidos Bellotti e Wilson Cricca, juntamente do Ale Bachega (o primeiro da esquerda, ao lado do Marrom) e eu (com a camisa do Santo André) passamos a entrevistar os jogadores do Santo André em busca de histórias!

Ele esteve presente desde o momento do convite para disputar o profisional e participou da montagem do primeiro time (quase que na totalidade com jogadores da várzea). O primeiro desafio foi representar a cidade de Mauá na Copa João Ramalho de 1981, de onde saíram com o vice campeonato.

A estreia do time oficial foi em um amistoso em 31 de janeiro de 1982, numa derrota de 3×0 para o Suzano Futebol Clube (atual União Suzano Atlético Clube).

USAC

Ainda não existia o Estádio Municipal, então a casa do Grêmio Mauaense foi  o antigo campo do EC Cerâmica, e pra quem quer saber como era (já que atualmente o Poupatempo Mauá em seu lugar) e Daniel Alcarria nos enviou algumas fotos:

Campo do Cerâmica - Mauá

O Campo do Cerâmica serviu de casa para vários times amadores da cidade. Essa foto é do Clube Esportivo União na final de 1981, Marrom, o último a direita, viria a fazer história no futebol local.

Campo do Cerâmica - Mauá

O Estádio era conhecido por ter dimensões pequenas (precisou de uma mini reforma para receber a 3a divisão). Aqui, a final do Campeonato da Liga de 1980, com os jogadores do GE Jardim Anchieta comemorando o gol do título.

Campo do Cerâmica - Mauá

Dá pra ver que o campo ficava bem encostado na rua, mas mesmo assim, havia espaço para uma arquibancada na lateral, que vivia cheia… Olha aí a Seleção de Mauá campeã da Copa João Ramalho de 1983.

Campo do Cerâmica - Mauá

Olha que linda defesa foi fotografada nesse modesto, mas inesquecível estádio!

Campo do Cerâmica - Mauá

Assim, o Grêmio Mauaense disputou a série A3 de 1982 a 1984 no Estádio do EC Cerâmica.

Em 82, fez uma boa campanha, principalmente no 1º turno, quando foi “vice campeão” (o campeão foi a Funilense de Cosmópolis, não conhece o time, clique aqui e saiba mais!).

Campeonato Paulista série A3 - 1982
Campeonato Paulista série A3 - 1982
Campeonato Paulista série A3 - 1982

O formato do Campeonato era super confuso, agradeço ao Rodolfo Stella pela ajuda na compreensão!

2o turno se'rie A3 - 1982
Quadrangular 2o turno - série A3 1982

Aí o time daquela época:

Grêmio Mauaense

Em 1983 disputou mais uma vez a A3 e dessa vez uma fórmula bem louca com 4 turnos envolvendo os mesmos times… Marrom foi técnico e jogador neste ano, e ainda pode ajudar o time trazendo alguns atletas do Santo André pra reforçar o time.

Grêmio Mauaense série A3 1983

O time que jogou foi esse:

Grêmio Esportivo Mauaense

E de 84, existem lindos registros que nos foram passados pelo Daniel Alcarria, do jogo Mauaense x Capivariano 1984. Em 84, o Marrom disputou como atleta a série A3, mas ao final do campeonato passou a supervisionar o futebol no Mauaense e por algumas vezes sendo o treinador.

Campo do Cerâmica - Mauá
Campo do Cerâmica - Mauá
Campo do Cerâmica - Mauá

Essa foto também é daquela época, mas sem conseguir identificar de qual jogo…

Campo do Cerâmica - Mauá

Batemos um papo com o Marrom sobre esse momento inicial do Grêmio e ele citou um momento especial: o jogo de estreia do Estádio Municipal “Pedro Benedetti“, em 8 de dezembro de 1984.

Estádio Municipal de Mauá

O Grêmio Mauaense fez uma partidaça contra o São Paulo Futebol Clube, e ainda que o placar tenha terminado 2×1 pra o tricolor paulista, o Grêmio deixou claro que seria um time duro de bater, em Mauá. Esse jogo detém o recorde de público do Estádio: mais de 15 mil torcedores.

Grêmio Mauaense 1x2 São Paulo FC
Grêmio Mauaense 1x2 São Paulo FC

É lindo ver o Estádio Pedro Benedetti lotado!

Estádio Alberto Benedetti - Mauá

O Estádio Municipal Pedro Benedetti possui capacidade para 10.590 torcedo e seu nome homenageia o futebolista Pedro Benedetti que jogou no Independente Futebol Clube, Associação Atlética Industrial, Cerâmica Futebol Clube, entre outros times de Mauá.

Estádio Municipal Pedro Benedetti - Mauá

Olha a imagem do projeto que o Daniel Alcarria enviou pra gente:

Estádio Municipal Pedro Benedetti - Mauá

E a inauguração do Estádio parece ter dado sorte… Em 1985, chegou o grande momento do time. Após uma primeira fase com apenas uma derrota, o time classificou-se para as finais.

Campeonato Paulista série A3 - 1985

A segunda fase foi um quadrangular com o Paulista de Suzano, Jabaquara de Santos e o Jacareí, e o mais uma vez o time sofreu apenas uma derrota contra o Jabaquara, em Santos!

2a fase campeonato paulista série a3 - 1985

Veio então um triangular envolvendo a Esportiva de São João da Boa Vista e o Serra Negra EC, e o Mauaense passou invicto!

Triangular semifinal série A3 1985

O grande momento chegou: a final do campeonato contra a equipe do Mirassol e uma vitória em Mauá e um empate em Mirassol garantiram o título e o acesso à série A2.

Final Campeonato Paulista série A3 1985

Olha aí o time campeão:

Gremio Mauaense Campeão do Campeonato Paulista série A3 1985

Assim, em 1986 disputou a série A2 e embora tenha ido muito bem na primeira fase, acabou em último do seu grupo da segunda fase…

Campeonato Paulista série A2 - 1986
Campeonato Paulista série A2 - 1986

Já em 1987, o time não passou da primeira fase, terminando em oitavo lugar…

Campeonato Paulista série A2 - 197

Assim, o time voltou à série A3, campeonato que disputou de 1988 a 1991. Em 1987, conquistou o título da Copa Diário do Grande ABC.

Em 1992, o time se licenciou, retornando em 1993 na Quarta Divisão (a atual série B / Segunda Divisão). Esse é o time de 1993:

Grêmio Mauaense 1993

Aqui o time de 1994:

Grêmio Mauaense 1994

Em 1996, o Grêmio Mauaense foi Vice Campeão Paulista da Antiga Série B1.

Série B1 1996

Outro time dos anos 90:

Grêmio Mauaense

Em 2003, o Mauaense conquistou seu último título, da B1.

Gremio Mauaense campeao da serie b1 2003

E assim, desde 2008, o Mauaense disputa a 4ª Divisão, mais conhecida como Paulista da Série B. E pra quem pensou “O Marrom deve ter ficado feliz com o Grêmio Mauaense ter seguido na ativa”, olha ele aí na comissão do time de 2016:

Grêmio Mauaense 2016

As arquibancadas nunca mais tiveram sua lotação como nos primeiros anos, mas… a torcida segue viva!

Estádio Pedro Benedetti - Mauá
Torcida Barões de Mauá - Estádio Pedro Benedetti - Mauá

Aqui, o time de 2019:

Grêmio Mauaense 2019

Mas, o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas e quando menos se esperava, eis que surge um novo time em Mauá para disputar o profissional e assim, utilizar o Estádio Municipal Pedro Benedetti, trata-se do Mauá FC.

Mauá FC

O Mauá Futebol Clube foi fundado em 23 de outubro de 2017 e estreiou na Segunda Divisão do Campeonato Paulista (a série B) em 2018. Aliás estivemos presente em um jogo deles contra a AA Itararé, pra conhecer de perto o novo time do ABC (veja aqui como foi).

Maua FC x AA Itararé

Logo no seu primeiro campeonato, conseguiu se classificar para a segunda fase, ficando entre os 16 melhores clubes do estado na divisão disputada e ainda ganhou os dois clássicos contra o Grêmio Mauaense. Será que nasce um novo rival?

Atualmente, quem está por lá cuidando do futebol é…. O Marrom!

Pra fechar, vale lembrar que a Liga Mauaense de Futebol Amador seguiu evoluindo e se tornou a maior do estado de São Paulo com mais de 320 times filiados, 900 partidas por ano com um público total de aproximadamente 50 mil torcedores por ano, é mole?

Mauá é hoje uma baita cidade, e uma das mais apaixonadas por futebol do Brasil. Além disso tem melhorado dia após dia. É muito mais do que você imagina…

AS mil camisas mauá

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O livro do CA Linense!

Em meio a essa quarentena, como não podemos viajar e registrar estádios, temos dedicado nosso tempo a ler e pesquisar mais sobre o futebol. Temos feito uma série de posts sobre os estádios do ABC, e sempre que possível intercalando com livros que ajudam a conhecer a história dos times.

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O post de hoje é pra falar do livro “Clube Atlético Linense – O Elefante da Noroeste”, uma obra de Wanderley Frare Junior, que ficou 4 anos pesquisando, escrevendo, colhendo fotos, entrevistas e curiosidades sobre o time de Lins, cidade no interior de São Paulo que é apaixonada pelo clube.

Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

Nós já falamos bem superficialmente sobre a história do time (veja aqui) e também chegamos a ver algumas partidas (veja aqui o jogo entre PAEC x Linense e aqui sobre um Santo André x Linense com portões fechados). Também já desafiamos a estrada e fomos até Lins para conhecer pessoalmente o Estádio do Linense – clique e veja, mas o trabalho do Wanderley vai muito além…

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O autor também é apaixonado pelo clube, tanto que já foi ver jogos em muitas cidades na grande São Paulo, interior do estado e até a capitais distantes. Tudo pelo clube.

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O livro foi lançado em 2015, durante o Campeonato Paulista daquele ano e tem 572 páginas coloridas, em papel de ótima qualidade, capa dura e sobrecapa.

Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste
Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste
Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste

O livro custa normalmente R$ 150,00, mas agora em JUNHO, mês de aniversário do Linense (completa 83 anos no próximo dia 12), o livro está numa promoção incrível, saindo pelo valor de R$ 100,00, incluindo as despesas de envio para qualquer lugar do Brasil.

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O contato com o autor pode ser feito pelo whatsapp no número (11) 99905-3784. Aproveite, pois essa oferta é válida apenas até o dia 30 de junho de 2020.

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Os Estádios do São Caetano Esporte Clube

Distintivo do Esporte Clube São Caetano

Dando sequência aos posts sobre os Estádios do Grande ABC, é hora de falar da casa do São Caetano Esporte Clube.

Estádio do São Caetano EC

Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.

O post de hoje é em homenagem ao Ademir Medici, outro apaixonado pela história do Grande ABC que além de escrever uma coluna sobre a memória da região no Diário do Grande ABC, ainda editou vários livros sobre os principais clubes da região, entre eles, o São Caetano Esporte Clube. O livro “Uma história de campeões” foi a principal fonte utilizada hoje.

Livro Uma história de Campeões - São Caetano Esporte Clube

Outra fonte importante para esse trabalho foi o livro “Os esquecidos“, realizado pelo DataToro / RedBull, com pesquisas de Antonio Ielo, Fernando Martinez, Júlio Diogo e Marcio Javaroni e editado pelo Rodolfo Kussarev.

Livro - Os esquecidos

O São Caetano Esporte Clube nasceu em 1º de Maio de 1914, da fusão do Rio Branco (que alguns dizem EC, enquanto outros FC) e do Clube dos Amigos. Nos seus primeiros anos, participou de vários campeonatos locais e amistosos, inclusive fazendo algumas viagens pra jogar de visitante.

São Caetano Esporte Clube

Não encontrei registros fotográficos do primeiro campo do São Caetano EC, mas ele ficava em uma área da família Roveri, antes usada pelo Clube dos Amigos, onde a Fábrica de Louças Adelina se instalaria. O campo não oferecia condições de disputar jogos oficiais e por isso, era comum jogar em campos emprestados. Aqui, algumas imagens da fábrica:

Fábrica de Louças Adelinas
Fábrica de Louças Adelinas

O segundo campo (também não encontrei nenhuma foto, até porque estamos falando das primeiras décadas do século XX) ficava na rua Heloísca Pamplona, e foi usado até 1920, quando o local passou a abrigar o Grupo Escolar Senador Fláquer.

Grupo Escolar Senador Fláquer

O terceiro campo, conhecido como “O Estádio da Rua 28 de Julho” marcou época.

Possuia arquibancadas em madeira, inclusive uma pequena parte coberta. Ficava no terreno de uma firma de montagem de pontes, e o São Caetano EC pode mandar seus jogos ali por um bom tempo, até que no início dos anos 30, as Indústrias Matarazzo requereram o terreno.

Estádio do EC São Caetano - campo da 28 de julho

As arquibancadas em madeira, com uma área central coberta e todo cercado, o que dava um charme único! Aqui uma outra foto, também do livro do Ademir Medici!

Estádio da rua 28 de Julho - São Caetano

Aqui dá pra se ter ideia de como era o outro lado do estádio:

Estádio Conde Francisco Matarazzo - São Caetano EC
Estádio Conde Francisco Matarazzo - São Caetano EC

Em 1919, o time passa a disputar o Campeonato Municipal organizado pela APSA, que equivale à série A3 do Paulista atualmente.

Jogaria a A3 também em 1920, 1922 (quando chegou à segunda eliminatória, perdendo para a AA Ordem e Progresso), 1923 (também foi até a segunda eliminatória, desta vez perdendo para a AA Estrela de Ouro), 1924 e 1925. Esse, o time de 1926, que só jogou amistosos e torneios locais:

São Caetano Esporte Clube

Em 1927, disputa pela primeira vez o Campeonato Paulista do Interior, pela APEA.

Em 1928, por falta de condições de seu estádio, mandou seus jogos  pelo Campeonato do Interior em Santo André (no campo do Primeiro de Maio FC) e em São Paulo (no campo do Silex e do Ipiranga), mas isso não impediu o São Caetano Esporte Clube de se tornar Campeão do Interior!

São Caetano Campeão do Interior 1928
São Caetano Esporte Clube - campeão do interior 1928
Diploma APEA 1928

Com o título do Interior de 1928, em 1929 o São Caetano Esporte Clube volta a disputar a série A3 do Campeonato Paulista pela APEA (nessa época, chamada de 2a divisão, ficando abaixo da primeira e da especial).

O Estádio da Rua 28 de Julho passa por uma reforma para poder receber os jogos desta competição e logo de cara, o São Caetano Esporte Clube conquista o vice campeonato.

Série A2 - 1928

O campeão de 1929 seria a AA Ordem e Progresso (que havia sido campeão da Divisão Municipal da APEA em 1928).

AA Ordem e Progresso

Olha o time deles, em 1935:

AA Ordem e Progresso

Mas, em 1930 chega a hora da celebração maior! O São Caetano Esporte Clube se torna campeão da série A3 e assim passa a disputar a A2!

São Caetano Esporte Clube 1930

O time sofreu uma única derrota no campeonato!

Série A3 - 1930
Classificação a3 1930

Em 1931, disputou a série A2 e por 3 pontos não saiu campeão.

Tabela do Campeonato Paulista série A2 - 1931
Tabela paulista a2 - 1931

A partir de 1932, o time passou a adotar o seu distintivo, já que até então, era apenas um uniforme preto e branco.

A série A2 de 1932 foi mais enxuta e perdeu um pouco da força porque a APEA criou dois novos Campeonatos: o do Interior – Divisão Campineira (onde o Guarani foi campeão) e o do Interior – Divisão Santista (a Briosa levou o título). Foram apenas 7 jogos e uma campanha apenas regular.

Paulista A2 - 1932
Classificação série A2 - 1932

Em 1933, surge a Federação Paulista de Futebol e com ela, o profissionalismo começa a surgir no futebol paulista.

O São Caetano EC  segue no campeonato da APEA, na série A2, que ese ano era dividido em 2 grupos, onde os melhores de cada um fariam a final.

Jogando no grupo “Série 1”, termina empatado em primeiro lugar com o time das Fábricas Orion, mas perde a partida de desempate e assim fica de fora da final.

A2 - 1933
Classificação Grupo 1 - Paulista série A2 - 1933

O Fábricas Orion foi pra final e levantou o título de campeão.

Clube Esportivo Fábricas Orion

É o time desta fábrica:

Fábrica Orion

Que embora tenha se mudado de endereço, segue dando nome ao prédio, agora abandonado, na esquina das ruas Joaquim Carlos e Behring, no bairro do Belenzinho…

Orion

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Orion acolheu muitos imigrantes alemães de origem judaica, que fugiram da Europa por causa de perseguições.

Fábrica Orion

O São Caetano EC ainda disputou vários amistosos nesse ano, dos quais dois merecem destaque: um contra o Primeiro de Maio que terminou em pancadaria (a ponto dos times combinarem não realizar o jogo de volta) e outro contra a Portuguesa, da qual se tem esse registro (a Lusa venceu por 3×2):

Portuguesa x São Caetano EC

Chegamos a 1934, e agora haviam 2 campeonatos, um pela APEA e outro pela Federação Paulista (do qual o CA Fiorentino – que nada mais era do que o Juventus, que se lincenciou das demais competições, momentaneamente- saiu campeão da série A1).

CA Fiorentino

O São Caetano EC fez uma boa campanha e terminou em 3o lugar (de novo a AA Ordem e Progresso levou).

Série A2 - 1934
Classificação 1934 - série A2
Ordem e Progresso campeão 1937

Naquele ano, o time disputou um amistoso com o Palestra Itália, no Estádio da rua 28 de julho. Esse foi o time daquele jogo:

São Caetano EC - 1934

Em 1935 é um momento especial para o São Caetano EC: o clube adquire um terreno entre as ruas Paraíba e Major Carlo Del Prete, uma vez que a área do Estadio da Rua 28 de Julho é requerida pelas indústrias Matarazzo. Como o clube não tinha recursos, foi necessário muitas ações e parcerias para a realização desse sonho. Mas estava lançada a pedra fundamental do que seria o “Estádio da Rua Paraíba“.

A outra boa notícia é o convite feito pela APEA para que o São Caetano EC dispute a sua série A1 de 1935. O time termina em 4o lugar e ainda vence a Taça Bellard contra outros times da região.

A despedida do velho Estádio da Rua 28 de Julho se faz na partida contra a AA Ordem e Progresso, na primeira rodada do campeonato ( o time joga de visitante praticamente todos os jogos).

Campeonato Paulista 1935
Campeonato Paulista série A1 - 1935

Em 1936, dois campeonatos paulistas são disputados: um pela LPF (Liga Paulista de Futebol), do qual o Palmeiras (Palestra Itália, então) sagra-se campeão, jogando contra as equipes mais fortes do estado, como Corinthians, São Paulo, Santos, Juventus entre outros times. O São Caetano EC segue fiel à APEA, que começa a apresentar sinais de decadência e melhora sua performance, alcançando o 3o  lugar.

O destaque fica para a goleada de 6×1 contra o Ordem e Progresso (até eu já peguei birra desse time de tanto jogo contra ele kkkkk) e para o “derby regional” com o Primeiro de Maio, tendo o São Caetano EC vencido as duas partidas.

Classificação série A1 - 1936
Série A1 - 1936 - Classificação

Esse foi o time de 1936, que teve que jogar quase todos os jogos como visitantes, uma vez que o Estádio da Rua Paraíba não foi finalizado.

São Caetano EC - 1936

Chegamos a 1937 com uma grande notícia: o Estádio da Rua Paraíba finalmente está pronto, e recebe o nome de Estádio Conde Francisco Matarazzo, sendo inaugurado em 1/5/1937.

Essa é uma foto do dia da inauguração, que contou com um grande festival que teve como ponto principal um jogo entre o São Caetano EC e um selecionado da APEA (4×1 para os donos da casa):

Estádio da rua Paraíba - São Caetano EC

A entrada principal era na Rua Paraíba, onde ficavam as bilheterias além de um escritório para controle das carterinhas dos sócios.

Ao lado esquerdo (onde ficava um dos gols), estava a Rua Margarido Pires (a atual Av Goiás), à direita, a indústria Brasiltex e logo adiante a Rua Baraldi.

Estádio Conde Francisco Matarazzo - São Caetano EC

Aqui outra foto do livro do Ademir Medici, percebe a distância da torcida ao campo (sim, era só essa singela cerca branca que separava a torcida dos jogadores). Esta arquibancada coberta tinha capacidade para 600 torcedores. Ela dava costas à Rua Major Carlo Del Prete, embaixo delas ficavam os vestiários. Pro lado de trás, havia um portão maior para a entrada dos carros e ônibus dos times visitantes.

Estádio Conde Francisco Matarazzo - São Caetano EC

Outros dois jogos, nas duas semanas seguintes fizeram parte das festividades de inauguração do novo estádio: uma derrota de 1×0 para o Ipiranga e outra por 3×1 para a Portuguesa.

O São Caetano EC toma outra decisão importante neste ano: afastar-se da APEA e inscrever-se na Liga Paulista de Futebol (que se tornaria a atual Federação Paulista), mas termina 1937 sem disputar nenhum campeonato, assim como 1938, mas rolam festivais e até um campeonato só com times de São Caetano.

Estádio Conde Francisco Matarazzo

Em 1939, a agora “Liga de Futebol do Estado de São Paulo (LFESP)” decide convidar o São Caetano EC a disputar a Divisão Intermediária, equivalente à série A2 do Paulista.

E esse campeonato foi especial para o Grande ABC: 5 times da região participaram: São Caetano EC, Primeiro de Maio, EC São Bernardo, Cerâmica e Corinthians de Santo André) e 4 terminaram nas primeiras posições, tendo o Corinthians de Santo André como campeão!

Série A2 - 1939
Classificação série A2 - 1939

Aqui, o goleiro Ettore Manilli em ação:

São Caetano EC
São Caetano EC

Chega 1940, e vem a grande conquista da Divisão Intermediária – a série A2 da época!

São Caetano Esporte Clube 1940

Mais uma vez enfrentando vários times do ABC, tendo o Palestra Itália de São Bernardo como novidade.

São Caetano EC campeão da série A2 - 1940
São Caetano EC campeão da série A2 1940

Inacreditavelmente, o time campeão de 1940 não disputa nenhum campeonato em 1941, nem 42 ou 43… Apenas amistosos.

São Caetano EC campeão 1940
São Caetano EC

Em 1944, disputou o Campeonato do Interior, mas acabou eliminado pelo Taubaté, em 45 e 46 não passou da fase regional de grupo (quem se classificou em ambas foi o vizinho CA Rhodia, de Santo André) e em 47 também saiu na segunda fase. Esse é o time de 1945:

São Caetano EC - 1945

Em 1948, uma grande novidade: a disputa do campeonato paulista da Segunda Divisão (a série A2) profissional. Joga a série vermelha e termina empatado em número de pontos com o Rio Pardo. Era só empatar o último jogo contra o Ginásio Pinhalense numa partida cheia de histórias….

Paulista série A2 - 1948

Como apenas um time iria pra fase final, houve uma partida para desempatar e o Rio Pardo FC venceu, em campo neutro, em Limeira, por 5×3. O São Caetano EC jogou com Zinho; Mosca e Neno; Sérgio, Ninim e Escovinha; Suli, Iube, Andó, Wilson e Enzo. Técnico: Francisco Marinotti.

São Caetano EC - 1948

Em 1949, uma participação mediana, em sétimo lugar.

série A2 1949

Duas fotos do time frente ao estádio neste ano:

São Caetano EC
São Caetano EC - 1949

Em 1950, sagrou-se campeão da sua regional, mas acabou desclassificadoo da segunda fase.

série A2 - 1950
Série A2 - 1950

A foto do time campeão da sua série.

São Caetano EC - 1950

Em 1951, mais uma campanha mediana na Segunda Divisão – a série A2 da época- não se classificando para a parte final da competição, o vizinho Corinthians de Santo André classificou-se em primeiro lugar (no jogo em Santo André, deu São Caetano EC 2×1 contra o Galo da Vila Alzira, em 22/7/51):

Série A2 - 1951

Em 1952, é anunciado a construção de um novo estádio que servirá não apenas ao time mas à cidade. Analisando a distância eu me pergunto se realmente era necessário, visto que o Estádio Conde Francisco Matarazzo parecia dar conta do recado, mas alguns depoimentos da época dizem que o estádio já era pequeno para as grandes partidas (além de disputar a A2, foi comum a presença de Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos e Portuguesa disputando amistosos para casa cheia) e a própria Federação vinha reclamando das acomodações modestas.

O time que entra em campo para a A2 de 1952 é formado por novos rostos, convidados junto à várzea local, o que fez com que o início do campeonato fosse irregular, mas em determinado momento, parece que finalmente deu liga, como se pode notar nos resultados.

São Caetano EC - 1952
São Caetano EC - série A2 - 1952
Classificação 1a fase (5a região)

Como houve empate entre o São Caetano EC e o Taubaté foi marcado uma partida em local neutro (a Rua Javari) na qual o time do ABC bateu o burro da central por 4×2, com 3 gols do ponteiro Rino.

Infelizmente no chamado “Torneio dos finalistas”, o time perdeu a classificação para o CA Linense, que saiu campeão em cima da Ferroviária.

Torneio dos finalistas

Time do CA Linense, campeão e que disputaria a série A1 de 1953:

CA Linense 1952 - Campeão

Nessa época, independente da campanha do ano anterior, existia sempre uma expectativa para saber se o time seria convidado para a disputa da segundona e foi com muita alegria que o São Caetano EC confirmou presença em mais um campeonato, ao lado do vizinho Corinthians de Santo André.

Pra se ter ideia do tamanho do interesse, em 1953 é criada a Terceira Divisão (equivalente à A3 atual).

Aqui, o time de 1953:

São Caetano EC - 1953

Mais uma vez, os times são divididos em grupos e a campanha do São Caetano EC é apenas regular:

Classificação 1a fase série A2 1953

O ano de 1954 se inicia com as primeiras obras do que ser ia o novo estádio da cidade. Mas o que mexeria com as estruturas do futebol na cidade foi a fusão entre o São Caetano EC e o Comercial FC de São Paulo (que jogava a primeira divisão).

Comercial Futebol Clube

Dessa maneira surge a Associação Atlética São Bento, cujo nome e uniforme eram homenagens ao São Bento, clube paulistano campeão estadual em 1914 e 1925).

Distintivo da AA São Bento - São Caetano
AA São Bento

Como o Comercial já disputava a primeira divisão, a AA São Bento nasce na A1 de 1954!

AA São Bento 1954

Mas, contrariando as expectativas, faz uma campanha bem mediana, correndo até risco de rebaixamento…

Campeonato Paulista - série A1 1954
Classificação do campeonato paulista 1954

Com o time disputando a principal divisão do estado (a série A1), o prefeito Anacleto Campanella se vê na obrigação de agilizar as obras do novo estádio.

Assim, 1955 se inicia de uma forma muito festiva: no dia 2 de janeiro, em um jogo válido ainda pelo campeonato de 1954 (veja na tabela acima) a AA São Bento inaugura o Estádio Anacleto Campanella, vencendo o XV de Piracicaba, por 1×0.

Estádio Anacleto Campanella - AA São Bento - São Caetano

Pra quem nunca foi ao Anacleto, vale lembrar que ele fica num das partes mais elevadas da cidade e ná época não haviam arquibancadas ao seu redor como um todo, por isso, sofria uma grande ação dos ventos e isso rendeu ao estádio o apelido de “O Estádio do Morro dos Ventos Uivantes“.

Estádio Anacleto Campanella - AA São Bento - São Caetano
Estádio Anacleto Campanella - AA São Bento - São Caetano

Em 13 de janeiro, realiza-se uma partida celebrativa para a inauguração do Estádio Anacleto Campanella e o Corinthians é convidado como adversário e vence por 3×2.

E as arquibancadas se entopem de torcedores…

Inauguração do Estádio Municipal Anacleto Campanella - São Caetano

O time disputa toda a série A1 no Estádio Anacleto Campanella, mas nem a fusão nem o novo estádio servem de estímulo para uma campanha considerável no Paulistão de 1955

Campeonato Paulista 1955

O torcedor vê a AA São Bento terminar num modesto 11º lugar…

Classificação série A1 - 1955
AA São Bento

Os maus resultados estimulam as discussões sobre a real efetividade da fusão entre o São Caetano EC e o Comercial FC e a parceira chega em 1956 bastante questionada. Esse foi o time:

Associação Atlética São Bento 1956

O campeonato de 1956 teve uma regra bem diferente, a primeira fase era um “torneio de classificação, onde todos jogavam contra todos num turno único.

Torneio de classificação campeonato paulista a1 - 1956

Desse “torneio” o campeonato se dividiu em duas séries: azul (os 10 primeiros colocados) e branco (os 8 demais), sendo que só o azul disputaria o título. A AA São Bento conseguiu se classificar para a série azul, terminando o tal torneio em 6º lugar…

Campeonato Paulista série A1 - 1956

A torcida até que fez o seu papel, olha quanta gente ia apoiar…

AA São Bento de São Caetano

Porém, frente aos times mais fortes, os resultados não vieram…

Campeonato Paulista 1956

Dessa forma, a AA São Bento terminou a série azul em 1956, em último lugar…

Série Azul - Campeonato Paulista 1956

Mesmo tendo se classificado para essa “série azul”, o fim do campeonato de 1956 gerou ainda mais barulho, principalmente entre os torcedores de São Caetano. Imagina a pressão na cabeça dos dirigentes, que tinham certeza que a fusão criaria um novo “time grande” para o estado. Dessa forma, o campeonato de 1957 se inicia com os nervos a flor da pele.

Mais uma vez tivemos o “Torneio de Classificação”, para dividir os times em dois grupos.

Torneio de classificação 1957

E pra piorar as condições, o time não consegue se classificar na série azul…

Torneio de classificação - Campeonato Paulista 1957

A AA São Bento acabou disputando a série branca, que não concorria ao título do Campeonato Paulista, apenas esse título “simbólico” da série branca, que sequer foi conquistado… O time acabou no 3º lugar…

AA São Bento na série branca 1957

Os resultados decepcionantes fizeram com que o projeto da fusão fosse ao chão… Dia 18 de dezembro de 1957, o conselho do clube se reúne e oficializa o fim da AA São Bento.

O São Caetano EC e o Comercial FC estão de volta, o time do ABC fica com o estádio, o da capital com a maioria dos jogadores. Ambos com dívidas e desconfiança quanto ao futuro.

Pra piorar o São Caetano EC não consegue o direito de seguir jogando a série A1 do Paulista e ainda tem que fazer muito trabalho de bastidor para conseguir sua inscrição na cada vez mais disputada segundona – série A2.

O campeonato dividiu os times em 4 grupos, e o São Caetano EC ficou no Azul, mas sequer se classificou para a segunda fase. Esse é o time de 1958

São Caetano EC 1958

Em 1959, novamente na A2 e mais uma vez, uma campanha fraca, não se classificando em seu grupo, o “João Havalange”, onde ficou em quinto lugar.

Classificação grupo João Havelange - cmpeonato paulista série a2 - 1959
São Caetano EC - Campeonato Paulista séire A2 - 1958

Em 1960, o São Caetano EC fecha definitivamente suas portas para o futebol profissional e passa a se dedicar apenas ao clube social. Uma pena para a cidade, principalmente pra quem vive na região central que foi quem mais se apegou ao time.

Vale destacar outro time que fez história: o Cerâmica FC, fundado em 13 de maio de 1925 por operários da “Cerâmica Privilegiada” famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos refratários. O Cerâmica chegou a disputar a Divisão Intermediária da LFESP em 1939.

Time de 1954:

Como sabemos, a cidade ainda veria surgir novos times que chegariam ao profissional, como a TransAuto, o SAAD, a AD São Caetano

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O Estádio Américo Guazzelli – A casa do Corinthians de Santo André

Ainda em quarentena, damos sequência aos posts sobre os Estádios do Grande ABC. Hoje é o dia de falar sobre o Estádio Américo Guazelli.

Estádio Américo Guazelli - Corinthians FC Santo André

Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.

O Estádio é a casa do Corinthians de Santo André.

Corinthinas Futebol Clube de Santo André

Esse post é uma homenagem a dois grandes nomes do futebol de Santo André. O primeiro é o amigo de arquibancada “Seo” Nelson Cerchiari, figura importante na história do Corinthians e até hoje acompanha o futebol local, em especial o nosso Ramalhão.

Pra se ter ideia, a foto abaixo é lá de Mirassol (pertinho…) onde ele esteve acompanhando o tetra campeonato da A2 em 2016.

Nelson Cerchiari

A segunda homenagem, infelizmente é póstuma. Trata-se de Paschoalino Assumpção, um cara com uma mente a frente do seu tempo, que soube colecionar dados e anotações, que acabaram virando 2 livros incríveis, que serviram de base para a pesquisa de hoje.

Paschoalino Assumpção
Livros Paschoalino Assumpção

O mascote e apelido do time e que dé também nome a um dos livros do Paschoalino é “Galo Preto da Vila Alzira“:

O Galo Preto da Vila Alzira

O time é um verdadeiro marco da história do futebol do ABC, assim como o mitológico Estádio Américo Guazzelli.

Corinthians FC de Snto André
Estádio Américo Guazzelli - Corinthians Santo André

O nome da equipe de Santo André não é em referência ao homônimo paulistano, mas ao original, o Corinthian Football Club, time inglês que excursionou pelo Brasil há mais de 100 anos atrás.

Distintivo do Corinthinas Casuals

Assim, em 15 de agosto de 1912, nasceu o Corinthians Foot-Ball Club de São Bernardo.

Estádio Américo Guazzelli

Isso porque até 1938 toda a região do ABC era chamada de São Bernardo do Campo.

Corinthinas de São Bernardo

A evolução do distintivo do time é um verdadeiro registro histórico do Grande ABC. Com a emancipação de Santo André, o time passa a se chamar Corinthians Futebol Clube de Santo André, também conhecido carinhosamente como o “Corinthinha“.

Corinthians FC de Santo André

A história do Corinthians se escreveu em paralelo à do futebol paulista, numa época em que as ligas do municipais organizavam campeonatos disputadíssimos, com outros fortes times da região, como o Primeiro de Maio FC, (seu grande rival), o Ribeirão Pires FC, o São Caetano EC, o Pilar (de Mauá), o Palestra, o Meninos e o EC São Bernardo entre outros times classistas como a Pirelli, Volkswagen ou o Clube Atlético Rhodia, dono do esquadrão abaixo, de 1948:

Clube Atlético Rhodia - 1948

Segundo o livro “O galo preto da vila Alzira“, o Corintians começou mandando seus jogos em campos de outros times, primeiro em um que ficava bem no centro, entre as ruas Senador Fláquer, Gertrudes de Lima e a Abílio Soares, somente em 14 de agosto de 1925 adquiriram a área onde seria construído o seu campo, na Vila Alzira, perto do Ipiranguinha. Aliás, olha como era o bairro, antigamente:

Ipiranguinha - Santo André

Existem poucas imagens que registram o estádio Américo Guazzelli do começo do século XX. As que existem são essas fotografias granuladas, com pouca resolução e sem imaginar o tamanho da história que seria escrita nesse gramado.

Estádio Américo Guazzelli - Coritnhians Santo André

Mas o que sobra dessa época são lembranças, histórias e títulos. Olha essa foto do time de 1921 (escrevo esse post em 2020, ou seja… a um ano do centenário dessa foto!!)

Corinthians Santo André - 1921

Em 1921, esse time foi campeão paulista pela FPD, ficando com a Taça Guaraná Espumante formada por times descontentes com a APSA, na época. Participaram também da competição: Antártica FC, AA Barra Funda, AA Estrela de Ouro, EC Jundiahyense, Federação Espanhola FC, Itália FC, Ruggerone FC, União Artística R. Cambucy, União Brasil FC, União Fluminense FC (um dos que provocaram a revolta e a criação do campeonato paralelo), União Lapa FC, Vila Clementino FC.

Em 1923, o Coritnhians FC disputou a Zona São Paulo Railway do torneio do Interior e acabou em 3º lugar. (Paulista de Jundiaí liderou seguido pelo Coritnhians Jundihayense, e depois Atibaiense e o Brasil de Santo André).

Em 1925, mais uma vez disputa o torneio do interior ao lado da Ponte Preta, Guarani, D’alva (Campinas) e do Paulista de Jundiaí, ficando novamente em 3º, atrás do Paulista e da Ponte Preta.

Campeonato do Interior 1925
Campeonato do Interior 1925

Em 1927, o futebol paulista passa por uma divisão em duas entidades: a APEA (Associação Paulista dos Esportes Atléticos, originalmente APSA – Associação Paulista de Sports Athleticos) e a LAF (Liga dos Amadores de Foot-ball), com isso, o Corinthians recebeu uma vaga para jogar a primeira divisão (que teve o Palmeiras – Palestra Itália, até então como campeão) e fez com que o time abandonasse o Campeonato do Interior da APEA:

Fichas técnicas campeonato paulista 1927
Fichas técnicas campeonato paulista 1927
Campeonato Paulista 1927

Em 1928, o time buscou fortalecer-se realizando uma fusão com o maior rival, o Primeiro de Maio FC, dando origem ao Clube Atlético São Bernardo. Olha o time no seu jogo de estreia (6×1 contra a Portuguesa Santista):

CA São Bernardo

Com este nome eles disputaram a “A2” da APEA naquele ano e obtiveram bons resultados e terminando em 3o lugar, mas aparentemente a parceria não deu certo e eles perdendo o último jogo contra a Alpargatas de WO.

Classificação Campeonato Paulista - A2 1928 - APEA

Aqui, o time rival: o Primeiro de Maio FC jogando como visitante no Estádio do Corinthians FC, olha o público que comparecia!!

Primeiro de Maio FC no Estádio Américo Guazzelli - 1930

Em 1932, o time disputa a Segunda Divisão (o quarto nível do estadual). Aqui, o time de 1938:

Corinthians Santo André 1938

Aqui, o time já em 1939 que seria reconhecido pelo título da “Divisão Intermediária“, o equivalente à série A2 do futebol paulista.

Campeonato Paulista - Divisão Intermediária da LFESP 1939

Esse foi o time responsável pela conquista:

Corinthians de Santo André 1939

Em 1940, novamente disputa a “intermediária”, mas termina na sexta colocação.

Classificação divisão intermediária 1940

Em 1943, voltou a disputar o Campeonato do Interior, pela 16ª região, ao lado da AA Juqueri, CA Paulista, União Tietê FC, AA Industrial, Ribeirão Pires FC, EC São Bernardo, Palestra de SBC, São Caetano EC, Primeiro de Maio FC, CA Piratininga e do CA Democrata. Classificou-se para a segunda fase, onde parou no time do Enguaguaçu (2×2 fora de cas ae derrota de 2×1 em casa).

Em 1947, ganhou o título da Copa Inter-Corinthians.

Na sequência, o time disputou mais 8 edições da série A2 do Campeonato Paulista. Primeiro de 1949 a 1953, onde chegou a ser campeão da zona sul em 1951, com o time abaixo:

Corinthinas de Santo André - 1951 - Campeão da Zona Sul
1951

Em 1952, o estádio recebe melhorias e visando aumentar o público e consequentemente as rendas dos jogos do campeonato da segunda divisão foi construído um lance de Gerais e a inauguração se deu no dia 27 de julho com o amistoso contra o Palmeiras da capital. Esta, do lado da rua Cel Seabra.

Estádio Américo Guazzelli - Corinthinas Santo André

E estas do lado da rua Manaus. e o Corinthians ganhou por 2 a 0, como mostra o outro livro de Paschoalino Assumpção “História do futebol em Santo André”.

Estádio Américo Guazzelli - Corinthinas Santo André

Em 52, ainda empatou na Vila Belmiro contra o Santos FC.

No dia 14 de dezembro de 1953 a assembleia aprovou a denominação de Estádio Américo Guazelli em homenagem ao seu ex-presidente.

Muita gente fala sobre as “cadeiras cobertas” e eu encontrei algumas fotos bacanas que as retratam, uma do livro “Industrial de Mauá”, e é o registro de 1966, no torneio de saudade:

Industrial de Mauá - Campo do Corinthians 196

A outra foi postada pelo Ozires, na fanpage “Casa Branca FC“, onde ele sempre publica fotos de times do ABC. É, curiosamente, o time do Palmeirinhas no campo do Corinthians…

Palmeirinhas de Santo André

A terceira foi enviada pelo Ovídio (torcedor fanático do Ramalhão e que acompanhou a época de ouro desse estádio).

E essa de quando o Humaitá (time amador de Santo André) jogou por lá!

Aqui, o time do “Vila Húngara” presente no tradicional Estádio:

Outro fato que ajudou o Corinthians a ser reconhecido mundialmente no universo do futebol é que  no dia 7 de setembro de 1956, o time recebeu no Estádio Américo Guazzelli o Santos FC e entre os jogadores visitantes estava um de apelido “Gasolina”, que entrou e marcou seu primeiro gol. Aquele que logo se tornaria um dos maiores jogadores do mundo: Pelé. E lembram no seo Cerchiari, lá do começo do post? Pois foi ele quem anotou o gol na súmula!

Corinthians de Santo André 1x7 Santos (7 de setembro de 1956)

O goleiro do Corinthians era Zaluar, que ficou conhecido localmente por se apresentar com o título “Goleiro que levou o primeiro gol de Pelé”.

Zaluar - goleiro do Coritnhians FC de Santo André
Cartão Zaluar

Olha ele aí no gol do Américo Guazzelli:

Zaluar - goleiro do Coritnhians FC de Santo André

Aqui, uma visão aérea do Estádio Américo Guazzelli, em1958:

Estádio Américo Guazzelli - Corinthinas Santo André

O Corinthinha disputou ainda 3 campeonatos da A2, em 1955, 56 e 1970.

Desta época, o livro do Paschoalino traz uma linda imagem do time de 1958:

Corinthians Santo André - 1958

Jogou também a série A3 do Campeonato Paulista em 1957 e 1961, retornando ao amadorismo em 62, com o time abaixo:

Corinthians Santo Andre 1962

Aqui, o time de 1965:

Corinthians FC de Santo André - 1965

E esse o time de 1970, com vários jogadores do Santo André FC (que decidiu não disputar o campeonato aquele ano abrindo a vaga para o Corinthians FC) entre eles o goleiro Carlão, que arrumou a foto:

Corinthians Santo André 1970

Falando sobre outros times que mandaram seus jogos lá, em 1957, o CA Ypiranga apresentou a proposta de uma fusão para juntos disputarem a série A1. Embora a fusão não tenha dado certo (muito devido à pressão da imprensa e torcida local), o Ypiranga mandou seus jogos no Estádio Américo Guazzelli.

Estáio Américo Guazzelli - 1958

Essa foto acima e esta abaixo são da preparação do estádio para uma partida do CA Ypiranga contra o Corinthians da capital e quem as encontrou em uma Gazeta Esportiva de 1958, foi o Doug (Daniel Andrade) um aficcionado por fotos e imagens antigas.

Estádio Américo Guazzelli - 1958

Olha o Schank (que jogou no próprio Corinthians de Santo André) jogando pelo Ipiranga no Américo Guazzelli:

Schank

O Corinthians conseguiu enfrentar os 4 grandes de São Paulo no Estádio Américo Guazelli, além do Botafogo, CA Ypiranga, Ponte Preta, Portuguesa e o que se via era um estádio sempre cheio!

Em 1967, foi a vez do time Irmãos Romanos mandarem seus jogos no campo do Corinthians.

Distintivo da Sociedade Esportiva Irmãos Romano

Esse era o time deles, alguns anos antes, em 1964 (foto do site História do Futebol):

Sociedade Esportvia Irmãos Romano

Outro que fez do estádio sua casa foi o Santo André FC.

Santo André FC

O primeiro jogo oficial do clube ocorreu na comemoração do aniversário da cidade (8 de abril) de 1968, em um amistoso contra o Santos.

E aqui, eu homenageio outro grande pesquisador do futebol de Santo André, Marcelo Bellotti, já falecido, que conseguiu as cópias das fotos do Diário do Grande ABC, desta partida.

Santo André FC x Santos F (1o jogo do Santo André) 8 de abril de 1968
Santo André FC x Santos F (1o jogo do Santo André) Santo André FC x Santos F (1o jogo do Santo André) 8 de abril de 1968

Outra partida inesquecível do Canarinho (na época era este o apelido do Santo André FC, por conta do seu uniforme amarelo) foi um amistoso contra a seleção do Congo:

Estádio Américo Guazzelli - Santo André FC x Congo

Mas vários outros jogos foram disputados ali até a inauguração do Estádio Municipal Bruno José Daniel.

A foto abaixo foi “recolorida” pelo amigo torcedor Roberto:

Santo André FC 1971

Aqui, outra formação:

Corinthians Santo André

No início dos anos 2000, quem aparece como presidente do Corinthians tentando resgatar o futebol do clube e levá-lo novamente ao profissionalismo? Nelson Cerchiari!!! Ele sonhava em disputar a série B3 do Paulista, com o departamento de futebol profissional tercerizado, mas acabou não dando certo.

Atualmente o Corinthias segue no mesmo endereço: Rua 7 de setembro, 248 – Vila Alzira.

Estádio Américo Guazelli - Corinthians FC Santo André
Corinthians de Santo André
Estádio Américo Guazelli - Corinthians FC Santo André

Como o mundo dá voltas, décadas depois do primeiro gol do Pelé, agora o estádio possui uma escolinha do Santos.

Estádio Américo Guazelli - Corinthians FC Santo André

Mas seu estádio não é o mesmo. Já não possui suas arquibancadas, nem o belo campo onde fez história, mas ainda existe um campo!

Estádio Américo Guazzelli - Corinthians Santo André
Estádio Américo Guazzelli - Corinthians Santo André
Estádio Américo Guazzelli - Corinthians Santo André

Depois de muitas ofertas e negativas a pressão imobiliária venceu e parte do que fora o campo (o local em que Pelé marcou seu primeiro gol) se transformou em um empreendimento imobiliário. Outra parte permitiu ao clube social crescer e manter-se vivo e ativo.

Estádio Américo Guazzelli - Corinthians Santo André

O futuro deste time centenário, que vivenciou todas as transformações da nossa cidade nos últimos 108 anos? Não sei. Vamos aguardar e ver quais surpresas aguardam o Corinthians de Santo André! Pra terminar uma foto especial com o amigo Mário, outro apaixonado pelo futebol e que me salvou com algumas foto antigas que fizemos em uma visita ao Corinthinha em 2019!

Estádio Américo Guazzelli - Corinthians Santo André

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O Estádio do Grêmio Esportivo Taboão (São Bernardo do Campo)

Puxa, tanto que a gente viaja pra registrar estádios pelo Brasil e mundo afora e acabamos deixando de visitar os estádios, aqui do ABC. Por isso, o post de hoje começa a cumprir esta missão, por um estádio de São Bernardo do Campo.

São Bernardo do Campo

São Bernardo do Campo é a cidade mais populosa do ABC, com cerca de 880 mil pessoas, e uma história muito importante pra região, já que inicialmente abrangia todas as atuais cidades do Grande ABC.
Neste mapa da região metropolitana dá pra ter ideia do que seria uma cidade única no ABC:

Mapa região metropolitana

Vale lembrar que foi em São Bernardo que futebol, política, economia e sociedade se interligaram, durante as greves dos metalúrgicos, em pleno regime militar, o Estádio 1º de Maio (na época, Estádio Distrital da Vila Euclides) foi a sede do comício que reuniu milhares, colaborando diretamente com o movimento das “Diretas já“, tendo como uma das lideranças, o futuro presidente Lula.

comício estádio distrital Vila Euclides - 1979

O segundo fato relativo à cidade é a cena cultural formado pelas bandas de hardcore com sonoridade próxima das finlandesas (vai ouvir Rattus, ou Força Macabra, pra entender), das quais escolhi o Ulster para ilustrar, por se tratar de uma banda antiga (de 1979), importante e impacatante.
Mas poderíamos lembrar do Brigadas do Ódio, Ação Direta, Negative Control, F.D.S., entre outras.

Ulster

O nome “Ulster” é uma referência à cidade irlandesa onde atuava o grupo terrorista IRA. Além do som rápido, agressivo e barulhento, eles tocam com um visual bem diferente, com rostos cobertos por um capuz negro.

Nosso foco hoje é falar do estádio de um dos times de São Bernardo do Campo que disputou o Campeonato Paulista Profissional: o Grêmio Esportivo Taboão.
Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.

Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

O Grêmio Esportivo Taboão foi fundado em 20 de janeiro de 1969, mas na verdade o time deu sequência ao legado do Esporte Clube Taboão, fundado em 1947.
O time disputou seis edições da terceira divisão do Campeonato Paulista, de 1982 a 1987.
Aqui, os resultados de sua participação em 1984, da qual não passou da segunda fase:

Campeonato Paulista 3a divisão - 1984
Campeonato Paulista 3a divisão de 1984

Aqui, os resultados de 1985, quando o Grêmio Esportivo Taboão não passou da primeira fase:

Campeonato Paulista da 3a divisão - 1985

Em 86, mais uma vez o time não passou da primeira fase da terceira divisão, com os resultados:

Campeonato Paulista da 3a divisão - 1986

Alguns recortes de jornal fornecidos pelo Dagoberto, do atual time:

Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo
Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo

Além disso, o GE Taboão disputou três edições da quarta divisão, entre 1988 e 1990. Aqui, a tabela de jogos da 4ª divisão de 1989 (antes que você pergunte, não só a mídia, mas a própria federação chamava a 4a divisão de “Terceira” porque a primeira divisão era chamada de “especial”:

Grêmio Esportivo Taboão na terceira divisão
 Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo
Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo

Aqui, uma foto do time:

Grêmio Esportivo Taboão

Nessas competições o time teria utilizado algumas vezes o Estádio do Baeta, mas também mandou os jogos no seu Estádio.
E fomos até lá, no bairro do Taboão, conhecê-lo!

Estádio do Grêmio Taboão - SBC
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

Aqui uma olhada no meio campo:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

Aqui, o gol do lado esquerdo (pra quem está na arquibancada):

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo

Aqui, o gol do lado direito:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo

O time ainda segue jogando no amador, como se pode ver:

Grêmio Esportivo Taboão

Em suas arquibancadas, há capacidade para pouco mais de mil torcedores:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O belo distintivo do Grêmio Esportivo Taboão está ali na parede!

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

A foto é olhando pelo outro lado do campo, e fomos até lá conferir essa vista!

Os bancos de reserva:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Uma visão de dentro dos bancos:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Pode se perceber que o bairro do Taboão segue crescendo e se verticalizando…

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

É sempre bacana olhar o nome do time ali na parede.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O campo do Taboão segue no meio do bairro, entre uma parte mais urbanizada e um córrego, junto a um piscinão. Não é o cenário mais lindo do mundo. Mas, o futebol ajuda a mudar essa percepção.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O Grêmio Esportivo Taboão ainda é motivo de orgulho e alegria de um monte de gente envolvida com o time.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Mesmo que se sinta espremido por entre o bairro que insiste em crescer, o terrão e a arquibancada seguem firmes.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Pra não deixar a gente esquecer que tudo tem sua história. E, felizmente, tem futuro.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O futuro do Grêmio Taboão segue sendo escrito pelas ações dos atletas e do pessoal que coordena o time.  

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Talvez não vejamos o time de volta ao profissional. Mas o leão seguirá empunhando a bola, firme e forte.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

E o campo seguirá resistindo ao cimento…

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Um grande orgulho registrar esse estádio que levou o futebol do bairro do Taboão para a história do futebol profissional paulista!

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

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O Estádio Bruno José Daniel – A casa do EC Santo André

Dando sequência aos nossos posts sobre os Estádios da região, hoje vou falar do Estádio do meu time do coração, o EC Santo André!

Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.

Para esse post contei com a ajuda de várias pessoas, em especial do amigo e historiador do Ramalhão, Alexandre Bachega! Valeu, Ale!

Distintivo do EC Santo André

O Estádio Municipal de Santo André foi construído pela Júlio Neves (até hoje eles citam o projeto no site deles) e inaugurado em 15 de novembro de 1969, com um amistoso entre o Santo André FC e o Palmeiras (na época, o campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa).

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

O Santo André FC, na época apelidade de “Canarinho” por conta de seu uniforme, prometia uma partida defensiva!

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Olha aí a cor do uniforme:

Santo André FC

O resultado não foi lá muito favorável para o time local, mas a festa valeu a pena!

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Pra quem gosta de fichas técnicas, segue a desta partida, com 3.034 pagantes, embora muitos convidados entraram sem pagar…

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Na preliminar deste jogo, houve uma partida entre duas forças do futebol amador da região: SE Humaitá 1×0 Vila Bela, com gol de João Carlos, o responsável pelo primeiro gol no Brunão.

Humaitá - inauguração do Estádio Bruno José Daniel

O Chicão já nos levou ao Estádio pra descrever o gol do Humaitá, o primeiro gol do Estádio, veja:

A primeira parte a ser entregue foram as arquibancadas cobertas.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André
Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Ainda hoje, o bairro ao redor do estádio tem poucos prédios, mas, na foto abaixo é de uma época em que eram 100% casas!

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André
Estádio Bruno José Daniel

Nunca houve um consenso sobre a capacidade exata do setor das numeradas do Brunão, porque além das cadeiras existiam alguns espaço comuns que em épocas de pouco controle, poderiam ser ocupados…

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Mas na época da inauguração, a capacidade oficial era estimada em 6 mil torcedores.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André
Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Somente em 10 de outubro de 1973, o estádio mudaria seu nome, como homenagem a Bruno José Daniel, que foi goleiro do Primeiro de Maio FC, depois vereador e Prefeito de Santo André e que faleceu jovem, aos 51 anos, menos de um mês após a inauguração do estádio.

Bruno José Daniel

O passo seguinte para a ampliação do Estádio Municipal Bruno José Daniel foi a construção da imponente arquibancada descoberta!

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Começaram a ser construídas em 1976 e foram inauguradas em 1977 em um amistoso entre o Santo André e a Seleção da Bulgária, que terminou em 0x0.

EC Santo André 0x0 Bulgária
EC Santo André 0x0 Bulgária - Inauguração da arquibancada do Estádio Bruno José Daniel

Um resumo das atuações na partida:

EC Santo André 0x0 Bulgária - Inauguração da arquibancada do Estádio Bruno José Daniel
EC Santo André 0x0 Bulgária - Inauguração da arquibancada do Estádio Bruno José Daniel

Mais do que o resultado dentro do campo, o que foi bom mesmo foia arquibancada…. Veja, que linda!

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André
Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Não tive acesso a nenhum documneto oficial que comprove a capacidade da arquibancada descoberta, mas estima-se que suportava 16 mil pessoas na época. Dessa forma, a capacidade total do Estádio Bruno José Daniel era de 22 mil torcedores.

Um “recorte” de uma edição da Placar de 1994 sobre a capacidade do estádio ser de 21.740:

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Mas, essa informação varia para mais (há quem diga em 24 mil) e para menos. Fato é que o recorde de público presente aconteceria em setembro de 1983, num 0x0 contra o Corinthians (último jogo de Zé Maria pelo alvinegro).

Foram 19.189 pagantes oficialmente, mas houve mais de 4 mil pessoas (entre menores e outros) que não pagaram ingresso totalizando um público de mais de 23 mil pessoas. Novamente a Placar, em uma edição de 1987,  cita o tema:

Placar 1987

Em 1980, veio a inauguração dos refletores do Estádio, num amistoso que perdemos de 2×1 para o Santos. Nesse jogo o Ramalhão contou com um grande reforço: o craque Ademir da Guia disputou o início da partida com a camisa Ramalhina!

Ademir da Guia no Santo André

O jornalista e torcedor do Ramalhão, Vladimir Bianchini fez uma entrevista com o “divino” sobre o fato:

O Santo André jogou com Milton; Zé Carlos, Luiz Cesar, Alemão e Roberto; Ademir da Guia (Mazolinha), Arnaldinho e Cunha (Neco); Volnei, Zezinho e Bona.Técnico: Luiz Carlos Fescina.

Dessa forma, o Estádio passou por um longo período sem grandes obras e acabou se tornando conhecido e querido não só pela torcida local como pelos visitantes.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Porém, nem o mais entusiasmado torcedor daqueles já distantes anos 80, iriam acreditar, mas em 2004, com a conquista da Copa do Brasil, o EC Santo André confirmava pela primeira vez na história sua participação na Copa Libertadores de América, como se pode ver nessa linda foto da Gazeta Press:

EC Santo André na libertadores de 2005

E fez se do Brunão, um caldeirão!

Estádio Bruno José Daniel - Libertadores 2005

Mas para poder receber a disputa, o “Brunão” (o Estádio Bruno José Daniel já se fazia íntimo do torcedor há tempos) ganhou, temporariamente um aumento da sua capacidade. Na época, o amigo Thiago Fabri foi até o estádio assim que as arquibancadas ficaram prontas e fez essas fotos pros Ramalhonautas.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - Libertadores 2005
Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - Libertadores 2005

O cálculo da capacidade do Estádio nesse momento era difícil, porque haviam sido alterados os padrões e a capacidade inicial havia sido reduzida para 18 mil, estima-se que com as duas arquibancadas, chegou-se novamente a 20 mil lugares.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - Libertadores 2005

Essas arquibancadas nunca foram utilizadas. Foram feitas só pra cumprir uma obrigação.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - Libertadores 2005

E também pra segurar a faixa dos Ramalhonautas!

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - Libertadores 2005
Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - Libertadores 2005

Assim que o Santo André saiu da Libertadores, as arquibancadas tubulares foram desmontadas, voltando ao “padrão” que todos haviam se acostumado.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Tudo estava em paz até que em 2011 um burocrata teve uma ideia: Vamos derrubar aquela marquise, porque aquilo deve estar perigo…

Estádio Bruno José Daniel - Obras PRefeito Aidan

O então Prefeito de Santo André, Dr. Aidan Ravin (PTB), anunciou uma “grande reforma do Brunão”. E assim, começou o inferno da nossa torcida.

Nunca ficou provado que era tecnicamente necessária a demolição da marquise. Estivemos lá às escondidas para registrar a demolição e recolher alguns pedaços de recordação…

O Santo André precisou atuar em cidades vizinhas como: São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Mauá e até em Araras e dentro de campo as coisas também foram mal… seguidos rebaixamentos no campeonato brasileiro e no estadual.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

A resposta do torcedor foi dada nas urnas, e Aidan, que vinha com grandes chances de se reeleger viu sua carreira política ruir, como ruiram nossas arquibancadas.

Até música o Visitantes (a banda rockeira do Santo André) fez sobre esse difícil momento:

Somente em 2013, o novo  prefeito (Carlos Grana / PPT) reabre o estádio com a presença dos seus torcedores.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Aos poucos as obras trouxeram um novo Bruno José Daniel, no lugar da antiga e vistosa marquise, em 2015 conhecemos uma nova arquibancada descoberta.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Em abril de 2017, voltamos a ter um sistema de iluminação.

Reinauguração do sistema de iluminação do Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Agora, podemos ter jogos noturnos novamente!

Reinauguração do sistema de iluminação do Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André
Reinauguração do sistema de iluminação do Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André
Reinauguração do sistema de iluminação do Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André

Por fim, o último movimento do Estádio foi receber as tendas da Prefeitura e transformar-se em um hospital de Campanha durante a pandemia do Covid 19.

Estádio Bruno José Daniel - EC Santo André - hospital de campanha

Pode se dizer que o Estádio Municipal Bruno José Daniel fez mais do que a sua parte na vida dos andreenses…

Estádio Bruno José Daniel - hospital de campanha 2020

Atualização: após a pandemia, o Estádio Municipal Bruno José Daniel recebeu uma grande mudança: a troca do gramado natural por artificial. Dê uma olhada em como foi a época das obras:

E se você ficou curioso em ver o nosso novo gramado, agora sintético, dê uma olhada em como foi odia da inauguração, com a final da Copa Santo André 2021 (clique aqui e veja o post):

E aqui o vídeo:

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Uma volta pelos estádios portugueses em 2020 – Parte 8: Carvalhal da Azóia, Sintra e Estoril

último post sobre o nosso rolê por Portugal! Já dividimos com você nossa passagem por Lisboa, Leiria, Coimbra, Aveiro, Santarém, Fátima, Vouzela e Viseu, Nazaré, Óbidos e Queluz, além de ter feito quase “ao vivo” um post sobre o jogo entre o Estoril e o Feirense. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Hoje vamos finalizar falando da nossa estadia em Carvalhal da Azoia, Sintra e Estoril! Estoril O nosso rolê começou com um fato inusitado… O Rio Mondego teve uma grande cheia, impedindo sua travessia em alguns pontos. E não é que ao chegarmos ao povoado de Montemor o velho, já quase em Carvalhal da Azoia encontramos tudo parado? Montemor o velho Mas, para nossa alegria, o trânsio só estava suspenso momentaneamente por conta de uma visita especial…

Era água pra caramba…

Montemor o velho

Pouco tempo depois seguimos viagem e em menos de 15 minutos estávamos na casa do nosso amigo Vasco (se você segue o nosso blog há algum tempo, vai lembrar que o Vasco é filho de portugueses, vive na Alemanha e foi nosso guia, quando lá estivemos para conhecer um pouco do punk e do futebol de Dortmund!).

Vasco - Carvalhal de Azoia Dessa vez, como ele estava visitando os pais, em Carvalhal da Azoia, fizemos questão de conhecer a sua aldeia, que fica no concelho de Soure. O lugar é mágico e essencial pra quem quer tirar do coração toda a tristeza urbana das grandes capitais! Carvalhal de Azoia Embora seja um povoado bem pequeno, quem disse que não tem uma igreja histórica por lá? Essa é a Capela da Nossa Sr.ª dos Aflitos: Capela da Nossa Sr.ª dos Aflitos - carvalhal de azoia E desde já fica aí nosso agradecimento à família dele pela recepção 🙂 Carvalhal da Azoia Passear por Carvalhal da Azoia significa um rolê de poucos minutos, até se caminhar por todas as ruas, como se você tivesse voltado ao século passado, quase sem carros, sem barulho, o ser humano interagindo diretamente com a natureza … Carvalhal de Azoia - Portugal Só que o passeio acabou ficando muito mais longo porque, mesmo sendo poucas pessoas, todos (sim, todos) os moradores conhecem o Vasco e não o viam há muito tempo. A consequência foram taças e mais taças de vinho, em casas de pessoas que nunca tínhamos visto antes… Vinho do Porto O fim do dia foi um verdadeiro espetáculo da natureza! Por do sol em Carvalhal da Azoia No dia seguinte, antes de irmos embora, o Vasco nos levou a Montemor-o-Velho para conhecer o Castelo que tem referências documentais desde o século IX. Castelo de Montemor Tempos depois, o Rei Fernando Magno de Leão entregou o castelo ao Conde Sesnando. Castelo de Montemor Não há futebol em Carvalhal da Azoia, mas tudo bem. A amizade e a natureza foram mais do que suficiente para que a felicidade enchesse nossos corações e nos levasse à próxima parada: a cidade de Sintra! Sintra - Portugal Lá, vale a pena destacar o rolê por dois lugares, o primeiro deles, o Palácio Nacional da Pena, construído no estilo romântico, já no século XIX. Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal Desde 1995, o Castelo é Património Mundial da UNESCO. Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal O Palácio da Pena é bem diferente dos castelos que acostumamos a ver. É colorido, multicultural, parece ter sido reconstruído várias vezes (e foi). Pode ser dividido em quatro partes: as muralhas, o castelo em si, o Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos e a a zona palaciana. Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal Se você olhar a foto acima, perceberá um detalhe meio sinistro… Trata-se de Tritão, monstro mitológico meio homem, meio peixe, sinistro hein? Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal Levei a bandeira do Ramalhão para mostrar que esteja onde estiver, sempre nos lembraremos de quem somos! Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal O outro lugar mágico de Sintra é o Castelo dos Mouros. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal Na verdade, é um castelo em ruínas que fica no alto da Serra de Sintra, no meio da floresta. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal O castelo foi contruído a partir do século VIII, época da invasão de Portugal pelos Mouros Muçulmanos do Norte da África, mas acabou abandonado com a reconquista cristã e restaurado no século XIX pelo Rei Fernando II. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal Crónicas árabes dizem que Sintra era uma região muito rica em campos de cultivo e o Castelo dos Mouros foi um dos castelos mais importantes nesta região. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal Quem recuperou o castlo foi o rei Afonso VI de Castela, em 1093 mas os muçulmanos o recuperaram nos anos seguinte. Depois, a segunda cruzada, em 1147 finalmente colocou o castelo nas mãos dos cristãos portugueses. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal O Castelo dos Mouros estava destinado a ser esquecido até que o Rei Fernando II, um apaixonado pela Idade Média ordenou sua reconstrução. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal E pra chegar lá é só subir a montanha, numa caminhada cansativa, mas prazeirosa. Castelo dos Mouros - Sintra - Portugal Mas… Além dos castelos, Sintra também tem muito futebol. A começar pelo Sintra Football. Sintra Football A história do time é muito louca! O Club Sintra Football foi fundado por um jogador de futebol (Dinis Delgado, atual presidente do clube) e dois amigos, em 27 de agosto de 2007. E mesmo sendo um time novo, já coleciona vitórias, sendo atualmente um dos clubes com mais acessos na última década e em Portugal, e por hora, sem nunca ter sido rebaixado! Sintra Football Claro que o time enfrentou (e ainda enfrenta) mil e uma dificuldades de estrutura e financeira, como por exemplo, não ter seu Estádio. Por enquanto, o Sintra joga no campo da AD Oeiras, o Estádio Municipal de Oreiras, mas já jogou também no Estádio 1º de Dezembro, e no Estádio do Real SC. Estádio Municipal de Oreiraas Estádio Municipal de Oreiras Normalmente o time joga para uma média de 300 torcedores, que é um ótimo público para as competições de acesso (eles já subiram do dsitrital para o Campeonato de Portugal), incluindo o Ultras 2007. Ultras 2007 - Sintra Football Outro time da cidade é o Sport União Sintrense. Sport União Sintrense Fundado em 7 de Outubro de 1911, o Sintrense também disputa as categorias de acesso do futebol português e manda seus jogos no seu próprio estádio (eles chamam de Estadio do Sport União Sintrense). Estadio do Sport União Sintrense Veja algumas fotos do excelente site “O gol”, de Portugal. Estadio do Sport União Sintrense Estadio do Sport União Sintrense Estadio do Sport União Sintrense Mais informações, você pode acessar o site deles: www.susintrense.pt Por fim, a Sociedade União 1º Dezembro. Sociedade União 1º Dezembro A Sociedade União 1º Dezembro foi fundada em 1 de Dezembro de 1880!!!!!! Um time do século XIX, é mole? Já disputou a 3ª Divisão do nacional e atingiu a quarta eliminatória da Taça de Portugal contra o Sporting Clube de Portugal. Mandam seus jogos Estádio Conde Sucena. Dá pra ver as fotos do Estádio novamente no site “O gol” Estádio Conde Sucena Estádio Conde Sucena Estádio Conde Sucena E asssim, chegamos à última cidade do nosso rolê: Estoril Estoril Na verdade estivemos em Estoril e CasCais, que é a cidade vizinha, colada mesmo à Estoril e que também possui uma linda praia. Cascais Estoril A gente só tem o fim de ano pra conseguir viajar, isso significa que só conhecemos o inverno europeu, por isso, ver o sol na praia é algo animador! Estoril

Tinha até uma galera pegando um mar…

Estoril É interessante essa mistura entre castelos e o litoral! Estoril Estoril Em Estoril, uma das razões da cidade ser bem visitada é o “Casino Estoril“: Casino Estoril O litoral é bem diferente do Brasil, mas é muito bonito! Estoril Estoril Essa é a piscina oceânica… Uma piscina formada pela água do mar. Pena que não tava tããão quente… Piscina oceânica - Estoril Deu até pra curtir um rolê romântico e pegar um por do sol… Cascais Falando sobre o futebol e Estoril, a cidade é representada no profissionalismo pelo Grupo Desportivo Estoril Praia. Distintivo do Grupo Desportivo Estoril Praia O Grupo Desportivo Estoril Praia foi fundado em 17 de Maio de 1939. Desde 2000, constituiu uma SAD (empresa de direito privado), tema que gera miuta polêmica entre os torcedores portugueses. O time manda seus jogos no Estádio António Coibra da Mota. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal E fizemos questão de visitá-lo num dia normal, sem partida. Mais uma bilheteria pra nossa coleção: Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Olha que legal a pixação ao lado do estádio: “Apoia a tua equipa local”. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal No dia da nossa visita encontramos alguns torcedores locais acompanhando o treino.   Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Aliás, graças a nossa visita ficamos sabendo que dias depois teria uma partida (a que a gente foi assistir). Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal O Estádio António Coimbra da Mota foi inaugurado em 1 de Janeiro de 1939 e tem capacidade para 8 mil torcedores. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal O time do Grupo Desportivo Estoril Praia é chamado de “Canarinhos”, uma referência ao seu uniforme e homenagem à selecção brasileira. Canarinho - GD Estoril Praia O Estoril Praia já chegou a jogar a 1.ª divisão, a primeira vez, na temporada 1944/45, quando meteu um 8×1 no F.C. Porto, mas atualmente, após acessos e descensos, o clube vem jogando a segunda divisão de Portugal, para a alegria dos seus Ultras. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Mas o Estoril Praia chegou a jogar a Liga Europa da UEFA de 2013–14, jogando a fase de grupos ao lado do FC Slovan Liberec, o SC Freiburg e o Sevilla Fútbol Club. E na temporada seguinte , defrontando PSV Eindhoven, Panathinaikos e Dínamo de Moscovo.   Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Olha um dos adesivos deles lá no estádio, pra quem acha que tem espaço no futebol pra xenofobia… Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Esse é o gol do lado direito. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Este o do lado esquerdo: Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal E o meio campo: Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal O estádio possui uma área central coberta e um grande anel descoberto em torno do campo. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Que golaço, essa visita! Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Assim, prometemos que voltaríamos pro jogo e… dito e feito! Clique aqui e veja como foi. Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Pudemos conhecer ao vivo os Ultras do Estoril! Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal E tem punk aê? Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal O amigo Calhal diz que sim! Estádio António Coimbra da Mota - Grupo Desportivo Estoril Praia - Portugal Além do GD Estoril Praia, a cidade ainda conta com o União Recreativa e Desportiva de Tires (URD Tires). O URD Tires foi fundado a 8 de Dezembro de 1962 e disputa o Distrital, quarto escalão da região de Lisboa. Manda seus jogos no Estádio Dr. A. F. Santos Neves, com capacidade para 600 torcedores. Estádio Dr. A. F. Santos Neves - URD Tires Estádio Dr. A. F. Santos Neves - URD Tires Estádio Dr. A. F. Santos Neves - URD Tires Bom, pessoal, aqui chegamos ao fim do nosso rolê por Portugal. Muitas experiências incríveis, estádios, natureza, um doce melhor que o outro, várias pessoas incríveis… E agora seguimos no dia de hoje, 8 de Maio de 2020, em plena quarentena, sem previsão de quando poderemos fazer um role desses de novo. Primeiro por conta do Coronavirus que nos obriga ao isolamento social (necessário para o controle da pandemia) e segundo porque sabe-se lá quando conseguiremos juntar o dinheiro necessário pra uma viagem dessas. Assim, se por acaso você estiver lendo isso já no futuro, quando escaparmos dessa situação, faça aí o seu comentário sobre o que mudou e se já podemos viajar pra ver um jogo, nem que seja pra uma cidade pertinho… Abraços a todos e em especial ao bom povo português!

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Novo livro importante!!!

Júlio Bovi Diogo e o Rodolfo Pedro Stella Jr gostam de desafiar a lógica de mercado, os conselhos dos amigos, a recomendação dos mais centrados e seguem apostando suas forças, grana e energia na publicação de livros… Mas, cá entre nós… Que baita livro! História da 2a divisão no Futebol Paulista Trata-se da “História da 2a divisão no Futebol Paulista”, o segundo volume desta publicação que levanta dados essenciais para jornalistas, pesquisadores e torcedores mais fanáticos sobre a atual Série A2, nesse caso, de 1978 a 1990. História da 2a divisão no Futebol Paulista São fichas técnicas completas, equipes participantes, classificações, foto do time campeão em 320 páginas, no formato A4 (21cm x 29,7 com). São poucos exemplares, por isso, os interessados entrar em contato com Júlio Diogo pelo email – juliodiogo@litoral.com.br.

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Uma volta pelos estádios portugueses em 2020 – Parte 7: Nazaré, Óbidos e Queluz

Lisboa, Leiria, Coimbra, Aveiro, Santarém, Fátima, Vouzela e Viseu, além de um post sobre o jogo entre o Estoril e o Feirense, agora é hora de falar um pouco sobre nosso rolê por Nazaré, Óbidos e Queluz. Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Tivemos pouco tempo para essas cidades, e acredite o rolê por lá é muito legal… Então, confesso que dei muito pouca atenção e tempo ao futebol, mas nada que um pouco de pesquisa não nos ajude… Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Começamos falando de Nazaré, a cidade conhecida como paraíso dos surfistas de ondas gigantes! Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Mas nem só de ondas gigantes vive Nazaré, a cidade também tem um monte de coisas legais pra serem visitadas, como o Mercado Municipal. Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal O nuestro hermano Checho, de Buenos Aires iria quedar loco con essa Vespa: Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Basciamente a praia de Nazaré é dividida em duas partes pelo Miradouro do Suberco, assim de um lado temos a praia de Nazaré, essa da foto abaixo (que tem ondas pequenas) e a praia do Norte (onde ficam as ondas gigantes): Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Dá pra subir lá de carrro, ou pelo elevador turístico. Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Uma vez lá em cima… Aproveite a vista!

Embora fosse inverno em Portugal, que é a época das ondas gigantes, achei que as que a gente viu, não eram aquelas assustadoras…

Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Olha a praia de Nazaré, lá do outro lado… Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Aqui dá pra ver como o mar é dividido em duas praias:

Deu até pra fazer pose…

Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Lá em cima, tem ainda um museu do surfe (vários brazucas são lembrados ali). Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Um visual único! Aqui dá pra ter ideia do tamanho delas comparadas a um surfista:

Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal É um paredão d’ água…. Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal E um paredão rochoso também… Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Um lugar pra ficar na memória! Nazaré e suas ondas gigantes - Portugal Mas Nazaré, também tem futebol! Conheça o Grupo Desportivo Nazareno! Grupo Desportivo Os Nazarenos Fundado em  03 de setembro de 1924, o Grupo Desportivo Nazareno manda seus jogos no  Estádio Municipal da Nazaré. Estádio Municipal Nazaré - Grupo Desportivo Os Nazarenos

O distintivo dos Nazarenos está ali reforçando o amor pelo time da cidade.

Estádio Municipal Nazaré - Grupo Desportivo Os Nazarenos Atualmente, o time disputa o Campeonato distrital da Associação de Futebol de Leiria. Estádio Municipal Nazaré - Grupo Desportivo Os Nazarenos Este é o time que jogou a temporada de 2017/18: Grupo Desportivo Os Nazarenos O Estádio Municipal de Nazaré tem capacidade para quase 5 mil torcedores. Estádio Municipal de Nazare - Portugal Vamos dar uma olhada no entorno do estádio, antes de irmos embora…

Nossa próxima parada (onde passamos a noite) foi a misteriosa cidade murada de Óbidos. Óbidos - Portugal Na verdade, Óbidos é uma vila portuguesa, do distrito de Leiria e é um lugar mágico. A princípio a gente só ia passar por lá, mas decidimos dormir na cidade uma noite pra sentir o clima, e o hotel já ajudou a gente a entrar no clima: Óbidos - Portugal Óbidos - Portugal Além dos apetrechos tinha um modelo de soldado das cruzadas. Óbidos - Portugal Desde 2007, o Castelo de Óbidos é considerado um dos monumentos mais relevantes do património arquitetónico português. E não é por menos, se liga no visual: Óbidos - Portugal Óbidos - Portugal O nome Óbidos não tem nada a ver com “óbitos”, mas sim “ópido”, que significa “cidadela”, ou “cidade fortificada”. E os muros não a deixam mentir… Óbidos - Portugal Óbidos - Portugal O lugar esteve nas mãos dos Mouros até 1148, quando passou para as mãos dos cristãos e se tranformou, séculos depois nesse lugar turístico, praticamente adormecido no tempo. Óbidos - Portugal Nosso hotel ficava fora da muralha (bem mais barato), mas da área externa podiamos ver o castelo. Óbidos - Portugal Mas ainda restam lembranças dessa história… Óbidos - Portugal Aqui, a diversão é andar pelas ruelas dentro das muralhas e tomar ginja (um licor de cerejas portuguesas que vem dentro de um copinho de chocolate). Óbidos - Portugal

Óbidos tem um monte de doces gostosos! Óbidos - Portugal Em 2015, a UNESCO considerou Óbidos como cidade literária, e o resultado foram várias livrarias nos lugares mais doidos possíveis. Óbidos - Portugal Assim, rolou a reabilitação de espaços degradados transformados em livrarias. Até a Igreja de Santiago se transformou em uma livraria! Óbidos - Portugal Óbidos - Portugal Olha ela por fora: Óbidos - Portugal Também passamos pela Igreja Santa Maria, a Matriz de Óbidos, cuja história se inicia láááá no período visigótico, sendo sido convertida em mesquita durante a época muçulmana e reconvertida para o cristianismo após D. Afonso Henriques ter conquistado a vila, em 1148. Óbidos - Portugal Não deu tempo pra conhecer o estádio local, a casa do Óbidos Sport Clube. O time foi fundado em 1925, este é o elenco de 2019: Estádio Municipal de Óbidos - Óbidos Sport Clube - Óbidos - Portugal Achei no Face deles mais umas imagens do time: Óbidos Sport Clube - Óbidos - Portugal O Óbidos Sport Clube manda seus jogos no Estádio Municipal de Óbidos. Estádio Municipal de Óbidos - Óbidos Sport Clube - Óbidos - Portugal O estádio tem capacidade para 3 mil pessoas. Estádio Municipal de Óbidos - Óbidos Sport Clube - Óbidos - Portugal E fica numa área mais distante de onde estávamos: Estádio Municipal de Óbidos - Óbidos Sport Clube - Óbidos - Portugal Nossa próxima parada foi a cidade de Queluz, para conhecer o Palácio de Queluz:  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal Foi neste palácio, mais precisamente neste quarto (o quarto é chamado D Quixote) onde nasceu e morreu D Pedro I:  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal O Palácio é um verdadeiro museu, com diversos materiais e decorações do século XIX.  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal E fica numa área que é um verdadeiro parque.  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal O ambiente interno é realmente uma volta ao passado!  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal E as estátuas do lado de fora são no mínimo…. curiosas!  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal Eu estava lendo a biografia de D. Pedro I e por isso o passeio foi bem esclarecedor.  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal Por falar em D. Pedro I, olha ele aí!  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal E aqui, o pai dele, D João:  Palácio Nacional de Queluz - Queluz - Portugal Também não tivemos como conhecer o futebol local e o time do Real Sport Clube, cujo nome é uma homenagem ao Palácio Real de Queluz, mas fica aí nossa homenagem a mais um time das divisões de acesso de Portugal. Real Sport Clube - Queluz - Portugal O Real Sport Clube nasceu da fusão de dois times, em 1995: o Grupo Desportivo de Queluz (este fundado em 1951) e o Clube Desportivo e Recreativo de Massamá e manda seus jogos no Complexo Desportivo do Real Sport Clube, com capacidade para 3.600 torcedores, quem sabe numa próxima vez possamos conhecê-lo ao vivo! Complexo Desportivo do Real Sport Clube

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