No início de dezembro de 2025, estivemos na estrada para uma viagem até Brodowski com a missão de acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia com os amigos Mário e Brasileiro (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).
Mas, além da partida, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade.
A Antiga Estação Ferroviária guarda um pouco da memória de quando os trens conectavam Brodowski com o mundo.
A placa explica um pouco da importância da ferrovia à época. Incrível a gente ter perdido tudo isso não é mesmo?
A Estátua que antes homenageava as despedidas e a saudade dos que se vão pelas linhas do trem, hoje, pra mim, representa a falta que a própria ferrovia faz… Ela partiu e sabe lá quando volta…
Interessante eles manterem exposto um canhão usado na segunda guerra para lutar contra os nazistas! Nunca é bom esquecer essas coisas.
A praça em frente à estação guarda muitas lembranças também. O que dizer desse banco, com a propaganda da Casa Macchetti? Olha o número do telefone: 66. E mais nada.
Ali está também o Coreto da cidade! É algo simples mas que combina demais com a cultura local.
Brodowski também é muito conhecida por ser a cidade natal de Portinari e sua casa se tornou um museu que recebe muitos turistas!
Algumas construções sobreviveram ao tempo até hoje…
Falando do sagrado, essa é a igreja matriz da cidade…
Mas, falando sobre o profano… A versão local da carreta furacão também arrebata corações por lá!
Como já dissemos, o futebol na cidade é mais que um esporte, é mesmo uma cultura que faz a cabeça de quem vive por lá. Até o Portinari entrou nessa fita!
Mesmo com times novos surgindo, a rivalidade local fica mesmo por conta do clássico entre o CA Bandeirante e o Brodowski FC, e como já falamos bastante do primeiro, é hora de falar sobre o time mais antigo da cidade…
O Brodowski FC foi fundado em 15 de setembro de 1920, e tem uma história cheia de mistérios, visto que não existem muitos documentos sobre essa primeira fase do time.
O Brodowski sagrou-se também campeão-amador setorial, em 1970, 1971 e 1976 e ainda em 1981, 1982 e 1983, e vice-campeão estadual no ano de 1983. Em 1986, é campeão amador do estado!
Fomos conhecer o seu Estádio, o “Zé Turquim”.
Pelo que entendi, conversando com os moradores, mesmo antes de ser um estádio, o campo do Brodowski sempre foi ali, desde 1920.
Infelizmente não conseguimos entrar no campo, então demos um jeitinho… Acabamos fazendo amizade com o pessoal que mora bem ao lado do estádio (aliás, um abraço a vocês!!!) e, do quintal deles pudemos registrar o campo!
Ali dá pra ver a arquibancada coberta e o gol do lado esquerdo:
Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!
Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui. Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis. Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas. Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:
A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas. Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis. A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.
As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.
Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.
Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira. Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.
Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!
Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919. Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:
Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:
Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.
Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:
Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!
Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:
Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!
Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!
Sinta o clima do estádio durante nossa visita:
O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…
Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.
Aqui, o gol da esquerda:
O meio campo:
E o gol da direita:
Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.
E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer. Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!
Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!
E este outro modelo branco:
O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…
E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.
O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!
Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!
A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.
Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.
Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!
Em 2010, estivemos em São José do Rio Preto e além de registrar o Estádio do América, aproveitamos para conhecer o tradicionalíssimo estádio do Palestra Esporte Clube, time que marcou o início da história do futebol de São José do Rio Preto.
Aqui tem uma imagem aérea do próprio clube:
Não consegui entrar para fotografar a parte interna do campo, mas ao menos deixei registrada nossa passagem por esse marco histórico.
O Palestra foi fundado em 15 de março de 1931 com o nome de Palestra Itália Futebol Clube, às margens do rio Preto. Seu nome foi alterado para Palestra Esporte Clube em 1939, devido à 2ª Guerra Mundial. Atualmente o clube vive uma dramática crise, correndo o risco de ter que vender partes de sua sede para sanar a economia.
O terceiro e não menos importante Estádio é o Anísio Haddad, o popular Rio Pretão, onde o Rio Preto manda seus jogos.
E lá estávamos nós em mais uma cancha…
O Estádio também é bem grande. Tem capacidade para quase 19 mil torcedores e foi inaugurado em 1968.
Seu nome é uma homenagem ao ex presidente do clube, Anísio Haddad.
E dessa vez, marquei presença com a minha camisa pirata do Boca.
O Estádio é todo verde, merecia uma nova mão de tinta, que deixaria o estádio ainda mais mágico.
Vi essa placa e fiquei me perguntando se a sede era ali no mesmo lugar, ou se simplesmente levaram a placa para lá.
Assim, ficamos contentes em visitar uma cidade tão importante para o futebol e economia nacional.
Quando estivemos em Rio Preto em 2022, também demos uma renovada nas fotos do Estádio Anísio Haddad:
E ainda aproveitamos para rever alguns amigos do ABC que agora são cidadãos riopretenses, caso do Ronaldo Pobreza (vocal da banda mais foda do Brasil de skate punk, o Grinders):
E do amigo Orides, que segue gerindo a tradicional Taberna Canova lá na cidade:
Fica aí um início de dia inspirador pra quem sabe convencê-lo a conhecer São José do Rio Preto:
Aproveitamos o feriado da consciência negra de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes. Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena entender o que é o racismo, e o GOG pode ajudar nessa ideia:
E já que você ouviu ele falar, ouve o que, pra mim, é um dos maiores cantores do nosso país e que devia ser ouvido nas escolas antes mesmo de lermos Machado de Assis.
Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).
No caminho para Ribeirão, aproveitei para fazer algumas paradas. A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018).
A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que iniciamos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi! E veja aqui, como foi o rolê este ano.
Finalmente em Ribeirão, além de registrar o Estádio do Comercial, também demos um rolê pela cidade, fomos conhecer o Mercadão.
Olha que lindo o prédio do Teatro Pedro II, ali no centro, pertinho, no mesmo quarteirão da famosa choperia Pinguim.
Também paramos na Sorveteria do Geraldo, um verdadeiro patrimônio de Ribeirão Preto!
Finalmente chegamos ao Estádio Santa Cruz…
O estádio foi inaugurado em 21 de janeiro de 1968, com um amistoso entre o Botafogo e a Seleção da Romênia, e o time da casa meteu logo um chocolate nos gringos: 6×2.
Animado em registrar um estádio com tantas histórias, fui correndo bater na porta para poder reencontrar a parte interna do Santa Cruz.
O Estádio é a casa do tradicional Botafogo de Ribeirão Preto!
Estive lá em 2014 acompanhando a final da Copa Paulista: Botafogo x Santo André.
Mesmo embaixo de forte chuva durante os 90 minutos, o público foi bem interessante.
E o Ramalhão ainda saiu campeão…
De lá pra cá algumas coisas mudaram… O Botafogo virou SAF e o Estádio, uma arena com nome de empresa. Na prática? Gente sem nenhuma conexão com o time trabalhando por lá, recebendo com muito mal humor quem, como eu, se interessa pelo Estádio. Que diferença de como fomos tratados no estádio do rival…
Perguntei se existia alguma maneira de pelo menos ver o campo e a resposta foi “nenhuma chance”. Me pergunto se a diretoria do Botafogo sabe quem cuida do estádio em dias “normais”. Eu prefiro acreditar que sempre existe um jeito e fui caminhar dando a volta no estádio.
Olha que legal a loja (ou as lojas?) do time:
Enfim… Dando a volta cheguei em dois restaurantes que ficam junto do estádio e, adivinhe, têm vista pro campo. Um deles é o Hard Rock Café, e, pô, rockeiros sempre se ajudam, mas… não hoje. A moça foi quase tão chata quanto o funcionário do Estádio. Sempre achei que por trás desse falso título de rock o tal Hard Rock Café fosse um nojo. A moça só comprovou.
E aí… Restava o Bar do Zeca Pagodinho… E os caras foram muito gente boa e me deixaram entrar para registrar o campo ali da parte de dentro do bar…
Não só me deixaram entrar como ao verem que eu estava tirando foto do campo, atrás da janela de vidro, me convidaram a acessar a área das arquibancadas… E assim, lá fomos nós…
Logo de cara já registrei o campo como tradicionalmente faço, aqui o gol da esquerda:
O gol da direita:
E o meio campo:
Claro que fiquei contente de poder registrar esse lindo estádio e acabei mais feliz do que chateado por achar que o funcionário do Botafogo que trabalha no estádio poderia no mínimo ter me dito “Tenta lá nos restaurantes”…
Mas fico me perguntando se esse cenário está mesmo correto… Se o clube não poderia explorar melhor o estádio como ponto turístico ou mesmo para ampliar a relação com sua torcida.
Vivenciar um rolê assim, conhecendo o estádio em um dia sem jogo é uma maneira diferente de se relacionar com o espaço, com o local, com o time…
Eu n˜ão consigo deixar de pensar que se eu fosse dar ouvidos ao cara que oficialmente trabalha no clube e deveria ser o mais interessado nisso, eu teria ido embora sem ver o sol brilhando no Estádio Santa Cruz…
E olha que linda a arquibancada tricolor! Foi muito bacana a experiência e agradeço demais o pessoal do Bar do Zeca Pagodinho, foram os mais boleiros do dia! Estádio não é só concreto e ferro, é memória, afeto e deveria ter gente que carrega o clube no peito.
No feriado de Corpus Christi de 2023, tivemos a oportunidade de acompanhar uma partida do EC Santo André em São João del Rei contra o time do Athletic Club.
Claro que aproveitamos para registrar o Estádio Joaquim Portugal e você encontra maiores detalhes no post que fizemos só sobre isso (veja aqui):
Mas a história do futebol em São João Del Rei é muito rica e acabamos indo atrás de maiores detalhes de outros times da cidade.
No segundo post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio João Lombardi, a casa do Minas FC (confira aqui o post)
No terceiro post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio Paulo Campos, a casa do Social FC e do Figuerense EC (confira aqui o post)
Nesse quarto e último post vamos falar sobre o América Recreativo e Futebol, time fundado em 14 de abril de 1939 e o seu incrível Estádio Ely Araújo.
O América Recreativo e Futebol foi fundado por apaixonados pelo futebol, entre eles João Veríssimo da Silva, pai de Telê Santana e um apaixonado pelo América da capital mineira (provavelmente o nome é uma homenagem). Em 1948, o próprio Telê jogou pelo time de São João del Rei!
O AméricaRF participou de diversas competições amadoras envolvendo os times da região, até que em 1967 se profissionalizou e disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, terminando em 3º lugar no seu grupo.
Em 1968, nova disputa e dessa vez a 7ª colocação.
Em 1969, foi criada mais uma divisão no Campeonato Mineiro, e assim, o América RF passou a jogar a Terceira Divisão, mas apenas 2 equipes toparam participar no grupo: o próprio América e o Athletic, que venceu os dois jogos: 2×0 e 2×1 e fez a final com o Nacional de Muriaé.
O time se licenciou e só voltou a uma competição oficial em 2006, disputando o Campeonato Mineiro Feminino da 1ª Divisão em 2006, ficando na 3ª colocação do seu grupo e depois disputando o Campeonato Mineiro Feminino regional.
Atualmente está de volta às disputas amadoras:
E por isso fomos até o Estádio Ely Araújo, registrar o local onde o América vem escrevendo sua história.
O Estádio fica na Avenida Leite de Castro, e atrás dele passa um braço do Rio das Mortes. Essa é a entrada do Estádio, bem singela, eu diria, mas é um graaaande corredor até chegar no estádio (veja no mapa abaixo que vai entender).
Há uma pequena placa indicando o nome do Estádio: Ely Araújo!
Uma placa menor indica que em 99 houve a inauguração de uma parte das arquibancadas.
Entrando por esse corredor chegamos ao Estádio. Vamos dar uma olhada:
O distintivo do América está presente em várias as paredes do clube! Aliás, tem um lindo ginásio, mas acabei não fotografando 🙁
O futebol e a religiosidade sempre andaram meio juntos… E no caso do América e do Estádio Ely Araújo não é diferente: olha o pequeno altar que existe na entrada do campo:
Chegando ao campo, olha que bacana… O time veterano do América está se preparando para um amistoso! Só não entendi porque o uniforme do time agora é verde 🙁
E olha que louca a arquibancada coberta, logo do lado da entrada do Estádio:
Do outro lado, também existe um outro lance de arquibancadas cobertas:
Vamos curtir um pouco do clima do pré jogo:
E olha aí o time posando para a foto:
E pra finalizar, o nosso tradicional registro do gol do lado direito:
Aqui, o gol do lado esquerdo:
E aqui, o meio campo:
Foram apenas 2 dias pela cidade de São João del Rei , mas deu pra ter ideia da importância e da grandeza do futebol local para a cidade!
Como o nome indica, a cidade tem sua história ligada ao cultivo do café. Lembra que no post anterior (sobre Pirajuí) citamos que aquela cidade fora uma das maiores produtoras mundiais? Pois bem, Cafelândia era uma vila de Pirajuí e se desenvolveu graças ao viciante pó preto. Somente em 1926 foi criado o município de Cafelândia, desmembrado-se de Pirajuí.
Porém, a crise do café obrigou a procura por outras culturas (como a cana de açúcar) e pela pecuária como atividade econômica. Atualmente, Cafelândia conta ainda com um distrito industrial com empresas de pequeno e médio porte. Mas mantém sua cara de cidade tranquila…
A cidade também possui uma importante Feira de Artesanato, a Cafeartes, que antes da pandemia, acontecia no feriado de 7 de setembro (ou seja, se estivesse tudo ok, nós teríamos conhecido o evento…)… Só nos restou conhecer a igreja local.
Mas o ponto chave dessa visita à Cafelândia era registrar o Estádio Santa Izabel, uma das casas do futebol na cidade!
Eu digo uma das casas, porque este foi um dos campos utilizados pelo Glória FC, mas ele não é o único estádio da cidade, e nem o Glória foi o único time de Cafelândia.
Aliás, o Estádio Santa Izabel foi o terceiro campo do Glória. Vamos dar uma olhada lá dentro!
O Estádio Santa Izabel possui uma arquibancada coberta maravilhosa, com uma capacidade para quase mil torcedores! Na arquibancada, mesmo um pouco apagado ainda há também o nome do Glória FC, que ocupou o estádio por um bom tempo e que parece aos poucos voltar à ativa.
Aqui o gol do lado esquerdo:
Ao lado do gol ficam os vestiários do estádio.
O gol do lado direito:
E aqui no meio campo a visão de sua magnífica arquibancada coberta!
Uma placa indica que o estádio foi reconstruído em 1994:
Mas mesmo reformado, não perdeu seu ar de interior, cheio de frondosas árvores espalhadas pelo seu entorno.
E também manteve seu ar bucólico… Já que fica numa área pouco habitada da cidade, com muita natureza ao seu redor…
O gramado segue sendo bem cuidado.
É ou não é um verdadeiro monumento ao futebol?
Esse post teve grande corporação do pessoal de Cafelândia, em especial Wanderley Colmati e Paulo Odenio Pacheco (autor do livro Cafelândia − Histórias e Estórias).
Como ele mesmo me disse, para falar da história do futebol em Cafelândia, precisamos contar sobre os 3 times que disputaram o futebol profissional, começando pelo mais antigo, fundado ainda na época da “vila”: o Cafelândia FC!
O Cafelândia FC, também chamado de “alviverde” foi fundado em 26 de abril de 1923, representando a parte baixa da cidade (a cidade tem mesmo uma parte mais alta e uma baixa, e… um time para cada!). Seu estádio fica na Av. Duque de Caxias, 552 e por isso é conhecido como o “Estádio Duque de Caxias“. Esse Estádio também seria utilizado pela Associação Cafelandense de Esportes.
E aqui algumas fotos que fizemos em 2025 no Estádio Duque de Caxias:
O Estádio segue desafiando os tempos modernos e mantém suas arquibancadas e o campo, hoje dedicado ao futebol amador.
Algumas partes do gramado com aquelas pragas tão tradicionais nos campos…
Esse é o gol da direita:
O meio campo com sua linda arquibancada coberta:
E o gol da esquerda, onde a sigla do time aparece no morro.
Sua cobertura tem uma construção diferente e dá um visual bem legal!
Logo o Cafelândia FC filiou-se à Federação Paulista de Futebol e passou a disputar os campeonatos amadores até 1954, quando decidiu ingressar no profissionalismo disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista de 1955, com uma fraca campanha, terminando seu grupo na última colocação com apenas um empate.
O Cafelândia FC jogou ainda a Terceira Divisão de 1956 e 57, fazendo novamente campanhas fracas, levando-o a se licenciar do profissionalismo e voltar aos campeonatos amadores.
Nesse mesmo ano, em 1966, o time retornou ao profissional, desta vez jogando a Quarta Divisão, mas só permaneceu na disputa por dois anos, licenciando-se novamente ao final de 1967, mesmo tendo feito nesse seu último ano de história a sua melhor campanha.
Aqui, uma outra linda imagem do time:
Porém, nem só de café se faz o futebol da cidade. Em 26 de setembro de 1926, quando a vila tornou-se cidade, surgiu o Glória FC, para a glória da parte alta da cidade.
Como a parte baixa da cidade já possuía seu time de futebol (o (Cafelândia FC), e existia grande rivalidade entre as duas partes da cidade, a parte alta não podia ficar atrás no futebol e assim surgia o alvipreto de Cafelândia, o Glória FC!.
O primeiro campo do Glória F.C. ficava na área onde está a Escola Kennedy e a Praça S.C.J.
Dali, o campo do Glória foi transferido para a Vila Operária, onde hoje está a Escola Presidente Afonso Pena e próximo ao atual Estádio Municipal. Nesse campo, o Glória ), onde disputou vários amistoso com times da região como o Clube Atlético Linense.
O Glória FC foi o primeiro time do interior paulista a jogar no Estádio do Pacaembu, em 1941, contra um combinado formado pelo Corinthians e o então Palestra Itália. E com tamanha força, viu sua torcida aumentar a cada dia, mas em 1945, novamente teve que mudar de campo, indo para um terreno desmembrado da Fazenda ”Santa Isabel” (daí o nome do atual campo que mostramos lá no começo!).
A inauguração do Estádio Santa Izabel coincidiu com a disputa do Campeonato Amador do Interior e a partir de 1946. Esse é o time de 1946:
Esse é o Glória FC de 1947, campeão da 30a região do amador do estado:
Esse foi o grupo:
O time passou uma grande série de jogos sem perder para o rival local (Cafelândia F. C.), de 1945 até 1957, quando no seu próprio campo, perdeu essa invencibilidade por 3 a 2.
No amador, o Glória FC sagrou-se campeão do seu setor muitas outras vezes!
Olha aqui, o campeão do setor de 1963:
A partir de 1955, o Glória FC decidiu participar do Campeonato Paulista da Terceira Divisão, entretanto em seu primeiro ano, o time desistiu da competição e só participou em 1956, com campanha mediana, assim como 1957, porém em 1958 classificou-se para a fase final do campeonato.
Na segunda fase, o time acabou perdendo a classificação para o triangular final para o time do Nevense!
Em 1966, o time voltou para uma última participação no profissionalismo, novamente na Terceira Divisão, mas acabou se despedindo do profissionalismo com uma campanha fraca, o que não apaga sua força como equipe demonstrada até ali!
Recentemente, o patrimônio do Glória FC chegou a ficar abandonado até que um empresário assumiu a presidência na tentativa de reativar o clube.
Mas toda essa rivalidade na cidade acabou quando Cafelândia F.C. e o Glória FC perceberam que talvez poderiam se unir e criar uma nova potência para o futebol: assim, em 17 de março de 1968 surgia a Associação Cafelandense de Esportes que disputou 17 edições do Campeonato Paulista entre a 3a e a 4a divisão, até se licenciar da Federação Paulista em 1984.
Com apoio do então prefeito municipal, Jayme de Lima (ex-jogador do Glória FC), o ACE estreou no profissionalismo, em 1968, na Quarta Divisão fazendo uma campanha sem grandes resultados.
Disputou ainda a Quarta Divisão em 1977, fazendo uma boa campanha, e em 78 e 79, com campanhas ruins. Essa foi a primeira fase:
E essa a segunda fase, de onde o Cafelandense não conseguiu passar:
Mas o ACE também jogou a Terceira Divisão de 1970 a 76 e de 1980 a 84, quando abandonou o futebol profissional. O time de 1972 fez uma grande campanha se classificando para a segunda fase:
Na segunda fase acabou em 6o lugar, 3 pontos atrás do segundo colocado, o Rio Claro:
Em 1973, uma campanha linda! Na primeira fase classificou-se em segundo lugar, atrás da Penapolense:
Na segunda fase liderou o grupo desclassificando o poderoso Mogi Mirim!
E ainda saiu invicto da final, com dois empates e uma dolorosa derrota nos penaltys para o Independente de Limeira… Aliás, naquele ano não houve acesso e ambos os times permaneceram na Terceira Divisão.
Esse foi o time do vice campeonato de 1973:
Aqui, o time de 1975:
Aqui, o amigo Benê de Marília, no time da Cafelandense!
Com o fim do profissionalismo, em 84, logo se desfez a antiga fusão entre Glória FC e Cafelândia FC (em 88), mas mantendo a Associação Cafelandense de Esportes. Em 1990 foi realizada uma reunião com a finalidade de ressuscitar o Glória FC.
A Cafelandense permaneceu voltou a disputar uma competição amadora em 1990, participando do Campeonato Amador da Região de Bauru – Setor 68, tendo conquistado o título da região em 1992, 94 e 96. Esse foi o time de 1990:
Em 2016 retornou às suas atividades participando da 1ª Taça Paulista, Grupo Especial, Sub-18, organizada pela Liga de Futebol Paulista.
Que cidade, que história… Espero que em breve possamos ouvir falar novamente no futebol de Cafelândia!
Puxa, tanto que a gente viaja pra registrar estádios pelo Brasil e mundo afora e acabamos deixando de visitar os estádios, aqui do ABC. Por isso, o post de hoje começa a cumprir esta missão, por um estádio de São Bernardo do Campo.
São Bernardo do Campo é a cidade mais populosa do ABC, com cerca de 880 mil pessoas, e uma história muito importante pra região, já que inicialmente abrangia todas as atuais cidades do Grande ABC. Neste mapa da região metropolitana dá pra ter ideia do que seria uma cidade única no ABC:
Vale lembrar que foi em São Bernardo que futebol, política, economia e sociedade se interligaram, durante as greves dos metalúrgicos, em pleno regime militar, o Estádio 1º de Maio (na época, Estádio Distrital da Vila Euclides) foi a sede do comício que reuniu milhares, colaborando diretamente com o movimento das “Diretas já“, tendo como uma das lideranças, o futuro presidente Lula.
O segundo fato relativo à cidade é a cena cultural formado pelas bandas de hardcore com sonoridade próxima das finlandesas (vai ouvir Rattus, ou Força Macabra, pra entender), das quais escolhi o Ulster para ilustrar, por se tratar de uma banda antiga (de 1979), importante e impacatante. Mas poderíamos lembrar do Brigadas do Ódio, Ação Direta, Negative Control, F.D.S., entre outras.
O nome “Ulster” é uma referência à cidade irlandesa onde atuava o grupo terrorista IRA. Além do som rápido, agressivo e barulhento, eles tocam com um visual bem diferente, com rostos cobertos por um capuz negro.
Nosso foco hoje é falar do estádio de um dos times de São Bernardo do Campo que disputou o Campeonato Paulista Profissional: o Grêmio Esportivo Taboão. Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.
O Grêmio Esportivo Taboão foi fundado em 20 de janeiro de 1969, mas na verdade o time deu sequência ao legado do Esporte Clube Taboão, fundado em 1947. O time disputou seis edições da terceira divisão do Campeonato Paulista, de 1982 a 1987. Aqui, os resultados de sua participação em 1984, da qual não passou da segunda fase:
Aqui, os resultados de 1985, quando o Grêmio Esportivo Taboão não passou da primeira fase:
Em 86, mais uma vez o time não passou da primeira fase da terceira divisão, com os resultados:
Alguns recortes de jornal fornecidos pelo Dagoberto, do atual time:
Além disso, o GE Taboão disputou três edições da quarta divisão, entre 1988 e 1990. Aqui, a tabela de jogos da 4ª divisão de 1989 (antes que você pergunte, não só a mídia, mas a própria federação chamava a 4a divisão de “Terceira” porque a primeira divisão era chamada de “especial”:
Aqui, uma foto do time:
Nessas competições o time teria utilizado algumas vezes o Estádio do Baeta, mas também mandou os jogos no seu Estádio. E fomos até lá, no bairro do Taboão, conhecê-lo!
Aqui uma olhada no meio campo:
Aqui, o gol do lado esquerdo (pra quem está na arquibancada):
Aqui, o gol do lado direito:
O time ainda segue jogando no amador, como se pode ver:
Em suas arquibancadas, há capacidade para pouco mais de mil torcedores:
O belo distintivo do Grêmio Esportivo Taboão está ali na parede!
A foto é olhando pelo outro lado do campo, e fomos até lá conferir essa vista!
Os bancos de reserva:
Uma visão de dentro dos bancos:
Pode se perceber que o bairro do Taboão segue crescendo e se verticalizando…
É sempre bacana olhar o nome do time ali na parede.
O campo do Taboão segue no meio do bairro, entre uma parte mais urbanizada e um córrego, junto a um piscinão. Não é o cenário mais lindo do mundo. Mas, o futebol ajuda a mudar essa percepção.
O Grêmio Esportivo Taboão ainda é motivo de orgulho e alegria de um monte de gente envolvida com o time.
Mesmo que se sinta espremido por entre o bairro que insiste em crescer, o terrão e a arquibancada seguem firmes.
Pra não deixar a gente esquecer que tudo tem sua história. E, felizmente, tem futuro.
O futuro do Grêmio Taboão segue sendo escrito pelas ações dos atletas e do pessoal que coordena o time.
Talvez não vejamos o time de volta ao profissional. Mas o leão seguirá empunhando a bola, firme e forte.
E o campo seguirá resistindo ao cimento…
Um grande orgulho registrar esse estádio que levou o futebol do bairro do Taboão para a história do futebol profissional paulista!
Mais uma camisa e uma história resgatada do nosso baú! É do fim de 2016, quando nos planejamos o ano todo para fazer um rolê que começaria pela Itália e acabou nos levando até a Eslovênia e à Croácia. Em terras italianas, pudemos conhecer a mágica cidade de Veneza.
Mesmo sabendo que se trata de uma cidade em meio às águas, confesso que eu achava que ia andar de busão e trem por lá, mas a realidade era mesmo outra…
Bom, pra quem, como nós até então, nunca esteve em Veneza, posso dizer que andar pela cidade é no mínimo desconcertante…
São vielas, pontes, canais e um verdadeiro labirinto que transforma em aventura tentar chegar a qualquer lugar, até você se acostumar. Principalmente a noite.
Como tínhamos poucos dias (como sempre) aproveitávamos todo o tempo possível andando pelas ruelas da cidade e registrando os lugares mais marcantes.
É um lugar mágico que quebra o pensamento padrão que temos sobre as coisas, principalmente sobre a relação com a água.
No dia seguinte, voltamos à praça da Igreja Basílica, principal praça da cidade.
As pixações na cidade mostram que a questão política também está nas ruas de Veneza!
Assim, entendemos que pra cruzar as distâncias maiores, é necessário usar o transporte coletivo, os barcos no caso…
As gôndolas que todo mundo sonha também estão lá, mas… É um rolê de turista que tem grana pra esbanjar…
A gente ficou nos barcos “Vaporetto” mesmo (e ainda assim usamos poucas vezes, porque também não é tão barato).
As águas dividem a ilha em várias partes, mas existem sim ruas e calçadas para se caminhar por Veneza.
Mas… Não foi pra ver os canais nem as gôndolas que viemos a Veneza, e sim para obter a 186ª camisa da nossa coleção e aproveitar para conhecer o Estádio onde manda seus jogos.
Ah, estamos falando do Venezia Football Club.
O Venezia Foot Ball Club foi fundado em 1907 (completando no ano passado seu centenário).
Conquistou a Copa da Itália na temporada 1940–41, esse foi o time da conquista:
Na temporada 1990-91, passou a se chamar Associazione Calcio Venezia 1907, mas em decorrência de problemas financeiros, o Venezia, que havia caído para a Série B na temporada 2004/05, foi expulso da competição no mesmo ano. E esse foi o time rebaixado:
Refundou-se como Società Sportiva Calcio Venezia, disputou a Série C2, sendo promovido à C1 em 2006.
Ao final da Lega Pro Prima Divisione de 2008–09, os problemas financeiros do Venezia fizeram com que novamente fosse expulso da competição, remanejando para a Série D, sob o nome de Foot Ball Club Unione Venezia.
Em 2011-12, voltou à Lega Pro Seconda Divisione, mas novamente por problemas financeiros, não se inscreveu para a edição 2015-16 e acabou rebaixado outra vez à Série D, adotando o nome atual. Ao menos, em 2016,garantiu o acesso à Série B nacional, com o 1º lugar no grupo 1 da Lega Pro (atual Serie C).
Bom, e que tal conhecer o estádio onde o dono da nova camisa manda seus jogos? Vamos então ao Pierluigi Penzo!
Nossa tradicional foto na bilheteria!
Uma das características mais comuns do futebol europeu são os adesivos colados ao redor do estádio, e lá estão eles em Veneza.
O Estádio Pierluigi Penzo é um dos mais antigos da Itália, inauguado em 1913, e atualmente tem capacidade para 7.450 torcedores.
Estivemos lá em uma manhã beeeem gelada…
Não havia absolutamente ninguém por lá… Então… decidimos entrar. Vamos lá?
Chegou a receber 26 mil torcedores, em 1966 quando o Venezia enfrentou o Milan.
O Estádio Pierluigi Penzo tem esse nome graças a um aviador da época da primeira guerra mundial.
Li em alguns sites algumas críticas à estrutura do estádio, chegando a dizer que o Venezia teria mandado alguns de seus jogos fora dele, mas confesso que não entendi o motivo. O estádio está muito bem organizado.
Gramado muito bem cuidado, arquibancadas seguras, espaço para imprensa… Tá tudo aí!
Até o banco de reservas nós testamos!
É um cenário bem diferente. O mar está ali poucos metros depois do estádio (até pensei que os zagueiros já devem ter mandado várias bolas navegarem…).
As arquibancadas não tem nada de modernas. Aliás essas atrás do gol são dessas que dá pra montar e remontar, mas ao invés de madeira são chapas de metal.
Aqui dá pra ver o mar, mais ao fundo.
Do outro lado, cenário bucólico de prédios baixos onde a população local mora.
Homenagem ao amigo Jão e sua família “Borghetti” presente no estádio.
Missão cumprida! Hora de voltar para a região central da cidade.
Um último registro do cartaz indicando a partida do time local…
E seguimos mundo a fora… (pagando as contas até hoje desse rolê kkkkk).
Em 2017, sua população foi estimada em 4.190 habitantes.
Ainda dá pra jogar bola na rua, sem se preocupar com o trânsito.
Nosso objetivo era conhecer o Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalha, o “Castelão“, e logo de cara, olha a boa notícia, ele recebeu (em 2015) uma reforma no valor de R$ 510 mil reais.
A má notícia é que ele não possui sequer uma placa de identificação… 🙁
Não há nem o tradicional pórtico de entrada tão característico dos estádios do interior…
O estádio foi a casa da Associação Atlética Monte Castelo nas duas disputas da quarta divisão do Campeonato Paulista (em 1964 e 1965).
O time foi fundado em 1º de março de 1963 e mesmo representando uma cidade há mais de 600 km da capital e com menos de 5 mil habitantes, conseguiu disputar duas edições do Campeonato Paulista.
O campo está bem conservado, tem até um sistema de iluminação e uma arquibancada coberta.
Vamos dar uma olhada?
Aqui, o gol da torre do Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalha, o “Castelão“:
O gol do outro lado:
O meio campo, e a arquibancada coberta:
O Castelão possui ainda seu banco de reservas:
E mesmo com nossa visita, o jogo seguia quente em campo!
É um estádio muito bonito!
Os vestiários à beira do campo:
Mais um estádio de um time com pouquíssimas informações… Não encontramos nenhuma foto do time sequer… Se você tiver alguma colaboração, entre em contato!
Já contamos um pouco do nosso rolê pelo Espírito Santo em 2013, mas não tem como falar no estado capixaba, sem citar a bela cidade de Vila Velha, um município bem próximo de Vitória, e que oferece praias bem bacanas!
É uma mistura de Rio de Janeiro e Santos… Difícil de explicar, mas muito bacana!
O sol não estava tão forte, mas o suficiente pra exigir um guarda sol…
Ah, uma coisa muito bacana é que lá em Vila Velha existe uma praia toda adaptada ao público com mobilidade especial.
Além das praias, o turismo em Vila Velha também é estimulado por características diferentes da cidade, por exemplo a fábrica da Garoto…
Essa é a ponte que interliga a cidade de Vila Velha à Vitória.
Aqui, uma parada turística, em um convento logo na entrada da cidade. Eu gosto de ver o mundo de ângulos diferentes… Por isso, subir morros e montanhas é sempre positivo!
Falando do futebol local, fomos visitar o Estádio Gil Bernardes da Silveira, conhecido como a “Toca do Índio“, a casa do E.C. Tupy, time que já teve diversos distintivos:
O Estádio não é muito diferente dos que costumamos visitar pelo interior paulista. Arquibancadas pequenas, coladas as campo, onde os torcedores locais e visitantes escrevem os capítulos da história do futebol Capixaba.
O Estádio fica no bairro de Itapoã e tem capacidade para aproximadamente 1.000 torcedores.
Vamos dar uma olhada no nosso tradicional filme:
Do lado de fora rolava uma feira!
Mais uma bilheteria a ser conhecida e registrada para nossa coleção!
O Esporte Clube Tupy foi fundado em 16 de outubro de 1938 sendo o primeiro clube de futebol de Vila Velha. O time apresenta-se de forma bastante simpática e com um discurso bacana!
O estádio comporta ainda uma estrutura básica de administração, vestiários…
Na maior parte de sua história o clube disputou torneios amadores da cidade, tornando-se um clube profissional apenas em 1988. No ano seguinte disputou o seu primeiro campeonato: a Segunda Divisão do Campeonato Capixaba de 1989.
Pudemos entrar no gramado e registrar nossa presença neste estádio, que foi inaugurado em 1938!
Dali de dentro, deu pra registrar melhor as arquibancadas que cercam o campo.
A entrada de visitantes:
Em 2001, o EC Tupy conquistou seu primeiro título profissional, o Campeonato Capixaba da Segunda Divisão. Aqui, o time de 2000:
Deu até pra conhecer o pessoal do time, enfim, aventura completa!