Estádio Zé Turquim, a casa do Brodowski FC

No início de dezembro de 2025, estivemos na estrada para uma viagem até Brodowski com a missão de acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia com os amigos Mário e Brasileiro (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Mas, além da partida, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade.

A Antiga Estação Ferroviária guarda um pouco da memória de quando os trens conectavam Brodowski com o mundo.

A placa explica um pouco da importância da ferrovia à época. Incrível a gente ter perdido tudo isso não é mesmo?

A Estátua que antes homenageava as despedidas e a saudade dos que se vão pelas linhas do trem, hoje, pra mim, representa a falta que a própria ferrovia faz… Ela partiu e sabe lá quando volta…

Interessante eles manterem exposto um canhão usado na segunda guerra para lutar contra os nazistas! Nunca é bom esquecer essas coisas.

A praça em frente à estação guarda muitas lembranças também.
O que dizer desse banco, com a propaganda da Casa Macchetti?
Olha o número do telefone: 66. E mais nada.

Ali está também o Coreto da cidade!
É algo simples mas que combina demais com a cultura local.

Brodowski também é muito conhecida por ser a cidade natal de Portinari e sua casa se tornou um museu que recebe muitos turistas!

Algumas construções sobreviveram ao tempo até hoje…

Falando do sagrado, essa é a igreja matriz da cidade…

Mas, falando sobre o profano… A versão local da carreta furacão também arrebata corações por lá!

Como já dissemos, o futebol na cidade é mais que um esporte, é mesmo uma cultura que faz a cabeça de quem vive por lá. Até o Portinari entrou nessa fita!

Mesmo com times novos surgindo, a rivalidade local fica mesmo por conta do clássico entre o CA Bandeirante e o Brodowski FC, e como já falamos bastante do primeiro, é hora de falar sobre o time mais antigo da cidade…

O Brodowski FC foi fundado em 15 de setembro de 1920, e tem uma história cheia de mistérios, visto que não existem muitos documentos sobre essa primeira fase do time.

O Brodowski sagrou-se também campeão-amador setorial, em 1970, 1971 e 1976 e ainda em 1981, 1982 e 1983, e vice-campeão estadual no ano de 1983.
Em 1986, é campeão amador do estado!

Fomos conhecer o seu Estádio, o “Zé Turquim”.

Pelo que entendi, conversando com os moradores, mesmo antes de ser um estádio, o campo do Brodowski sempre foi ali, desde 1920.

Infelizmente não conseguimos entrar no campo, então demos um jeitinho…
Acabamos fazendo amizade com o pessoal que mora bem ao lado do estádio (aliás, um abraço a vocês!!!) e, do quintal deles pudemos registrar o campo!

Ali dá pra ver a arquibancada coberta e o gol do lado esquerdo:

E aqui, o gol do lado direito:

Termino com a imagem da linda camisa do Mário!

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226- Camisa da Associação Olímpica de Jardinópolis (SP)

Em dezembro de 2025, pegamos a estrada até Brodowski para acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!

Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui.
Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis.
Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas.
Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:

A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas.
Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis.
A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.

As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.

Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.

Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira.
Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.

Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!

Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919.
Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:


Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:

Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.

Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:

Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!

Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:

Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!

Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!

Sinta o clima do estádio durante nossa visita:

O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…

Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.

Aqui, o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.

E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer.
Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!

Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!

E este outro modelo branco:

O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…

E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.

O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!

Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!

A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.

Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.

Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!

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O Palestra EC e o Rio Preto EC (São José do Rio Preto)

Em 2010, estivemos em São José do Rio Preto e além de registrar o Estádio do América, aproveitamos para conhecer o tradicionalíssimo estádio do Palestra Esporte Clube, time que marcou o início da história do futebol de São José do Rio Preto.

Aqui tem uma imagem aérea do próprio clube:

Estádio do Palestra EC - São José Rio Preto

Não consegui entrar para fotografar a parte interna do campo, mas ao menos deixei registrada nossa passagem por esse marco histórico.

O Palestra foi fundado em 15 de março de 1931 com o nome de Palestra Itália Futebol Clube, às margens do rio Preto. Seu nome foi alterado para Palestra Esporte Clube em 1939, devido à 2ª Guerra Mundial.
Atualmente o clube vive uma dramática crise, correndo o risco de ter que vender partes de sua sede para sanar a economia.

O terceiro e não menos importante Estádio é o Anísio Haddad, o popular Rio Pretão, onde o Rio Preto manda seus jogos.

E lá estávamos nós em mais uma cancha…

O Estádio também é bem grande. Tem capacidade para quase 19 mil torcedores e foi inaugurado em 1968.

Seu nome é uma homenagem ao ex presidente do clube, Anísio Haddad.

E dessa vez, marquei presença com a minha camisa pirata do Boca.

O Estádio é todo verde, merecia uma nova mão de tinta, que deixaria o estádio ainda mais mágico.

Vi essa placa e fiquei me perguntando se a sede era ali no mesmo lugar, ou se simplesmente levaram a placa para lá.

Assim, ficamos contentes em visitar uma cidade tão importante para o futebol e economia nacional.

Quando estivemos em Rio Preto em 2022, também demos uma renovada nas fotos do Estádio Anísio Haddad:

Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estadio Rio Preto
Estádio Anísio Haddad

E ainda aproveitamos para rever alguns amigos do ABC que agora são cidadãos riopretenses, caso do Ronaldo Pobreza (vocal da banda mais foda do Brasil de skate punk, o Grinders):

grinders

E do amigo Orides, que segue gerindo a tradicional Taberna Canova lá na cidade:

soa jose do rio preto - taberna canova

Fica aí um início de dia inspirador pra quem sabe convencê-lo a conhecer São José do Rio Preto:

São José do Rio Preto

Ou você prefere uma chuva concentrada?

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O futebol em Ribeirão Preto – Parte 2: O estádio Santa Cruz

Aproveitamos o feriado da consciência negra de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país.
E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes.
Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena entender o que é o racismo, e o GOG pode ajudar nessa ideia:

E já que você ouviu ele falar, ouve o que, pra mim, é um dos maiores cantores do nosso país e que devia ser ouvido nas escolas antes mesmo de lermos Machado de Assis.

Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).

No caminho para Ribeirão, aproveitei para fazer algumas paradas.
A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018).

Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.
Se você não conhece a cidade está perdendo 2 estádios incríveis!!!
Veja aqui como foi nosso rolê por lá em 2018!

A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que iniciamos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!
E veja aqui, como foi o rolê este ano.

Finalmente em Ribeirão, além de registrar o Estádio do Comercial, também demos um rolê pela cidade, fomos conhecer o Mercadão.

Olha que lindo o prédio do Teatro Pedro II, ali no centro, pertinho, no mesmo quarteirão da famosa choperia Pinguim.

Também paramos na Sorveteria do Geraldo, um verdadeiro patrimônio de Ribeirão Preto!

Finalmente chegamos ao Estádio Santa Cruz

O estádio foi inaugurado em 21 de janeiro de 1968, com um amistoso entre o Botafogo e a Seleção da Romênia, e o time da casa meteu logo um chocolate nos gringos: 6×2.

Animado em registrar um estádio com tantas histórias, fui correndo bater na porta para poder reencontrar a parte interna do Santa Cruz.

O Estádio é a casa do tradicional Botafogo de Ribeirão Preto!

Estive lá em 2014 acompanhando a final da Copa Paulista: Botafogo x Santo André.

Mesmo embaixo de forte chuva durante os 90 minutos, o público foi bem interessante.

E o Ramalhão ainda saiu campeão…

De lá pra cá algumas coisas mudaram…
O Botafogo virou SAF e o Estádio, uma arena com nome de empresa.
Na prática? Gente sem nenhuma conexão com o time trabalhando por lá, recebendo com muito mal humor quem, como eu, se interessa pelo Estádio.
Que diferença de como fomos tratados no estádio do rival…

Perguntei se existia alguma maneira de pelo menos ver o campo e a resposta foi “nenhuma chance”.
Me pergunto se a diretoria do Botafogo sabe quem cuida do estádio em dias “normais”.
Eu prefiro acreditar que sempre existe um jeito e fui caminhar dando a volta no estádio.

Olha que legal a loja (ou as lojas?) do time:

Enfim… Dando a volta cheguei em dois restaurantes que ficam junto do estádio e, adivinhe, têm vista pro campo.
Um deles é o Hard Rock Café, e, pô, rockeiros sempre se ajudam, mas… não hoje.
A moça foi quase tão chata quanto o funcionário do Estádio.
Sempre achei que por trás desse falso título de rock o tal Hard Rock Café fosse um nojo. A moça só comprovou.

E aí… Restava o Bar do Zeca Pagodinho
E os caras foram muito gente boa e me deixaram entrar para registrar o campo ali da parte de dentro do bar…

Não só me deixaram entrar como ao verem que eu estava tirando foto do campo, atrás da janela de vidro, me convidaram a acessar a área das arquibancadas…
E assim, lá fomos nós…

Logo de cara já registrei o campo como tradicionalmente faço, aqui o gol da esquerda:

O gol da direita:

E o meio campo:

Claro que fiquei contente de poder registrar esse lindo estádio e acabei mais feliz do que chateado por achar que o funcionário do Botafogo que trabalha no estádio poderia no mínimo ter me dito “Tenta lá nos restaurantes”…

Mas fico me perguntando se esse cenário está mesmo correto…
Se o clube não poderia explorar melhor o estádio como ponto turístico ou mesmo para ampliar a relação com sua torcida.

Vivenciar um rolê assim, conhecendo o estádio em um dia sem jogo é uma maneira diferente de se relacionar com o espaço, com o local, com o time…

Eu n˜ão consigo deixar de pensar que se eu fosse dar ouvidos ao cara que oficialmente trabalha no clube e deveria ser o mais interessado nisso, eu teria ido embora sem ver o sol brilhando no Estádio Santa Cruz

E olha que linda a arquibancada tricolor!
Foi muito bacana a experiência e agradeço demais o pessoal do Bar do Zeca Pagodinho, foram os mais boleiros do dia!
Estádio não é só concreto e ferro, é memória, afeto e deveria ter gente que carrega o clube no peito.

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O futebol profissional em Cafelândia!

Mais de 2 meses depois do rolê no feriado de 7 de setembro de 2021, finalmente chegamos ao nosso último destino…
Após visitar os estádios de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Auriflama, Araçatuba, Guararapes, Buritama, Promissão, Getulina, Lins e Pirajuí, é hora de falar sobre o futebol e os estádios de Cafelândia!!!

Como o nome indica, a cidade tem sua história ligada ao cultivo do café. Lembra que no post anterior (sobre Pirajuí) citamos que aquela cidade fora uma das maiores produtoras mundiais?
Pois bem, Cafelândia era uma vila de Pirajuí e se desenvolveu graças ao viciante pó preto. Somente em 1926 foi criado o município de Cafelândia, desmembrado-se de Pirajuí.

Porém, a crise do café obrigou a procura por outras culturas (como a cana de açúcar) e pela pecuária como atividade econômica.
Atualmente, Cafelândia conta ainda com um distrito industrial com empresas de pequeno e médio porte. Mas mantém sua cara de cidade tranquila…

A cidade também possui uma importante Feira de Artesanato, a Cafeartes, que antes da pandemia, acontecia no feriado de 7 de setembro (ou seja, se estivesse tudo ok, nós teríamos conhecido o evento…)…
Só nos restou conhecer a igreja local.

Mas o ponto chave dessa visita à Cafelândia era registrar o Estádio Santa Izabel, uma das casas do futebol na cidade!

Eu digo uma das casas, porque este foi um dos campos utilizados pelo Glória FC, mas ele não é o único estádio da cidade, e nem o Glória foi o único time de Cafelândia.

Aliás, o Estádio Santa Izabel foi o terceiro campo do Glória. Vamos dar uma olhada lá dentro!

O Estádio Santa Izabel possui uma arquibancada coberta maravilhosa, com uma capacidade para quase mil torcedores!
Na arquibancada, mesmo um pouco apagado ainda há também o nome do Glória FC, que ocupou o estádio por um bom tempo e que parece aos poucos voltar à ativa.

Aqui o gol do lado esquerdo:

Ao lado do gol ficam os vestiários do estádio.

O gol do lado direito:

E aqui no meio campo a visão de sua magnífica arquibancada coberta!

Uma placa indica que o estádio foi reconstruído em 1994:

Mas mesmo reformado, não perdeu seu ar de interior, cheio de frondosas árvores espalhadas pelo seu entorno.

E também manteve seu ar bucólico… Já que fica numa área pouco habitada da cidade, com muita natureza ao seu redor…

O gramado segue sendo bem cuidado.

É ou não é um verdadeiro monumento ao futebol?

Esse post teve grande corporação do pessoal de Cafelândia, em especial Wanderley Colmati e Paulo Odenio Pacheco (autor do livro Cafelândia − Histórias e Estórias).

Como ele mesmo me disse, para falar da história do futebol em Cafelândia, precisamos contar sobre os 3 times que disputaram o futebol profissional, começando pelo mais antigo, fundado ainda na época da “vila”: o Cafelândia FC!

O Cafelândia FC, também chamado de “alviverde” foi fundado em 26 de abril de 1923, representando a parte baixa da cidade (a cidade tem mesmo uma parte mais alta e uma baixa, e… um time para cada!).
Seu estádio fica na Av. Duque de Caxias, 552 e por isso é conhecido como o “Estádio Duque de Caxias“.
Esse Estádio também seria utilizado pela Associação Cafelandense de Esportes.

E aqui algumas fotos que fizemos em 2025 no Estádio Duque de Caxias:

O Estádio segue desafiando os tempos modernos e mantém suas arquibancadas e o campo, hoje dedicado ao futebol amador.

Algumas partes do gramado com aquelas pragas tão tradicionais nos campos…

Esse é o gol da direita:

O meio campo com sua linda arquibancada coberta:

E o gol da esquerda, onde a sigla do time aparece no morro.

Sua cobertura tem uma construção diferente e dá um visual bem legal!

Logo o Cafelândia FC filiou-se à Federação Paulista de Futebol e passou a disputar os campeonatos amadores até 1954, quando decidiu ingressar no profissionalismo disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista de 1955, com uma fraca campanha, terminando seu grupo na última colocação com apenas um empate.

O Cafelândia FC jogou ainda a Terceira Divisão de 1956 e 57, fazendo novamente campanhas fracas, levando-o a se licenciar do profissionalismo e voltar aos campeonatos amadores.

Em 1964, o time disputou o amador (foto da fanpage “Eu amo Cafelândia”) e foi campeão de seu setor:

Em 65, o bicampeonato do setor!

E levou o tricampeonato do setor em 1966:

Nesse mesmo ano, em 1966, o time retornou ao profissional, desta vez jogando a Quarta Divisão, mas só permaneceu na disputa por dois anos, licenciando-se novamente ao final de 1967, mesmo tendo feito nesse seu último ano de história a sua melhor campanha.

Aqui, uma outra linda imagem do time:

Porém, nem só de café se faz o futebol da cidade.
Em 26 de setembro de 1926, quando a vila tornou-se cidade, surgiu o Glória FC, para a glória da parte alta da cidade.

Como a parte baixa da cidade já possuía seu time de futebol (o (Cafelândia FC), e existia grande rivalidade entre as duas partes da cidade, a parte alta não podia ficar atrás no futebol e assim surgia o alvipreto de Cafelândia, o Glória FC!.

O primeiro campo do Glória F.C. ficava na área onde está a Escola Kennedy e a Praça S.C.J.

Dali, o campo do Glória foi transferido para a Vila Operária, onde hoje está a Escola Presidente Afonso Pena e próximo ao atual Estádio Municipal. Nesse campo, o Glória ), onde disputou vários amistoso com times da região como o Clube Atlético Linense.

O Glória FC foi o primeiro time do interior paulista a jogar no Estádio do Pacaembu, em 1941, contra um combinado formado pelo Corinthians e o então Palestra Itália. E com tamanha força, viu sua torcida aumentar a cada dia, mas em 1945, novamente teve que mudar de campo, indo para um terreno desmembrado da Fazenda ”Santa Isabel” (daí o nome do atual campo que mostramos lá no começo!).

A inauguração do Estádio Santa Izabel coincidiu com a disputa do Campeonato Amador do Interior e a partir de 1946. Esse é o time de 1946:

Esse é o Glória FC de 1947, campeão da 30a região do amador do estado:

Esse foi o grupo:

O time passou uma grande série de jogos sem perder para o rival local (Cafelândia F. C.), de 1945 até 1957, quando no seu próprio campo, perdeu essa invencibilidade por 3 a 2.

No amador, o Glória FC sagrou-se campeão do seu setor muitas outras vezes!

Olha aqui, o campeão do setor de 1963:

A partir de 1955, o Glória FC decidiu participar do Campeonato Paulista da Terceira Divisão, entretanto em seu primeiro ano, o time desistiu da competição e só participou em 1956, com campanha mediana, assim como 1957, porém em 1958 classificou-se para a fase final do campeonato.

Na segunda fase, o time acabou perdendo a classificação para o triangular final para o time do Nevense!

Em 1966, o time voltou para uma última participação no profissionalismo, novamente na Terceira Divisão, mas acabou se despedindo do profissionalismo com uma campanha fraca, o que não apaga sua força como equipe demonstrada até ali!

Recentemente, o patrimônio do Glória FC chegou a ficar abandonado até que um empresário assumiu a presidência na tentativa de reativar o clube.

Mas toda essa rivalidade na cidade acabou quando Cafelândia F.C. e o Glória FC perceberam que talvez poderiam se unir e criar uma nova potência para o futebol: assim, em 17 de março de 1968 surgia a Associação Cafelandense de Esportes que disputou 17 edições do Campeonato Paulista entre a 3a e a 4a divisão, até se licenciar da Federação Paulista em 1984.

Com apoio do então prefeito municipal, Jayme de Lima (ex-jogador do Glória FC), o ACE estreou no profissionalismo, em 1968, na Quarta Divisão fazendo uma campanha sem grandes resultados.

Disputou ainda a Quarta Divisão em 1977, fazendo uma boa campanha, e em 78 e 79, com campanhas ruins. Essa foi a primeira fase:

E essa a segunda fase, de onde o Cafelandense não conseguiu passar:

Mas o ACE também jogou a Terceira Divisão de 1970 a 76 e de 1980 a 84, quando abandonou o futebol profissional. O time de 1972 fez uma grande campanha se classificando para a segunda fase:

Na segunda fase acabou em 6o lugar, 3 pontos atrás do segundo colocado, o Rio Claro:

Em 1973, uma campanha linda! Na primeira fase classificou-se em segundo lugar, atrás da Penapolense:

Na segunda fase liderou o grupo desclassificando o poderoso Mogi Mirim!

E ainda saiu invicto da final, com dois empates e uma dolorosa derrota nos penaltys para o Independente de Limeira… Aliás, naquele ano não houve acesso e ambos os times permaneceram na Terceira Divisão.

Esse foi o time do vice campeonato de 1973:

Aqui, o time de 1975:

Aqui, o amigo Benê de Marília, no time da Cafelandense!

Com o fim do profissionalismo, em 84, logo se desfez a antiga fusão entre Glória FC e Cafelândia FC (em 88), mas mantendo a Associação Cafelandense de Esportes. Em 1990 foi realizada uma reunião com a finalidade de ressuscitar o Glória FC.

A Cafelandense permaneceu voltou a disputar uma competição amadora em 1990, participando do Campeonato Amador da Região de Bauru – Setor 68, tendo conquistado o título da região em 1992, 94 e 96. Esse foi o time de 1990:

Em 2016 retornou às suas atividades participando da 1ª Taça Paulista, Grupo Especial, Sub-18, organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Que cidade, que história… Espero que em breve possamos ouvir falar novamente no futebol de Cafelândia!

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O Estádio do Grêmio Esportivo Taboão (São Bernardo do Campo)

Puxa, tanto que a gente viaja pra registrar estádios pelo Brasil e mundo afora e acabamos deixando de visitar os estádios, aqui do ABC. Por isso, o post de hoje começa a cumprir esta missão, por um estádio de São Bernardo do Campo.

São Bernardo do Campo

São Bernardo do Campo é a cidade mais populosa do ABC, com cerca de 880 mil pessoas, e uma história muito importante pra região, já que inicialmente abrangia todas as atuais cidades do Grande ABC.
Neste mapa da região metropolitana dá pra ter ideia do que seria uma cidade única no ABC:

Mapa região metropolitana

Vale lembrar que foi em São Bernardo que futebol, política, economia e sociedade se interligaram, durante as greves dos metalúrgicos, em pleno regime militar, o Estádio 1º de Maio (na época, Estádio Distrital da Vila Euclides) foi a sede do comício que reuniu milhares, colaborando diretamente com o movimento das “Diretas já“, tendo como uma das lideranças, o futuro presidente Lula.

comício estádio distrital Vila Euclides - 1979

O segundo fato relativo à cidade é a cena cultural formado pelas bandas de hardcore com sonoridade próxima das finlandesas (vai ouvir Rattus, ou Força Macabra, pra entender), das quais escolhi o Ulster para ilustrar, por se tratar de uma banda antiga (de 1979), importante e impacatante.
Mas poderíamos lembrar do Brigadas do Ódio, Ação Direta, Negative Control, F.D.S., entre outras.

Ulster

O nome “Ulster” é uma referência à cidade irlandesa onde atuava o grupo terrorista IRA. Além do som rápido, agressivo e barulhento, eles tocam com um visual bem diferente, com rostos cobertos por um capuz negro.

Nosso foco hoje é falar do estádio de um dos times de São Bernardo do Campo que disputou o Campeonato Paulista Profissional: o Grêmio Esportivo Taboão.
Mas o futebol do ABC tem outros times e outras histórias, caso queira conhecer mais, veja aqui o Mapa do Futebol no ABC, desenhado pelo Victor Nadal.

Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

O Grêmio Esportivo Taboão foi fundado em 20 de janeiro de 1969, mas na verdade o time deu sequência ao legado do Esporte Clube Taboão, fundado em 1947.
O time disputou seis edições da terceira divisão do Campeonato Paulista, de 1982 a 1987.
Aqui, os resultados de sua participação em 1984, da qual não passou da segunda fase:

Campeonato Paulista 3a divisão - 1984
Campeonato Paulista 3a divisão de 1984

Aqui, os resultados de 1985, quando o Grêmio Esportivo Taboão não passou da primeira fase:

Campeonato Paulista da 3a divisão - 1985

Em 86, mais uma vez o time não passou da primeira fase da terceira divisão, com os resultados:

Campeonato Paulista da 3a divisão - 1986

Alguns recortes de jornal fornecidos pelo Dagoberto, do atual time:

Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo
Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo

Além disso, o GE Taboão disputou três edições da quarta divisão, entre 1988 e 1990. Aqui, a tabela de jogos da 4ª divisão de 1989 (antes que você pergunte, não só a mídia, mas a própria federação chamava a 4a divisão de “Terceira” porque a primeira divisão era chamada de “especial”:

Grêmio Esportivo Taboão na terceira divisão
 Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo
Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo do Campo

Aqui, uma foto do time:

Grêmio Esportivo Taboão

Nessas competições o time teria utilizado algumas vezes o Estádio do Baeta, mas também mandou os jogos no seu Estádio.
E fomos até lá, no bairro do Taboão, conhecê-lo!

Estádio do Grêmio Taboão - SBC
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

Aqui uma olhada no meio campo:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

Aqui, o gol do lado esquerdo (pra quem está na arquibancada):

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo

Aqui, o gol do lado direito:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão de São Bernardo

O time ainda segue jogando no amador, como se pode ver:

Grêmio Esportivo Taboão

Em suas arquibancadas, há capacidade para pouco mais de mil torcedores:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O belo distintivo do Grêmio Esportivo Taboão está ali na parede!

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

A foto é olhando pelo outro lado do campo, e fomos até lá conferir essa vista!

Os bancos de reserva:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Uma visão de dentro dos bancos:

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Pode se perceber que o bairro do Taboão segue crescendo e se verticalizando…

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

É sempre bacana olhar o nome do time ali na parede.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O campo do Taboão segue no meio do bairro, entre uma parte mais urbanizada e um córrego, junto a um piscinão. Não é o cenário mais lindo do mundo. Mas, o futebol ajuda a mudar essa percepção.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O Grêmio Esportivo Taboão ainda é motivo de orgulho e alegria de um monte de gente envolvida com o time.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Mesmo que se sinta espremido por entre o bairro que insiste em crescer, o terrão e a arquibancada seguem firmes.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Pra não deixar a gente esquecer que tudo tem sua história. E, felizmente, tem futuro.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

O futuro do Grêmio Taboão segue sendo escrito pelas ações dos atletas e do pessoal que coordena o time.  

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Talvez não vejamos o time de volta ao profissional. Mas o leão seguirá empunhando a bola, firme e forte.

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

E o campo seguirá resistindo ao cimento…

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão
Estádio do Grêmio Esportivo Taboão

Um grande orgulho registrar esse estádio que levou o futebol do bairro do Taboão para a história do futebol profissional paulista!

Estádio do Grêmio Esportivo Taboão - São Bernardo do Campo

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186- Camisa e Estádio do Venezia Football Club

Mais uma camisa e uma história resgatada do nosso baú! É do fim de 2016, quando nos planejamos o ano todo para fazer um rolê que começaria pela Itália e acabou nos levando até a Eslovênia e à Croácia. Em terras italianas, pudemos conhecer a mágica cidade de Veneza.

Veneza

Chegamos lá de trem, numa viagem tranquila, vindo de Verona (veja aqui como foi o rolê por lá!).

O que fazer em Veneza - Itália

Aliás, transportar-se por Veneza é uma doidera…

O que fazer em Veneza - Itália

Mesmo sabendo que se trata de uma cidade em meio às águas, confesso que eu achava que ia andar de busão e trem por lá, mas a realidade era mesmo outra…

Bom, pra quem, como nós até então, nunca esteve em Veneza, posso dizer que andar pela cidade é no mínimo desconcertante…

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

São vielas, pontes, canais e um verdadeiro labirinto que transforma em aventura tentar chegar a qualquer lugar, até você se acostumar. Principalmente a noite.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Como tínhamos poucos dias (como sempre) aproveitávamos todo o tempo possível andando pelas ruelas da cidade e registrando os lugares mais marcantes.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

É um lugar mágico que quebra o pensamento padrão que temos sobre as coisas, principalmente sobre a relação com a água.

O que fazer em Veneza - Itália
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

No dia seguinte, voltamos à praça da Igreja Basílica, principal praça da cidade.

Veneza
Veneza
Veneza
Veneza
Veneza
Veneza

As pixações na cidade mostram que a questão política também está nas ruas de Veneza!

Zona Antifa - Veneza

Assim, entendemos que pra cruzar as distâncias maiores, é necessário usar o transporte coletivo, os barcos no caso…

O que fazer em Veneza - Itália

As gôndolas que todo mundo sonha também estão lá, mas… É um rolê de turista que tem grana pra esbanjar…

O que fazer em Veneza - Itália

A gente ficou nos barcos “Vaporetto” mesmo (e ainda assim usamos poucas vezes, porque também não é tão barato).

O que fazer em Veneza - Itália

As águas dividem a ilha em várias partes, mas existem sim ruas e calçadas para se caminhar por Veneza.

O que fazer em Veneza - Itália
O que fazer em Veneza - Itália

Mas… Não foi pra ver os canais nem as gôndolas que viemos a Veneza, e sim para obter a 186ª camisa da nossa coleção e aproveitar para conhecer o Estádio onde manda seus jogos. Ah, estamos falando do Venezia Football Club.

Venezia FC

O Venezia Foot Ball Club foi fundado em 1907 (completando no ano passado seu centenário). Conquistou a Copa da Itália na temporada 1940–41, esse foi o time da conquista:

Venezia

Na temporada 1990-91, passou a se chamar Associazione Calcio Venezia 1907, mas em decorrência de problemas financeiros, o Venezia, que havia caído para a Série B na temporada 2004/05, foi expulso da competição no mesmo ano. E esse foi o time rebaixado:

Venezia 2004/05

Refundou-se como Società Sportiva Calcio Venezia, disputou a Série C2, sendo promovido à C1 em 2006.

Venezia 2005

Ao final da Lega Pro Prima Divisione de 2008–09, os problemas financeiros do Venezia fizeram com que novamente fosse expulso da competição, remanejando para a Série D, sob o nome de Foot Ball Club Unione Venezia.

Venezia

Em 2011-12, voltou à Lega Pro Seconda Divisione, mas novamente por problemas financeiros, não se inscreveu para a edição 2015-16 e acabou rebaixado outra vez à Série D, adotando o nome atual. Ao menos, em 2016,garantiu o acesso à Série B nacional, com o 1º lugar no grupo 1 da Lega Pro (atual Serie C). Bom, e que tal conhecer o estádio onde o dono da nova camisa manda seus jogos? Vamos então ao Pierluigi Penzo!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Nossa tradicional foto na bilheteria!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Uma das características mais comuns do futebol europeu são os adesivos colados ao redor do estádio, e lá estão eles em Veneza.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

O Estádio Pierluigi Penzo é um dos mais antigos da Itália, inauguado em 1913, e atualmente tem capacidade para 7.450 torcedores.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Estivemos lá em uma manhã beeeem gelada…

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Não havia absolutamente ninguém por lá… Então… decidimos entrar. Vamos lá?

Chegou a receber 26 mil torcedores, em 1966 quando o Venezia enfrentou o Milan.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

O Estádio Pierluigi Penzo tem esse nome graças a um aviador da época da primeira guerra mundial.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Li em alguns sites algumas críticas à estrutura do estádio, chegando a dizer que o Venezia teria mandado alguns de seus jogos fora dele, mas confesso que não entendi o motivo. O estádio está muito bem organizado.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Gramado muito bem cuidado, arquibancadas seguras, espaço para imprensa… Tá tudo aí!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Até o banco de reservas nós testamos!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

É um cenário bem diferente. O mar está ali poucos metros depois do estádio (até pensei que os zagueiros já devem ter mandado várias bolas navegarem…).

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

As arquibancadas não tem nada de modernas. Aliás essas atrás do gol são dessas que dá pra montar e remontar, mas ao invés de madeira são chapas de metal.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Aqui dá pra ver o mar, mais ao fundo.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Do outro lado, cenário bucólico de prédios baixos onde a população local mora.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Homenagem ao amigo Jão e sua família “Borghetti” presente no estádio.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Missão cumprida! Hora de voltar para a região central da cidade.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Um último registro do cartaz indicando a partida do time local…

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

E seguimos mundo a fora… (pagando as contas até hoje desse rolê kkkkk).

Veneza

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Rolê 2018 pelo interior paulista: Monte Castelo (parte 18 de 27)

Chegamos à décima oitava etapa da nossa aventura em busca dos estádios da alta paulista.

Monte Castelo

Depois de registrar os estádios de Lençóis Paulista, Agudos, Gália, Garça, Vera Cruz, Oriente, Quintana, Osvaldo Cruz, Rinópolis, Lucélia, Adamantina, Flórida Paulista, Pacaembu, Junqueirópolis, Irapuru, Dracena e Tupi Paulista além de dois jogos da Bezinha (4a divisão paulista) em Andradina e em Tupã é hora de conhecer a cidade de Monte Castelo!

Monte Castelo
Monte Castelo

Em 2017, sua população foi estimada em 4.190 habitantes.

Monte Castelo

Ainda dá pra jogar bola na rua, sem se preocupar com o trânsito.

Monte Castelo

Nosso objetivo era conhecer o Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalha, o “Castelão“, e logo de cara, olha a boa notícia, ele recebeu (em 2015) uma reforma no valor de R$ 510 mil reais.

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

A má notícia é que ele não possui sequer uma placa de identificação… 🙁

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

Não há nem o tradicional pórtico de entrada tão característico dos estádios do interior…

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

O estádio foi a casa da Associação Atlética Monte Castelo nas duas disputas da quarta divisão do Campeonato Paulista (em 1964 e 1965).

Distintivo da AA Monte Castelo

O time foi fundado em 1º de março de 1963 e mesmo representando uma cidade há mais de 600 km da capital e com menos de 5 mil habitantes, conseguiu disputar duas edições do Campeonato Paulista.

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

O campo está bem conservado, tem até um sistema de iluminação e uma arquibancada coberta.

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

Vamos dar uma olhada?

Aqui, o gol da torre do Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalha, o “Castelão“:

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

O gol do outro lado:

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

O meio campo, e a arquibancada coberta:

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

O Castelão possui ainda seu banco de reservas:

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

E mesmo com nossa visita, o jogo seguia quente em campo!

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

É um estádio muito bonito!

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

Os vestiários à beira do campo:

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

Mais um estádio de um time com pouquíssimas informações…
Não encontramos nenhuma foto do time sequer…
Se você tiver alguma colaboração, entre em contato!  

Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalhia (Castelão) – Monte Castelo

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O Estádio Gil Bernardes da Silveira em Vila Velha-ES

Já contamos um pouco do nosso rolê pelo Espírito Santo em 2013, mas não tem como falar no estado capixaba, sem citar a bela cidade de Vila Velha, um município bem próximo de Vitória, e que oferece praias bem bacanas!

É uma mistura de Rio de Janeiro e Santos… Difícil de explicar, mas muito bacana!

O sol não estava tão forte, mas o suficiente pra exigir um guarda sol…

Ah, uma coisa muito bacana é que lá em Vila Velha existe uma praia toda adaptada ao público com mobilidade especial.

Além das praias, o turismo em Vila Velha também é estimulado por características diferentes da cidade, por exemplo a fábrica da Garoto…

Essa é a ponte que interliga a cidade de Vila Velha à Vitória.

Aqui, uma parada turística, em um convento logo na entrada da cidade. Eu gosto de ver o mundo de ângulos diferentes… Por isso, subir morros e montanhas é sempre positivo!

Falando do futebol local, fomos visitar o Estádio Gil Bernardes da Silveira, conhecido como a “Toca do Índio“, a casa do E.C. Tupy, time que já teve diversos distintivos:

O Estádio não é muito diferente dos que costumamos visitar pelo interior paulista. Arquibancadas pequenas, coladas as campo, onde os torcedores locais e visitantes escrevem os capítulos da história do futebol Capixaba.

O Estádio fica no bairro de Itapoã e tem capacidade para aproximadamente 1.000 torcedores.

Vamos dar uma olhada no nosso tradicional filme:

Do lado de fora rolava uma feira!

Mais uma bilheteria a ser conhecida e registrada para nossa coleção!

O Esporte Clube Tupy foi fundado em 16 de outubro de 1938 sendo o primeiro clube de futebol de Vila Velha.
O time apresenta-se de forma bastante simpática e com um discurso bacana!

O estádio comporta ainda uma estrutura básica de administração, vestiários…

Na maior parte de sua história o clube disputou torneios amadores da cidade, tornando-se um clube profissional apenas em 1988. No ano seguinte disputou o seu primeiro campeonato: a Segunda Divisão do Campeonato Capixaba de 1989.

Pudemos entrar no gramado e registrar nossa presença neste estádio, que foi inaugurado em 1938!

Dali de dentro, deu pra registrar melhor as arquibancadas que cercam o campo.

A entrada de visitantes:

Em 2001, o EC Tupy conquistou seu primeiro título profissional, o Campeonato Capixaba da Segunda Divisão. Aqui, o time de 2000:

Deu até pra conhecer o pessoal do time, enfim, aventura completa!

Para maiores informações sobre o time, acesse: www.ectupy.com.br .

Aqui, o time de 2016:

Hora de voltar pra casa! Obrigado aos amigos que nos ajudaram em terras capixabas!

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O Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica – ES

Mais um rolê em busca de estádios, histórias, amigos e memórias.
Dessa vez, embora frustrado por não poder acompanhar um jogo, fomos conhecer o Estádio da Desportiva Ferroviária de Cariacica, time que tenho ouvido muito falar, nos últimos anos, principalmente pelo amigo e torcedor Thiago Nunes Abikahir.

Cariacica é um município da “Grande Vitória”, mais ou menos como as cidades do ABC em relação a São Paulo.
Você nem percebe que saiu e já está lá.  
O nome da cidade vem da expressão “Cari-jaci-caá”, utilizada pelos índios para identificar o porto onde desembarcavam os imigrantes.
Sua tradução é “chegada do homem branco”.

E assim como no ABC, Cariacica também tem suas quebradas…

Estivemos lá no carnaval de 2013 e pudemos conhecer diversos Estádios da região de Vitória, e um deles foi o Estádio Engenheiro Alencar de Araripe, ou simplesmente Engenheiro Araripe, como é mais conhecido.

Atualmente este é o principal estádio do Espírito Santo, com capacidade para mais de 15 mil torcedores.

Enquanto não se termina o novo Estádio Estadual Kleber Andrade, o Engenheiro Araripe vai se consagrando como casa do futebol capixaba.

O Estádio também está passando por obras e melhorias nas arquibancadas atrás do gol.

Mas nada que interrompa a rotina de receber jogos.
Chegamos numa sexta feira de noite, quase sábado, e no final da tarde o campo já havia recebido mais um jogo da Desportiva Ferroviária.
Um estádio muito bacana, pra calar a boca de quem acha que o Espírito Santo não tem uma cultura futebolística interessante.

O Estádio foi fundado em 1966, e teve sua partida de estreia entre a Desportiva Ferroviária e o América do Rio de Janeiro, jogo vencido pelos cariocas por 3 a 0. Naqueles tempos a capacidade era de cerca de 28.000 torcedores.

O Estádio tem uma parte coberta bem grande e um anel de arquibancada descoberta que envolve todo o campo.

Encontramos uma relação dos jogadores que disputaram a partida da tarde anterior… Resquícios do futebol pré carnaval em terras capixabas…

Pra quem achava que o Espírito Santo não tinha uma cancha forte… Ta aí!

Ficamos satisfeitos pela oportunidade de conhecer esse Estádio e de poder apoiar um dos estados que, na minha opinião, teria que ser muito mais valorizado do que é.

Nesse momento em si, falamos da casa da Desportiva Ferroviária, mas esperamos, dentro da nossa humilde força e alcance, contribuir para o fortalecimento do futebol capixaba.

Vale contar que em 2011, a Desportiva Ferroviária conseguiu adiar o leilão do estádio para pagamento de dívidas acumuladas.

O Engenheiro Araripe recebeu o único jogo oficial da seleção brasileira, no estado do Espírito Santo, em 1996, na vitória contra a Polônia, por 3 a 1.

O estádio foi ainda o local de mando de jogo da Desportiva Ferroviária, no Brasileiro Série B de 1994.
Independente de resultados, a cultura da cidade e região merece seu valor!

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