O Campo da AA São Paulo

Mais uma aventura pelo futebol amador de Santo André. Hoje é a vez de registrar o campo da Associação Atlética São Paulo, ou, como é carinhosamente chamado, o “São Paulinho” de Santo André, que fica dentro do chamado Estádio Distrital Cidade dos Meninos, junto do campo do Nacional.

A AA São Paulo foi fundada em 25 de janeiro de 1973.

A placa da SEMASA está lá na rua da frente desde 1972.

O campo fica no chamado Parque Municipal Cidade dos Meninos e sua história é bem bacana!

Em 1958, a área foi doada pela empresa proprietária do loteamento e a Prefeitura a doou para a Sociedade Missionária dos Franciscanos Menores Conventuais para construção e instalação de estabelecimentos destinados ao ensino e assistência social a menores desamparados.

Em 1976, a Prefeitura recebeu de volta parte da área, fazendo posteriormente uma permuta, onde construiu o Hospital Maria José Stein e o parque que deu um toque melhor .

Fotografando lá do campo do Nacional, esse é o gol da direita, onde fica a sede do time:

Aqui, o gol da esquerda:

E o meio campo:

Olha aí o campo!

Indo lá para o campo, dá pra ver que o campo tem uma bela arquibancada:

O Fernando do site Jogos Perdidos encontrou uma informação dizendo que o “Parque dos Meninos” foi sede de uma Copa Paulista de Futebol Júnior!

Eu fui atrás de reportagens do Diário do Grande ABC que noticiassem o fato e encontrei em 1990 e 1991, matérias que citam o Estádio Distrital dos Meninos como sede da Copa São Paulo de Futebol Jr.

Aqui, vale uma visão do alto pra entender que os campos do Nacional e do SãoPaulinho estão lado a lado:

Ali no alto está o campo do Nacional.

Olha o gol!

O futebol amador de Santo André é muito forte!

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Campeonato Amador do Estado 2022

O ano está acabando mas ainda há tempo de um novo campeonato: o Amador do Estado, organizado pela Federação Paulista de Futebol.

Para saber mais acesso guia escrito pelo Mário C. Gonçales. Confira aqui!

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#TBT: Treta no futebol andreense

O ano era 1968… Em uma tarde distante, uma partida colocou frente a frente dois times feras daquele ano, de um lado o Santo André FC, que viria a se tornar o EC Santo André, campeão da Copa do Brasil de 2004, do outro, EC Elclor, o time da Vila Elclor.

A Vila Elclor nasceu no entorno das “Indústrias Químicas Eletrocloro” que chegou ao ABC em 1941, produzindo soda, cloro e hipoclorito de sódio, e hoje faz parte do grupo Solvay – Unipar.

A Vila Elclor foi construída num lugar bem bucólico, no quilômetro 38 da estrada de ferro Santos-Jundiaí, para abrigar os trabalhadores da indústria.

Logo surgiram pequenos comércios, uma escola (inaugurada em 1958), linhas de ônibus que atendiam a vila e até mesmo uma estação de trem!

Porém, a grande animação veio quando foi construído um pequeno estádio, que seria a casa do EC Elclor, o principal time da vila! As imagens abaixo foram retiradas do vídeo de chegada do papai noel que está no Grupo de Facebook Vila Elclor:

Aqui, duas fotos do time de 1960, a primeira, da delegação que foi até Itamonte-MG para um amistoso:

A vila ainda existe, pertence à Santo André e fica entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba.

Aqui, dá pra ter ideia do local, no mapa:

Na foto abaixo, do Grupo Vila Elclor do Facebook, mostra onde ficava o campo (ali na parte superior direita):

Sem grandes sonhos, nem prestígio, mas com bons empregos e qualidade de vida para a época, algumas pessoas acabavam se sentindo um pouco desprezada pelos que viviam no centro da cidade. Ao mesmo tempo, foi crescendo nos moradores o sentimento de pertencimento e uma relação de amor e pela VilaElclor.

Amor, porque tudo o que se vivia girava em torno da indústria, sendo natural a gratidão pela oportunidade, mas ao mesmo tempo, a noite, antes de dormir, vários sonhos inalcançáveis vinham à mente das pessoas e aí ficava clara a ideia de que na verdade, estavam presos aquele lugar.

A estação de trem facilitava a chegada e saída de pessoas e também de times de outras cidades e até do interior, com isso alguns times tradicionais acabaram aparecendo pela vila pra jogar contra o EC Elclor.

O time começou a ganhar expressão e disputando principalmente com os times de Ribeirão Pires, que ficavam mais próximos.

Esse é o Cocada, ex jogador do EC Elclor:

Mas a grande sensação daquele ano era o recém criado “Santo André FC“, time profissional fundado em 1967. Mais do que um time, eles representavam a “outra” Santo André, cheia de planos e sonhos. Um time que na semana seguinte disputaria o Campeonato Paulista Profissional… Foto do site da Ramalhonautas.

E naquela tarde, os canarinhos (o Santo André FC jogava de amarelo e verde) seriam os visitantes a serem combatidos de toda maneira! Na hora do jogo, 300 pessoas se reuniram para torcer pelo time da casa!

Em campo, o time local jogava a partida da vida, não com foco na vitória, mas tentando se impor fisicamente e literalmente sentando a porrada a cada jogada e cada disputa.

Mesmo assim, o Santo André FC estava bem preparado e fez 1×0 em cobrança de falta de Zé Roberto aos 30 minutos.

Mas o preço pago foi caro, o goleiro Dorival (foto abaixo) e o meia Nilo acabaram saindo de campo machucados.

O segundo tempo começou e a violência continuou. Mas o time do Parque Jaçatuba não era bobo e também batia. O clima estava tão ruim que aos 38 minutos do segundo tempo, uma treta generalizada fez com que o árbitro Jovercino Gomes encerrasse a partida.

Dê uma lida na matéria sobre a partida:

O clima continuou pesado pela vila, com muita pressão feita não apenas pelos torcedores mas agora nas ruas pela população em geral que sabia da partida e da presença dos vizinhos. Só restou aos jogadores do Santo André FC se arrumarem rapidamente e rumarem para a estação de trem para voltar pra casa.

Enquanto o O EC Elclor ainda seguiu nas disputas amadoras da região, como em 1970, quando foi campeão dos aspirantes de Ribeirão Pires. Mas, acabou deixando de existir como time oficial.

A Vila segue por lá, mas sem a mesma emoção dos tempos de outrora, mas não ouse desafiar um time local para uma peleja…

Só não fique glorificando os tempos da Elclor, como se ela fosse uma iniciativa positiva em nossa região, porque apesar dos empregos, veja um pouco do legado deles:

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O campo do EC Nacional, o "vovô" da várzea andreense.

E hoje é dia de falar de um time super tradicional do futebol amador de Santo André: o Esporte Clube Nacional

O EC Nacional foi fundado em 2/1/1943, o que faz dele o clube mais antigo ainda em exercício na várzea da cidade de Santo André.

Vale a pena conhecer mais sobre o time em sua página do Instagram (veja aqui)

O Campo do EC Nacional fica na Rua América do Sul, 301, no Parque Novo Oratório, e além de receber os jogos do Nacional também tem grande importância no futebol amador da cidade.

Oficialmente, ele é chamado de C.D.F. (Campo Distrital de Futebol) Cidade dos Meninos “A”. Vamos dar uma olhada nesse lindo campo!

Olha aí o time de 2019:

Em 2017:

Em 2016:

Esse é mais um campo da várzea de Santo André, que recebeu gramado sintético. Olha aí o meio campo:

E por mais que eu ache que o gramado natural é um charme e muito mais tradicional, o sintético representa a oportunidade da várzea ter um gramado de qualidade constante, mesmo em dias de chuva. Esse é o gol do lado esquerdo:

E esse é o gol do lado direito. Olha que bacana a arquibancada na lateral do campo.

O Campo do Nacional já recebeu até os jogos das categorias de base do Ramalhão, veja uma matéria do amigo Bellotti sobre isso.

Além disso, segundo pesquisas do jornalista Fernando Martinez do Jogos Perdidos, já rolaram jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior no início dos anos 90. Pesquisando na Fundação Pró Memória, encontrei algumas matérias do Diário do Grande ABC que comprovam esse uso:

Enfim, são arquibancadas bem utilizadas!

Aliás, a arquibancada é bem imponente com seus vários degraus.

Nos dias de jogo além da própria arquibancada, a galera chega a ocupar as áreas acima dela.

A bandeira de escanteio segue firme.

Sabemos que muitos times que disputam o próprio campeonato profissional não tem um estádio tão bacana hein..

E olha o gol!

A entrada fica ali no lado direito, naquela rampa.

E tem banco de reservas coberto e tudo? Tem sim!

Um time com muita história e um campo muito bonito!

Esse ano o time disputou a Primeira divisão do Campeonato de Santo André, chegando `às Quartas de final contra o Comercial.

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Finais do Campeonato Amador de Santo André

Manhã de domingo cheia para quem gosta de futebol em Santo André. Rodada tripla com 3 finais do amador, em diferentes categorias, todas no Estádio Bruno José Daniel!

Eram pouco mais de 8 horas quando a primeira partida começou entre a Associação Atlética Portuguesa de Santo André e a Associação Atlética Ponche, do Jardim do Estádio.

A Associação Atlética Portuguesa foi fundada em 1º de Janeiro de 1954, um time bastante tradicional em Santo André!

Já a Associação Atlética Ponche, do bairro Jardim do Estadio, foi fundada em 2020.

Toda torcida valia, afinal era a decisão do sub 14 da Liga, a Copa Andrezinho!

Mesmo com o frio da manhã, os meninos fizeram bonito em uma partida que manteve a emoção até o final.

O time do Ponche fez 1×0 e segurou o resultado até o final!

Parabéns à equipe da AA Portuguesa pelo vice campeonato!

E pra molecada da Associação Atlética Ponche pelo título!

A 2a final da manhã era entre o time sub 18 da Associação Atlética Ponche e a Associação Atlética Araguaia, que trouxe sua torcida para apoiar o time!

A torcida do lado do Ponche também fez sua festa, ainda mais que já tinha celebrado um título pela manhã! (Depois fiquei sabendo que foi uma homenagem do pessoal do Ourinhos pra eles).

Confesso que a ida ao estádio hoje foi muito para registrar o time da Associação Esportiva Araguaia.

A AE Araguaia foi fundada em 1º de Agosto de 2015 em Santo André. Em 2016, estreou em uma competição oficial da cidade. O time tem priorizado as categorias de base e conquistou alguns títulos como o da Copa Andrezinho Sub-16 de 2018, da Copa UEFA Sub-15 de 2019 e da Copa Nacional Sub-16 também de 2019.

A equipe principal tem como principal título a edição 2016 da Copa Amizade do E.C. Nacional. E é hora do último papo antes de mais uma chance de título…

Em campo, o jogo era rápido e pegado, com poucas chances claras de gol.

Embora tivesse maior posse de bola, o Araguaia não conseguiu converter em gol suas chances.

Enquanto isso, as torcidas dos times da próxima partida não paravam de chegar.

O primeiro tempo termina e o professor Renato Ramos vai para os vestiários pensando em como vencer a final!

O Renato é figura conhecida no futebol da cidade por ter sido presidente da Fúria Andreense por vários anos.

Volta o segundo tempo e as chances continuam, para o desespero da torcida alvi rubra que seguia acompanhando o 0x0.

Com o placar mantido até o fim do jogo, o título teve que ser decidido nos penaltys.

O AE Araguaia teve a chance de sagrar-se campeão na última cobrança. Era só marcar pra levantar a taça, mas o jogador tentou uma cavadinha e acabou perdendo a cobrança. Aí o Ponche marcou o seu gol e o Araguaia deu adeus ao título ao perdendo sua última chance.

Mais uma festa pro pessoal do Ponche!

Mas ainda assim, ficou a importante conquista do vice campeonato para a AE Araguaia.

O Estádio já se encontrava bastante cheio quando enfim chegamos ao momento da terceira partida entre a AA Batuquinho e o União FC São Jorge.

Parabéns às duas torcidas, pela festa linda!

Olha aí o pessoal do Batuquinho

Em campo, o União São Jorge fez 2×0 e sagrou-se campeão da 2a divisão!

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O futebol em Santa Bárbara d'Oeste parte 3: a Associação Esportiva Internacional

Se você tem seguido o blog nesses últimos dias, viu que fomos até Santa Bárbara d’Oeste e aproveitamos para começar a registrar um pouco da história do futebol na cidade, já que 4 times que participaram das edições do Campeonato Paulista.

A primeira parte dessa história já foi contada e trata sobre o União Agrícola Barbarense (leia aqui esse post), assim como a segunda, onde registramos a origem, algumas campanhas e até fotos de onde surgiu o CAUSB – Clube Atlético Usina Santa Bárbara (leia aqui esse post).
E chegou a hora de homenagear a Associação Esportiva Internacional. O incrível site História do Futebol traz um outro distintivo:

A história da Associação Esportiva Internacional começa em 1930 com outro time, o “Democrático de Santa Bárbara“, que foi obrigado a mudar de nome (onde já se viu, falar em democracia…).
Assim, adotou-se o nome EC Esperança e este logo se tornou o time da Fiação e Tecelagem Santa Bárbara FC até que a diretoria da empresa exigiu que fosse extinto.
Em 1947, chegaram a jogar com um uniforme emprestado do time IMOR (das indústrias ROMI) que tinha um “I” como distintivo.

Esses mesmos atletas que integraram estes times até então, pediram uma ajuda ao superintendente da Usina Santa Bárbara (Adriano Arcani) para reformar o antigo campo de futebol que pertencia à Companhia Fiação e Tecelagem Santa Bárbara. E assim, em 3 de março de 1947 surgia a Associação Esportiva Internacional, também conhecida como “time do Ferro velho”.

A AE Internacional mandava seus jogos no Estádio “Luizinho Cervone”, que ficava entre as ruas Santa Bárbara e Duque de Caixas, bem no centro da cidade, bem próximo da estação ferroviária. Tentei localizar o campo num mapa atual, pelo que eu entendi lendo algumas descrições, espero que alguém possa aferir se acertei:

O jogo de estreia foi contra o CAUSB e o time da AE Internacional venceu por 3×1. A Fundação Romi apresenta um arquivo (clique aqui para ler) sobre o futebol na cidade e apresentam uma foto que registrou como era o Estádio “Luizinho Cervone”.

E também veio de lá essa foto de 1958 de um amistoso contra o Paulista de Jundiaí:

Entre os anos 40 e 60, o time disputou disputado campeonato municipal e aqui vale uma menção especial para o EC Paulista , que passou a ser uma importante força citadina a partir de 1956 e que em 1958 representou Santa Bárbara d’Oeste no Campeonato Paulista do Interior:

A AE Internacional disputou também o Campeonato Amador do Interior.

A estreia no profissional aconteceu em 1965, na Terceira Divisão, o quarto nível do Campeonato Paulista, mas o time fez uma campanha mediana e perdeu a vaga da próxima fase para o Palmeiras de Santa Bárbara d’Oeste.

Jogou a Terceira Divisão novamente em 1966 e dessa vez foi o União Barbarense que se classificou para a próxima fase, junto do Rocinhense, da AE São José de Cerquilho e do Comercial de Tietê:

Aqui a campanha de 1967:

Em 1968, sua última participação no profissionalismo com um amargo último lugar.

Assim, o time seguiu nas competições amadoras até 1972, quando mais um time acabou deixando de existir em Santa Bárbara d’Oeste, mas não sem antes marcar a história da cidade…

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O futebol em Santa Bárbara d'Oeste parte 4: a Sociedade Esportiva Palmeiras Usina Furlan

A primeira parte dessa história é sobre o União Agrícola Barbarense (leia aqui esse post), a segunda, sobre o CAUSB – Clube Atlético Usina Santa Bárbara (aqui esse post) e a terceira sobre a Associação Esportiva Internacional (aqui esse post).
A quarta e última parte se dedica a Sociedade Esportiva Palmeiras da Usina Furlan.

O Palmeiras foi fundado em 21 de fevereiro de 1960 e ocupou o lugar do antigo Usina Furlan Futebol Clube.

Ambos os times eram mantidos por mandatários da Usina Açucareira Furlan, a mesma que recentemente foi acusada de ter ligações com o crime organizado, como se vê nesta matéria do G1.

Por muitos anos, o clube esteve participando em torneios amadores locais.
Em 1962 a Sociedade Esportiva Palmeiras da Usina Furlan sagrou-se campeã invicta do Campeonato e Taça da Cidade, da Liga Barbarense de Futebol.
O último jogo, contra o Esporte Clube Paulista, teve o placar de 6×2 para o Palmeiras da Usina, no “Estádio João Batista Furlan“.
A Fundação Romi mantém um belo arquivo de imagens dessa época:

Pedi pra IA dar uma melhorada pra ver como ficava e… Meio maluco né?

Foi bicampeão do seu grupo em 1963 / 64 e veja…
Essa talvez seja a foto com maior visibilidade do Estádio João Batista Furlan

Infelizmente esse estádio fica dentro da área da Usina que é mais protegida que uma área militar…
O que dá pra ver pelo Google Maps atualmente é essa visão:

E no próprio Google Maps existe essa foto (sem identificação da data) e aparentemente temos o Estádio ali presente:

Juntando as duas fotos, podemos ver onde ficava o estádio, aparentemente uma área que a natureza cobriu de árvores:

Em 1964, ingressou na Terceira Divisão profissional, equivalente ao 4º nível daquele ano e liderou o seu grupo, a 1ª série.

No total eram 7 grupos na primeira fase, de onde se classificaram 2 times por grupo, formando outros dois grupos da fase final.
O Palmeiras acabou fora da final por 1 pontinho… E o EC São José sagrou-se campeão!

Em 1965, novamente foi o campeão do seu grupo, desta vez a 7ª série.

No total, este ano eram 10 séries na primeira fase que formaram 2 novos grupos de onde saíram os finalistas Andradina FC e Transauto de São Caetano.
O Palmeiras terminou em último do grupo desta fase.

Em 1966, não passou da primeira fase.

Aqui, o time de 1966:

Olha ela pós IA:

Em 1967, faz um bom campeonato mas apenas o líder do grupo se classifica.

Assim como no já longínquo 1968, em sua despedida do profissionalismo:

Assim, acaba a história de um time, de uma época…
De um estilo de vida de toda uma geração…
Triste né?
Que bom que o União Agrícola Barbarense segue na cidade…

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Semifinais do Amador de Santo André 2022

Domingo, 15 de maio de 2022, tá lá na Fanpage da liga, pode confirmar, é dia de rodada dupla no Brunão: as semifinais do campeonato amador de Santo André!

Chegando por lá, já encontramos rostos conhecidos, esse é nota mil!!!

O Estádio é o tradicional Bruno José Daniel, nossa segunda casa, e onde o Ramalhão manda seus jogos!

Logo nas paredes da entrada, vejo um recado animador!

Lá dentro, temos 4 torcidas convivendo juntas.

Do lado das antigas cobertas estão os torcedores e torcedoras da Cidade São Jorge!

Opa, e olha sli no meio o pessoal da Esquadrão Andreense que compareceu pra somar!

O futebol amador ainda reúne um bom público na cidade.

Em campo, o primeiro jogo trazia a Cidade São Jorge contra o Alvinegro.

E se de um lado era festa em azul e amarelo…

Do outro lado, o pessoal do Alvinegro não deixava por menos!

Em campo, o Alvinegro fez 3xo com 3 gols do lateral Bruno Bertucci e garantiu-se nas finais!

Enquanto o jogo chegava ao fim, a torcida do Guaraciaba começava a chegar e preencher seu espaço nas arquibancadas no Brunão.

A Fúria Vermelha é a torcida do Guaraciaba!

Além das torcidas mais fanáticas de cada time, havia muita gente acompanhando os dois jogos. Aliás, a segunda partida acabou com vitória do Guaraciaba por 2×0.

Veja os gols da segunda semifinal:

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O futebol da cidade de Serra-ES

A pandemia mexeu tanto com a gente, que quase acabamos deixando passar o registro do nosso último rolê “pré Covid-19”.

Foi durante o já distante carnaval de 2020, em um destino que estava se tornando uma tradição: Vitória, no Espírito Santo.

Pra quem acha que não dá pra voltar tantas vezes pra Vitória, vale ressaltar os principais pontos que nos fazem querer repetir cada vez mais esse rolê.
O primeiro é a diversidade de coisas pra se fazer, como curtir o centro histórico…

O Espírtio Santo é riquíssimo em se falando da história do Brasil, vale ler um pouco sobre Vasco Coutinho, o português que foi donatário da capitania que englobava este território.

A cidade de Vitória é cheia de praias super gostosas e que são de fácil acesso!

Outro rolê legal é admirar o rio Santa Maria em sua chegada ao mar.

Tem muitas praias próximas da cidade, e sempre se acha um cantinho bucólico pra se fazer uma foto no fim da tarde…

Sugiro uma visita ao MUCANE (Museu Capixaba do Negro), um centro estadual de referência à cultura negra.

A gastronomia local tem cada vez mais opções para os vegetarianos …
A gente foi nuns lugares mais chiques dessa vez 🙂

E essa moqueca capixaba vegetariana sempre conta na hora de decidir voltar pra Vitória…

E eles também são bons de pizza…

Nós já estivemos outras vezes por lá conferindo um pouco do futebol local, veja aqui como foi! Dessa vez, fui conhecer a loja de fábrica da Icone, que patrocina entre outros times o meu Ramalhão!

Po, um passeio que vc não pode deixar de fazer é um rolê até a Golias Discos, pra pegar algum vinil!

A escadaria Maria Ortiz homenageia uma filha de espanhóis que nasceu em 1603, no território que se tornaria Vitória.

Naquela época, a Holanda era inimiga mortal da Espanha e o Brasil vivia a época da “União Ibérica”, o que levou, em 1625, o capitão holandês Piet Pitersz Heyn chegou à vila para um ataque que teve como principal ponto a Ladeira do Pelourinho, onde vivia Maria Ortiz que surpreendeu os invasores com um verdadeiro banho de água fervendo. A vizinhança contribuiu atirando paus e pedras, a movimentação acabou chamando a atenção de outras pessoas que conseguiram impedir a invasão naquele momento. Maria Ortiz faleceu em 25 de maio de 1646.

Mas nosso passeio dessa vez não ficou apenas na capital do Espírito Santo, nosso amigo Thiago nos levou até a cidade de Serra, e ainda demos a sorte de ouvir um pouco da história da cidade contada pelo poeta, cantor, escritor e compositor serrano Teodorico Boa Morte!

Mas também queríamos conhecer um grande amor de todos os cidadãos de Serra: a Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube!


O Serra Futebol FC surgiu em 24 de junho de 1930 e dedicou boa parte de sua existência ao futebol amador e tem como mascote a cobra coral!

Somente em 1997 a “Cobra coral” fez sua estreia no futebol profissional, disputando a Segunda Divisão do Campeonato Capixaba.

Após classificar-se em primeiro lugar na Chave Norte (ao lado de Botafogo, Canário e São Gabriel) jogou a 2a fase e chegou à final contra o Mimosense, sagrando-se campeão logo em seu primeiro ano, subindo para a 1a divisão.

Em 1999, viria o primeiro título da primeira divisão e no mesmo ano classificando-se para a série B do Campeonato Brasileiro tendo vencido o Fluminense, no Maracanã 2×1.

Em 2003, nova conquista do “Capixabão“, vencendo o Estrela do Norte na final, com direito à torcida invadindo o campo para comemorar com os jogadores.

Em 2004, vem o terceiro título estadual, com um 4 a 0 sobre o CTE Colatina.

Em 2005, conquista o seu terceiro título estadual consecutivo, fazendo a final contra o Estrela do Norte, com gol aos 45 minutos do segundo tempo do artilheiro Betinho.

O próximo título veio em 2008 e fez o Serra ser considerado o campeão do século XXI.

Entretanto, em 2012, o Serra é rebaixado para a Segunda Divisão e só alcança o acesso de volta à primeira em 2017, tornando-se bicampeão da segundona.

E no retorno à Série A do Capixaba, o time volta a fazer história conquistando novo título, na final contra o Real Noroeste.

Aproveitamos a carona do nosso amigão Thiago para conhecer o Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa!

Mais uma bilheteria para a nossa coleção!

O nome do Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa é uma homenagem ao goleiro que brilhou defendendo o time tricolor na década de 1980 e que depois foi funcionário do clube, e até técnico.

Vamos dar uma olhada no campo!

E um estádio como esse merece receber uma torcida apaixonada, correto?

Sim, eles fazem uma festa danada!

Está lá a arquibancada que tantas vezes viu o time campeão estadual. Uma pena não termos conseguido pegar um jogo aqui..

Em 2018, inauguraram-se os refletores do estádio.

Há um espaço coberto para a imprensa.

O placar é manual e bem antigo.

O distintivo do time pintado e meio à bancada ficou bem legal!

Encontrei um lote de cartões postais do estádio a venda pela Internet, com uma imagem aérea do estádio

Hora de voltar pra casa! Um grande abraço ao amigo Thiago, que mesmo torcedor da Desportiva, nos acompanhou até a casa do Serra FC!

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SECI: Futebol amador de Santo André

Bem vindo / Bem vinda a mais um post sobre o futebol amador de Santo André, e dessa vez um time que se tornou um projeto, e que mantém um campo que até parece um castelo do mundo de faz de contas para a garotada que participa…

Vamos conhecer a história do Insituto SECI! Para quem quiser saber mais informações, clique aqui e conheça o site do projeto!


O atual Instituto SECI, cuja sigla significa Socioesportivo, Educacional, Cultural e Inovador na verdade nasceu em 1962 como um time da várzea, a “Sociedade Esportiva Cidade Imaculada” e apenas em 2020 adotou o atual modelo de gestão e a nova sigla. Quem começou tudo isso foi o Tatinha, ex jogador.

Os caras realmente levaram a sério a ideia de fazer do futebol um agente transformador da realidade social e cultural das crianças do Capuava (um bairro de Santo André). Olha que da hora o vídeo onde o atual presidente e a coordenadora do projeto explicam o momento atual deles

E nós estivemos por lá para conhecer o campo e consequentemente toda essa ideia por traz do projeto focado em cooperativismo.

O campo do SECI é mais um do amador de Santo André que recebeu o gramado artificial.

Aí o time adulto:

Além de tudo muito bem cuidado e organizado tem uma mini sede na mesma área.

Que tal um rolê pelo campo?

Nossa tradicional olhada no meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

E lá está o distintivo do SECI no muro próximo ao banco de reserva!

Olha aí que da hora a camisa e até a bombeta do time!

O SECI Social é o projeto esportivo de Futebol Educativo que oferece via futebol oportunidades para aprender e superar desafios. Tem também um projeto de Futebol Bilíngue que integra o ensino do Esporte à Língua Inglesa para turmas do futebol feminino.

Essas e outras fotos você vê na Fanpage dos caras!

Uma iniciativa única para o pessoal do bairro e de certa maneira para toda a cidade.

Dá uma olhada em mais uma matéria sobre o time:

Que a molecada tenha muitas e muitas vitórias no campo e na vida!

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