Santa Cristina FC 1×1 União São Jorge (Divisão Especial da Liga de Santo André 2025)

Domingo, 9 de março de 2025
Dia de viver a 4ª rodada da Liga de Santo André de Futebol amador, em uma Arena ainda não visitada por nós: a Arena Vila América.
Seja bem vindo a mais um campo de futebol amador de Santo André!

A Torcida organizada do Santa Cristina FC é a Loucos do Santa!

O Santa Cristina vem bem no campeonato com 2 vitórias e 1 derrota apenas, e pela empolgação, sua torcida deve ter parte nessas conquistas!

Fomos ouvir da atual diretoria como está a visão deles para este ano no campeonato.

O time adversário é o União São Jorge, que também contou com o apoio de sua torcida em mais um embate, mas pra gente chegar até lá e registrar o pessoal da Uniloucos, vamos seguir no rolê pela Arena Jardim América que além de ser casa do Vasco da Gama FC, de 1953…

Também sedia a AA Portuguesa de Santo André, time de 1954.

Então, venha para mais um rolê conhecendo a realidade do futebol amador de Santo André!

Como o jogo começava as 9hs, o bar ainda estava vazio no momento inicial da partida, mas durante o dia a rodada dupla da LIGASA (o outro jogo foi Vila Sá 1×1 Vila Suiça) gerou um grande movimento!

E aí está o pessoal da Uni Loucos, colorindo este lado da Vila América de Azul e Vermelho.

Além das faixas, a bateria e a pirotecnia também ajudou a criar o clima do jogo no lado do Uni˜ão!

O jogo começou bem interessante, com trocas de passes certeiros facilitando a criação das jogadas mais perigosas.
Faltava apenas o detalhe final para o gol.

Ah, como tradicionalmente já fazemos nos demais estádios que visitamos, segue o registro do meio campo onde ficou o pessoal da Uni Loucos:

Do gol da direita, onde se concentrou a torcida Loucos do Santa:

E do gol da esquerda:

O primeiro tempo chegou ao fim com o placar marcando 0x0.

Aproveitei para buscar depoimentos entre os presentes tentando ajudar a explicar o que é esse tal futebol de várzea…

O segundo tempo começou e todos torciam para que tivéssemos grandes emoções na partida.

E aos 9 minutos do segundo tempo, um lance parecia que iria mudar a realidade da partida: a expulsão de “Nego do pão” (inicialmente punido com apenas o cartão amarelo como a TVila mostrou):

Com a gravidade do “cotovelado”, o amarelo se converteu em vermelho…

E aí, o pessoal da Uniloucos se animou, afinal, com um jogador a mais, o gol seria questão de tempo!

Mas o futebol é ingrato e não permite erros. Como o União não aproveitou o homem a mais e fez seu gol, aos 25 do segundo tempo, Maradona foi lá e fez um golaço!

A festa agora é na torcida do Santa Cristina:

O calor estava demais, mas a entrega em campo prosseguia…

O pessoal da Torcida Uniloucos não desanimou com o gol e seguiu no apoio:

E em troca de tanto apoio, já após os 40 minutos, o União São Jorge chegou ao empate!

Alívio para a torcida do União…

Fim de jogo: 1×1.
Um resultado interessante para os dois times, que seguem vivos no campeonato!
Nos vemos nas próximas rodadas!

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3ª rodada da LIGASA 2025: SE Jd Irene x EC Guaraciaba

Domingo, 23 de fevereiro de 2025.
É manhã no Jardim Irene, mas a população local acordou cedo, afinal é dia de jogo importante para o time do bairro.
Seja bem vindo à 3ª rodada da Liga Santoandreense de futebol, com o embate:

O Jardim Irene fica distante 20 minutos do centro da cidade, confira no mapa para você ter uma mínima noção de sua localização, perceba que fica bastante próximo da Arena Aclimação.

Olha que legal esse “bolsão” formado pelo campo, a Escola Municipal de Ensino Infantil, o CESA, Creche e Unidade de Saúde Jardim Irene que tem melhorado bastante a qualidade de vida da região.

Aliás, a própria Arena Jardim Irene também é parte disso, e seu entorno ainda está em obras.
A área ao redor do córrego era ocupada por famílias, que temporariamente estão sendo assistidas por aluguel social até a finalização das novas unidades habitacionais e assim, abriu-se uma avenida melhorando o acesso ao bairro e ao campo.
Então, venha conhecer a casa da SE Jardim Irene na várzea de Santo André!

A Sociedade Esportiva Jardim Irene foi fundada em 16 de abril de 1987 e tem sua sede do outro lado da margem da obra supracitada.

Eu tenho grande orgulho em registrar os campos da várzea andreense, onde as pessoas ainda se permitem sonhar, sejam no campo, ou na bancada.

A cidade cresceu demais nas últimas décadas e o futebol amador está acompanhando esse crescimento com campos de melhor qualidade a cada dia e a Arena Irene deixa isso muito claro, a começar pelo bar do time que além de está super bem cuidado é gerido por pessoas que vivem e amam o Jardim Irene, e isso faz toda a diferença!

Mas o que torna a experiência mais mágica é realmente um jogo entre a SE Jardim Irene, apoiada pela sua torcida contra um adversário de importância como o Guaraciaba.
Se liga na entrada do time do Jardim Irene em campo:

O adversário de hoje, é um time super tradicional e vitorioso: o EC Guaraciaba, fundado em 24 de março de 1956 e que possui entre suas conquistas 6 títulos da Divisão Especial de Santo André, 2 da Copa Uniligas e 5 da Copa Amizade.
E se futebol se joga com a cabeça, os caras mostraram a importância de se entender e ficaram mais de 15 minutos conversando dentro de campo, antes da partida.

A tradicional foto do time posado precisa contar com a torcida apoiando ao fundo:

Aliás, a torcida organizada do EC Guaraciaba é a Fúria Vermelha e ela coloriu todos os espaços possíveis com suas faixas, camisas e bandeiras!

E usou a força da sua bateria para tentar tirar do Jd Irene o fator de jogar em casa como diferencial.

Vem dar um role com as torcidas já empolgadas pra ver como é bonita a festa na várzea e, como sempre reforço, como dá pra ter duas torcidas diferentes presentes na bancada, sabendo se respeitar.

Já do lado dos donos da casa, a torcida organizada do Jd Irene é a Força Jovem e eles ficaram mais ao lado esquerdo (pra quem olha do campo).

E se liga no som dos caras:

Os tirantes deram um clima ainda mais legal ao campo do Jd Irene!

Abraço ao amigo Dianidson, torcedor do Ramalhão que também estava presente:

Falando em Santo André, olha o nosso ex-lateral Pará, defendendo as cores do Guaraciaba!

E é hora da bola rolar!

O jogo começou bastante parelho com o time da casa tendo algumas boas chances para abrir o placar.

O goleiro Borges, do EC Guaraciaba, mostrou estar em excelente momento e evitou pelo menos 2 gols claros para o time local.

E como o futebol não perdoa…
Aos 21 minutos, em um contra ataque, o Guaraciaba abriu o placar com o atacante Preguiça.
Veja o lance filmado e narrado pelos amigos do Tvila:

O gol deixou a torcida visitante ainda mais animada!

Agora, o Jardim Irene precisa se jogar ainda mais ao ataque, e sua torcida sabe disso, apoiando ainda mais as investidas do time.

Lance de falta para o time local, será que agora o empate vem?

O jogo fica mais pegado, com várias discussões entre os times e com a arbitragem, mas tudo dentro do respeito…

Que tal acompanhar o jogo do ponto de vista do goleiro do Irene?

Os primeiros 45 minutos passam voando… É festa na Fúria Vermelha!

Aproveitamos o intervalo primeiro tempo chega ao fim e fomos trocar uma ideia com o público local sobre o que é a várzea e qual sua importância na vida do pessoal do Irene…

A várzea vai além do amor ao futebol.
O amor ao time da sua área, no fundo é o amor ao lugar onde vivemos, ao que realmente somos…
É só olhar a expressão de cada um enquanto a partida rola…

Fomos bater um papo com o Alexandre, diretor do Jardim Irene sobre as expectativas em relação ao time este ano:

Marcelo, diretor do Guaraciaba também deu sua visão sobre o time esse ano:

O segundo tempo começa!

Vamos dar um rolê pra ver como está o clima desse início de segundo tempo:

Torcida do Guaraciaba de olho no lance…

É escanteio para colocar a torcida local na expectativa…

A torcida do Jardim Irene não quer aceitar essa derrota…

E bota o seu apoio em campo!

Mesmo perdendo, o amor se materializa em faixas, bateria, fumaça e muita voz…

Mas o Guaraciaba não se deixa intimidar e Felipinho, aos 26 do segundo tempo faz o segundo gol.

O que mais a torcida visitante podia esperar de uma manhã de futebol como essa?

Um terceiro gol, talvez?
Pois ele veio, com Diego, aos 31, selando o placar final: 3×0 para o Guaraciaba.
Acompanhe com a Tvila:

Agora é só esperar…

É fim de jogo mas não fim da festa para a torcida local.

Até a próxima rodada, e lembre de se comportar quando estiver pelo Irene…

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EC IV Centenário 0x2 União São Jorge FC (Divisão Especial Santo André 2025)

Domingo, 16 de fevereiro de 2025.
Nesta 2ª rodada da Divisão Especial da Liga de Futebol de Santo André, escolhemos registrar a partida na Arena IV Centenário, acompanhando o time local contra o União São Jorge FC.

Abraço especial ao amigo Marcelo da Tvila, que nessa 6ª feira lançou o seu primeiro filme “Rango de quebrada” (veja aqui matéria sobre o evento de lançamento)

Outro que merece menção especial é o Sérgio Baresi, zagueiro que marcou muito aqui no Santo André no time de 1997.

Os dois times vieram fazer suas fotos oficiais em frente suas torcidas, comecemos com o União:

E olha a torcida do União fazendo a festa para o apoio do time:

A sua torcida é a Uni Loucos!

Embora presentes como visitantes, a Uni Loucos fez uma festa muito legal com sua bateria e com muita pirotecnia!

O presidente Oswaldo estava tão concentrado na partida que passou a palavra pro Renato, da diretoria, falar um pouco sobre as expectativas do União para 2025:

Do lado local, aí está a foto oficial do time do EC IV Centenário, fundado em 1954:

A torcida do time local é a Explosão!

E o grande destaque vai para a sua bateria e para a criatividade das suas letras:

A torcida sabia da importância do apoio, já que o IV Centenário perdeu a primeira partida…

O IV Centenário é o time do amigo de arquibancada André Biazon, mesmo ele me deixou sozinho na partida de hoje, um grande abraço pra ele e para sua família! Ele reforçou “prepare-se para conhecer a Explosão”.

Muitas faixas e bandeiras pintaram o campo com as cores do IV Cenetnário!

Fomos ouvir a palavra do Marquinhos, presidente do EC IV Centenário:

Muito bacana ver a várzea se gerindo, sem precisar de polícia pra separar torcida…

E sente o clima do começo do jogo:

Em campo, os dois times começaram com uma marcação bastante forte, sem darem chances para os ataques criarem oportunidades claras de gol.

O jogo era quase tão quente quanto a temperatura da manhã…
Por sorte, as árvores ao redor da arquibancada ajudaram a dar uma amenizada para as duas torcidas…

É bem legal poder vivenciar a realidade das torcidas da várzea da nossa cidade, pena que o futebol profissional não consegue fazer essa transição e trazer pelo menos parte desses torcedores para o Ramalhão…

O primeiro tempo termina 0x0.
É a vitória dos goleiros sobre os atacantes…

Durante o intervalo deu pra tomar uma água, relaxar um pouco e conversar com o amigo “Sóbrio”, também torcedor do Santo André que estava por lá. Faltou a foto…
Após a conversa, o segundo tempo começa ainda sob forte marcação.

O time da casa sabe que é sua missão aproveitar o fator casa e a torcida aumenta a cantoria…

Mas é o União que, aos 12 minutos, em uma falta do tipo “meio escanteio” batida por Cauan, consegue chegar ao seu gol, confira com a transmissão da Tvila:

É festa na Uni Loucos!

O time e a torcida local sentem o gol…

O nervosismo toma conta do campo e da arquibancada.

O União FC não tem piedade da dor alheia e um chute que buscava o gol acaba batendo na mão do zagueiro do IV Centenário e é penalty…

Agora, a festa da Torcida Uni Loucos já é uma certeza!

Fim de jogo! E é um momento triste para o time e para a torcida local…

O lado visitante, celebra sua primeira vitória:

Fica o nosso agradecimento pela recepção entre as duas torcidas, e até a próxima rodada dessa incrível Divisão Especial da Liga de futebol de Santo André!
Ah, confira tudo sobre a competição no site da LIGASA!

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O Estádio Los Nogales e o Club Deportivo Ferroviários (Rolê pelo Chile – parte 6 de 9)

Janeiro de 2025.
Estivemos de rolê pelo Chile e já falamos sobre as aventuras futebolísticas em Viña del Mar, Valparaíso, Algarrobo, Curacaví, e o Estádio Municipal de La Cisterna, a casa do Palestino, em Santiago!
Agora é hora de falar sobre o CD Ferroviários e o Estádio Arturo Rojas Paredes, também conhecido como Estádio Los Nogales, onde manda seus jogos atualmente!

O rolê pelo Chile foi tão legal que não tem como voltar e não nos sentirmos parte do que vivemos. Realmente fronteiras são apenas linhas em um mapa… Somos todos latinos, fazemos parte disso tudo, desde muito tempo atrás…

O principal povo que viviam na região de Santiago era os Mapuches, grupo mais representativo do país. Esta é a bandeira deles:

Eram chamados de Araucanos pelos espanhóis, mas os próprios Mapuches consideram este termo pejorativo.

A Santiago atual é uma capital moderna e super desenvolvida e oferece muitas opções para diversão e cultura. Aqui, o Cerro Santa Lucía, que oferece um visual bem bacana!

Do outro lado da rua dele tem uma feirinha de bugigangas legal também!

Pra comer em Santiago sempre recomendamos o El Naturista, um restaurante vegetariano bem gostoso e no centro da cidade.

De sobremesa umas frutas nas ruas sempre cai bem!

Ou, um Mote com Huesillo, uma das melhores coisas que nasceram da união dos espanhóis com os povos locais.

A bebida é um suco de pêssego com grãos cozidos de trigo (contribuição dos espanhóis) com um pêssego em calda em cima pra dar um tchan! Eu adoro!

Muito bem alimentados, é hora de conhecer mais um time importante para a história do futebol chileno: o Club Deportivo Ferroviários de Chile.

O clube foi fundado em 14 de julho de 1916, por trabalhadores ferroviários no bairro San Eugenio e começou se dedicando às competições amadoras.
Na época, o time se denominava Unión Ferroviarios e mandava seus jogos no Estádio do próprio bairro, que hoje se encontra em demolição, como dá pra ver pela imagem do Google:

Em 1927, o CD Ferroviários passou a disputar a divisão de acesso da Asociación de Fútbol de Santiago, mas em 1933, como muitos dos clubes da Asociación abandonaram a entidade para formar a Liga Profesional de Fútbol, o Ferroviários passou a fazer parte da primeira divisão. Aqui a tabela do campeonato de 1934:

De 1935 a 1945, disputou o segundo nível do Campeonato Chileno. Olha o time de 1943:

Nesse período, mais especificamente em 14 de julho de 1941 foi inaugurado o Estádio Ferroviário Hugo Arqueros Rodríguez, também chamado de Estádio San Eugenio, a casa do time, no bairro “Estação Central” com incrível capacidade para 31 mil torcedores.

Infelizmente, assim como ocorreu no Brasil, no Chile, a Ferrovia acabou perdendo espaço e com o seu “esvaziamento” o estádio acabou sendo tomado do time…

Em 1947, fez parte dos 15 times que deram origem a Divisão de Acesso (depois Divisão de Honra Amadora – DIVHA), da qual saiu campeão em 1949 obtendo o acesso à Primeira Divisão.
Em 1950, o time funde-se com o Bádminton surgindo o Ferrobádminton.

O novo time teve sucesso e permaneceu na primeira divisão até 1964, quando cai para a “1ª B”, voltando para a 1ªA no ano seguinte.
Novamente desce para a 1ª B.
A união entre os dois times durou até 1969, quando voltaram a ter vidas independentes.

Assim, até 82, o Ferroviários permanece na divisão de acesso, a 1ªB, com destaque para o time de 72 que foi vice campeão, não obtendo vaga para a primeira divisão.

O time passa a disputar as divisões amadoras do Campeonato Chileno: 3ªA e 3ªB.
3ªA em 1983 e fica até 87, quando cai para a 3ªB.
Disputa a 3ª B até 1997, quando volta para a 3ªA.
Fica na 3ªA até o ano 2000, volta para a 3ªB e fica até 2003.
De volta à 3ª A permanece aí até 2008.
Disputa a 3ª B até 2018.
Em 2019 disputa sua última (até então) edição da 3ªA e fica até atualmente a 3ªB.

Esse é o grupo do time esse ano de 2025:

Atualmente o CD Ferroviários manda suas partidas no Estádio Arturo Rojas Paredes e fomos até lá pra registrar esse campo e para bater um papo com o Luís Tapia, um apaixonado pelo time!

Mais uma estádio incrível e construindo sua história no futebol chileno!

O Estádio é simples, mas bem aconchegante, se liga na arquibancada com 4 degraus, com uma exclusiva cobertura!

A arquibancada vista por baixo:

O recado é claro, mas eu tenho a permissão…

Dá um giro com a gente pelo campo!

O Estádio fica em um bairro residencial na região da Estación Central e é referência para os atletas da região, sendo a base para diversos projetos sociais e também sendo a casa do CD Ferroviários.

O estádio do CD Ferroviarios é muito mais do que um simples campo de futebol.
Ele carrega a história de um clube fundado por trabalhadores ferroviários em 1916, refletindo a tradição operária e a identidade de uma comunidade que cresceu ao redor das ferrovias.

Embora seja um estádio modesto, sem grandes arquibancadas ou infraestrutura luxuosa, ele mantém um ambiente intimista e acolhedor, onde a torcida fica próxima ao campo e cada jogo se torna uma celebração do futebol de verdade.
Los Nogales é um daqueles lugares onde o futebol ainda preserva seu espírito mais puro, onde os torcedores comparecem não pelo espetáculo, mas pelo amor à camisa e à tradição.

Olha aí a rapaziada da base do Ferroviários. Será que algum deles um dia fará história no futebol? Espero que sim!

No pós jogo apareceu até uma camisa do Santos ali…

O fim do treino foi marcado por uma preleção da comissão técnica.

E também surgiu uma camisa do Atlético Paranaense…

Esse é o gol do lado esquerdo:

Aqui o meio campo

E o gol do lado direito, onde existe um ginásio.
Mais do que um campo de futebol, o estádio é um símbolo de resistência.
Assim como o Ferroviarios luta para se manter vivo no futebol chileno, seu campo sobrevive como um refúgio do futebol romântico, onde o esforço supera os recursos e a história se mantém viva a cada partida disputada.

E aí está o homem que conduz o time e todas as ações do Ferroviários: Luis Tapia, o presidente!

Luis Tapia é um homem guiado pela paixão.
Primeiro, foi a ferrovia, onde dedicou anos de sua vida, vendo os trilhos cortarem o Chile como veias de um país em movimento.
Depois, veio o Club Deportivo Ferroviarios, um time que, assim como os trens que ele tanto admirava, segue firme no caminho, apesar dos desafios e dos obstáculos.

Algumas fotos históricas ilustram o escritório do time:

Mas o ponto alto são as camisas oficiais do time do coração do Luis, que ele guarda com muito carinho.

Hoje, como presidente do clube, Tapia comanda um time que batalha na 3ªB chilena, a sexta divisão do futebol nacional.
Para muitos, uma posição tão modesta poderia ser motivo de desistência, mas para ele, é apenas um detalhe.
Seu amor pelo Ferroviarios é romântico, daqueles que não dependem de glória ou grandes conquistas.
Ele vê no clube o reflexo da resistência e da história dos trabalhadores ferroviários que deram origem à equipe, e isso basta para continuar lutando.
Assim como um maquinista nunca abandona sua locomotiva, Luis Tapia segue à frente do Ferroviarios, com a mesma fé que um dia o fez acreditar na força das ferrovias.
Porque, no fim, mais importante do que a chegada é a jornada.
E Tapia seguirá nos trilhos desse amor, custe o que custar.

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O Estádio Olímpico e o futebol em Curacaví (Rolê pelo Chile – parte 4 de 9)

Janeiro de 2025.
4º post sobre nosso rolê pelo Chile.
Após falarmos sobre Viña del Mar (clique nas cidades para ver os posts), Valparaíso e Algarrobo, agora é a vez de conhecer Curacaví, seus doces incríveis e o seu futebol, com destaque para o Estádio Olímpico Curacaví.

Durante nossa estadia no Chile, por várias vezes escutamos as pessoas falarem sobre os tais “Dulces de Curacaví“, demorou até entender que Curacaví era um lugar, mais precisamente uma comuna da Região Metropolitana de Santiago localizada estrategicamente entre Algarrobo e Santiago.

Assim, lá fomos nós conhecer a cidade chilena entre as colinas da Cordilheira da Costa.

O nome da cidade tem origem Mapuche (linguagem Mapudungu) da soma das palavras “cura” e “cahuín”, que significa “encontro – ou reduç˜ão – na pedra”.
Os assentamentos pré-colombianos de Curacaví são do povo Picunche (significa “povo do norte”e essa denominação foi criada pelos historiadores para diferenciá-los dos Mapuches do sul).
Aliás, vale conhecer esse mapa dos povos originários do Chile:

Quando os espanhóis chegaram, no século XVI, os Picunches estavam enfraquecidos por combater uma invasão dos Incas (guerra Inca-Mapuche) e assim foi realmente difícil sobreviver às duas batalhas ao mesmo tempo.

Os Picunches acabaram tendo sua cultura destruída pelos espanhóis e perderam mais de 75% de sua população em menos de um século.
Ainda assim, são considerados os ancestrais ameríndios dos chilenos.
O primeiro documento oficial sobre a história de Curacaví, datado de 1550 diz que ali havia uma aldeia Promaucae (nome dado aos Picunches que viviam nesta região) e que estes foram entregues como “encomiendas” por Pedro de Valdivia a Juan Bautista Pastene.

A atual Curacaví era composta por apenas duas propriedades no século XVII que acabaram se dividindo junto aos descendentes dos proprietários.
Aos poucos o local foi se tornando ponto de parada para os viajantes já que se localiza no meio do caminho entre a capital e o litoral.
Olha que legal um dos ônibus que fazia essa linha (foto da fanpage Fotos Antigas de Curacaví):

No início do século XX, algumas famílias começaram a fazer doces, como Don Justo Poblete e aproveitando o movimento dos viajantes para vendê-los.
Os doces eram cozidos em fornos de barro e recheados com manjar, melcocha, doce de abóbora ou doce de pera.
Surgiram marcas como Los Hornitos, Agua de Piedra, Parolo, Doña Elisa e Doces ISSA.

Os doces de Curacavi viraram uma grande tradição nacional, vendidos frescos e dificilmente em supermercados.
Atualmente, existem cerca de cinquenta fábricas que produzem doces chilenos em Curacaví, e fomos conhecer estas delícias “in loco” na loja Dulces Sandy!

É difícil explicar mais porque são várias opções de sabores bem diferentes uns dos outros, mas posso dizer que não são tão doces e enjoativos.
O mais conhecido é chamado “Los Chilenitos“, tipo um sanduíche de dois biscoitos artesanais com recheio de doce de leite, como um alfajor com menos massa, tudo muito caseiro.

Dá uma olhada na loja:

É… tome um copo d’água, esqueça a água na boca e vamos falar de outra paixão chilena, além dos doces: o futebol!
E Curacaví também tem uma bela história no futebol amador e profissional, e começamos nosso rolê indo conhecer o Estádio San Luis De Campolindo.

O Estádio é a casa do CD San Luis de Campolindo, fundado em 10 de abril de 1934.

O San Luis de Campolindo é uma equipe amadora mas que já revelou jogadores para o futebol profissional e possui um estádio muito bem cuidado.

Além do estádio, o time possui uma apaixonada torcida, como se pode ver na inscrição do muro ao fundo: a Canários Wapos!

E falando em jogadores da cidade, o melhor exemplo é Roberto Gutiérrez, que estava no Estádio durante nossa visita e que jogou em diversas equipes chilenas, como o Palestino.

Olha ele dando um tapa no gramado enquanto conversamos:

E bacana a montanha ao fundo do campo né?

Atravessando para o outro lado do rio que serpenteia as costas do estádio chegamos à principal casa do futebol de Curacaví: o Estádio Olímpico Curacaví.

Também tendo a montanha como moldura. O azul das arquibancadas e até dos bancos de reserva (bastante simples) contrasta com a cor de terra da montanha e cria um cenário único, inesquecível para quem ama natureza e futebol.

A arquibancada é pequena, mas permitiu a utilização do estádio por diferentes times em competições oficiais do Chile.
Ah, e existe também um sistema de iluminação que permite partidas noturnas.

Um dos times que disputou o profissionalismo em Curacaví é o Juventud O’Higgins.

O Juventud O’Higgins foi fundado em 17 de outubro de 1956.
Entre 1986 e 1997 disputou as divisões Terceira A e a Terceira B (quarto e quinto nível do futebol chileno), e atualmente disputa o amador regional.
Aqui, o time de 2022:

A fanpage Equipes de Futbol do Chile traz algumas fotos incríveis mostrando as equipes que foram campeãs das divisões de acesso:

Em 1985, liderou o campeonato e sgrou-se campeão mais uma vez do quarto nível:

Esteve a um passo de subir para a Segunda Divisão en 1989.
Em 1993, o Juventud O’Higgins foi campeão da Terceira B pela última vez, depois de vencer o Unión Municipal La Florida por 2×1.
Em 1995 subiu para a 3ª divisão depois de ser vice campeão e, abandonando o profissionalismo em 1997 e dedicando-se atualmente apenas ao amadorismo.
Mandou seus jogos no Estádio Municipal Julio Riesco, com capacidade para cerca de mil torcedores. Não estivemos por lá, mas achei essas fotos no Google Maps:

O outro time da cidade que disputou o profissionalismo é o Curacavi FC, fundado em 22 de dezembro de 2014.

O time disputa a Terceira B desde 2015 e em 2024 foi eliminado somente nas quartas de final (para um dos times que conquistou o acesso, o Malleco Unido), classificando se em 3º na primeira fase

Esse foi o time de 2024:

E o Estádio Olímpico foi onde o Curacaví FC mandou seus jogos na Zona Central da Tercera B, a 5ª divisão do futebol chileno.

Olha aí que belo visual das arquibancadas onde cabem cerca de 1500 torcedores:

Adeus a doce Curacaví…

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O Estádio Elías Figueroa Brander e o futebol em Valparaíso (Rolê pelo Chile – parte 2 de 9)

Janeiro de 2025.
Ainda falando do rolê pelo Chile, após curtirmos Viña del Mar (veja aqui como foi), suas praias, cultura e seu futebol, é hora de conhecermos a vizinha Valparaíso, uma das cidades mais antigas do país, capital da homônima Província e sede do Estádio Elias Figueroa Brander, a casa do Santiago Wanderers.

Como você deve imaginar, Valparaíso também é uma cidade litorânea.

Mas Valparaíso não tem uma cultura tão forte de praias, está mais pra uma cidade portuária.
Banhada pelas gélidas águas do pacífico, a baía de Valparaíso, assim como Viña del Mar, foi habitada por milhares de anos por outros povos.
Quando da chegada dos espanhóis, o povo Changos, exímios pescadores, que utilizavam balsas de pele de lobo marinho, é que estava por lá.

O primeiro contato dos espanhóis foi em 1536 com a chegada de Diego de Almagro e seu pelotão.

Eles batizaram a baía como Valparaíso, e ainda no século XVI foi construído o porto aproveitando as características naturais do litoral, enquanto expulsavam o antigo povo Chango de suas terras milenares…

Em 1559, foi erguida uma capela onde hoje fica a igreja matriz e com ela, a região passou a receber seus primeiros moradores que utilizavam o porto para exportar vinho, sebo, couros e queijos para o Peru.

Com a independência chilena e a declaração de liberdade de comércio, Valparaíso foi declarado como porto franco (onde mercadorias podem ser depositadas sem ser taxadas).

Valparaíso tem uma topografia bem exclusiva: 44 colinas em frente ao mar, sendo que das 300 mil pessoas da cidade, 280 mil vivem no alto das colinas.
Não a toa, os elevadores se mostram tão importante e quando um deles é fechado, é compreensível a revolta da população.

Aqui é a parte de baixo da cidade, com a praça Sotomayor o principal ponto da região e onde as pessoas se concentraram durante o ano novo.

As ruas ao redor guardam uma arquitetura que parece estar parada no tempo, dando um aspecto bem legal.

Já no século XIX, Valparaíso recebeu muitos imigrantes, dando a ela um caráter cosmopolita e andar nos seus diferentes “Cerros” é uma mistura de experiências, em especial o Cerro Concepción, cheio de grafites pelas ruas…

Como se pode ver, o Cerro Concepción é uma verdadeira galeria a céu aberto.

Ainda na parte baixa da cidade, muitas manifestações pró Palestina.

Cruzamos com muitos punks e skins, ao mesmo tempo que curtimos a cidade e sua natureza. Olha que árvore linda!

Ah, senhor Simon Bolivar, que preazer encontrar o senhor por estas ruas…

Falar de Valparaíso é falar de futebol, e o time que defende as cores da cidade é o Club de Deportes Santiago Wanderers, fundado em 15 de agosto de 1892, pô, século RETRASADO!!!

Até entendo que o o nome em inglês reflete a força da imigração britânica para a cidade, mas sempre me questionei porque “Santiago”… E a resposta é que o nome diferenciava o clube de outra equipe citadina o Valparaíso Wanderers, que já nem existe mais. Muitas vezes foi levantada a ideia de substituir “Santiago” por “Valparaíso” mas nunca chegaram em uma decisão nesse sentido.

O Santiago Wanderers começa a montar suas equipes de futebol em 1897, sendo membro fundador da Asociación Profesional Porteña e juntando-se, em 1944, à Asociación Central de Fútbol (ANFP desde 1987).
O primeiro título de Campeão Chileno veio em 1958 (foto do site Memória Wanderers):

No ano seguinte, sagrou-se Campeão da Copa Chile em 1959:

Novamente levantou a Copa Chile, em 1961:

O segundo título do Campeonato Chileno veio em 1968 (Foto do site Memória Wanderers), com o time:

Em 1977 foi rebaixado para a 2ª divisão, da qual sai campeão no ano seguinte (1978):

Depois são quase 20 anos sem títulos até mais uma vez sagra-se campeão da 2ª Divisão em 1995:

Mas em 2001, o time volta a sagrar-se campeão chileno da 1ª divisão.

Em 2017, o Santiago Wanderes é mais uma vez campeão da Copa Chile.

Porém desde que foi rebaixado em 2022 segue na luta pelo retorno à divisão de elite do futebol chileno.

O Santiago Wanderers manda seus jogos no Estadio Elías Figueroa Brander, e fomos lá para registrar mais este templo do futebol.

O Estádio também é conhecido como “Playa Ancha” e entre tantas alegrias, o povo chileno faz questão de manter viva a lembrança de um momento triste para que ele nunca se repita: a ditadura militar.
Milhares de homens e mulheres foram presos e torturados vivendo uma rotina de terror no então estádio de Playa Ancha.

Outro desdobramento deste triste passado é que a barra brava do Wanderers é bastante ativa politicamente se posicionando como uma torcida antifascista.

O Estádio é ainda chamado de Regional Chiledeportes.

Antes de entrar no Estádio, achei legal dar uma volta em seu entorno e poder registrar esses quatro campos modelo “terrão” como aqui no Brasil, onde o futebol amador de Valparaíso pode se desenvolver bem pertinho do principal estádio da cidade.

Agora sim, é hora de adentrar ao Estadio Elías Figueroa Brander. Vamos ao campo!

O nosso tradicional registro do meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

Um olhar geral:

Percebe que existe um certo padrão se comparado ao estádio de Viña del Mar? As cadeirinhas no padrão FIFA acomodam 23 mil torcedores, com um destaque para a bonita área coberta do estádio:

O Estádio foi construído em 1931 e passou por uma renovação em 2014.

Olha aí como o seu exemplo é importante…

Uma curiosidade é este pequeno “memorial” em pleno campo, do ex atleta Gustavo Poirrier, o “Laucha” que atuou no Santiago Wanderers na década de 80 e que faleceu em 4 de janeiro de 2003 enquanto jogava um amistoso em uma liga amadora em Nova York.

O Estádio recebeu ainda os jogos do Futebol nos Jogos Pan-Americanos de 2023.

Antes de ir embora, um registro dos adesivos das torcida em várias placas de identificação:

Um último olhar antes de irmos para a próxima parada: a praia de Algarrobo.

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Live sobre o Campeonato Amador do Estado e o campeão CA Bandeirante de Brodowski

Essa semana, mais uma vez em parceria com o pessoal do Correio de Atibaia, batemos um papo com o presidente e o vice do CA Bandeirante, para falar do Campeonato Amador e da equipe que pelo terceiro ano consecutivo saiu com o título. Clique no link p assistir!

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Podcast entre amigos

Pessoal, segue o podcast gravado ao vivo pelo jornal Correio de Atibaia que participei junto dos amigos Mário e Fernando (Jogos Perdidos).
Gastamos algum tempo falando sobre as competições da Federação Paulista de 2024.
Divirta-se!

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A AE Promeca de Várzea Paulista. Ou de Jundiaí?

Feriado de 15 de novembro de 2024.
Além de visitarmos a cidade e o Estádio de Campo Limpo Paulista, também fomos conhecer Várzea Paulista, uma cidade jovem, nascida no século XIX graças à Ferrovia Santos Jundiaí.
A estação local foi inaugurada em 1891 e como a estrada passava por uma várzea campesina, surgiu o nome do povoado…

Mas, muito antes, estas terras eram ocupadas possivelmente pelo povo Tupi Guarani e seus parentes (Tupiniquim, M’byá entre outros).
Foi a chegada dos portugueses que mudou drasticamente esta realidade.

A ocupação começou com pequenas olarias, cerâmicas, destilarias até chegarmos no café, que impulsionou o desenvolvimento da região, infelizmente bastante baseado no uso de mão de obra escravizada. (A foto abaixo apenas ilustra o triste fato, com uma plantaçào de café do Rio de Janeiro)

Em 21 de março de 1965, mobilizações populares fizeram com que o distrito fosse elevado a município de Várzea Paulista, onde vivem atualmente, quase 110 mil pessoas.

No momento de desenvolvimento industrial da cidade, em 1952 foi fundada a Promeca S/A, Progresso Mecânico do Brasil, que produzia tornos mecânicos de alta qualidade, como mostra a Matéria do Correio Paulistano daquele ano:

Uma imagem de um torno da Promeca:

E é dos funcionários da empresa que nasceu o bairro da Promeca, com o primeiro conjunto habitacional de Várzea e um time de futebol: a Associação Esportiva Promeca!

A AE Promeca foi fundada em 21 de abril de 1955, quando Várzea Paulista ainda era um distrito de Jundiaí, por isso, a dúvida sobre a cidade de origem do time.
Pra piorar, o time mandou seus jogos mais importantes no Campo do Nacional de Jundiaí, um pouco distante da Vila Promeca, em Várzea Paulista.

Aqui, um registro de um amistoso de 1957, contra o CA Legionário de Bragança Paulista:

Ainda naquele ano, a AE Promeca sagrou-se campeã da Taça Cidade de Jundiaí.

Em 1958, disputou o Campeonato do Interior sempre mandando seus jogos no Estádio do Nacional:

Dá até pra conhecer a escalação da AE Promeca daquele ano:

Encontrei uma nota sobre um amistoso contra um time misto do Santos, em 1961:

Em 1962, fez sua estreia no profissionalismo disputando o Campeonato da 3ª Divisão (o 4º nível do futebol Paulista) e classificou-se como líder na 1ª série.

Na fase final, a AE Promeca surpreendeu e terminou como vice campeão paulista da 3ª divisão de 1962!

Dessa forma, a AE Promeca consegue o acesso para a 2ª Divisão de 1963 (que equivalia ao terceiro nível do futebol paulista).
Abaixo a campanha desta equipe na competição:
8/9- Estrela de Piquete 1×1 Promeca
15/9– Promeca 3×2 Cerâmica São Caetano
22/9- Promeca 2×1 Hepacaré (Lorena)
29/9- Volkswagen (São Bernardo do Campo) 0x1 Promeca
05/10- Promeca 3×2 Ituano
13/10- Nitroquímica (São Miguel Paulista) 0x1 Promeca
20/10- Promeca 4×0 Corinthians (Votorantim)
03/11- Cerâmica (São Caetano) 2×1 Promeca
10/11- Promeca 4×3 Estrela (Piquete)
17/11- Corinthians (Votorantim) 1×1 Promeca
24/11- Ituano 0x1 Promeca
01/12- Promeca 2×1 Volkswagen (São Bernardo do Campo)
08/12- Hepacaré 2×1 Promeca
15/12- Promeca 3×0 Nitroquímica (São Miguel Paulista)

Na segunda fase, acabou eliminado, mas fez uma campanha bacana!

19/1- Promeca 1×0 Cerâmica (Mogi Guaçu)
26/1- Hepacaré (Lorena) 1×1 Promeca
02/2- Cerâmica São Caetano 1×0 Promeca
16/2- Promeca 1×1 Palmeiras (São João da Boa Vista)
23/2- Internacional (Limeira) 2×0 Promeca
01/3- Promeca 1×0 Cerâmica São Caetano
08/3- Palmeiras (São João da Boa Vista) 8×2 Promeca
15/3- Promeca 2×1 Internacional (Limeira)
22/3- Cerâmica (Mogi Guaçu) 4×2 Promeca
29/3- Promeca 2×2 Hepacaré (Lorena)

Infelizmente em 1964, o time se licenciou e passou a disputar apenas as competições amadoras. Aqui, o time de 1966:

Outros times sem a identificação da época:

O time acabou se licenciando do profissionalismo e acabou sumindo até mesmo das disputas amadoras.
Para tentar sentir um pouco do que foi a sua trajetória fomos até a vizinha Jundiaí para registrar o Estádio onde a AE Promeca mandava seus jogos.

O campo do Nacional, que fica ali bem em frente à estação de trem!

A estação é a última parada do trem Jundiaí-Rio Grande da Serra e é bem movimentada!

Bacana terem preservado um pouco do passado bem ali em frente à estação!

Do outro lado da avenida e alguns quarteirões à frente fica a sede e o Estádio do Nacional Atlético Clube, funcionando quase como a sede do time da capital.

Sendo assim, o campo do Nacional acabou utilizado por outros times em disputas oficiais, como fez a AE Promeca!

Olha aí os bancos de reservas embaixo dos coqueiros que seguem a linha lateral do campo.

Ao fundo, a cidade que não para de crescer. Aqui, o meio campo:

Aqui, o gol do lado esquerdo:

E o gol do lado direito:

O sol quente nem fazia lembrar da chuva que caiu horas atrás…

E aí estamos em mais uma aventura futebolística!

Atualmente, só existem arquibancadas atrás do gol, onde está a estrutura do clube.

A parte interna do clube é bem bonita, uma pena que aparentemente o clube não tenha mais tanto glamour como no passado…

Fiquei em dúvida se essa informação presente em uma das paredes refere-se ao estádio ou ao clube…

E tudo isso, em território Jundiaiense…

Só nos restou curtir um pouco da cidade antes de ir embora, almoçando no Mercadão dos Ferroviários…

Olha as placas que eles mantiveram por lá:

E depois ainda fomos até o Museu Ferroviário da cidade:

Olha quye placa bacana sobre a CIA PAulista de Vias Férreas:

Uma pena que estas locomotivas estão aí se degradando a céu aberto…

As construções pelo menos estão super bem mantidas!

Dentro do Museu, até uma camisa do Paulista está presente!

Ao lado dela uma foto do estádio antigo do Paulista, na Av Prof Luis Rosa:

Existe uma relação bastante complicada entre indígenas e a ferrovia…

E essa placa do século XIX??

Estou pensando em comprar essa locomotiva pra ir até os estádios, que tal?

Essa abaixo é uma miniatura, que, segundo a moça que trabalha no museu, tem planos para transportar crianças pela área externa…

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Mauá FC 1×1 VOCEM – Campeonato Paulista – Série B – 2023

Domingo, 2 de julho de 2023.
Manhã de sol convidativo a sair de casa e se dirigir ao Estádio Municipal Pedro Benedetti, a casa do futebol profissional em Mauá, onde o time local enfrenta os visitantes de Assis!

Hora de pegar o ingresso.
Na Bezinha esses são os preços em 2023:

E está quase tudo pronto… Ingressos na mão…

Bandeiras hasteadas…

Jogadores perfilados para o hino…

Ainda dá tempo para a foto dos times.
Em campo, como visitante, o VOCEM, time que tem uma forte ligação com o blog por ter nascido literalmente em frente à casa dos meus avós e ter por várias vezes contado com meu pai, e meus tios no time.

E se envolve o VOCEM, o seo Osvaldo, meu pai, está presente pra apoiar o time que já defendeu como jogador e torcedor!

Do outro lado, o time local: Mauá Futebol Clube fundado em 23 de outubro de 2017 e que estreou na Segunda Divisão do Campeonato Paulista em 2018.
Aliás estivemos presente em um jogo deles contra a AA Itararé, pra conhecer de perto o novo time do ABC (veja aqui como foi).

O Estádio Pedro Benedetti está em sua melhor fase dos últimos anos, e tem recebido os jogos dos dois times da cidade: o Mauá FC e o Grêmio Mauaense, lembrando que ambos se classificaram para esta segunda fase da Bezinha.

E começa o jogo!

O Mauá FC tentando se colocar como os donos da casa, propondo as jogadas e tentando dominar a bola no chão.

Como não tinha muita gente, dava pra ouvir os próprios jogadores gritando um com os outros para coordenar as melhores jogadas.

E se não teve muita quantidade, em qualidade o público estava nota 10! Aí está o Daniel, amigo que vive, pesquisa, registra e respira o futebol de Mauá (amador e profissional)! Já falamos dele aqui no blog quando contamos a história do futebol de Mauá (veja aqui como foi!).

Além do Daniel, estiveram ali ao nosso lado outras figuras do futebol, a começar pelo Tegi, presidente do Mauá FC, o seo Clóvis -nascido em Assis e que agora vive em Mauá-, além do Airton, um soteropolitano colecionador de camisas que estava ali conhecendo o Estádio, e o Fernando, do Grêmio Mauaense! Uma verdadeira seleção!

Pra quem não está acostumado, pode não fazer muito sentido acompanhar os jogos da 4ª divisão do Paulista, mas ao lado dessa galera saiu tanta história e tantas risadas que deixaram o jogo muito mais legal de assistir. E futebol é isso, pra mim, é mais que um jogo, é uma cultura mesmo que se constrói na arquibancada, principalmente.

Pra quem se acostumou um jogo de correria e chutão, Mauá FC e VOCEM fizeram um jogo diferente, bem jogado, com tentativas de ambos os lados de se chegar tocando até a meta adversária.

O Mauá FC abriu o placar em um escanteio que encontrou o atacante Gustavo sozinho na pequena área.

Festa na arquibancada local!!!

O jogo ficou ainda mais pegado com o time visitante arriscando chutes de fora da área e o Mauá FC buscando matar a partida no contra ataque…

Quando tudo parecia resolvido, o time de Assis empatou o jogo em uma batida de fora da área, para a alegria do Seo Osvaldo.
O gol pode ter iniciado em uma jogada irregular, já que ficamos com a impressão que o jogador havia usado a mão para dominar a bola, antes de bater de primeira e marcar um golaço!

E nem mesmo a última chance já nos derradeiros segundos de jogo trouxe o gol da vitória para o Mauá FC…

Para o time de Mauá fica o apoio e carinho da sua torcida!
E a nossa torcida para que, quem sabe, os dois se classifiquem e possam ao menos se manter no 4º nível do futebol paulista a partir de 2024.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!