Dando sequência ao rolê futeboleiro pelo leste europeu, é hora de aterrissar em outro país da ex-Iugoslávia: Bósnia Herzegovina, nosso objetivo, conhecer a capital Sarajevo, cidade que sofreu vários horrores durante a guerra entre 1992 e 1995.
A cidade de Sarajevo é cortada pelo rio Miljacka. É sobre ele que passa a Ponte Latina, local onde ocorreu o assassinado do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o Arquiduque Francisco Fernando, o que foi o ponto de partida para a primeira guerra mundial.
A cidade é incrível… Possui um centro histórico com calçadões e ruas de pedra onde pedestres circulam e visitam as várias lojinhas ali presentes.
A cidade é considerada o encontro entre o leste e o oeste e existe um marco que oficializa essa “fronteira”:
Esse “encontro de culturas” fica ainda mais claro quando você percebe que estão ali, bem próximas uma das outras uma igreja católica, uma mesquita, uma igreja ortodoxa e uma sinagoga.
Um dos pontos de encontro das diversas ruelas é a praça Baščaršija,
O lugar também é conhecido como a Praça dos Pombos!
Sarajevo é rodeada por montanhas e não é preciso andar muito para se topar com uma ladeira…
Uma dessas ladeiras levam direto ao cemitério Šehidsko Mezarje Kovač.
Muitas lápides mostram os anos de 1993 a 1995 como data do falecimento, o que mostra o resultado do cerco e dos assassinatos cometidos durante a guerra pela separação da Bósnia Herzegovina da Iugoslávia.
Subindo um pouco mais, chegamos a um ponto marcante da cidade, a Fortaleza Amarela, construída entre 1727 e 1739 na área chamada Jekovac. E dali, a vista simplesmente maravilhosa…
Ali perto fica o outro “forte” conhecido como “Forte Branco”.
Fizemos um vídeo pra ter um pouco mais de ideia de como é o lugar:
De volta à cidade, fomos conhecer o Museu da Infância na Guerra, que reúne objetos e histórias que marcaram a vida de pessoas que viviam em Sarajevo durante o período da ocupação.
Embora seja uma exposição simples, se você realmente ler cada mensagem, é difícil não se emocionar…
Pra quem gosta de uma pizza, saiba que elas são bem grandinhas em Sarajevo…
A cidade possui muitas construções antigas, algumas delas se transformaram em museus, como o museu da cidade.
Também mantiveram registros de ruínas da época dos romanos, bem ao lado do mercadão local.
Outra coisa que mexe com quem passa pelo centro são as “rosas de Sarajevo”:
A “Rosa de Sarajevo”nada mais é do que a utilização de tinta acrílica para reforçar em vermelho os vestígios de bombas e explosões ocorridas durante a guerra.
Existem várias espalhadas pela cidade, o que reforça na memória o quanto deve ter sido difícil o período da ocupação da cidade pelo exército sérvio…
A expressão acabou virando título de livro: “A Rosa de Sarajevo” da escritora Margareth Mazzantini, que eu levei pra viagem e quase me esgoelei de tanto chorar enquanto o lia…
Outro fato importante a ser registrado é que agora em 2019, Sarajevo será sede do Festival Olímpico Juvenil de Inverno. E a cidade está muito orgulhosa, até porque remete às lembranças de 1984 quando recebeu os jogos Olímpicos de inverno, antes da guerra.
Um outro ponto que visitamos foi o monumento da “flama eterno”, com a chama que queima incessantemente em homenagem aos que lutaram contra o fascismo na segunda guerra.
Esse aí atrás foi o nosso hotel durante a estadia em Sarajevo… O “Old Town“, localizado no centro da cidade e com bons preços!
A cidade tem criado uma série de pontos, mostras e museus dedicados a não deixar de lembrar a tragédia da guerra, essa sequência mostram fotos de locais que foram atingidos durante a guerra e como eles estão atualmente.
O principal destaque vai para a mostra SREBRENICA, com diversos documentos e fotos mostrando os abusos sofridos pelas pessoas nessa cidade, tanto por parte dos sérvios quanto até mesmo pelos soldados da ONU.
E a montanha sempre nos guardando…
Bom dado esse rolê pela cidade, que tal falarmos sobre o futebol local? Assim como fizemos em Belgrado, selecionamos 3 times da cidade para entender o futebol de Sarajevo. Começemos pelo FK Sarajevo (acesse aqui o site oficial do time).
Vale lembrar que o time já teve outros distintivos, começando por um que continha a estrela vermelha, símbolo do comunismo e uma engrenagem em azul, representando a industrialização socialista:
Outros dois distintivos vieram até a chegada do atual:
O FK Sarajevo foi fundado em outubro de 1946, na época como SD Torpedo. Um ano depois, o nome foi alterado para SD Metalaca Sarajevo e a partir de 1949 adotou o nome atual.
Em 1967, tornou-se o primeiro clube bósnio a vencer o campeonato iugoslavo.
Em 1985, veio o segundo título iugoslavo.
Conquistou a “BósniaPremijer Liga” por duas vezes, em 1998-1999 e 2006-2007 e 5 Copas Bósnia de Futebol (temporadas de 1996-1997, 1997-1998, 2001-2002, 2004-2005, 2013-2014).
Como o futebol é uma “língua universal”, o FK Sarajevo é considerado um embaixador da Bósnia e manda seus jogos no Estádio Asim Ferhatović Hase. Fomos até lá para conhecê-lo pessoalmente.
Contamos com a ajuda do Bajro, torcedor do FK Sarajevo que não falava muito inglês, então a comunicação entre nós era muito engraçada!
Vamos dar uma olhada na parte de dentro do estádio!
Como deu pra perceber no vídeo, o nome oficial do estádio é Asim Ferhatović Hase, homenagem a um ex jogador, ídolo do FK Sarajevo, mas também é conhecido como Estádio Koševo (nome do bairro onde está localizado.) e também Estádio Olímpico (devido aos jogos olímpicos de inverno de 84).

Grande momento do As Mil Camisas!
E, mais uma vez, obrigado Bajro!!!
O Estádio Asim Ferhatović Hase foi inaugurado em 1947 e atualmente possui capacidade de 34.500 torcedores. Possui arquibancadas em todos os lados do campo.
No dia da visitam, como pode se ver, a neve havia coberto a cidade e o campo, consequentemente.
Vale lembrar que a Seleção Nacional da Bósnia e Herzegovina também manda seus jogos aí!
O estádio foi inaugurado em 1947 e em 1984 foi reconstruído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1984.
O estádio foi renovado pela terceira vez após a Guerra da Bósnia, em 1998.
O resultado é um grande estádio, com bastante espaço para os torcedores locais.
A torcida em Sarajevo também leva a sério o futebol, e prova disso é a Horde Zlae Sarajevo:
A Guerra também teve influência no futebol local e as disputas nacionais foram paralisadas. O FK Sarajevo só disputava partidas amistosas viajando pelo mundo.
Boa parte dos torcedores, incluindo os membros da Horde Zla juntaram-se ao Exército da República da Bósnia e Herzegovina e lutaram na guerra. Somente na temporada 1994-95, o futebol voltou a ativa com o primeiro campeonato da Bósnia e Herzegovina.
Na temporada 2006-07, Sarajevo jogou pela primeira vez na UEFA Champions League com esse time (foto do site oficial do FK Sarajevo):
Em 2013, Vincent Tan, um empresário malaio comprou o FK Sarajevo e logo de cara saiu campeão da Copa da Bósnia.
Um último olhar antes de irmos embora…
E nos despedimos do estádio do FK Sarajevo para conhecermos um pouco da história do seu grande rival, o Fudbalski Klub Željezničar (acesse aqui o site oficial do time)e seu Estádio, conhecido como “Grbavica” (que é o nome do bairro em que está localizado).
O bairro também tem uma história triste relacionada à guerra. Segundo o que ouvimos, na avenida que está bem em frente ao estádio, um grupo de sérvios ocupou o lado direito e passou um fim de semana todo atirando em pessoas dos prédios em frente.
O Estádio está tão incrustrado no bairro que existem várias lojas abertas ao público que ficam embaixo das arquibancadas.
Željezničar significa “ferroviário” em Bósnio e foi escolhido porque o time foi fundado por trabalhadores da estrada de ferro em Sarajevo, em 1921.
O Fudbalski Klub Željezničar, time dos ferroviários manda seus jogos no Stadion Grbavica, que fica no bairro homônimo, na periferia de Sarajevo. Fomos até lá, mas num primeiro momento ver o portão fechado nos desanimou…
Mas, com a ajuda de uma moça que surgiu do nada com as chaves na mão nos permitiu entrar em mais um templo do futebol. Vamos conhecê-lo?
O Fudbalski Klub Željezničar é conhecido por ser um celeiro de bons jogadores, e o resultado é que em 1972 venceu o campeonato iugoslavo, em 1985 chegou às semifinais da Copa da UEFA (primeira vez que um time da Bósnia chegou a tal colocação), e em 1998, venceu seu primeiro campeonato nacional, feito repetido em 2001 e 2002. O clube também detém três títulos da Copa da Bósnia (2000, 2001 e 2003).
O Estádio Grbavica foi construído em 1940, e atualmente cabem pouco mais de 20 mil pessoas em suas arquibancadas!
O Estádio está incrustrado no meio do bairro e das suas arquibancadas se pode ver a cidade e também as montanhas ao fundo.
Além dessas arquibancadas ao redor do campo, vale registrar a grande parte coberta (que foi por onde entramos).
Os bancos de reserva ficam bem em frente ao “setor VIP”, espero que não sejam muito corneteiros.
Um último olhar e é hora de nos despedirmos deste lugar mágico!
Ali está a saída!
E é hora de finalizar nosso rolê boleiro por Sarajevo, conhecendo o Estádio Otoka, a casa do Fudbalski Klub Olimpic Sarajevo. Aqui o site oficial do time (clique aqui pra conhecer).
O time utilizou esse outro distintivo por vários anos, e alguns torcedores não curtiram muito a troca…
O Fudbalski Klub Olimpic Sarajevo foi fundado em Outubro de 1993 e desde então manda seus jogos no Estádio Otoka, construído durante a época do cerco à cidade e tornando-se a principal opção de esportes do distrito.
O estádio parece pequeno, olhando por fora, mas é super bem aproveitado.
Possui arquibancadas dos dois lados do campo.
Incluindo uma arquibancada em forma oval, dando uma caracterítica visual única à cancha.
Vamos dar uma olhada?
Mais um estádio incrível registrado!

Ao fundo o bairro (ou distrito) de Otoka.
E assim, nos despedimos de uma cidade que com certeza roubou uma parte de nosso coração. Não só pelo futebol, mas por sua história e pelo jeito das pessoas que vivem ali. Pelo respeito às diferenças e por tudo o que nos ensinou nos poucos dias que estivemos por lá, eu espero que possamos voltar à Sarajevo…

Chegamos num dia pós nevada e a cidade estava linda, coberta de neve…
Foi uma experiência incrível andar nos parques e bosques em meio a tanta neve….
Claro que como todo idiota que vê tanta neve assim pela primeira vez, não resistimos a um boneco de neve!
Ou mesmo a brincadeiras estúpidas…
Subimos ao forte Kalemegdan, num parque que abriga uma série de atrações entre museus, artefatos de guerra e uma vista incrível do encontro do rio Danúbio com o rio Sava.
Outro lugar de destaqie é o Templo de St Sava, o maior templo ortodoxo da Europa!
Claro que fomos a uma loja de vinil e a escolhida foi a
O escolhido a vir morar no Brasil foi o “Pesmi Sprave”, segundo disco da banda eslovena Pankrti.
Ainda ali próximo ao centro existem vários monumentos espalhados pelas largas avenidas.
E que tal comer uma massa na tradicional “Mesa do Maradona” na
Outro restaurante incrível (e com ótimos preços, aliás, tudo em Belgrado é muito mais barato do que em São Paulo) é o
Mas se você quer saber como é o dia-a-dia gastronômico de quem vive em Belgrado, dê uma olhada em como é uma feira:
Encontramos muita coisa da arte socialista, com foco nos movimentos opoerários e na vida do trabalhador:
E também relacionado às guerras, no caso abaixo a luta contra os nazistas na segunda guerra.
Intervenções nos museus reproduzindo o horror da guerra:
E deu até pra dar um rolê na rua “Antifasciste”!
Bom, você deve imaginar que ir pra Belgrado é uma verdadeira aventura e foram muitas diversões e alguns poucos perrengues (afinal nem todo mundo fala inglês, por lá), mas… Cá estamos neste blog para falar de futebol, e escolhemos 3 times para representar o futebol local.
Começamos pelo Fudbalski Klub Zemun, time que defende as cores dos moradores do bairro de Zemun (uma parte de Belgrado que possui uma certa independência cultural).
O FK Zemun (em sérvio, como está no distintivo:Фудбалски клуб Земун) nasceu em 1946, na época como Jedinstivo Zemun (apenas em 1986, surge o nome “FK Zemun“).
O time manda seus jogos no Zemun Stadium, inaugurado em 1962.
A neve não permitiu que desse pra ver o nome do estádio escrito em cima deste muro grafitado:
Então peguei uma do Google Maps só pra gente ter noção (o google borra a imagem do grafite no muro porque ele acha que é uma pessoa hehehe:
Uma bilheteria a mais pra nossa coleção!
É sem dúvida um momento de grande nervosismo pra mim adentrar a um estádio assim tão longe da nossa realidade no Brasil e ao mesmo tempo tão próximo em relação ao sentimento de quem mora no bairro de Zemun pelo time…
Estão pronto? Então vamos lá, para acompanhar uma partida do time válida pela segunda divisão do campeonato sérvio, onde o FK Zemun tem lutado para fugir do rebaixamento…
Frustrações a parte por não poder acompanhar a partida, vamos ao menos conhecer o Zemun Stadium, que tem capacidade para 15.000 torcedores.
Nesse vídeo dá pra ver melhor um pouco das arquibancadas:
Além de receber os jogos do FK Zemun, o estádio recebeu os shows da Tina Turner e do Bob Dylan, nos anos 80. Aqui, uma visão do gol esquerdo, para quem olha das arquibancadas cobertas:
O meio campo:
E o gol direito:
As pombas não se incomodam nem com a neve… Olha elas aí…
E onde estão os bancos de reserva? Transformados em geladeiras!
E enquanto a gente conhecia o campo, a galera (pelo que entendemos até alguns torcedores) se dedicavam à limpeza do campo.
O estádio viu o FK Zemun chegar a 3 semifinais da Copa da Iugoslávia (1982, 1993 e 2000)
Com o fim da Iuguslávia, os times locais passaram a jogar o campeonato e a Copa da Sérvia. E o FK Zemun chegou a final da copa, em 2008.
Enfim… Missão cumprida em Zemun!
Antes de ir embora, vale ler as instruções para se adentrar ao estádio:
E como se pode ver, a torcida local, conhecidos como os “Taurunum Boys” parecem não ligar muito para a parte que fala da proibição da pirotecnia…
E que torcida!
Fomos embora sem passar pela parte de trás do estádio, por isso apelei novamente ao Google Maps:
Assim, saímos do bairro de Zemun para voltar à região central de Belgrado, no bairro de Autokomada, onde encontramos os estádios dos outros dois times que escolhemos conhecer para ilustrar o futebol local.
Comecemos com a história do Fudbalski Klub Crvena Zvezda conhecido por nós como “Estrela Vermelha de Belgrado”.
Ah… Parece que foi ontem que atravessamos as ruas cobertas de neve para finalmente conhecer o Estádio do Estrela Vermelha.
A cada passo que dávamos o estádio estava mais próximo…
O FK Estrela Vermelha de Belgrado (também popularmente conhecido como “Фудбалски клуб Црвена звезда“) foi fundado em março de 1945, quando o mundo conhecia a Guerra Fria (que colocava frente a frente capitalistas e socialistas) e representava o lado vermelho desta guerra, materializando no futebol um pouco dos ideais antifascistas e vindo ao mundo pelas mãos do próprio Partido Comunista.
O time manda seus jogos no Estádio Estrela Vermelha, apelidado carinhosamente de Marakana.
É… Os sérvios não só gostam de futebol como gostam do futebol brasileiro. Alias, a Seleção Sérvia de Futebol também manda seus jogos aí. Essa é a entrada do Estádio:
O Estrela Vermelha foi o último campeão do Campeonato Iugoslavo de Futebol, antes do processo de separação da antiga Iuguslávia.
Conseguimos entrar no estádio e fazer umas fotos internas e dá pra se surpreender com o tamanho do Marakana…
O campo estava coberto de neve, então mais parece um pedaço do céu rodeado por arquibancadas…
Vamos dar uma olhada melhor no vídeo:
Eu confesso que sempre sonhei em conhecer o estádio do Estrela Vermelha, não só por ser o maior campeão da liga nacional, mas também por ter conquistado o troféu da Champions League e o mundial em 1991 (jogando a final contra o Colo-Colo do Chile).
Suas arquibancadas podem receber até 55 mil torcedores (até os anos 90 eles liberavam a entrada de até 97 mil torcedores no Marakana).
O Estádio foi inaugurado em setembro de 1963 e tem recorde de público de 96.070 torcedores na semifinal da Copa da UEFA contra o time húngaro Ferencváros TC (embora digam que mais de 110 mil pessoas estiveram naquele jogo). É daí que veio o apelido de Marakana.
Aqui, o gol direito:
O meio campo:
E o gol do lado esquerdo:
O placar eletrônico bem ali no meio da arquibancada!
Olha quantos adesivos de torcidas!
Existe uma loja de artigos da torcida dentro do estádio.
E grafites também!
Hora de dar tchau ao Marakana!
E após nos despedirmos do Marakana com certa dor no coração (torcendo para que eu consiga voltar um dia e ver um jogo!), é hora de conhecer o terceiro time que escolhemos para registrar em Belgrado, e claro, não poderia deixar de ser o Partizan Fudbalski Klub, maior rival do Estrela Vermelha! Juntos fazem o chamado Clássico eterno!
O Partizan FK (se escreve Фудбалски клуб Партизан) foi fundado logo após o Estrela Vermelha, em outubro de 1945, como o time do Exército Popular da Libertação da Iugoslávia (chamado na época de Partisan), que lutou na Segunda Guerra Mundial contra os Nazistas e seus aliados.
O Partisan FK manda seus jogos no Estádio Partizan que é conhecido como “O Templo” e também como Stadion JNA (Estádio do Exército Popular Iugoslávo).
Vamos dar uma olhada no estádio?
Foi duro, mas depois de uma conversa que misturou inglês, sérvio, espanhol e português, convencemos o segurança a nos levar até lá!
O Estádio Partizan chegou a ser sede do Estrela Vermelha, de 1959 a 1963 (ano em que se mudaram para o Estádio Marakana).
O estádio tem arquibancadas ao redor de todo o campo e sua construção começou logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o intuito de hospedar a seleção nacional iugoslava e o BSK Beograd.
O estádio foi construído com a ajuda do exército popular jugoslavo.
O Partizan estreiou o estádio em 1957, numa partida contra o Vardar Skoplje.
Em 1989, o Partizan comprou o estádio do exército da Iugoslávia.
Este é o gol da esquerda pra quem olha da entrada do estádio:
Aqui, o meio campo:
E por fim, o gol do lado direito:
Em 2009, teve um grande show do AC/DC frente a aproximadamente 40 mil pessoas.
No caminho para o estádio, mais grafites, desta vez do craque croata Stjepan Bobek!
E também mostra da amizade dos torcedores locais com torcedores russos do CSKA de Moscou.
Ainda vimos fotos antigas (não sei se é um ex atleta ou torcedor) em um museu:
E claro, muitos adesivos espalhados pela cidade…
Pra terminar, chore imaginando estar em meio à torcida do Partizan escutando um sucesso do Grupa JNA (assim como nós temos a banda “Visitantes” pra suportar o Santo André, essa é a banda deles):
Ufa…. Com esse rolê pelo Estádio Partizan finalizamos nossa rápida visão e registros sobre os estádios de Belgrado.
A viagem começou pela Itália, pela cidade de Fiumicino, vizinha à Roma, e conhecida por ser o local onde está o maior aeroporto da região e também por ser um local tranquilo no litoral do mar Tirreno.
A cidade não só é super arborizada, como é fácil encontrar laranjeiras pelas ruas locais.
Este é um afluente do Rio Tibre que lá no fundo desemboca no oceano…
Encontramos um mercado de pulgas no coração da cidade, pra quem gosta de economizar…
Também é muito legal aproveitar as barracas de frutas espalhadas pelas ruas de Fiumicino.
Bom… o jantar não podia ser outro…. Pizza !!!
A cidade ainda guarda várias construções antigas.
E tem ainda um bom cuidado com a natureza local.
O futebol local tem a atenção e o carinho dos moradores, principalmente dos mais velhos que ainda guardam na memória lembranças dos times da cidade.
Vamos conhecer dois deles, começando pelo SFF Atletico.
O SFF (
Fregene e Focene são dois “distritos” da cidade, e como cada um tem um estádio de futebol, o Atletico de Fiumicino tem várias “casas”.
O SFF Atletico pode escolher entre mandar seus jogos em Fragene, no Estádio Aristide Paglialunga (antigo estádio do Fregene) ou no Estádio Vincenzo Cetorelli em Fiumicino.
Assim, aproveitamos o rolê para conhecer o Estádio Vincenzo Cetorelli.
O Estádio fica na região central da cidade e possui uma estrutura mínima capaz de receber jogos, com apenas uma arquibancada descoberta em uma das laterais do campo:
E embora sejam apenas 4 lances de arquibancada, ela é compriiiiiiiidaaaaa:
Vamos dar uma olhada melhor:
Ao menos o estádio conta com um sistema de iluminação:
Para quem está na arquibancada, este é o gol do lado esquerdo:
Este é o lado direito (repare que a pista de atletismo, embora dê um aspecto mais profissional ao estádio, acaba tirando a proximidade da torcida com os jogadores e com o bandeira):
Mas, o campo está bem cuidado e pode seguir recebendo os jogos menores, enquanto os demais são jogados no Estádio Aristide Paglialunga embora tenhamos ouvido de um senhor que o time pensa em construir um novo estádio para 2020.
Em 2017, o clube subiu para a Série D e em 2018, terminou como o terceiro do grupo G, perdendo o que seria o segundo acesso consecutivo, para o Trastevere nas semifinais da série D.
Assim, vamos falar do outro time da cidade de Fiumicino, o A.S. Fiumicino 1926.
O Fiumicino 1926 tem esse nome porque o clube que o originou (o Fiumicino Calcio) foi fundado em 1926.
O time manda seus jogos no Estádio Pietro Desideri, e pudemos dar um role por lá pra dividir com você um pouco da cara do estádio, confira:
Depois de muito tempo jogando a série D, finalmente o Fiumicino 1926 alcançou a série C (Grupo Promozione Lazio).
Assim, desde o ano passado, o Estádio Pietro Desideri, recebe partidas ainda mais importantes.
O estádio tem capacidade para cerca de 2.500 torcedores.
Assim, mesmo se tratando de uma cidade menor, Fiumicino segue viva com seu futebol local! A bandeira segue tremulando!
O Estádio possui arquibancada dos dois lados do campo, mesmo sendo super próximas das casas da vizinhança.
E pelo visto, possui até um grupo de Ultras!
Basta uma rápida pesquisa na Internet para conhecê-los:
Fica nossa homenagem aos torcedores locais, convidando-os a conhecer a casa do nosso time, o EC Santo André.
Antes de ir embora, uma olhada do gol do lado direito:
Meio campo:
E o gol do lado esquerdo. Parece a versão (ainda mais) italiana da rua Javari!
Andando pelo bairro conhecemos algumas pessoas que apoiam o futebol local!
Pra terminar o rolê, um passeio noturno pela praia local… Pena que não dá pra ver hehehehe:























































































































































































































































Assim como diversas cidades, Laranjal Paulista cresceu em torno da ferrovia. A estação da cidade foi inaugurada pelo próprio D. Pedro II.
Os nossos “anfitriões” eram esse trio: Esdras, Kiki (a cachorrinha) e o Carlos.
Recentemente, a cidade teve destaque nos noticiários por terem pixado o sobrenome (“Queiroz”) de um ex assessor do atual presidente na tradicional laranja gigante que fica na entrada da cidade.
Mas, a população de Laranjal Paulista tem um grande motivo de se orgulhar! Trata-se da Associação Esportiva Laranjalense.
A Associação Esportiva Laranjalense foi fundada em março de 1943 e chegou a disputar cinco edições da terceira divisão do Campeonato Paulista (1971, 1972, 1974, 1975 e 1976) e quatro da quarta divisão (1969, 1977, 1978 e 1979).
Aqui, o time de 1971 (na foto está escrito 2a divisão, porque na época existia a primeira, a “especial” e a segunda):
Em 1977 chegou a semifinal da terceira divisão, contra o Primavera, perdendo o primeiro jogo em Indaiatuba por 2×1 e o jogo de volta (em Laranjal) por 3×2. Esse jogo ficou marcado na história como a maior caravana já feita pela torcida do Esporte Clube Primavera, veja a torcida tricolor no Accácio Luvisotto:
Esse é o time de 1978:
Aqui, também uma imagem que retrata um tempo em que torcida e time se viam com grande frequência!
A AE Laranjalense mandava seus jogos no Estádio Municipal Accácio Livisotto.
E se tem estádio com distintivo do time pintado na parede… Aí estamos nós!
Uma bilheteria a mais na nossa coleção.
E que tal dar um rolê por dentro do estádio?
Do outro lado, temos dois lances de arquibancadas cobertas:
Ao fundo, pode se ver a cidade, ainda sem os prédios tão comuns às grandes metrópoles.
O Estádio possui ainda um sistema de iluminação daqueles tradicionais.
Do outro lado, o ginásio de esportes, que também contribuiu para a vida esportiva da cidade.
E esse é o Carlos, professor de educação física e que tem uma relação bem especial com o estádio. Desde cedo ele frequenta o campo, seja pra assistir (algumas vezes até pulando o muro…) seja para jogar.
E ele (e várias pessoas) ainda sonham em ver esse campo cheio de torcedores e atletas locais, ocupando uma parte tão importante da cidade, que já foi responsável por tanta alegria.
Nós torcemos para esse dia chegar logo…