Em 2017, sua população foi estimada em 4.190 habitantes.
Ainda dá pra jogar bola na rua, sem se preocupar com o trânsito.
Nosso objetivo era conhecer o Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalha, o “Castelão“, e logo de cara, olha a boa notícia, ele recebeu (em 2015) uma reforma no valor de R$ 510 mil reais.
A má notícia é que ele não possui sequer uma placa de identificação… 🙁
Não há nem o tradicional pórtico de entrada tão característico dos estádios do interior…
O estádio foi a casa da Associação Atlética Monte Castelo nas duas disputas da quarta divisão do Campeonato Paulista (em 1964 e 1965).
O time foi fundado em 1º de março de 1963 e mesmo representando uma cidade há mais de 600 km da capital e com menos de 5 mil habitantes, conseguiu disputar duas edições do Campeonato Paulista.
O campo está bem conservado, tem até um sistema de iluminação e uma arquibancada coberta.
Vamos dar uma olhada?
Aqui, o gol da torre do Estádio Municipal Manoel dos Santos Esgalha, o “Castelão“:
O gol do outro lado:
O meio campo, e a arquibancada coberta:
O Castelão possui ainda seu banco de reservas:
E mesmo com nossa visita, o jogo seguia quente em campo!
É um estádio muito bonito!
Os vestiários à beira do campo:
Mais um estádio de um time com pouquíssimas informações… Não encontramos nenhuma foto do time sequer… Se você tiver alguma colaboração, entre em contato!
Mais uma cidade tranquila, onde vivem pouco mais de 8 mil pessoas.
Uma cidade onde as pessoas ainda gostam de se cumprimentar, mesmo que nunca tenham se visto, como eu e o amigão aí!
Bom, mas melhor nos apressarmos, o sol já começa a se por e temos pouco tempo para conhecer os estádios!
O nosso objetivo em Irapuru era conhecer e registrar o Estádio Municipal Pedro Leite Ribeiro!
Era aqui que o time local, a Associação Atlética Irapuru mandou seus jogos, em sua aventura pelo campeonato paulista da 4a divisão em 1965.
A AA Irapuru foi fundada em janeiro de 1953, mas permaneceu disputando competições amadoras por 12 anos. Encontrei algumas fotos do time na fanpage Memórias de Irapuru.
Essa foi enviada pela filha de um dos que estão na foto: Reynaldo Rodrigues Pereira, o terceiro agachado da esquerda para a direita. Muito obrigado a Maria Cristina, sua filha.
De volta ao presente, aqui estamos no Estádio Municipal Pedro Leite Ribeiro.
E lá vamos nós!
Segundo a placa, passou por melhorias em 1996.
Mas, a cara externa do estádio não combina muito com reforma…
E que tal darmos uma olhada lá dentro?
É… Tem história, tem uma enorme importância para o futebol, mas… parece que as últimas gestões não achavam isso…
Não que o mais importante, o campo em si, estivesse em mal estado.
Está apenas seco, e isso vimos na grande maioria dos estádios que visitamos pela alta paulista.
Mas o que chamou a atenção pelo mal estado foi a magnífica arquibancada coberta, toda feita em madeira.
Infelizmente estão em condições bem precárias, fazendo um barulho com o vento que lembra até cenário de filme de terror.
Ainda assim, a arquibancada é linda, cheia de detalhes, que a torna única. Linda.
E o lugar tem uma energia diferente, sério… Meio mágico!
Lembra um pouco o estádio do Lira Serrano de Paranapiacaba. Pequeno, mas charmoso.
Não vou gastar energia criticando a política local, porque não tenho nenhum conhecimento sobre as prioridades da prefeitura de Irapuru.
Mas… Claro que ficamos imaginando que as condições do estádio poderiam ser melhores, pra podermos sonhar com a volta do futebol profissional.
Enfim, mesmo assim, nos sentimos honrados em poder registrar mais este templo do futebol paulista.
Agora, é hora de nos despedir do Estádio Municipal Pedro Leite Ribeiro e seguir em nossa viagem.
Hoje é dia de contarmos sobre nossa busca pelos Estádios da cidade de Pedreira, que fica há uma meia hora de Campinas e é conhecida por ser um centro de compras de objetos de decoração.
Lá, em março de 1939 surgiu um time chamado EC Santa Sofia.
Sua sede social e esportiva ainda permanece ativa na cidade.
O clube nasceu como amador e vive atualmente como um clube social.
O time começou com um início modesto com disputas locais, e antes que fizesse sua estreia pelas disputas da Federação Paulista, um outro clube local chamou atenção e disputou o Campeonato do Interior de 1943: o Corinthians EC (distintivo do site Escudos Gino).
Em 1944, o EC Santa Sofia estreia no Campeonato do Interior:
Em 1945 mais uma vez disputa o acirrado grupo da 6ª região ao lado de times como Ponte Preta, Guarani, Bragantino, Rio Branco entre outros…
Aqui um lindo registro do time de 1946 que mais uma vez disputou o Campeonato do Interior:
Em 1947, mais uma vez os dois times de Pedreira estavam presentes:
O grande destaque local vai para o EC Santa Sofia que levanta o título de campeão do interior de 1953.
Aqui, uma matéria sobre o derbi:
Em 1956, o EC Santa Sofia sagrou-se campeão do setor 13:
E fala ainda do zagueiro Arlindo, do Corinthians:
A Gazeta Esportiva registrou um amistoso do time contra o Mogiana:
Grupo do Campeonato de 1958:
Em 1966, o EC Santa Sofia faz sua estreia no Campeonato Paulista, disputando sua única edição da quarta divisão.
Com tantas histórias, lá fomos nós registrá-lo!
Como o futebol profissional não teve sequência e o clube social precisava de espaços, eles “cortaram” um pedaço do campo, e o que era a linha de fundo do passado virou a linha lateral do atual gramado.
Como sempre, fizemos um rolê pelo centro da cidade, vivendo um pouco do que é o dia a dia de mais uma tranquila cidade do interior paulista.
Já sabíamos que estávamos pisando no sagrado solo de onde vêm os refrigerantes Poty, mas não sabíamos que Potirendaba também tem uma cervejaria que produz uma cerveja muito boa, a Trieste!
As águas dessa cidade devem mesmo ser mágicas! Potirendaba pode ser considerada a terra do basquete, afinal, foi lá que nasceu a rainha Hortência!
E o futebol local também merece destaque importante, graças ao União FC, time que representou a cidade de Potirendaba nas disputas dos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, jogando a terceira e a quarta divisão, entre 1964 e 1968 e depois em 1986.
A terceira divisão de 1986, rendeu uma importante matéria na revista Placar:
O time do União FC manda seus jogos no Estádio Josephino de Carli.
Fica a curiosidade em relação à data na placa: 30/03/1989 refere-se à inauguração ou à alguma reforma?
O União FC foi fundado em 8 de agosto de 1939. Aqui, um amistoso onde o União venceu os amadores do São Paulo FC por 3×2 em 1946:
Aqui, um jogo onde goleou o Tanabi por 8×2, em 1947:
Mas no início, o time só disputou campeonatos amadores, até os anos 60, quando passou a disputar a 4ª divisão paulista.
Aqui, uma foto de quando o time sagrou-se campeão amador de 1963:
Essa é a bilheteria do estádio, junto do bar.
Mais uma bilheteria pra nossa conta!
E mais um estádio registrado.
O Estádio possui aquela tradicional arquibancada coberta na parte central.
Além do alambrado, existe uma pequena “cerca viva” em torno do campo.
Outra parte coberta é dedicada aos mesários e auxiliares.
Aqui, um breve vídeo mostrando um pouco do estádio:
A vista lá de baixo para a arquibancada:
E mais um pouco do campo…
Infelizmente esse é mais um estádio e time que possuem poucas informações disponíveis.
Provavelmente, devem existir fotos da época, principalmente nas mãos de quem viveu aqueles tempos. Espero que esse post incentive essas pessoas a digitalizar essas imagens e compartilhar com quem gosta do futebol, antes que essas memórias se percam em uma gaveta ou ainda acabem indo pro lixo.
A nossa parte a gente tenta fazer liberando as fotos que fazemos para uso em qualquer publicação on ou offline.
Mais um rolê pelo interior de São Paulo, visitando novas cidades, conhecendo novas paisagens e histórias…
O rolê desta vez foi para conhecer dois estádios de cidades vizinhas: Mairinque e Alumínio. Começando pela primeira, em Mairinque vivem cerca de 45 mil pessoas.
O Clube Atlético Sorocabana de Mairinque foi fundado em março de 1940, nascendo dos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana, completando em 2010, seus 70 anos!
O clube debutou no Campeonato Paulista da Terceira Divisão em 1958 e fez uma boa campanha classificando-se para a fase seguinte do campeonato.
Não passou da segunda fase.
E aqui está o time de 1958, registrado pela Gazeta Esportiva:
Esse é um quadro com a foto do time de 1959:
Também disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão de 1960 até 1968. Alguns dos times que vestiram a camisa local neste período:
O time possui uma série de conquistas, expostas em sua sala de troféus.
Vamos conhecer a casa do time?
Estivemos presentes com a turma toda (Mari, Mau e Osvaldo):
O estádio fica dentro do clube social, e conta com uma arquibancada para cerca de 500 torcedores.
Tem até uma “arquibancada coberta”!
O estádio fica próximo de uma mata, dando um visual único a ele!
Rolou até uma neblina enquanto estávamos ali!
Olha o banco de reservas em frente às bananeiras!
O gramado está muito bem cuidado!
Estádio visitado e registrado! Fomos tomar um café na Padaria Ponsoni! Do lado de fora, o cão tirava seu cochilo matinal.
Mais uma vez na estrada, mais uma chance de conhecer uma nova cidade e um novo estádio. Dessa vez, fomos até Cerquilho!
A cidade fica há cerca de 140 km da capital e é a residência de quase 45 mil pessoas.
A cidade, embora próxima de São Paulo, ainda mantém seu ar de interior e os clássicos lugares, como a igreja central:
Fomos até lá pelas ótimas estradas paulistas! (comentário com cara de merchandising pró governo né? A gente não fecha nem apoia governo nenhum hehehe mas não se pode negar que as estradas do interior de São Paulo ajudam muito quem pode viajar no fim de semana).
E chegamos até Cerquilho para conhecer o Estádio onde a Associação Esportiva São José, o time local, mandou seus jogos nas duas disputas que fez pela Federação Paulista.
Fundado em 4 de outubro de 1926, o São José licenciou-se há tempos da Federação mas ainda mantém um belo clube social, e anexado a ele, seu antigo estádio.
Aqui, uma foto antiga da fachada, mas… ela parece diferente, com casas ao lado, quem saberia identificar?
A Gazeta Esportiva noticiou boa parte dos jogos do Campeonato do Interior de 1955, onde a AE São José disputava o Setor 38:
E a AE São José decidiu o título de campeão com o Rafard, XI de Agosto de Tatuí e ECSão Martinho de Tatuí!
A mídia dava boa atenção ao futebol do interior, como mostra essa singela nota da Gazeta Esportiva de 1957, quando a AE São José foi jogar em Tietê:
E aqui, em 1958:
Pudemos adentrar ao campo e conhecer um pouco das arquibancadas do São José.
Veja só que linda arquibancada coberta!
O campo permanece muito bem cuidado.
Este é um lugar mágico, afinal, em 1966, o time desafiou as probabilidades e aventurou-se no futebol profissional.
Em 1966, a AE São José disputa a Terceira Divisão, o quarto nível do futebol paulista e logo em sua estreia fez uma boa campanha classificando-se para a segunda fase como vice-campeão do grupo.
Infelizmente na segunda fase, não sei qual o motivo levou o time do São José de Cerquilho a abandonar a competição:
Em 1967, mais uma boa campanha, mas apenas o campeão do grupo se classificava, então a segunda colocação acabou não adiantando muito. Aqui terminava a participação da AE São José no futebol profissional.
Mas, o campo, e o gol, ainda estão por lá!
Atualmente, a AE São José segue com atividades em sua sede, focadas nos esportes amadores.
Mais um estádio visitado, registrado e eternizado para a memória do futebol!
Agosto de 2015… Continuando nossa história sobre o rolê de inverno para conhecer os estádios do Noroeste paulista, realizado no início do mês, deixamos a estrada nos levar a mais um destino até então desconhecido para nós…
Seguíamos pela, agora já tradicional, Rodovia Euclides da Cunha!
E fomos parar em Fernandópolis, a “cidade progresso”, ou também “cidade das águas quentes”, onde vivem cerca de 68 mil pessoas.
O nome da cidade é uma homenagem ao interventor federal Fernando Costa, que colaborou nas uniões das vilas locais.
Um comércio muito forte atraiu muita gente para a cidade. E, onde há muita gente, também tem muitos problemas, e na cidade um dos principais é a violência, que gerou uma polêmica medida: toque de recolher para menores de idade, que ficou em vigência por alguns anos.
Entretanto, no meio de tanto corre corre ainda é possível encontrar antigas edificações.
Algumas “modernidades” também fazem parte do dia a dia do pessoal de Fernandópolis, como essa escultura do restaurante japonês, ou mesmo das batatas belgas, de tão longe:
Nossa missão na cidade era “pousar no ninho da águia”, o Estádio Municipal Cláudio Rodante, casa do Fernandópolis F.C. .
O Fernandópolis F.C., ou “Fefecê” (www.fefece.com.br) é um time bastante tradicional do interior paulista e com uma característica marcante: embora fundado em 15 de novembro de 1961, não leva o nome de “XV de …” como outros times. O brasão do time é uma águia.
Aqui, o primeiro time, em 1961:
O time foi fundado com o nome de Associação Bancária de Esportes (A.B.E).
A foto abaixo é de 1964 quando o time jogou o quarto nível do futebol paulista de 1963 e 1964:
Nessa época, o escudo do time já tinha a Águia, mas ao invés das letras “FFC”, levavam um A na asa direita, B no peito e E na esquerda.
Falando um pouco do time, a Associação Bancária estreou no Campeonato Paulista em 1963, na Quarta Divisão, sendo vice campeã em 1963.
Em 1965, conquistou acesso a Terceira Divisão, onde permaneceu até 1968.
Nesse meio tempo, em 1966, mudou seu nome para Fernandópolis Futebol Clube para poder estar mais conectado à cidade e porque os bancários já não contribuíam mais para o clube.
Aqui, a torcida que, em 1967 foi até Araraquara para acompanhar partida decisiva com o Oeste:
O Fernandópolis manda seus jogos no Estádio Municipal Cláudio Rodante, mais conhecido por Ninho da Águia, inaugurado em 25 de maio de 1953, em um amistoso entre uma seleç˜ão da cidade, o “Fernandópolis EC” contra o Uchoa FC:
Vamos conhecer o interior do estádio?
Sua capacidade atual é de quase 8 mil torcedores!
Pouco mais de uma década depois, em 1979, o Fernandópolis erguia seu primeiro troféu: campeão da 2a Divisão (que equivalia ao terceiro nível do futebol paulista).
Aqui está a campanha do time:
O estádio nasceu como “Amaral Furlan“, nome de um senador da época. Esse nome permaneceu até 1963, quando o nome foi trocado para “John Fitzgerald Kennedy” homenageando-se assim o presidente dos Estados Unidos assassinado naquele ano.
Na época, olha quantos patrocinadores apoiavam o time…
Em 1993, a Federação Paulista de Futebol remodelou seus campeonatos, e clube foi rebaixado para a série B1-A, por não possuir um estádio com capacidade para 15 mil pessoas.
Como resposta, no ano seguinte, conquistou o título de 94.
Com o título, veio a ampliação do estádio Cláudio Rodante para 15 mil lugares.
Atualmente a capacidade está menor porque a arquibancada atrás do gol está fechada.
E é daquelas arquibancadas maravilhosas de madeira….
Provavelmente essa parte nunca mais receberá público. E é uma pena.
Em 1997, o time foi rebaixado, dessa vez dentro de campo. E desde então, vem jogando no “Ninho da águia” para voltar às divisões mais importantes.
Assim, é um orgulho estar presente nessas bancadas. Só é uma pena que o jogo que estávamos pensando em assistir seria no dia seguinte a nossa passagem pelo estádio.
Diz a lenda que antigamente, algumas pessoas paravam seus caminhões, colocavam cadeiras em cima das carrocerias e assistiam os jogos assim, sem pagar. Hoje, o que se vê é um estádio muito preparado para qualquer divisão do futebol paulista.
O sistema de iluminação foi inaugurado em 1981.
Somente em 1987, acontece a mudança para o atual nome “Estádio Municipal Cláudio Rodante”, homenageando o esportista fernandopolense, falecido naquele ano.
A torcida deixou seu recado para os jogadores…
Outros recados estranhos encontrados pelo campo…
E imagens diferentes também, como essa torneira pra galera resfriar a cabeça:
Olha o banco de reservas aí!
De todos os estádios visitados nessa tour, acho que o do Fefece foi o que mais impressionou, lembrando que o time está lutando para conquistar uma vaga na próxima fase da série B do Paulista 2015.
Até uma campanha de incentivo para a torcida existe…
Felizes por termos conhecido mais um templo, mas tristes por não poder assistir um jogo nessas bancadas…
Nem um lanchinho pudemos provar…
Esse é, sem dúvida, um time que pode servir de exemplo para as demais cidades do interior, que muitas vezes preferem abrir mão de um time ou um estádio em prol de um pseudo desenvolvimento imobiliário, que não leva a lugar algum.
Viajar é preciso, navegar é preciso, e quem não tem barco, viaja como dá, rasgando as estradas em busca de novas aventuras, experiências e estádios.
E assim, chegamos em mais uma cidade incrível que sempre povoou minha mente, só de eu ouvir falar dela: Jales! Nunca entendi porquê, mas Jales sempre esteve na minha mente como um lugar a ser visitado.
Na cidade, vivem hoje cerca de 49 mil pessoas, mas mesmo assim, ainda consegue manter uma cara de cidade do interior, porém em franco crescimento.
O nome da cidade é uma homenagem a Euphly Jalles, vereador de Fernandópolis, da qual Jales se emancipou.
Porém, antes de seguir em busca do estádio local, era hora de visitar um outro ponto local de grande importância: o restaurante Dom Lugui!
Horas e horas de estrada exigem um belo prato! Aliás, R$ 12 e você come o que quiser… E é uma comida caseira muito gostosa.
Muitas opções para quem é vegetariano como a gente!
De barriga cheia, seguimos até o nosso objetivo: o Estádio Municipal Roberto Valle Rollemberg!
O estádio foi a casa do Clube Atlético Jalesense, que disputou competições da Federação Paulista até os anos 90, tendo estreado na Quarta Divisão, em 1963.
E também da A.E. Jalesense, time fundado na década de 50, que por algumas vezes disputou o campeonato por lá também.
Vamos conhecer o estádio?
Os dois times da cidade tiveram suas idas e vindas até o fim dos anos 70, porém, em 1979, o Clube Atlético Jalesense retorna à ativa para disputar mais 22 vezes a competição, com destaque para a campanha de 1990 que levou o time à série A2:
Time de 1989:
O mascote dos dois times era o mesmo: um dragão.
Infelizmente, atualmente o futebol em Jales encontra-se sem nenhum time no futebol profissional, porém a liga amadora é bastante atuante.
O estádio possui uma estrutura linda! Contando todas as arquibancadas, a capacidade chega a 7 mil torcedores!
Achei triste algumas matérias da imprensa local que considera o campo um “entrave” para uma região de grande desenvolvimento urbano e valorização. Ainda critica o custo de manutenção que ele exige. Enfim… Os caras querem mesmo que o estádio seja vendido e demolido… Triste não?
Na contramão desse desejo, a Prefeitura Municipal de Jales começou a reformar o estádio, utilizando recursos de convênio firmado pela prefeitura com o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, no valor de R$ 184. 884.
E lá estão as árvores ao redor do campo, que tanto vimos nos campos visitados nesta tour.
Uma coisa que eu curto muito nos estádios antigos é que eles utilizavam madeira nas arquibancadas, e isso quase não se vê mais hoje em dia.
Mesmo no campo do Jalesense, a arquibancada de madeira, agora está interditada.
Lembro de ter ouvido, no fim de 2013, boatos sobre a volta do C.A. Jalesense ao profissionalismo, mas, até hoje, ficou no plano. Espero podermos voltar a este estádio para ver um jogo no futuro!
Quinta feira, 30 de abril de 2015. Mais um dia se vai pra outro feriado nascer!!!
É primeiro de Maio, dia do trabalhador e decidimos mais uma vez pegar a estrada, nosso destino? Serra Negra!
A cidade faz parte do “Circuito das Águas” do interior de São Paulo e cheia de opções para se divertir nesses feriados curtos ou mesmo num fim de semana. Pra quem gosta de alturas, que tal uma volta no Teleférico?
Olha a vista…
Ou, para os mais gulosos, que tal se afundar no chocolate na Casa dos Ursos?
A cidade possui belas paisagens e uma arquitetura histórica bem preservada.
O boteco campeão é o…
Mas se você estiver em Serra Negra, não pode deixar de visitar a Disneylândia dos robôs.
Outra perdição local são os doces e queijos… Tem lojas espalhadas por todo o centro da cidade…
Ah, e tem as fontes, com águas “super poderosas”!
Ou pra relaxar, você pode dar um tempo ali em frente a fonte…
Mas, falando um pouco sobre o futebol local, o primeiro time profissional da cidade foi o Serra Negra Esporte Clube, fundado em 17 de novembro de 1950.
O time disputou doze edições do campeonato paulista, pela terceira, quarta e quinta divisões. Porém, em 1992, com dificuldades para dar sequência na gestão do futebol, o time acabou fechando as portas. Ali do estádio mesmo dá pra ver a sede deles:
Em seu lugar, ganharia força o Serra Negra Futebol Clube, fundado em 10 de setembro de 1989 por um grupo de empresários locais.
Porém, o time não encontrou apoio na cidade, chegando a mandar seus jogos em Águas de Lindóia. Disputou os campeonatos de 1993 e 1994 e então encerrou suas atividades. Porém, outro time defendeu as cores da cidade no futebol profissional, trata-se da Portuguesa Serrana Atlético Clube, fundada em 4 de abril de 1925
Em 1963, a Portuguesa recebeu a SE Palmeiras no Estádio Barbosinha para um amistoso vencido por 3×0 pelo time da capital, veja as escalações (fonte: Verdazzo):
A Portuguesa Serrana disputou duas edições da Terceira Divisão: de 1967 e de 1976, aqui a campanha de 67:
Desde então, o Estádio Municipal Antonio Barbosa Pinto da Fonseca, vulgo “Barbosinha” aguarda um time profissional… Mas, vamos dar uma volta e conhecer mais esse estádio!
O “Barbosinha” ganha pontos por ter o que, na minha opinião, todo estádio deveria ter: seu nome em uma fachada para registros fotográficos, mas não é só isso, ele ainda preserva sua bilheteria!
E pelo visto, de um jeito ou de outro o pessoal punk da cidade frequenta o campo…
Aqui dá pra ver que o Estádio fica num ponto alto da cidade, mas ainda assim, encrustado em meio as montanhas. Bonita cena, não?
A arquibancada coberta dá um charme extra ao estádio que teve suas obras iniciadas em 1958, mas só foi ser inaugurado em 1962.
Do outro lado, fica a arquibancada “italiana”, pintada nas cores do país europeu.
Logo na entrada do estádio, encontra-se uma estátua, inaugurada em 1966 que homenageia a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF), por meio da representação de um atleta com a camisa da seleção.
Aqui, dá pra se ter uma ideia do que é a entrada do estádio, ali está a bilheteria, a estátua e essa bela árvore. O campo está às minhas costas.
A ligação com a seleção brasileira veio das concentrações realizadas ali, às vésperas das Copas Mundiais de 1962 e 1966. O Estádio voltaria a ser manchete em 2002, como sede da Copinha.
Antes de chegar ao campo, ainda existe mais uma obra de arte dedicada ao futebol:
E enfim… chegamos a arquibancada… Segundo o zelador, a capacidade total do estádio é de 3.500 torcedores.
O Estádio sediou jogos locais e nacionais, e amistosos preparatórios da Seleção.
Em 10 de de setembro de 1968, o Estádio Municipal passou a se chamar “Antônio Barbosa Pinto da Fonseca“, em homenagem a este personagem da cidade, do qual não consegui descobrir muita coisa…
O primeiro jogo foi um treino entre a Seleção Brasileira e a Ferroviária de Araraquara (a canarinho venceu por 2×0).
Não podia deixar de registrar os bancos de reserva!
Estádio Dr. Paulo de Araújo Novaes, a casa do São Paulo de Avaré. Direto do futuro eu posso dizer que nós voltamos ao Estádio do São Paulo de Avaré e além das fotos abaixo, fizemos novas fotos dentro do campo, veja aqui como foi! Mesmo não dando pra ver muita coisa, paramos no Estádio do São Paulo de Avaré para dar uma olhada e registrar o 18o estádio da nossa viagem.
O Estádio fica numa região bem central da cidade, tomando conta de quase todo o quarteirão.
Aparentemente, o estádio estava fechado, mais uma vez é hora de escalar o muro…
O Estádio tem capacidade para cerca de 1.000 torcedores segundo as informações oficiais.
É aí que o São Paulo de Avaré mandava seus jogos. O São Paulo foi fundado em março de 1946.
Mais uma bilheteria para a nossa coleção!
O Estádio, embora não receba mais partidas oficiais, está muito bem cuidado.
Nossa viagem caminhava para a última cidade e o último estádio, por isso, ir embora de Avaré, nos deixou bastante pensativos, sobre tudo o que vivemos e todas as pessoas e locais que conhecemos. Obrigado, futebol.