Próximo ponto de parada no nosso rolê pelo Oeste Paulista, a cidade de Chavantes! Olha aí a rodoviária local!
Atualmente, cerca de 14 mil pessoas vivem em Chavantes. A cidade ainda mantém o aspecto de interior, sem prédios, nem trânsito.
Mas, o futebol está por lá, firme e forte. O templo local é o Estádio Coronel Manuel Ferreira, que fica na Rua Zico Leite, bem no centro da cidade
É ali que a Associação Atlética Chavantense mandava seus jogos. Esse distintivo veio do excelente site Escudosgino.
Lá também aparecia este outro:
A A.A. Chavantense foi fundada em 29 de setembro de 1929.
O Estádio foi construído com o apoio de todos os moradores, que atenderam ao chamado público para ser inaugurado em 1944 em substituição ao estádio antigo! Aí está o anúncio publicado nos jornais locais da época:
O Estádio Coronel Manuel Ferreira tem capacidade para mais de 4.000 torcedores (foto do site da prefeitura).
A AA Chavantense iniciou sua trajetória no futebol disputando campeonatos amadores e da região.
Em 1958 foi campeã do setor 31 do Amador do Estado, como informa o muro do estádio:
Em 1965, um novo time surgiu na cidade, formado pelos operários que participaram da construção da Usina de Chavantes: a Associacao Esportiva Cobrapa.
E que belo trabalho fizeram…
CHAVANTES, SP, 2017-08-04: Fotos aereas da UHE Chavantes em Chavantes – SP para o Perfil Corporativo 2017. (Foto: Henrique Manreza). (Foto: Henrique Manreza)
Dessa forma, a cidade teve um 1965 especial, com dois times disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista, que equivalia ao quarto nível do futebol. Ambos caíram no mesmo grupo e fizeram uma campanha mediana.
Essa foi a equipe da AAChavantense daquele ano.
Os dois times disputariam a Terceira Divisão de 1966, e a AA Chavantense se classificou para a segunda fase.
Na segunda fase, o time não manteve os bons resultados e terminou o campeonato por aí.
Aqui, a formação da AE COBRAPA que enfrentou o Corinthians num amistoso comemorando o 1º de maio de 1966 e teve vitória do time visitante.
Chega 1967, e pela primeira vez a AE COBRAPA termina a competição na frente da AA Chavantense e além disso, só não se classificou pelos critérios de desempate.
Em 1968, somente a AA Chavantense seguiria e esses foram alguns dos atletas daquele ano.
Infelizmente o time desistiu da disputa no meio do Campeonato e se licenciou até 1982, quando voltou à Terceira Divisão (que desta vez equivalia mesmo ao terceiro nível do campeonato) com este time:
Mais uma vez a AA Chavantense fez uma bela campanha, classificando-se para a segunda fase.
Na segunda fase, o time terminou na última colocação
Em 1983 faz uma má campanha na primeira fase e acaba não disputando os campeonatos de 84 e 85, retornando em 1986 na Terceira Divisão.
Novamente licencia-se do profissionalismo em 1987, retornando em 1988, dessa vez em uma Terceira Divisão que equivalia ao quarto nível do Campeonato Paulista. A cidade mais uma vez poderia estar no estádio apoiando seus jogadores! E a primeira fase foi muito boa…
Classificado como líder, a segunda fase veio e… Festa em Chavantes!!!
A terceira fase levaria o líder do grupo à final contra o Central Brasileira, mas uma derrota para o Iracemapolense acabou com as chances da AA Chavantense.
Em 1989, a campanha foi abaixo do esperado e novamente o time se licenciou. Esse foi o time de 1989:
Uma pena para a torcida que fazia a festa no estádio…
Uma tristeza para um estádio tão bonito…
No início dos anos 1990, o departamento de futebol foi totalmente desativado. Desde então, as bilheterias estão sem funcionar…
Ah, que rolê incrível! Pra quem acha que o futebol de verdade neste ano de 2013 é a Copa das Confederações, recomendo uma voltinha pelo interior paulista.
É muita história, muitos times e muitos estádios. Saímos de Regente Feijó e fomos para Rancharia!
Rancharia é uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes.
A cidade foi fundada em 1916 e está a pouco mais de 520 km de São Paulo.
Rancharia tem na produção agropecuária e no Algodão suas principais atividades econômicas, e como toda boa cidade do interior, tem uma igreja ali no centro!
Eu não imaginava, mas Rancharia é o 6º maior município do estado de São Paulo, e tem como motivo de orgulho o Estádio Francisco Franco, na Rua Adhemar de Barros, 750, onde a A.A. Ranchariense mandava seus jogos!
Você pode estar se perguntando por que eu estava olhando para o lado. A resposta está aí embaixo: um novo amigo do blog, ainda que em forte momento alcoólico, fez questão de sair na foto!
Outro amigo foi a Mari que fez!
Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio!
O Estádio Francisco Franco tem capacidade para mais de 4.600 pessoas.
O futebol em Rancharia teve seu auge nos anos 40, quando surgem a A.A. Ranchariense e a A.A. Matarazzo, para disputar o Campeonato do Interior da Federação Paulista.
O time do Ranchariense só foi se profissionalizar em 1978 .
Olha aqui a campanha da Ranchariense na 5a divisão de 1979:
Aqui, uma outra bela campanha do time, dessa vez, pela Terceira Divisão de 1985:
Olha aí que presente do amigo e leitor do blog Fabio Teixeira: fotos de 1988, contra a Chavantense:
Rancharia tem mesmo uma relação bem apaixonada com o futebol!
O gramado está em perfeitas condições!
Belas arquibancadas que viram desde 1978 a equipe da Ranchariense representar a cidade no Campeonato Paulista de Futebol.
No momento da nossa visita, um rachão com cara de peneira entre uma molecada da cidade rolava no campo.
O Estádio está em obra na arquibancada atrás do gol.
A arquibancada é aquelas de cimento, old school.
Junto do estádio tem uma pequena estrutura com algumas salas.
Homenagem ao pessoal do Juventus!
E dá lhe a molecada jogando!
Uma visão de dentro do campo.
Aí está um time que eu gostaria muito de ver jogar…
Mais uma vez, ficamos orgulhosos de poder entrar em um estádio que está na história o futebol brasileiro.
Ah, a estrada e suas surpresas… Lá estávamos nós em Presidente Prudente, conhecendo alguns pontos turísticos da cidade.
Aqui, é a Cidade da Criança, um parque bacana pra criançada e para aqueles que gostam de animais (ainda que alguns estivessem muito aprisionados).
Mas o parque também conta com uma população de animais livres, como os quatis.
Ao lado do parque existe um parque aquático bacana, mas estava fechado…
Uma bela lagoa, no meio do parque também ajuda a compor um local bem bacana!
Tem até uma turma de hipopótamos vivendo por lá (num espacinho tão pequeno…):
Aqui dá pra ter uma ideia do que é o parque!
Mas, vamos falar de futebol! A cidade já teve vários times disputando o profissional. O primeiro deles a Associação Prudentina de Esportes Atléticos, fundada em 1936.
A Prudentina é o time que mais deixou saudades no povo da cidade (foto abaixo da matéria da Globo).
Esse era o time de 1958, em matéria da Gazeta Esportiva:
Após uma subida meteórica da 3ª para a primeira divisão o time jogou a primeira divisão de 1962 a 1967. Aqui, o time de 1964 prestes a enfrentar o Santos FC:
O título da segundona de 61 foi muito comemorado na cidade!
O time mandava seus jogos no Estádio Félix Ribeiro Marcondes, com capacidade para 15 mil torcedores, inaugurado em 1946.
Tinha uma arquitetura bem bacana, com uma arquibancada num nível acima do campo.
Após seu rebaixamento, em 1967, desativou o departamento profissional e nunca mais retornou às disputas organizadas pela Federação Paulista de Futebol. Com a desativação do profissional, o estádio foi demolido em 1970, para a expansão social da APEA.
Mas Presidente Prudente é conhecida por possuir um outro estádio diferenciado: o Estádio Paulo Constantino, outrora chamado de Estádio Eduardo José Farah, o “Prudentão”.
Uma olhada no entorno:
O nome original do estádio é “Estádio Paulo Constantino“, popularmente conhecido como “Prudentão“.
O Estádio foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida entre Santos e o Corinthians de Presidente Prudente, com vitória do time santista por 1×0, frente a 20.240 torcedores.
O Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente foi fundado em 8 de fevereiro de 1945 e era carinhosamente chamado de Cortinthinhas.
O mais legal da história do Corinthians é que os fundadores criaram o time com a exigência de que eles jogassem, sendo que um deles (o senhor Gushiken) era cego do olho esquerdo.
A partir de 48 o Corinthians de Presidente Prudente passou a disputar o Campeonato Profissional. No site ICFUT encontrei uma foto do time:
Mas, antes de jogar do Prudentão, o Corinthians mandou seus jogos no Estádio Parque São Jorge, na rua Siqueira Campos. Se o nome do time era uma homenagem ao time da capital, o do campo não poderia ser diferente… Mais uma foto do site ICFUT (vale lembrar que em 1956, mutirão da torcida construiu uma nova arquibancada aumentando para 10 mil lugares a capacidade do estádio):
Em 1959, o Corinthinhas conquistaria a única vaga disponível para o acesso ao Campeonato Paulista de 1960, do qual foi rebaixado já no primeiro ano de disputa. A partir daí, as atenções do futebol de Presidente Prudente voltaram-se à Prudentina.
A má fase do time, e a tentativa de conquistar a simpatia dos torcedores de Palmeiras, São Paulo e Santos em Presidente Prudente fez com que o Corinthians mudasse de nome em 1973. Surgia o Presidente Prudente Esporte Clube, mas não conseguiu o apoio dos torcedores locais e retomaram o Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente, em 1975.
Em 79 veio o melhor time já montado pelo Corinthians, mas infelizmente, nada de acesso. O Parque São Jorge estava novamente lotado, mas em 1983, o terreno do Parque São Jorge foi vendido para a construção de um shopping center, o atual Prudente Parque Shopping e o time passou a jogar no Prudentão.
O Prudentão é o 9o maior estádio do Brasil, com capacidade para mais de 45 mil torcedores e por isso mesmo, já jogaram por lá Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Flamengo entre outros.
Nos anos 1990, o time fez apenas campanhas medianas na Série A-2 do Paulista, e acabou rebaixado para a Série A-3, sem recursos e jogadores sem pagamentos.
Mesmo assim, o time subiu em 1996 de volta para a A-2.
O time voltou à série A3 em 1999, e sequer pode disputar a B-1 de 2001, pelas dívidas com a FPF. Era o fim do Corinthians de Presidente Prudente.
Em 2016, surge um time que homenageia o Corinthians utilizando seu nome na disputa da Taça Paulista de Futebol, competição organizada pela Liga de Futebol Paulista.
Infelizmente não conseguimos entrar no estádio, e só pudemos fotografar o lado de fora…
O estádio possui uma estrutura diferenciada até mesmo em comparação aos da capital, com estacionamento, vestiários, iluminação moderna, camarotes vip, entre outros. Mas claro que não poderia faltar a foto da bilheteria!
Na época da nossa visita, o Grêmio Esportivo Prudente mandava seus jogos neste estádio.
O Grêmio Prudente veio do Oeste Paulista, outro time da cidade, fundado em 2005.
Jogando todo de laranja, logo o Oeste passou a ser chamado de a “Laranja Mecânica”.
Ah, o estádio fica na Av. Pres. Juscelino Kubitschek.
Vale lembrar que a partir de 2012, o Oeste Paulista passou a se chamar de Grêmio Prudente e herdou do Grêmio Barueri, o acesso à primeira divisão paulista, chegando inclusive à semifinal de 2010, sendo batido pelo time do EC Santo André.
Mas outros times também mandaram seus jogos por ali: o Prudentino FC, que teve vida curta (só disputou a série B de 2001).
Outro que usou o Prudentão como casa foi o Presidente Prudente F.C. .
Fundado em 1989, o Presidente Prudente F.C. também tem seu estádio, o Estádio da Vila Industrial, o “Palco das Estrelas” e fomos até lá conhecê-lo!
O estádio é o centro de treinamento do time e embora ainda não tenha arquibancadas, tem um ótimo espaço, para quem sabe no futuro, poder receber os jogos do time!
O legal é que por ser a casa do Presidente Prudente F.C. deu pra conhecer um pouco do dia a dia do time!
Até um pessoal do time estava por ali.
E o estádio fica numa região mais próxima do centro da cidade.
Neste belo gramado, em 2006, o clube estreou na Segunda Divisão, tendo se licenciado por algumas vezes até que em 2013 fez seu último ano (até então) do profissionalismo.
Já dá pra imaginar como seria ver um jogo ali, bem mais perto do campo!
Além de um campo principal, eles tem mais dois campos menores para os treinamentos.
Eu imagino que deva ser difícil para um time como o Presidente Prudente F.C. mandar seus jogos num estádio tão grande quanto o Prudentão, por ser muito grande e até “impessoal”, por isso, quem sabe o estádio não vira uma realidade logo?
Hora de deixar a Vila Industrial e conhecer o último estádio da cidade! Última foto, com o sentimento de ter mais uma vez conhecido um estádio que merece estar na história!
A próxima parada é o Estádio Caetano Peretti!
O Estádio, fundado em 27 de outubro de 1968, foi o primeiro campo prudentino municipalizado. Dá uma olhada no entorno do campo:
Ali chegaram a ser disputadas partidas de diversos times da cidade, amadores e profissionais. Em 1992, o estádio foi a casa do Corinthinhas durante toda a série A3
Em 2017, recebeu a final do Sub 20 da 2a divisão, onde o Oeste Paulista EC pegou a Itapirense. A foto abaixo é do site do Globo Esporte que faz uma bela retrospectiva do estádio (veja aqui como foi):
Lá também tem a foto da inauguração após as reformas de 1980:
Recentemente, o estádio passou por uma série de melhorias, como por exemplo, um novo gramado e sistemas de irrigação.
A casa do atleta, que é um espaço de alojamento também recebeu melhorias.
Atualmente, o Estádio tem capacidade para 3.000 torcedores.
Aí eu e a Mari, em um estádio desse interior de São Paulo…
Incrível a qualidade dos gramados do interior!
A arquibancada também está muito bonita!
O Estádio guarda ainda uma cara de “clube”.
Tem até um documentário sobre o Estádio:
Pra terminar, se liga o que era um derbi prudentino entre a Prudentina e o Corinthians, em 1957:
Ufa! 3 estádios em Presidente Prudente. Hora de pegarmos a estrada! Vamos contentes em ver que Presidente Prudente ainda mantém suas origens e seu amor ao futebol.
Encontramos belos cenários em meio a tantas estradas, pena que nem sempre a foto saiu boa.
E foi com a empolgação de tantas novidades, que chegamos a Bilac, cidade onde está o sétimo estádio do nosso rolê.
A cidade possui pouco mais de 6 mil habitantes. Esse é o brasão da cidade:
Foi lá que, em 01 de maio de 1953 foi fundado o Bilac Esporte Clube.
O clube mandava seus jogos no Estádio Municipal Wagih Saghabi, com capacidade para mais de 3.200 torcedores.
O Estádio fica na Rua Gabriel Monteiro, próximo da entrada da cidade. Aí está mais uma bilheteria pra Mari…
E mais um estádio para entrar para nossa coleção. E mais uma foto que saiu ruim… É mole?
Olha que destaque bacana, que está em uma parede dentro do estádio, é uma lista dos jogadores que passaram pela escolinha do clube e foram para outros clubes.
Este foi o time que disputou os torneios amadores de 1964:
Mas o time disputou também 4 edições oficiais do campeonato paulista. Encontrei algumas fotos do passado sem identificação do ano:
A felicidade de conhecer um estádio como esse, que poucas vezes recebeu a atenção da mídia, transparece até em nossas sombras. E viva Peter Pan!
E não é que conseguimos adentrar e dar uma olhada no campo, ali de pertinho?
Wagih Saghabi foi presidente do Bilac EC por muitos anos e por isso dá nome ao estádio.
Tem uma arquibancada bem feitinha, deu pra ficar imaginando como teriam sido os campeonatos da quarta divisão dos anos 60, disputados ali. Quantas pessoas teriam assistido aqueles jogos. Será que alguém teria fotografado algum daqueles jogos?
O alambrado segue por lá separando a torcida do campo…
O gramado segue bem cuidado.
Atualmente, o estádio recebe partidas e torneios de futebol amador. A entrada é bastante acanhada, mas muito legal!
E vamos para a próxima cidade! Depois de visitar Birigui e conhecer os estádios locais, fomos à cidade vizinha: Araçatuba e suas belas avenidas!
Fomos conhecer o Estádio Dr. Adhemar de Barros, o “Adhemarzão”!
Como a entrada principal estava fechada, fomos pelo acesso lateral.
O Adhemarzão é um estádio de grande porte. Tem capacidade para mais de 15.000 torcedores, mas é proibido bater bola no gramado…
Vamos dar uma olhada geral em mais este belo campo do oeste paulista:
O estádio foi inaugurado em julho de 1939, e tem uma localização privilegiada.
É nele que a Associação Esportiva Araçatuba, a tradicional AEA manda seus jogos!
Além de uma grande arquibancada descoberta, conta com uma parte coberta, na região central do campo.
Tivemos a sorte de poder acompanhar um pouco do treino da AEA.
Dá pra ver a cidade ao fundo, e percebe-se que Araçatuba não para de crescer, hein?
Um detalhe curioso é que ao invés de vermos os tradicionais “Quero-Queros” no campo, encontramos várias famílias de gatos descansando sob o sol…
Mais uma foto histórica, registrando um estádio maravilhoso!
O estádio é todo bem identificado, indicando inclusive a capacidade de cada arquibancada.
Olha aí o setor que homenageia o famoso Dr Farah!
E esse é o Dr. Ademar:
Mais uma bilheteria para a lista da Mari!
Olha que bacana as arquibancadas vistas do lado de fora!
Mais uma vez, ficamos contentes, estando numa cidade tão longe da nossa, mas ao mesmo tempo com tantas coisas em comum, e principalmente o respeito ao futebol…
Espero que tenha dado pra conhecer um pouco sobre o estádio!
A próxima parada estava perto de Lins! Andamos poucos minutos e logo conhecemos a bonita cidade de Penápolis.
Ainda é possível encontrar muitas obras de arquitetura que lembram o passado da cidade.
Nosso destino era o Estádio Municipal Tenente Carriço onde o C.A. Penapolense manda seus jogos.
O “Tenentão” fica localizado num endereço fácil de lembrar:
Não tinha ninguém ali na frente pra tirar uma foto de nós dois, então… fizemos duas fotos, afinal, uma lembrança em frente o Tenentão é algo que ninguém quer perder!
A cidade de Penápolis e em especial o entorno do estádio é bastante tranquilo, ainda mais num feriado…
Reparou na placa em frente o Estádio? Ela eterniza a entrada do estádio em 1956, e o time vencedor do Campeonato Paulista da 2a divisão em 1974.
Mas, deixemos de enrolação e entremos em mais um templo do futebol!
Já do lado de dentro é possível ver o sonho que se tornou realidade e com certeza superou a expectativa de muita gente. O C.A. Penapolense fez bonito na série A1-2013!
E vamos pro gol!
Se o time surpreendeu pelos resultados, o Estádio Tenente Carriço também surpreende pela organização e cuidados.
As arquibancadas e o gramado muito bem cuidados mostra que a cidade levou a sério a ida para a primeira divisão.
O Estádio Municipal Tenente Carriço tem capacidade para 15.000 pessoas.
Olha que coisa simples de se fazer, mas que ajuda a dar uma cara bacana pro campo!
O orgulho do time está pintado em todos os lugares possíveis!
O estádio foi inaugurado em 1928, em um jogo entre o time da casa e o Palmeiras.
Olha a parte destinada à torcida visitante:
Esperamos que a torcida mantenha seu apoio nas próximas competições, lembrando que ainda este ano, o time disputa a série D do Brasileiro (aliás, está no mesmo grupo do meu Santo André).
Ali ao fundo, um prédio quebra a beleza do horizonte e lembra que o crescimento da cidade é inevitável.
Para o amigo Anderson, de Curitiba, que curte ônibus dos times, eu consegui uma foto da Van do time, serve?
Parabéns pelo belo estádio!
Pra nós, era hora de pegar a saída e dar sequência à viagem, com próxima parada em Birigui!
Dando sequência ao nosso rolê boleiro pelo oeste paulista de junho de 2013, saímos de Marília e fomos conhecer a cidade de Lins e um pouco da história do futebol local, e registrar o Estádio Gilberto Siqueira Lopes, o “Gilbertão“.
E lá vai a Mari conhecer outra bilheteria!
Demos a sorte de conseguir pegar o final do jogo, válido pelo sub 17 entre o C.A. Linense e o Santacruzense (3×0), e assim conhecer o lado de dentro do estádio.
Se você nunca esteve no Gilbertão e quer ter uma ideia geral dele, veja o vídeo abaixo, lembrando que ele é de 2013 e o Estádio deve ter passado por transformações até o momento em que você está lendo isso, possivelmente 10 anos ou mais depois…
Dividindo um pouco da história deste Estádio, sua inauguração ocorreu em 1962, com o jogo Linense 2×4 Botafogo. A iluminação foi “presente” do então governador Dr. Adhemar de Barros, bastante influente na região.
Inicialmente, o estádio tinha capacidade para 11.000 torcedores.
Em 2009, aumentou sua capacidade para 15.000 torcedores e com o acesso do time à primeira divisão foi ampliada temporariamente a mais de 20 mil torcedores, graças a estas arquibancadas tubulares:
Como dissemos, deu até pra fotografar um pouco do jogo entre os jovens do Linense!
E como sempre, a torcida do Linense estava lá, presente! A estimativa é de que existam mais de 50 mil torcedores e/ou simpatizantes do Linense, na cidade.
O “Gilbertão” chegou a receber mais de 13 mil torcedores no Paulistão de 2013, contra o Corinthians, lotando as dependências do estádio!
Confesso que tenho muita simpatia pelo time do Linense!
O Linense não tem do que reclamar da fase atual. E pelo visto, o segredo vem de dentro de casa!
Que as arquibancadas sigam cheias, elas merecem!
Da nossa parte, fica um sentimento de orgulho de não só ter conhecido o tradicional estádio do interior, mas também ter visto um pouco de uma partida oficial do Linense, ainda que da equipe sub-17.
Porém, a história do futebol em Lins vai além (ou ao menos ia) do que o Estádio Gilberto Siqueira Lopes. Antes dele, vieram o Estádio Municipal dos Eucaliptos, o primeiro lugar onde o Linense jogou, até 1952 quando o time sagra-se campeão da 2ª divisão e a Federação faz uma série de exigências para a disputa da 1ª divisão do ano seguinte.
Assim, em apenas 60 dias, é construído um novo estádio, o “Estádio Roberto Gomes Pedrosa“, também chamado de “Gigantão de Madeira“, pelo fato de suas arquibancadas serem todas feitas de madeira.
O Gigantão de Madeira foi utilizado até 1959, quando foi demolido e seu terreno loteado. Atualmente, em seu lugar foi construído uma unidade do Amigão Supermercados. E se não podemos voltar no tempo para conhecer o Gigantão, ao menos pisamos no mesmo solo…
Pra quem quer conhecer o lugar, o endereço está na placa:
É triste, mas é real… Cada vez mais supermercados e igrejas tomam conta de áreas antes ocupadas pelos Estádios…
Conseguimos ouvir um depoimento de um senhor que participou dessa história, olha que bacana:
Aproveitei para comprar umas coisas e tenho uma ótima dica gastronômica: a melhor água de coco “industrializada” que já tomamos! Normalmente água de coco em garrafa ou lata são horríveis, mas essa da Amambi parece que saiu do coco, mesmo!
Nossa primeira parada foi a cidade de Marília, onde passamos a noite após várias horas de viagem. A dica de um lugar legal pra comer é a pizzaria Buga, onde jantamos um belo rodízio de pizza e massa. O endereço é Rua Bandeirantes, 284 e o telefone é (14) 3413-7333…
Aproveitamos a visita para reencontrar uma família muito especial, amigos há mais de 15 anos.
Abraços à Fernanda, Benê e Nilda, e parabéns por terem guardado tantas recordações da história do Marília Atlético Clube, e menção especial ao Benê que defendeu as cores do MAC no fim dos anos 70.
Olha só um dos materiais históricos que o Benê guarda do MAC:
Outro detalhe bacana da cidade é a vocação para indústria alimentícia. Além da conhecida Marilan, os tradicionais salgadinhos Dori tem sua fábrica na cidade.
Eu não sabia, mas Marília é um foco de estudos de Paleontologia. Tem até um museu na cidade dedicado aos dinossauros.
Assim como boa parte das cidades da região, Marília é cortada pela ferrovia, mas infelizmente o transporte sobre trilhos não tem sido utilizado mais…
Após passear um pouco pela cidade, fomos finalmente conhecer o Estádio Municipal Bento de Abreu Sampaio Vidal, o “Abreuzão”.
O estádio fica bem no centro da cidade, na Avenida Vicente Ferreira.
O nome do estádio é uma homenagem a um dos fundadores da cidade.
O Abreuzão foi inaugurado em 1967 e foi palco de grandes momentos da história do futebol local. Vamos conhecer a casa do MAC:
Como dá pra ver, o estádio tem uma diferença muito bacana, ele possui não apenas um, mas dois setores cobertos, além de outros dois lances de arquibancadas descobertas, que circulam o campo todo.
Aqui dá pra ver os dois lados cobertos e a Mari ali no meio hehehehe!
Sua capacidade máxima é de 19.800 pessoas.
A inauguração do estádio foi em 1967, e já no ano seguinte, ganhou seu sistema de iluminação. O engraçado é que ninguém sabe dizer qual foi a primeira partida disputada no estádio… Alguém arrisca um palpite?
Pra fechar o passeio com chave de ouro, uma rápida passagem na loja oficial do time!
A entrada da loja está repleta de fotos de times históricos!
Aliás, por que ninguém mais faz fotos de times assim, em ângulos diferentes e bacanas?
Esse é o time de 1984:
Hora de um último olhar ao estádio e seguir caminho.
Última foto, em frente à bilheteria…
E vamos para Lins, enquanto tentamos entender a arquitetura das arquibancadas do MAC!
A estrada aí acima é a Índio Tibiriça, responsável por ligar o ABC até a região leste do estado, passando por Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra. Nosso destino: Mogi das Cruzes, onde vamos conhecer o Clube Atlético Mogi, time que nunca vimos ao vivo.
O jogo que fomos acompanhar é mais um embate válido pela série B do Campeonato Paulista, o quarto nível do futebol estadual (abaixo das séries A1, A2 e A3).
O Clube Atlético Mogi enfrentou o Jacareí Atlético Clube, time que representa a cidade de Jacareí, fundado em 1980, também conhecido como Jacaré ou Tricolor do Vale, ou simplesmente “JAC”.
O jogo foi realizado no Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, o “Nogueirão”, onde normalmente ocorrem as competições oficiais da Federação Paulista de Futebol, além das partidas decisivas da Liga Municipal de Futebol.
O campo do Atlético Mogi fica na Vila Industrial, em um bairro bem tranquilo.
Pra quem quer chegar ao estádio, taí uma informação que eu sempre acho difícil: o endereço do campo. Anote aí e confira na placa: Rua Professora Ana Maria Bernardes, s/nº – Vila Industrial – Mogi das Cruzes. O telefone do estádio é 4791-0360.
E lá vamos nós a mais uma bilheteria!
Os ingressos estão seguindo a “Tabela da Federação”: R$ 10, a inteira e R$ 5 a meia.
Como sempre, fizemos questão de pagar nossos ingressos!
O estádio do Atlético é bastante recente, inaugurado na década de 90 e tem capacidade para cerca de 10 mil pessoas.
É dia de ver a bandeira da cidade e do clube hasteadas!
O time, fundado em 2004, com o nome de Mogi das Cruzes Futebol Ltda., não pôde disputar o campeonato naquele ano, porque a Federação Paulista de Futebol não permitia que clubes da mesma cidade entrassem em competições profissionais, e Mogi das Cruzes já contava com o União Mogi. Em 2009, o time mudou seu nome para Clube Atlético Mogi das Cruzes.
Como o União era vermelho, o Atlético adotou o azul em seu uniforme, como podemos ver na camisa do Cordeiro, uma das pessoas que conversamos por lá:
Além de conhecer um novo time, pisávamos pela primeira vez no Estádio “Nogueirão”.
O Estádio possui um setor coberto central, onde a maior parte dos torcedores estavam, já que fazia uma tarde fria.
Ao fundo, pode se ver as montanhas, lembrando que em Mogi das Cruzes estão a Serra do Mar e a Serra do Itapety.
Na entrada, atrás do gol, outro lance de arquibancadas descobertas.
Em campo, duas equipes que colocavam a dedicação e raça na ponta da chuteira, como a maior parte dos times que disputam a segundona paulista.
Nas arquibancadas, um público apenas razoável. Mas, até que animado!
No capítulo “Guloseimas de estádio”, destaque para a barraquinha de pastel que atende o público dos jogos.
Em campo os times começaram quente e logo aos 5 minutos os visitantes fizeram 1×0.
Ducha fria nos ânimos do público local…
Mas antes da metade do primeiro tempo, o time local empatou em 1×1, para a festa da galera!
A torcida, embora pequena, ajudava a esquentar ainda mais o jogo.
Teve até cantoria!
Apoiado pelos torcedores, o time da casa apertou no final do primeiro tempo, tentando ir pro vestiário com o placar favorável. O treinador do Jacareí gritou e gesticulou bastante, pra ajudar o time a segurar o empate.
E conseguiu. Fim do primeiro tempo!
Tempo de registrar e oficializar nossa presença em mais um templo do futebol.
Olha os reservas saindo por ali…
É sempre muito gratificante poder conhecer de perto um estádio, principalmente em dias de jogos. Sabemos como é difícil manter um time disputando as competições oficias da Federação.
O segundo tempo chegou com más notícias para o time local, o Jacareí fez seu segundo gol.
E na base do tudo ou nada, o Atlético Mogi levaria ainda o terceiro e derradeiro gol, que fecharia o placar em 3×1 para os vistantes.
Mas, o placar era o menos importante numa tarde em que mais uma vez registrávamos um clube para a história.
É triste ver a maior parte das arquibancadas ainda vazias, sabendo que Mogi das Cruzes é uma cidade tão populosa, mas ainda vai chegar o dia em que as pessoas vão valorizar o time da cidade, independente de resultados ou divisões.
Já era hora de ir embora, por isso uma última olhada no estádio…
Para casa, agora, Mau…
Depois do jogo ainda deu pra dar um role pela cidade!
A 151ª camisas de futebol do blog representa novamente a força do interior de São Paulo e foi presente do amigo Daniel, que trabalha na Heinz Brasil. O time defende as cores e a cultura da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, que já tivemos o prazer de visitar e que tem, uma história futebolística muito interessante, remetendo ao início do século XX (maiores informações, podem ser encontradas no excelente site: www.satoprado.com.br).
O time em questão é a Associação Esportiva Santacruzense, fundado em 1935, por funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana. Sim, mais um time que tem seu coração ligado aos trilhos dos trens que cortam o estado de São Paulo.
Graças a este início “ferroviário”, o time tem o apelido de “Locomotiva“, e seu mascote também nasce dessa história.
De 1935 até o início dos anos 50, o time se concentrou na disputa de campeonatos amadores. Aqui, uma foto de 1936:
Esse é o time de 1948, em frente à “Maria Fumaça” da época:
Em 1954, fez sua estreia no profissionalismo, disputando o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, e já em 1956, chegou ao vicecampeonato, com o time abaixo:
O time passou alguns anos afastado do profissionalismo, e só retornou, em 1962, na Segunda Divisão (equivalente à atual A3), onde sagrou-se campeão, com o time abaixo.
Com essa conquista, passou a disputar, a segunda divisão. Encontrei essa foto de um jogo contra a Ferroviária, em 1963:
Ficou na segunda divisão até 1967, quando novamente ficou longe dos gramados. Isso seria uma constante na vida do time. Esse é o elenco de 1964:
Em 1969, voltou para disputar a Segunda Divisão, mas novamente parou suas atividades, retornando apenas em 1979, na Quinta Divisão estadual. A década de 80 foi marcada por novas paralisações. Mas montou times que marcaram a cidade!
Em 86, 88 e 89 disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão. Em 1991, voltou a disputar as competições oficiais e em 1994 chegou à série A2. Mas novamente se licenciou até 2004, quando voltou para a disputa da então chamada série B2. Em 2010, conseguiu o acesso à série A3.
Em 2013, tive a oportunidade de assistir ao jogo da Esportiva Santacruzense, contra o Santo André, algumas fotos podem ser vistas no link: FOTOS.
O time manda seus jogos no Estádio Leônidas Camarinha. Estivemos lá e uma das coisas mais legais, é sua entrada estreita, tão comum nos campos do interior antigamente.
A capacidade do Estádio é de mais de 10.000 torcedores.
O estádio foi inaugurado em 1950, com o nome de Estádio Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo.
O jogo inaugural foi entre o Santos e a Santacruzense. O placar é daqueles bem tradicionais…