No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente ver um 0x0 entre o Grêmio Prudente e o Santo André pela série A2.
Para fazer a viagem ainda mais inesquecível, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul e logo parando em Londrina.

A fertilidade da terra roxa desde sempre atraiu as pessoas para a região onde hoje encontra-se Londrina.
Fossem os povos Guarani, os Kaingang ou os Xetá, a região provavelmente sempre teve suas florestas ocupadas. Conhece os Xetá?

A aceleração da ocupação de Londrina se deu com a Companhia de Terras Norte do Paraná (subsidiária da inglesa Paraná Plantations Ltd.), que transformou as grandes propriedades em lotes menores, oferecendo aos trabalhadores a possibilidade da produção de café criando uma classe média rural.

Nos anos 50, com considerada expansão urbana em razão da produção cafeeira a população passou para 75.000 pessoas.
Se tiver interesse, busque o livro “Transformações urbanas. A Londrina da década de 1950″.

A região ganhou maior atenção impulsionada pela Ferrovia São Paulo-Paraná e a estação Londrina inaugurada em 1935.
Foto do site Londrina Histórica:

A década de 80 marca a retirada da ferrovia do centro, o que sobrou está no Museu Histórico de Londrina.

Uma pena que o Museu está fechado e não parece muito perto de reabrir…


Olha aí a Igreja Matriz…

Mas o grande templo que queríamos visitar era o Estádio Uady Chaiben, a “toca do tigre”.


O Estádio Uady Chaiben é a casa da Associação Portuguesa Londrinense!

O time foi fundado no dia 14 de maio de 1950, sob o nome de Associação Atlética Portuguesa de Desportos e assim em 1959, disputou seu primeiro Campeonato Paranaense, no grupo da zona norte:

Também disputa o campeonato de 1960:

E faz, em 1961, sua terceira participação no Campeonato Paranaense coroando o primeiro momento de existência do time.
Olha a tabela de classificação que a Rsssf montou:

Talvez decepcionados pelas más campanhas, o time abandona o futebol profissional e passa quase 4 décadas licenciado.
Apenas em 1998, o time retorna ao profissionalismo, agora sob o nome Associação Portuguesa Londrinense, disputando a Segunda Divisão estadual.
Olha que vídeos incríveis deste ano:
Em 1999, é vice campeã e obtém a vaga para Primeira Divisão.

Assim, no ano 2.000, a Portuguesa joga a primeira divisão, mas cai no mesmo ano.

Em 2001, termina como vice campeã da segunda divisão, após classificar-se em 1º no seu grupo:

Este vídeo mostra os gols e melhores momentos das duas finais:
Assim, a Portuguesa Londrinense disputa a principal divisão em 2002, ano que Coritiba, Atlético, Paraná e JMalucelli só jogaram o SuperCampeonato Paranaense.
Tabela do site Bola na área:

Em 2003, mais uma vez a Portuguesa Londrinense acabou rebaixada…

Em 2006, na tentativa de conseguir maior apoio da cidade, resolveu mudar de nome para: Grande Londrina Futebol Clube.
Distintivo do site História do Futebol:

Mas o Londrina EC entrou na justiça contra o novo nome e a mudança acabou melando.
Ainda assim, a Portuguesa conquistou o título da segunda divisão e a vaga na elite paranaense de 2007.
Por incrível que pareça, esse foi seu primeiro título.

Disputa a primeira divisão em 2007 e 2008, quando é rebaixada.
Entre 2012 e 2014, disputou o Campeonato Paranaense da 3ª divisão, conseguindo o acesso para a 2ª Divisão.

Em 2015 fez boa campanha, chegando às quartas finais da competição.

Em 2016 volta a disputar a Divisão de Acesso.
Em 2018 e em 2019 participou da Copa Rubro Verde, que contou a participação das outras Portuguesas do Brasil.

Em 2018 ficou na lanterna do Campeonato Paranaense da 2ª divisão caindo para a 3ª divisão.

Disputa a 3ª divisão desde então.
Este é o time de 2020 do blog do rafael:

Em 2025 disputará novamente a 3ª divisão do Campeonato Paranaense.
E se tudo der certo, o time volta a jogar no Estádio Uady Chaiben, também chamado de Vila Santa Terezinha.
Conheça mais este estádio do Paraná:
Como deu pra ver, a arquibancada do Estádio Uady Chaiben não tem uma grande capacidade, oficialmente o estádio está liberado para pouco mais de 1.000 torcedores.


Olhando da arquibancada, este é o meio campo:

Aqui o gol da esquerda:

E o gol da direita:

Encontramos o preparado de goleiros do time com quem pudemos trocar uma ideia rápida:

Para o campo ser usado pelo profissional, acredito que precise passar por uma reforma, principalmente no gramado…

E talvez um cuidado maior com o banco de reservas…

Pra quem gosta de assistir de pé, a vantagem é que o alambrado permite você estar bem próximo do campo!

Na falta de um belo pórtico que apresente o estádio, entramos por um portão que dá acesso aos automóveis…

Agradeço sempre a oportunidade de poder viajar e conhecer estádio como este que fazem parte da história do futebol.

Vamos embora com um último rolê pela rua do estádio…

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EC IV Centenário 0x2 União São Jorge FC (Divisão Especial Santo André 2025)

Domingo, 16 de fevereiro de 2025.
Nesta 2ª rodada da Divisão Especial da Liga de Futebol de Santo André, escolhemos registrar a partida na Arena IV Centenário, acompanhando o time local contra o União São Jorge FC.

Abraço especial ao amigo Marcelo da Tvila, que nessa 6ª feira lançou o seu primeiro filme “Rango de quebrada” (veja aqui matéria sobre o evento de lançamento)

Outro que merece menção especial é o Sérgio Baresi, zagueiro que marcou muito aqui no Santo André no time de 1997.

Os dois times vieram fazer suas fotos oficiais em frente suas torcidas, comecemos com o União:

E olha a torcida do União fazendo a festa para o apoio do time:

A sua torcida é a Uni Loucos!
Embora presentes como visitantes, a Uni Loucos fez uma festa muito legal com sua bateria e com muita pirotecnia!



O presidente Oswaldo estava tão concentrado na partida que passou a palavra pro Renato, da diretoria, falar um pouco sobre as expectativas do União para 2025:
Do lado local, aí está a foto oficial do time do EC IV Centenário, fundado em 1954:

A torcida do time local é a Explosão!

E o grande destaque vai para a sua bateria e para a criatividade das suas letras:


A torcida sabia da importância do apoio, já que o IV Centenário perdeu a primeira partida…
O IV Centenário é o time do amigo de arquibancada André Biazon, mesmo ele me deixou sozinho na partida de hoje, um grande abraço pra ele e para sua família! Ele reforçou “prepare-se para conhecer a Explosão”.

Muitas faixas e bandeiras pintaram o campo com as cores do IV Cenetnário!


Fomos ouvir a palavra do Marquinhos, presidente do EC IV Centenário:
Muito bacana ver a várzea se gerindo, sem precisar de polícia pra separar torcida…

E sente o clima do começo do jogo:
Em campo, os dois times começaram com uma marcação bastante forte, sem darem chances para os ataques criarem oportunidades claras de gol.


O jogo era quase tão quente quanto a temperatura da manhã…
Por sorte, as árvores ao redor da arquibancada ajudaram a dar uma amenizada para as duas torcidas…

É bem legal poder vivenciar a realidade das torcidas da várzea da nossa cidade, pena que o futebol profissional não consegue fazer essa transição e trazer pelo menos parte desses torcedores para o Ramalhão…

O primeiro tempo termina 0x0.
É a vitória dos goleiros sobre os atacantes…


Durante o intervalo deu pra tomar uma água, relaxar um pouco e conversar com o amigo “Sóbrio”, também torcedor do Santo André que estava por lá. Faltou a foto…
Após a conversa, o segundo tempo começa ainda sob forte marcação.

O time da casa sabe que é sua missão aproveitar o fator casa e a torcida aumenta a cantoria…

Mas é o União que, aos 12 minutos, em uma falta do tipo “meio escanteio” batida por Cauan, consegue chegar ao seu gol, confira com a transmissão da Tvila:
É festa na Uni Loucos!
O time e a torcida local sentem o gol…

O nervosismo toma conta do campo e da arquibancada.


O União FC não tem piedade da dor alheia e um chute que buscava o gol acaba batendo na mão do zagueiro do IV Centenário e é penalty…
Agora, a festa da Torcida Uni Loucos já é uma certeza!

Fim de jogo! E é um momento triste para o time e para a torcida local…

O lado visitante, celebra sua primeira vitória:

Fica o nosso agradecimento pela recepção entre as duas torcidas, e até a próxima rodada dessa incrível Divisão Especial da Liga de futebol de Santo André!
Ah, confira tudo sobre a competição no site da LIGASA!

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O Estádio Los Nogales e o Club Deportivo Ferroviários (Rolê pelo Chile – parte 6 de 9)

Janeiro de 2025.
Estivemos de rolê pelo Chile e já falamos sobre as aventuras futebolísticas em Viña del Mar, Valparaíso, Algarrobo, Curacaví, e o Estádio Municipal de La Cisterna, a casa do Palestino, em Santiago!
Agora é hora de falar sobre o CD Ferroviários e o Estádio Arturo Rojas Paredes, também conhecido como Estádio Los Nogales, onde manda seus jogos atualmente!

O rolê pelo Chile foi tão legal que não tem como voltar e não nos sentirmos parte do que vivemos. Realmente fronteiras são apenas linhas em um mapa… Somos todos latinos, fazemos parte disso tudo, desde muito tempo atrás…

O principal povo que viviam na região de Santiago era os Mapuches, grupo mais representativo do país. Esta é a bandeira deles:

Eram chamados de Araucanos pelos espanhóis, mas os próprios Mapuches consideram este termo pejorativo.

A Santiago atual é uma capital moderna e super desenvolvida e oferece muitas opções para diversão e cultura. Aqui, o Cerro Santa Lucía, que oferece um visual bem bacana!

Do outro lado da rua dele tem uma feirinha de bugigangas legal também!

Pra comer em Santiago sempre recomendamos o El Naturista, um restaurante vegetariano bem gostoso e no centro da cidade.


De sobremesa umas frutas nas ruas sempre cai bem!

Ou, um Mote com Huesillo, uma das melhores coisas que nasceram da união dos espanhóis com os povos locais.

A bebida é um suco de pêssego com grãos cozidos de trigo (contribuição dos espanhóis) com um pêssego em calda em cima pra dar um tchan! Eu adoro!

Muito bem alimentados, é hora de conhecer mais um time importante para a história do futebol chileno: o Club Deportivo Ferroviários de Chile.

O clube foi fundado em 14 de julho de 1916, por trabalhadores ferroviários no bairro San Eugenio e começou se dedicando às competições amadoras.
Na época, o time se denominava Unión Ferroviarios e mandava seus jogos no Estádio do próprio bairro, que hoje se encontra em demolição, como dá pra ver pela imagem do Google:

Em 1927, o CD Ferroviários passou a disputar a divisão de acesso da Asociación de Fútbol de Santiago, mas em 1933, como muitos dos clubes da Asociación abandonaram a entidade para formar a Liga Profesional de Fútbol, o Ferroviários passou a fazer parte da primeira divisão. Aqui a tabela do campeonato de 1934:

De 1935 a 1945, disputou o segundo nível do Campeonato Chileno. Olha o time de 1943:

Nesse período, mais especificamente em 14 de julho de 1941 foi inaugurado o Estádio Ferroviário Hugo Arqueros Rodríguez, também chamado de Estádio San Eugenio, a casa do time, no bairro “Estação Central” com incrível capacidade para 31 mil torcedores.

Infelizmente, assim como ocorreu no Brasil, no Chile, a Ferrovia acabou perdendo espaço e com o seu “esvaziamento” o estádio acabou sendo tomado do time…


Em 1947, fez parte dos 15 times que deram origem a Divisão de Acesso (depois Divisão de Honra Amadora – DIVHA), da qual saiu campeão em 1949 obtendo o acesso à Primeira Divisão.
Em 1950, o time funde-se com o Bádminton surgindo o Ferrobádminton.

O novo time teve sucesso e permaneceu na primeira divisão até 1964, quando cai para a “1ª B”, voltando para a 1ªA no ano seguinte.
Novamente desce para a 1ª B.
A união entre os dois times durou até 1969, quando voltaram a ter vidas independentes.
Assim, até 82, o Ferroviários permanece na divisão de acesso, a 1ªB, com destaque para o time de 72 que foi vice campeão, não obtendo vaga para a primeira divisão.

O time passa a disputar as divisões amadoras do Campeonato Chileno: 3ªA e 3ªB.
3ªA em 1983 e fica até 87, quando cai para a 3ªB.
Disputa a 3ª B até 1997, quando volta para a 3ªA.
Fica na 3ªA até o ano 2000, volta para a 3ªB e fica até 2003.
De volta à 3ª A permanece aí até 2008.
Disputa a 3ª B até 2018.
Em 2019 disputa sua última (até então) edição da 3ªA e fica até atualmente a 3ªB.
Esse é o grupo do time esse ano de 2025:

Atualmente o CD Ferroviários manda suas partidas no Estádio Arturo Rojas Paredes e fomos até lá pra registrar esse campo e para bater um papo com o Luís Tapia, um apaixonado pelo time!
Mais uma estádio incrível e construindo sua história no futebol chileno!

O Estádio é simples, mas bem aconchegante, se liga na arquibancada com 4 degraus, com uma exclusiva cobertura!

A arquibancada vista por baixo:

O recado é claro, mas eu tenho a permissão…

Dá um giro com a gente pelo campo!
O Estádio fica em um bairro residencial na região da Estación Central e é referência para os atletas da região, sendo a base para diversos projetos sociais e também sendo a casa do CD Ferroviários.

O estádio do CD Ferroviarios é muito mais do que um simples campo de futebol.
Ele carrega a história de um clube fundado por trabalhadores ferroviários em 1916, refletindo a tradição operária e a identidade de uma comunidade que cresceu ao redor das ferrovias.

Embora seja um estádio modesto, sem grandes arquibancadas ou infraestrutura luxuosa, ele mantém um ambiente intimista e acolhedor, onde a torcida fica próxima ao campo e cada jogo se torna uma celebração do futebol de verdade.
Los Nogales é um daqueles lugares onde o futebol ainda preserva seu espírito mais puro, onde os torcedores comparecem não pelo espetáculo, mas pelo amor à camisa e à tradição.

Olha aí a rapaziada da base do Ferroviários. Será que algum deles um dia fará história no futebol? Espero que sim!


No pós jogo apareceu até uma camisa do Santos ali…

O fim do treino foi marcado por uma preleção da comissão técnica.

E também surgiu uma camisa do Atlético Paranaense…

Esse é o gol do lado esquerdo:

Aqui o meio campo

E o gol do lado direito, onde existe um ginásio.
Mais do que um campo de futebol, o estádio é um símbolo de resistência.
Assim como o Ferroviarios luta para se manter vivo no futebol chileno, seu campo sobrevive como um refúgio do futebol romântico, onde o esforço supera os recursos e a história se mantém viva a cada partida disputada.

E aí está o homem que conduz o time e todas as ações do Ferroviários: Luis Tapia, o presidente!

Luis Tapia é um homem guiado pela paixão.
Primeiro, foi a ferrovia, onde dedicou anos de sua vida, vendo os trilhos cortarem o Chile como veias de um país em movimento.
Depois, veio o Club Deportivo Ferroviarios, um time que, assim como os trens que ele tanto admirava, segue firme no caminho, apesar dos desafios e dos obstáculos.
Algumas fotos históricas ilustram o escritório do time:


Mas o ponto alto são as camisas oficiais do time do coração do Luis, que ele guarda com muito carinho.

Hoje, como presidente do clube, Tapia comanda um time que batalha na 3ªB chilena, a sexta divisão do futebol nacional.
Para muitos, uma posição tão modesta poderia ser motivo de desistência, mas para ele, é apenas um detalhe.
Seu amor pelo Ferroviarios é romântico, daqueles que não dependem de glória ou grandes conquistas.
Ele vê no clube o reflexo da resistência e da história dos trabalhadores ferroviários que deram origem à equipe, e isso basta para continuar lutando.
Assim como um maquinista nunca abandona sua locomotiva, Luis Tapia segue à frente do Ferroviarios, com a mesma fé que um dia o fez acreditar na força das ferrovias.
Porque, no fim, mais importante do que a chegada é a jornada.
E Tapia seguirá nos trilhos desse amor, custe o que custar.

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Live sobre o Campeonato Amador do Estado e o campeão CA Bandeirante de Brodowski

Essa semana, mais uma vez em parceria com o pessoal do Correio de Atibaia, batemos um papo com o presidente e o vice do CA Bandeirante, para falar do Campeonato Amador e da equipe que pelo terceiro ano consecutivo saiu com o título. Clique no link p assistir!
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Futebol Amador em Santo André: A.A. Náutico

Eae, você conhece os times da Liga de Futebol Amador de Santo André? Se não, dê uma olhada nesse link e conheça todos eles!

Provavelmente você tem um time profissional do coração pelo qual é apaixonado, mas espero que um dia você tenha a chance de participar do time da sua área, do seu bairro… Independente do lugar onde você mora, acredite: seu bairro é algo muito importante para você. Mesmo que você trabalhe ou estude longe, o seu bairro é a sua casa. Talvez ele já tenha um time e você nem saiba disso. Pode ser que seja a hora de você dar um pulo para ver se não pode participar jogando, torcendo ou mesmo apoiando os diversos projetos que normalmente rolam ao lado de um time amador, principalmente nas periferias. Hoje, a gente deu uma chegada no Parque Erasmo…

Nosso objetivo era registrar o campo e um pouco da história do Náutico (embora se diga “o” Náutico, o nome do time é Associação Atlética Náutico).

Para saber um pouco mais da história, contamos com a ajuda do amigo Mauro de Britto, um cara muito envolvido com o Náutico (dentro e fora do campo) e com o futebol da cidade (também é grande frequentador das arquibancadas do Brunão).

Ele não só conversou bastante, como conseguiu contato de várias pessoas ligadas à fundação do Náutico que nos ajudaram a entender um pouco da história desse tradicional time de Santo André.

O time foi fundado como Associação Esportiva Náutico em 5 de maio de 1965 por moradores do bairro: Paulinho, Zitão, Josué, Maurinho entre outros. O nome do time foi dado pelo Nelsinho (lateral direito), provavelmente em homenagem ao Náutico Capibaribe. Já o distintivo seria uma homenagem ao do Santos.

Outras boas lembranças saíram da conversa com o pessoal, por exemplo, foi citado o Zé Macedo, que chegou a ser Presidente do clube, o Wilsinho, o Baixinho, irmão do Mazolinha e… o Lambão, cujo nome é João Carlos e é considerado por muitos como o melhor goleiro da história do Náutico, olha ele aí:

Um dos pioneiros que ainda frequenta a Arena Coná até hoje é o Vilelinha, ponta esquerda insinuante, alegria dos jogadores e da torcida com as suas brincadeiras. Na época em que jogava, o campo não tinha vestiários e os jogadores vestiam os uniformes no barranco.

Outro fato bacana que foi lembrado foi a partida de estreia do Náutico. O jogo foi fora de casa contra o SECI (na época: Sociedade Esportiva Cidade Imaculada). O segundo quadro venceu por 1×0, com gol olímpico do Betinho (goleiro do primeiro quadro e que jogou na linha no segundo quadro). O resultado do primeiro quadro… Ninguém lembrou hehehe… Se alguém aí souber, comente aqui!

Os primeiros times jogavam com as camisas brancas:

Logo adotaram as camisas com listras:

Aqui, Josué e Valtão, dupla de ataque inesquecível do Náutico, de 1968:

Ainda em 68, esta outra fotografia nos relembra grandes jogadores da história do Náutico. E também grandes dirigentes. Dentre eles, o quarto em pé, também foi diretor do Náutico é o Kidão falecido recentemente e o Nelsão terceiro em pé da esquerda para a direita.

Nelsão hoje é fazendeiro!

Em 1977 quando o Náutico estava meio parado e com dificuldades financeiras, os diretores da época (Nelsão, Kiko do bar, Valtão e Josué) junto do presidente Fernandinho decidiram mudar a denominação do time (de Associação Esportiva para Associação Atlética Náutico) zerando as dívidas da época.
Outra informação bacana, é que o time revelou vários jogadores profissionais, como Dadinho, que começou no Saad, e se tornou o maior artilheiro da história do Remo. Esse é o Dadinho, atualmente:

Além dele, também passaram pelo Náutico Donizete Chapecó, Césinha e essa craque da foto abaixo: Moacir Severínio, o “Passat“, que jogou na maioria dos times da várzea do ABC, e como nasceu ali pertinho do campo, foi cria do Náutico . Chegou a jogar profissionalmente no Santo André, no Aclimação, no Operário de MT, no Jabaquara de Santos, entre outros…

Além disso, nos anos 60, Tulica,um dos maiores craques do Ramalhão, também fez parte do time, olha ele aí, o segundo agachado da esquerda para a direita:

Esse era o segundo quadro daquele time:

Destaque também para a Família Alencar, com 6 jogadores no time do Náutico. Nessa foto: Tião, Naldo, Rubens, Ninha (conhecido como Carrero nas categorias de base do Palmeiras) e Erivaldo. Na outra foto abaixo, está o Nenê (Edvaldo).


Aqui, a família Silva que também contribuiu com cinco atletas para o Coná: quatro irmãos e um sobrinho que é o Sandro. Da esquerda para a direita: Sandro, João Carlos, Nepês, Bicão e Prê. Todos bons jogadores, o Sandro chegou a jogar na Portuguesa de Desportos e Mauaense, Bicão jogou em vários clubes da várzea e Prê o mais velho foi o grande craque da família com passagens pelo juvenil do Santos, jogou na seleção de São Bernardo e grandes times da várzea.

Na época em que o Náutico estava com as atividades em baixa, em 1975 surgiu na área esse time histórico, o “MEC” (Movimento Esportivo Congonhas), obra do Zé Borges “Zézinho”, do Mauro e o Dadinho! Os vários craques nesse time como Alfredinho, o Baianinho, Dia (irmão do Bona) faziam a galera acompanhar o time até nas outras cidades nas disputas da Copa Diarinho. Foram tão bem que trouxe ânimo pro pessoal voltar a por o Náutico pra jogar.

Havia também outro time de salão, o CAP, que tinha o Tulica como um dos destaques, e que também era formado por jogadores do Náutico.

O Nelsão comentou lembrando outros nomes: Paulinho, irmão do João Luiz, que na época jogava no time do Ouro Verde, e que fez parte da fundação, Vartão e o Josué jogavam no Nacional, e também fizeram parte da fundação. Outros como: Albeja, Zé Flor, Fernandinho Istrupicio massagista, Goiaba pai do Tulica, Capilé irmão do Tulica, Sr. Francisco, Eduardo da Padaria. E tem também o “Bibi”, que se estivesse vivo, estaria com 61 anos, um dos maiores torcedores e responsáveis por marcar os jogos com outros times. Um dos protagonistas na história do Náutico, altruísta, abnegado, amou o time na sua forma mais sublime.

Aqui, o Chiquinho, um grande quarto zagueiro, provavelmente está numa seleção de todos os tempos do Náutico de quem o viu jogar. Uma técnica apurada, liderança e muita raça dentro de campo. Na época em que as empresas contratavam os grandes jogadores da várzea para disputas de campeonatos, foi parar na Ford, onde se aposentou. Hoje vive no litoral com a esposa e é cantor nas casas de shows do Baixada Santista.

Aqui uma foto dos anos 80:

Uma foto de um time mais recente, de 1989:

Esta sem data correta, mas de um festival vencido pelo Náutico!

Aqui, outra formação do Náutico. Entre os jogadores de camiseta branca Evandro, um dos grandes dirigentes da nova geração. De camiseta vermelha, Carequinha que era juiz, técnico, massagista, roupeiro, um autêntico faz tudo na equipe. Ao seu lado o Fernandinho que foi o presidente na volta do Náutico em 1977. Uma pessoa que amava tanto o time que até se comprometeu com o SPC com dívidas do time. Carequinha e Fernandinho são falecidos.

O time de 1996:

O time de 2014:

O Náutico também é chamado de Coná (de certo modo um anagrama que nasceu de quando a torcida cantava repetidamente “NáutiCOOONAAAAutico). Por isso, o campo do Náutico é conhecido como “Arena Coná“. Vamos dar uma olhada?
Embora ainda seja o tradicional “terrão“, o campo é muito bem cuidado e considerado uma verdadeira joia da região.

Uma visão do meio campo da Arena Coná:


O gol do lado direito:



O gol do lado esquerdo:


Tem sido uma nova experiência conhecer mais de perto os times e campos do futebol amador de Santo André.

Olha que bonita a sala de troféus do time! Quantas conquistas, vitórias e histórias…

O time segue jogando e mostrando a importância do futebol no aspecto cultural do bairro. Esse é o atual presidente, o “Ratão”, que também foi goleiro no Náutico.

Aqui, o time posado de 2018, com a faixa de sua torcida organizada, a FANÁUTICOS, criada pelo Evandro Damasceno, que foi jogador – invicto 2 anos sob a presidência do “Mu”- e vice presidente, sendo o responsável pela melhoria no telhado do nosso Coná:

Esse, o time semifinalista da Copa juvenil de Santo André de 2002:

Encerro o post com uma foto mais que especial, pois mostra a força do futebol amador! No meio da foto está o amigo Mauro Britto, que ajudou a reunir todo esse material, ao seu lado, de azul está o Kiko grande centroavante que fez história no Náutico, e o de amarelo, é o Zé Borges, conhecido como “Zezinho” que já trabalhou no São Paulo e atualmente é um treinador bastante renomado no Camboja, depois de ter feito sucesso na Tailândia!

Agora no fim de 2021, rolou um encontro pra fechar o ano e teve a presença de várias pessoas como Bicão, Vilela, Gilberto, Batata e Bona.



Sandro, diretor do Náutico e também o faz tudo na equipe e Fininho, dono da Padaria Brasil Gigante e um dos patrocinadores do time.

Esse é o Molinari, que conseguiu com o Zé dos Bilhares Bezerra, a construção dos primeiros vestiários no campo do Náutico.

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O futebol em Zagreb, parte 2 de 3: o Estádio do NK Trnje

Dando sequência às nossas aventuras na terra natal do meu vô Bruno, a Croácia, vamos mostrar hoje o estádio onde o NK TRNJE manda seus jogos.

O NK TRNJE disputa a 4ª divisão do Campeonato Croata, e nesse nível, a competição não é considerada profissional.

Mas vale lembrar que só nessa divisão, são 8 ligas regionais.
O time foi fundado em 1924 pelos irmãos Bosnjak (Joseph, Ivo e Duka) e já em 1925 disputou a 4a divisão.
Nos anos 30 chegou a vencer a segunda divisão, mas houve uma reorganização feita pela federação e acabaram desclassificados.
Na década de 1940, Trnje é novamente campeão da segunda divisão, e chega à primeira divisão, mas a Segunda Guerra Mundial e o futebol local passa por uma longa paralisação.
Pelo que eu entendi, TRNJE significa ESPINHOS.

O estádio fica um pouco afastado do centro, num bairro mais residencial.
Tirei um print do google maps pra se ter ideia:

Mas é uma região que procura incentivar os esportes, prova disso é o Centro Drustvo, que oferece diversos equipamentos para a prática esportiva.

Ele tem capacidade para 1.100 pessoas, como não consegui fazer fotos lá de dentro, achei algumas no site www.eug2016.com:



Achei algumas fotos pra conhecer um pouco da cara do time, esse de 1985:

O time de 1966:

Aqui, um lance de perigo em data desconhecida:

O time foi campeão da temporada 90/91, com o time abaixo:

E aqui algumas fotos do entorno (feitas por cima do muro hehehe):



Mais uma experiência única em um estádio do leste europeu!

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Dia triste em Guarulhos…
Domingo de manhã é momento de futebol, independente do rolê do dia (ou da noite) anterior.
Assim, eu e a Mari (O Gui alegou esgotamento físico e não foi, e o Gabriel foi pra Moóca ver Juventus x Penapolense) fomos até o Estádio Municipal Antonio Soares de Oliveira, em Guarulhos, guiados pelas placas, para ver Flamengo x Atlético Sorocaba, pela série A2.

O Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira é também chamado de “Ninho do Corvo“, ou simplesmente “Estádio do Flamengo“.
Lá chegando, a primeira surpresa… Uma bela lanchonete (tão difícil de se encontrar nos estádios de São Paulo…).
Mais que salgadinhos e bebidas, na parede da lanchonete fotos históricas do rubro negro de Guarulhos!
A estrutura do Estádio é de dar inveja a muitos times da primeira divisão. Banheiros impecáveis e todo o estádio muito bem pintado com as cores do Flamengo!
Atualmente, possui a capacidade de 15 mil lugares.
Dá uma olhada no “todo” do Estádio:
Vale lembrar que mandam jogos neste estádio, tanto A.A. Flamengo quanto o A.D. Guarulhos.
Os dois times entraram em campo com a difícil missão de seguir na luta contra o rebaixamento para a série A3.
A AA Flamengo vêm ganhando força no cenário estadual, seja com os recentes acessos, seja com a participação na Copa Federação Paulista ou Copa São Paulo de Futebol Júnior, da qual foi uma das sedes, este ano.
Entretanto, este ano, o time não tem dado muita sorte. e os resultados acabaram não aparecendo, por isso, alguns torcedores, puseram suas faixas de ponta cabeça, em sinal de protesto, pela má campanha.
Encontramos o presidente do clube, Edson David, que se mostrou bastante chateado pelo desempenho do clube, mas lembrou que o time sofreu principalmente por vários jogadores terem ficados afastados pelo departamento médico.
A torcida tem todo o direito de cobrar, mas é preciso saber valorizar o esforço da atual gestão, que tem trabalhado pelo clube e que mostrou-se presente mesmo nos momentos difíceis.
Reconheço que não deve ser fácil ser dirigente esportivo no Brasil, principalmente de times independentes. O próprio público, assim como ocorre em todo interior, praticamente abandonou o time, só os mais fanáticos compareceram.
Falando um pouco do jogo, o Flamengo fez o que tinha de fazer e começou indo com tudo pra cima, abusando das bolas aéreas e jogadas de bola parada.
Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, festanas bancadas. Penalty para o Flamengo. Mas quando a fase é difícil, nem assim…
Além de perder a cobrança, o Corvo (apelido do Flamengo) levou o gol no contra ataque. Pequena festa na ainda menor torcida sorocabana que compareceu em Guarulhos.
Conversamos um pouco com o pessoal da Comando Rubro Negro, também chateados pela situação do time!
No segundo tempo, após um início meio morno, o jogo foi ficando mais emocionante, afinal, com esse resultado o Flamengo voltaria à série A3, e o time local se jogava para o ataque como podia…
E bola na área, e escanteio, e pressão do Flamengo… E nada do empate aparecer…
Jogo quente, hora de esfriar a cabeça… Voltando ao capítulo “Gastronomia de Estádio”, dá lhe picolé a R$1!!!
Aliás, cabeça quente teriam os reservas do time visitante se a torcida quisesse fazer uma pressão nos caras… Olha como é perto!
Faltavam poucos minutos, e não havia pressão que desse jeito de mudar o placar do Estádio Antonio Soares de Oliveira…
Não conseguiu ler? Veja mais de perto:
Opa, antes que o jogo termine é hora da “foto oficial” da gente em mais um estádio!
E embora eu e a Mari estivéssemos contentes por mais um jogo assistido, no fundo estávamos tristes por presenciar a queda do Flamengo de Guarulhos para a série A3… E mal sabíamos que algum tempo depois, o Atlético Sorocaba viria a fechar suas portas… Se bem que pro Tévez, mascote do time, parece que era tudo festa…
O jeito foi encher a cara de cana (calma, é que na frente do estádio vende caldo de cana, mesmo) e encarar uns pastéis pra voltar para Santo André já almoçados!
E assim, termina mais uma manhã de domingo…
Com várias boas cenas na memórias, novos amigos…






























