186- Camisa e Estádio do Venezia Football Club

Mais uma camisa e uma história resgatada do nosso baú! É do fim de 2016, quando nos planejamos o ano todo para fazer um rolê que começaria pela Itália e acabou nos levando até a Eslovênia e à Croácia. Em terras italianas, pudemos conhecer a mágica cidade de Veneza.

Veneza

Chegamos lá de trem, numa viagem tranquila, vindo de Verona (veja aqui como foi o rolê por lá!).

O que fazer em Veneza - Itália

Aliás, transportar-se por Veneza é uma doidera…

O que fazer em Veneza - Itália

Mesmo sabendo que se trata de uma cidade em meio às águas, confesso que eu achava que ia andar de busão e trem por lá, mas a realidade era mesmo outra…

Bom, pra quem, como nós até então, nunca esteve em Veneza, posso dizer que andar pela cidade é no mínimo desconcertante…

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

São vielas, pontes, canais e um verdadeiro labirinto que transforma em aventura tentar chegar a qualquer lugar, até você se acostumar. Principalmente a noite.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Como tínhamos poucos dias (como sempre) aproveitávamos todo o tempo possível andando pelas ruelas da cidade e registrando os lugares mais marcantes.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

É um lugar mágico que quebra o pensamento padrão que temos sobre as coisas, principalmente sobre a relação com a água.

O que fazer em Veneza - Itália
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

No dia seguinte, voltamos à praça da Igreja Basílica, principal praça da cidade.

Veneza
Veneza
Veneza
Veneza
Veneza
Veneza

As pixações na cidade mostram que a questão política também está nas ruas de Veneza!

Zona Antifa - Veneza

Assim, entendemos que pra cruzar as distâncias maiores, é necessário usar o transporte coletivo, os barcos no caso…

O que fazer em Veneza - Itália

As gôndolas que todo mundo sonha também estão lá, mas… É um rolê de turista que tem grana pra esbanjar…

O que fazer em Veneza - Itália

A gente ficou nos barcos “Vaporetto” mesmo (e ainda assim usamos poucas vezes, porque também não é tão barato).

O que fazer em Veneza - Itália

As águas dividem a ilha em várias partes, mas existem sim ruas e calçadas para se caminhar por Veneza.

O que fazer em Veneza - Itália
O que fazer em Veneza - Itália

Mas… Não foi pra ver os canais nem as gôndolas que viemos a Veneza, e sim para obter a 186ª camisa da nossa coleção e aproveitar para conhecer o Estádio onde manda seus jogos. Ah, estamos falando do Venezia Football Club.

Venezia FC

O Venezia Foot Ball Club foi fundado em 1907 (completando no ano passado seu centenário). Conquistou a Copa da Itália na temporada 1940–41, esse foi o time da conquista:

Venezia

Na temporada 1990-91, passou a se chamar Associazione Calcio Venezia 1907, mas em decorrência de problemas financeiros, o Venezia, que havia caído para a Série B na temporada 2004/05, foi expulso da competição no mesmo ano. E esse foi o time rebaixado:

Venezia 2004/05

Refundou-se como Società Sportiva Calcio Venezia, disputou a Série C2, sendo promovido à C1 em 2006.

Venezia 2005

Ao final da Lega Pro Prima Divisione de 2008–09, os problemas financeiros do Venezia fizeram com que novamente fosse expulso da competição, remanejando para a Série D, sob o nome de Foot Ball Club Unione Venezia.

Venezia

Em 2011-12, voltou à Lega Pro Seconda Divisione, mas novamente por problemas financeiros, não se inscreveu para a edição 2015-16 e acabou rebaixado outra vez à Série D, adotando o nome atual. Ao menos, em 2016,garantiu o acesso à Série B nacional, com o 1º lugar no grupo 1 da Lega Pro (atual Serie C). Bom, e que tal conhecer o estádio onde o dono da nova camisa manda seus jogos? Vamos então ao Pierluigi Penzo!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Nossa tradicional foto na bilheteria!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Uma das características mais comuns do futebol europeu são os adesivos colados ao redor do estádio, e lá estão eles em Veneza.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

O Estádio Pierluigi Penzo é um dos mais antigos da Itália, inauguado em 1913, e atualmente tem capacidade para 7.450 torcedores.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Estivemos lá em uma manhã beeeem gelada…

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Não havia absolutamente ninguém por lá… Então… decidimos entrar. Vamos lá?

Chegou a receber 26 mil torcedores, em 1966 quando o Venezia enfrentou o Milan.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

O Estádio Pierluigi Penzo tem esse nome graças a um aviador da época da primeira guerra mundial.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Li em alguns sites algumas críticas à estrutura do estádio, chegando a dizer que o Venezia teria mandado alguns de seus jogos fora dele, mas confesso que não entendi o motivo. O estádio está muito bem organizado.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Gramado muito bem cuidado, arquibancadas seguras, espaço para imprensa… Tá tudo aí!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Até o banco de reservas nós testamos!

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

É um cenário bem diferente. O mar está ali poucos metros depois do estádio (até pensei que os zagueiros já devem ter mandado várias bolas navegarem…).

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

As arquibancadas não tem nada de modernas. Aliás essas atrás do gol são dessas que dá pra montar e remontar, mas ao invés de madeira são chapas de metal.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC
Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Aqui dá pra ver o mar, mais ao fundo.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Do outro lado, cenário bucólico de prédios baixos onde a população local mora.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Homenagem ao amigo Jão e sua família “Borghetti” presente no estádio.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Missão cumprida! Hora de voltar para a região central da cidade.

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

Um último registro do cartaz indicando a partida do time local…

Estádio Pierluigi Penzo - Venezia FC

E seguimos mundo a fora… (pagando as contas até hoje desse rolê kkkkk).

Veneza

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Rolê 2018 pelo interior paulista: Lucélia (parte 10 de 27)

Pra ser camisa 10 tem que ter responsabilidade! E assim tem que ser com o nosso post número 10 desse rolê de junho / 2018!
Depois de visitar e registrar estádios em Lençóis Paulista, Agudos, Gália, Garça, Vera Cruz, Oriente, Quintana, Osvaldo Cruz e Rinópolis) e dois jogos da Bezinha (4ª divisão paulista) em Andradina e em Tupã, enfim chegamos à Lucélia!

Atualmente, pouco mais de 21 mil pessoas vivem em Lucélia.

Lucélia
Lucália
Lucélia

A cidade soube manter importante parte de sua arquitetura, tornando-a um lugar muito interessante para visitar.

Lucélia
Lucélia

E a cidade tem uma forte ligação com o futebol, afinal o futebol society, foi idealizado em Lucélia no ano de 1966, por Hamilton Di Stéfano e Paschoal Milton Lentini.
Desta idealização, surgiu o esporte que hoje é praticado em todos os Estados do Brasil.

Mas nosso objetivo era conhecer e registrar o Estádio Municipal José de Freitas Cayres.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Mais uma bilheteria para a nossa coleção de fotos.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Olha aí que bela arte ilustra a entrada do estádio:

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

E que tal dar uma volta lá dentro?

O Estádio Municipal José de Freitas Cayres era a casa do Lucélia Futebol Clube (brasão no site Gino Escudos).

O time foi fundado em julho de 1943, o que faz o time ser mais antigo que a própria cidade (emancipada em 1944).
O Lucélia FC já participou de 7 disputas de Campeonato Paulista entre a segunda e a quarta divisão, mandando seus jogos neste belo estádio!

Lucélia FC
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O campo ainda possui sistema de iluminação:

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Em 1950, o Lucélia FC se filiou à Federação Paulista de Futebol.

Em 1952, a equipe disputou a segunda divisão da época, enfrentando Linense, São Paulo de Araçatuba, Tupã, Bandeirante, Penapolense, 9 de Julho de Getulina e AA Adamantina.

A partir deste ano, muitos times vieram jogar amistosos em Lucélia para colaborar com a preparação do time, entre eles XV de Jaú, Marília, Noroeste, Ponte Preta, Palmeiras e o Corinthians do goleiro Gilmar dos Santos Neves.

Aqui, uma equipe dessa época:

Lucelia FC

Essa e outras fotos antigas você encontra no site: www.nossalucelia.com.br .

Anos depois, o time disputou duas edições da terceira divisão (1958 e 1959) e três da quarta divisão (1960, 1964 e 1965). Aqui, o time de 1962:

Lucelia FC 1962

Olha como ficava lotada a arquibancada do Municipal:

Arquibancada Lucelia FC

Aqui mais fotos atuais do estádio, da nossa visita:

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O gol segue lá, como maior objetivo de tantos artilheiros das ruas dessa pequena cidade…

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O estádio tem seu nome em homenagem ao primeiro presidente do Lucélia FC: Manoel de Freitas Cayres.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

A arquibancada coberta ainda aguarda o dia de reunir centenas de moradores locais gritando o nome do time da cidade!

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O gramado sofre nessa época do ano com a seca, mas está muito bem cuidado.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

E ainda possui um lance de arquibancada na lateral do campo.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Antes de irmos embora, descobrimos que o time (e a cidade) do Lucélia FC tem uma grande rivalidade com o time (e a cidade) do Rinópolis FC, graças à Copa Amnap (Copa da Associação de Municípios da Alta Paulista) de 2013 (que só foi acabar em 2014).
O primeiro jogo da final, terminou 1 a 0 para Lucélia, mas não foi realizado na casa dos rinopolenses, mandantes da partida, e sim em Piacatu (SP), por um veto do Corpo de Bombeiros ao estádio do município.
Já a segunda partida seria disputada com portões fechados, pois a organização alegou que havia indícios de briga entre as torcidas. A diretoria do time rinopolense não concordou com a decisão e disse que não compareceria à partida.
E assim, esse foi o time campeão, que ganhou a final por WO:

Lucelia campeao copa amnap 2013

Hora de ir embora e seguir viagem…

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

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St Pauli: Futebol, punk rock e atitude!

20 de dezembro de 2014.
Um dos mais legais momentos ligados ao futebol que vivi.
A soma de várias paixões: música, atitude, futebol, amigos…

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Esse post mostra como a camaradagem, a amizade, a música e o engajamento social podem conviver com o futebol, mostrando que mais do que um esporte é uma verdadeira cultura, talvez mais vivida por quem torce do que por quem joga.

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De verdade essa aventura começa ainda no Brasil, quando conhecemos o Marten (esse alemão doido de touca marrom, do lado da Mari na foto acima) e o convidamos para conhecer um pouco do ABC.
Entre outras diversões, ele visitou o Estádio Bruno José Daniel e ainda bateu um papo com o até então capitão do Santo André, Junior Paulista.

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E eis que no final do ano de 2014 conseguimos fazer um role para a Europa, e não podíamos deixar de enfim conhecer o Estádio Millerntor, a casa do St Pauli, um dos times mais punk do mundo!

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O time do St Pauli é conhecido por sua postura politizada tanto entre torcedores quanto dirigentes e até jogadores, e também pelo seu carisma.
Entretanto, em 2014 o time está em uma má fase, ocupando as últimas colocações da série B da Alemanha.

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Mas… Se a fase dentro de campo parece ter problemas, nas arquibancadas o clima é indescritível… 
Punks, skinheads, rockeiros em geral, além de famílias, amigos e uma diversidade de gostos, roupas e pensamentos que mais parecia um festival alternativo.

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O jogo que fomos assistir era contra o VFR Aalen!

E dá lhe punk rock, tocado nos alto-falantes do estádio e cantado pela torcida nas arquibancadas.

Pra quem ficou curioso, segue o link com o som original:

Ah, e não estamos falando de uma arquibancada com meia dúzia de gato pingado, não, são cheias e cantando a todo momento!

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E a gente foi cantar junto!

Pra quem não tem ideia do que seja o St Pauli, saiba que a torcida e o time são declaradamente antifascistas e contra o nazismo, e eles fazem questão de deixar isso claro não só no Estádio, mas por toda a cidade.
Entra no Translator do Google e veja o recado que eles espalharam pela cidade:

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E falando mais sobre os “arredores” do estádio, o estabelecimento mais comum por ali são os pubs ligados ao time. Aliás, os caras bebem muita cerveja…

E mesmo a gente que não é tão fã de cerveja, entrou no clima e antes mesmo de chegar ao estádio já mandamos ver na AMSTEL, cerveja patrocinadora do time.

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Agora, tem um negócio lá que eu achei muito louco e muito diferente do que temos aqui.
Além dos tradicionais vendedores ambulantes de comida e bebida espalhados pela rua (lá, são tipo uns food trucks nas ruas próximas), eles tem uns espaços que lembram os centros contra culturais aqui do Brasil na parte inferior do estádio, chamados “Fanräume”.

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E são vários espaços, que servem de ponto de encontro para a torcida e também acabam virando a sede de diversos movimentos sociais que nascem nas bancadas do estádio.
Ali, você encontra muita cerveja, alguma comida (quase tudo vegano), muitos fanzines e muta gente legal.
Lembra os shows punks dos anos 90, quando todo mundo estava eufórico para dividir angústias, experiências e celebrar a vitória do anarquismo frente à realidade, mesmo que só durante aqueles momentos.

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Segundo nossos amigos locais, os diversos espaços geridos pela Fanladen são independente do clube e rolam até shows (o Los Fastidios iria tocar ali, dias depois do jogo).
Mas, voltemos para o estádio…

A primeira diferença que percebe-se é o visual, tomado por grafites, bandeiras e interferências sempre politizadas no sentido do respeito à diversidade de pensamentos.
Por exemplo, a relação com o público GLTS, que no Brasil ainda está caminhando, lá é encarado com super naturalidade.

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Outra coisa que fica clara logo de cara é que lá, a cerveja é liberada na bancada.
E mais do que isso, eles bebem bastante e numas canecas de plástico, temáticas do time (embora lindas, acredite ou não, ao final do jogo a maior parte do público as devolve para que sejam reutilizadas na próxima partida).

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Essa teve que vir conhecer o Brasil…

O resultado de tanta cerveja é uma incrível narração em Português no meio da torcida alemã…

Outra coisa que lá ainda mantém-se fiel às origens do futebol, são as bandeiras com mastro.
E além disso, mais bandeiras com dizeres políticos do que preocupadas em falar sobre o nome da torcida, como acontece aqui no Brasil.

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E no meio do jogo ainda sobem mais e mais faixas para protestar enquanto se torce.

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A cultura dos adesivos também é bem presente no estádio e pela cidade.

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Eu queria ter registrado em vídeo os momentos mais emocionante do jogo, por exemplo quando o time entra ao som de Hell’s Bells, mas a emoção foi maior e eu preferi só viver o momento, só deu pra bater uma foto…

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Antes do começo do jogo, o tradicional abraço coletivo do time com o “Vamo lá, vamos ganhar!”.

Mas… Para não dizer que eu não capturei nenhum momento mágico em vídeo, fica aí a comemoração do primeiro gol, ao som do Blur.

Pra quem não conseguiu ouvir ou não lembra, esse é o som que toca na hora do gol:

Enquanto isso, o time comemorava em campo!

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Vale citar que a torcida visitante (do VfR AaLEN) também esteve presente, e embora segundo nossos amigos locais, eles tivessem certo teor de rivalidade, não houve nenhum tipo de incidente.
Eles ficaram meio isolados ali no canto do estádio.

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A história foi mágica.
Talvez muitos não se identifiquem com o teor político / anarquista do time / torcida (e eu respeito, afinal, cada um pensa de um jeito), mas ao mesmo tempo, espero que entendam que para nós, que temos essa semente da liberdade plantada em nossos corações, essa experiência foi incrível…

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Ah, e teve futebol também hehehehe.
O time do St Pauli, que vinha numa má fase, fez seu melhor jogo do ano (segundo os torcedores), o que fez de nós brasileiros de boa sorte hehehe!

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Tem também o papel picado, porém, lá, o papel é meio que picotado mecanicamente, bem direitinho hehehehe…

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Como fazem falta as bandeiras com mastros nos nosso estádios, hein?

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Mas, a felicidade nos corações dos torcedores…
Essa é a mesma na Alemanha, no Brasil, na Argentina…

Vale lembrar um detalhe que não fica claro nas imagens calorosas.
Estava frio. Muito frio.
E pra piorar, antes do jogo, pegamos uma chuva na cabeça somada a um frio de uns 3 ou 4 graus…
Só nos restava o calor humano!
Por isso tem tanta comemoração usando cachecóis…
Eles são peça indispensável no vestuário alemão!

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Mas que fica legal essa imagem de todo mundo com os cachecóis a mostra, fica hein?

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Hmmmm, não sei o que dizer dessa imagem que só depois de feita revelou um papai noel pulando a cerca!

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Fim de jogo! FC St. Pauli 3×1 VfR AaLEN

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Mas, não significa que é o fim da festa.
Diferente da maioria dos times, assim que o jogo acaba, os jogadores voltam-se para cada setor do estádio saudando a torcida e comemorando juntos!

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Ao menos, aparentemente, pareceu ser algo bem espontâneo, não uma regra que deve ser cumprida.
Confesso que quero muito levar essa ideia para o Santo André.

Hora de dizer tchau…
Ou quem sabe um “até breve” às arquibancadas punks de Hamburgo…
St Pauli, obrigado pelos exemplos…

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O Estádio Estadual Lourival Baptista em Aracajú

Colorir as ideias… Acho que essa é uma excelente resposta para quando te perguntarem por que viajar.

Vamos contar hoje um pouco sobre a cidade e o futebol da bela Aracaju!

Pra quem acha que viajar para o Nordeste se resume a conhecer Salvador, Natal e Maceió, vale a pena conhecer outros destinos e entre eles, eu recomendo Aracaju!

Aracaju tem praia, mas não depende só delas para ser um passeio bacana. Tem várias opções de diversão, como por exemplo o Oceanário da cidade!

Para quem curte punk rock e demais vertentes suburbanas do punk, a dica é a loja Freedom, que fica pertinho do Centro de Artesanatos.

O dono da loja é o Sílvio, vocal do Karne Krua, tradicional banda punk, com quem eu trocava cartas nos anos 90, antes da Internet e na época que eu escrevia não um blog, mas um fanzine, o Choque!

Como toda boa cidade, tem um mercadão que precisa ser visitado (a foto que abre o post foi tirada na rua, em frente ao Mercado). Tem frutas deliciosas e uma loja que vende camisas de futebol (réplicas) com ótimos preços. O Mercadão fica em frente o rio Sergipe.

Mas, não há como negar, a cidade tem praias! Não são azuis como as concorrentes da região, porque há muitos rios na cidade que correm par o mar. Pra quem olha a natureza com outros olhos, a cidade é um paraíso!

Aracaju é uma cidade planejada, construída mesmo. Boa parte do litoral foi aterrado e tem detalhes diferentes, como as lagoas na praia do Atalaia, que ficam há menos de 500 metros do mar.

O futebol local, embora seja pouco divulgado e valorizado, é bem diversificado.

O estado de Sergipe possui duas divisões profissionais e diversas competições amadoras. O site da Federação Sergipana de Futebol é www.infonet.com.br/fsf.

Os principais clubes do estado são o Confiança, o Sergipe e o Itabaiana, além de contar com dois clubes de nomes bastante familiares: River Plate (de Carmópolis) e Boca Juniores (de Estância).

O principal Estádio da cidade de Aracaju é o Estádio Estadual Lourival Baptista, o Batistão. Fomos até lá dar uma olhada nele!

O Estádio foi inaugurado em 1969 e por ser estadual, recebe jogos de diversos clubes sergipanos e até amistosos da Seleção Brasileira.

Deu pra perceber que o estádio recebe muita atenção do governo.

Conseguimos adentrar ao campo pra ter uma visão completa de mais esse templo do futebol!

Ainda sonho com o dia em que o futebol local será valorizada, independente de onde seja.

Foi inaugurado em 1969, com um público de 45.058 pessoas, num jogo que reuniu times da Federação Sergipana de Desportos/FSD e a Seleção Brasileira de Futebol.

Um olhar “panorâmico”pelo Estádio…

O Governo de Sergipe prometeu ampliar o Batistão para 40.000 pessoas. A Mari decidiu esperar no banco de reservas…

Olha a cor do céu… Jogar ali no sol, não deve ser fácil…

Até o gramado parece sofrer com o sol intenso…

Um estádio grande e muito bonito, que merece um time bacana!

Mais uma vez ficamos orgulhosos em conhecer um templo do futebol, o Estádio Estadual Lourival Baptista.

Curiosidade: o Estádio abriga uma série de Federações esportivas, entre elas… a de Luta de Braço!

Aqui, uma das entradas do estádio.

Hora de voltar para a cidade e encontrar cajús gigantes pelas ruas…

Pra terminar, mais cores, desta vez nos sucos pela cidade…

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Santo André 1×0 Naviraiense (Copa do Brasil 2011)

23 de fevereiro de 2011.
Dia de mais uma experiência marcante com o futebol.
Fomos assistir ao jogo de volta do Santo André contra a equipe Sul-Matogrossensse do Naviraiense, pela Copa do Brasil 2011.

Mais uma oportunidade para rever os companheiros de bancada do Ramalhão, mas principalmente para conhecer um time e sua fanática torcida, que viajou mais de 16 horas de ônibus para ver a partida.

O jogo em si até que foi divertido. O Santo André soube se impor e fez 1×0 de penalty, ainda no primeiro tempo.

Dali pra frente foi um jogo “amarrado”, só se soltando mais com a expulsão do lateral Valmir, do Ramalhão.

Eu observei tudo com meus “olhos sangrentos” que ganhei graças a um surto de conjuntivite que atinge o ABC:

Além dos visitante e do próprio jogo, também fiquei ligado na reestréia de Sandro Gaúcho, como técnico do Ramalhão.

Voltando a falar do jogo, destaque para a estreia do Argentino “Mário Jara”, que entrou no meio campo, no segundo tempo.

E voltando para as arquibancadas, lá estavam os “quase normais” de sempre…

Grande namorada e companheira de bancadas também presente…

As torcidas deram um belo exemplo mostrando que futebol é cultura e que chances como essa devem ser aproveitadas não para brigar, mas para se conhecer mais gente apaixonada por futebol…

Em campo, os times não estavam assim, tão de boa…

O resultado de 1×0 eliminou a equipe do Naviraiense, mas nem por isso frustrou seus torcedores que acreditavam no time. Isso é futebol!

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101- Camisa do Argentinos Jrs

A 101ª camisa do blog vem novamente da Argentina (uma das principais fontes para o blog), da querida Buenos Aires.

O time dono da camisa é o Argentinos Juniors.

O Argentinos Juniors é daqueles times cuja história se mistura à vida política e social de seus fundadores e torcedores. O time nasceu da união de dois tradicionais clubes locais: o “Sol de la Victória” e o “Mártires de Chicago”, fundado no início do século XX por jovens socialistas que queriam homenagear os operários que conquistaram com a vida o dia do trabalhador. Não lembra disso? Veja o vídeo abaixo:

Essa união se oficializaria em 1904 e daria origem à Asociatión Atlética y Futebolística Argentinos Unidos de Villa Crespo, que desfilaria em campos portenhos com um uniforme vermelho em alusão aos movimentos socialistas e anarquistas. Em 1909, associaram-se a AFA e alguns anos mais tarde, em 1912 mostraria seu valor ao recusar um convite da Associação para disputar a Primeira Divisão, o time só subiria se conquistasse a vaga em campo. Somente en 1921, o time alcançaria a elite do futebol argentino. Em 1926 chegaria ao vice campeonato argentino, marcando positivamente a década de 20. Abaixo a foto do time de  1928:

Já a década de 30 culminaria com a queda para a segunda divisão. Somente na década de 40 o time conquistaria o direito de voltar à primeira divisão, mas segundo a AFA, o estádio recém construído (na foto abaixo, o dia de sua inauguração) não suportaria jogos da primeira divisão, o que manteve o time na segunda.

O time só retornaria à primeira divisão em 1955. Os anos 60 trouxeram grandes mudanças ao elenco do time e formaram equipes memoráveis, ainda que em 1969 tenham escapado do rebaixamento na última rodada. O time responsável foi o da foto abaixo:

Os anos 70 apresentaram ao futebol argentino uma equipe juvenil que faria historia e seria conhecida como “Los Cebollitas”.

O time tinha como craque, nada mais nada menos que Diego Armando Maradona, na época com pouco mais de 12 anos.

Maradona estreiaria na primeira divisão aos 15 anos num jogo contra o Talleres de Córdoba. Ali, joagaria por 4 anos e durante este período seria Campeão Mundial Juvenil, pela Argentina, em 1979 e levaria o Argentinos Jrs às finais do campeonato metropolitano.
A década de 80 foi o período de maiores glórias do time. Logo de cara, em 1980, foi vice campeão do metropolitano e chegou à semifinal do torneio nacional, com a formação:

Para tristeza de sua torcida, Maradona vestiria a camisa do time pela última vez em 1981, quando foi transferido para o Boca Juniores. Em 1984, Argentinos Jrs sagra-se campeão do Metropolitano, com o time abaixo:

No ano seguinte, vêm a conquista do Nacional e da Copa Libertadores.

O time de 1985:

Por ter sido campeão da Libertadores, disputou a final do Mundial Interclubes contra a Juventus em 85.
No tempo normal houve um empate por 2 a 2, e os italianos venceram nos pênaltis. Os anos 90 trouxeram a amargura do rebaixamento por mais de uma vez. Esse foi o time campeão da Segunda divisão em 96/97:

Em 2003, o time reinaugurou seu estádio no bairro “La Paternal” e somente em 2004 o time se estabilizou novamente na primeira divisão.
A alegria voltaria de vez ao bairro, com a conquista do torneio Clausura em 2010, com o time abaixo: 

E nós, estivemos por lá, conferindo o jogo contra o Newell´s Old Boys.
Leia aqui como foi aquele jogo!

O nosso “guia” foi o amigo “Checho”, dono de uma loja de discos focada na música undergound (Punk Rock, Hardcore, Psychobilly, Oi!, etc):

Fomos muito bem recebidos pela hinchada local, que lotou o estádio.

O outro lado era destinado à torcida visitante, que só chegou no fim do primeiro tempo.

 Os caras tem uma bela lojinha, no próprio Estádio! 

O estádio possui um belo museu.
Não pudemos visitá-lo pois era dia de jogo, mas pode se ver um pouco no site: www.argentinosjuniors.com.ar/museo.php
O site oficial do time é www.argentinosjuniors.com.ar
Mas um blog interessante para se obter maiores informações do time é o www.blog.teacordasbicho.com.ar .

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Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Bom, vamos a mais um sonho…
Vou contar sobre nossa visita a uma dos estádios mais emblemáticos do inconsciente coletivo dos torcedores da América Latina: a Bombonera, casa do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.
O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 
Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors emLa Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.
Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 
Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.
Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus parceiros de rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção.
Sair com um shorts do Autônomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras.

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

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Dia triste em Guarulhos…

Domingo de manhã é momento de futebol, independente do rolê do dia (ou da noite) anterior.
Assim, eu e a Mari (O Gui alegou esgotamento físico e não foi, e o Gabriel foi pra Moóca ver Juventus x Penapolense) fomos até o Estádio Municipal Antonio Soares de Oliveira, em Guarulhos, guiados pelas placas, para ver Flamengo x Atlético Sorocaba, pela série A2.

O Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira é também chamado de “Ninho do Corvo“, ou simplesmente “Estádio do Flamengo“.

Lá chegando, a primeira surpresa… Uma bela lanchonete (tão difícil de se encontrar nos estádios de São Paulo…).

Mais que salgadinhos e bebidas, na parede da lanchonete fotos históricas do rubro negro de Guarulhos!

A estrutura do Estádio é de dar inveja a muitos times da primeira divisão. Banheiros impecáveis e todo o estádio muito bem pintado com as cores do Flamengo!

Atualmente, possui a capacidade de 15 mil lugares.

Dá uma olhada no “todo” do Estádio:

Vale lembrar que mandam jogos neste estádio, tanto A.A. Flamengo quanto o A.D. Guarulhos.

Os dois times entraram em campo com a difícil missão de seguir na luta contra o rebaixamento para a série A3.

A AA Flamengo vêm ganhando força no cenário estadual, seja com os recentes acessos, seja com a participação na Copa Federação Paulista ou Copa São Paulo de Futebol Júnior, da qual foi uma das sedes, este ano.

Entretanto, este ano, o time não tem dado muita sorte. e os resultados acabaram não aparecendo, por isso, alguns torcedores, puseram suas faixas de ponta cabeça, em sinal de protesto, pela má campanha.

Encontramos o presidente do clube, Edson David, que se mostrou bastante chateado pelo desempenho do clube, mas lembrou que o time sofreu principalmente por vários jogadores terem ficados afastados pelo departamento médico.

A torcida tem todo o direito de cobrar, mas é preciso saber valorizar o esforço da atual gestão, que tem trabalhado pelo clube e que mostrou-se presente mesmo nos momentos difíceis.
Reconheço que não deve ser fácil ser dirigente esportivo no Brasil, principalmente de times independentes. O próprio público, assim como ocorre em todo interior, praticamente abandonou o time, só os mais fanáticos compareceram.

Falando um pouco do jogo, o Flamengo fez o que tinha de fazer e começou indo com tudo pra cima, abusando das bolas aéreas e jogadas de bola parada.

Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, festanas bancadas. Penalty para o Flamengo. Mas quando a fase é difícil, nem assim…
Além de perder a cobrança, o Corvo (apelido do Flamengo) levou o gol no contra ataque. Pequena festa na ainda menor torcida sorocabana que compareceu em Guarulhos.

Conversamos um pouco com o pessoal da Comando Rubro Negro, também chateados pela situação do time!

No segundo tempo, após um início meio morno, o jogo foi ficando mais emocionante, afinal, com esse resultado o Flamengo voltaria à série A3, e o time local se jogava para o ataque como podia…

E bola na área, e escanteio, e pressão do Flamengo… E nada do empate aparecer…

Jogo quente, hora de esfriar a cabeça… Voltando ao capítulo “Gastronomia de Estádio”, dá lhe picolé a R$1!!!

Aliás, cabeça quente teriam os reservas do time visitante se a torcida quisesse fazer uma pressão nos caras… Olha como é perto!

Faltavam poucos minutos, e não havia pressão que desse jeito de mudar o placar do Estádio Antonio Soares de Oliveira

Não conseguiu ler? Veja mais de perto:

Opa, antes que o jogo termine é hora da “foto oficial” da gente em mais um estádio!

E embora eu e a Mari estivéssemos contentes por mais um jogo assistido, no fundo estávamos tristes por presenciar a queda do Flamengo de Guarulhos para a série A3… E mal sabíamos que algum tempo depois, o Atlético Sorocaba viria a fechar suas portas… Se bem que pro Tévez, mascote do time, parece que era tudo festa…

O jeito foi encher a cara de cana (calma, é que na frente do estádio vende caldo de cana, mesmo) e encarar uns pastéis pra voltar para Santo André já almoçados!

E assim, termina mais uma manhã de domingo…
Com várias boas cenas na memórias, novos amigos…

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Esteja ele na divisão que estiver…

Rolê em Buenos Aires parte 2 – Argentinos Jrs

Bom, pra não perder o ritmo (até porque o futebol está a 200 km/hora esse ano), voltemos às nossas aventuras boleiras pela América do Sul.
O primeiro programa boleiro, logo na segunda feira em que chegamos a Buenos Aires, foi um jogo do Argentinos Jrs.

Vale lembrar que eu e a Mari já tínhamos feito um rolê nesse estádio há um ano, veja aqui como foi.

O nosso “guia” foi o amigo “Checho“, que além de torcedor e morador do bairro, é o responsável por uma loja que só vende punk rock, oi! e outros sonidos da rua.

A loja dele:

E a gente, mais punk, impossível…

O entorno do estádio mostra que a maior parte dos torcedores se conhecem, até porque são quase todos das redondezas. É o velho amor ao bairro que a gente tanto sente falta aqui no Brasil.

Ainda que as “grandes equipes” também estejam angariando o maior número de torcedores, o Argentinos Jrs mostrou que o sentimento de amor entre time-estádio-bairro-hinchas é muito forte.

O estádio é pequeno. Lembra um pouco a Javari, com alguns andares a mais.

Réplica da Camisa em frente o estádio: 35 pesos Ingresso para o jogo: 20 pesos Passar uma noite de segunda feira ao lado da namorada e dos amigos assistindo uma partida de futebol na Argentina… não tem preço!

Ah, fiz um vídeo pra você ter uma ideia do que é o Estádio Diego Armando Maradona por dentro:

https://www.youtube.com/embed/swBfUblmul8 Dentro do Estádio, o destaque vai para a loja do clube que vende uma infinidade de produtos relacionados ao time. Os vendedores são gente boa e dá a nítida impressão que é uma festa entre amigos.

A diferença podia ser menor com a realidade que vivemos no Brasil, não? É pedir demais ter uma dessa em cada estádio??

E muita gente da velha guarda lotando as arquibancadas do estádio que leva o nome do maior jogador do mundo, que defendeu as cores do “Bicho” (apelido do time) no início da carreira.

Dá pra ver o nome ali??

E dá lhe festa. Popular. Sem controle, sem comando. Festa de gente, feita pela gente, e pra gente…

A torcida do Newell Old Boys compareceu, mesmo estando há mais de 3 horas da capital. A banda só foi chegar no final do primeiro tempo

O estádio tem uma mística bem particular. Parece um pub, onde amigos se encontram e se divertem.

E alentam, cantam e embalam seus jogadores!

Mulheres e crianças bastante presentes (vale ressaltar que a barra do time fica atrás do gol, e eles cantam e pulam sem parar, por isso tem mais crianças na arquibancada lateral).

As árvores ao fundo dão um belo cenário pro estádio, não acha?

Essa é a barra do bicho:

O campo é tão perto, que as vezes parece que vc tá dentro dele (não falei que lembrava a Javari)…

E guarde registros e fotos e vídeos… Estar ali foi um momento inesquecível…

Aliás, veja como ficou o registro feito pelo Gui:

A Barra vista de frente…

Para nossa tristeza, o tempo começou a virar e um friozinho virou chuva, que virou tempestade que cancelou o jogo aos 20 minutos do segundo tempo e alagou a cidade. Eu queria ter dado uma volta no estádio ao fim do jogo pra mostrar todos os lados, e por isso não deu… Sorte que fiz essa foto antes do jogo:

Bom, foi esse o nosso rolê pelo jogo do Argentinos Jrs, dali ainda fizemos um rolê pela cidade inundada (o busão foi corajoso!) e fomos dormir. Ainda tínhamos muitas aventuras pra viver, né não Gui?

Ah, para quem quer mais informações sobre o time, o site oficial do Argentinos Jrs é www.argentinosjuniors.com.ar e o blog: www.elblogdelbicho.com.ar/ Abraços e que nos sirva de exemplo a relação do bairro com o time…

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4- Camisa da Tuna Luso

A 4ª camisa do blog veio com o grande amigo “Guilhermão”, que foi até o Pará, visitar a terra natal de sua companheira e encontrou a camisa por lá!
Aliás, ele também me conseguiu a camisa do SER Juventude de Primavera do Leste-MS. Valeu, Gui!

O time dono da bela camisa é o Tuna Luso, considerado a terceira força do futebol paraense.

Já é um clube centenário, fundado em 1903, por caxeiros portugueses, com objetivo de divulgar e eternizar a cultura portuguesa, principalmente a música, já que Tuna era o nome que os agrupamentos estudantis recebiam, e estavam sempre ligados a produção artística, principalmente a música e poesia.

O uniforme tem como característica marcante do uniforme a faixa que divide a camisa na diagonal (como a do Vasco, da Ponte, entre outros), e o uniforme for o branco, a faixa é verde, e vice-e-versa.

Campeões da série B do brasileirão em 1985, numa inesquecível festa para sua torcida!

Em 1992, novo título, desta vez da série C.

O Tuna Luso já levantou 10 vezes a taça estadual, mas segue sem ser campeã Paraense, desde 1988, sendo que em 2007, chegou ao vice campeonato.

Seu estádio é o Francisco Vasques, conhecido como “Souza”, com capacidade para 5.000 cruz-maltinos (como são chamados seus torcedores).

Sua torcida exerce um apoio forte não só no campo, mas também fora dele, prova disso são os sites http://atat-pa.blogspot.com/ e http://www.tunaluso.net/ ambos desenvolvidos por torcedores para divulgar o clube, além do site oficial: www.tunalusobrasileira.com.br/

Seu mascote é a águia, e uma de suas representações que vi, foi feita pelo grande ilustrador Juarez Corrêa, responsável por vários mascotes do Brasil.

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