30 de abril de 2022: após uma derrota em pleno Brunão, é hora do Santo André se recuperar e mostrar à sua valorosa torcida que todo esse amor é merecido! O adversário é o nosso rival da cidade vizinha: São Bernardo FC.
O horário do jogo foi se aproximando e é sempre legal ver as pessoas chegando…
Hoje, a partida tem um convidado especial, o Denis, que veio de Hamburgo, na Alemanha, onde é torcedor do St Pauli, para dar seu apoio e também para conhecer um pouco da nossa bancada!
O Marques e o Ovídio fizeram questão de contar um pouco sobre a história do nosso time!
Antes de ir pro jogo, deu uma passada na sede da Fúria Andreense pra conversar um pouco sobre as iniciativas sociais realizadas no time alemão, de combate ao racismo, homofobia e fascismo
O pessoal da Leões da Fabulosa estava por lá também!
Ah, e na noite anterior ainda rolou uma experimentação de algumas cervejas artesanais produzidas pelo pessoal da Cervejaria Periférica!
Mas, voltemos ao jogo!
A Brasília do Esquerda fez sucesso com ele!
E claro, um registro com o próprio Esquerda!
Acabei me atrasando e perdi a foto do time posado, então vamos dar um rolê pelo estádio e ver como estava o clima do estádio.
Aí está o pessoal da Fúria Andreense:
O Denis foi curtir a batucada lá no meio da Fúria!
E aqui, a Esquadrão Andreense:
Lá ao fundo, nossas bandeiras:
A torcida do São Bernardo FC também se fez presente, olha aí o pessoal da Febre Amarela:
O Gó disse que fazia tempo que não tirávamos uma foto juntos… Ta aí, mano!
O público local ainda está em menor número do que normalmente…
Mas nem por isso nossa bancada fica em silêncio por um minuto sequer!
Aí a nossa turma de sempre, com a ilustre presença do alemão Denis, do Edu Parla e a Marina, ambos de SP!
Aqui o pessoal e a faixa da Máfia!
O jogo começou bem, o Santo André até criou mais oportunidades e se mostrou mais ofensivo do que nas 2 partidas anteriores.
Olha aí mais duas figuras da bancada: Furlan e Marques!
O São Bernardo FC também teve suas chegadas.
O Santo André estreou Will, o atacante que voltou à nossa cidade.
Olha aí que belo momento do pessoal da Fúria Andreense, cantando e torcendo sem parar pelo time da nossa cidade!
A Esquadrão também não deixa de apoiar!!
A nossa “velha guarda” conservada em formol… Esses viajam para os jogos fora e estão sempre presente!
Intervalo de jogo e um tempo pra sentarmos e dar um relax…
Nosso costume é assistir aos jogos sempre em frente ao ataque do Santo André o que nos permite estar em contato com os dois lados da nossa bancada. E foi bacana conhecer um carinha que tem começado a se empolgar com o nosso Ramalhão! Nossa bancada precisa mesmo de renovação!
Vem o segundo tempo e a Fúria segue apoiando!
Aqui dá pra ter ideia do público geral do jogo, a turma do lado de lá…
E do lado de cá…
Como é lindo esse estádio, não
Escrevo um pouco chateado porque aos 45 do segundo tempo um gol de penalty tirou mais 3 pontos do nosso time em casa. Provavelmente isso atrapalhará toda a minha semana, pois na minha cabeça futebol e a vida estão conectados diretamente, então o segredo será postar esse texto somente na sexta feira e tentar esquecer desse mal domingo…
27 de abril de 2022. Se segura, irmãs e irmãos de arquibancada… O fim de semana era de lua cheia, energias mil rolando pelo ar e prometendo um início mágico da série D, a 4a divisão do Campeonato Brasileiro.
Fomos acompanhar a estreia do EC Santo André e o jogo era em Resende, no RJ e aproveitamos para dar uma parada em Penedo, que fica ali pertinho para curtir umas cachoeiras…
Claro que as cachoeiras tiveram que aguentar o lado torcedor também presente!
Penedo é uma região do município de Itatiaia, considerada um verdadeiro parque ecológico cravado ali aos pés da Mantiqueira, pertinho do pico das agulhas negras.
Penedo surgiu por um grupo de finlandeses liderados por Toivo Uuskallio, idealizador de uma comunidade vegetariana e naturalista atendendo a um “chamado espiritual”. Assim, em 1927 abandonou a Finlândia e veio com sua mulher e 3 amigos que curtiram a ideia. Em 1929 comprou a então “fazenda” Penedo, onde começou a colocar em prática seu sonho. Tudo isso e um pouco mais está disponível no Museu Eva Hilden.
Muitos acabaram voltando à Finlândia e abandonaram as terras de Penedo que deram lugar aos hotéis, pousadas, pensões além de diversos restaurantes, lanchonetes e bares. Segue abaixo o registro do início da colônia lá no Museu:
Mas o grande xodó da cidade é mesmo sua área verde e suas cachoeiras!
Olha que árvore louca, bem no centrinho da cidade!
No fim de semana em questão, além dos usuais turistas em busca de chocolate, a cidade também recebeu uma parcela da torcida ramalhina, olha aí o Gabriel e a Gabriela!
Além disso a população local parece ter um cuidado importante com a saúde mental das pessoas.
Mas… Nem tudo são cachoeiras, natureza ou chocolates… Estamos no estado do Rio de Janeiro para uma missão importante, é hora da estreia do Ramalhão na série D e a partida foi especial pelo fato do nosso adversário ser uma equipe jovem e com uma história um pouco diferente dos times tradicionais.:
A Academia de Futebol Pérolas Negras surgiu em 2009 lá no Haiti, como Missão de Paz da ONU, mas em 2010, sofreu com o terremoto que atingiu o país, só se recompondo em 2011.
Em 2016 e 2017, participou como convidado da Copa São Paulo de Futebol Júnior com um time formado 100% por atletas haitianos.
Em 2017, a Academia Pérolas Negras filiou-se à Federação de Futebol do Rio de Janeiro e logo em seu primeiro ano conquistou a Série C do Campeonato Carioca. Em 2020, conquistou o acesso à Série B1. Em 2021, conquistou os dois turnos da Série B1 e garantiu uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro 2022. E é para conferir isso que estamos aqui hoje! Ah, e com ingressos grátis!
E a nossa rapaziada se fez presente!!
É hora de circular toda a elegância do meu boné do The Strongest dessa vez por um estádio carioca!
A Mari preferiu o boné do Grinders (banda skate punk do ABC)!
A torcida local compareceu em número razoável.
Aí vem os times!
Perdi o timing da foto do elenco posado 🙁 Mas o time foi a campo com: Fabrício; Samuel, Higor (Henrique), Udson e Caio Ruan; Denis Germano (Lucas Silva), Tiago Ulisses, Vitor (Dioran) e Gharib (Cledson); Bruno (Maycon) e David Ribeiro. O técnico foi Jose Carlos Palhavan.
Enfim… Vamos à partida!
Vale lembrar … O time é completamente diferente do que disputou o Campeonato Paulista, mas conta com vários rostos conhecidos da nossa base (como o goleiro Fabrício, ou o polivalente Denis Germano), bem como atletas que já passaram por aqui e tem o carinho da nossa torcida (Samuel Teram e Thiago Ulysses), entre outros.
E o destaque da nossa bancada… Nossa torcida segue sendo um caso de amor à parte!
Em campo, o jogo é duro. Os dois times erraram muitos passes e criaram poucas chances de gol. O Ramalhão até começou melhor mas o Pérolas Negras melhorou nos minutos finais do primeiro tempo.
O jogo parecia rumar para um 0x0…
Mas em um contra ataque, um chute da entrada da área colocou o time local na frente. Pérolas Negras 1×0 Santo André.
Nada que desanime a nossa torcida!
E que tampouco tenha animado muito a torcida local…
Um abraço ao amigo Ovídio! Incansável nessa paixão pelo Santo André, há décadas.
Fim do primeiro tempo… Até nossa torcida dá uma pausa…
Volta o segundo tempo e a esperança é por uma melhoria no time do Santo André. O treinador Palhavam realiza várias mudanças no time que acabaram dando certo… O time visitante conseguiu chegar ao empate!
E vamooooooo!!!
Agora, é tudo ou nada para o Ramalhão! Somos ou não o time da virada?
Nossa arquibancada se anima…
E o apoio parece ter ajudado… O Ramalhão desafia a lógica e faz 2×1!! Mas o jogo não fica fácil, o Pérolas Negras aperta!
E o jogo parece não terminar nunca… Ou termina?
Não dá pra acreditar… Acompanhar o Santo André é uma experiência única!
E o time mostra a sintonia com a torcida! Essa é a diferença de ter no nosso elenco o pessoal que não só se desenvolveu na nossa base, mas vive a realidade da nossa cidade! O time não só vem até a bancada como canta o hino inteiro do time… Emocionante…
Abraço a todos que compareceram!
Que bom que tudo deu certo em mais uma partida como visitantes!
Na hora de voltar o sol se esforçou pra nos acompanhar até onde foi possível.
Um dia muito especial para a torcida do Santo André! Mais uma vez, contrariando as estatísticas chegamos às quartas de final do Campeonato Paulista, sem dúvidas, o estadual mais difícil do Brasil. Então, ao som do Tango 14 fomos até Bragança conferir o que prometia ser uma incrível peleja!
Bragança não é assim tão longe mas ainda mantém um ar de cidade do interior…
Infelizmente o histórico de incidentes entre torcedores do passado coloca em alerta aqueles que vão ao jogo de maneira “autônoma”, então para evitar qualquer problema, cheguei cedo pra conseguir parar próximo à entrada dos Visitantes (ainda bem que o pessoal do trabalho entende a importância desse jogo pra mim).
Uma vez celebrada a amizade, era hora de trocar de roupa e seguir para a arquibancada do Estádio Nabi Abi Chedid, outrora conhecido como Estádio Marcelo Stefani!
Ainda havia sol quando terminei de aprontar as bandeiras. A van com outros torcedores também chegara.
O Mário mandou uma foto lá do outro lado, pra gente poder ter ideia do visual.
Enfim… Pronto para a partida, mas ainda faltava quase uma hora pro jogo começar kkkk.
Nem todo mundo entende o prazer de estar em um estádio tanto tempo antes da partida começar, mas é aí que as amizades se fortalecem, que as boas conversas acontecem e que a relação com os estádios se constrói.
Nem percebi quando finalmente o sol se foi e os times se colocaram em campo.
O jogo começa e não dá pra negar… O time do Red Bull Bragantino é mais forte que o nosso, e simplesmente não conseguimos criar nenhuma jogada. Ao menos, nossa zaga mantém-se firme e vamos segurando o 0x0 enquanto possível. Aguenta aí, Marques…
O estádio até que tinha bastante gente, mas confesso que esperava uma loucura muito maior por parte da torcida local…
Mas ainda assim, a festa estava feita no Estádio Nabi Abi Chedid!
O nosso lado até que estava animado, mesmo sem a chegada das torcidas organizadas do Santo André.
Não me senti mal quando o habilidoso atacante Artur veio costurando e fez 1×0 para o time local. Realmente os primeiros 45 minutos não foram nossos. Aliás, dê uma olhada nos melhores momentos do jogo:
E não deu nem pra dizer que passou um filme na cabeça, porque infelizmente nesse modelo que ainda precisamos enfrentar, de montar um time em janeiro para jogar apenas até o fim de março, deu no máximo para passar uma série da Netflix… Um enredo sempre emocionante, mas só agora alguns personagens começavam a marcar nossa lembrança… Mas fica aí o registro dos nossos heróis de 2022:
Provavelmente não veremos a maioria deles de novo. Mas mesmo perdendo de 1×0, e com poucas chances de virar o jogo, o início do segundo tempo fez nossa torcida se animar… Chegavam as nossas Torcidas Organizadas – Fúria Andreense e Esquadrão Andreense (que ficaram por mais de uma hora sendo revistadas na entrada da cidade):
Aí, mesmo com o placar adverso, tivemos 45 minutos de uma despedida como deveria ser…
Esses, entra ano e sai ano, continuam aí na bancada. Fazendo o possível e o impossível para apoiar o time e pra manter viva a cultura do torcer.
A animação seguiu independente do placar, mas necessário dizer que o próprio time pareceu ter sentido a boa energia e teve nos 30 minutos finais uma atuação bem melhor.
Destaque para as lindas bandeiras homenageando os campeões da Copa do Brasil de 2004.
Assim, entre a tristeza da desclassificação e a alegria de estar em meio aos amigos, aquela quarta de final em jogo único foi se esvaindo e dando lugar à lembranças do passado, mesmo recente e também ao futuro…
Pra alguns, trata-se de um esporte. Pra outros, um jogo. Pra mim, uma cultura, um estilo de vida, uma paixão.
Confesso que ainda acreditava num empate até os acréscimos… Uma disputa por pênaltis seria incrível!
Mas, permito me parafrasear uma amiga que recentemente escreveu sobre seu time “Quando você perde, eu te amo mais!”. E é isso mesmo. Se ficamos felizes com as nossas vitórias e conquistas, é nesse momento, a poucos minutos do fim do campeonato que o nosso amor pelo Ramalhão não cabe mais em nós e se transforma em lágrimas, em emoção, em orgulhos… Só nos resta agradecer. Ao time, diretoria e torcida, que ficou quase 10 minutos depois do fim do jogo cantando seu amor ao time…
Independente do modelo “Red Bull” ter pontos que não me agradam, eu não seria hipócrita em desmerecer a alegria da torcida local e a força do time em campo. Parabéns aos torcedores de Bragança.
E aqui, meio desfocada, fica a foto com que fechamos o Paulistão 2022, já na saída do estádio. Obrigado, Ramalhão!
O Campeonato Paulista 2022 chega à sua última rodada da primeira fase. O ECSanto André entra em campo contra a Inter de Limeira para definir o seu futuro.
Aliás, como reforçou o site Futebol Interior (a foto abaixo é deles), o time entrou em campo bem acompanhado!
E o jogo teve novidades fora de campo!! O Ramalhão levou sua loja oficial para a arquibancada e fez a alegria da torcida com preços promocionais para queima de estoque de peças antigas!
Outra boa surpresa foi a presença do nosso eterno zagueiro e agora treinador do sub 20, Gabriel, na nossa bancada. O amigo Renato Ramos, um dos fundadores e primeiro presidente da Fúria também estava por lá:
Outra coisa que chamou a atenção foi essa incrível camisa que estava com um torcedor ramalhino!! Incrível, não? Resume a campanha da Copa do Brasil de 2004!
Em campo, não corríamos mais risco de rebaixamento, mas jogando no grupo da morte (formado ainda por Red Bull, Ponte Preta e Santos), precisávamos vencer para garantir nossa vaga às quartas de final. E o público respondeu bem ao chamado!
Mais uma vez, esse foi um ano difícil. Os resultados que garantiram nossa permanência na A1 demoraram a vir e ainda havia quem desconfiasse do time. Assim, essa seria uma partida para selar a paz entre nossa própria torcida.
Mas nossa arquibancada também tem aqueles que desde o princípio compraram a ideia do técnico Thiago Carpini e da equipe montada.
As organizadas, mais uma vez deram show.
E vamos ouvir um pouco da Esquadrão Andreense, nossa “barra”:
O jogo começa e o Santo André se mexe bem e domina a posse de bola. E um diferencial fica claro desde cedo: Lucas Tocantins tem liberdade pelo lado direito, ganhando quase todas as bolas da marcação e criando lances de perigo. Em uma dessas jogadas, ele cruza a bola certeira para Thiaguinho fazer de cabeça 1×0. A festa estava oficialmente iniciada
Diferente do que ocorreu em outras partidas, o gol não fez com que o time recuasse, e logo, o Ramalhão deu um passo ainda maior para sua classificação. Após mais uma jogada individual, Lucas Tocantins foi derrubado na área: penalty!!
Resultado aprovado, Gó?
Vamos, vamos Ramalhão… Vamos jogar com raça, que na arquibancada…. “Nóis num para não”….
Com 2×0, nosso grupo “desorganizado” está sorrindo a toa:
O Flávio, que esteve ao nosso lado em tantos jogos nos anos 90 e 2000 deu as caras!! E, no meio, parecendo até pequenino, o gigante Anderson!!!
O amigão Neimar também tava na festa!!!
E dá lhe bateria!!!
A festa ameaça ficar ainda maior quando o árbitro assinala mais um penalty, mas infelizmente o VAR desmarcou o lance… ah, se precisássemos desse gol…
Acaba o primeiro tempo e nossa torcida tem todos os motivos para estar feliz 🙂 Olha aí o Gui e a Laysa. Temos uma boa historia com o Gui e o pai dele, quando lá em Barretos eles nos deram uma carona para passarmos em meio à torcida local (confira aqui esse role).
Aí o Gó, Simone, Lukinhas e o nosso meio brasileiro meio uruguaio Valter Bittencourt.
O Marques e seus incansáveis registros! Diz se por aí que graças aos filmes que ele faz das categorias de base que o Santo André consegue vender alguns dos nossos jovens jogadores.
E aqui, o seo Osvaldo, também conhecido como meu pai, que mais uma vez nos acompanhou em um momento histórico do Ramalhão. Ele também esteve no Maracanã em 2004, quando invadimos o campo após o título, relembre aqui como foi!
O segundo tempo começa e o calor absurdo dá lugar a uma incrível neblina.
Mas a festa nas arquibancadas não para!
E o Jão, guitarrista do Visitantes? Aprovou o resultado?
Com o resultado praticamente garantido, e uma leve garoa pra esfriar a cabeça, o torcedor ramalhino se vê aguardando o árbitro apitar o fim de jogo para enfim garantir a classificação.
Agora, falta muito pouco…
E as torcidas organizadas decidem mais uma vez mostrar que a nossa bancada anda num bom momento e se reúnem para juntas mostrarem a força da nossa torcida!
Olho para o campo e vejo o árbitro levantar o braço indicando o final do jogo. Mais uma vez desafiamos os prognósticos e estamos o que? Repita aí Mau…
O Santo André foi a campo com: Jefferson Paulino; Jeferson, Luiz Gustavo, Carlão e Kevin; Serginho (Carlos Jatobá), Dudu Vieira, Bruno Xavier e Thiaguinho (Sabino); Lucas Tocantins (Rochinha) e Júnior Todinho (Lucas Cardoso). Técnico: Thiago Carpini.
E, claro, com a gente na bancada, né não, Matheus?
15 de fevereiro de 2022. Mais uma terça feira de um verão sinistro. Um dia quente que logo se transformou em tarde fria que traria uma garoa forte e intermitente bem no horário do jogo, mas antes de começar, o clima ainda estava gostoso fora do Estádio Bruno José Daniel.
Instrumentos preparados para uma noite de agito e fortes emoções, afinal o EC Santo André depende da boa energia de sua torcida pra espantar a maré de azar que passamos!
Dentro do Estádio, nosso gramado artificial recebia o seu tradicional “banho pré jogo”. Alguns até tem pensado em acrescentar sal grosso nessa água…
A gente faz o que pode e junto das organizadas levamos nossas faixas para o campo. E olha que lindo registro tendo ao fundo os irmão de bancada Edinho, Nelsão e Marques!
Se liga no visual da noite…
Times perfilados, é hora de começar as fortes emoções… O Ramalhão precisa de 3 pontos de todo jeito! E é incrível como cada rosto presente no jogo trazia uma mistura de amor e medo… Ninguém quer ver nosso time de volta a uma série A2…
Até que o público me surpreendeu visto os últimos resultados do time e tudo o que tem acontecido (veja aqui no post anterior como temos sofrido).
E talvez, até pela pressão do momento, os gritos parecem ecoar ainda mais alto em nossa arquibancada, seja pelo lado da Esquadrão…
Ou fosse pelos lados da Fúria… Em silêncio esse estádio jamais fica!
Mas, a verdade é que todos desanimamos muito cedo… Aos 8 minutos do primeiro tempo, Lucas Lourenço foi expulso após uma entrada criminosa no jogador do Novorizontino e todos os sonhos da torcida começaram a desmoronar…
O intervalo chegou rápido… Mesmo com um a menos, o Ramalhão conseguiu segurar bem o jogo e até criar algumas boas chances, mas nada que fosse suficiente para tirar o 0x0 do placar…
Olha aí, parte da turma da Fúria Andreense cheios de esperança e ainda animados com um bom resultado, mesmo com um jogador a menos!
Mas… Nem fotos deu pra fazer no segundo tempo… O jogo foi difícil e terminou muito próximo de uma tragédia… Aos 48 do segundo tempo o Novorizontino conseguiu atingir as duas traves do Ramalhão em um mesmo lance….
Fim de jogo: 0x0…
Mas nem tudo é dor e sofrimento, é sempre bom estar com os amigos e ver a nossa turma mais uma vez tomando chuva juntos!
Quem diria… Foram quase 2 anos longe de casa… E depois do longo e tenebroso inverno (ou inferno?) finalmente aí estamos nós de volta ao Estádio Municipal Bruno José Daniel… Hora de reencontrar amigos de bancada que há tanto tempo não víamos!
Não vacile, use máscara pra proteger minimamente contra a nova variante do COVID 19, ainda não chegou ao fim, mas precisamos ao menos fazer nossa parte…
Nem todo mundo iria assistir o jogo dentro do Estádio, a galera que mora nos prédios próximos transformou a cobertura numa versão atualizada da TILMA (Torcida Independente Leões do Morro Andreense), que era uma torcida que assistia os jogos de cima do morro ao lado do estádio.
É emocionante ver o “marco oficial” do Campeonato Paulista em nosso campo! Aliás, o Brunão agora tem gramado artificial!
Todas as torcidas organizadas do Ramalhão estiveram presente, destaque para o bandeirão da Fúria, que mais uma vez se fez presente.
E dessa vez, ao baixar o bandeirão, surgiu um novo material da torcida: uma camisa gigante!
Além disso, a Fúria fez a festa e cantou o tempo todo, como sempre.
O pessoal da Máfia Azul, nova torcida do Ramalhão se fez presente e estreou sua faixa!
Olha que bacana ficou a faixa na transmissão:
Po, sobrou até pro Esquerdinha dar um alô para TV Federação:
Pra quem não sabe, o Santo André também conta com uma torcida no estilo “barra brava”, a Esquadrão Andreense, que fica ali na lateral da arquibancada comandando a festa pro pessoal daquele espaço!
O torcedor “autônomo” também fez a sua festa, ainda que a chuva tenha diminuído o entusiasmo da galera.
Teve outra estreia no jogo: a faixa do Joel (o responsável pelo museu do Ramalhão) em homenagem ao nosso ex treinador Ferreira, que faleceu em 2020.
Abraço pro amigo Jandyr, mais um torcedor tradicional do nosso Ramalhão!
Quando falamos da torcida do Santo André, estamos falando de pessoas de diferentes classes e locais. O Estádio é um dos poucos espaços culturais que colocam lado a lado tanta gente diferente!
Em campo, o Corinthians começou apertando o que levou o Santo André a ficar na defensiva.
A nossa torcida ainda tentava apoiar para equilibrar o jogo…
Nossa turma devidamente “encapada” pra evitar a chuva que ia e vinha, mas que pelo menos não prejudicou nem pra quem foi ver nem pra quem foi jogar…
O jogo começou as 18h30 e logo a noite tomava conta do jogo…
O time do Corinthians seguia atacando, mas a dupla de zaga e nosso goleiro Jeferson Paulino estavam muito bem!
Mas… Depois de certa insistência, vieram más notícias… penalty pro Corinthians…
1×0 pro Corinthians para a tristeza da torcida local.
O jogo melhorou para o Santo André depois do gol, mas mesmo assim não chegamos ao empate…
Nem por isso desistimos… Essa é a cultura da arquibancada.
Mais um jogo que entra para a nossa história, ainda que tenhamos perdido por 1×0… A ficha técnica do nosso time: Jeferson Paulino; Thiago Ennes, Carlão, Luiz Gustavo e Thallyson; Serginho (Lucas Lourenço), Dudu Vieira, Carlos Jatobá (Sabino); Giovanny Bariani (Kevin), Lucas Tocantins (Emerson Urso) e Gustavo Nescau (Lucas Cardoso). Técnico: Thiago Carpini.
Vale citar que a torcida do Corinthians deu uma resposta em “campo” para a polícia que havia proibido a entrada das faixas e camisas da torcida…. Foi um tempão de sinalizadores além de várias faixas com o nome da torcida.
Sobrou até uma mensagem pra diretoria do Santo André sobre o preço dos ingressos:
Imagine entrar em um ambiente e apenas olhando ao redor recordar inúmeros momentos que o seu time viveu… E se esse lugar fosse dentro da sua própria casa? Impossível?? Se for, avise o Joel, porque ele comprou essa ideia e criou o “Museu do Ramalhão“.
São fotos, bandeiras, camisas, miniaturas e vários objetos criados especialmente para esse ambiente (que tem até uma iluminaç˜ão especial em azul) para deixar qualquer torcedor do EC Santo André com lágrimas nos olhos…
Aproveitei a visita ao Museu do Ramalhão para estrear um novo formato envolvendo o As Mil Camisas: um podcast (inicialmente apenas em vídeo) para poder ir um pouco mais a fundo nos nossos registros sobre o futebol. Então, com vocês… Aí está o primeiro episódio:
17 de outubro de 2021. Interrompemos essa série de posts sobre o interior de São Paulo para registrar um ato de celebração dos 40 anos da Torcida Uniformizada Dragão Andreense, a TUDA.
Em pleno Estádio Bruno José Daniel ocorreu um ato simbólico realizado por outros torcedores (como nós) e pelo pessoal do “Acervo – Torcida Santo André” (que reúne imagens e vídeos históricos sobre a torcida do Santo André) para entregar à torcida duas bandeiras utilizadas nos anos 80 que foram reformadas e novamente estarão presentes nos Estádios!
Mesmo em uma tarde chuvosa, o pessoal se reuniu no Estádio do Ramalhão para celebrar os 41 anos e receber as duas bandeiras.
Aqui uma imagem dos anos 80 onde se podem ver as bandeiras nas arquibancadas do Brunão!
Antes de serem entregues, as bandeiras foram lavadas, secas e costuradas novamente!
E enfim puderam voltar ao Estádio!
Até o Diário do Grande ABC esteve presente ao Estádio Municipal Bruno José Daniel para registrar o ato (confira aqui a matéria do Diário!)
O Acervo – Torcidas de Santo André, principal responsável pela restauração, é um projeto que tem como foco recordar momentos dos apoiadores do EC Santo André.
E eu aproveitei para registrar o atual estado do nosso futuro gramado sintético…
O Quero quero segue presente no Brunão, botando seus ovos nos pequenos espaços onde ainda há grama! A natureza não desiste fácil!
Em 2016, pude acompanhar um acesso do Santo André, com sabor especial porque aconteceu em uma cidade que fica há mais de 400 km de distância e que também é apaixonada por futebol: Barretos!
Pra chegar lá e poder curtir um pouco da cidade, saímos bem cedo, tanto que pegamos até neblina no caminho.
Mas chegamos com um tempo agradável, que nos permitiu passear um pouco pela cidade, já que o jogo seria a noite. A primeira coisa a aprender foi que as avenidas são identificadas por números ímpares e as ruas por números pares.
Barretos é conhecida por sua ligação com o gado, e pelos rodeios, mas como não concordamos com esse tipo de cultura, que envolve sofrimento e morte animal, olhamos a cidade por um outro ângulo, rendendo-nos à natureza, e à história local, como por exemplo a Estação Ferroviária, que foi importantíssima para a cidade e a região.
Pelo que pudemos conversar com alguns torcedores locais, a cidade tem perdido um pouco do charme, com algumas ações de modernização, como a mudança de alguns equipamentos municipais, a demolição de antigos casarões dando lugar a prédios, verticalizando a cidade a cada dia. Quem luta para sobreviver em meio a esse caos moderno é o Cine Barretos.
Mas, as placa nos lembrava que o que nos levou até a cidade foi mesmo o futebol!
Pra escrever sobre a história do futebol profissional em Barretos, contei com a ajuda do site www.futebolbarretos.com.br, do blog Zé Duarte Futebol Antigo e do amigo Manolinho Gonçalves. O primeiro time profissional a se criar em Barretos foi o Fortaleza Esporte Clube, fundado em 15 de novembro de 1936.
O time alvi-verde, também conhecido como o “Periquito da rua 20” passou vários anos no amador, só estreando na Série A2 em 1955, no Setor Azul, terminando na última colocação.
Esse foi o time do Fortaleza que jogou a A2 de 1955:
Em 1956, terminaria em último lugar desta vez, na Série Cafeeira.
Em 1957, também não conseguiu uma boa campanha…
Em 1958, subiu mais algumas posições, mas ainda terminando em uma posição na parte de baixo da tabela…
Em 1959, termina a Série Geraldo Starling Soares na 6a colocação.
Jogaria ainda a série A3 em 60. Aqui algumas imagens antigas do time que o pessoal do Blog História do futebol encontrou na Revista Sport Ilustrado.
O Fortaleza EC mandou seus jogos no Estádio Fortaleza, que foi municipalizado em 1977, e em 1994 passou a ser chamado de “Antônio Gomes Martins – Tio Cabeça“, em homenagem ao ex-massagista de Barretos. É lá que o Barretos EC manda seus jogos, atualmente.
Esse é o tio Cabeça:
Peguei essa foto da entrada do Estádio no Google Maps!
E essa a gente fez durante uma visita ao estádio antes do jogo de 2016.
Mas se o Fortaleza EC foi o time mais antigo da cidade a disputar o profissionalismo, é hora de falarmos do Barretos FC, que embora fundado 2 anos depois, disputou os campeonatos da Federação Paulista antes!
O Barretos Futebol Clube foi fundado em 7 de julho de 1938 e jogou o amador por 9 anos. Aqui, um amistoso contra o Uberaba SC, em 1945:
O Barretos FC só estreou na série A2 em 1947, fazendo uma campanha bem irregular, assim como seria em 1948 também:
Em 1949, o time se licenciou, voltando a partir de 1950, ainda com campanhas bastante irregulares, mas ainda assim se transformando na alegria do futebol local!
Com esse início complicado, 0 time acabou se licenciando do profissionalismo em 1953 e só voltando à A2, em 1955.
Em 1955, houve a estreia do Dérbi de Barretos (6/11 – Fortaleza 1×1 Barretos e em 11/12 –Barretos 3×2 Fortaleza), no profissionalismo aqui, fotos do segundo jogo:
Vale lembrar que em 1944, já houvera o dérbi, mas pelo Campeonato do Interior de 1944, no qual o Barretos FC chegou até a semifinal, contra o Guarani que seria campeão. Em 1947, o Barretos voltou a disputou o Campeonato Profissional do Interior terminando em décimo e jogou também o amador. Em 1956, mais uma campanha mediana na “Série Pecuária“, mas em 1957, além de mais 2 dérbis (28/4 – Barretos 3×1 Fortaleza e 28/7 – Fortaleza 2×3 Barretos), o time terminou na terceira colocação da Série C.
Em 1958, parecia chegar a hora… O Barretos FC sagrou-se campeão do seu grupo, o Amarelo, além disso, mais dois dérbis: 8/6 – Barretos FC 4×0 Fortaleza e 19/10 – Fortaleza 0x3 Barretos FC.
Na segunda fase, o Barretos FC caiu no Grupo João Havelange, onde terminou na quarta colocação. O Corinthians de Presidente Prudente além de líder do grupo, seria campeão da A2 de 1958.
Em 1959, uma tragédia para a cidade, mesmo sem terminar na parte debaixo da tabela, no Grupo Geraldo Starling Soares, tanto Barretos FC quanto Fortaleza FC acabaram rebaixados para a Série A3. E 1959 acabou marcado como o ano dos últimos dérbis: 31/5 – Barretos 3×1 Fortaleza e 23/8 – Fortaleza 0x3 Barretos.
O Barretos FC ainda chegou a disputar a A3 em 1960, mas o Fortaleza FC abandonaria as competições profissionais da Federação Paulista.
Nessas competições, mandaram seus jogos no Estádio da Rua 32, em frente ao Recinto Paulo de Lima Correia, onde hoje é a Praça 9 de Julho e o Terminal Municipal de Ônibus Urbanos.
Segundo o amigo Manolinho, a Arquibancada Central era de madeira e idêntica a do Parque São Jorge.
E a cidade ainda teria um terceiro time: o Motoristas Futebol Clube, fundado em 6 de março de 1944.
Olha que bela flâmula do time:
O Motoristas FC disputou a série A2 em 1950, terminando na 10a colocação. Assim, a cidade ganhou 2 dérbis em 1950: 30/7 – Barretos 1×0 Motoristas e 22/10 – Motoristas 3×0.
Aqui algumas imagens do time já na época da volta ao amadorismo:
O Motoristas FC mandava seus jogos no Estádio Dr Adhemar de Barros Filho, ou o “Campo dos Motoristas da Avenida 21“.
Mas, infelizmente estes 3 times pertencem ao passado. O presente do futebol profissional da cidade de Barretos começou a ser escrito em outubro de 1960, quando o Barretos FC e o Fortaleza FC se uniram para formar o Barretos Esporte Clube.
Assim, em 1961, a cidade voltou a ter um time na Série A2 da época e na sua “estréia”, até que o Barretos EC foi bem. (tabela abaixo da Wikipedia):
Já em 62, o time foi mal e só escapou do rebaixamento num incrível mata-mata, contra o Elvira (de Jacareí), último colocado da Série “José Ermírio de Moraes Filho”, em 4 partidas: Barretos 7 x 1 Elvira (10/2/63), Elvira 2 x 1 Barretos (17/2/63), Barretos 1 x 1 Elvira (23/2/63 em Campinas)eBarretos 1 x 0 Elvira (2/3/63, em Campinas).
Em 1965 foi campeão da Série Carlos Joel Neli e fez a final contra o Bragantino, perdendo as duas partidas (jogadas no Pacaembú), o título e o acesso…
Em 1966, nova campanha de destaque! O Barretos FC ficou em 2º da Série João Mendonça Falcão, classificando-se para o quadrangular semifinal, terminando em 3º no grupo.
Em 1967, após liderar o seu grupo foi eliminado no mata mata pelo Paulista de Jundiaí.
Já em 1968, liderou seu grupo e classificou-se para a segunda fase (um outro grupo dessa vez com 8 times), terminando em quarto lugar e sendo desclassificado.
Em 1969, 70, 73 e 75 não passou da fase de grupos. Em 71, 72 e 74 foi desclassificado na segunda fase. Em 76, mais uma vez liderou seu grupo nos dois turnos da primeira fase, mas acabou em último lugar no quadrangular final (XV de Jaú sagrou-se campeão, Aliança, vice e o Santo André em terceiro).
Esse era o time daquele ano, e veja que linda a torcida ao fundo:
Em 77, mais uma vez liderou o gurpo da primeira fase e na fase final acabou na quarta colocação.
Em 78, num regulamento bem esquisito, o Barretos liderou o Grupo A, depois foi mal na 2ª e 3ª fase e acabou mais um ano na A2.
Em 79 e 80 o time não foi bem, parando na fase inicial, em 81 liderou a Série Amarela, mas ocupou a penúltima posição no grupo final, com o time:
Em 82, 83, 84, 85, 86 e 87, regulamentos ainda mais confusos acabaram fazendo com que o Barretos se limitasse à campanhas medianas e pra piorar, o time passou a jogar a série A3 a partir de 1988, onde ficou até 1990, quando voltou à A2, esse era o time daquele ano:
Permaneceu na A2 até 1993, quando caiu novamente para a A3. Em 1995, o pior momento: o time caiu para a Série B1A (o quarto nível do futebol da época). Em 1998 chegou perto de voltar, ao ser vice campeão do grupo inicial e vice do quadrangular final, mas apenas o Oeste consegiu o acesso.
Só em 2001, voltou à A3. Inicialmente só subiriam dois times, mas graças às mudanças do calendário, o acesso foi ampliado.
Sua volta à A3, em 2002, foi marcada com uma boa campanha, ficando de fora das finais por muito pouco!
Permaneceu na A3 até 2006, quando uma campanha bem ruim levou mais uma vez para o quarto nível do futebol paulista (agora a Segunda Divisão, ou série B).
De volta à segunda divisão, apenas em 2011 o time conseguiu o acesso (já nessa fase das 4 fases em grupos) à A3, mas foram apenas 2 anos e nova queda à série B, pra uma única disputa em 2014 e novo acesso à A3.
Em 2015, logo de cara, uma surpresa… Um acesso conquistado à série A2 (graças ao problema do Atibaia).
Permaneceu na A2 em 2016 e 2017, quando voltou pra A3, onde permaneceu até esse momento (em 2020, ainda sob risco de rebaixamento à A3). E foi em 2016, que tivemos a oportunidade de conhecer o Estádio Municipal Antônio Gomes Martins, também conhecido como “Fortaleza” em homenagem ao time da cidade.
Confesso que deu um pouco de aperto no coração, imaginar que estávamos ali pra impedir o inédito acesso do Barretos à série A1…
Aproveitei pra pegar um jornal local e ver se a torcida do Barretos estava esperançosa quanto à virada (o placar emSanto André foi 2×0 pro Ramalhão).
E até pra dar sorte pro Ramalhão, fiz questão de estar dentro de campo, antes do jogo!
Aproveitei pra pegar meu ingresso e não correr nenhum risco.
Fui conhecer também ocharmoso portão dos fundos por onde andaríamos.
E olha aí o portão olhando de dentro pra fora já na hora do jogo…
A noite estava muito bonita. A torcida local compareceu, pintando de verde, vermelho e amarelo as bancadas do Estádio Municipal Antônio Gomes Martins.
Oficialmente, o Estádio tem capacidade para 13 mil torcedores, mas pelo borderô oficial apenas 5 mil torcedores compareceram.
Quem foi, fez festa!
Mas engana-se quem pensa que o lado azul não compareceu… Era um jogo decisivo, lá estava a Fúria Andreense!
E a Esquadrão Andreense:
Foi um jogo super truncado com várias defesas milagrosas do nosso goleiro “Zé Carlos”, para o desespero da torcida local.
Foram 90 minutos de pressão do Barretos e o Santo André se segurando lá atrás… E a gente desesperado na arqubancada visitante.
Mas o Ramalhão também levou perigo em alguns lances.
E o Branquinho no escanteio…
O primeiro tempo terminou e a alegria parecia começar a se multiplicar nas arquibancadas visitantes.
Muitas bandeiras do Santo André decoraram a parte do estádio dedicado à nossa torcida.
Até um “mini bandeirão” apareceu…
Uma pena que a câmera não pode captar melhor o estádio, já que estava de noite, mas pelo menos ficou um registro de mais esse lugar histórico!
Ao final do jogo, festa entre torcida e o time que jogaram juntos todo o campeonato!
Zé Carlos até deu as luvas de presente a um torcedor (que mais tarde precisou devolvê-las para que o goleiro as usasse na final contra o Mirasssol).
A torcida local soube respeita a conquista do Santo André e ficou até o fim do jogo.
Um sentimento único! Conhecer um estádio lindo e cheio de histórias e ao mesmo tempo voltar à primeira divisão!
Para esse post contei com a ajuda de várias pessoas, em especial do amigo e historiador do Ramalhão, Alexandre Bachega! Valeu, Ale!
O Estádio Municipal de Santo André foi construído pela Júlio Neves (até hoje eles citam o projeto no site deles) e inaugurado em 15 de novembro de 1969, com um amistoso entre o Santo André FC e o Palmeiras (na época, o campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa).
O Santo André FC, na época apelidade de “Canarinho” por conta de seu uniforme, prometia uma partida defensiva!
Olha aí a cor do uniforme:
O resultado não foi lá muito favorável para o time local, mas a festa valeu a pena!
Pra quem gosta de fichas técnicas, segue a desta partida, com 3.034 pagantes, embora muitos convidados entraram sem pagar…
Na preliminar deste jogo, houve uma partida entre duas forças do futebol amador da região: SE Humaitá 1×0 Vila Bela, com gol de João Carlos, o responsável pelo primeiro gol no Brunão.
O Chicão já nos levou ao Estádio pra descrever o gol do Humaitá, o primeiro gol do Estádio, veja:
A primeira parte a ser entregue foram as arquibancadas cobertas.
Ainda hoje, o bairro ao redor do estádio tem poucos prédios, mas, na foto abaixo é de uma época em que eram 100% casas!
Nunca houve um consenso sobre a capacidade exata do setor das numeradas do Brunão, porque além das cadeiras existiam alguns espaço comuns que em épocas de pouco controle, poderiam ser ocupados…
Mas na época da inauguração, a capacidade oficial era estimada em 6 mil torcedores.
Somente em 10 de outubro de 1973, o estádio mudaria seu nome, como homenagem a Bruno José Daniel, que foi goleiro do Primeiro de Maio FC, depois vereador e Prefeito de Santo André e que faleceu jovem, aos 51 anos, menos de um mês após a inauguração do estádio.
O passo seguinte para a ampliação do Estádio Municipal Bruno José Daniel foi a construção da imponente arquibancada descoberta!
Começaram a ser construídas em 1976 e foram inauguradas em 1977 em um amistoso entre o Santo André e a Seleção da Bulgária, que terminou em 0x0.
Um resumo das atuações na partida:
Mais do que o resultado dentro do campo, o que foi bom mesmo foia arquibancada…. Veja, que linda!
Não tive acesso a nenhum documneto oficial que comprove a capacidade da arquibancada descoberta, mas estima-se que suportava 16 mil pessoas na época. Dessa forma, a capacidade total do Estádio Bruno José Daniel era de 22 mil torcedores.
Mas, essa informação varia para mais (há quem diga em 24 mil) e para menos. Fato é que o recorde de público presente aconteceria em setembro de 1983, num 0x0 contra o Corinthians (último jogo de Zé Maria pelo alvinegro).
Foram 19.189 pagantes oficialmente, mas houve mais de 4 mil pessoas (entre menores e outros) que não pagaram ingresso totalizando um público de mais de 23 mil pessoas. Novamente a Placar, em uma edição de 1987, cita o tema:
Em 1980, veio a inauguração dos refletores do Estádio, num amistoso que perdemos de 2×1 para o Santos. Nesse jogo o Ramalhão contou com um grande reforço: o craque Ademir da Guia disputou o início da partida com a camisa Ramalhina!
O jornalista e torcedor do Ramalhão, Vladimir Bianchini fez uma entrevista com o “divino” sobre o fato:
O Santo André jogou com Milton; Zé Carlos, Luiz Cesar, Alemão e Roberto; Ademir da Guia (Mazolinha), Arnaldinho e Cunha (Neco); Volnei, Zezinho e Bona.Técnico: Luiz Carlos Fescina.
Dessa forma, o Estádio passou por um longo período sem grandes obras e acabou se tornando conhecido e querido não só pela torcida local como pelos visitantes.
Porém, nem o mais entusiasmado torcedor daqueles já distantes anos 80, iriam acreditar, mas em 2004, com a conquista da Copa do Brasil, o EC Santo André confirmava pela primeira vez na história sua participação na Copa Libertadores de América, como se pode ver nessa linda foto da Gazeta Press:
E fez se do Brunão, um caldeirão!
Mas para poder receber a disputa, o “Brunão” (o Estádio Bruno José Daniel já se fazia íntimo do torcedor há tempos) ganhou, temporariamente um aumento da sua capacidade. Na época, o amigo Thiago Fabri foi até o estádio assim que as arquibancadas ficaram prontas e fez essas fotos pros Ramalhonautas.
O cálculo da capacidade do Estádio nesse momento era difícil, porque haviam sido alterados os padrões e a capacidade inicial havia sido reduzida para 18 mil, estima-se que com as duas arquibancadas, chegou-se novamente a 20 mil lugares.
Essas arquibancadas nunca foram utilizadas. Foram feitas só pra cumprir uma obrigação.
Assim que o Santo André saiu da Libertadores, as arquibancadas tubulares foram desmontadas, voltando ao “padrão” que todos haviam se acostumado.
Tudo estava em paz até que em 2011 um burocrata teve uma ideia: Vamos derrubar aquela marquise, porque aquilo deve estar perigo…
O então Prefeito de Santo André, Dr. Aidan Ravin (PTB), anunciou uma “grande reforma do Brunão”. E assim, começou o inferno da nossa torcida.
Nunca ficou provado que era tecnicamente necessária a demolição da marquise. Estivemos lá às escondidas para registrar a demolição e recolher alguns pedaços de recordação…
O Santo André precisou atuar em cidades vizinhas como: São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Mauá e até em Araras e dentro de campo as coisas também foram mal… seguidos rebaixamentos no campeonato brasileiro e no estadual.
A resposta do torcedor foi dada nas urnas, e Aidan, que vinha com grandes chances de se reeleger viu sua carreira política ruir, como ruiram nossas arquibancadas.
Até música o Visitantes (a banda rockeira do Santo André) fez sobre esse difícil momento:
Somente em 2013, o novo prefeito (Carlos Grana / PPT) reabre o estádio com a presença dos seus torcedores.
Aos poucos as obras trouxeram um novo Bruno José Daniel, no lugar da antiga e vistosa marquise, em 2015 conhecemos uma nova arquibancada descoberta.
Em abril de 2017, voltamos a ter um sistema de iluminação.
Agora, podemos ter jogos noturnos novamente!
Por fim, o último movimento do Estádio foi receber as tendas da Prefeitura e transformar-se em um hospital de Campanha durante a pandemia do Covid 19.
Pode se dizer que o Estádio Municipal Bruno José Daniel fez mais do que a sua parte na vida dos andreenses…
Atualização: após a pandemia, o Estádio Municipal Bruno José Daniel recebeu uma grande mudança: a troca do gramado natural por artificial. Dê uma olhada em como foi a época das obras: