O futebol em Mogi Guaçu

Já estivemos em Mogi Guaçu por diversas vezes para acompanhar partidas do CA Guaçuano.

Até um acesso com direito a invasão de campo, a gente já curtiu!

Também estive visitando o Estádio em 2010:

Em abril de 2023, retornamos à cidade para conferir o momento atual do futebol.
Após alguns anos parado, desde 2022, o CA Guaçuano está de volta, às categorias de base (sub 15 e 17 começaram no fim de semana!).

Mas se a boa novidade é a volta do Mandi, a má notícia é que o tradicional Estádio Municipal Alexandre Augusto Camacho segue em reforma. Fomos lá pra dar uma conferida, mas fomos impedidos de entrar pela equipe da obra.

Oficialmente, o Estádio Municipal Alexandre Augusto Camacho completa 72 anos em 2023.
Em 30 de agosto de 1951, o projeto de Lei n° 77, assinado pelo prefeito Orlando Chiarelli, alterou o nome da Praça de Esportes de Mogi Guaçu, o “Campo do Mandi”, criado em 1930, para o atual.

O estádio homenageia Alexandre Augusto Camacho, cidadão da Ilha da Madeira (Portugal) que veio para o Brasil e fez sua vida em Mogi Guaçu, sendo o presidente da fundação do clube até sua morte, em 1951.
Ele foi um dos responsáveis pela construção do estádio.

Olhando de longe é difícil dizer o que está sendo feito atualmente de reforma no estádio…

Mas vi uma matéria mostrando algumas fotos referentes à fase de reformas internas:

Demos uma volta em torno do campo, mas só deu mesmo para registrar “fragmentos” da parte interna do estádio.

Espero de verdade que para 2024, tenhamos 2 novidades: o retorno do time ao profissionalismo e também a reinauguraç˜ão do estádio.

Mas enquanto o Estádio Municipal Alexandre Augusto Camacho segue em reforma, aproveitamos para registrar um outro estádio que ganhou visibilidade: o Estádio Municipal Carlos Nelson Bueno, o “Furno”.

O nome provavelmente vem dessa antiga indústria:

Já no ano passado, nas competições “paralelas”, como a Paulista Cup e mesmo em diversas competições amadoras, o estádio já foi bastante usado, mas sem dúvida 2023 é um ano mágico para ele.

Olha aí o gol da direita:

O meio campo:

E o gol da esquerda:

Um estádio meio bucólico, integrado em meio a certa natureza e num local meio afastado da cidade. Sem dúvida, muito bacana!

Lá ao fundo está uma pequena arquibancada que permite a presença de cerca de 500 torcedores.

E assim, mais um estádio do futebol paulista fica registrado aqui no site!

Já escrevemos um pouco sobre a história do Clube Atlético Guaçuano quando mostramos a camisa que doamos para o acervo oficial do time, a cuidados inicialmente do Samir Gimenez e atualmente pela diretoria do clube. Muitas das fotos deste post vieram do trabalho organizado por ele e do site oficial do clube: www.atleticoguacuano.com.br/

Vale a pena reforçar um pouco a história do futebol local.

Um dos primeiros times de futebol da cidade foi o “Mo­gi-Guassú Sport Club“, que inaugurou a praça de espor­tes da cidade com um duelo contra o Sport Club Itapiren­se, em 2 de julho de 1911.

O CA Guaçuano, fundado em 26 de fevereiro de 1929.

De lá pra cá teve uma série de outros escudos:

O time foi fundado como “Club Athletico Guassuano”. Aqui, o time de 1933:

Após uma fase de amistosos e torneios locais, a partir de 1946, passou a disputar o Campeonato do Interior, na 3ª zona da 7ª região:

Em 1957, venceu a sua regional!

Em 1958 sagrou-se Campeão do Regional, vencendo o derbi contra o Cerâmica Clube (falaremos dele daqui a pouco).

Em 1959, o time se licenciou e permaneceu parado até 1975, quando voltou ainda mais forte, estreando no profissional, já que outro time da cidade, o Grêmio Esportivo Guaçuano (também falaremos dele na sequência) abandonou as competições.
Assim, o CA Guaçuano passa a disputar a Segunda Divisão (terceiro nível do futebol paulista) de 1975, liderando a fase de classificação:

Acredite ou não, a Federação se atrapalhou e não teve tempo pra dar sequência ao campeonato, que terminou sem um campeão. Os líderes de cada um dos 3 grupos (Mirassol e Dracena FC) se declararam campeões daquele ano.

Em 1976, o CA Guaçuano faz uma péssima campanha na Série Professor João Carvalhaes e acaba rebaixado para a Terceira Divisão (o quarto nível do futebol paulista).

Em 1977, lidera a primeira fase, sagrando-se campeão da “Série Petronilho de Brito“.

O Guaçuano acabou desclassificado na segunda fase, que teve o Primavera de Indaiatuba como classificado e na sequência campeão.

Em 1978, novamente classifica-se para a segunda fase, mas não chega às finais.

Campanha similar em 79:

Em 1980, a Federação diminuiu para 3 o número de divisões do Campeonato Paulista, e o CA Guaçuano voltou à Segunda Divisão (o terceiro nível), jogando o Grupo Verde, e enfrentando 16 equipes não se classificou mas atingiu um honroso 3º lugar.

Em 1981, mais um campeonato maluco…. O CA Guaçuano foi mal no primeiro tuno, terminando na sexta colocação do Grupo Azul…

Entretanto no segundo turno, terminou como líder.

Houve assim um enfrentamento entre os vencedores de cada turno e após dois empates, um terceiro jogo foi marcado em campo neutro (Limeira) e por 4 a 3. o CA Guaçuano bateu o Mogi Mirim, chegando ao hexagonal final, mas terminando fora da decisão do campeonato.

Ainda em 1981, sagrou-se campeão estadual de juniores, mostrando que a fase estava boa!
Com a boa campanha de 81, o time garantiu presença na Segunda Divisão de 1982 (equivalendo ao segundo nível do campeonato), e o Mandi sentiu o peso da nova divisão, terminando em último lugar do seu grupo.

Em 1983 e 84 o time fez campanhas medianas. Em 85, escapou do rebaixamento no chamado “torneio da morte” com a Saltense, caindo o Jaboticabal e o Dracena.
Em 1986, mais uma campanha mediana, mas em 87 veio o encaminhado rebaixamento de volta à Segunda Divisão (o terceiro nível do campeonato), onde permaneceu com campanhas medianas até 1992, quando montou um time forte e terminou a primeira fase em primeiro lugar do seu grupo.

Veio a segunda fase em um grupo bastante disputado e novamente o Mandi terminou em 1º lugar, após jogo decisivo com o C.A.U. Iracemapolense.!

Chega então a fase final, e mesmo com um bom aproveitamento, acabou perdendo o título para o Oeste de Itápolis.

Entretanto, dos 4 times, apenas o Paraguaçuense vai disputar a Intermediária (segundo nível) do Paulistão em 1993, porque a Federação impede os acessos alegando que os estádios n˜ão tinham capacidade mínima.
O CA Guaçuano acaba não disputando nada e retorna em 1994, na recém criada Série B1B (quinto nível estadual).
Em 1996, o clube terminou a primeira fase na liderança do grupo com 18 equipes.

Mais uma vez na fase final, o time patinou 🙁

Em 2001, disputa o 6º nível do futebol paulista agora chamado de B3 e em, no seu primeiro ano nessa divisão, o Mandi até se classifica para a segunda fase, mas não chega às semifinais.
Porém no ano seguinte disputa a B2, graças à desistência do Corinthians de Presidente Prudente, do EC São Bernardo e à exclusão da Santacruzense.
Ainda assim, volta a fazer más campanhas, até que em 2005, a Federação unifica a série B em uma única, formando o quarto nível da competição.
Na primeira fase, liderou seu grupo.

Mas na segunda fase acaba caindo frente a dois adversários mais fortes: Penapolense e Santacruzense.

Em 2008 mais uma vez passa da primeira fase (mesmo tendo perdido 6 pontos no “tapetão”)…

Na segunda fase, classifica-se em segundo lugar!

No grupo final, que daria vaga para a final e o acesso pra série A3, perdeu um jogo decisivo para o Batatais, em casa, por 3×0…

Em 2009 e 2010, também passa por 2 fases antes de ser eliminado.
Em 2011, mais uma vez classifica-se para a segunda fase da série B.

Passa também pela segunda fase…

E lidera seu grupo na terceira fase.

Agora é o quadrangular de onde saem 2 acessos e um finalista, e o time perde a vaga na final por um gol de saldo, mas conquista a volta à série A3.

Estivemos acompanhando o time na ultima rodada contra o CA Votuporanguense que valeu o acesso. Leia aqui como foi.

Em 2012, na Série A3, faz uma campanha brilhante, liderando grande parte do campeonato, classificando-se em 3º lugar.

Na fase decisiva, um empate em casa com o Marília AC acabou com o sonho do acesso à A2, em um Estádio Camachão com mais de 10 mil torcedores.

Em 2013, disputou o campeonato inteiro com os portões fechados e escapou do rebaixamento na última rodada diante da A. A. Flamengo de Guarulhos.

Em 2014 a Federação Paulista não permitiu a utilização do Estádio Alexandre Augusto Camacho e o Mandi mandou seus jogos em Itapira. Longe de sua torcida, acabou rebaixado, em último lugar, de volta à série B.

Em 2015, licenciou-se dos Campeonatos e somente em 2022 voltou a disputar as competições de Base organizadas pela Federação Paulista de Futebol.

Porém, nossa visita à cidade em 2023 também permitiu que registrássemos outro time que também chegou ao profissional: o Cerâmica FC, atual Cerâmica Clube.

Vale reforçar que não só o clube, mas toda a cidade se desenvolveu muito em torno da indústria de cerâmica.
As 3 maiores foram a Martini, a Chiarelli e a Armani (sem contar as várias olarias como a Brunelli, a Irmãos Ramalho, Toso e Fantinato, entre outras).
E foi a Cerâmica Martini, fundada em 1908 por Luigi Andréa Martini e sua esposa, Emília Marchi Martini, que fundaram o Cerâmica Clube.
O Cerâmica Futebol Clube foi fundado em 2 de janeiro de 1948, mas infelizmente acabou trocando sua tradição no futebol por um moderno clube social.

O distintivo na parede em uma espécie de “nova cerâmica” ajuda a entendermos que o mundo realmente mudou…

Algumas coisas do passado, como o arco do estacionamento, ainda foram mantidas:

Mas só o que pudemos ver em nossa visita, em um feriado chuvoso foram muros…

Olha aí como é a frente do clube:


Existe uma outra entrada em uma rua paralela:

Da época áurea da cerâmica, sobraram dois cartões postais da cidade: a antiga chaminé da Cerâmica


E a Capelinha de Nossa Senhora Aparecida

Os compradores da antiga cerâmica, decidiram preservar a Capelinha, mas não tiveram a mesmo ideia em relação ao estádio.
Alguém deve ter pensado “já tem um campo do outro lado da rua”…
Pra entender como era, eu fiz a montagem abaixo, perceba como a área do clube (e da própria cerâmica) era enorme e como o campo ficava literalmente em frente o “Camachão“!

Mesmo o CA Guaçuano sendo mais antigo, o Cerâmica FC foi o primeiro time da cidade a atuar no profissional. Existem poucas lembranças do time, mas essas duas fotos do juvenil são incríveis!!! Olha as chaminés de fundo!

O pessoal do Jogos Perdidos esteve por lá e conseguiu algumas fotos incríveis (acesse e veja a matéria original deles aqui). Aqui, o time de 1958 que disputou o Campeonato Amador e a Terceira Divisão:

Na Terceira Divisão, o time fez uma boa campanha, classificando-se mesmo em um grupo com 2 times fortes!

Na fase final, não fez feio mas não conseguiu chegar à final.

Depois de se ausentar em 1959 e 60, voltou a disputar o Campeonato em 1961, com uma campanha apenas mediana…

Jogou também a edição de 1962, classificando-se como vice líder da Série Sr. Laudo Natel.

Na segunda fase, o time acabou desclassificado, terminando no 4º lugar.

Em 1963, termina a primeira fase em 4º lugar, classificando-se para a fase seguinte.

Na segunda fase, disputa a Série Doutor José Ermírio de Moraes Filho, mas termina na última colocação.

Em 1964, uma campanha irregular, e o time termina no 9º lugar.

E por fim chegamos a 1965, a última participação do Cerâmica no profissionalismo, em uma campanha bastante fraca.

O time acabou se licenciando e hoje segue como opção de lazer para a população local.

Por fim, a cidade ainda viu o surgimento do Grêmio Esportivo Guaçuano, fundado em 10 de junho de 1960:

O site História do Futebol apresenta outros dois distintivos:

Aí está o primeiro time do GE Guaçuano, ainda em 1960:

O Grêmio Esportivo Guaçuano estreou no Campeonato Paulista Profissional em 1969 na Quarta Divisão com uma boa campanha, em turno único o time terminou em 3º lugar.

Depois disputou a Terceira Divisão de 1970 e fez uma campanha mediana, jogando o grupo “1ª série”. O Rio Branco de Ibitinga seria o campeão.

Em 1971, terminou a 1ª fase como líder do seu grupo:

Naquela época, era comum celebrar a conquista dessa fase como se fosse um título, por isso, há fotos do Grêmio com as faixas de campeão…

Na 2ª fase, o time não chegou a final por apenas um pontinho… E o campeão foi o Sertãozinho.

Em 1972, mais uma boa campanha na Série “Independência“, mas infelizmente o 2º lugar não valeu de muito, pois apenas o líder chegou a final (o Pirassununguense fez a final com o José Bonifácio EC, que sagrou-se campeão!) :

Em 1973, desiste da competição antes do seu início.
Em 1974, o Grêmio Esportivo Guaçuano se despede do profissionalismo, com uma campanha bem irregular, terminando em penúltimo lugar na primeira fase.

Com seu mal desempenho. jogou a o grupo B da Série dos perdedores:


Infelizmente, após este campeonato o Grêmio Esportivo Guaçuano também se licenciou e atualmente se limita à competições amadoras.

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O futebol em Espirito Santo do Pinhal

Este post foi realizado em duas viagens para a cidade de Espírito Santo do Pinhal: a primeira em junho de 2010 e a segunda em abril de 2023. Olha eu mais jovem aí:

Comecemos com nossa primeira visita quando voltando de São João da Boa Vista, vimos a placa e decidimos entrar em Espírito Santo do Pinhal!

A cidade também teve como uma das suas origens a Estação do Ramal Férreo Pinhalense da Cia Mogiana:

Para mim, a cidade sempre teve uma forte ligação com o futebol, graças à fama do Ginásio Pinhalense de Esportes Atléticos, fundado em 17 de julho de 1937, bastante tradicional no futebol paulista.

O apelido do time acabou se tornando seu mascote: o diabo da serra!

Sua histórica sede:

Mas o time mais antigo da cidade é a Associação Atlética Pinhalense, fundado em 3 de maio de 1925. (fonte do distintivo: Escudos Gino).

A Associação Atlética Pinhalense estreou no Campeonato do Interior da APEA em 1926, ganhando a fase regional (ao lado de nada menos que Guarani, Ponte e Rio Branco, além de D’Alva e Ipiranga – ambos de Campinas). Porém na segunda fase, o time se licenciou preferindo jogar o Campeonato da LAF a partir de 1927, sendo que em 1929, foi vice campeã. Em 1930 faz sua última participação nas competições oficiais.

Outro time também fundado em 1937 é o Esporte Clube Comercial.

Aqui, um dos primeiros times (o goleiro gostava de jogar com uma camisa do Votorantim EC, mas o time é mesmo o Comercial).

Em 1942 e 43 os dois times se enfrentaram pelo Campeonato do Interior Olha a chamada do jogo entre eles em 1942 (e já convidando a população a ajudar a construção do Estádio Municipal):

Aqui, o time de 1943 do Comercial (fonte da foto: site Arquivos do Futebol) que chegou à final da 6a região perdendo para o Guarani (Campinas) por 7×0.

Em 1944, a cidade conta com um novo time no Campeonato do Interior, o Botafogo FC.

Em 1945, o Comercial e o Ginásio Pinhalense voltam a se enfrentar no Campeonato do Interior. Em 1946 e 47, o EC Ipiranga, também de Espírito Santo do Pinhal, se junta aos dois no Campeonato do Interior. Os times seguem fazendo história no Campeonato até 1950.

A cidade perde a presença nas principais competições nas décadas seguintes e apenas em 1976 volta, mas dessa vez com o Ginásio Pinhalense disputando a 2a divisão.

Em 1977, sagra-se campeão paulista da série A3 de 1977.

Ginásio Pinhalense 1977

Olha como era a festa da torcida, mesmo como visitante:

Torcida do Ginásio Pinhalense

Em 1978, uma mega treta na final com a Inter de Limeira!

Olha aqui o time de 1983:

Ginásio Pinhalense

E o de 1986:

ginásio Pinhalense 1986

Até 1987 o GPEA fica na segunda divisão da época, quando se licencia para apenas retornar em 2001 na 6a divisão até 2003, jogando a 5a divisão de 2004 e a 4a de 2005 e 2006, quando se licencia.

Outro time que fez história no profissionalismo local foi a Central Brasileira Pinhalense, fundada em 1º de janeiro de 1980 em Cotia e que disputou a 3a divisão de 1995 pela cidade.

E o Sport Paulista, fundado em 13 de abril de 2000, em Campo Limpo e que disputou a quarta divisão de 2008 pela cidade de Espírito Santo do Pinhal. Distintivos do site do Gino!

Voltando à nossa primeira viagem à cidade… ainda era manhã e pudemos tomar um café numa padaria local, e foi onde nos informaram o caminho para o Estádio Municipal Dr. Fernando Costa.
Como a cidade não é tão grande, chegar foi moleza.

Embora seja um daqueles estádios pequenos, ele é muito legal. Tem iluminação e um pequeno lance de arquibancadas descobertas do lado esquerdo. A capacidade total do estádio é 3.600 torcedores.

Até poucos anos atrás, o Estádio recebeu partidas oficiais, como o jogo entre o Pinhalense e o Radium, pela segundona de 2005 e documentado pelo pessoal do jogos perdidos,veja aqui).

Do lado direito, um lance de arquibancadas cobertas.

Conversando com um pessoal que passava por ali, descobrimos que existe um segundo estádio, próximo daquele, o Estádio Municipal Prefeito José Costa. Nomes parecidos, né? Eu até me confundi na hora de postar, mas tá certo, é isso mesmo…

Como eu gosto de inventar caminhos (mesmo em lugares que não conheço) decidi contornar o estádio, por uma estrada mais “rural”, e acabei me dando mal. Passei em cima de alguma coisa e consegui romper o cabo do filtro de combustível.

Resultado.. tivemos que caminhar até uma mecânica mais próxima e conseguir ajuda pra sair dali.

Uma hora e R$30 depois lá estávamos nós no Estádio Municipal Prefeito José Costa.

Com capacidade para mais de 15.700 torcedores, o Estádio impressiona pelo tamanho.

Fiz questão de marcar presença em mais uma cancha!

Estadio - Espírito Santo do Pinhal

E a Mari também!

Estadio - Espírito Santo do Pinhal

Em 2023, voltamos à cidade e revisitamos os 2 estádios, confira como está o Estádio Municipal Prefeito José Costa:

Da outra vez, faltou um vídeo mostrando o estádio, desta vez aí está:

E aqui, o Estádio Municipal Dr. Fernando Costa:

Vamos dar uma olhada no estádio nos dias atuais:

A parte de dentro do portal:

O vídeo mostrando o estádio:

O Ginásio Pinhalense segue licenciado, o que significa que os dois belos estádios da cidade não estão recebendo jogos profissionais.

É hora da iniciativa privada, dos moradores da cidade e do poder público se mobilizarem, para resgatar o “Diabo da Serra”!!!

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As Mil Camisas no Estádio Municipal em Águas da Prata (SP)

Este post foi realizado com base em três visitas à cidade de Águas da Prata, em 2008, 2009, e 2023, nessa incansável busca por Estádios que fazem parte da história do Futebol, como é o Estádio Municipal de Águas da Prata.

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Incrível olhar as fotos das primeiras viagens e ver como as coisas mudaram… Estádios como este são ignorados pela mídia esportiva, mas nem por isso são menos valorosos. São símbolos de um futebol local, de cidades do interior como a bela e pequena… Águas da Prata!!

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A cidade é conhecida por suas fontes de águas diferenciadas. Você pode até não lembrar, mas já bebeu uma água de lá, pode apostar!

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Veja como está a mesma fonte em 2023:

A visita de 2009 foi unicamente para registrar em imagens e em nossas memórias o Estádio Municipal Franco Montoro. Situado bem em cima da montanha, ele tem um cenário bem bucólico, com direito a neblina e tudo!

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O Estádio Municipal Franco Montoro foi a casa da Associação Atlética Águas da Prata, equipe que nunca se profissionalizou.
O clube teria sido fundado em 29/04/1981.
Mas não conseguimos obter maiores informações da Associação Atlética Águas da Prata, se alguém souber de  algo, por favor, entre em contato! Aqui, o distintivo do site História do futebol.

Conhecemos o administrador do Estádio, que jogou por diversas equipes amadoras e pelo Radium de Mococa.

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A pequena arquibancada me fez lembrar a da extinta AABB de Santo André (leia o post até o fim e veja como essa parte do estádio ficou maior e mais completa):

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Mas o “redor” do campo é diferente de qualquer outro estádio, parece até que era um estádio numa cidadezinha européia…

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Ainda nas imagens de 2008, a Mari foi sentir o que era sair do vestiário subterrâneo :

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E eu preferi fazer pose…

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Aliás, o que não faltou foi pose pelo estádio…

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E até uma tentativa de barra nas traves do gol, detalhe para minha bermuda companheira de tantas aventuras que não resistiu e se rasgou no joelho…

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Mas o maior charme é a montanha e a neblina ao fundo…

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Enfim… Fomos embora nas primeiras visitas, com a tristeza de não ver um time ocupando o estádio e levando o nome da cidade aos “escritos oficiais” da Federação Paulista de Futebol.
Em 2023, voltamos a visitar o Estádio e embora ainda não tenha um time representando a cidade, percebemos diversas melhorias em sua estrutura, começando pelo nome do local: “Praça de Esportes João Rabelo de Andrade“.

E fizemos o vídeo (que faltou nas primeiras visitas) pra registrar a emoção:

Olha como a arquibancada evoluiu:

O gramado está em excelente condições. Aqui, o meio campo:

Aqui o lado esquerdo do campo (ali ao fundo agora está a Secretaria de Esportes da cidade):

Aqui, o lado direito:

Ao fundo o prédio tradicional que caracteriza a paisagem há tempos!

Os bancos de reserva e as montanhas complementam o cenário:

Aqui a vis˜ão atrás do gol!

Olha como ficou lindo o novo projeto da arquibancada coberta:

E de volta ao túnel que ficou na nossa memória!

Enfim… O tempo pode ter passado, mas o futebol segue como marco esportivo, social e cultural da cidade. E nós, seguimos na esperança de um clube local ocupar o campo!

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O Estádio Municipal Dr. Leonardo Guaranha em Aguaí

Este post foi feito com base em 2 visitas à Aguaí, uma em junho de 2009 e outra em abril de 2023, quando a cidade anunciou que o Sport Clube Aguaí, fundado em 2021, iria disputar as competições de categorias de base da Federação Paulista.

Olha aí o time sub 17 de 2023:

Em 2009, o nosso rolê se iniciou em Cosmópolis, pegando um jogo em casa da Funilense.

No dia seguinte, rumamos à Aguaí!!!

aguai

Então, sejamos bem vindos à cidade… Aguay na língua tupi significa chocalho, guiso ou cascavel. Por isso, até 1944 o então distrito de São João da Boa Vista era chamado Cascavel.

Aguaí

A cidade é pequena, mas muito charmosa, o detalhe mais curioso são os pequenos (mas íngremes) viadutos que ajudam os cidadãos a atravessar a ferrovia. Olha a foto e diz que não lembra uma montanha russa…

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Já em nossa segunda visita, em 2023, fiz esse vídeo pra você sentir a emoção do passeio:

Na época, estava sendo feito ou reformado um parque ao redor do lago (senão me engano, chama-se “Parque Interlagos”), e no dia que estivemos por lá, iria rolar um campeonato de bike, numa pista que fica ali.

Mari em frente o lago
Mari em frente o lago

Além da hospitalidade, a cidade guarda um tesour: o Estádio Municipal Dr. Leonardo Guaranha. Infelizmente, como quase todos os estádios desse país e da América do Sul, Dr. Leonardo anda um pouco mal das pernas, com algumas “varizes” como pode-se ver…

Tem alguém aí?
Tem alguém aí?

O estádio está junto de um complexo esportivo e após falar com uma senhora que trabalha por lá, descobrimos que só conseguiríamos adentrar ao estádio após uma hora… O jeito foi tirar umas fotos por cima do muro…

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Ainda que alguns detalhes estejam ruins, o gramado pareceu estar em boas condições, melhor que muitos campos de times de divisões superiores. Ah, e a pequena arquibancada é muito charmosa.

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Mari sentiu na pele o que é estar “Fora de jogo” e não poder entrar no templo sagrado de Aguaí

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O último jogo no estádio foi entre os masters da seleção Aguaiana e do Corinthians, e contou com um público muito bom, segundo alguns moradores. A seleção Aguaiana usou seu uniforme azul e branco, O placar foi 5 x 1 para o Corinthians.

Mas vale reforçar que no passado, a cidade contou com a Associação Atlética Aguaiana, fundada em 1945.

A AA Aguaiana disputou o Campeonato do Interior de 1945 em uma série beeem complicada e ainda assim saiu-se campeã do grupo!

Time de 1956:

Em 2023, mais uma vez pegamos a estrada para chegar até Aguaí!

Esta vez, com um pouco mais de tempo, pudemos completar o cenário da cidade com o registro da Igreja Matriz:

Revemos a rua que marcou minha memória por tanto tempo:

E finalmente reencontramos o Estádio Dr Leonardo Guaranha!

O estádio passou por algumas mudanças, como percebe-se, recebeu uma nova pintura tanto na entrada…

Quanto nas arquibancadas!

Ah, mais uma vez não conseguimos entrar no Estádio, então segue o vídeo feito lá de fora mesmo:

Dali, deu pra ver um pouco da parte interna do estádio:

Existe uma placa na entrada do Estádio que informa a data de sua inauguração: 31 de agosto de 1986:

Deu pra pegar uma parte do placar também:

Uma pena que não deu pra entrar pra registrar com maiores detalhes.

Na semana seguinte à nossa passagem, o amigo Rafael Murer (torcedor do Lemense) foi assistir um jogo do sub 17 e nos mandou algumas fotos da parte interna, valeu, meu amigo!

Uma tubaína antes de pegar a estrada…

De Aguaí rumamos para São João da Boa Vista, para registrar o riquíssimo futebol local!

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Portuguesa Santista 1×2 XV de Piracicaba

Sábado, 18 de março de 2023. 11 horas de uma manhã de céu azul e sol brilhando forte.
Sendo assim, vamos à praia! Mais especificamente a Santos!
Mas ao invés de curtir o mar, fomos acompanhar a primeira partida das quartas de final da série A2 do Campeonato Paulista de 2023, entre a Portuguesa Santista e o XV de Piracicaba!

Contamos com a já tradicional companhia do amigo !

Pegamos um pouco de trânsito na Anchieta e chegamos com o jogo começando, mas sente a energia logo no primeiro lance que pudemos ver ao entrar:

Ficamos um pouco ali, atrás do gol defendido no primeiro tempo pelo goleiro do XV de Piracicaba

E dava pra ver que todos os setores do estádio estavam com boa lotação!

A torcida “Força Rubro Verde” estava na arquibancada atrás do outro gol.

Se liga na festa que os caras fizeram:

As arquibancadas cobertas pareciam repletas! E também havia um bom número de torcedores na lateral, acompanhando o jogo de pé, com o time!

A torcida do XV de Piracicaba também se fez presente, lotando o espaço destinado aos visitantes!

E a festa visitante aumentou quando aos 25, Lucas Xavier abriu o placar para o XV de Piracicaba!

E se a festa acontecia em Piracicaba, a turma local não ficou nada contente com o gol sofrido…

Mas a preocupação durou pouco, 3 minutos depois, Danilo Pereira deixou tudo igual e viu tremoços serem lançados aos céus!

Na sequência do jogo, a torcida da Briosa pediu penalti em um lance esquisito dentro da área, mas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira nada marcou, causando a irritação do estádio…

Mas, quando parecia que o time local ia conseguir a virada, aos 32, Samuel Andrade, num bonito chute, fez 2×1 para o XV de Piracicaba, e incendiou a torcida visitante mais uma vez!

A bronca voltou a acompanhar a torcida local, afinal… Em 2 lances de ataque, o XV marcara seus dois gols… Era mesmo uma manhã inspirada dos visitantes…

Com pouco mais de 30 minutos, o jogo estava a 200 por hora, com as duas torcidas cantando sem parar!

E o jogo daquele jeito! Corrido e disputado a cada palmo!

Mas o Nhô Quim queria ir pro segundo tempo com o placar resolvido e após cruzamento chegou ao terceiro gol, com um forte cabeceio de Ian Carlos. Só que dessa vez, Luiz Flávio de Oliveira fez a alegria local ao anular o gol por impedimento.

Fomos dar um rolê pelo estádio e deu pra ver o quanto a torcida da Portuguesa Santista gosta do seu time!

Pudemos ver também as diversas iniciativas da diretoria para incentivar esse amor, a começar pela Cachopinha, a mascote da Briosa que acompanha o jogo da arquibancada com a torcida.

Durante o intervalo, os bares tornaram-se ponto de encontro de amigos e de diferentes gerações de torcedores da Briosa!

A pipoca da Eunice e os tremoços também fizeram a alegria do pessoal que já sentia a proximidade do almoço mexer com o estômago!

Fiquei triste ao constatar a falta de um personagem tradicional das bancadas da briosa, o Zé do Amendoim. Fui pesquisar e encontrei o vídeo abaixo que informou que ele faleceu em 2022… Que triste… Nossos sentimentos a essa figura tão conectada ao time da Portuguesa Santista.

E a loja do time (www.briosamania.com.br) também faturou com camisas, bonés e demais adereços…

Até um simpático cachorro apareceu nesse meio tempo…

Mas voltemos ao jogo!
Começa o segundo tempo e o XV parece determinado a terminar com o jogo! Anderson Cavalo faz o terceiro gol. Mas por que a torcida do XV está reclamando?
É que mais uma vez ele foi anulado…

E as torcidas fazem seu papel… Apoiam o tempo todo!

Deu pra registrar o bandeirão da Força Rubro Verde:

Quando nada mais parecia me surpreender percebo que à nossa frente está nada mais nada menos que Guilherme Garré, ex jogador do Ramalhão, muito querido entre nossa torcida.

Como ele foi apresentado essa semana, pensávamos que ele nem ia entrar, mas o técnico Sérgio Guedes colocou o eterno talismã do Ramalhão pra jogar e até que ele foi muito bem comandando o meio campo.

Foi dos pés de Garré a melhor chance do time no segundo tempo, com um lançamento para a área que chegou aos pés do lateral Lucas que mandou rasteira para a área. O goleiro do XV não conseguiu afastar a bola que encontrou os pés do atacante, acho que foi o Caio Mancha, que acabou perdendo o gol…
Assim, o tempo passou rápido para a torcida local, mesmo com os mais de 3.500 torcedores da briosa fazendo das tripas coração para incentivar, apoiar e acreditar… Infelizmente o gol de empate não apareceu…

Já nos minutos finais, Matheus Melo do XV entrou por traz e levou cartão vermelho… Ainda havia esperança nas arquibancadas rubro verdes da briosa!

O jogo entra nos acréscimos, e mesmo os vários escanteios para a Portuguesa Santista não ajudam a mudar o placar para a decepção do torcedor…

Sempre gosto de reforçar a importância do futebol na memória coletiva das cidades, das pessoas e, claro, na minha também! Fico muito contente de ter presenciado e participado desse momento, por mais que não tenha sido o que a torcida local esperava…

O juiz apita o fim da partida para a imediata festa dos jogadores e torcedores visitantes…

Enfim, mais um dia pra ficar na memória… Um jogão, uma bela festa das torcidas, um estádio lindo com toda a emoção que se pode esperar de uma partida mata-mata!

Estádio Ulrico Mursa
Portuguesa Santista 1x2 XV de Piracicaba
Série A2 do Campeonato Paulista 2023
Torcida

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O futebol profissional em Vinhedo

Vinhedo é mais um exemplo de cidade que nós já passamos várias vezes mas que nunca teve seu futebol registrado pro As Mil Camisas. A cidade ainda abriga a Associação Rocinhense de Futebol.

A região onde hoje se situa Vinhedo era ocupada, há milhares de anos, por tribos indígenas dos grupos Tupy, Jê, Macro-Jê e Kaingang (informações do site da prefeitura) até a chegada dos bandeirantes e tropeiros, no século XVI. Para maiores informações da cidade, vale a pena ler o livro Vinhedo – das aldeias indígenas aos condomínios fechados (compre aqui):

O primeiro núcleo populacional, reflexo das paragens dos boiadeiros pelo antigo caminho indígena, era conhecido como “Rocinha” (daí o nome do time da região: Associação Rocinhense de Futebol).

No século XIX, surgem os engenhos de açúcar, usando mão de obra escrava (indígena e africana), que, no futuro, daria origem ao Quilombo de Rocinha. Mas com o passar do tempo, os cafezais deram lugar para as videiras, as indústrias começaram a dar as caras e cidade seguiu crescendo, até que em 1948, um plebiscito oficializou a emancipação de Rocinha. Em 1949, o território tornou-se município, recebendo o nome de Vinhedo.

Como dito anteriormente, o time que representou a cidade no futebol profissional foi a Associação Rocinhense de Futebol.

A Associação Rocinhense de Futebol foi fundada em 20 de janeiro de 1909 e embora não dispute mais o profissionalismo, mantém uma linda sede social na cidade.

Esse é o muro de entrada:

O mascote do time é o galo da Rocinha!

Olha que bacana a camisa que um de seus colaboradores estava usando:

Aqui, uma incrível imagem da categoria de base do time.

Aqui, uma imagem de um dos times do início do século XX:

Aqui, o time de 1955:

Time de 1959:

Aqui, o time de 1975:

Vamos dar uma volta para conhecer o seu campo, dentro do clube:

Em 1966, o time disputou a 4a divisão fazendo uma campanha incrível, liderando a primeira fase:

Lidera também a segunda fase:

E só na fase final acaba deixando a desejar e termina na quarta colocação, do campeonato que teve o Ferroviário de Araçatuba como campeão…

Em 1967, o time ia disputar novamente a 4a divisão mas decide abandonar o campeonato antes de seu início.

Esse era o time de 1967, super campeão da cidade:

Estando ali, fica claro que o Rocinhense tornou-se é muito mais do que um time de futebol. Ele se tornou parte da cidade, reunindo as pessoas em torno do esporte, reverenciando as memórias de uma época que provavelmente não voltará mais…

Vamos registrar o campo, começando pela visão da meia cancha:

Aqui, o lado esquerdo:

E o lado direito:

Atual banco de reservas:

Sistema de iluminação:

O entorno do campo é todo protegido por grades:

E ali na lateral, o distintivo do clube:

Aí está o gol:

A quadra do clube ainda reforça a lembrança do mascote e do distintivo comemorativo aos 100 anos.

Antes, o campo era na perpendicular, então o gol ficava lá no fundo:

Atualmente o clube tem uma área bacana com piscinas e mesas:

E aqui um pouco da sua memória e de seus troféus:

Entre várias taças, algumas com quase 100 anos, como essa “Taça Amizade”, de 1928:

Olha as bolas de bocha de antigamente:

Depois do estádio, como nem tudo é futebol na vida, fomos conhecer a Cantina Zinhani e suas deliciosas massas! Vale a pena!

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Estádio Presidente Vargas (Fortaleza-CE)

Ainda nos últimos dias de 2022, mesmo com várias praias lindas ao nosso alcance, arrumamos um tempinho para conhecer mais um estádio de Fortaleza: o Presidente Vargas, o tradicional “PV“.

O Estádio ocupa quase todo o bairro em uma região importante.

Achei curiosa a “decoração” da praça a frente, bem fantasmagórica…

Antes conhecido como “Estádio Municipal” (levou esse nome até 1950), foi construído em 1941 e teve como inauguração a partida Ferroviário 1 x 0 Tramways-PE.

Mais uma bilheteria para a nossa coleção mental de experiências.

Na parte de traz do estádio está a Federação Cearense de futebol.

O PV original era murado, com arquibancadas e cerca feitas de madeira e passou por uma série de transformações até chegar ao modelo atual.

Os maiores públicos no estádio foram 38.515 pagantes, no jogo Ferroviário 1 x 1 Ceará, em 1989, e um registro “não oficial” de 42.000 pagantes no jogo Ceará 0 x 1 Corinthians, pelo Brasileiro de 1971.

Após a última reforma, o maior público registrado foi de 20.062 pessoas, no jogo Fortaleza 1 x 3 Oeste, na série B de 2012.

O PV foi o principal estádio do futebol cearense até a reabertura do Castelão, em 2013 e segue importantíssimo nos jogos dos times da cidade de Fortaleza.

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EC Santo André 0x1 Mirassol FC (Paulistão 2023)

Minha nossa… 27 de fevereiro, em plena segunda feira a noite (20hs) e lá vamos nós acompanhar a fase final dessa primeira fase do Paulistão 2023, em que o EC Santo André desenvolve uma instável campanha, mas alcançando seus principais objetivos do ano: a manutenção na série A1 e a classificação para a série D de 2024.

O time visitante trouxe como principal celebridade o goleiro Muralha, que fez boa partida garantindo a vitória dos visitantes.

Pouco mais de mil torcedores se arriscaram numa segunda feira a noite para acompanhar o time no Estádio Bruno José Daniel.

O jogo marcou a estreia do novo treinador Matheus Costa.

O Joel também estreou bandeira nova:

O time até começou bem, mas na primeira descida do Mirassol os visitantes fizeram 1×0. Daí pra frente foi sofrer coletivamente ao lado da nossa torcida…

A nota triste fica pela notícia que chegou no começo do jogo: nossa amigo Seo Jorge se foi… Agradeço a amizade, espero que a família consiga ter a paz necessária para esse momento tão difícil…

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O futebol em Caçapava-SP

Nesses mais de 15 anos do As Mil Camisas, poucas missões para registrar estádios falharam.
Infelizmente a cidade de Caçapava foi um destes casos, mas mesmo assim, hoje vamos recordar um pouco da linda (e antiga) história do futebol por lá.

Esta é mais uma cidade que nasceu dos conflitos entre os povos originários e bandeirantes que buscavam novas terras, pedras e minerais preciosos além de escravizar os indígenas.
Alguns destes sanguinários bandeirantes seguiram o curso do Rio Paraíba do Sul, enfrentando o povo Puris, pertencente ao tronco linguístico macro-jê, aqui, registrados no século XIX por Van de Velden:

E aqui, por Johann Moritz Rugendas, no século XIX:

Os Puris acabaram abandonando suas terras em direção da Serra da Mantiqueira, mais ou menos como o Iron Maiden canta em “Run to the Hills“, em referência à história americana:

Aos poucos, os invasores passaram a ocupar o vale do rio Paraíba originando o que seriam as cidades do leste do estado, como São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e a querida Caçapava, cujo nome deriva do termo tupi guarani caá-sapab (algo como “mato vazio”, devido à clareira que existia no local).

Inicialmente pertencente à Taubaté, o povoado de “Cassapaba” foi crescendo ao redor da capela construída em 1706 que daria origem à Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda.

A partir do século XIX, questões políticas levaram a população a viver na fazenda de João Dias da Cruz Guimarães, onde existia uma capela de São João Batista.
Ali, iniciou-se o núcleo que se tornou a atual cidade de Caçapava. O velho povoado tornou-se o bairro do “Caçapava Velha“.

A base da economia era a produção cafeeira realizada pelos escravizados, com fazendas importantes em Caçapava, que também produzia cana-de-açúcar, fumo e gêneros alimentícios.
Até hoje, o comércio local movimenta a economia, esse é o Mercado Municipal:

Em 1° de outubro de 1876 é inaugurada a estação ferroviária.

A ferrovia ajudou a trazer a industrialização para a cidade que passou a contar com empresas do ramo têxtil, depois chegaram a Mafersa (material ferroviário) e a Providro (que também teve um time profissional como veremos na parte final deste post).
Olha quantas indústrias existem atualmente só ali às margens da Dutra:

Assim, chegamos à Caçapava de hoje em dia que vê o desenvolvimento chegar com força total e fez no futebol mais uma vítima desse crescimento…
Estivemos na cidade pouco tempo depois da demolição do estádio da AA Caçapavensena região central.

A Associação Atlética Caçapavense foi fundada em 9 de dezembro de 1913 e tinha sede na rua Capitão João Ramos (atual agência do Banco do Brasil) mudando-se em 1941 para a Avenida Cel. Manoel Inocêncio, onde estava o Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira até 2013 quando foi vendida e completamente demolida…

Estivemos lá alguns meses depois da demolição e já havia um estacionamento construído na esquina do terreno, onde antes ficavam as bilheterias…

Fiquei tão decepcionado que não encontrei as fotos que fiz do local… Por sorte o Google Maps ainda mantém como imagens um cenário bem parecido com o que visitamos.

O local é bem no centro da cidade e imagino que realmente não fazia mais sentido um campo, há décadas dedicado apenas ao futebol amador, ocupar um espaço tão importante…

Dá pra comparar com uma imagem mais antiga:

Após vários anos disputando amistosos e torneios amadores, em 1918, a AA Caçapavense estreia no Campeonato do Interior (organizado pela APEA), na Zona Central do Brasil.
Em 1920, se classifica para a fase final, mas perde para o Corinthians de Jundiaí.
Em 1921 venceu o Elvira e empatou com o Taubaté, em partida que teve invasão de campo pela torcida de Caçapava. Esse era o time de 1921:

A área do Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira foi adquirida em 1915 e em junho de 1922 enfim foi inaugurado com uma incrível partida entre a AA Caçapavense e o Clube de Regatas Flamengo!

O Flamengo leva para casa a Taça Elias, ofertada por comerciantes da cidade, vencendo o Caçapevense por 5×0.

A partir de 1922, a Zona Central do Brasil passa a ser bastante disputada, com times de diversas cidades da região.

Esse é o time de 1925:

Em 1928,, a AA Caçapavense sagra-se campeã da sua região, mas acabou sendo desclassificada na fase final. A AA Caçapavense disputa o Campeonato do Interior até 1930, apenas deixando de participar das edições de 1924 e 29.
Imagina se você dissesse pra essa galera que esse lugar ia virar um estacionamento, algumas décadas depois…

Talvez tenha faltado passar esse amor pelo futebol para seus filhos, filhas, netos e netas…

Claro… O mundo hoje é outro, mas fico me perguntando como deve ter sido mágico vivenciar as aventuras da AA Caçapavense na primeira metade do século XX…

E como era linda a arquibancada coberta do Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira:

Olha que uniforme lindo!

A AA Caçapavense volta às disputas locais até 1946, quando disputa novamente o Campeonato Paulista do Interior, agora organizada pela Federação Paulista e embora campeã da sua zona, o time foi eliminado na fase regional.

Após esta disputa única, o time mais uma vez se ausenta das competições oficiais e volta a jogar torneios amadores e regionais.

Aqui o time de 1958:

O time de 1961:

A AA Caçapavense ressurge na década de 60 para aventurar-se no profissionalismo disputando a Terceira Divisão da Federação Paulista de 1964, e o time terminou na 6a colocação da 1a série.

Em 1965, terminou a 5a colocação:

Em 1966, o time sagra-se campeão do seu grupo…

Mas acaba abandonando a 2a etapa da competição e desistindo do profissionalismo.

Atualmente, a AA Caçapavense, centenária desde 2013 possui uma nova sede no Jardim Maria Cândida, voltada aos associados.

Antes de finalizar o post, vale falar um pouco mais da empresa Providro citada anteriormente.

A empresa tinha tamanha importância na cidade e envolvimento com seus funcionários que acabou dando origem a um time de futebol em 17 de agosto de 1964: o Clube Providro. Segundo o site Futebol Nacional existiram dois distintivos:

Em 1966, o Clube Providro se aventurou no futebol da Quarta Divisão.

Só achei uma foto no Facebook dizendo ser do time, mas já nos anos 70:

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O Estádio Ulrico Mursa – casa da AA Portuguesa

Santos é uma cidade bastante próxima de Santo André. Por várias vezes já estivemos lá seja por conta de trabalho, pra curtir a praia o futebol ou mesmo pra curtir a orla e ficar procurando prédios tortos.

É também uma cidade com uma história incrível! Teve sua ocupação inicial feita pelos indígenas, depois pelos europeus, mas ainda no século XVI (no natal de 1591), chegou a ser invadida pelo corsário inglês Thomas Cavendish… Enfim, dava pra fazer um verdadeiro filme (ou série) de aventura sobre a Santos!

Existe uma porção de igrejas que também atraem os religiosos, e dentre elas a Basílica de Santo Antônio do Embaré sempre me chama a atenção pelo visual gótico (embora ela seja neogótica), inaugurada em 1945, mas que tem como origem uma capela de 1875, erguida pelo “Visconde do Embaré”.

Também me chama a atenção o prédio da antiga estação de trem, atual Estação da cidadania:

Mas hoje, nossa visita vai falar de importante herança portuguesa em Santos, o Estádio Ulrico Mursa, a casa da Associação Atlética Portuguesa, a Portuguesa Santista, ou mais carinhosamente, a Briosa!

O nome do Estádio é uma homenagem a Ulrico de Souza Mursa, engenheiro e diretor da Cia. Docas de Santos, que doou em 1914 o terreno para a construção do estádio da Portuguesa em 1917.

O Estádio tem uma localização muito boa, na região central da cidade, na Av Senador Pinheiro Machado, 240 no bairro do Marapé, ao lado da Santa Casa de Misericórdia.

O Estádio Ulrico Mursa foi inaugurado em 5 de dezembro de 1920, sendo o 9º estádio mais antigo do país e o 2º mais antigo do Estado de São Paulo. E chegou a hora de você conhecê-lo por dentro!

Atualmente, sua lotação máxima é de 7.635 torcedores, sendo cercado por arquibancadas em 3 lados, na lateral da entrada do estádio.

Veja que lindo o placar:

Aqui, o meio campo:

O gol da direita:

O gol da esquerda:

Olha que linda a arquibancada coberta:

A inauguração do Estádio foi logo com uma goleada: Portuguesa Santista 6 x 0 Sírio, em 5 de dezembro de 1920.

O recorde de público ocorreu em 1952, em jogo contra o Corinthians, onde 12.500 torcedores compareceram ao Ulrico Mursa.

Uma das conquistas mais importantes da Briosa foi a Fita Azul em 1959, e ela tem uma placa no estádio que lembra os 35 anos desse lindo momento!

O Santos FC estreou no estádio em 1923, e a AA Portuguesa venceu por 1×0.

Ali estão as cabines para transmissão:

Em 1929, a AA Portuguesa recebeu e goleou o Vitória de Setúbal por 4 a 0, na primeira partida internacional do estádio.

Mas a vida do torcedor da briosa não é fácil, nos últimos anos surgiram boatos da venda do estádio e foi preciso união entre torcedores e a cidade para não deixar uma loucura dessas ir adiante.

Que o time leve seu lema cada dia mais a sério e que a AA Portuguesa siga lotando esse lindo estádio!

Um abraço aos torcedores da Briosa…

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