Antes de mais nada, vale lembrar que esse é um blog sobre futebol, sobre reunir camisas e histórias de mil times diferentes, mas espero que você não se importe de eu dividir um pouco dessa minha paixão pelo meu time, o Santo André
Para quem gostar e quiser ver mais fotos, vale lembrar que eu escrevo também, o blog do torcedor andreense na Globo.com, para ver mais fotos do jogo contra a Portuguesa, basta clicar aqui.
Além disso, esse jogo me fez matar saudades do Canindé e de ver jogos da Portuguesa.
Os jogos do Santo André não são marcados por levarem muitos torcedores ao campo, mas temos um número razoável de torcedores, que não deixam de acompanhar o time, entre eles as organizadas, como a Esquadrão Andreense.
A outra organizada, mais antiga é a Fúria Andreense.
Falando em organizada, lá do outro lado, a Leões da Fabulosa faziam a festa para a Lusa. Detalhe para a faixa que durante anos permaneceu de ponta cabeça, agora posicionada corretamente.
Mas a torcida ramalhina também é formada por torcedores autônomos, que não fazem parte das organizadas, mas que gostam de acompanhar o time, e muitos deles foram até o Canindé.
O Estádio do Canindé também fez a parte dele, o gramado está bom, e as arquibancadas mantém um ar romântico, dos anos 70.
Falando um pouco do jogo, o primeiro tempo foi bastante parelho, embora a Lusa tenha tomado a iniciativa a maior parte do tempo.
O Santo André também assustou e soube se portar bem na defesa.
Entretanto, a cara dos torcedores no segundo tempo já deixava mostras que o jogo não seria favorável ao time do ABC.
A mudança feita pelo técnico o Santo André deixou o time mais vulnerável no meio campo e num erro do jogador que entrou no segundo tempo saiu o primeiro gol. Lusa 1×0. O pouco perigo que o Santo André ofereceu no jogo foram nas bolas paradas.
Pra confirmar o mal dia do técnico, em cima do outro jogador que ele colocou (Bruno) saiu o segundo. Aí foi uma questão de tempo até o jogo acabar.
Lá se foram três pontos em uma manhã de domingo. Mas foi um rolê bacana e divertido, mesmo assim.
Destaque para o amigo peruano, hincha do Alianza Lima, que esteve no jogo torcendo pelo Santo André.
Do Canindé, fomos para São Caetano, onde o amigo argentino Tano (de boné, na foto abaixo) torcedor do San Lorenzo, iria se apresentar com sua banda Muerte Lenta!
Então, começa 2013… Que seja um ótimo ano para todos nós! E para ajudar a torná-lo inesquecível, o nosso primeiro jogo tem grandes chances de ser o melhor do ano! Em nossa última noite por Madrid, fomos até o bairro de Vallecas para enfim conhecer o time e a torcida do Rayo Vallecano!
Esse ano, o time até lançou um livro sobre sua história: “Vallecas y el Rayo Vallecano“.
Infelizmente, o valor do Euro não me permitiu trazer a camisa do time, mas trouxe um cachecol, comprado ali, na porta do Estádio “Vallecas Campo de Futbol”, antigo Teresa Rivero que aliás, fica literalmente em frente à estação “Portazgo”, do Metrô.
Vallecas é um lugar único. É um bairro que já foi cidade, cheio de histórias e tem até brasão. Para completar o cenário, a população local tem seu próprio time e seu próprio Estádio…
Como eu disse, o metro para em frente das bilheterias laterais, porém, não tinha nenhuma aberta, tivemos que ir até a bilheteria central comprar nossos ingressos.
O preço mais barato é 18 Euros, junto da galera do Los Bukaneros, mas estavam “agotadas”…
O jeito foi ir a um lugar nas laterais, que nos custaram 30 Euros, cada, ou seja, é caro torcer em Madrid…
Passeando pelo entorno do estádio pudemos ver a polícia local, não tão a paisana como imaginávamos.
Algumas inteferências nos muros, mostram que Los Bukaneros estão na ativa há 20 anos, desde 1992 (21, agora). O site deles é www.bukaneros.org
Ainda antes de entrar, deu pra tirar uma foto do ônibus do GETAFE, pro Anderson, lá de Curitiba. A qualidade tá ruim porque tava bem escuro…
E enfim, chega o momento de conhecermos pessoalmente esse estádio, seu time e principalmente sua torcida…
A cena chega a ser engraçada. Eu e a Mari parados ali, em frente ao campo, por 5, 6 minutos, até que um cara da administração diz que não podemos ficar ali em pé… Mas o momento era mágico, merecia dedicação. Os Deuses do futebol capricharam em Vallecas!
Incrível como as fotos e os vídeos trazem tão pouco daquela atmosfera. Ok, sei que não sou um fotógrafo de primeira linha, mas mesmo assim. As imagens não traduzirão nunca o que as pessoas construiram em Vallecas.
Ficamos na segunda fileira de cadeiras bem perto do campo, como costumamos fazer, em Santo André. Nos sentíamos em casa e ali, ao nosso lado esquerdo, estava a torcida “Los Bukaneros” com seus cantos, faixas, bandeiras e animação.
E o jogo rolava ali, bem pertinho da gente.
Aliás, o time do Rayo está bom nesta temporada, e em especial nessa noite, eles jogaram muito, com muitas jogadas de linha de fundo, o que fez a gente estar bem perto da ação.
O melhor da ação é o momento do gol… O vídeo está bem realista com o que a gente estava vivendo… Estávamos em êxtase, sem saber pra onde olhar hehehe.
Nessa foto, dá pra ver o momento em que o estádio inteiro levanta seus cachecóis! Como é muito frio (ao menos nessa época), você quase não vê pessoas na arquibancada com a camisa do time, afinal estão com um monte de blusas por cima, mas os cachecóis estão sempre a mão. Essa noite estava uns 4 graus quando saímos para ir pro jogo.
Os cantos da torcida são sempre de apoio ao time criticando racismo, xenofobia e as atitudes da polícia.
Recentemente um jovem ativista de Vallecas, chamado Alfon Fernandes foi preso a caminho de uma manifestação e acabou se tornando o ícone da crítica à ação policial, tendo seu nome cantado pelas ruas e estádios. E quando a torcida manda mensagem, é assim:
Participamos de uma manifestação nas ruas centrais de Madrid e pudemos ver seu nome em várias faixas e nos adesivos que eram distribuídos.
Tirei muitas fotos da torcida, pois sei que não voltarei tão cedo para lá e quero muito guardar essa imagem na mente, principalmente das bandeiras com mastros, ainda permitidas por lá e que geram um espetáculo visual!
Dê uma olhada nas bandeiras em movimento:
Em campo, o time mandava bem e fazia 3×0. E a gente ali, acompanhando tudo…
A emoção era tanta que nem demos muita bola para um capítulo normalmente essencial: As comidas de estádio. Lembro que no bar, vendiam os tradicionais salgadinhos (destaque para semente de girassol que lá é vendida como amendoim), água, refrigerante (não reparei se tinha cerveja), mas flagramos uma galera que levou uma torta!!
Dando uma olhada para outros ângulos do Estádio, aqui, a galera que estava do mesmo lado nosso,mas lááá na outro lado, perto da linha de fundo.
Outro grupo tradicional presente no estádio são os “Pena Rayista Ultramarinos“, que eu não conheço, mas vi várias faixas. Se alguém souber, pode postar comentando…
A animação era tanta que nem vimos o GETAFE diminuir para 3×1.
E mais mensagens contra o capitalismo!
E mais festa…
Ahhhhhhh, 2013, futebol, rock e revolução em nossas mentes…
A torcida do GETAFE não compareceu. É um time de uma cidade próxima de Madrid, mas que não tem muitos torcedores.
O Rayo Vallecano conta ainda com um brasileiro no time, Leo Baptista, que na semana seguinte a este jogo acabou se lesionando.
Já no final do jogo, percebemos que o negócio era mesmo ter ficado lá no meio de Los Bukaneros, porque como em todo estádio, tem horas que a torcida dá uma “descansada” e ali no meio, a galera assistia sentada mais comportada…
Do outro lado, também vinham alguns gritos animados!
Para terminar, que tal cantar a tradicional música imortalizada pelo SKA-P, junto da torcida local?
Fechamos o ano de 2012 e abrimos 2013 com chaves de ouro. Tivemos a oportunidade de conhecer dois países da Europa que ainda não havíamos visitado: Portugal e Espanha.
Assim, nosso último jogo do ano, foi pela segunda divisão de Portugal (a segunda liga), no mítico Estádio da Tapadinha.
O jogo foi entre o time local, o Atlético Clube de Portugal e o Club Desportivo de Tondela, da cidade de Tondela, que fica há pouco mais de 250 km de Lisboa.
O Atlético jogou de azul escuro e amarelo e o Tondela de azul claro.
Aí está o ônibus do CD Tondela, para o meu amigo Anderson, de Curitiba, que curte esse lado “logístico” do futebol!
Preciso confessar, que embora eu já estivera na Europa antes, esse foi o primeiro jogo que assisti no Velho Continente.
E mesmo sendo uma experiência tão nova, a sensação não era muito diferente dos jogos pelas divisões de acesso no Brasil.
Havíamos chegado pela manhã, em Lisboa e a tarde fomos para o jogo. O Estádio da Tapadinha não é na região central, mas está há poucos quilometros dali, situado no Bairro de Alcântara. Essa é uma das ruas do bairro:
Outra coisa que acho bacana, são portas antigas e o bairro está cheio delas!
O Estádio fica numa região residencial.
Pegamos um metro até o lugar mais próximo do estádio e dali tomamos um taxi até o Estádio.
O Atlético Clube de Portugal foi um dos principais times o país até a década de 70. De lá pra cá, manteve o apoio do bairro, porém disputando a divisão de acesso.
Pelo que ouvimos dos torcedores locais, o Estádio da Tapadinha nasceu como campo de pelada, e era chamado como “Campo da Tapadinha”, por estar localizado junto à Tapada da Ajuda e no início nem grama tinha.
Com o tempo, o local passou por várias obras e melhorias até que em 1945, era inaugurado o Estádio da Tapadinha, num jogo entre o Atlético Clube e o Sporting, que terminou em 6×0 para os visitantes.
De lá pra cá, o estádio foi palco de muitas histórias de amor e dor, como são comuns ao futebol.
Neste dia em que estivemos presentes, o Atlético amargou mais uma derrota em casa, pô 1×0, com gol de um brasileiro, Carlos Eduardo…
O Estádio comporta 10.000 torcedores e não tem iluminação.
Uma experiência gratificante e única, sem dúvida. E o povo português mostrou-se bacana em relação ao time do bairro. Deu pra conversar com alguns torcedores e ver que o futebol de bairro está sofrendo assim como no Brasil…
Um detalhe que merece ser destacado é a ausência de fosso ou de qualquer grande obstáculo entre a arquibancada e o campo.
A Polícia está presente, mas apresenta-se de forma muito discreta, sem encheção de saco, mesmo com a presença da torcida visitante.
Falando rapidamente sobre algumas coisas de Portugal, vegetarianos, animem-se! A quantidade de produtos ofertados nos supermercados é enorme e é tudo muito gostoso!
Uma outra coisa interessante é a ação dos gêmeos em Lisboa, são vários prédios grafitados!
Para mais informações sobre a “Liga 2”, sugiro o site O GOL.
De lembrança, trouxe um cachecol, já que a camisa estava um pouco cara…
A 147a camisa volta a falar do rico futebol mineiro!
Foi presente do leitor e amigo Gustavo Vidal, que tem muito em comum comigo. O cara também é louco pelo futebol argentino e o time dele foi parceiro do meu caindo da série C para a série D do brasileiro, em 2012.
O time dele vem da cidade de Juiz de Fora, onde vivem mais de 500 mil pessoas e por onde corre o rio Paraibúna.
O dono da camisa é o Tupi F.C. e fica um abraço aos amigos que torcem pelo time, em especial, além do próprio Gustavo, ao Vitor Lima e o Tales (que me conseguiu algumas fotos).
A camisa deste ano foi feita pela Gsport (clique aqui para acessar a fanpage deles no facebook e comprar a camisa direto com eles), fornecedor de uniforme esportivo do Tupi.
O time nasceu em 1912, como Tupi Foot-Ball Club, segundo alguns pesquisadores, por dissidentes do Tupynambás Futebol Clube, o rival local.
O mascote do time é o Galo Carijó, homenagem a um de seus fundadores, Antônio Maria Júnior, conhecido como Carijó.
O time teve sua fase inicial marcada por amistosos e torneios locais, como a Taça Olinda de Andrade e o Torneio de Juiz de Fora.
Em 1931 veio a inauguração do estádio do Tupi, o Estádio Dr. Francisco de Salles Oliveira, ou apenas Salles Oliveira. Na época, o campo da equipe de Juiz de Fora era o maior e mais moderno de toda a Zona da Mata Mineira.
Vale destacar a participação no Campeonato Mineiro de 1933. A competição foi encerrada prematuramente, e o time ocupava a segunda colocação (se considerarmos os pontos perdidos). Na ocasião, o time venceu o “Palestra Itália” (denominação do Cruzeiro, na época) por 4×3.
Passou os anos 40 e 50 longe do Campeonato Mineiro.
Só nos anos 60, que o time voltaria a fazer história conquistando campeonatos e montando bons times.
Logo em 1966, montou um dos melhores times de sua história, que acabou conhecido como “O fantasma do mineirão”, graças às vitórias sob os 3 times da capital (Atlético, América e Cruzeiro) em amistosos, após conquistar, de forma invicta, o segundo turno do campeonato municipal.
No mesmo ano, disputou um torneio com Botafogo-RJ, Palmeiras e os três grandes de Belo Horizonte, terminando em primeiro lugar.
Isso lhe rendeu um convite para ir jogar contra a seleção brasileira (de Pelé, Garrincha e cia), empatando em 1×1, em partida realizada em Caxambu – MG.
Em 1969, novamente participou do Campeonato Mineiro e permaneceu na primeira divisão até 1973. Em 1975, conquistou o Campeonato do Interior. Aqui, o time do fim dos anos 70.
O time esteve presente em campeonatos durante toda a década de 80, com exceção de 1983. Em 1985 e 1987, foi campeão mineiro do interior. Essa foto, com Simão Saturnino (à esquerda) é de 1987:
Esse é o time de 1989:
Percebeu na foto acima quem está segurando a bola? Adil! Mais um craque a vestir a camisa do Tupi! O acidente que interrompeu a carreira do atleta foi em uma estrada que liga Juiz de Fora a Ponte Nova.
Nos anos 90, o time foi rebaixado em 1993, e a partir daí surge uma iniciativa de reunir os três clubes da cidade (Tupi, Tupynambás e Sport) formando a “Cooperativa Manchester de Futebol”.
Inicialmente, a ideia deu certo, e a Cooperativa conseguiu o acesso à primeira divisão, já em 1994.
Entretanto, no ano seguinte, a campanha foi decepcionante e o Manchester acabou rebaixado de volta à segunda divisão, acabando com a Cooperativa.
Em 1997, pela série C, já na fase final, o clube precisava ganhar apenas um jogo para chegar à série B, porém perdeu os três últimos jogos.
Assim, os anos 90 terminaram sem muita alegria para os torcedores de Juiz de Fora.
Os anos 2000 começaram vendo o time vencer o Módulo II, a segunda divisão mineira, em 2001.
Em 2003, o Galo Carijó foi novamente Campeão do Interior, chegando em terceiro lugar no Campeonato Mineiro, conquistando uma vaga para a Copa do Brasil, em 2004, onde logo de cara enfrentou o Flamengo, que só seria eliminado na final pelo incrível Santo André!
Outra contratação bombástica aconteceria em 2003: Muller.
Pela série C, foi eliminado em um jogo tumultuado contra o Bragantino…
Em 2004, o Tupi seria novamente rebaixado para o Módulo II.
O retorno se daria em 2006, ao ficar com o Vice Campeonato do módulo II, perdendo o título para o Rio Branco de Andradas.
No mesmo ano, o time anuncia uma contratação polêmica! Romário no Tupi!
Mas o baixinho teve uma passagem relâmpago, pelo time e segundo dizem “Treinou dois dias, foi para o JF Folia e depois foi embora”. Ao menos a presença do craque ajudou o marketing do clube!
Em 2007, mais uma boa campanha, ficando em 4° lugar no estadual.
Em 2008, novamente um ótimo Campeonato Mineiro, chegando no quadrangular final e novamente terminando em terceiro lugar.
Foi novamente campeão da Taça Minas Gerais garantindo mais uma participação na Copa do Brasil e na série “D”, de 2009.
Em 2011, nova conquista. Dessa vez, faturou a série D do brasileiro, subindo para a série C 2012.
E, como eu disse lá no princípio, em 2012 o time foi rebaixado para a série D.
Atualmente, manda as suas partidas no Estádio Municipal Radialista Mario Helênio, inaugurado em 1988 e que tem capacidade para 35 mil pessoas.
Falando um pouco das torcidas, a Tribo Carijó é uma das que estão sempre presentes.
Outras organizadas são a Império Alvinegro, a Tupinga e a Tupirados.
Mas, assim como no interior paulista, os torcedores comuns também são presença constante no estádio:
Pra quem curte hinos, esse é o do Tupi:
O time tem até um livro chamado “A saga dos Carijós”, lançado recentemente.
Dessa vez, falamos de outro gigante do futebol mundial, o Club Atletico River Plate. E com direito a uma camisa social, em homenagem ao seu retorno à primeira divisão.
O River é o time do nosso grande amigo Martin, lá de Buenos Aires!
Graças a ele, uma verdadeira enciclopédia do rock e do futebol, já estivemos algumas vezes no campo do River. Uma primeira vez, para conhecer o estádio e o museu (veja aqui como foi) e algumas vezes para ver o River jogar.
Aqui algumas imagens de quando vimos River x Velez, em 2011.
Como dá pra ver pelas fotos, o torcedor do River gosta de encher o estádio. E isso não foi diferente no ano passado, nem neste ano quando voltaram à elite do futebol Argentino. Pra nós, foi sem dúvida um grande prazer assistir os jogos do River.
O River é o time com mais títulos nacionais e obteve também várias conquistas internacionais, entre eles duas Copas Libertadores.
Embora tenha sua sede no bairro de Belgrano, sua torcida já está espalhada não apenas por toda Buenos Aires, como por toda a Argentina.
Manda seus jogos no Estadio Monumental Antonio Vespucio Liberti, o “Monumental de Núñez“, inaugurado em 1938.
Falando sobre a história do clube, o Club Atlético River Plate foi fundado em maio de 1901, no bairro de La Boca.
Contam que um de seus fundadores, Pedro Martínez, sugeriu este nome em homenagem às enormes caixas vindas da Escócia que chegavam no Porto de Buenos Aires com a inscrição “River Plate”.
Por isso mesmo, o Boca Juniors e seu maior rival, com quem faz o El Superclásico.
O time passou a disputar o profissionalismo em 1931, com o time:
O River ganhou o apelido de “Los Millonarios” porque numa época em que os times investiam pouco em atletas, o River fez algumas compras de peso para atrair ainda mais gente ao campo.
Em 1932, sagrou-se campeão Argentino com o time:
Os anos 40 marcaram um período de grandes conquistas e craques, a começar pelo lendário Alfredo Di Stéfano, que ajudou o time a montar a equipe conhecida como “a Máquina Millionária”.
Assim, conquistaram os títulos de 1941 (sobre o San Lorenzo), 1945 e 1947.
Os anos 50 trouxeram uma histórica marca ao time: conquistaram cinco títulos em seis anos: 1952, 1953, 1955 (conquistando o título em plena Bombonera), 1956, 1957, com uma equipe que tinha Ángel Labruna como grande ídolo:
E se o clube era um time vencedor em suas primeiras décadas de existência, os anos 60 trouxeram uma fase de vacas magras, sem um título sequer, perdendo várias finais, entre elas a da Libertadores de 1966, contra o Peñarol. Pra quem gosta de raridades, segue o vídeo completo desta partida:
O ano de 1968 foi marcado por uma tragédia que abalou o futebol argentino, resultando na morte de 71 torcedores durante um jogo entre River e Boca. A tragédia acabou virando um filme chamado “Puerta 12”:
Os anos 70 voltaram a trazer alegrias para a torcida Millionária, com a conquista de títulos e bom desempenho na Libertadores (como o vice campeonato de 1976). Além disso, começava a carreira no clube um jogador chamado Passarella, que ainda traria muitas alegrias ao time.
Os anos 80 também começaram com títulos e craques. Destaque para o goleiro Pato Fillol (com quem conversamos em Buenos Aires, veja foto abaixo), Tarantini e Diáz.
Kempes é outra lenda dessa época que ifcou ainda mais na minha memmória graças às histórias que ouvi do próprio Chicão (volante da seleção brasileira de 78, já falecido) sobre como foi marcá-lo na Copa da Argentina. Só pela foto abaixo dá pra imaginar como foi.
Novamente vieram campeonatos nacionais, mas o título que marca a década é a conquista da Copa Intercontinental de 1986, com o time:
É nessa década que chega mais um uruguaio que faria história no time: Enzo Francescoli.
A década de 90 foi ainda mais vitoriosa, com vários nacionais e uma Libertadores, em 1996 e a Supercopa Libertadores de 1997.
Chegamos aos anos 2000, e encontramos um River comemorando centenário em 2001 com uma ação inusitada da torcida: um bandeirão de mil metros levados em passeata do Obelisco até o Monumental onde jogaria contra o Peñarol. Anos depois, eles fariam uma bandeira ainda maior, veja:
Embora a vantagem de títulos nacionais sobre o Boca Juniors tenha aumentado nessa década, o River sofreu duas eliminações pelo rival na Libertadores.
Em 2008, chegaria ao título nacional de número 33. O ídolo que estava naquela equipe era outro uruguaio Sebastián Abreu.
De 2008 em diante, o River passou por uma má fase, chegando ao ponto mais baixo da história: seu rebaixamento, em 2011. Buenos Aires viveu momentos de terror, com torcedores destruindo tudo o que encontravam pela frente.
Entretanto, o retorno deu-se na temporada seguinte, com destaque para Leonardo Ponzio.
Para maiores informações, o site do time é http://www.rivermillonarios.com.ar .
Ah, a estrada… Incrível como existem opções de fugir, de viver, de viajar…
Dessa vez, a tal estrada nos levou à cidade de Porto Ferreira, para enfim conhecermos o belo Estádio Municipal, conhecido como Vila Famosa.
É lá que a Sociedade Esportiva Palmeirinha manda seus jogos.
O Estádio pertence à prefeitura municipal e já teve capacidade para mais de 8 mil pessoas, atualmente esse número foi reduzido para 5 mil torcedores.
O estádio pode ser pequeno, mas faz questão de ressaltar o time em todos os espaços possíveis, coisa que é difícil de se ver em muitos estádios.
Assim como toda a cidade de Porto Ferreira, a região do Estádio é bastante arborizada.
Infelizmente, não encontramos ninguém pra conversar sobre o campo ou sobre o time, mas pesquisando, descobrimos uma história bem bacana. Mas antes, sente o clima do role:
Em 1991, o Palmeirinha convidou o Corinthians, para um amistoso. O jogo serviria de inauguração da iluminação do estádio.
O time do Corinthians vinha com o goleiro Ronaldo, o volante Ezequiel e o meia Neto e demais jogadores, mas não é que o Palmeirinha honrou a rivalidade e venceu por 1 a 0?
O sistema de iluminação segue por lá…
As arquibancadas totalmente old school também seguem firmes. Quase firmes… A espera de novos desafios e torcedores.
E como esse mundo do futebol é cheio de coincidências, além do time ter o nome do principal rival do Corinthians, ainda é sede do Centro de Formação Chelsea, time que possivelmente enfrentará o alvinegro paulistano no mundial de clubes.
A bilheteria também parece ter saudades dos dias em que disputavam-se os ingressos…
Para maiores informações sobre o time, visite: www.sepalmeirinha.com.br.
A 143ª camisa de futebol do blog foi presente do amigo Chiquinho, que embora viva atualmente em Santo André, tem suas origens lá no Ceará.
O time defende as cores e a cultura do povo de Sobral.
Falamos do Guarany Sporting Club, o Guarany de Sobral! A origem do nome vem do Dr. Antônio Guarany Mont’Alverne, primeiro médico de Sobral nascido na cidade.
O time foi fundado em 1938 e seu distintivo lembra bastante o do Flamengo, seu uniforme também é rubro negro, entretanto essa camisa que eu ganhei é uma edição especial (pirata, claro hehehe) da terceira camisa.
O mascote do time é o Cacique do Vale.
Manda seus jogos no Estádio do Junco, com capacidade para 10 mil torcedores.
Encontrei algumas fotos do final da década de 40, quando o time disputava as competições amadoras da região:
A primeira conquista importante do time foi o campeonato 2ª Divisão do Estadual, em 1966, logo no seu primeiro ano de profissionalismo.
Assim, em 1967, passou a disputar a primeira divisão.
Em 1970, entrou pra história ao se tornar o primeiro time do interior a ganhar um turno do Campeonato Cearense, com o time:
Aqui, outra foto do time na década de 70:
Em 1999, nova conquista da segunda divisão do Cearense.
Em 2002, o time chegou ao ponto mais alto de sua história ao conquistar o acesso para o Campeonato Brasileiro Série B.
Em 2010, conquistou o acesso à série C, com o título da série D.
Em 2011, na série C, foi o 4º time que mais levou torcedores aos estádios no estadual.
Em 2012, está disputando a série C e teve um difícil campeonato estadual.
Possui quatro torcidas uniformizadas: a Força Jovem Guarany, a Guara-Raçam, a Torcida Alcoolizada Guarachopp e a Torcida Tribo do Cacique.
O hino do time:
Para maiores informações, o time possui o blog: www.caciquedovale.futblog.com.br e o site oficial: www.guaranydesobral.com.br
A 142ª camisa da coleção vem novamente da Bahia, de onde já falamos do Bahia e do Colo-Colo.
Desta vez, vamos falar do lado dos excluídos de Salvador, por meio do time do E.C. Ypiranga, o terceiro maior campeão do estado.
A história do Ypiranga começa em 1906, num tempo em que o estado da Bahia era bastante diferente do que é hoje.
Mas, nem tudo era assim tããão diferente.
Naquela época, assim como hoje, os jovens trabalhadores das classes mais baixas eram muitas vezes excluídos do convívio social e consequentemente da prática do futebol.
Foi para reunir esses jovens operários e suburbanos que, em 1904, surgiu o Sport Club Sete de Setembro. Dois anos depois, o clube daria lugar ao Sport Club Ypiranga.
O mascote do time é o canário.
Foi no Ypiranga que surgiu um dos primeiros heróis negros do futebol: Apolinário Santana, mais conhecido por Popó.
Ele começou sua carreira aos 14 anos, e aos poucos tornou-se um líder do revolucionário time do Ypiranga, lutando contra o racismo que povoava o mundo do futebol daqueles tempos.
Mas o time não era bom apenas no campo da ideologia revolucionária. Dentro de campo o time também empolgava e logo conquistaria o título de campeão estadual, em 1917, 1918, 1920 e 1921. Esse é o time de 1921:
Os anos foram passando e o time foi mostrando o poder da união proletária da cidade frente à elite que tanto abusou da escravidão e do antigo regime imperial. Vieram novos títulos estaduais em 1925, 1928, 1929, 1932 e em 1939, com o time:
A fase de glórias do Ypiranga caminharia até o título estadual de 1951, a última grande conquista do time canário.
Nos anos seguintes, o Ypiranga enfrentou forte crise, tornando-se apenas um coadjuvante nas disputas.
O time chegou por algumas vezes à segunda divisão, da qual saiu campeão em 1983 e 1990.
Como ponto mais triste, o time se afastou dos campeonatos profissionais só voltando a disputar a 2ª Divisão do Campeonato Baiano de Futebol em 2010, por meio de novos administradores.
Aqui, um vídeo do time de 2011:
Olha como eles estavam chamando a galera:
Entre sua torcida, um torcedor ilustre e destaca: Jorge Amado.
Para maiores informações sobre o time, o site oficial é http://www.esporteclubeypiranga.com.br/
O futebol já ajudou milhares de cidades a escrever seu nome na história do esporte nacional.
Entretanto, existem algumas que acabaram esquecidas pelo grande público, mesmo tendo seus momentos heróicos.
E foi em busca dessas histórias já desgastadas pelo tempo que fomos até Iracemápolis…
O futebol de Iracemápolis teve como principal representante o Clube Atlético União Iracemapolense, o CAUI, fundado em 1 de maio de 1946. Escudo vindo do incrível site Escudos Gino!
O time representava a cidade e tinha o apoio da Usina Iracema, atualmente pertencente ao grupo São Martinho.
O CAUI participou de nove edições do Campeonato Paulista de Futebol Profissional, entre a terceira e a sexta divisão, de 1986 a 1992, quando se desligou da Federação Paulista de Futebol.
O mascote do time era um Pé de Cana.
Procurando informações no Google, descobrimos o Estádio Municipal Alpino Pedro Carneiro, onde o time teria mandado seus jogos nos campeonatos profissionais, assim, fomos até a Rua Duque de Caxias para conhecer esse histórico campo!
Se o Estádio não tem uma boa fachada identificando seu nome, ao menos encontramos algumas placas comemorativas bem bacanas.
Embora a placa acima mostre a data de 1988, essa outra placa mostra que a conclusão do Estádio acontecera antes, em 1978:
O Estádio tem capacidade para 3.200 torcedores e está em boas condições, embora só receba partidas do futebol amador.
A arquibancada é de cimento, com pouco mais de 10 degraus e uma distância segura do campo, para a tristeza dos torcedores mais exaltados…
Aproveitei a presença do pessoal que jogava um baralho ali pra ouvir um pouco sobre o futebol local.
O que eu descobri é que a verdadeira “casa” do CAUI não era este estádio, mas sim um segundo estádio, localizado próximo da Usina Iracema, assim, nos despedimos desse belo templo do futebol e fomos em busca desse segundo campo.
E não é que encontramos mais um belo Estádio, o Dr. Dimas Cêra Ometto!!
Infelizmente ele também está dedicado apenas ao futebol amador, atualmente.
Mas já recebeu jogos históricos. Fuçando no site “Jogos Perdidos“, encontrei uma súmula de um jogo contra a A.A. Chavantense, de 1988.
E 1988 foi um ano especial para o CAUI, pois foi quando conseguiram o acesso para a série A3. Olha que belo quadro encontrei no bar do estádio!
Aliás, o bar do Estádio tem outra fonte de histórias incríveis, trata-se de Toninho e Neuza, que cuidam de lá e sabem bastante da história do futebol local.
Mostraram essa outra foto do time, já nos seus anos finais:
Segundo eles, esse é o time amador que mais joga (e bebe) atualmente no estádio:
Vale a pena um olhar ainda mais romântico para as arquibancadas, de madeira, do Estádio…
Os bancos de reserva também preservam em sua própria madeira a memória de décadas de futebol amador e profissional…
Outro ítem bacana do estádio são os vestiários:
O campo está em bom estado, como pode se ver:
Mais uma placa histórica:
Assim, marcamos presença em mais um santuário histórico do futebol! Antes que você pergunte, foi aqui em Iracemápolis que o Elano (atualmente no Grêmio, mas ex atleta do Santos e da seleção brasileira) começou sua carreira, mas pra mim, essa é uma história de menor valor local.
Ah, mas antes de irmos embora o nosso guia, o “Tio Lúcio” experimentou um pouco da culinária do estádio local (e aprovou!).
O Estádio fica perto da Usina Iracema, que ainda funciona a todo vapor, mas que já não apoia o futebol como outrora!
Missão cumprida, é hora de pegar a estrada de volta com direito a uma parada em um ponto especial, em Limeira, a “Casa de suco Pessatte”, onde por R$ 3 se bebe quanto suco natural de laranja quiser… Mais informações: http://www.pessatte.com.br/
Graças ao Lúcio, nosso guia, decidimos passar por alguns lugares tão próximos quanto pouco divulgados, a começar pelo Rio Piracicaba, ainda na cidade de Americana:
A barreira da represa de Salto Grande forma uma bela cena, há menos de 100km da capital…