4ª rodada da série A2 2026: derrota em Votuporanga

21 de janeiro de 2026.
Jogo no início de noite de uma 4ª feira, e infelizmente a distância não combina com o trabalho, impedindo a ida de boa parte da torcida do Santo André para a partida contra o CA Votuporanguense.

Pra quem não poder ir, não foi dia de estrada, de arquibancada ou de ingresso na mão. Foi dia de mesa de bar, TV ligada e celular acompanhando cada lance como se estivesse ali.
Decidimos resgatar uma antiga tradição da cidade e reunimos alguns torcedores no tradicionalíssimo “Buteko do Mazinho“.

O Buteko do Mazinho fica na rua das Hortências, 132 e faz parte da antiga geração de bares de Santo André.

Sem aquela visão 360º, restava comentar cada ataque e transformar cada erro naquela resenha típica de quem sofre junto há anos.

Entre uma cerveja e outra, o tempo parecia passar mais devagar.
A transmissão caía, o sinal oscilava, e a tensão só aumentava.
Torcer fora do estádio tem disso: a gente perde o cheiro da arquibancada, mas ganha a ansiedade compartilhada, o grito preso na garganta esperando a confirmação do lance, o olhar fixo na tela como se isso pudesse ajudar a bola a entrar.

Mas, claro que contamos com nossa torcida presente lá no Estádio entre eles o Arthur (@Umtorcedorqualquer) que fez esse vídeo:

E se não deu pra torcer lá no estádio, a gente fez da rua nossa bancada!

Infelizmente, o CA Votuporanguense, dirigido por Paulo Roberto, fez 1×0 no segundo tempo, placar final…

Torcer também é isso: estar longe, mas nunca ausente. Seja no Brunão, na estrada ou no buteko do Mazinho, o Ramalhão sempre arruma um jeito de juntar a gente.
E hoje, restou compartilhar a dor entre os presentes e torcer, como sempre, por uma nova recuperação, na próxima partida, em Limeira, contra a Inter.

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3ª rodada da série A2: a recuperação do EC Santo André

18 de janeiro de 2026.
Manhã de Domingo, jogo as 10hs, em pleno verão, mesmo sem o sol estalando nas nossas cabeças, a manhã apresentava aquele mormaço tradicional.
Mas nada disso interessa, o foco é a vitória no difícil jogo do Santo André contra o XV de Piracicaba.

Em campo, o Ramalhão procura sua reabilitação e por isso, sempre bom ver que o Santo André pode sempre contar com sua torcida.

E lá vamos nós para a 3ª rodada, em busca da nossa primeira vitória…

Não dá pra negar que a goleada sofrida em casa contra o Monte Azul, fez diminuir o número do chamado “torcedor comum”, aquele que frequenta as arquibancadas do Brunão com menor frequência.

Assim, não foi dia de ter grande presença da torcida, mas quem foi…
Foi pra torcer!

Ainda que todo mundo estivesse esperando uma resposta depois da última partida, a postura da torcida foi de apoio e não de cobrança. O desejo era simples: competir, reagir, mostrar que o Ramalhão ainda estava vivo na A2.

A torcida do XV também chegava com a mesma expectativa, visto que o time de Piracicaba também não começou empolgando…

Essa série A2 não tem jogo fácil… Parece que toda partida é uma decisão e exige atenção total!

O jogo começou travado, calor castigando, bola presa no meio.
O Santo André tentava, mas errava o último passe, ou parava no goleiro.

Só quem não parava era a Fúria Andreense, conhecida por cantar os 90 minutos!

No fim das contas até que estava um clima de jogo com a arquibancada com bastante gente…

O Santo André se mostrava mais precavido, apenas atacando na certeza, mas transmitindo mais segurança na defesa.

As bolas paradas buscando o cabeceio eram a principal investida dos donos da casa.

O primeiro tempo acabou virando no 0x0, deixando uma pulga atrás da orelha no torcedor local… Será que é hoje que teremos nossa primeira vitória? Ou mais uma vez o “fator casa” não vai fazer sentido?

Antes do reinício do jogo, mais um papo do time ali no meio campo.
Tem que dar certo!

O segundo tempo começou com o Santo André se arriscando mais e consequentemente, abrindo chances para os contra-ataques do XV de Piracicaba, que chegou a assustar perdendo uma chance clara, assustando o lado azul do estádio…

Já ressabiados pela última partida, houve quem temesse o pior, mas o futebol, de vez em quando, resolve mudar a história e aos 35, a bola sobrou para quem mais precisava. Miguel Ribeiro. Cria da base.
O mesmo menino que dias antes tinha saído da Copinha com o peso de um pênalti perdido. Chutou, a bola explodiu na zaga e voltou, e na segunda chance ele bateu sem medo.
Gol. Explosão. Alívio. Grito preso há dias.

Não foi só um gol.
Foi resposta, foi respiro, foi justiça.
Três pontos que valem mais do que a tabela mostra.
Vitória que tira o time do sufoco e lembra todo mundo por que a gente segue vindo.

Porque o Ramalhão é isso.

Jogo difícil, torcida fiel e, às vezes, o futebol resolve recompensar quem não desiste…

Com o 1×0, o time se animou e veio pra cima em busca do segundo gol…

O jogo foi se aproximando do final e, claro, nunca é tranquilo, mas até que o time conseguiu segurar bem sua primeira vitória para a alegria da torcida Ramalhina!

Fim de jogo! O Santo André consegue fazer valer o mando de jogo e derrota um difícil e tradicional adversário!

O time mantém a proximidade com a torcida e celebram juntos essa vitória!

Até foto com a torcida deu pra fazer…

O pessoal da TV Ramalhão fez um vídeo bacana dos bastidores da partida, se liga:

Abraço para os amigos que seguem acreditando nesse time!

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A triste eliminação do Ramalhinho da Copa SP 2026

Quinta feira, 15 de janeiro de 2026.
Um dia após o time profissional ser goleado por 4×0 em casa pelo Monte Azul, é hora de reencontrar os amigos e amigas, juntar os cacos e usar o que sobra da voz (em 14 dias já são 6 jogos com presença da torcida) e voltar até a Arena Ibrachina não só para mais um jogo, mas para o segundo mata-mata de Copinha.

Era pra ser uma tarde de sonho.
Havia no ar aquela esperança silenciosa de quem sabe que, no futebol, tudo pode acontecer, inclusive repetirmos 2003 e nos tornarmos novamente campeões da copinha!

Só que tudo começou muito mal…
Logo aos cinco minutos, escanteio, bola na área e o Ibrachina abriu o placar, com Enrico…
Aquele gol cedo deu um baque.
Claro que a arquibancada sentiu, e claro que o time sentiu.
Mas mesmo assim, ninguém deixou de cantar, nem de correr em campo.
Porque Copinha é isso: se não empurrar, acaba antes da hora.

O primeiro tempo passou com o Santo André tentando se impor atrás do empate e fazendo da raça sua maior inspiração. Até uma falta na trave a gente mandou…

O Ibrachina, organizado, e pela primeira vez jogando com uma grande torcida ao seu lado, parecia confortável…

Mas a nossa bancada é mesmo incrível… Ou todo mundo tem o Ovídio na bateria?

A gente foi pro intervalo com aquele misto de preocupação e fé teimosa que só o torcedor entende.
A chuva já caía em volume suficiente pra encharcar, teve até quem achou um camarote para se proteger da chuva…

E o Santo André apareceu para o segundo tempo da mesma forma que sempre: unido em torno de um ideal e ouvindo o que o nosso treinador Alexandre Seichi tinha de proposta para os 45 minutos finais.

E logo no começo, Maycon recebe uma bola na entrada da área, limpa o zagueiro e bate de longe para empatar…

Gol do Ramalhinho. Alívio.

Grito preso na garganta que saiu de uma vez só.

Ali, por alguns minutos, parecia que tudo podia virar. O time cresceu, criou chances, competiu de igual pra igual.

O Ibrachina também teve as suas. Jogo aberto, tenso, daqueles que fazem a gente esquecer o resto do mundo. Já nos últimos minutos uma expulsão pro lado do Ibrachina que, caso fosse mais cedo poderia ter facilitado a virada do Santo André

O placar parece ficar mesmo no 1×1, deixando a torcida ainda mais nervosa…

Mas o apito final veio sem mais gols. Pênaltis.

Agora estamos todos juntos, mais que nunca…

E pênalti, a gente sabe, não é só técnica. É cabeça, é perna pesada, é pressão.

Será a hora de Kauan brilhar?

Após acertos nas primeiras cobranças dos dois times, Miguel (ex Ibrachina) perdeu a segunda do Ramalhão e foi como uma bolada no estômago…

O Ibrachina foi perfeito nas batidas.
5×3.
Fim de jogo.

Fim do sonho do bicampeonato.
Doeu porque o time lutou, porque buscou o empate, porque esteve vivo até o último momento.
E também porque esse elenco e nosso treinador tem uma paixão pelo time e pela torcida que dá gosto de se ver…
Saí da Arena Ibrachina com o coração pesado, mas com respeito pelo que foi feito em campo.
A Copinha é cruel, mas também ensina.
Fica a frustração, fica o orgulho de ter estado lá, apoiando até o fim.
E fica a certeza de que usar a camisa do Ramalhão é carregar uma história que a gente nunca abandona…

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Santo André 0x4 Monte Azul: desastrosa estreia do Ramalhão em casa…

14 de janeiro de 2026.
Era pra ser diferente.
Primeiro jogo do ano em casa, torcida mobilizada, arquibancada cheia no Bruno José Daniel, clima de recomeço.

Depois do 3×3 na estreia, a gente veio pra ver o Santo André dar sequência ao bom começo que sentimos na Javari. E acredito que o time também tinha esse plano ao entrar em campo.

Depois de muita luta, finalmente voltamos a jogar a noite!

Até um sapo foi retirado de dentro do estádio, simbolizando para alguns o possível “fim da zica”. Será?

Houve ainda o início da segunda etapa do projeto “Brunão raiz” tentando ocupar aquele lado da arquibancada com faixas e bandeiras que deu uma cara bem bacana a essa lateral da entrada do estádio.

A relação entre time e torcida começou o ano muito bem graças, principalmente à figura de Sérgio Soares que aproximou os dois lados como só um apaixonado por futebol e pelo Ramalhão poderia fazer. Até fogos de artifício a torcida bancou para receber o time…

Assim, o resultado foi uma bancada com um bom número de torcedores e um clima de jogo como há muito não se via!

Porém, faltou combinar com o adversário… jogo mal começou e o Monte Azul já parecia mais ligado.
Numa falta sem muito perigo, a bola sobra limpa na pequena área depois de uma falha que não podia acontecer. Wallace empurra pro gol e, de repente, todo aquela esperança da arquibancada começou a virar dúvida…

O Santo André até tentou reagir, mas tudo parecia difícil.

Apoio da arquibancada, não faltou em nenhum dos mais de 90 minutos de jogo.

Até que o time tentava criar, mas sabe aquelas noites em que tudo dá errado?
Pois é… E. a torcida ramalhina não merecia isso… Era pra ter sido diferente…

O meio não encaixava, a bola não ficava.
E quando o Monte Azul chegava, chegava com perigo.
Aos 27, bola levantada na área, Wallace sobe no meio da zaga e faz o segundo.
Dois a zero antes do intervalo, e a sensação era de que o jogo estava escapando rápido demais.

No segundo tempo, ainda havia esperança de uma reação. O time voltou mais ligado, mas…

A sensação de que haveria um milagre durou pouco. Contra-ataque, pênalti. Wallace bate, faz o terceiro e completa o hat-trick. Aí doeu de verdade.
Doeu porque dava pra ver que o time sentiu, e a torcida também.
E essa noite, era pra ter sido diferente…

Pra piorar, ainda teve mais um pênalti. Aruba converteu e fechou o placar. 4 a 0 em casa, no primeiro jogo do ano, com a gente tentando empurrar o time do começo ao fim.

O que fica é aquela frustração pesada de quem se mobilizou, acreditou, chamou gente pro estádio e saiu sem resposta.
Não é só a derrota é a forma.
Porque começo de temporada é quando a gente quer sair acreditando.
E dessa vez, ficou a dor e a cobrança.
Não há muito o que se falar… Uma noite atípica? Azar? Culpa do sapo?
Só o time pode responder, e em campo, na próxima partida, contra o XV de Piracicaba…

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EC Santo André 3×0 Ferroviário AC: Ramalhinho avança à segunda fase da Copinha 2026

Sábado, 10 de janeiro de 2026.
Manhã de forte calor na Ibrachina Arena. E fortes emoções…
Depois de 2 empates, o Santo André entra focado na classificação…

Enquanto o time do Ferroviário se concentra, os meninos do Ramalhinho posam pra foto:

Depois é hora de inverter os papeis: concentra-se o Santo André…

E sai na foto o Ferroviário!

Tudo pronto…

Ainda que a capacidade da Ibrachina Arena seja pequena, é bacana ver que a torcida do Santo André esgotou os lugares destinados a ela!

E começa a partida!

Torcida e time jogam juntos!

O resultado é que logo aos 9 minutos do primeiro tempo, o Santo André fez 1×0 com Emerson, após um lindo corta-luz do camisa 11 Emmanuel!

E se é gol do Santo André…. Uh Ramalhão!!!

Sente o clima da Ibrachina Arena:

Mas o primeiro tempo se transforma em uma verdadeira batalha. Várias faltas e o gramado artificial quente ao extremo cobram seu preço nos meninos..

O Santo André ainda tenta ampliar o placar, mas a equipe do Ferroviário está bem postada!

Termina o primeiro tempo e é hora da foto do nosso pessoal, sempre presente!

O calor deu uma baqueada na galera….

Poucos toparam deixar o lugar na sombra!

O segundo tempo começou difícil e só foi se resolver com o 2º gol aos 32 com Murilo Leite.

Aos 49 do segundo tempo, Emmanuel ainda marcou o terceiro gol para a festa azul e branca!

É fim de jogo!!!

Festa entre o time e a torcida!

Enquanto todos comemoram, uma cena de agradecimento arrepiante!

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A Associação Caboverdeana do Brasil está em festa!

A seleção de Cabo Verde se classifica para a Copa do Mundo 2026

Em outubro de 2025, o futebol teve mais um tabu quebrado: Cabo Verde, os “Tubarões Azuis”, entrou para o hall das seleções que garantiram vaga inédita para a Copa do Mundo de 2026.

Para termos ideia de como a notícia repercutiu entre o povo caboverdeano, fomos, eu, Artur e a Luca, até a sede da Associação Caboverdeana do Brasil, que fica em Santo André para conversar um pouco com o pessoal!

Pra começar, vamos conhecer o pessoal que nos recebeu tão bem lá na Associação:

A sede da ACB (Associação Caboverdeana do Brasil) é muito legal e cheio de imagens que resgatam um pouco da cultura do país.

Muitos não sabem, mas Cabo Verde foi colônia portuguesa e por isso tem como língua oficial o Português, mas ainda assim é muito pouco conhecido no Brasil.
Porém, a vitória contra a seleção do Essuatíni, na última rodada das Eliminatórias fez com que as coisas mudassem demais!

E a gente entrou no clima!

Mas o pessoal da ACB tem muita história pra dividir com a gente, não só sobre o futebol mas como se deu a vinda dos caboverdeanos para o Brasil:

A presidente da Associação também esclareceu um pouco mais sobre a cultura caboverdeana e as semelhanças e diferenças com a cultura brasileira.

Também descobrimos que existe uma Associação em Santos:

E deu pra falar de futebol local também e aprender que o processo de imigração é a base da atual seleção de Cabo Verde

A conquista da seleção de futebol de Cabo Verde representa um dos capítulos mais inspiradores do futebol africano.
O país, formado por um pequeno arquipélago no Atlântico, iniciou sua trajetória internacional em 1978, após a independência de Portugal.
E você conhece esse arquipélago?

O papo rendeu, deu pra perguntar sobre questões mais difíceis como racismo…

E finalizamos o nosso papo ouvindo um pouco do dialeto crioulo!

Por décadas, Cabo Verde enfrentou limitações estruturais e econômicas, mas construiu uma identidade marcada pela garra e pelo talento de jogadores espalhados pelo mundo.
O ponto de virada veio nos anos 2010, com a primeira participação na Copa Africana de Nações em 2013, quando surpreendeu o continente ao chegar às quartas de final.

Importante ressaltar que com a classificação para a Copa de 2026, Cabo Verde tornou-se a segunda menor nação a qualificar-se para uma Copa do Mundo, (população de pouco menos de 525.000 pessoas) superada apenas pela Islândia (cerca de 334.000 pessoas) que disputou a edição de 2018, na Rússia.
Fica nosso agradecimento ao pessoal da ACB e um abraço especial pros jovens Artur e Luca que fizeram o rolê acontecer!

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Um breve olhar sobre o futebol no Afeganistão

Recentemente, tivemos em Santo André uma feira de cultura do Afeganistão e eu achei incrível a oportunidade de poder conhecer um pouco do povo que nasceu tão longe e atualmente, por problemas sociais, políticos e até religiosos, está vivendo no nosso país.
Olha que bacana!

Nova formação do Visitantes?
Não, não, só um papo intercontinental sobre música.

E olha cada coisa gostosa…

Além de experimentar várias comidinhas deliciosas e de trocar um monte de ideia sobre cultura em geral, acabei registrando um papo sobre futebol com um dos afegãos que estiveram ali, se liga:

É difícil falar sobre o futebol sem tentar minimamente entender a história do país.
Devido à sua localização estratégica ligando o Oriente Médio à Ásia Central e ao subcontinente indiano, o território do atual Afeganistão foi um ponto essencial para a rota da seda e para a migração humana, sendo ocupado por diversos povos.

Seu território sempre foi muito disputado desde a antiguidade até os dias atuais.
A história moderna do Afeganistão começa em 1709, com a ascensão dos Pachtuns (ou “pastós”) ao poder em 1747.
Em 1776, sua capital foi transferida de Candaar para Cabul.
No final do século XIX, o Afeganistão acabou servindo de divisa “neutra” entre os impérios britânico e russo, por isso essa parte mais estreita, porém longa no lado leste do país.

O Reino do Afeganistão, por vezes referido como Reino de Cabul, foi reconhecido como um estado soberano pela comunidade internacional após a assinatura do Tratado de Rawalpindi em 1919.
Mas provavelmente você já viu alguma coisa referente à história do país e nem lembra, como por exemplo o livro “O livreiro de Cabul”. Ou veja aqui uma lista de 10 filmes sobre o país.

Após a segunda guerra, a guerra fria teve um desdobramento importante no país: a União Soviética passou a se relacionar mais intensamente com o Reino.
Em 1973, a monarquia foi derrubada pelo grupo do general Sardar Mohammad Daoud Khan (esse da foto abaixo), primo do rei Mohammad Zahir, e a URSS torna-se forte aliada da recém formada República com a promessa de maior democracia.

Porém, aos poucos, os EUA foram se reaproximando do governo o que culminou em um novo golpe, em 1978, dessa vez dado pelo partido comunista local, fazendo a URSS voltar a ter protagonismo no Afeganistão.
E para evitar futuros problemas e a sensação de incerteza política, os soviéticos decidiram ocupar o país em 1979.

Nem toda a população local curtiu esse movimento, principalmente os grupos extremistas islâmicos que criou uma resistência armada por meio de guerrilhas, como o grupo Mu Jahedin.

E adivinha quem apareceu para apoiar estes guerrilheiros com armas, treinamentos e grana? Se você disse Estados Unidos da América, acertou!
Aliás, um dos que receberam essa ajuda foi um cara chamado Bin Laden

Para os americanos, tudo valia a pena desde que barrassem o crescimento da influência soviética no mundo.
E acabou dando certo, pois em 1989, a União Soviética decide tirar suas tropas do Afeganistão, mas o que se viu na sequência foi uma verdadeira guerra civil.

Cara, que povo sofrido… É tiro de todo lado!
Era um caos a situação pós União Soviética, mas as coisas ainda iriam piorar: um grupo miliciano dos Mu Jahedin formado por pachtuns conseguiu chegar ao poder em 1996.
Era o nascimento do talibã e com ele um novo tipo de governo, legislado pela sharia, uma lei baseada em uma interpretação “beeem particular” do islamismo, bastante antidemocrático, fortemente bélico e que representaria um regresso no tipo de vida que o povo afegão vinha levando.

Só pra exemplificar e citando matéria e foto do G1 (veja aqui), o talibã proíbe música, maquiagem e que as meninas de 10 anos ou mais vão à escola.

Porém, as coisas iriam mudar drasticamente com o ataque às torres gêmeas nos EUA em 2001 pelo grupo Al-Qaeda.
Os americanos declararam guerra ao terrorismo e o líder do grupo Osama Bin Laden tornou-se seu principal alvo, como mostrou a capa do “New York Post” de 18 de setembro de 2001:

Tentando fugir dos seus perseguidores, adivinha para onde fugiu Osama Bin Laden? Para o Afeganistão.
Assim, dando sequência à “Guerra ao terror”, os EUA invadem o Afeganistão e retiram o talibã do governo.

Porém, assim como aconteceu com os soviéticos, os americanos passaram anos ocupando o país e enfrentando guerrilhas e atentados realizados pelo talibã.

O custo financeiro e também das vidas perdidas, fez com que, em 2014, o então presidente Barack Obama decidisse começar a retirar suas tropas do Afeganistão.
Na sequência, Donald Trump iniciou negociações diretas com o próprio talibã para negociar o futuro do país com a saída do exército americano.
Somente no governo de Joe Biden, em 2021, a saída das tropas se deu na prática.
Imediatamente o talibã atacou o “governo” e voltou ao poder, para o desespero da população local que tentou de todas as maneiras fugir…

O país volta a se chamar Emirado Islâmico do Afeganistão.

Para um resumo de toda essa história, recomendo o vídeo abaixo

A atual retomada do poder pelo talibã, significa voltar um cenário desolador, prejudicando diversas atividades culturais, entre elas o futebol.

Contextualizando a história do futebol, chegou a existir uma seleção nacional ainda nos anos 20 (veja foto abaixo), e a Federação Afegã foi criada em 1922, filiada na FIFA em 1948, e na Confederação Asiática de Futebol desde 1954, sendo um dos seus membros fundadores.

O primeiro clube de futebol afegão foi o Mahmoudiyeh FC, fundado em 1934.
Depois surgiu o Ariana Kabul FC, em 1941.
De 1946 a 1955 existiu a Liga de Cabul (Kabul Premier League), que teve um único campeão em suas 10 edições: o Ariana Kabul FC.
A Liga não foi disputada de 1956 a 1968, retornando na temporada 1968/69 com dois clubes (Habbibiya e Pas Cabul) e a partir de 1978 com 16 clubes.
A partir de 1984, com a intervenção soviética não houve mais disputa.
Depois, sob o domínio talibã, o futebol era permitido, mas a popularidade deste esporte foi explorada para espalhar propaganda, a ponto de usarem os estádios para realizar execuções públicas na frente de milhares de espectadores nos intervalos dos jogos.

O regime também proibiu mulheres de praticarem esportes, o que levou a protestos de muitas atletas e à saída do país da ex-capitã da seleção afegã, Khalida Popal, em 2011.

Com a queda do talibã em 2001, a Federação volta a atuar com afinco.
A Seleção Afegã de Futebol vence o Campeonato da Confederação Sul-Asiática de Futebol (SAFF) de 2013.

Em 2012, uma nova Liga do Afeganistão foi fundada, a Afghan Premier League (APL), também conhecida como Roshan Afghan Premier League.

Sob ocupação dos EUA, o american way of life chegou ao futebol: um reality show chamado Maidan e Sabz definiu pelo público da tv os atletas que compuseram as oito equipes, cada uma representando uma região no Afeganistão, a disputar o Campeonato Nacional a partir de então.
Veja um dos capítulos:

Então, vamos conhecer os 8 times, começando pelo Shaheen Asmayee FC.
“Shaheen” significa falcão, enquanto “Asmayee” refere-se às majestosas Montanhas Asmaye que dominam o horizonte da capital, Cabul.

Shaheen Asmayee representa Cabul, a capital do país, onde vivem mais de 5 milhões de habitantes.
Conquistou 4 títulos da Premier League Afegã (2013, 2014, 2016 e 2017), este é o time de 2013:

Outro time é o Toofan Harirod.
Toofan significa “Tufão” e Harirod é o nome do rio com mais de 1.100 quilômetros de comprimento, que flui até a fronteira iraniana, dividindo os dois países.

Toofan Harirod representa a zona ocidental do país e foram os primeiros campeões da Afghan Premier League (APL) em 2012.

Encontrei até uma foto de uma torcedora no campo:

Falemos agora do Simorgh Alborz, que representa as províncias do norte. Simorgh é o nome de uma ave mítica e Alborz é o nome da cordilheira presente na região.

O Simorgh Alborz foi vice-campeão da APL de 2012 e 2013.

Já o Oqaban Hindukosh, tem seu nome em homenagem à cordilheira Hindukosh que serve de casa para as grandes águias do Afeganistão (Oqaban).

Mawjhai Amu representa o nordeste do Afeganistão.
Amu é o nome do rio que se estende desde as montanhas de Pamir até o Mar Aral, fazendo fronteira com o Tajiquistão, Uzbequistão e Turquemenistão.
Mawjhai significa “onda”.

Representando a região oriental do Afeganistão, temos o time do De Abasin Sape.
Abasin é o nome Pashto do rio Indus, que alimenta muitos pequenos rios no Afeganistão. Sape é uma palavra de Pashto que significa ondas.

Representando as Montanhas Spinghar, as Montanhas Brancas, na parte oriental da cordilheira Hindukosh temos o Spinghar Bazan.
Bazan significa falcões, muito comuns pelo Afeganistão, especialmente nos climas montanhosos mais frios.

A 8ª e última equipe, representa as províncias de Kandahar, Nimroz, Helmand, Zabul e Orozgan: De Maiwand Atalan.
Seu nome vem de uma famosa aldeia no norte de Kandahar chamada “Maiwand”, conhecida pela Batalha de Maiwand, durante a Segunda Guerra Anglo-Afegã e complementado com o “Atalan”, que significa “Campeões”.

Seria lindo acabar por aqui com você imaginando quanta pujança no Campeonato do Afeganistão, mas…
A volta do talibã, em 2021 trouxe uma série de mudanças, a começar pelo nome do campeonato, que passou a ser Afghanistan Champions League.

Um fato triste é que um ex-jogador da seleção de base do Afeganistão, Zaki Anwari, que tentava fugir do país agarrado a um avião acabou morrendo…

Antigos clubes foram reativados no lugar daqueles criados durante a ocupação americana, e uma tentativa de usar o futebol como propaganda de que o talibã está menos agressivo. Será?
Os times atuais são o Attack Energy:

O FC Sorkh Poshan

O Istiqlal_FC

E o Abu Muslim, entre outros…

Aqui, a classificação final do campeonato de 2022:

Mas se o talibã voltou, também temos viva a luta da eterna capitão do time feminino Khalida Popal!
Vivendo como refugiada na Dinamarca, ela voltou a desafiar o sistema do talibã com o objetivo de resgatar meninas e mulheres atletas do próprio país.

Montou uma organização muito legal: a Girl power! (clica aí e confere)
Ela escreveu um livro que eu ainda quero ler: My beautiful sisters

Eae? Você já sabia algo do Afeganistão?
O post ajudou? Ou você nem chegou a ler essa última linha?
O mundo é enorme!

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EC São Bernardo 3×0 EC Meia Noite (Patrocínio Paulista)

Sábado, 5 de julho de 2025.
É hora de conhecer um novo time: o Esporte Clube Meia Noite, de Patrocínio Paulista!

O EC São Bernardo ainda não teve o Estádio do Baetão devidamente reformado e por isso está mandando os jogos do sub 20 em Santo André.

Aproveitamos a oportunidade para bater um papo com um dos diretores da SAF do clube: Edson Faleiros.

Já havíamos entrevistado o pessoal do Meia Noite junto do Ruben do @1902futebol:

A grata surpresa foi a presença de público do time visitante!

Em campo, o Cachorrão mostrou sua força e venceu a equipe do EC Meia Noite, de Patrocínio Paulista por 3 a 0. Olha aí que golaço!

Tristeza para os torcedores visitantes…

Abraço pro amigo Nilton!

Curte aí o clipe que montamos desse jogo!

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EC Santo André 0x3 Ferroviária

Quartas de final do Campeonato Paulista Sub15

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EC Santo André 0x2 AD São Caetano – Copa Paulista 2025

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