O acesso do Pouso Alegre FC à série C

Sábado, 27 de agosto de 2022.

Em uma manhã que se iniciou com um papo citando Albert Camus e sua visão sobre a imprevisibilidade e improviso do futebol, onde cada partida é uma história única, nos dirigimos até Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, para acompanhar um jogo que sem dúvida seria inesquecível para a torcida local!

Chegamos à cidade na hora do almoço e após de um rolê pelo centro, conhecendo o mercadão e a tradicional praça da igreja, fomos para o estádio.

O rolê contou com a presença ilustre do amigo Mario Casimiro Gonçalves, autor do livro sobre o Atibaia SC e grande colecionador de camisas e experiências de futebol.

Chegando cedo, deu pra conhecer a loja oficial do time, a “Shop PAFC” (e que pode ser acessada pela Internet, clique aqui!). E que loja!

Na loja, também deu pra ver fotos históricas das conquistas do Pousão:

Graças a ajuda do treinador Paulo Roberto e da Tatiana da secretaria do clube (muito obrigado aos dois!!), conseguimos comprar antecipadamente nossos ingressos e assim foi só passar lá na loja e retirá-los.

Olha o clima na entrada do jogo:

E nós podemos dizer que tivemos um dia incrível ao fazer parte desse momento histórico do Pouso Alegre FC!

Logo na entrada do Estádio, o busto de Alberto de Barros Costa Filho nos deu as boas vindas!

A chegada do público impressiona…. Será que teremos os 15 mil torcedores, que era o desafio proposto pela diretoria?

Olha aí a TOPTorcida Organizada do Pousão:

Rolou até uma banda de pagode em plena arquibancada do Manduzão:

O time local entra em campo e a torcida local mostra sua força.

Teve direito até a fumaça rubro-negra:

O amigo Mário também fez alguns registros desse momento de festa na bancada, confira:

Eu acabei registrando o momento ali de dentro da nuvem…

E teve tirantes também colorindo a bancada:

Em campo, o ASA de Arapiraca começou melhor, até porque precisava reverter um placar bastante adverso, já que perdeu em casa por 2×0.

Mas a torcida local estava mesmo insana…

Fui dar um rolê pelo estádio pra registrar a incrível presença do público:

Aqui, a outra organizada do time, a Dragões do Mandu:

A torcida do ASA de Arapiraca merece menção especial, afinal mesmo com um placar extremamente contrário, compareceram em pelo menos 2 ônibus, desafiando os milhares de quilômetros até a cidade do sul de Minas Gerais. Parabéns à Mancha Negra!

Cantaram durante todo o primeiro tempo e mesmo quando o time levou o gol do Mandu, mantiveram seu apoio.

Ao menos ganharam um por do sol lindo!

Ao retornar para o nosso lugar, deu pra conferir que o estádio estava praticamente lotado!

E a gente pode dizer que participou dessa festa!

Mas, como já disse acima, aos 34 minutos do primeiro tempo Neto Paraíba fez o que todos esperavam: Gol do Pousão e a torcida vai à loucura!!!

Do outro lado, as cadeiras cobertas também estavam repletas!!

É sempre um orgulho em estar ao lado de uma festa tão bacana! Tomara que a cidade siga nesse apoio nos próximos anos!

E teve bexiga colorida, teve bandeira…

Não vejo a hora da liberação das bandeiras de mastro aqui em SP, olha que visual lindo:

E não parava de chegar gente….

Olha o bandeirão da Dragões!

O time do ASA de Arapiraca se mostrou um adversário valoroso! Não entregou fácil a partida. Correu o tempo todo e perdeu até algumas chances que poderiam ter transformado a festa em um drama!

Mas a gente estava ali pela festa 🙂

O Mário até agora não entendeu porque esse avião passou 8 vezes pelo campo. Foi pra ver a festa, Marião!!!

Começa o segundo tempo e, embora o sol se vá, a vibração na arquibancada segue a mesma!

Rolou até a brincadeira com os celulares..

E o estádio ganhou um aspecto diferente…

Com o placar assegurando o acesso, foram começando a aparecer provocações ao adversário…

Decidimos ir próximo do banco de reservas para acompanhar o momento de acesso próximo do treinador da equipe Paulo Roberto!

E olha aí o maestro!!

Momentos finais da partida e o ASA de Arapiraca ainda tenta encontrar seu gol de honra…

Só falta o apito final pra festa começar…

Minutos antes do fim do jogo a torcida local se emociona:

E é fim de jogo! Parabéns Pouso Alegre FC, vc está oficialmente na série C 2023!!

Tem bandeirão? Siiiim!

Tempo de festa mas de se manter o foco não só pra sequência do campeonato, como também para o futuro do time que terá um 2023 cheio de compromissos!

Ao fim da partida, o jogador Foguinho veio até o alambrado dar um alo pra torcida e ganhou um presente de um torcedor mirim.

Um último olhar para esta tarde tão mágica e tão única quanto diria Albert Camus!

Ao término do jogo até o Mickey se rendeu ao Mandu….

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O Estádio da Ilha do Retiro – A casa do Sport Recife

E das águas claras dos arrecifes, que dão nome à cidade, seguimos com a última parte de nossa breve passagem pela linda capital pernambucana.

Como foi nossa primeira vez pelo estado de Pernambuco, nos rendemos aos passeios mais óbvios e básicos e até mesmo por aqueles rolês que são quase uma “pegadinha pra turista”, que incluem cidades que atualmente devem ter mais reclamações do que agradecimento aos turistas.

Se você nunca esteve em Pernambuco, eu diria que está na hora de conhecer não só as praias, mas as diversas cidades e a cultura desse estado tão importante pro Brasil.

Pra mim, a imagem que marcou esse rolê era a vista do nascer do sol. Usei isso durante algumas semanas como incentivo pra ter ânimo de voltar ao trabalho hehehehe.

A única tristeza foi ter perdido o boné com a bandeira de Pernambuco que eu comprei num camelô… Pior que perdi no aeroporto, ja em São Paulo 🙁

Mas, falemos da última parada futeboleira na cidade. Depois de dividir com vocês o nosso rolê pelo estádio do Náutico

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E do Santa Cruz

Chegou a hora de revelar como foi nossa tentativa de conhecer a casa do Sport Club do Recife, o Estádio da Ilha do Retiro!

Sport Club do Recife foi fundado em 13 de maio de 1905, por Guilherme de Aquino Fonseca, que viveu muitos anos na Inglaterra, e trouxe na bagagem a paixão pelo futebol. Vale lembrar que já escrevemos sobre a história do time e sua camisa (veja aqui o Post sobre a camisa do Sport).

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Desde 1937, o Sport Club do Recife manda seus jogos no Estádio Adelmar da Costa Carvalho, conhecido como a Ilha do Retiro.

A inauguração da Ilha do Retiro rolou em 4 de julho de 1937 num amistoso em que o Sport bateu o Santa Cruz por incríveis 6×5.

O estádio tem capacidade máxima para receber 32.983 torcedores, mas oficialmente apenas 26.418 pessoas podem comparecer à Ilha. Infelizmente só pudemos comprovar esses números graças às fotos do site do Sport:

O jeito foi olhar do lado de fora, e pelo menos conhecer a loja do time, a “Cazá do Sport”.

Uma vez que não tivemos permissão de entrar e registrar o Estádio por dentro, restou rodeá-lo como um cão abandonado e pelo menos conhecer alguns detalhes que puderam ser observados.

Até achei que fosse conseguir entrar por esse lado de traz, mas o pessoal tava mesmo preparado pra não liberar nossa entrada.

Olha aí a bilheteria dos Visitantes!

E um registro das arquibancadas (pelo menos da parte de baixo)…

Fiquei pensando quantas histórias não tiveram como cenário a Ilha do Retiro, quantas pessoas tiveram aí alguns dos dias mais felizes da sua vida… É mesmo uma grande tristeza não poder entrar e olhar de perto esse campo…

Claro que é chato perder uma oportunidade como essa… Fico me perguntando quando a galera que administra os estádios vão entender como é simples e importante ao time divulgar seus estádios.

O recorde de público da Ilha do Retiro foi em 1998, quando 56.875 pessoas foram assistir à final do Pernambucano: Sport 2×0 Porto.

Em 1950, o estádio foi indicado para sediar a partida entre Chile e Estados Unidos, pela Copa do Mundo, e pra isso foi necessária uma reforma realizada pela própria torcida, que aumentou a capacidade da arquibancada com o fechamento do anel superior.

Entre 1984 e 1994, o estádio passou por nova ampliação, com a construção de dois tobogãs atrás dos gols e em 1995, foi inaugurado outro lance de arquibancada, a “Curva do Wanderson”.

Após tantas experiências já era hora de voltar pro ABC…

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Estreia da PAULISTA CUP SUB 20 – 2022

E nessa quinta feira, dia 18 de agosto foi dia de ver a estreia do Ramalhão na PAULISTA CUP Sub 20, uma competição organizada desde 2016, focada nas categorias de base. Vale lembrar que não estão ligados à Federação Paulista.

Segundo o site da entidade (esse aqui) o jogo seria contra o tradicionalíssimo CA Lençoense (já estivemos visitando o estádio deles em Lençois Paulista há alguns anos, confira aqui como foi).

O local da partida foi o Estádio Bruno José Daniel e pude chegar a tempo de registrar os dois times posados em campo:

Mas, opa…. Será que o CA Lençoense está de uniforme novo? Não… Na verdade este é o Clube Athlético Aliança (não…. não aquele antigo, um novo time de São Bernardo que homenageia e tenta resgatar as lembranças do seu homônimo do passado…)

Pelo visto, até existiu no passado alguma parceria, já que haviam alguns coletes com o distintivo do CAL.

E como sempre dizem… “O Santo André nunca joga sozinho”. Mesmo em uma competição nova, com o time sub 20, não é que apareceu alguns apaixonados?

Sente o clima da partida:

Em campo, os meninos do Ramalhão mostraram que estão alguns passos a frente da equipe visitante e se impuseram desde o princípio criando várias jogadas e diversas chances de gol até abrir o placar.

Depois de tantas chances e gols, o time visitante marcou um gol de penalty,

O time criou com facilidades, mas mesmo assim, não teve moleza com o Baroninho no banco de reservas!

Foi ótimo poder ver nosso time golear (o jogo acabou 6×1!!!), mesmo que no sub 20, mas melhor ainda foi poder conhecer alguns dos futuros rostos do nosso time, como o atacante Teo:

Deu ainda pra bater um papo com o nosso treinador, o Baroninho:

Olha aí o nosso goleirão, o Vitor!

E o Ovídio ao lado do Henrique Caires, que fez parte do time que disputou a série D!

Aqui, o nosso goleiro que começou a partida!

E o grande Baroninho!

O CA Aliança ainda tem muito pra evoluir, mas é apenas o começo do campeonato e a garotada se esforçou pra valer!

Foi ótimo matar a saudade do nosso estádio, e de assistir a uma partida do outro lado do nosso espaço tradicional. Aqui, o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Mas bom mesmo é a felicidade de estar junto dos amigos!

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Decepção total ao conhecer o FC Ska Brasil …

Sábado, 6 de agosto de 2022. De todos os times que disputam a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, dois deles tem estádios que ainda não registramos, por isso é hora de pegar a estrada e pelo menos diminuir esse número…

Atravessar a capital paulista rumo ao oeste em direção de Santana de Parnaíba, uma das cidades mais antigas do Estado, fundada em 1580 com o apelo de uma localização privilegiada às margens do Rio Tietê

É esquisito pela dualidade entre o cenário da ocupaç˜ão urbana, enquanto ali ao lado corre o rio Tietê, lindo, mesmo que ainda poluído.

Na época da chegada dos portugueses o local se tornou a saída das expedições Bandeirantes, rumo ao interior, em busca de indígenas, minerais e pedras preciosas.

A cidade criou um grande monumento dando visibilidade aos personagens históricos do século XVI, indígenas, bandeirantes e moradores da região.

Nosso destino era o Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques Silva, a casa do FC Ska Brasil.

O Futebol Clube SKA Brasil surgiu em 2019 ocupando o lugar do Osasco Futebol Clube, que nasceu em 1992, a partir do Monte Negro Futebol Clube, time de 1971, que por sua vez nasceu no lugar do Grêmio Água Branca FC. Todos estes disputaram divisões de acesso do Campeonato Paulista.

O nome homenageia a combatividade, irreverência e o improviso do ritmo jamaicano “ska” que ficou conhecido não apenas na ilha caribenha, como na Inglaterra graças aos rude boys dos anos 70 e 80, como é o caso da banda The Specials.:

O Ska Brasil tem como presidente o ex jogador Edmílson, e como sócios um grupo de japoneses (da empresa Skylight Inc.). Foto abaixo do site “O defensor“:

O pentacampeão levou a equipe de Osasco para Santana de Parnaíba, para jogar no Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva.

Em 2020, o FC Ska Brasil disputou sua primeira temporada na série B do Campeonato Paulista, mandando seus jogos ainda no Estádio José Liberatti, em Osasco e o time acabou eliminado nas oitavas de final. Foto do Insta do Ska Brasil:

Em 2021, abandonou o campeonato profissional limitando sua ação nas equipes de base, incluindo o futebol feminino. Foto do Insta do Ska Brasil:

Assim, chegamos a 2022, na última rodada da segunda fase da série B do Campeonato Paulista!

O FC Ska Brasil já se encontra eliminado, pela má pontuação nos primeiros 5 jogos desta fase.

Assim, o time entra em campo já eliminado, mas com o desafio de honrar suas cores e seu distintivo enfrentando a AA Itararé, da cidade homônima.

Mas, um jogo que prometia novas experiências e um registro importante do futebol acabou se tornando uma grande frustração…

O Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva surgiu sob as ruínas do chamado “Campo Municipal do Centro“, que graças a uma grande reforma tornou-se uma verdadeira obra de arte em meio à mata.

Com tanta natureza ao redor, foi optada a grama sintética para o campo.

Suas arquibancadas recém inauguradas tem capacidade para cerca de 7.200 torcedores.

Mas nada disso foi suficiente para garantir a aprovação dos laudos exigidos pela Polícia Militar para liberação do público na última rodada do Campeonato Paulista da segunda divisão.

Acabei tendo que assistir do lado de fora…

Na verdade, houve a liberação de 50 ingressos para um grupo basicamente formado por familiares dos atletas dos dois times e uma minoria de apaixonados por futebol. Para outras pessoas, restou o lado de fora.

Dentro de campo, um jogo morno no primeiro tempo. Poucas chances claras de gol, com alguns lances de bola parada.

No segundo tempo, o time local abriu 1×0, aos 26 minutos com Marcos Vinicius, resultado que eliminava a AA Itararé. Mas França e Denilson viraram o jogo para a Caçula, garantindo o time nas quartas de final.

Alegria para o time visitante que vem láááá quase na fronteira com o Paraná, tristeza para o time local e para o idiota aqui que gastou uma grana e um tempão indo até Santana de Parnaíba pra registrar o jogo do lado de fora. Ao menos, o ambiente “aberto” permitiu o registro das imagens do campo. Aqui, o meio campo:

Aqui, o gol da esquerda:

E aqui, o gol da direita:

Aqui, um olhar de traz do gol:

Do lado de fora dava pra ficar quase tão perto do campo quanto de dentro do campo, mas definitivamente não era a mesma coisa.

Resultado fechado: 2×1 para a AA Itararé, muitos kilometros rodados e muita dor de cabeça mesmo tentando conseguir com a PM, o clube e a Prefeitura, a liberação da entrada para mero registro fotográfico. Ficam aí os últimos registros, de um estádio que não pretendo voltar.

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O Estádio do Arruda – A casa do Santa Cruz FC

Ainda no rolê por Recife, sob a paixão do seu litoral, lindo durante o dia e mesmo durante a noite…

Como a grana anda curta, não deu pra trazer nada de grandes lembranças, apenas esse singelo boné de Pernambuco que acabou nem chegando em Santo André… Perdi entre o aeroporto e nossa casa 🙁 Que esteja feliz em uma nova cabeça.

No post anterior (sobre o Estádio dos Aflitos) falei um pouco do valor cultural do rolê para Recife e reforço a importância de conhecer ao menos o Museu do Homem do Nordeste (machista essa generalização da “raça humana” né?).


Algumas obras retratam o início da colonização em Pernambuco e o importante papel dos indígenas e africanos na formação da capital e do estado como um todo.

Importante reconhecer as celebrações (algumas delas religiosas) africanas e afro-brasileiras.

E também para poder ter acesso a objetos importantes da nossa história como essa urna, onde provavelmente eram guardados os restos mortais dos indígenas.

E sim, a gente fez todos os rolês de turista não só no litoral da capital como nas cidades ainda mais turísticas. Vale banho de lama? Vale! Da lama ao caos, do caos à lama!

E os vários roles pela cidade mostraram como podemos ter uma cidade importante integrada aos rios que a cortam, de uma maneira diferente do que nos acostumamos em São Paulo.

Em suma… Se possível, visite e conheça Recife, sua cultura, sua gente, suas praias etc… E não deixe tampouco de conhecer seu futebol! Pra isso, depois de falarmos do Estádio dos Aflitos (o campo do Náutico), fomos conhecer a casa do clube das multidões, do mais querido: o Santa Cruz Futebol Clube!!!

Falamos do Estádio José do Rego Maciel, o Estádio do Arruda!

Vale lembrar que já falamos da história do clube pernambucano no post sobre a sua camisa:

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O tricolor pernambucano tem uma casa que impõe respeito e que atualmente capacidade para 60.044 torcedores, sendo assim o maior estádio do estado e entre os dez maiores da América Latina.

O Arruda já foi palco de vários jogos internacionais, entre eles eliminatórias e amistosos da Seleção brasileira.

O próprio José do Rego Maciel foi quem captou os investidores que bancaram a construção do estádio e em 1954 começou a se projetar a construção do “Alçapão do Arruda“, mas, apenas em 1965, a construção teve início, o que na época seria o quarto maior estádio particular do mundo.

Foi graças a muitas doações da própria torcida que o Santa Cruz Futebol Clube conseguiu construir seu estádio. Em 4 de junho de 1972, em um amistoso 0x0, contra o Flamengo, o Estádio do Arruda foi inaugurado oficialmente, frente a 64 mil torcedores.

Em 1º de agosto de 1982 foi inaugurado o anel superior, tendo a capacidade elevada para 110.000 torcedores. Em 2000, os os estádios brasileiros tiveram sua capacidade reduzida quase à metade pela nova legislação da CBF, e a capacidade do estádio caiu para 65.000 torcedores.

Aqui, o pessoal da gestão do Santa que nos recebeu para conhecermos esse lindo estádio por dentro!

Como sempre digo, é uma verdadeira honra poder registrar um estádio tão importante para o futebol brasileiro como o Arruda!

O anel superior deu ao estádio um visual ainda mais impactante. Agora em 2022, o Santa tem disputado a série D e tem levado grande público às arquibancadas!

Aqui um olhar sob o gol da esquerda:

O gol da direita:

E o meio campo:

Aqui, o banco de reservas:

Emocionante, não?

Importante reforçar que, mesmo vestido a camisa do Ramalhão, tivemos todo respeito com o time e torcida do Santa, afinal este é um templo do futebol!

Gostaria muito de poder voltar ao estádio do Santa Cruz para acompanhar uma partida…

Ah, vale ressaltar também os grafites na parte interna do estádio! Lindos e históricos!

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O Estádio dos Aflitos – A casa do Clube Náutico Capibaribe

A pandemia da Covid 19 fez com que as viagens de 2020 e mesmo 2021 fossem canceladas, o que foi essencial para a saúde coletiva. Assim, só no fim do ano conseguimos fazer uma viagem mais longa, passando a virada para 2022 na histórica cidade de Recife.

Terra que teve como primeiro donatário Duarte Coelho…

Mas, muito antes de Duarte Coelho e demais portugueses (e holandeses), ali viveram diversas etnias indígenas, como os Caetés, conhecidos como “inimigos da civilização” e que acabaram exterminados, depois de serem suspeitos de terem devorado o bispo Sardinha e terem se levantado após a fundação de Olinda. Não existem registros imagéticos dos Caetés, mas sim dos Tarairiú que junto dos Caetés e dos Cariri ocupavam a região de Pernambuco.

É incrível como o Brasil é rico em opções de passeios maravilhosos… Uma pena que tudo seja tão caro… Mas fiquei muito feliz de poder conhecer algumas das praias de Recife e da região.

Mas Recife é muito mais do que um destino pra curtir praias, é uma baita cidade com uma história incrível, vários museus e muita coisa gostosa de se viver.

Pra falar da história local, eu separei dois vídeos do Eduardo Bueno (Canal Buenas Ideias) que falam de momentos chave da cidade:

Mas, além de praias, rios, museus e um pouquinho da história, também fomos visitar os 3 estádios mais importantes de Recife e comecemos falando do Estádio dos Aflitos, a casa do Clube Náutico Capibaribe!

Pra quem não se lembra, a gente contou um pouco da história do Náutico em um post sobre a camisa nº 31 do blog (clique aqui e leia!)

A primeira coisa bacana do Estádio é a loja oficial do Náutico, a “Timbushop” (clique aqui para comprar online!) com várias possibilidades de souvenir e lembranças do time.

Destaque para o livro do Mirandinha.

Diferente de muitos estádios, fomos super bem recebidos nos Aflitos! Um abraço para o amigo que trabalha lá na portaria (que eu acabei esquecendo o nome) que nos acompanhou pelo role.

Falando um pouco sobre o “Aflitos”, o nome oficial do Estádio é Eládio de Barros Carvalho, e tem esse apelido porque fica no bairro dos Aflitos.

O Estádio foi arrendado pela Federação Pernambucana em 1917 para os jogos do campeonato pernambucano, e só anos depois o Náutico adquiriu o local e acabou construindo ali sua sede.

Pra mim, foi uma grande emoção poder visitar o Aflitos, afinal, o conheci visualmente ainda nas figurinhas, depois nas partidas pela TV e pela Internet. Faltava esse olhar “ao vivo”. Linda e única a arquitetura do prédio da frente, que abriga a loja!

Agora, é hora de finalmente adentrar ao estádio…

E aí está sua linda arquibancada, que tem como recorde de lotação 31.613 torcedores, em 1970 no jogo Náutico 1×0 Santa Cruz, pelo campeonato pernambucano.

A inauguração do estádio ocorreu em 25 de junho de 1939 em um Clássico dos Clássicos (Náutico 5×2 Sport) valendo a decisão do segundo turno do Campeonato Pernambucano.

Aqui, o gol da esquerda, perceba quantos prédios já existem ao redor do campo:

Embora os recordes de público sejam superiores aos 30 mil lugares, esta foi sua capacidade oficial até 2002, quando houve um redimensionamento no espaço exigido por torcedor (por segurança) baixando sua capacidade para 22.856 torcedores. E este é o gol da direita:

Em 1953, o estádio ganhou o nome de “Eládio de Barros Carvalho” em homenagem ao histórico presidente do Náutico.

A partir de 2016, com a construção da Arena Pernambuco, começa a se cogitar sua demolição (!!!) para dar lugar a um centro comercial. Um verdadeiro crime ao patrimônio e à história não apenas do Náutico, mas do futebol pernambucano e, por que não, brasileiro… Olha só essas lindas cadeiras cobertas:

Porém, além de longe, a Arena de Pernambuco é aquele típico estádio “neutro” que não cria um clima de alçapão e pra piorar, jogar lá ainda custava caro… Assim, uma Assembleia Geral dos associados decidiu que o Náutico deveria voltar a jogar nos Aflitos, dando origem à campanha Voltando Pra Casa.

A previsão era reabrir em abril de 2018, porém, por conta das dificuldades somente em dezembro, em um amistoso contra o Newell’s Old Boys, com vitória pro Náutico por 1 x 0.

Em 2019, foi o palco do acesso à série B do Brasileiro, com direito a muita emoção e gol aos 49 minutos do segundo tempo!!

Mas nem só de alegrias se faz um time e um estádio. Em 2005, o Aflitos foi palco da história mais louca da série B, mas nesse caso com um final triste para o Náutico, na chamada “Batalha dos Aflitos”:

Por isso, pra mim, estar aqui significa fazer parte por alguns minutos de todas essas histórias!

O Estádio dos Aflitos soube fazer de si mesmo um recordo a parte dessas histórias, como nos nomes dos seus setores:

No dia da nossa visita, o “Dragão” era o grande parceiro do time e ilustrava todo o campo.

Mesmo com tantas coisas legais, um litoral lindo com direito até a tubarões, a vontade de sair dali era muito pequena… Fora o sonho de poder assistir uma partida ali…

Mais uma vez agradeço ao pessoal do estádio, da loja e do próprio clube por ter liberado o nosso rolê por esse estádio incrível…

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O futebol profissional em Araras – parte 2 de 2

No post #1, falamos de dois estádios, o Estádio Engenho Grande onde a SER Usina São João e o União São João mandaram seus jogos, e o Estádio São Joaquim, a casa da AA Ararense. Veja aqui como foi!

Mais recentemente, estivemos no Estádio Doutor Hermínio Ometto, a atual casa do futebol profissional de Araras para acompanhar o União São João contra o Amparo (veja aqui como foi) e contra o Paulista de Jundiaí (veja aqui como foi).

No post #2, vamos falar do Estádio Joel Fachini, onde os outros 3 times da cidade (o CA Ararense, o Comercial FC e o Araras CD) mandaram seus jogos nas disputas de Campeonatos profissionais!

Comecemos com o mais antigo deles, o Comercial FC, fundado em 26 de agosto de 1929 no extinto Bar do Lima, na rua Tiradentes, por um grupo de comerciários e que somente em 24 de novembro fez sua estreia contra o Cordeiropolense empatando em 0 a 0.

Apelidado de “Leopardo da Paulista“, o Comercial disputou várias competições amadoras.

Em 1932, o filiou-se à APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e participa pela primeira vez do Campeonato do Interior da APEA.

O Comercial obteve grandes resultados em competições importantes como o título de Campeão Amador da Região do Interior em 1933, e do Estado em 1949, além de ser Campeão Amador do Setor em 1950, 55, 56, 57, 58, 59, 1963 e 1972 e Vice-Campeão do Interior em 1956 e 57.

Foi ainda Campeão Ararense em 1947 (derrotando a AA Ararense por 3×2 na final), 1957, 1963, 1970 e 71. A foto abaixo (do site História do Futebol) retrata o time campeão de 47:

Sua estreia no profissional foi na 2ª Divisão do Campeonato Paulista em 1950, terminando em 8º lugar no seu grupo.

Em 1951, tem sua segunda e última participação na segunda divisão do Campeonato Paulista de profissionais, ficando novamente em 8º lugar no seu grupo (o outro time da cidade, a AA Ararense terminou na última colocação).

Em 1956, o S.C.Corinthians esteve no Estádio Joel Fachini para enfrentar o Comercial FC, mas quando o placar estava 2 a 0 pros paulistanos uma chuva interrompeu a partida. Santos, São Paulo e Palmeiras também viriam visitar Araras. Para maiores informações sobre o time visite o site União Mania!
E olha que beleza a matéria de 1958:

O Comercial FC passou a perder sua força e em 1984, foi aprovada a concessão do Estádio Joel Fachini para o poder Executivo. Em 1996, o Comercial FC volta ao cenário futebolístico ararense com as equipes de base e em 2001 se funde com o Atlético Ararense.

O time tem utilizado um novo distintivo:

O segundo time que mandou seus jogos no Estádio Joel Fachini foi o Araras Clube Desportivo.

O Araras Clube Desportivo foi fundado em 5 de maio de 1966, para tentar suprir o amor da cidade pelo futebol. O time da Usina São João abandonou o futebol profissional em 1965, assim como a AA Ararense. Além disso, o Comercial FC também desistiu de voltar ao profissionalismo. Assim, a “ACD” representou Araras na 3ª Divisão do Campeonato Paulista (quarto nível do Campeonato) em 1966.

Por pouco o time não avançou para a terceira fase…

O site União Mania apresenta a foto do time de 1966:

Em 1967, mais uma boa campanha, desta vez no 3º nível do Campeonato, então denominado 2ª Divisão Profissional, ocupando a vaga que era do time da Usina São João.

Esse foi o time daquele ano:

Em 1968, mais uma vez disputou o 3º nível do Campeonato, a 2ª Divisão Profissional.

Ainda em 1968, o Araras CD conquista seu único título: o do Torneio Início Campeonato Ararense, com o time

Por fim, falemos do Atlético Futebol Clube, time fundado em 13 de março de 1971.

O clube nasceu como uma homenagem ao Clube Atlético Mineiro. E seu primeiro campeonato profissional foi a Quinta Divisão do Campeonato Paulista em 1979, onde classificou-se em primeiro lugar na fase inicial.

A segunda fase foi mais complicada e o time acabou desclassificado.

Em 1980, disputa mais uma edição da Terceira Divisão do Paulista.

Em 1981, terminou a primeira fase em 4º lugar, com uma foto bem mal feita:

E na segunda fase, terminou em 5º.

Em 1982 o Atlético iniciou a disputa da Terceira Divisão do Campeonato, mas acabou desistindo no meio da competição, licenciando-se até 1986, quando retorna com o nome de Clube Atlético Ararense, mas foi seu único e último ano de existência.

Sua participação no Grupo Vermelho terminou na 6a colocação.

E como disse, todos estes times jogavam no Estádio Joel Fachini daí a importância de uma visita para um registro!

E finalmente encontramos suas portas abertas!

Aí estão suas bilheterias que receberam torcedores de tantos times nas disputas relatadas acima!

E vamos finalmente conhecer a parte interna do Estádio?

Essa área da cidade sempre foi ocupada por um campinho de futebol, mas na década de 30, o Comercial FC oficializou sua compra e transformou o lugar no Estádio Joel Fachini.

Olha que bacana na parte interna do estádio a descrição de alguns dos títulos do Comercial FC.

No dia da nossa visita, estava rolando uma rodada dupla do Campeonato Amador de Araras!

Foi bacana poder ver o campo ocupado.

O gramado está muito bem cuidado.

Ainda existe uma estrutura de vestiários bem bacana!

Aqui, um olhar da parte de traz do gol. Quer apostar que nos próximos anos veremos surgir vários prédios no horizonte?

Olha que linda a arquibancada do estádio ali no lado direito:

Vamos dar um rolê e conhecer mais do Estádio Joel Fachini:

E além da arquibancada, perceba o charme da mureta que a separa do campo, e logo ali, os bancos de reservas:

A arquibancada é toda pintada em alvinegro:

Aí o meio campo:

O gol do lado esquerdo:

O gol do lado direito:

E a bela arquibancada!

Lá dentro, alguns quadros enaltecem os feitos históricos do Comercial FC, como a conquista do Setor do Amador de 1949:

E essa visão da arquibancada coberta na época de ouro do time… Dá uma comparada com a atualidade:

Atrás do outro gol, ainda existe um lance de arquibancada descoberta:

Também existem algumas imagens de times históricos:

Voltando aos dias atuais, é bom ver que o futebol amador tem ocupado o estádio e feito a realidade futeboleira da cidade mais feliz!

Que arquibancada linda hein?

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União São João 0x4 Paulista – Série B do Campeonato Paulista 2022

O fim de semana começou movimentado. Por uma ocasião super especial (o casamento do irmão da Mari), não pudemos ver o Ramalhão jogando em casa. Claro que festas e reuniões familiares são bacanas, mas sofri muito em não ver o Ramalhão vencer o Oeste por 2×0.

Assim, pra não deixar meu lado futebolístico decepcionado, aproveitei que a festa era no interior para dar um pulo em Araras, no lindo Estádio Dr Hermínio Ometto, no domingo, 19 de junho de 2022.

Os ingressos para a partida custavam R$ 10 e a bilheteria até que apresentou um movimento bacana próximo do início do jogo.

A ideia era acompanhar um jogo entre duas camisas bem pesadas: União São João x Paulista de Jundiaí, válidos pelo “Paulista Sub 23 – Segunda Divisão”, que tem várias alcunhas… “Bezinha”, “Segundona”, “série B” e etc. Mas o nome oficial está ali na placa.

Logo ao entrar, me surpreendi ao ver a boa presença da torcida do Paulista de Jundiaí.

Vamos dar um rolê pelo estádio e sentir o clima do jogo.

O jogo colocou a frente duas realidades distintas: o Paulista chegou em Araras disposto a seguir vivo na luta pela classificação à fase seguinte da série B.

Pra quem ama o futebol fica o orgulho em participar de um evento como esse.

Já o União São João só busca terminar esse ano de retorno ao profissionalismo, já que os resultados em campo tem sido bem abaixo do esperado. A Consequência direta é o baixo número de torcedores que ainda seguem apoiando o time nessa reta final.

Nessas horas fica ainda mais claro o valor das torcidas organizadas. Um momento difícil, e importante, afinal, mesmo sendo uma má campanha, ainda trata-se do ano do retorno de um time tão importante como o União, e que precisa ser celebrado.

Mas vale reforçar que ainda existem aquelas pessoas que ainda amam o time e comparecem pra dar seu apoio e também se divertir! Infelizmente a partida de hoje não traria muita diversão para o torcedor de Araras…

Aos 34 minutos do primeiro tempo, o garoto Natan abriu a partida para a festa dos visitantes!

E mesmo depois do gol, o Paulista seguiu forte e teve grande chance de ampliar o placar em um penalty perdido.

A torcida do Paulista tem passado por um momento complicado. A ideia de se manter mais um ano na série B atormenta cada um daqueles que apoiam o galo!

Aí o pessoal da Raça Tricolor que segue protestando com a faixa virada.

Para acalmar um pouco os ânimos, aos 46 do primeiro tempo, o mesmo Natan aumentou o placar para 2×0.

Natan aos 12 e Caíque aos 43 fechariam o placar: 4×0 para a equipe visitante.

Provavelmente essa foi a última vez que fomos ao Estádio Hermínio Ometto, este ano, então um último olhar no campo.

E mais um registro em frente à entrada do Estádio que outrora tinha ninguém menos que Roberto Carlos como lateral esquerdo do time local.

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O futebol em Boituva (SP)

É importante repetir a mesma história de sempre: por séculos e séculos, a região de Boituva foi terra indígena. O próprio nome é de origem guarani: Mboituva, que significa “muitas cobras”. Até por este detalhe, o local não era tão habitado pelos indígenas, mesmo sendo uma paisagem incrível. Mas ali por perto, dois povos seguiam com sua existência secular: Guaianases e Carijós até que a chegada dos portugueses mudou tudo isso…

Falando nisso, você já se informou sobre os efeitos da aprovação do PL 490? Ou prefere acessar diretamente a lei? Clique aqui!

Com o passar do tempo, a região acabou ficando entre duas ocupações: Sorocaba e Porto Feliz, ambas muito importantes durante as expedições em busca de ouro e de indígenas que seriam escravizados. Boituva acabou se tornando uma parada para viajantes, tropeiros e mascates. Atualmente existe um Museu dos Tropeiros na cidade.

Logo, a cidade passou a desenvolver a agricultura e pecuária, mas o escoamento da produção para os grandes centros de consumo só foi acontecer com a chegada da Ferrovia, a Sorocabana e a instalação da estação Boituva, em 16 de Julho de 1882. Foto do incrível site Estações Ferroviárias.

Com os trens, a cidade se movimentou, surgem hotéis, restaurantes, pensões e outros comércios, o que ajudou a aumentar o número de moradores, principalmente com a chegada de imigrantes que vieram para o cultivo do café e depois passaram a se dedicar ao algodão, a alfafa, o café, a cana, o abacaxi e mais atualmente, cogumelos e hortaliças.

Falando sobre o futebol local, Boituva tem dois times para se orgulhar, e o mais antigo deles é a Associação Atlética Boituvense.

A AA Boituvense foi fundada em 13 de Março de 1948, numa época em que a cidade possuía menos de 5 mil habitantes. Seu campo, o Estádio Luiz Grando, fica na Rua Moacir Ferreira, nº 81, na Vila Ferriello.

Aqui, uma imagem da AA Boituvense de 1956:

Estivemos por lá em 2024 para finalmente fazer umas fotos do estádio, se liga:

Vamos dar uma olhada na parte interna:

Esse é o banco de reservas:

A arquibancada fica apenas de um lado do campo, do lado da avenida:

Aqui, o gol da direita:

Aqui, o gol do lado esquerdo, onde existem as entradas do campo:

E aqui o meio campo, com a arquibancada:

Ah, tem também um pequeno lance de arquibancada atrás do gol da esquerda:

Mas logo, o amor da cidade passou a se dividir…
Com o crescimento da Indústria Votorantim, em 1º de maio de 1959, por meio dos operários da industria nasceu o Esporte Clube Votoran.

Esse é o time do ano de fundação, 1959:

O time de 1960:

Mas o grande momento do time chegou em 1983, quando o EC Votoran se sagrou Campeão amador do Estado, batendo na final o Brodowski FC (após vencer em Boituva por 1×0 e conquistar um empate em 2×2 em Brodowski).

Em 1989, veio o bicampeonato do EC Votoran vencendo na final o São João FC de Capela do Alto (final: Esporte Clube Votoran 1 x 0 São João de Capela).

Foi por essas duas conquistas históricas que decidimos parar na cidade para almoçar, no retorno para Santo André.

E já que estávamos ali, decidimos conhecer e registrar o Estádio Comendador Olímpio Andrade, a atual casa do EC Votoran!

Sei que essa entrada parece meio caída, mas é que ela é a mais histórica, com o nome do estádio e tudo, mas tem uma outra entrada pela parte de baixo que está bem ajeitadinha!

Vamos dar uma olhada no estádio!

O Estádio foi inaugurado em 1989, para receber as partidas do Amador do Estado.

Olha que bacana esse vídeo de alguém que registrou o dia da inauguração do Estádio:

Com tantas dificuldades, é de se surpreender que o EC Votoran siga resistindo e ainda tenha como casa um estádio tão bonito! Essa é a outra entrada:

Olha que linda a arquibancada em verde e vermelho na lateral do campo!

Atualmente o Estádio também é conhecido como Arena Saint Roch, graças a uma parceria com a agência esportiva Saint Roch Sports.

O clube possui uma sede social no próprio estádio.

Aqui o registro tradicional do meio campo:

Do gol do lado esquerdo:

E do lado direito:

Aqui, a vista lá do morro onde fica a entrada antiga, registrada no começo do post.

Porém, como o estádio foi construído em 1989, você deveria se perguntar onde foi disputado o campeonato do 1º título, em 1983. E o Estádio do Gamitão é a resposta!

Essa é a entrada do estádio do Gamitão.

O Estádio recebeu melhorias recentemente e está todo pintado de azul e branco.

O gramado também está bem cuidado.

As arquibancadas ainda são usadas pelos torcedores do futebol amador local.

Notícias recentes dizem que o estádio receberá uma parte coberta.

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O futebol profissional em Itapeva

A volta do rolê que fizemos até o Paraná no ano passado, nos permitiu visitar algumas cidades paulistas bem distantes, como já mostramos no post sobre o futebol de Itararé e agora Itapeva.

Itapeva é a evolução da Vila de Faxina, criada pelos invasores europeus em 1769 como um ponto para ocupar a terra e combater os indígenas que ali viviam e que insistiam em não serem expulsos nem mortos.

Logo, passou a ser pouso de tropeiros e para seguir crescendo seus moradores usaram o trabalho escravo para construir a Catedral de Sant’Anna, que além de igreja servia também como cemitério para os católicos. Mais informações sobre a cidade, acesso o site da prefeitura (é só clicar aqui…).

O futebol local tem muita história, e embora o primeiro time da cidade tenha sido o Faxinense Foot-Ball Club, fundado em 1914, Itapeva ficou conhecida por outros 2 times que disputaram o futebol profissional. Nossa ideia era registrar um pouco da história deles, começando pelo Esporte Clube Santana (veja os distintivos que o clube já usou).

O EC Santana teve seu “embrião” nascido em 1929, aqui, uma foto de 1931 (ainda sobe a denominação “Sport Clube Sant’Anna“):

Em 1938, a cidade até então chamada “Faxina“, muda de nome para Itapeva e no ano seguinte, começou a construir o Estádio Itapevense, em um terreno às margens do atual Córrego do Aranha.

Nesta foto, pode-se ver 3 atletas de 1938: Elias Lages Magalhães, Epaminondas Tecchio (Nondas) e Eleutério Belézia.

Já em julho de 1940, o campo passou a receber partidas, mesmo não acabado.

Time de 1947:

A década de 50 ficou marcada pela sequência invicta de 18 jogos de dezembro de 1954 a junho de 1955. A quebra da série ocorreu contra o C. A. Butantã (este em uma série de incríveis 43 jogos de invencibilidade).

Destaques do time de 1955, em pé: Hugo Mendes, agachado do lado direito: João Batista Alves de Oliveira (Batista) e do lado esquerdo: De Burro.

E aqui, o time de 1956:

Mas o grande momento chegou em 1962, quando pela primeira vez, Itapeva teve seu nome no futebol profissional, logo de cara com dois times na 3ª divisão (que equivalia ao quarto nível do futebol paulista): o EC Santana e o São Mateus Futebol Clube.

Enquanto o time do São Mateus FC não passou da penúltima colocação na primeira fase, o Esporte Clube Santana foi bem e classificou-se para o octogonal final, onde terminou na última posição

Aqui, uma foto histórica do São Mateus FC:

Já em 1963, o E.C. Santana foi “aceito” na segunda divisão (o terceiro nível do futebol paulista) e para se tornar uma potência na cidade, acabou se unindo ao time do São Mateus F.C. . Mais uma vez o time classificou-se para a segunda fase.

Disputou a segunda fase no grupo “Deputado João Mendonça Falcão”, mas terminou em terceiro lugar, e não se classificou para a fase final.

Esse foi o time que disputou o campeonato de 63 (Nilzo, José Henrique Mendes, Barbosa, Antônio Benedito de Barros (PI), Neco, Ítalo Pignagrandi, Waldecir Alves Janeiro, Juvenil. Agachados: João Batista Moreira Costa (Zando), Jabá, Jacó, Carlos Pinn, Moura, Quirino e Félix dos Santos

Em 1964, o time foi muito mal e só não terminou rebaixado porque se recuperou nas últimas partidas.

Em 19965, o time chegou a ameaçar abandonar o Campeonato da Segunda Divisão (o terceiro nível do futebol paulista), por dificuldades econômicas, mas um último esforço conseguiu fazer o EC Santana zerar suas dívidas e mais uma vez disputar o profissional, mas em campo, o time foi muito mal, terminando na última colocação.

Em 1966, não haviam grandes expectativas e o time seguiu com uma campanha apenas intermediaria, o que levou a diretoria a dispensar todo seu plantel e também a solicitar junto à F.P.F. o licenciamento das competições oficiais.

Era o fim da era do futebol profissional em Itapeva. Durante todo esse tempo, o EC Santana se orgulhou de mandar seus jogos no Estádio dos Eucaliptos.

Com o fim do EC Santana, o Estádio passou ao Itapeva Clube., fundado em 1976.

E fomos lá pra registrar como estão as atuais instalações.

Por pouco não chegamos tarde demais. O atual zelador disse que a parte do campo foi vendida e que já não tinha autorização para liberar nossa entrada, mas sugeriu que eu desse a volta pelo outro lado de onde ainda podia se ver o campo. Só não contava que ao invés de um cão de guarda, eles tivessem um cavalo de guarda…

Ainda não sei se ele queria um pouco de atenção ou se realmente ficou incomodado com a invasão… Mas espero que ele entenda que era preciso…

Só daquele lugar podia ter a triste visão das arquibancadas derrubadas…

Embora o campo ainda esteja lá, a estrutura ao fundo deixa claro que vem aí um novo projeto imobiliário.

Aqui, dá pra ter ideia do campo:

Eu deveria ser maduro e entender que a nova empreitada vai gerar uma porção de (sub) empregos e desenvolvimento para a cidade…

Mas… eu só consigo ver a história sendo apagada…

De tanto olhar, encontrei um pedacinho da arquibancada ainda de pé…

Um último olhar para o campo que ainda está por ali…

Hora de se despedir do amigo…

Antes de ir embora ainda demos uma passada no Estádio Municipal Ali Mohamad Ali Weizani, dedicado ao futebol amador.

Infelizmente estava fechado…

Navegando pela Internet encontrei essa foto que permite a visualização do campo:

E olha que linda arquibancada! Uma pena que o futebol profissional não tem uma previsão de retorno tão cedo…

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