A vigésimaparte do nosso rolê volta ao estado de São Paulo, após termos passado por 19 cidades (Lençóis Paulista, Agudos, Gália, Garça, Vera Cruz, Oriente, Quintana, Osvaldo Cruz, Rinópolis, Lucélia, Adamantina, Flórida Paulista, Pacaembu, Junqueirópolis, Irapuru, Dracena, Tupi Paulista, Monte Belo e Três Lagoas-MS além de dois jogos da 4a divisão paulista em Andradina e em Tupã).
Sendo assim, agora é a vez de conhecermos a cidade de Castilho.
Em Castilho, vivem atualmente 20.500 pessoas.
A cidade faz fronteira com o Mato Grosso do Sul, por meio do Rio Paraná. Aliás, graças ao rio, a cidade começou a desenvolver sua veia turística.
E pudemos passear um pouco pelas suas ruas até chegar ao nosso objetivo…
O Estádio Municipal Valdomiro Moreira Aguiar.
O Estádio Municipal Valdomiro Moreira Aguiar foi a casa do Castilho Atlético Clube.
O time foi fundado em 1966, e em 1968 disputou a 4a divisão do Campeonato Paulista, sua única participação em competições profissionais.
Encontramos algumas fotos do time na fanpage dedicada à cidade:
Aqui, o time de 1974:
Voltando ao presente… Vamos dar uma olhada no Estádio Valdomiro Moreira Aguiar!
Mais uma vez nos orgulhamos em estar presente registrando um estádio que outrora abriu suas portas ao futebol profissional.
Mais uma bilheteria para a nossa coleção de imagens:
Aqui o lado de traz da arquibancada, olhando ainda pelo lado de fora.
Opa, e olha ali um portão aberto!
Vamos aproveitar para registrar algumas imagens do interior do estádio:
Mais uma grata surpresa! Uma joia escondida, um estádio bem conservado, com uma arquibancada que parece ter sido desenhada, de tão bonita!
Aqui, o gol do lado esquerdo. Reparem também na combinação não usual de cores: laranja e verde.
Aqui, o gol da direita.
E olha aí a arquibancada coberta… É ou não é linda?
Mais uma vez nos despedimos de um templo do futebol, e voltamos à estrada, para dar sequência a nossa jornada, que entra em sua reta final!
Depois de quase 700 km, enfim cruzamos o rio Paraná e chegamos ao estado de Mato Grosso do Sul. Nosso destino era a cidade de Três Lagoas, onde vivem cerca de 117 mil pessoas.
Nem bem chegamos e já caímos em tentação…
Olha o que dá as boas vindas aos visitantes: a loja de fábrica da Mabel!!!
E olha que lindo presente ganhamos de boas vindas… Araras animando os céus!!!
E não são apenas araras… Em Três Lagoas também existem Capivaras (elas estão andando de boa ali na “Primeira lagoa”). Vez ou outra, uma acaba virando alimento dos jacarés que também vivem por ali…
Aliás, o nome da cidade vem realmente de três lagoas lá presentes. Mas, só a chamada “Primeira lagoa” tem uma estrutura legal.
Vale muito a pena passar umas horas caminhando pela orla e se divertindo até o sol se por.
Aproveitamos para dar uma descansada, afinal havíamos viajado bastante…
Mas… não há muito tempo para descansar. Afinal, estamos em Três Lagoas para conhecer e registrar o Estádio Benedito Soares Mota, também conhecido como “ Madrugadão”.
Diferente da maioria dos estádios que visitamos que são municipais, o Madrugadão foi construído como um estádio estadual, porém acabou sendo entregue ao município.
O estádio fica localizado na Rua Cel Augusto Corrêa da Costa, em uma área tranquila. E ao chegar e ver que não tinha ninguém, pensei que não ia conseguir registrar o interior do Madrugadão…
Já íamos nos contentando apenas com fotos do lado de fora…
O estádio foi sede de 3 times que disputaram o Campeonato Sul Matogrossense.
O mais antigo deles é o Comercial Esporte Clube.
O Comercial EC foi fundado em fevereiro de 1931. Seu mascote é um galo. O time segue em atividades no futebol amador e no feminino.
Outro time da cidade é o Dom Bosco Futebol Clube.
O Dom Bosco FC foi fundado em janeiro de 1952. No Campeonato Sul-Mato-Grossense de 1995, chegou até as semifinais, mas acabou eliminado por escalar um jogador irregular, encerrando assim suas atividades. Recentemente, participou de uma amistoso, homenageando os 30 anos do Misto EC.
Sendo assim, o Misto EC é o terceiro time a disputar seus jogos no Madrugadão.
O time, conhecido como o “carcará da fronteira” foi fundado em um 1º de maio de 1987, sendo que o nome veio porque cada atleta da equipe pertencia a um bairro diferente. Em 1999, o time se profissionaliza e passa a disputar o Campeonato Sul Matogrossense. Chegou a disputar a série A sendo vice-campeão em 2008. Além disso, disputou uma Copa do Brasil sendo eliminado pelo Corinthians. Em 2011 foi campeão da série B:
Aqui o time de 2017:
Voltando à atualidade… Olha quem apareceu pra nos salvar… O responsável pelo Estádio Madrugadão!
Sendo assim, vamos dar uma olhada por dentro do estádio:
Aqui, uma foto aérea pra se ter ideia da localização:
E vamos ao gol!!
O estádio Benedito Soares da Motta foi inaugurado em 15 de Junho de 1954.
Somando suas arquibancadas (a coberta e as descobertas), chegamos a uma capacidade de 6 mil torcedores.
Mais uma olhada nesse lindo campo!
Aqui o gol do lado direito de quem olha da arquibancada coberta:
Aqui o lado esquerdo:
Os bancos de reserva seguem lá, muito bem cuidados:
Olhando os bancos a uma distância maior:
E olha que árvore linda ali, quase dentro do campo!
Antes de irmos embora para dar sequência, acho que vale a pena citar o antigo Estádio da ADEN. O estádio da Associação Desportiva Noroeste segue recebendo cuidados da Prefeitura e abrigando vários jogos do amador.
É engraçado viver as diferentes possíveis realidades que a vida nos oferece. Enquanto assisto à partida entre Espanha e Rússia (que nesse momento empatam em 1×1) pelas oitavas de final da Copa do Mundo, escrevo sobre uma cidade onde vivem cerca de 15 mil pessoas: Tupi Paulista, onde nesse mesmo momento, provavelmente muitos estejam assistindo a mesma partida.
Nosso objetivo na cidade era conhecer e registrar o Estádio Municipal Belmar Ramos:
O Estádio Municipal Belmar Ramos foi a casa do Tupi Esporte Clube em suas 5 aventuras pelo Campeonato Paulista.
O Tupi Esporte Clube foi fundado em 1948 e disputou três edições da terceira divisão (1971, 73 e 74) e duas da quarta divisão (1966 e 67) Aqui, o time na fase amadora, em 1953 (a foto faz parte do acervo da fanpage Eu amo Tupi Paulista:
Esta outra foto também é de algum time local, mas que não consegui identificar:
Então vamos ver como o Estádio está em tempos atuais, onde pode se ver que ao menos o nome do time segue preservado:
O Estádio Belmar Ramaos fica num nível acima da rua, pra entrar no campo você tem que subir até ele.
Mais uma bilheteria para a nossa coleção!
A placa falando sobre a data do estádio é de 1999, mas sua inauguração ocorreu muito antes, provavelmente na década de 50.
Bom, e aqui estamos nós, relembrando mais um templo histórico do futebol paulista, que atualmente é utilizado pelo futebol amador, principalmente pelas categorias de base.
Vamos entender o que é essa “subida” que eu me referi acima:
E aí estamos nós, conhecendo a arquibancada coberta do estádio de Tupi Paulista.
O gramado está bem cuidado (soubemos que tem muitos jogos das categorias dente de leite acontecendo aqui!).
Ao fundo, a torre que caracteriza o campo há tantos anos…
Aqui uma foto de uma equipe que eu não consegui identificar com certeza se é o Tupi EC, mas é o Estádio Belmar Ramos, já que dá pra ver a torre ao fundo:
Aqui, o gol da esquerda:
Olhando do gola da esquerda para a lateral sem arquibancada:
Uma olhada geral no lado esquerdo:
No meio campo:
Ficamos mais uma vez muito felizes e orgulhosos em poder pisar em solo sagrado, de mais um templo do futebol paulista.
Dracena tem orgulho de se apresentar como o “berço do futebol”, graças aos diversos jogadores nascidos na cidade e que chegaram a grandes clubes.
Mais de 46 mil pessoas vivem em Dracena.
Nosso objetivo na cidade era conhecer o Estádio Municipal Írio Spinardi!
Ta aí mais uma bilheteria para a nossa coleção!
Foi no Estádio Írio Spinardi que a cidade de Dracena viu seus dois times disputarem as divisões de acesso de Campeonato Paulista. O Círculo Operário de Dracena disputou apenas uma edição da quarta divisão do Campeonato Paulista em 1965, no mesmo ano em que nasceu. É um dos chamados “mistérios” do futebol paulista, já que existe pouquíssima informação oficial sobre o time.
Já o outro time da cidade, é bastante tradicional, embora atualmente esteja fora das competições da Federação Paulista. Trata-se do Dracena Futebol Clube, fundado em julho de 1948 (completou 70 anos em 2 de julho de 2018!!), e teve 27 participações no Campeonato Paulista de Futebol.
O Dracena FC teve sua estreia na Quarta Divisão, em 1960, e já em 1961 conquistou o acesso para a Terceira Divisão. Nos anos 70, oscilou entre terceira, quarta e quinta divisões. O time de 1981 que disputou a terceira divisão (aliás, veja aqui no Arquivo do Futebol, do Julio Bovi Diogo, a campanha deles neste ano).
Depois, entre 1982 e 1985, disputou a Série A2. Em 82, jogou a Série G do Grupo Amarelo de um campeonato cheio de fases… Terminou em segundo a primeira fase do primeiro turno.
Assim, disputou o quadrangular semifinal, e terminou em segundo, desclassificando-se da decisão do turno (o Araçatuba levou a melhor frente o Votuporanguense).
Na sequência, foi campeão da primeira fase do segundo turno.
Novamente disputou o quadrangular semifinal, e dessa vez foi campeão da Série.
Assim, o Dracena FC decidiu o turno com o Santa Fé. No primeiro jogo: Santa Fé 2×1 Dracena e no segundo, um 0x0, tirou as chances do time ser campeão do grupo e jogar a fase final do campeonato, que teve como campeão final o Taquaritinga. Por fim, em 1994, fez sua última aparição, jogando o que na época era a Quinta Divisão. O time era conhecido como “Fantasma da Região”. Essas são algumas fotos disponíveis na Internet (principalmente na fanpage “”cidadededracena” ) desde sua época no amador, nos anos 50.
Esse é o time de 1960:
Aqui, duas imagens em especial pra se ter ideia de como era o público no Estádio Írio Spinardi em dia de jogo:
E essas camisas, que tal?
Interessante perceber o distintivo em vermelho. Mas, voltando aos tempos atuais, vamos dar uma olhada em como anda o estádio…
No estádio também existe a lembrança dos jogadores formados ou nascidos na cidade, como é o caso de Rodrigo Caio.
E o campo… Segue por lá. Ainda usado pelo amador, e vivo, lembrando a cada morador de Dracena que um dia esse já foi o ponto de encontro de milhares de torcedores locais!
Gramado seco, mas bem cuidado. As árvores ao fundo completam a imagem.
Encontrei a imagem de um cartaz convidando as pessoas a uma peleja nos anos
Olha o gol aí, esperando os gols de outrora!
O estádio possui sistema de iluminação e uma charmosa arquibancada coberta.
Ainda dá pra ver o jogo atrás do gol, pra por pressão no goleiro adversário.
Somando-se os espaços, o estádio possui capacidade para mais de 6 mil torcedores.
Bancos de reserva presentes!
Mais uma olhada pensando num cruzamento para o segundo pau…
Mas, vale lembrar que a cidade de Dracena conta ainda com o Estádio Centro Olímpico Paulo Tahara, também chamdo de “Vila Barros” inaugurado em 1982, quando o Dracena FC disputou o Campeonato Paulista da Série A2.
Mais uma cidade tranquila, onde vivem pouco mais de 8 mil pessoas.
Uma cidade onde as pessoas ainda gostam de se cumprimentar, mesmo que nunca tenham se visto, como eu e o amigão aí!
Bom, mas melhor nos apressarmos, o sol já começa a se por e temos pouco tempo para conhecer os estádios!
O nosso objetivo em Irapuru era conhecer e registrar o Estádio Municipal Pedro Leite Ribeiro!
Era aqui que o time local, a Associação Atlética Irapuru mandou seus jogos, em sua aventura pelo campeonato paulista da 4a divisão em 1965.
A AA Irapuru foi fundada em janeiro de 1953, mas permaneceu disputando competições amadoras por 12 anos. Encontrei algumas fotos do time na fanpage Memórias de Irapuru.
Essa foi enviada pela filha de um dos que estão na foto: Reynaldo Rodrigues Pereira, o terceiro agachado da esquerda para a direita. Muito obrigado a Maria Cristina, sua filha.
De volta ao presente, aqui estamos no Estádio Municipal Pedro Leite Ribeiro.
E lá vamos nós!
Segundo a placa, passou por melhorias em 1996.
Mas, a cara externa do estádio não combina muito com reforma…
E que tal darmos uma olhada lá dentro?
É… Tem história, tem uma enorme importância para o futebol, mas… parece que as últimas gestões não achavam isso…
Não que o mais importante, o campo em si, estivesse em mal estado.
Está apenas seco, e isso vimos na grande maioria dos estádios que visitamos pela alta paulista.
Mas o que chamou a atenção pelo mal estado foi a magnífica arquibancada coberta, toda feita em madeira.
Infelizmente estão em condições bem precárias, fazendo um barulho com o vento que lembra até cenário de filme de terror.
Ainda assim, a arquibancada é linda, cheia de detalhes, que a torna única. Linda.
E o lugar tem uma energia diferente, sério… Meio mágico!
Lembra um pouco o estádio do Lira Serrano de Paranapiacaba. Pequeno, mas charmoso.
Não vou gastar energia criticando a política local, porque não tenho nenhum conhecimento sobre as prioridades da prefeitura de Irapuru.
Mas… Claro que ficamos imaginando que as condições do estádio poderiam ser melhores, pra podermos sonhar com a volta do futebol profissional.
Enfim, mesmo assim, nos sentimos honrados em poder registrar mais este templo do futebol paulista.
Agora, é hora de nos despedir do Estádio Municipal Pedro Leite Ribeiro e seguir em nossa viagem.
Não perca a conta!
Essa é a sexta parte do nosso rolê pelo interior paulista, realizada no feriado de corpus christi de 2018.
Já passamos por Lençóis Paulista, Agudos, Gália, Garça e Vera Cruz, sem contar os dois jogos que já descrevemos em Andradina e em Tupã.
Agora, seguimos pela SP-294 (a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros) chegamos a Oriente!
Segundo o censo do IBGE de 2010, pouco mais de 6 mil pessoas vivem em Oriente. E, claro, vale lembrar que o cidadão ilustre de Oriente é… o goleiro Marcos! Que inclusive começou sua carreira no time do CA Lençoense!
A cidade teve dois times disputando competições oficiais pela Federação Paulista.
O primeiro deles foi o Grêmio Recreativo Usina Paredão FC, time fundado em Oriente em março de 1938.
O time ficou conhecido por ter se sagrado campeão amador do interior em 1961, com a equipe abaixo:
Eles mandavam seus jogos no Estádio da Usina. O amigo Biano, responsável pela ótima fanpage das Memórias da Usina Paredão, me arrumou algumas imagens da época pra se ter uma ideia de como era:
Tem até registro da torcida:
Aqui, algumas outras formações do time da Usina:
E pra fechar em grande estilo… A camisa do Grêmio Usina Açucareira Paredão:
Também conseguimos umas fotos atuais (junho/2018) de lá da Usina:
O caminho para chegar lá é lindo!
Só não ficou 100% claro se esse campo que ainda está lá é o mesmo onde eles jogavam…
A Usina hoje está se transformando em uma espécie de unidade recreativa, mas ainda mantém lindos espaços:
O segundo time da cidade é o Oriente FC:
Olha aí uma camisa:
Mas, nos primeiros anos do time, seu distintivo e cores eram diferentes, como se pode ver nessa foto histórica, de 1945:
Aqui, o time juvenil:
O Oriente FC foi fundado em 1944 e mandava os seus jogos no Estádio Municipal Max Wirth.
Max Wirth foi um desbravador suiço que foi para Oriente e construiu a usina Paredão, depois vendida à família Giorgi.
Como era feriado, o estádio estava fechado e dessa vez nenhuma parede quebrada para dar acesso ao campo…
Será que o único jeito seria …
Até fizemos algumas fotos daí, mas … seria frustrante se todo nosso esforço fosse se resumir a essas fotos mal feitas com pouco ângulo…
Mas, como muitos outros estádios do interior paulista, o Estádio Max Wirth também tem um administrador que mora ao lado do estádio e gentilmente nos acompanhou em nossa visita, permitindo o registro do interior do estádio.
Então… vamos lá!
As arquibancadas do Max With tem capacidade para 5 mil espectadores e tem até um charmoso espaço coberto.
O estádio foi palco do time local em sua única aventura pelo futebol profissional em 1932 pela quarta divisão do Campeonato Paulista.
Os bancos para reservas seguem muito bem cuidados.
Achei até uma foto do José Rico (da dupla Milionário e José Rico) jogando um amistoso pelo time:
Gosto desses tuneis de acesso, por onde os times entravam em campo para serem recebidos por sua torcida…
Se você quer ter uma idéia geral do campo e do seu belo gramado, aí está:
E o ponto “místico” dessa visita… Conhecer o gol da cidade onde o goleiro Marcos nasceu…
Missão cumprida! Estádio registrado e mais um time para compor a história do futebol que dia a dia povoa a nossa mente.
Como sempre, não custa sonhar em uma bezinha sendo jogada no estádio municipal futuramente…
Hora de dizer adios em grande estilo e seguir viagem!
A 3a parte do nosso rolê (que já registrou os estádios de Lençois Paulista e Agudos) chega à cidade de Gália, onde vivem atualmente pouco mais de 7 mil pessoas.
Gália é uma pequena e simpática cidade do interior de São Paulo, na região de Bauru.
Sempre fiquei empolgado em conhecer a cidade homônima daquela onde vivem Asterix e seus companheiros de aventuras.
Uma curiosidade um tanto… “macabra” é que na cidade vivem, ou melhor…. não vivem… mais mortos do que vivos… Deu pra entender?? É que tem mais gente enterrada no cemitério (pouco mais de 16 mil) que seus 7 mil habitantes. Curioso, né? Se você quiser saber mais, o site G1 fez uma matéria sobre isso, confira aqui.
Mas, não… Não fomos até lá, fazer fotos do cemitério.
Nos limitamos a registrar algumas ruas da cidade, entre elas estas próximas do estádio. (Não que também não seja no mínimo curioso essa rua com árvores no meio, sem calçada…).
E, curiosidades a parte, fomos enfim conhecer e registrar o Estádio Municipal Mansur Nora.
Embora a cidade seja pequena, ele fica afastado do centro, no limite da cidade com a área rural. A frente dele fica em uma bucólica rua de paralelepípedos.
Estávamos animados, para cumprir mais uma etapa planejada. Lá está a Mari em frente a mais uma bilheteria.
Deu até pra fotografar a placa que informa sobre a inauguração do estádio em 14 de abril de 1953 (ainda que na verdade esteja escrito 953…):
Mas o desespero apareceu quando percebemos que não tinha jeito de entrar. Estava tudo fechado.
Pra não perder viagem, decidimos contornar o estádio.
E acabamos chegando na parte de traz dele que já está na área rural da cidade.
Dali, pudemos finalmente acessar o estádio e ver como está a parte de dentro dele.
O Estádio Municipal Mansur Nora além de receber as diversas competições do futebol amador da cidade e região, também foi a casa do Gália EC em sua única aventura no futebol profissional, na terceira divisão de 1966.
O Gália EC, o “Leão da Alta Paulista” foi fundado em fevereiro de 1949 e atualmente parece ainda existir disputando competições amadora em seu estádio.
A arquibancada coberta e a iluminação mostram que se um dia o Gália EC quiser voltar ao profissionalismo, as coisas não estão tão distantes…
Até porque ainda existe espaço pra criar uma nova arquibancada na outra lateral do campo.
Dando uma olhada no campo, dá pra ver que está sendo bem cuidado.
Ao lado dele fica o ginásio municipal.
O ginásio dá um visual diferente ao campo, e como não fiz nenhuma foto, uso a dos amigos do Jogos Perdidos (que também já estiveram por lá) pra se ter uma idéia de como é a vista do outro lado:
E assim, damos por cumprida nossa missão de registrar mais um templo do futebol pelo interior paulista!
E vamos em frente, para a 4a parte da nossa jornada!
Bom, ainda sobre o rolê de inverno de 2018, o outro jogo que conseguimos assistir foi no Estádio Alonso de Carvalho Braga, onde o Tupã FC enfrentou o Osvaldo Cruz FC, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista (a tradicional “bezinha”).
O estádio do Tupã ainda mantém sua estrutura original (ele foi construído em 1942, na época ainda com arquibancadas de madeira), o que dá um charme especial a ele! Ingressos em mãos…
Vale lembrar que em 2011 já havíamos assistido a um jogo do Tupã aqui no ABC, contra o EC São Bernardo, quando tivemos a chance até de conhecer o Tupanzinho! Veja aqui como foi.
É hora de conhecer o estádio por dentro, e um pouco da sua torcida!
Atualmente, o “Alonsão” tem uma capacidade para 5.515 torcedores, mas já chegou a ter capacidade para quase 15 mil pessoas.
Pra nós, que viemos de tão longe, é sempre um grande prazer poder conhecer um templo do futebol, principalmente em dia de jogo!
Vamos dar uma olhada para conhecer um pouco mais do estádio:
Ali, atrás de onde estávamos, encontramos o pessoal da Torcida Garra Tricolor, a organizada do Tupã.
Entre os torcedores da Garra, encontramos o amigo Edinho, que junto do Sérgio Gisoldi, que vive atualmente em Santo André, nos aguçou a curiosidade para conhecer pessoalmente o estádio, o time e a torcida do Tupã. E lá fomos nós… Valeu, Edinho!
Em campo, um jogo duro e muito truncado.
O público até que compareceu em bom número, ocupando as diversas arquibancadas do estádio (teve até um pessoal que veio de Osvaldo Cruz, mas sem faixas ou bandeiras).
O jogo contou ainda com a cobertura da imprensa local!
Mas, o time do Osvaldo Cruz não se importou com a força da torcida local e acabou vencendo a partida por 1×0, mostrando ser um visitante indigesto…
Assim como é de praxe em alguns campos, o placar se negava a mostrar o resultado desfavorável à equipe local…
E por falar em digestão, a pipoca lá é nota 10! (e custa R$ 4 apenas).
E quem gosta de lance bonito, taí a bicicleta que eu vi lá (hehehe piadinha besta…).
Além da bicicleta, você pode se divertir batendo uma bola com a molecada…
Se você é daqueles que, como a gente, gosta de acompanhar o jogo de perto, o Alonsão é daqueles campos cercados por alambrados, que permitem botar pressão no adversário.
Agradecemos a receptividade do pessoal de Tupã e na hora de ir embora ainda deu pra registrar mais uma cena atípica, do pessoal que costuma levar suas próprias almofadas pra ver o jogo com mais conforto. O futebol no interior ainda vive!
Começamos nossa narrativa sobre a “tour de inverno 2018” não pelo início, mas pelo que tem maior “prazo de validade” quanto ao sue conteúdo. Assim, vamos direto à Andradina, conhecer não só o estádio local, mas pra darmos uma ideia sobre o que foi o jogão entre o time local e o Talentos 10 Atlético Clube.
O pouco que rodamos por lá, nos mostrou uma relação bastante próxima entre os moradores e a cidade.
O jogo foi disputado no tradicional Estádio Municipal Evandro Brembatti Calvoso. E a ideia era conhecer de perto o retorno das competições oficiais à Andradina.
Vale lembrar que a cidade já teve dois times no cenário profissional: o Andradina EC (dos anos 40), que usava uniformes tricolores (branco preto e vermelho) e chegou a disputar a terceiria divisão estadual e o Andradina FC, que chegou a ser campeão da segunda divisão em 1965, e usava uniformes em branco e azul.
O time atual, é na verdade o Atlético Araçatuba (fundado em 5 de outubro de 2002 e que havia voltado em 2016 à segunda divisão) e acabou se mudando para Andradina, para a disputa da “bezinha” (na prática a 4a divisão do campeonato paulista).
Obviamente, ao se mudar para a cidade, mudou também seu nome para Andradina, resgatando a história do futebol local e assim pode se dizer que o “foguete da Noroeste” voltou!
Ingressos em mãos, vamos pro jogo!
O Estádio fica na região central da cidade, na rua Presidente Vargas, 1118. Atualmente, ele tem capacidade para 8 mil torcedores.
A volta às disputas profissionais animou a cidade em torno do time.
Da nossa parte, ficamos muito contentes em poder levar essa emoção que renova a cultura da cidade e mostra que o interior ainda tem muita força no futebol!
A atmosfera do estádio é muito bacana. Até uma lanchonete ao ar livre tem lá!
A boa e velha tecnologia dos placares manuais segue fazendo a alegria dos torcedores.
Com certeza, todo mundo deve estar feliz vendo as camisas do time aparecendo não só pelo estádio, mas também pelas ruas da cidade.
Os dois times estão bem na tabela (os visitantes do Talentos 10 AC eram os líderes até o jogo contra o Andradina, que luta para se manter no G3 – que passam para a próxima fase), o que colaborou para uma boa presença de público, mesmo em meio ao feriado de Corpus Christie e aos problemas ocasionados pela greve dos caminhoneiros.
E toda a empolgação da torcida local, contribuiu para que o time do Andradina jogasse pra frente. A zaga do Talentos 10 não teve como segurar e…. penalty para o Andradina.
Trabalho para o dono do placar…
E tristeza para o goleiro visitante…
Mas, também é necessário lembrar que essa era a primeira vez que víamos o time do Talentos 10 AC (time de Bauru, que atualmente manda seus jogos em Marília).
O Talentos 10 AC nasceu em 1997, mas somente em 2016 participou de sua primeira competição profissional (e não foi da Federação Paulista, mas sim a Taça Paulista, criada pela Liga Nacional de Futebol).
E vimos o time empatar em uma bela jogada no ataque. Festa para os visitantes.
O uniforme (e o distintivo) do Talentos 10 lembra o da seleção brasileira.
A torcida local sabia que a missão do Andradina era difícil, afinal, até o momento o Talentos 10 era o líder do grupo.
Aqui, um breve registro das arquibancadas e do jogo:
Olha aí o banco (e o treinador) do time do Talentos 10:
E aqui o banco (e o treinador) do Andradina EC:
Vale registrar que o estádio possui lances de arquibancada nos 4 lados do campo.
Em campo a peleja se desenvolveu até chegar ao seu placar final de 3×2 para o Andradina.
Motivo de comemoração para a torcida local e para a continuidade do projeto do time.
Aproveitamos o bom momento do time com a torcida para perguntar ao Gregui, presidente da torcida uniformizada Garra Andradinense, o que significa torcer para o time da sua cidade:
E como não podia faltar, uma foto do pessoal na bancada:
As arquibancadas estavam bonitas de ver!
Pra nós, mais do que o resultado do jogo ou mesmo a qualidade da partida, o que nos motiva é apoiar, dentro das nossas limitações…
Que mais pessoas de Andradina passem (ou voltem) a apoiar o time que defende as cores da cidade.
Até uma próxima vez, Evandro Brembatti Calvoso…
Já falamos sobre o time do E.C. São José, de Porto Alegre. Se você não leu, veja aqui o que escrevemos.
Agora é hora de mostrarmos a casa do “Zequinha”, o Estádio do Passo D’Areia, cuja construção iniciou-se em 1939.
Estivemos por lá, em 2010, e tivemos a oportunidade de adentrar ao campo e ver de perto alguns detalhes de mais um sagrado templo do futebol.
O estádio foi inaugurado em 1940, num jogo contra o Grêmio, tricampeão municipal na época. O placar: São José 2×3 Grêmio.
O Estádio tem uma ótima estrutura e comporta 9 mil torcedores em suas arquibancadas cobertas e descobertas:
Pra quem gosta de ônibus, segue as imagens do veículo do São José:
O estádio foi inaugurado em 24 de Março de 1940, em um jogo contra o Grêmio que acabou em 3×2 para os visitantes.
O estádio é muito bonito e possui capacidade para 16 mil torcedores.
Para chegar a este tamanho o Passos D’areia passou por várias reformas e melhorias.
Pra quem quiser visitar, ou assistir um jogo, o endereço é Rua Padre Hildebrando nº 1100 -Geral – Av. Rio São Gonçalo nº 95 – – Bairro Passo d’Areia – Porto Alegre – RS