Bom, ainda sobre o rolê de inverno de 2018, o outro jogo que conseguimos assistir foi no Estádio Alonso de Carvalho Braga, onde o Tupã FC enfrentou o Osvaldo Cruz FC, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista (a tradicional “bezinha”).
O estádio do Tupã ainda mantém sua estrutura original (ele foi construído em 1942, na época ainda com arquibancadas de madeira), o que dá um charme especial a ele! Ingressos em mãos…
Vale lembrar que em 2011 já havíamos assistido a um jogo do Tupã aqui no ABC, contra o EC São Bernardo, quando tivemos a chance até de conhecer o Tupanzinho! Veja aqui como foi.
É hora de conhecer o estádio por dentro, e um pouco da sua torcida!
Atualmente, o “Alonsão” tem uma capacidade para 5.515 torcedores, mas já chegou a ter capacidade para quase 15 mil pessoas.
Pra nós, que viemos de tão longe, é sempre um grande prazer poder conhecer um templo do futebol, principalmente em dia de jogo!
Vamos dar uma olhada para conhecer um pouco mais do estádio:
Ali, atrás de onde estávamos, encontramos o pessoal da Torcida Garra Tricolor, a organizada do Tupã.
Entre os torcedores da Garra, encontramos o amigo Edinho, que junto do Sérgio Gisoldi, que vive atualmente em Santo André, nos aguçou a curiosidade para conhecer pessoalmente o estádio, o time e a torcida do Tupã. E lá fomos nós… Valeu, Edinho!
Em campo, um jogo duro e muito truncado.
O público até que compareceu em bom número, ocupando as diversas arquibancadas do estádio (teve até um pessoal que veio de Osvaldo Cruz, mas sem faixas ou bandeiras).
O jogo contou ainda com a cobertura da imprensa local!
Mas, o time do Osvaldo Cruz não se importou com a força da torcida local e acabou vencendo a partida por 1×0, mostrando ser um visitante indigesto…
Assim como é de praxe em alguns campos, o placar se negava a mostrar o resultado desfavorável à equipe local…
E por falar em digestão, a pipoca lá é nota 10! (e custa R$ 4 apenas).
E quem gosta de lance bonito, taí a bicicleta que eu vi lá (hehehe piadinha besta…).
Além da bicicleta, você pode se divertir batendo uma bola com a molecada…
Se você é daqueles que, como a gente, gosta de acompanhar o jogo de perto, o Alonsão é daqueles campos cercados por alambrados, que permitem botar pressão no adversário.
Agradecemos a receptividade do pessoal de Tupã e na hora de ir embora ainda deu pra registrar mais uma cena atípica, do pessoal que costuma levar suas próprias almofadas pra ver o jogo com mais conforto. O futebol no interior ainda vive!
Começamos nossa narrativa sobre a “tour de inverno 2018” não pelo início, mas pelo que tem maior “prazo de validade” quanto ao sue conteúdo. Assim, vamos direto à Andradina, conhecer não só o estádio local, mas pra darmos uma ideia sobre o que foi o jogão entre o time local e o Talentos 10 Atlético Clube.
O pouco que rodamos por lá, nos mostrou uma relação bastante próxima entre os moradores e a cidade.
O jogo foi disputado no tradicional Estádio Municipal Evandro Brembatti Calvoso. E a ideia era conhecer de perto o retorno das competições oficiais à Andradina.
Vale lembrar que a cidade já teve dois times no cenário profissional: o Andradina EC (dos anos 40), que usava uniformes tricolores (branco preto e vermelho) e chegou a disputar a terceiria divisão estadual e o Andradina FC, que chegou a ser campeão da segunda divisão em 1965, e usava uniformes em branco e azul.
O time atual, é na verdade o Atlético Araçatuba (fundado em 5 de outubro de 2002 e que havia voltado em 2016 à segunda divisão) e acabou se mudando para Andradina, para a disputa da “bezinha” (na prática a 4a divisão do campeonato paulista).
Obviamente, ao se mudar para a cidade, mudou também seu nome para Andradina, resgatando a história do futebol local e assim pode se dizer que o “foguete da Noroeste” voltou!
Ingressos em mãos, vamos pro jogo!
O Estádio fica na região central da cidade, na rua Presidente Vargas, 1118. Atualmente, ele tem capacidade para 8 mil torcedores.
A volta às disputas profissionais animou a cidade em torno do time.
Da nossa parte, ficamos muito contentes em poder levar essa emoção que renova a cultura da cidade e mostra que o interior ainda tem muita força no futebol!
A atmosfera do estádio é muito bacana. Até uma lanchonete ao ar livre tem lá!
A boa e velha tecnologia dos placares manuais segue fazendo a alegria dos torcedores.
Com certeza, todo mundo deve estar feliz vendo as camisas do time aparecendo não só pelo estádio, mas também pelas ruas da cidade.
Os dois times estão bem na tabela (os visitantes do Talentos 10 AC eram os líderes até o jogo contra o Andradina, que luta para se manter no G3 – que passam para a próxima fase), o que colaborou para uma boa presença de público, mesmo em meio ao feriado de Corpus Christie e aos problemas ocasionados pela greve dos caminhoneiros.
E toda a empolgação da torcida local, contribuiu para que o time do Andradina jogasse pra frente. A zaga do Talentos 10 não teve como segurar e…. penalty para o Andradina.
Trabalho para o dono do placar…
E tristeza para o goleiro visitante…
Mas, também é necessário lembrar que essa era a primeira vez que víamos o time do Talentos 10 AC (time de Bauru, que atualmente manda seus jogos em Marília).
O Talentos 10 AC nasceu em 1997, mas somente em 2016 participou de sua primeira competição profissional (e não foi da Federação Paulista, mas sim a Taça Paulista, criada pela Liga Nacional de Futebol).
E vimos o time empatar em uma bela jogada no ataque. Festa para os visitantes.
O uniforme (e o distintivo) do Talentos 10 lembra o da seleção brasileira.
A torcida local sabia que a missão do Andradina era difícil, afinal, até o momento o Talentos 10 era o líder do grupo.
Aqui, um breve registro das arquibancadas e do jogo:
Olha aí o banco (e o treinador) do time do Talentos 10:
E aqui o banco (e o treinador) do Andradina EC:
Vale registrar que o estádio possui lances de arquibancada nos 4 lados do campo.
Em campo a peleja se desenvolveu até chegar ao seu placar final de 3×2 para o Andradina.
Motivo de comemoração para a torcida local e para a continuidade do projeto do time.
Aproveitamos o bom momento do time com a torcida para perguntar ao Gregui, presidente da torcida uniformizada Garra Andradinense, o que significa torcer para o time da sua cidade:
E como não podia faltar, uma foto do pessoal na bancada:
As arquibancadas estavam bonitas de ver!
Pra nós, mais do que o resultado do jogo ou mesmo a qualidade da partida, o que nos motiva é apoiar, dentro das nossas limitações…
Que mais pessoas de Andradina passem (ou voltem) a apoiar o time que defende as cores da cidade.
Até uma próxima vez, Evandro Brembatti Calvoso…
Já falamos sobre o time do E.C. São José, de Porto Alegre. Se você não leu, veja aqui o que escrevemos.
Agora é hora de mostrarmos a casa do “Zequinha”, o Estádio do Passo D’Areia, cuja construção iniciou-se em 1939.
Estivemos por lá, em 2010, e tivemos a oportunidade de adentrar ao campo e ver de perto alguns detalhes de mais um sagrado templo do futebol.
O estádio foi inaugurado em 1940, num jogo contra o Grêmio, tricampeão municipal na época. O placar: São José 2×3 Grêmio.
O Estádio tem uma ótima estrutura e comporta 9 mil torcedores em suas arquibancadas cobertas e descobertas:
Pra quem gosta de ônibus, segue as imagens do veículo do São José:
O estádio foi inaugurado em 24 de Março de 1940, em um jogo contra o Grêmio que acabou em 3×2 para os visitantes.
O estádio é muito bonito e possui capacidade para 16 mil torcedores.
Para chegar a este tamanho o Passos D’areia passou por várias reformas e melhorias.
Pra quem quiser visitar, ou assistir um jogo, o endereço é Rua Padre Hildebrando nº 1100 -Geral – Av. Rio São Gonçalo nº 95 – – Bairro Passo d’Areia – Porto Alegre – RS
Em busca do lugar onde parte da história da minha família viveu, fomos até a Croácia, no final de 2016. Ficamos apenas alguns dias em Zagreb, e foi suficiente para curtir um pouco do inverno croata!
Muita gente comentou comigo que o leste europeu está cada dia mais ligado aos extremismos da direita, mas pude ver que ao menos em Zagreb tem gente enfrentando esse novo levantamento fascista que o mundo tem vivenciado.
O inverno em Zagreb é frio pra caramba, mesmo com dias em que o sol está no céu.
O por do sol era algo emocionante de se ver, principalmente quando você é um brasileiro que há décadas sonha e se pergunta como será a Croácia, e de uma hora pra outra percebe que está ali…
Claro que além de futebol e da história da minha família (os Noznicas), também fomos conhecer alguns pontos da cidade!
Essa é a igreja de São Marcos (sim, existe um São Marcos além do goleiro hehehehe).
Pudemos conhecer também um museu do futebol nacional: o Budi Ponosan.
O Budi Ponosan está localizado ao lado da praça principal de Ban Jelacic e entre várias coisas você encontrará o primeiro uniforme de futebol usado na Croácia e algumas pequenas exposições sobre as campanhas da Copa do Mundo.
Você sabe o quão único é o uniforme da seleção Croata…
Deu até pra bater um papo com um amigo que fizemos lá!
E dava até pra se divertir comendo um…. Germknedla, um tipo de bolinho recheado de geleia de ameixa, servido com manteiga derretida.
Além do rolê pela cidade, fomos visitar 3 estádios, começando com o Estádio Municipal Kranjčevićeva, que entre 1921 e 1945, ficou conhecido como Estádio Concordije.
O Estádio Kranjčevićeva é o segundo maior estádio de Zagreb. Começou a ser escrito na década de 1910, e só foi concluído em 1921.
O Estádio Kranjčevićeva fica próximo do centro da cidade e tem capacidade para 8.850 torcedores.
O Estádio foi bastante usado pelo NK Zagreb até 2018.
O NK Zagreb foi fundado em 1903, e é um dos times mais populares da Croácia, tendo como principal rival, o NK Dinamo Zagreb, clube sediado na mesma cidade. O maior êxito do time foi a conquista do campeonato croata de 2002.
Desde 2017 foi usado pelo NK Rudes, fundado em 1957 no bairro de Rudeš:
De 2018 até os dias atuais tem sido utilizado pelo NK LokomotivaZagreb, fundado em 1914, e que mandou seus jogos no Estádio Maksimir, de propriedade do Dínamo, já que seu próprio campo, no bairro de Kajzerica é considerado inadequado para futebol de alto nível.
E olha que bonito o Estádio estava em 2016…
Como deve ser torcer aí…
Quando foi inaugurado, era o maior estádio de Zagreb e era onde o HŠK Concordia mandava seus jogos.
Em 1931, teve o primeiro jogo com iluminação, entre o Zagreb XI e o Real Madrid (2 a 1 para o time local).
Após a Segunda Guerra Mundial, o time do Concordia foi dissolvido por razões políticas e o estádio foi entregue ao Fiskulturno društvo Zagreb, que acabou se tornando o NK Zagreb, do qual falamos acima. A terceira camisa do NK Zagreb é verde em homenagem a Concordia.
Em novembro de 1977, um grande incêndio destruiu parte do estádio, a reforma para corrigir esse problema também permitiu uma série de correções e melhorias.
Mas, o estádio ainda sofreria uma nova avaria, em 1977, quando um raio destruiu os holofotes durante o jogo entre o NK Zagreb e o NK Osijek.
O estádio ficou sem recursos durante 20 anos, até 2008, quando os novos foram reinstalados pela cidade de Zagreb.
Sem dúvida, um estádio para ficar na nossa memória e nos nossos corações…
Antes de ir embora ainda pudemos registrar um grafite feito no estádio pelos White Angels, um grupo antifascista local que costumava se reunir em torno do NK Zagreb, mas que desde 2014 fundou seu próprio time, o ZAGREB 041.
O Football Club NK Zagreb 041 foi criado em 01 de dezembro de 2014, é um time autogerido. O número “041” no nome do clube representa o número da antiga rua que Zagreb tinha na República Socialista da Iuguslávia. Maiores informações no site deles: www.nkzagreb041.hr .
Os White Angels Zagreb surgiram em 1989, e desde 2006 formado 100% por Antifascistas e Antiracistas.
Segundo eles, quando em 2002, o NK Zagreb ganhou a primeira liga, a máfia de futebol entrou no clube e começou a roubar e destruir o clube, fato que perdura até hoje.
Por volta de 2006, a terceira geração do grupo iniciou seu caminho, com muitos punks, skins e outros membros alternativos da cena e aí estão até hoje, apoiando o NK Zagreb 041 na 7ª divisão nacional (ou a 3ª divisão de Zagreb), e o primeiro e único clube antifascista e antiracista na Croácia e na ex-Iugoslávia.
Infelizmente, existem plano para que ele seja completamente modificado e transformado em uma arena.
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!! (ou crie o seu próprio time)
Bem vindos à Diadema, ao tradicionalíssimo “Estádio Distrital Vila Alice“, que fica na Rua Guaíra, 345 – Vila Alice – Diadema!
Estive lá dia 7 de abril de 2018, para acompanhar as categorias de base do Santo André contra o Água Santa (logo de cara informo os placares: sub 15 – Água Santa 1×0 Santo André, sub 17 – Água Santa 1×3 Santo André.
Dá uma olhada no elenco do Santo André sub 15 e sub 17 em 2018:
O campo faz parte do imaginário da várzea do grande ABC.
Afinal, além da tradição de ser o campo onde o EC Vila Alice manda seus jogos nos torneios amadores. Aliás, quem quiser saber mais sobre o EC Vila Alice, os caras estão com uma página no Facebook (clique aqui pra ver) e um no Instagram (também é só clicar aqui).
O campo também serve de base para o esporte e lazer da comunidade ao redor.
Hoje ele conta com gramado artificial, sintético, o que permite fácil manutenção.
Mas nem sempre foi assim, o estádio passou por várias mudanças desde que a área era apenas uma olaria em 1967. O Nino, vice diretor do EC Vila Alice conseguiu uma foto histórica da época:Por muito tempo, o campo foi aquele tradicional “terrão” atendendo à comunidade local. E o próprio pessoal cuidava dele!
Em 2016, o Estádio foi todo reformado e passou a ter o gramado artificial.
E ficou show de bola! Por mais que o terrão seja bem tradicional, o resultado final do sintético é muito útil.
Infelizmente na nossa visita não deu pra registrar um depoimento nem do Nino, nem do Jorginho, presidente do time e zelador do campo (já há 45 anos), mas vale aqui o registro da importância de pessoas como eles por traz da manutenção de um campo tão bacana como esse.
Olha aí o pessoal do sub 15 do Ramalhinho:
E é falta para o Ramalhinho sub-17 …
Agora, com o sintético acabaram as reclamações dos vizinhos por causa da poeira.
Outra coisa que vale a pena registrar foi o bom público que compareceu aos jogos. E não eram apenas familiares de atletas, como normalmente acontece nesse tipo de competição.
Tinha muita gente ligada ao futebol da várzea, muitos torcedores do próprio Água Santa e também familiares e amigos dos atletas.
O campo fica literalmente no meio do bairro, sem maiores espaços e/ou recuos, mas tudo muito bem cuidado.
Outro ponto de grande alegria, foi o fato de ter encontrado Sidney Riquetto, atual presidente do EC Santo André, mostrando que a atual diretoria está acompanhando a base de perto.
A única notícia triste foi eu ter perdido minhas chaves hehehehe Se alguém encontrar, dá um alo!
Nossa última parada nesse rolê de “pré inverno” pelos estádios do interior paulista nos levou deAmérico Brasiliense até a cidade de Ribeirão Bonito, onde vivem cerca de 15 mil pessoas!
A cidade fica próxima da região de Araraquara e São Carlos e foi um ótimo lugar para ser a última parada da nossa aventura. Um ponto especial é a igreja que fica no alto de um morro, de onde podemos ver uma bela vista da cidade.
A cidade manteve boa parte da arquitetura do século passado…
Ah, e também tem uma igreja central, sem precisar subir o morro…
Nossa missão em Ribeirão Bonito era conhecer o Estádio Tonico Varela, antigo campo da Vila Mariana, onde o Ribeirão Bonito EC e antes dele o Futebol Clube Ribeirão Bonito mandavam seus jogos.
Aqui, um cartaz de quando, em 1928, o Futebol Clube Ribeirão Bonito jogou contra o Esporte Clube São Caetano.
A Gazeta Esportiva de 20 de junho de 1955 traz ainda um amistoso de um Ribeirão Bonito Atlético Clube:
O mesmo jornal traz em agosto um outro amistoso:
A equipe do Ribeirão Bonito Esporte Clube foi fundada em 1946 e disputou o Campeonato do Interior, como mostra a Gazeta Esportiva de 1958:
Além disso, disputou vários amistosos como contra o GRP Labate, como mostra a Gazeta Esportiva de 1959:
Pra entender a história dos estádios é preciso lembrar como surgiu o futebol profissional na cidade.
O primeiro time a representar Araraquara nas competições profissionais da Federação Paulista de Futebol foi o Paulista FC.
O Paulista Futebol Clube foi fundado por Carlos Bersanetti em 3 de dezembro de 1930, no bairro de São José e chegou a participar de 5 edições da Série A2 entre os anos de 1948 e 1954.
O Galo (como era carinhosamente chamado pela torcida local) fez sua primeira partida em 28 de dezembro de 1930, em um empate de 2×2 contra o Ruy Barbosa de São Carlos no Estádio Municipal de Araraquara.
Aqui, o time de 1950 que enfrentou o Palmeiras em um amistoso (vitória de 5×3 para o time da capital):
Porém, outro time surgiu na cidade: o São Paulo de Araraquara!
O time foi fundando em 4 de fevereiro de 1937 e sagrou-se campeão do amador do interior de 1948, vencendo na decisão o Radium de Mococa por 3×0.
Com a conquista, passou a disputar a segunda divisão do paulista em 1949, permanecendo até 1951.
Porém, em 9 de janeiro de 1952 os dois clubes se fundem dando origem à Associação Desportiva Araraquara, a lendária ADA!
O fundador da ADA foi Pereira Lima, também responsável pelo nascimento da Ferroviária, anos antes.
A ideia era ter um time mais aberto, já que a Ferroviária estaria ligada apenas à EFA (Estrad de Ferro Araraquara). Esse era o time da ADA, em 1954:
Como era de se esperar, logo surgiu uma grande rivalidade entre as duas equipes locais, principalmente na série A2, nos anos 50.
Em 1955, a ADA foi a vice-campeã da sua regional e seguiu para disputar o torneio dos campeões, porém, quem acabou se classificando para a primeira divisão foi a Ferroviária.
O time se licenciou em 1966 e parecia ter se transformado apenas num mito, quando em 2016, a ideia da “Liga de Futebol Paulista” (uma organização profissional paralela à Federação Paulista) trouxe de volta a vida o time da ADA.
Inicialmente, todos esses times mandavam seus jogos no Estádio Municipal Tenente Siqueira Campos, inaugurado em 1912, e que, atualmente pertence ao Clube Araraquarense.
Veja como era o estádio na época:
Em 2006, com objetivo de saldar as dívidas da Ferroviária, o governo do prefeito Edinho Silva fez uma negociação com o Clube Araraquarense, que já tinha interesse no Estádio Municipal e vendeu o estádio.
Desde 1994, o Estádio levava o nome de “Estádio Municipal Cândido de Barros“.
Segundo a Prefeitura, o espaço foi vendido por R$ 3 milhões e anexado ao patrimônio do clube e, com esse dinheiro, o Executivo municipalizou o Estádio “Doutor Adhemar de Barros”, a Fonte Luminosa, que então era do time grená, que vivia uma crise financeira.
Parte da arquibancada segue lá!
O campo ganhou gramado artificial e receber muitas partidas do pessoal associado do clube.
No dia em que estivemos lá, estava sendo disputado um festival com várias equipes.
O lado de fora sofreu poucas alterações. Apenas ganharam alambrados pra evitar a tradicional bola na rua…
O maior charme, ainda que pouco explorado é mesmo o portão de entrada original…
A parte triste da visita foi constatar que parte de suas arquibancadas originais foram demolidas em 2013. Encontrei essa foto da época da demolição:
Mas pelo menos, o estádio ainda segue lá… Localizado no centro da cidade, na Rua Adélia Izique (rua 9), ao lado do Cemitério Municipal…
E se tá do lado do cemitério, que tal um gole no bar “Pé na cova”???
Antes de irmos embora, ainda demos uma passada em frente ao atual Estádio Municipal Cândido de Barros, no Jardim Botânico, mas confesso que não me animei de entrar…
Depois me arrependi, vendo algumas fotos de quando a Ferroviária mandou seus jogos por lá:
Por isso, em 2025 estivemos por lá novamente e olha que show!
O “Estádio do Botânico” passou por uma grande reforma e ficou bem bacana!
Possui inclusive uma área coberta!
E não é que o time da Ferroviária estava por ali treinando no dia da visita?
Mas ainda faltava rever o principal estádio da cidade da atualidade, onde a Ferroviária manda seus jogos.
O Estádio Doutor Adhemar de Barros ou também denominado Estádio da Fonte Luminosa ou Arena da Fonte foi inaugurado em 1951, num amistoso contra o Vasco da Gama.
Depois de uma série de reformas e melhorias, o estádio ganhou status de Arena e possui capacidade para 20 mil torcedores.
Além disso, existe um museu dedicado ao futebol da cidade, que fica lá no próprio estádio.
É um dos mais modernos e bem equipados estádios do interior paulista e receberá mais uma vez a série A1 do Paulista em 2018.
Atualização em 2019: Estivemos na Fonte Luminosa para acompanhar Ferroviária x Santo André pela Copa Paulista e pudemos fazer algumas fotos:
Tivemos a companhia do Gabriel, nesse role!
E agora sim, as imagens da parte interna do Estádio, ainda que com baixíssimo público…
Vamos dar uma olhada no campo!
Olha aí o banco de reservas ocupado pelo Ramalhão, o visitante do dia!
A tradicional torcida AFEGANISTÃO, se fez presente também.
Por fim, ainda tínhamos uma última missão: registrar o Estádio onde o EC DER, o time do Departamento de Estradas de Rolagem mandou suas partidas nas oportunidades em que disputou as competições oficiais da Federação Paulista.
Na verdade, não tínhamos ideia de onde o EC DER mandava seus jogos então decidimos arriscar uma visita à sede do DER, na cidade.
E qual não foi a surpresa ao perguntar para o segurança se existia um campo de futebol lá dentro e ele dizer que sim. Que bastava entrar e acessar uma trilha…
E lá fomos nós, crentes que tínhamos descoberto um estádio esquecido…
Mas… Aprendemos que provavelmente o EC DER mandou seus jogos também no Estádio Municipal…
Já era tarde, hora de curtir o visual da cidade, tomar um sorvete de creme suiço! E nos preparar para a sequência final da viagem, com duas últimas paradas em Américo Brasiliense e Ribeirão Bonito!
A parte 8 do nosso rolê de “Pré Inverno” nos levou até a cidade de José Bonifácio.
Na verdade, o primeiro post feito sobre essa viagem foi sobre a partida que assistimos lá, entre o time local e o VOCEM. Você pode ler um post só sobre essa visita com mais detalhes clicando aqui. Mas, para quem não leu, e para registro oficial, vamos a uma versão resumida. O time da cidade é o José Bonifácio EC.
O time teve seu grande momento, quando sagrou-se campeão da Terceira Divisão Paulista, em 1972, com o time abaixo:
Fizemos o tradicional rolê pela cidade, registrando os principais pontos que fazem de José Bonifácio um lugar tão bacana…
Fomos até lá para conhecer e registrar o Estádio Municipal Antonio Pereira Braga!
E nada melhor do que fazer isso em um dia de jogo…
Logo de cara, ficamos mais do que contentes de ver que a cidade tem no estádio, um importante registro da história do futebol local.
O Estádio Antonio Pereira Braga, ou “Pereirão” tem capacidade para quase 10 mil torcedores. Vamos dar uma olhada por dentro?
Atrás do gol, fica sua torcida organizada: A “Serpente do Vale”.
O placar não saiu do zero no embate frente ao VOCEM:
Mas para nós foi mais do que especial, já que nos permitiu conhecer mais um templo sagrado do futbeol do interior de São Paulo.
Além disso, pudemos conhecer um pouco da torcida do José Bonifácio, que tem se feito presente cada vez mais.
Saímos com a alma lavada e com a certeza de que mais do que um time, a cidade possui um ícone cultural que dificilmente será apagado da memória!
De José Bonifácio, começamos nosso caminho de volta, rumando até Araraquara!
SalvarSa
Atualização: em 2022, demos uma nova passada na cidade, e mesmo sem ter o time do José Bonifácio EC disputando as competições oficiais, demos um pulo para ver como estava o estádio:
Como sempre, fizemos um rolê pelo centro da cidade, vivendo um pouco do que é o dia a dia de mais uma tranquila cidade do interior paulista.
Já sabíamos que estávamos pisando no sagrado solo de onde vêm os refrigerantes Poty, mas não sabíamos que Potirendaba também tem uma cervejaria que produz uma cerveja muito boa, a Trieste!
As águas dessa cidade devem mesmo ser mágicas! Potirendaba pode ser considerada a terra do basquete, afinal, foi lá que nasceu a rainha Hortência!
E o futebol local também merece destaque importante, graças ao União FC, time que representou a cidade de Potirendaba nas disputas dos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, jogando a terceira e a quarta divisão, entre 1964 e 1968 e depois em 1986.
A terceira divisão de 1986, rendeu uma importante matéria na revista Placar:
O time do União FC manda seus jogos no Estádio Josephino de Carli.
Fica a curiosidade em relação à data na placa: 30/03/1989 refere-se à inauguração ou à alguma reforma?
O União FC foi fundado em 8 de agosto de 1939. Aqui, um amistoso onde o União venceu os amadores do São Paulo FC por 3×2 em 1946:
Aqui, um jogo onde goleou o Tanabi por 8×2, em 1947:
Mas no início, o time só disputou campeonatos amadores, até os anos 60, quando passou a disputar a 4ª divisão paulista.
Aqui, uma foto de quando o time sagrou-se campeão amador de 1963:
Essa é a bilheteria do estádio, junto do bar.
Mais uma bilheteria pra nossa conta!
E mais um estádio registrado.
O Estádio possui aquela tradicional arquibancada coberta na parte central.
Além do alambrado, existe uma pequena “cerca viva” em torno do campo.
Outra parte coberta é dedicada aos mesários e auxiliares.
Aqui, um breve vídeo mostrando um pouco do estádio:
A vista lá de baixo para a arquibancada:
E mais um pouco do campo…
Infelizmente esse é mais um estádio e time que possuem poucas informações disponíveis.
Provavelmente, devem existir fotos da época, principalmente nas mãos de quem viveu aqueles tempos. Espero que esse post incentive essas pessoas a digitalizar essas imagens e compartilhar com quem gosta do futebol, antes que essas memórias se percam em uma gaveta ou ainda acabem indo pro lixo.
A nossa parte a gente tenta fazer liberando as fotos que fazemos para uso em qualquer publicação on ou offline.