O futebol em Itu – Parte 2: o Estádio da Baixada

Em homenagem ao time e à torcida do Ituano FC, pela linda campanha na série B de 2022, o nosso último post foi sobre a história do time, suas antigas denominações (AA Sorocabana e Ferroviário) e o estádio Dr. Novelli Junior.

Mas, além da conhecida casa do Ituano FC, a cidade de Itu possui outro estádio bastante importante para a história do futebol profissional e também do amador: o Estádio Municipal Dr Álvaro de Souza Lima, também conhecido como o Estádio da Baixada.

Assim, aproveitamos a nossa visita à cidade para assistir ao jogo decisivo entre Ituano x Vasco (veja aqui como foi) para visitar e registrar o Estádio Dr. Álvaro de Souza Lima, que acabou municipalizado após sua fase de ouro, quando pertencia à Companhia Ferroviária.

O Estádio da Baixada foi inaugurado em 8 de junho de 1952 e no momento de nossa visita, em 2022 completou 70 anos!.

O Estádio Souza Lima foi construído para ser a casa da Associação Atlética Sorocabana, mas também recebeu jogos de outros times da cidade, como o CA Ituano e o Produtos Cachoeira.

O Estádio foi construído em uma área cedida pela própria companhia ferroviária para uso em comodato pelo time.

Aqui, os bancos de reservas do Estádio da baixada, que fica no Jardim Padre Bento. Nessa parte atrás do banco existe uma grande área e lá embaixo passava a linha do trem.

E essa singela arquibancada coberta no meio do campo? Quantas alegrias devem ter sido vividas pelos torcedores locais, décadas atrás…

Aqui, o gol da direita:

O gol da esquerda:

Um destaque da linda arquibancada coberta:

Ao fundo alguma casas, em um bairro tranquilo da cidade de Itu.

Mais um registro da nossa presença em um palco importante pro futebol paulista.

Vale lembrar que Itu é um dos lugares onde o futebol deu seus primeiros passos no Brasil. Segundo essa matéria do UOL, estudantes do Colégio São Luiz, já batiam uma bola em 1897.

O Livro “Os esquecidos – Arquivos do futebol paulista” cita que em 1921, o SC Maranhão, fundado em 1919, disputou a Zona Sorocabana da Divisão do Interior da Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA), terminando na segunda colocação do grupo.

Em 1944, surge um novo time em Itu disputando a 23a região do Campeonato do Interior, o Auto FC.

No ano seguinte, dois novos clubes se juntam ao Auto FC na 23a região do Campeonato do Interior: CR São Pedro e o Esporte Clube Oficina Gazzola.

Em 1947, apenas o EC Oficina Gazolla seguiu na disputa, e em 1949, chegou à final da Zona Ituana contra o EC Primavera. O time mandava seus jogos na Praça de Esportes da Rua Domingos Fernandes.

Mas, no início dos anos 50, o time deixou de existir e em seu lugar surge o Clube Atlético Ituano em 15 de maio de 1953.

Mesmo tendo nascido depois da AA Sorocabana, o CA Ituano foi o primeiro da cidade a disputar o profissionalismo e mandava seus jogos no Estádio da baixada.

Sua estreia ocorreu logo no ano seguinte de sua fundação, em 1954, na primeira edição da Terceira Divisão. Jogando pela Série C, sagrou-se campeão do seu grupo, de forma invicta, classificando para a próxima fase.

Na segunda fase, mais uma ótima campanha com o CA Ituano repetindo a liderança!

Assim, o time disputou a final contra o Velo Clube em 3 jogos: CA Ituano 0x0 Velo Clube, Velo Clube 0x2 CA Ituano e CA Ituano 4×2 Velo Clube e sagrou-se campeão paulista da terceira divisão! Mas… Como tudo era novo, não houve consenso sobre acesso e o time seguiu na terceira divisão no ano seguinte.

E em 1955, mais uma vez o “Marechal de Ferro” liderou a primeira fase, jogando o grupo da Série B.

E veio a segunda fase e… Um empate entre as três equipes fez com que a FPF tivesse que criar um “mini torneio” pra selecionar o campeão.

Assim, por sorteio a Ferroviária de Pindamonhangaba enfrentou novamente o Estrada, chegando à decisão contra o CA Ituano. E o time de Itu bateu a Ferroviária e disputou a grande final contra a Santacruzense.

E o CA Ituano torna-se bicampeão, na melhor de três (Santacruzense 2×0 CA Ituano, CA Ituano 1×0 Santacruzense e CA Ituano 1×0 Santacruzense).

O CA Ituano passa a disputar a divisão de acesso a partir de 1956, mas o alto nível da competição fez com que o time de Itu tivesse campanhas mais tímidas. Ainda assim, em 1957 terminou em 3º no seu grupo.

Em 1958, sagra-se campeão do Torneio Santos Dumont.

Em 1960, mudanças na FPF levam o CA Ituano para a Segunda Divisão (que equivalia ao terceiro nível do futebol) e embora classifique-se para a segunda fase, termina em último no grupo final tanto em 1960 quanto em 1962, mas tanto em 63 quanto 64 faz campanhas fracas, já sob dificuldades financeiras, o que o leva a abandonar as competições profissionais em 1965 e logo fecha suas portas.

Em 1961, surge um novo time na cidade: o Esporte Clube Produtos Cachoeira, formado por trabalhadores da Indústria de Bebidas Cachoeira.

Seu brasão e suas cores eram uma homenagem à seleção brasileira.

O EC Produtos Cachoeira passa 2 anos no amador e em 1963, disputa a Terceira Divisão (que equivalia ao quarto nível).

Vale o registro de um 5×0 que o time mandou na AA Portofelicense, já em janeiro de 1964.

Em 4 de fevereiro de 1970, mais uma novidade: surge o Real Esportivo Ituano, o REI de Itu!

E logo em seu primeiro ano, já disputa o profissionalismo: a segunda divisão profissional (que equivalia ao terceiro nível do futebol paulista) de 1970, mas termina na última colocação da 1a série, com apenas 2 vitórias em 18 jogos. No ano seguinte, mais um campeonato terminado em último, abandonando o profissionalismo.

Em 1976, surge mais uma equipe na cidade: o Estrela EC.

Após 10 anos no futebol amador, vendo que o Ferroviário Atlético Ituano fazia sucesso no profissionalismo, o Estrela EC decide disputar a Terceira Divisão de 1986, mandando seus jogos no estádio da Baixada.

Em 87, uma boa campanha na primeira fase:

E também não decepciona na segunda. Mas o acesso fica com a Sanjoanense.

Talvez a sede pelo rápido crescimento do time tenha atrapalhado e como o acesso não veio, em 1990 o Estrela fecha suas portas em Itu. O time ainda faz uma última tentativa mudando-se primeiro para Porto Feliz, onde joga o campeonato de 1991, classificando-se para a segunda fase.

Jogando em Porto Feliz, o Estrela permanece na Terceira Divisão até 1993. A partir de 1994 joga a Série B-1A (quarto nível), em 96 o time decide não participar mais do profissionalismo. Em 1999, ele retorna, agora na quinta divisão estadual. Em 2000, transfere-se para Vinhedo, onde disputa seu último campeonato e depois se licencia até os dias de hoje (2022).

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198- Camisa do Defensores de Belgrano

A camisa de hoje é mais uma nos formatos “passeio” e vem do bairro de Belgrano. Foi presente do amigo Flávio Carrizo, que ainda entregou junto essa incrível almofada!

Então, hoje falaremos um pouco da centenária história do Club Atlético Defensores de Belgrano.

Além deste brasão, que ilustra a camisa e a almofada que ganhamos, existe o distintivo que se faz presente nas camisas de jogo do time.

O Clube Atlético Defensores de Belgrano nasceu na Comuna 13 de Buenos Aires (a cidade se divide em 15 comunas) formada por Nuñez, Belgrano e Colegiales.

O time foi fundado em 25 de maio de 1906 como Defensores de Belgrano Foot-ball Club e mandava seus jogos no estádio onde fica a atual Praça Alberti, em Belgrano.

A partir de 1983 o time assumiu como mascote o dragão vermelho:

O Defensores de Belgrano iniciou jogando Ligas Independentes (como a Liga Buenos Aires, a Liga La Vanguardia, entre outras), e somente a partir de 1912 passou a disputar torneios oficiais, mandando seus jogos, em Nuñez, no Estádio “Juan Pasquale” (nome do primeiro presidente do clube) inaugurado em 1910 e que é a casa do time até hoje em dia!

O Estádio “Juan Pasquale” tem capacidade para pouco mais de 10 mil torcedores.

Veja como o “ninho do dragão” (no canto superior esquerdo) é próximo do Estádio do River Plate (canto inferior direito):

O Defensores de Belgrano estreia na Segunda Divisão e já em 1914 (time da foto abaixo do site Anotando Futbol), sagra-se campeão conqustando o acesso à Primeira Divisão, mas uma má campanha o leva de volta já no ano seguinte. Em 1917, novo acesso vencendo o Vélez Sarsfield.

Em 1927, o time passa por uma fusão com a Associação Argentina.Desde essa época, estabeleceu forte rivalidade com outro time da sua área, o CA Platense, com quem disputa o “Clásico de Nuñez”

A criação da AFA (Associação de Futebol Argentina) trouxe grandes inovações ao futebol argentino e o Defensores de Belgrano acabou não acompanhando o processo de profissionalização, passando a disputar a Segunda Divisão ainda como equipe amadora.

A década de 1940 trouxe ​​altos e baixos e termina com uma má notícia: o rebaixamento para a Terceira Divisão em 1950. Aqui, o time de 1944:

Assim, os anos 50 começam com o Defensores de Belgrano nos Torneios da Primeira Divisão “C”, vencendo-os em 1953 e 1958. Esse, o time de 1954:

Assim, o time volta à Segunda Divisão, nos anos 60 e em 1967, conquista o Primeiro Torneio “B”, após vencer o Tigre mas para alcançar a Primeira Divisão, o Defensores precisaria vencer o Torneio de Reclassificação, o que não ocorreu, permanecendo na segunda divisão.

Em 1971, cai para a terceira divisão, mas no ano seguinte volta à Primera “B”, depois de vencer pela terceira vez o torneio Primeira “C”.

O Defensores permanece na Primeira “B” até 1986, que com as mudanças no futebol acabou se tornando a terceira divisão, e pra piorar, em 1989, foi rebaixado para a Quarta Divisão, a Primeira “C”. Somente em 1992 voltou à Primeira “B”.

Os anos 2000 trazem novas emoções, com o Dragão de Nuñezdisputando o Torneio Nacional “B”, após vencer o Primeiro Torneio Metropolitano “B”, contra Témperley em 2001.

Mesmo com grandes chances de chegar à primeira divisão, o Defensores de Belgrano volta ao Primeiro “B”, em 2005.

O Defensores de Belgrano disputou a temporada 2017-2018 no Primera B Metropolitana e alcançou o acesso a Primera Nacional (a atual segunda divisão), onde segue atualmente, e que teve o Belgrano como campeão em 2022.

Quer conhecer um pouco de uma noite com os torcedores do Defensores? Dê uma olhada:

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Era um dia 3 de setembro de 1958…

E a Gazeta Esportiva apresentava a tabela da segunda divisão daquela semana… Quanto tempo se passou até hoje, hein?

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Campeonato Amador do Estado 2022

O ano está acabando mas ainda há tempo de um novo campeonato: o Amador do Estado, organizado pela Federação Paulista de Futebol.

Para saber mais acesso guia escrito pelo Mário C. Gonçales. Confira aqui!

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197- Camisa do Club Atlético Gimnasia y Esgrima de Jujuy

A camisa de número 197 do nosso site vem da Argentina, é uma camisa de “passeio” e pertence ao Gimnasia y Esgrima de Jujuy um time fundado na cidade de San Salvador de Jujuy, lá no norte do país.

Quem me apresentou o time foi o nosso grande amigo Flávio Carrizo, que é natural no norte argentino! Um grande abraço a ele !!!

A história do clube começa em 1928, como Club Deportivo 23 de Agosto, e em 18 de março de 1931, adotou o nome “Club Atlético Gimnasia y Esgrima” de Jujuy.

Nos anos 40, o time obtém as primeiras conquistas na Liga Jujeña de Fútbol (LJF), e em 1945, tem sua primeira participação em uma competição nacional, a “Copa de la República“.

O time vira febre e vê seu estádio se abarrotar de gente em dias de jogos!

Manda seus jogos no Estádio 23 de Agosto, inaugurado em 18 de março de 1973, em um amistoso contra o Vélez de Catamarca. O estádio tem capacidade para 23.000 torcedores.

Olha que linda a foto das redes sociais do time:

O Gimnasia y Esgrima de Jujuy passa a disputar o campeonato da cidade de Jujuy e a partir de 1967, a Asociación del Fútbol Argentino (AFA) abre os torneios de fim de ano para os times do interior vencedores dos torneios regionais, assim, o Gimnasia se classifica para as edições de 1970 e 1973.

A partir de 1975, mais uma mudança da AFA permitiu o acesso direto à primeira divisão pelos times que ganhavam suas ligas e assim, o Gimnasia y Esgrima de Jujuy disputa o Nacional e faz uma incrível campanha, sendo vice líder do seu grupo…

E terminando o campeonato em 4º lugar!

O time faria boas campanhas na primeira divisão até 1982, quando deixou de disputar o campeonato. Em 1986, nova mudança da AFA criou a “Primera B Nacional” que tornou-se a nova segunda divisão e o Gimnasia passou a disputá-la.

Tudo parecia dentro do esperado, e até perdeu a graça quando o time chegou a cair para a terceira divisão. Em 1992, em uma final contra o Chacarita levou o time de volta para a Primera B, mas… Chegou a temporada 1993/94, e o time sagrou-se campeão com direito a jogar a primeira divisão, após 14 anos longe.

E surpreendendo as estatísticas, o Gimnasia permaneceu na divisão máxima por 12 temporadas, até o ano 2000, quando voltou à B Nacional.

4 anos depois, na temporada 2004/05, mais um dia de glórias! Novo acesso à primeira divisão, ao vencer o Huracán na disputa pela segunda vaga.

Dessa vez, o time conseguiu se manter na primeira até 2009. Em 2022, disputou a Segunda Divisão do Campeonato Argentino de Futebol, mas não conseguiu o acesso à primeira divisão.

Para acompanhar o time, acesso o seu Instagram oficial.

Que tal uma olhada em sua hinchada?

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#TBT: Treta no futebol andreense

O ano era 1968… Em uma tarde distante, uma partida colocou frente a frente dois times feras daquele ano, de um lado o Santo André FC, que viria a se tornar o EC Santo André, campeão da Copa do Brasil de 2004, do outro, EC Elclor, o time da Vila Elclor.

A Vila Elclor nasceu no entorno das “Indústrias Químicas Eletrocloro” que chegou ao ABC em 1941, produzindo soda, cloro e hipoclorito de sódio, e hoje faz parte do grupo Solvay – Unipar.

A Vila Elclor foi construída num lugar bem bucólico, no quilômetro 38 da estrada de ferro Santos-Jundiaí, para abrigar os trabalhadores da indústria.

Logo surgiram pequenos comércios, uma escola (inaugurada em 1958), linhas de ônibus que atendiam a vila e até mesmo uma estação de trem!

Porém, a grande animação veio quando foi construído um pequeno estádio, que seria a casa do EC Elclor, o principal time da vila! As imagens abaixo foram retiradas do vídeo de chegada do papai noel que está no Grupo de Facebook Vila Elclor:

Aqui, duas fotos do time de 1960, a primeira, da delegação que foi até Itamonte-MG para um amistoso:

A vila ainda existe, pertence à Santo André e fica entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba.

Aqui, dá pra ter ideia do local, no mapa:

Na foto abaixo, do Grupo Vila Elclor do Facebook, mostra onde ficava o campo (ali na parte superior direita):

Sem grandes sonhos, nem prestígio, mas com bons empregos e qualidade de vida para a época, algumas pessoas acabavam se sentindo um pouco desprezada pelos que viviam no centro da cidade. Ao mesmo tempo, foi crescendo nos moradores o sentimento de pertencimento e uma relação de amor e pela VilaElclor.

Amor, porque tudo o que se vivia girava em torno da indústria, sendo natural a gratidão pela oportunidade, mas ao mesmo tempo, a noite, antes de dormir, vários sonhos inalcançáveis vinham à mente das pessoas e aí ficava clara a ideia de que na verdade, estavam presos aquele lugar.

A estação de trem facilitava a chegada e saída de pessoas e também de times de outras cidades e até do interior, com isso alguns times tradicionais acabaram aparecendo pela vila pra jogar contra o EC Elclor.

O time começou a ganhar expressão e disputando principalmente com os times de Ribeirão Pires, que ficavam mais próximos.

Esse é o Cocada, ex jogador do EC Elclor:

Mas a grande sensação daquele ano era o recém criado “Santo André FC“, time profissional fundado em 1967. Mais do que um time, eles representavam a “outra” Santo André, cheia de planos e sonhos. Um time que na semana seguinte disputaria o Campeonato Paulista Profissional… Foto do site da Ramalhonautas.

E naquela tarde, os canarinhos (o Santo André FC jogava de amarelo e verde) seriam os visitantes a serem combatidos de toda maneira! Na hora do jogo, 300 pessoas se reuniram para torcer pelo time da casa!

Em campo, o time local jogava a partida da vida, não com foco na vitória, mas tentando se impor fisicamente e literalmente sentando a porrada a cada jogada e cada disputa.

Mesmo assim, o Santo André FC estava bem preparado e fez 1×0 em cobrança de falta de Zé Roberto aos 30 minutos.

Mas o preço pago foi caro, o goleiro Dorival (foto abaixo) e o meia Nilo acabaram saindo de campo machucados.

O segundo tempo começou e a violência continuou. Mas o time do Parque Jaçatuba não era bobo e também batia. O clima estava tão ruim que aos 38 minutos do segundo tempo, uma treta generalizada fez com que o árbitro Jovercino Gomes encerrasse a partida.

Dê uma lida na matéria sobre a partida:

O clima continuou pesado pela vila, com muita pressão feita não apenas pelos torcedores mas agora nas ruas pela população em geral que sabia da partida e da presença dos vizinhos. Só restou aos jogadores do Santo André FC se arrumarem rapidamente e rumarem para a estação de trem para voltar pra casa.

Enquanto o O EC Elclor ainda seguiu nas disputas amadoras da região, como em 1970, quando foi campeão dos aspirantes de Ribeirão Pires. Mas, acabou deixando de existir como time oficial.

A Vila segue por lá, mas sem a mesma emoção dos tempos de outrora, mas não ouse desafiar um time local para uma peleja…

Só não fique glorificando os tempos da Elclor, como se ela fosse uma iniciativa positiva em nossa região, porque apesar dos empregos, veja um pouco do legado deles:

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196 – Camisa do Moto Club – MA

A 196ª camisa do blog vem lá das terras quentes e lindas do Maranhão… Ah, que saudades dos lençóis maranhenses…

E… que saudades do açaí… Foram os dias que mais comi açaí na minha vida…

Fazer amigos nas ilhas do rio Preguiças também foi inesquecível…

E foi emocionante poder registrar o momento em que ele se encontra com o mar…

A cidade de Barrerinhas é um lugar bem gostoso pra se passear.

Claro que estando em São Luís, fomos visitar o Estádio Castelão

E também o Estádio Nhozinho Santos

Além disso, o Maranhão já passou aqui pelo blog quando falamos da camisa do Maranhão Atlético Clube

E, claro, quando falamos da camisa do Sampaio Correa FC

Mas finalmente chegou a hora de conta a história do Moto Club!

O Moto Club foi fundado em 13 de setembro de 1937, tendo como mascote o bicho papão (por isso, é chamado de “Papão do Norte“).

O Moto Club manda seus jogos no Estádio Nhozinho Santos.

Também manda as maiores partidas no Estádio Castelão.

O time foi campeão do Campeonato Maranhense de Futebol por 26 vezes, sendo a mais recente em 2018:

O Moto Club tem ainda um feito histórico no futebol local: o heptacampeonato entre 1944 e 1950. O poster abaixo é do site Futebol Maranhense Antigo:

Além disso, o Moto Clube também fez história no futebol nacional, com destaque para as 11 participações na série A, sendo a última em 1984.

Em 2022, disputou a série D do Brasileiro.

A sua torcida é bastante apaixonada…

Mas pra mim, o grande destaque é a galera do Moto Bangers, reduto dos rockeiros nas arquibancadas do time!

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195 – Camisa do Tupã FC

A 195ª camisa do blog representa as cores do Tupã Futebol Clube!

O time tem como mascote o Índio Guerreiro, que representa a ligação histórica com os indígenas que habitaram a região no passado.

Ah, e em agosto de 2022, o time apresentou como novidade sua nova identidade visual, baseado no escudo que foi usado entre os anos 30 e início da década de 40:

Com uma modernização do desenho original, o resultado foi esse (eu normalmente fico com um pé atrás, mas nesse caso achei a mudança positiva e bem conceituada):

Em 2018, acompanhamos uma partida contra o Osvaldo Cruz (veja aqui como foi)!

E ainda fizemos um post sobre o Estádio Municipal Alonso Carvalho Braga, veja aqui como foi!

O Tupã FC foi fundado em 8 de fevereiro de 1936, e tem uma história repleta de conquistas. Usando como base de pesquisa o livro “Os esquecidos“, a estreia do time nas competições oficiais da Federação Paulista se deu em 1944, no Campeonato Paulista do Interior disputando o grupo da 25ª região, que teve como campeão do grupo, o tradicional São Bento de Marília.

A próxima disputa registrada no livro é de 1947, quando outro time da cidade também participou da disputa: Ouro Branco FC e desse vez o Tupã sagrou-se campeão do Setor 29, indo para fase regionais onde enfrentou outros campeões setoriais: EC Noroeste, o campeão desse novo grupo, além do EC Municipal (Vera Cruz), Glória FC (Cafelandia) e o Bandeirante EC (Birigui).

A partir de 1947 é muito difícil ter a sequência de participações do Tupã FC no Campeonato do Interior, mas vale reforçar que nessa época o time obteve duas vitórias em amistosos contra o Santos, em 1948, e em 1950 e um outro contra o Vasco onde os cariocas venceram por 1×0.

Usei fotos das redes sociais do Tupã FC e do site Que fim levou, do Milton Neves para ilustrar este post com fotos dos esquadr˜ões antigos, ainda que nem todas estejam datadas, como esta abaixo dos anos 50:

Em 1949, estreou na Segunda Divisão, na época, só existiam 2 divisões e o campeão desse campeonato foi o Guarani.

Em 1949, este foi o esquadrão que defendeu as cores da cidade:

O Tupã disputou a segunda divisão até 1954 (quando a Federação criou a 3a divisão), com resultados apenas medianos.

Após se ausentar por um ano, em 1956, voltou à segunda divisão até 1959, quando perdeu a classificação para a fase final por apenas um ponto!

Entre 1960 e 1974 o Tupã FC disputou horas o terceiro nível do futebol, a “segunda divisão profissional” (1960, 69. 71 a 74), horas a “principal divisão”, que equivalia ao segundo nível (entre 1961 e 67), ficando alguns anos de fora (como 1970).

Em 1974, terminou a 2a divisão em 1º na fase inicial….


Sendo eliminado na segunda fase.

Joga o 3º nível do futebol paulista em 1975, o 2º nível em 1976, novamente retorna para o 3º nível em 77, 78 (classificando-se para a segunda fase), 79 (mais uma vez chegando na segunda fase), 80 e 81, quando terminou em 4º, classificando-se para a segunda fase…

Na segunda fase, mais uma grande campanha levou o time à decisão do grupo contra o campeão do primeiro turno (o Penapolense) e a vitória o classificou à fase final.

Infelizmente a campanha na fase final foi bastante inferior.

Em 1982 e 83 o time disputou o segundo nível do futebol paulista (a Segunda Divisão), mas ao final do ano, se licenciou do futebol profissional, voltando à 3ª Divisão em 1985, sendo eliminado na fase final de grupos, após liderar os grupos das duas fases anteriores.

De 1986 até em 1993, o Tupã permaneceu na 3ª Divisão, sem grandes campanhas, mas classificando-se para a segunda fase com certa frequência.

Com a redefinição do futebol paulista, a partir de 1994, o time passa a disputar a 4ª Divisão. Em 2006 abandona a competição, mas retorna no ano seguinte. “Pula” o ano de 2008 e retorna em 2009.

Em 2013, ficou a 3 pontos da final, mas conquistou o acesso à série A3, jogando com esse uniforme bem bonito:

Em 2014 faz uma série A3 mediana, com 6 vitórias, 7 empates e 6 derrotas, mas em 2015, não resiste e acaba rebaixado à “Bezinha” de 2016, licenciando-se em 2017, retornando em 2018, e novamente abandonando o futebol profissional após o campeonato de 2020, quando jogou com o time abaixo:

Durante o ano de 2022, ouviram-se muitos rumores sobre a volta do time em 2023. Fiquemos no aguardo!

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Ramalhão campeão dos Jogos Regionais 2022!!!

Dia de festa para o povo andreense! A cidade, representada pelo time sub 20 do EC Santo André chega a final dos Jogos Regionais contra a badalada equipe do Santos FC.

E lá vamos nós para apoiar o time!

Quanto vale o sonho de se tornar um jogador profissional de futebol? O que você estaria disposto pra isso? Hoje foi dia de ver vários jovens que estão nessa luta darem um passo a mais rumo a materialização do seu sonho: o EC Santo André sagrou-se campeão dos Jogos Regionais!

No meio da molecada, um cara mais velho que faz a diferença no resultado final: o técnico Baroninho!

Os demais que já passaram dos 20 estão ali na bancada apoiando!

E olha a moral desse time: até a Fúria Andreense colou hoje para apoiar!

Outros atletas do time estavam ali pra apoiar também!

Em campo, o Ramalhão não se intimidou com a equipe do Santos e fez valer o fator casa. Alexiel e Cledson ainda no primeiro tempo definiram a vitória do EC Santo André.

Os meninos do Ramalhão chegaram a colocar o time santista na roda…

Ao terminar a partida, o técnico Baroninho ainda mexeu em vários jogadores.

A torcida já aguardava o fim da partida pra iniciar a festa…

E o juiz nem bem apitou o término da partida e a festa começou!

Olha o troféu e as medalhas para os finalistas:

O nosso zagueirão, capitão do time, foi receber o troféu.

Lá no meio do time, pronto pra receber as medalhas está o Joel, dono do Museu do Ramalhão!

E aí já “medalhados”, os garotos do time do EC Santo André:

Po, e depois até a gente aproveitou pra comemorar com os jogadores!

Taí o nosso goleirão!

O time que mais tarde (as 14hs) enfrentaria o Mauá FC pela SP Cup também se juntou à comemoração.

Teve quem pagou promessa atravessando o campo de joelho.

E o nosso zagueiro argentino, Fabricio Sebastián? Tava lá também!

Aí está o futuro do nosso time!

Muitos desses jovens atletas conquistaram hoje seu primeiro título!

A resenha com os atletas no pós título:

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Longe de casa, contra tudo e contra todos…

Domingo, 8 de maio de 2022. Dia das mães. Enquanto a maior parte das pessoas se preparava para celebrar a data com a família, um pequeno grupo (que contou com uma vaquinha realizada pelos demais torcedores do Santo André para ajudar com as despesas das viagens) enfrentaram os mais de 700 km para acompanhar o Ramalhão pela 4a rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.

Vale lembrar que o Santo André começou bem o Campeonato, vencendo a Academia Pérolas Negras fora de casa, mas sofreu duas derrotas por 1×0 jogando como mandante contra Nova Iguaçu e São Bernardo FC. Assim, a partida contra o Cianorte era bastante delicada para o time do ABC.

As fotos abaixo são do perfil oficial do time, no Instagram:

Mas a rapaziada da torcida fez um vídeo mostrando como é o estádio, na visão da torcida visitante.

Pra quem não viu o jogo, o time local abriu o placar com gol de Caio Cunha… (as 3 próximas fotos também são do perfil oficial do time no Instagram):

E o grande Denis Germano empatou com um golaço de fora da área!

Tudo isso sob os olhares da nossa torcida, que mais uma vez se fez presente!

E ali ao fundo, as faixas das duas principais organizadas do Ramalhão: Esquadrão Andreense e a Fúria Andreense.

E agora, vejamos as fotos da nossa torcida, que ficou atrás do gol:

A torcida Ramalhina ficou atrás do gol, no setor ao lado de onde fica a organizada do time local.

A outra área do estádio, fica na região central e conta com uma pequena cobertura, é onde ficam os demais torcedores locais.

Quem acompanhou o jogo presencialmente pode contar não só com um belo espetáculo (um empate conquistado na raça e na técnica, já que o time jogou melhor essa partida), como teve uma grande proximidade com o time que não apenas aqueceu como fez questão de cumprimentar, agradecer e até mesmo de vir até o alambrado para conversar com os torcedores.

O Santo André foi a campo com Fabricio Araújo (que garantiu o empate com pelo menos 2 defesas difíceis e um ótimpo posicionamento, Eliandro, Henrique Caires, Caio Ruan (João Paulo) e Udson; Tiago Ulisses, Will (Davi Ribeiro), Gharib (Denis Germano, que entrou e marcou um golaço) e Natham; Maycon (Kayan) e Ruan (Vitor), dirigidos pelo nosso treinador José Carlos Palhavan.

A próxima partida será em Barueri contra o Oeste!

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