O Estádio Alcides Santos, a casa do Fortaleza EC

Já estamos em agosto de 2023 e ainda não acabamos de falar sobre os estádios que visitamos no Ceará, no rolê de fim de ano.
Já falamos sobre o Estádio Elzir Cabral, a Vila Olímpica, casa do Ferroviário AC, clique aqui e veja como foi o rolê.

Claro… Vale reforçar que além do futebol, a cidade de Fortaleza e a região em si, oferecem um montão de lindos passeios, principalmente envolvendo as praias!

Aqui, a praia de Lagoinha!

Mas deixando de lado (até pra não sofrer de saudades) as praias, vamos dividir aqui um pouco sobre o Estádio Alcides Santos!

O Estádio é a casa do Fortaleza EC, o tricolor de aço!

O Estádio Alcides Santos é chamado de Parque dos Campeonatos e fica na Avenida Senador Fernandes Távora, no bairro do Pici, por isso, o Fortaleza é chamado de o Leão do Pici!

Uma pena, mas mesmo conversando com o pessoal do clube, não foi possível adentrar ao clube. Também achei que fosse dar certo mas… não deu…

Mas, quando estava quase desistindo e aceitando que eu não veria nada mais do que as bilheterias pelo lado de fora…

Encontrei uma família que morava vizinha ao estádio e que permitiu que fizéssemos uma tomada de imagens da sua varanda, que pelo menos nos permitiu ver o campo.

E não é que deu pra pelo menos dar uma olhada na parte de dentro?

O Estádio Alcides Santos é o maior estádio privado do Ceará, com capacidade para cerca de 8 mil torcedores.

Em 1951, a Prefeitura Municipal de Fortaleza colocou o Estádio Presidente Vargas em reforma, fazendo com que a diretoria do Fortaleza decidisse voltar a ter um estádio particular, como o Campo do Alagadiço (nos anos 20) e o Estádio do Campo da Praça das Pelotas (nos anos 30). Mas, como nada é fácil, somente em 1957, obtém o terreno onde seria construído o Estádio Alcides Santos.

O nome do bairro vem da Base militar dos americanos em Fortaleza, durante a segunda guerra mundial, chamado de Post Command, ou “Pi Ci”.

O Estádio foi inaugurado em junho de 1962, mas o primeiro jogo oficial ocorreu apenas em 12 de março de 2008, válido pelo Campeonato Cearense daquele ano, com o Fortaleza empatando em 3 a 3 com o Itapipoca.

Em 2010 passou por uma ampliação chegando a uma capacidade de 8 mil torcedores. Com o novo formato, recebeu uma partida válida pela segunda fase da Copa do Brasil e o Fortaleza venceu o Guarani por 2×0.

E o portão que nos impediu de ver mais…

Calor né, Mari?

Talvez ali de cima fosse mais fácil ver o campo, sua arquibancada…

Mas ok, já valeu pelo menos de ter visto um pouco graças aos amigos da vizinhança, mas seria legal que os responsáveis pela burocrática permissão de visitar o campo, soubessem como seria bacana que as pessoas pudessem curtir o estádio como mais um ponto turístico da cidade.
Menção honrosa ao assessor de imprensa e aos demais colaboradores do time que chegaram a achar graça no fato de eu querer visitar o Estádio… É mole?

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O futebol em São José dos Campos

Aproveitando o nosso rolê por São José dos Campos para assistir ao jogo São José EC 2×0 EC Santo André e também CA Joseense 0x1 XV de Jaú, fizemos um registro de alguns estádios e da história do futebol local.

Mas antes disso, fomos andar pelas ruas do centro, pra sentir um pouco da cidade, começando pelo Mercado Municipal

E já que estamos por aqui, vamos curtir um som!

Também estivemos pelo Parque da Cidade.

Lá, visitamos o Museu do Folclore.

A história de São José dos Campos como a de todo Brasil é anterior à chegada dos europeus.
Há milhares de anos, a região era habitada por diversos povos indígenas, como os Guayanases, Guainás, Aimorés e Puris (retratados abaixo por Van de Velden), entre outros. Cada um com sua cultura, língua e modo de vida em harmonia com a natureza.

A chegada dos europeus efetivou um processo de desapropriação das terras indígenas, resultando em conflitos e até mesmo no extermínio de comunidades inteiras. Os sobreviventes tiveram que aceitar a política de aldeamento implementada pelos jesuítas.

Com a chegada da ferrovia (olha aí a estação), em 1876 potencializou-se a expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba, e São José dos Campos se desenvolveu economicamente.

Curiosamente, o futebol não se desenvolveu junto da Ferrovia como estamos acostumados a ver, mas sim, junto às indústrias.
Entre os anos de 1920 e 40, São José dos Campos recebeu indústrias de cerâmica (como a Cerâmica Weiss) e tecelagem (Tecelagem Parahyba e a Cia. Rhodosá de Rayon, do grupo Rhodia, fabricante de fios sintéticos).
A cidade ainda iria passar por outras fases mais modernas de industrialização (lembre-se que aí fica a sede da EMBRAER), mas foram as fábricas do início do século que movimentaram o futebol local.

A cidade teve nada menos que 9 times disputando as competições profissionais do futebol paulista:

Vamos relembrá-los por ordem cronológica de fundação.
O mais antigo deles é a Associação Esportiva de São José, fundada em 15 de agosto de 1913 com o nome de “São José Futebol Clube“, rebatizada como Associação Esportiva São José em 23 de maio de 1918.

Seu campo ficava no local onde hoje está o Ginásio Poliesportivo Linneu de Moura.

Sua estreia no profissionalismo se deu em 1922 quando disputou a Divisão do Interior da APSA (Associação Paulista de Sports Athléticos) e terminou em último lugar, as se torna o primeiro time de São José a figurar nas competições oficiais.

A Esportiva de São José termina na mesma colocação em 1923, mas segue fazendo história no futebol paulista.

Em 1927, disputa o Campeonato do Interior da LAF (Liga dos Amadores de Futebol) jogando a Seção Sul da Zona Central do Brasil.
Em 1930 e 31 disputa o Campeonato do Interior da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).
Aqui, o time de 1942 que também jogou o Campeonato do Interior:

A Esportiva de São José disputou ainda os campeonatos de 1943, 44 e 1946 quando foi campeão da 1ª Zona do Campeonato do Interior (grupo com os times abaixo), perdendo o título da região para o Cruzeiro FC:

Em 1957, a Associação Esportiva São José decidiu extinguir seu departamento de futebol. Mas o clube social segue vivo!

A Associação Atlética Santana do Paraíba é o segundo time mais antigo, tendo sido fundada em 10 de outubro de 1913, poucos meses depois da AE São José.

O campo da AA Santana do Paraíba ainda está de pé, mas acabamos não o visitando desta vez, até porque atualmente o time manda seus jogos no AD Parahyba (que vamos mostrar mais abaixo):

O time disputou uma única edição oficial do futebol paulista: o Campeonato do Interior da LAF, em 1928, jogando a Seção Sul da Região Central do Brasil. Naquele ano, o time era denominado Sant’Anna FC.

Aqui, a AA Santana do Paraíba nos anos 40. Em 1942, 43 e 44 disputou o Campeonato do Interior.

Na sequência, foi fundado o Esporte Clube São José em 13 de agosto de 1933.

Até por levar o nome da cidade, o time logo ganhou o carinho dos torcedores, ainda que tenha se mantido por décadas disputando apenas as competições amadoras.
Como São José dos Campos tinha muitas formigas, o time ficou conhecido como “Formigão“.

Duas equipes da cidade, o Klaxon Clube e o Internacional FC, se fundiram para fortalecer ainda mais o São José, o que acabou aumentando a rivalidade com o outro time da cidade, a Associação Esportiva São José. Na foto abaixo, um encontro entre os dois times.

Em 1943, estreou no Campeonato do Interior, jogando até 47.
Em 1957, o time faz a estreia no futebol profissional, jogando a 3ª divisão, com o time abaixo:

Após aquela aventura, o EC São José se licenciou e só retornou ao profissionalismo em 1964, desta vez na 4ª divisão, da qual foi campeão, obtendo o acesso para a Terceira Divisão do ano seguinte.

Em 1965, o Formigão do Vale brilhou na fase inicial da Terceira Divisão, liderando a sua série:

Mas o time foi mais longe, sagrando-se Campeão da Terceira Divisão de 1965, garantindo o acesso para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Aqui, a fase final do Campeonato:

Esse é o time de 1965:

Assim, em 1966 disputa a 2ª divisão do Campeonato Paulista.

Aqui, o time de 1967 que disputa a segunda divisão:

Foi nesse período que o clube revelou o goleiro Emerson Leão, que veio das categorias de base.

De 1970 a 76 disputou a 2ª divisão, sendo que em 1972, conquistou o título do Campeonato, classificando-se em na primeira fase, atrás do SAAD

Na segunda fase, vingou-se do time de São Caetano chegando à final contra o Garça FC:

O Formigão venceu por 3×0 em casa e empatou por 0x0 em Garça mas não subiu pra primeira, porque o acesso estava suspenso pela Federação Paulista.

Infelizmente, o time custava mais do que arrecadava e passou a se afundar em dúvidas.
O time permaneceu jogando a segunda divisão até 1976, quando para vencer as dívidas encerrou sua existência, mudando seu nome e dando origem ao atual São José EC (já já falaremos dele).

O EC São José mandava seus jogos no antigo “Estádio da Rua Antonio Saes“, que desde 1942 era oficialmente denominado Estádio Martins Pereira, que viria a ser também o nome do Estádio atual.

Tentei fazer uma sobreposição imaginando onde seria o Estádio nos dias atuais…

Não resistimos e fomos até a atual Igreja que ocupa o espaço imortalizado pelo futebol, pra imaginar como era…

Antes que crucifiquem a Igreja Universal (que trocadilho hein?), vale dizer que a área foi ocupada por um supermercado Jumbo Eletro depois do Estádio.

No site do Museu do Futebol encontrei essa foto da torcida do Esporte Clube São José no 0 X 0 contra o Fernandópolis, em 1960:

Sua capacidade era de apenas 5 mil torcedores, motivo pelo qual a cidade se organizou para a construção do novo Martins Pereira. O Museu do Futebol tem também uma foto que registra a última partida disputada no Estádio da Rua Antonio Saes: o amistoso EC São José 2X0 DERAC, de Itapetininga.

O time seguinte a ser fundado foi o Rhodosá Atlético Clube, em 13 de fevereiro de 1948.

O time foi formado por trabalhadores da Companhia Rhodosá de Rayon SA, indústria química, instalada no bairro de Santana.

O time se filiou à Federação Paulista de Futebol (FPF) e passou a disputar o Campeonato Amador pela Zona de Lorena. Aqui, o time de 1949 que disputou competições e torneios amadores e com outras indústrias.

O Rhodosá Atlético Clube se tornou bicampeão amador em 1959 e 1960, levando o time a se tornar o 1º time profissional de São José dos Campos, disputando a 4ª divisão em 1965, ainda que sem conseguir realizar uma grande campanha:

De qualquer forma, o time fez história no futebol e isso não se apaga jamais!

O Rhodosá AC teve até um time feminino!

Mandava seus jogos no Estádio Dr Roberto Moreira (nome do presidente da Rhódia na época) construído junto à fábrica, no bairro de Santana, e inaugurado em 1956.

Como o endereço em mãos fomos até lá para ver se o Estádio ainda existe, mesmo com o fechamento da indústria.
Próximo do local, encontramos esta linda e gigantesca árvore:

Olha aí a frente do Estádio:

Olhando do lado de fora, deu pra ver que o que encontraríamos não era mais um estádio de futebol…

A entrada para o antigo estádio é esse portão:

Pedimos permissão para o “caseiro” da atual área e fomos tentar encontrar algo do antigo estádio. Olhando assim, parecia apenas uma casa, mas… o que parece aquilo no andar de cima?

Subi essa escada, sabendo onde chegaria…

Aí está a arquibancada do Estádio Dr Roberto Moreira, o Campo do Rhodosá!

Presença registrada em mais uma arquibancada histórica!

Agora, olhando da arquibancada, aqui está (está ???) o gol da esquerda:

O gol da direita:

E o meio campo:

Encontrei uma imagem que mostra o campo algumas décadas atrás:

Missão cumprida, ainda que os registros não sejam muito animadores…

Dando sequência, é vez de falar do Corinthians Futebol Clube de São José dos Campos, fundado em 3 de janeiro de 1954.

Lá no Mercado Municipal já havia visto (e registrado) esse poster do time, no bar em que ouvimos aquele senhor cantar.

Inicialmente, o Corinthians FC usava um campo que ficava na Praça Duque de Caxias, 48, no bairro do Jardim Paulista.
Esse é o time de 1961, vice campeão local:

Em 1976, decide disputar a 3ª divisão, mas infelizmente acaba abandonando a competição ao fim do primeiro turno.

Falemos agora do Grêmio Olimpico Futebol Santanense, fundado em 5 de setembro de 1975. Distintivo direto do site Escudos Gino:

O clube surgiu por iniciativa de atletas da equipe juvenil do Esportivo Futebol Clube, que queriam levar o futebol adiante, fazendo surgir o Grêmio Olímpico de Futebol Santanense.
Aqui, o time de 1981:

Depois de muitos campeonatos amadores e locais, o time decidiu se profissionalizar e disputar o Campeonato Paulista da Terceira Divisão em 1986.

De 1986 a 92 disputou a 3ª divisão.

Destaque para a campanha de 1988, quando se classificou em segundo lugar na primeira fase:

Liderou a fase 2:

E só acabou desclassificado na penúltima fase.

O Grêmio Santanense mandou seus jogos no campo da ADC Parahyba, o campo que surgiu junto à Tecelagem Parahyba presente em São José de 1925 até 1995. Hoje ainda há produção de cobertores por meio de uma cooperativa de ex- funcionários. Ficou conhecida com a marca Cobertores Parahyba.

Como o Estádio ADC Parahyba, também conhecido como o “Campo da Tecelagem”, ainda está lá, fomos fazer uma visita para registrá-lo:

Diferente do estádio do Rhodosá, confira que lindo está o Campo da Tecelagem:

Então, vamos eternizar mais este lugar com nossa humilde câmera digital kkkk

Olha que charmosa a arquibancada que lembra a geral dos tradicionais estádios brasileiros:

Lä do outro lado também existe um lance de arquibancada, o que totaliza mais ou menos 5 mil lugares para a torcida.

A manutenção do local garantiu mais um momento histórico para o futebol local, ao receber jogos da Copa Libertadores de América de Futebol Feminino de 2011 a 2014.

Aqui o gol da esquerda:

Aqui, o meio campo:

Aqui, o gol da direita:

Ali ao fundo, os bancos de reserva e vestiários:

A arquibancada é única e realmente inesquecível!

Agora, é a hora de falar do time mais expressivo e tradicional da cidade: o São José Esporte Clube.

Pra isso, devemos voltar a 1976, com o antigo EC São José completamente endividado. A solução para a situação foi “encerrar” o antigo clube e realizar uma reformulação da identidade, fazendo surgir um novo São José.
O Formigão deixava de existir para em seu lugar surgir a Águia do Vale.
O preto e branco deram lugar ao azul, amarelo e branco, as tradicionais cores da cidade.

Assim, em 24 de dezembro de 1976, surge o São José EC e que logo no ano seguinte, passa a disputar a 2ª divisão (a Intermediária) e logo no primeiro ano, termina em 3º lugar:

Mesma posição do ano seguinte (1978):

E também a de 1979:

Finalmente em 1980, chegou a vez do São José EC realizar uma campanha quase perfeita e finalmente subir para a Primeira Divisão.
Essa foi a primeira fase:

Liderou também a segunda fase:

Depois vieram as semifinais contra o Aliança de São Bernardo (0x0 no ABC e 2×1 em São José), depois as finais com o Grêmio Catanduvense (ganhando como visitantes por 1×0 e 4×0 em casa) e sagrando-se assim campeão, com o meu ídolo Tonho, no gol.

Sua estreia na 1ª divisão em 1981 foi incrível! Em um campeonato maluco, chegou à fase final, após 2 turnos, em um grupo ao lado de Palmeiras, Santos e Ponte Preta, mas não se intimidou…

Assim, fez a final do turno com o São Paulo, vencendo em São José por 1×0 e perdendo por 3×2 no Morumbi, em um jogão!

Em 1982, o São José realizou uma campanha mediana, mas em 83, acabou rebaixado, e acabou se licenciando até 1985 quando voltou a disputar a segunda divisão, mas teve uma campanha fraca, assim como em 1986.
Mas, em 1987, novo bom momento: com o vice campeonato da 2ª divisão, o São José estava de volta à elite!

Assim de 1988 a 93, a Águia voou pela 1ª divisão, com campanhas interessantes, um 3º lugar em 88, um vice campeonato em 1989, com o time abaixo (olha o goleirão Rafael no time!):

Em 1990, 91e 92, novamente campanhas medianas, culminando no rebaixamento de 1993.
Assim, em 1994 o São José EC jogava mais uma série A2.
Mas, em 1996, um terceiro lugar devolvia a Águia à principal divisão do futebol paulista.

De volta à primeira divisão, o São José EC conseguiu se segurar até 1999 quando acaba rebaixado mais uma vez.
Mas dessa vez, após 4 anos na A2, a águia foi parar na A3.
Daí em diante, o time passou por muito sobe e desce, jogando a A3 em 2005 e 06, a A2, de 2007 a 2014, a A3 em 2015 e 16, a Segunda Divisão de 2017 a 2020, a A3 de 2021 a 23, quando finalmente volta à série A2.

Vale reforçar a importância e o sucesso do time feminino do São José, criada em 2001.
O time foi vice campeão Paulista de 2010. Em 2011, garantiu vaga na Copa Libertadores por ser sede do torneio, do qual sagrou-se campeã!

Em 2012, conquistou seu primeiro título da Copa do Brasil e o Campeonato Paulista.
Em 2013, o bicampeonato da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.

Em 2014, além da Libertadores, o São José conquistou o Torneio Internacional de Clubes, derrotando o Arsenal.

Desde 2017, infelizmente, vive um período de declínio na modalidade.

Mas a cidade de São José dos Campos ainda tinha inspiração para mais times e em 1º de outubro de 1998 foi fundado o Clube Atlético Joseense.

O time nasce com foco nas categorias de base, participando dos campeonatos sub-20, 17 e 15, além da Copa São Paulo de Futebol Jr, a partir de 2001, quando também participa da Série B3 do Campeonato Paulista.
Termina em 5º lugar e consegue o acesso para a Série B2, onde ficou até 2004, quando subiu para a Série B (a quarta divisão, na prática).

Aqui, o time de 2010:

Em 2012, garantiu acesso à Série A3 do Campeonato Paulista, a ser disputada pela primeira vez em sua história no ano de 2013.
Em 2014 mudou seu nome para São José dos Campos Futebol Clube, mas a ideia não foi muito bem aceita pela população local que considerou que o time estava tentando tomar o lugar do tradicional “São José EC”.

Em 2017, decidiram voltar ao nome de origem.
Em 2018, acaba rebaixado para a Segunda Divisão, onde está até os dias de hoje.
Este é o time de 2022:

Este é o time de 2023, que segue na briga (aliás, confira o post sobre o jogo contra o XV de Jaú aqui) pelo acesso à série A3:

O último time fundado na cidade foi o Futebol Clube Primeira Camisa, fundado em 2 de março de 2007.

O time surgiu de uma iniciativa do zagueiro Roque Júnior em parceria com as categorias de base do São José.

Em 2008, o time se profissionalizou e passou a disputar a 4ª divisão, onde ficou até 2011, quando se licenciou.

Em 2007, fez uma parceria com o São José EC e os atletas do Primeira Camisa representaram a Águia do Vale na Copa São Paulo, tendo a melhor campanha de um time de São José dos Campos na Copa São Paulo, chegando nas quartas de final, quando perdeu para o Cruzeiro, em um Martins Pereira, com mais de 20 mil torcedores e com gente do lado de fora.

Ufa… É mesmo muita história!

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O Estádio Municipal João Cassemiro de Campos, em Cesário Lange (SP)

Cesário Lange é uma cidade que tem se destacado em relação ao turismo graças ao Castelo Park inaugurado em 2014, e que aos poucos vai se transformando em um passeio bem legal por estar próximo de importantes cidades como Sorocaba, Itu e mesmo do ABC e da capital.

Originalmente, era provável que povos kaingangs “coroados” vivessem ali, já que se espalhavam pelo oeste paulista até chegar ao atual Mato Grosso do Sul. Pela proximidade com a região da capital, talvez existissem também tupinikins e outros povos…

A partir do século XVII a região recebe a presença dos primeiros portugueses e nos séculos seguintes, por meio das bandeiras em busca de minérios e até mesmo de indígenas, essa presença passa a ser mais forte até que por volta de 1872, algumas famílias passam a ocupar as terras e iniciam um núcleo de povoamento, que seria conhecido como “Passa Três”.

Vale ler o incrível livro de Darci Ribeiro, pra se aprofundar mais sobre o tema!

Em 1880, surge uma capela em homenagem à Santa Cruz.
Em 1908, são elevados a Distrito de Paz “Cesário Lange” e a município, em 1959.

E lá fomos nós conhecer a cidade, comer um hambúrguer vegetariano no Rota 79!

Também foi bacana acordar cedo pra ver o sol nascer e pintar de rosa o céu de Cesário Lange.

Por essas e outras, é fácil gostar da visita à cidade!

Pelo menos valeu pra comemorar o aniversário do Bia!

Mas, sendo um passeio de família, não podíamos deixar de visitar o… Estádio Municipal João Cassemiro de Campos!

O Estádio nunca recebeu nenhuma partida por competições oficiais, mas tem uma estrutura de fazer inveja a muitos times profissionais!
Olha que arquibancada coberta mais bonita!

Pra quem quer conhecer o campo, veja o gol do lado direito:

O gol do lado esquerdo:

E o meio campo, com direito a um alô do seo Osvaldo ali:

Vamos dar aquele tradicional rolê pra você conhecer melhor mais um templo do futebol:

É estranho imaginar que o futebol profissional ainda não estreou esse lindo campo, fica a sensação de que ainda existe algo a ser feito…

Quem sabe algum dos times amadores não cheguem a esse feito…. Ou mesmo alguma empresa não queira apoiar uma iniciativa dessa?

Ou… E se o Departamento Municipal de Esportes não crie condições para ver a cidade no mínimo receber uma edição da Copa São Paulo?

É… Talvez a capacidade do Estádio precise ser um pouco aumentada…

Mas… Aí estamos! Em mais um campo que faz a diferença para a cidade e quem sabe o que pode. servir no futuro?

Aí está a estrela principal: o gol!

Gramado natural, aparentando muita vida, é a força da natureza!

Aparentemente, temo um sistema de iluminação que garante partidas noturnas!

E linda a arquibancada não?

O futebol local, mesmo que ainda limitado ao amadorismo, tem grande força junto aos cidadãos, tendo um dos seus representantes o Ipiranga FC, fundado em 1999 e que homenageia um antigo time homônimo da cidade.

Outro time que tem destaque em dias atuais é o Passa Três FC, que homenageia o antigo nome da cidade!

E por fim, dois times que tem feito sucesso nas competições atuais: a Associação Atlética Alvorada.

E o Castelo FC:

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Vitória FC (ES) 3×1 EC Santo André – SÉRIE D 2023

Sábado, 15 de julho de 2023.
Depois de termos acompanhado o Ramalhão pela série D no Rio de Janeiro e em Minas Gerais é hora de ver o time no Espírito Santo, em um jogo decisivo contra o Vitória FC!!!

Quem disse que não ia dar pra misturar um pouco de praia e futebol no mesmo rolê?

Eu sou fã da cidade, das praias e do futebol de Vitória-ES! É um passeio divertido, cheio de oportunidades e até que barato, mesmo indo de avião.

O Estádio a ser registrado hoje é o Estádio Salvador Venâncio da Costa, o Ninho da Águia!

Já estivemos lá anos atrás, veja aqui como foi aquela visita!

Olha aí como é o entorno e a chegada no estádio:

Aí os amigos Gabriel e Gabriela, figuras mais que carimbadas nos jogos do Santo André, hoje, o Gabriel é o torcedor 100% nas partidas (em casa e fora) do ano!

Foi bom poder rever o amigo Marcos lá do Espírito Santo (da cidade de Serra) que esteve aqui em Santo André conosco e agora recebe nossa visita!

Ingresso em mãos, vamos ao campo!

Como a entrada dos visitantes estava fechada, pudemos conhecer um pouco da torcida do Vitória FC que nos recebeu muito bem!
Venha conosco dar um rolê pelo Estádio!

Vale reforçar que embora já tenhamos visitado Vitória por várias vezes, esta é a primeira vez que conseguimos assistir a uma partida na cidade e no estado do Espírito Santo.

E que bom que ainda existem momentos em que podemos andar no meio da torcida adversária sem ter nenhum tipo de problema.

Aliás, pra quem critica as torcidas organizadas, elas tiveram papel decisivo nesse clima amistoso no estádio! Aí, o pessoal da Torcida Sangue Azul que representou nas bancadas locais!

Foi bom ver que o futebol capixaba parece estar no mínimo se renovando, já que muita gente desmerece o próprio estado e ainda adota times de outros lugares.

Pode se dizer que o Estádio Salvador Costa, embora tenha uma capacidade limitada, atende muito bem ao torcedor.
E nesse jogo decisivo, embora estivesse do lado visitante, pude ver uma verdadeira festa na bancada local!

O Estádio Salvador Venâncio da Costa é conhecido como o “Ninho da Águia” e fica no bairro de Bento Ferreira, próximo ao centro da cidade.

A capacidade atual é cerca de 3 mil torcedores, mas quando foi inaugurado, em 1967, tinha capacidade para 5 mil pessoas.

Essa série D é um programa muito legal pra quem gosta de conversar sobre futebol com torcedores que não vivenciam a mesma realidade local que estamos acostumados. Muita gente ainda lembra e comentou comigo da Copa do Brasil de 2004!

O nome do Estádio é uma homenagem ao presidente do clube, responsável pela construção do estádio. Antes dele, o Vitória FC jogava no Estádio Governador Bley, em Jucutuquara

Aqui, a arquibancada ainda estava um pouco vazia, pois a partida ainda não havia começado, mas é bacana pra você ter uma ideia do espaço:

A inauguração do Estádio Salvador Costa foi em 2 de abril de 1967, com o amistoso Vitória 0 x 1 Botafogo-RJ. E hoje, aí estamos nós fazendo parte dessa história!

Aos poucos forma chegando mais torcedores e foi se criando um clima de decisão, como era esperado (e até desejado) por todos que gostam do futebol!

Times perfilados e é hora do jogo começar!

Bom, falando um pouco do nosso lado da bancada, as torcidas organizadas do Santo André também se fizeram presente: Esquadrão, Fúria e Ramalhão Chopp!

Olha aí o goleiro Ramalhin, Junior Beliatto!

Aqui, o atacante Rodrigo Carioca, que tem feito boas atuações pelo Ramalhão.

O Santo André terminou o primeiro tempo em cima do time local, o que deu grande esperança à torcida visitante.

Mas no segundo tempo, a torcida local botou pressão no alambrado!

Do nosso lado, muitos nos perguntavam se realmente a gente veio de Santo André só pra ver o jogo hehehehe.

Ficamos bem próximos do nosso banco de reservas.

O Santo André abriu o placar e virou o primeiro tempo assim.

Mas o estádio estava empolgado e no segundo tempo, um gol de penalty colocou fogo no jogo!

A festa da torcida local não parou por aí… O Vitória fez 2, depois 3×1!!

Saudações ao amigo Doug e o lindo trabalho que está fazendo de recordação do passado das torcidas do Santo André via o .ACERVO 1967

Segura o cara!!!

Bacana ver que as torcidas organizadas de Santo André e Vitória se respeitaram bastante!

Até o pessoal da Pantera Cor de Raça (do Democratas-MG) apareceu por lá!

Ao término do jogo, os portões do campo foram abertos e deu pra caminhar pelo gramado e sentir de perto a emoção da série D.

Aproveitei pra tirar uma foto com o Ney Barreto, técnico do Vitória FC, um novo nome para o futebol!

Fica o abraço pra amigo Leidimar, torcedor do Vitória!!


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Santo André 2×0 Nova Iguaçu (série D – 2023)

Sábado, 8 de julho de 2023.
O EC Santo André encontra-se extremamente pressionado após uma série de partidas sem vitória pela série D e pela copa Paulista.
Hoje, o time precisava vencer de qualquer maneira.
E venceu!

Teve até fila pra entrar… Mas foi só coincidência da galera chegar ao mesmo tempo, infelizmente o público não chegou a mil torcedores.

Pegue o seu ingresso e não tente entender o que motiva nossa torcida a seguir acreditando…

Times em campo. O Nova Iguaçu mostra porque é conhecido como a Laranja Mecânica: seu lindo uniforme!

Começa o jogo e a torcida do Ramalhão só pode apoiar e aguardar.

Bola rolando! Infelizmente a torcida visitante não compareceu, o que faz o jogo perder em brilho. Futebol sem torcida é menos legal…

O time do Santo André, diferente dos jogos anteriores, se coloca mais a frente e arrisca chutes de fora da área, um ponto bastante cobrado pelos torcedores em geral.

Dê um alô pro pessoal da TUDA!

Olha o bandeirão da Fúria subindo!!

E vem aí a nova geração de torcedores apaixonados pelo Ramalhão!

O jogo segue com maior domínio do Ramalhão, sem sofrer pressão do adversário como ocorreu nos jogos anteriores.

Aos 37 do primeiro tempo o atacante Alexiel abriu o placar para a festa dos donos da casa: EC Santo André 1×0!

Intervalo de jogo é hora de assistir o jogo lá do outro lado, próximo do pessoal da Esquadrão Andreense.

Aos 15 do segundo tempo, Rodrigo Carioca fechou o placar: EC Santo André 2×0!

Confira os gols:

Daí foi só deixar o tempo passar, segurando-se nos contra ataques. O Santo André não só voltou a vencer como aproximou-se ainda mais da sua vaga para o mata-mata da próxima fase.

Vale a pena curtir um “pós jogo” com os jogadores estando ali próximos da torcida!

E a foto já no vestiário:

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Mauá FC 1×1 VOCEM – Campeonato Paulista – Série B – 2023

Domingo, 2 de julho de 2023.
Manhã de sol convidativo a sair de casa e se dirigir ao Estádio Municipal Pedro Benedetti, a casa do futebol profissional em Mauá, onde o time local enfrenta os visitantes de Assis!

Hora de pegar o ingresso.
Na Bezinha esses são os preços em 2023:

E está quase tudo pronto… Ingressos na mão…

Bandeiras hasteadas…

Jogadores perfilados para o hino…

Ainda dá tempo para a foto dos times.
Em campo, como visitante, o VOCEM, time que tem uma forte ligação com o blog por ter nascido literalmente em frente à casa dos meus avós e ter por várias vezes contado com meu pai, e meus tios no time.

E se envolve o VOCEM, o seo Osvaldo, meu pai, está presente pra apoiar o time que já defendeu como jogador e torcedor!

Do outro lado, o time local: Mauá Futebol Clube fundado em 23 de outubro de 2017 e que estreou na Segunda Divisão do Campeonato Paulista em 2018.
Aliás estivemos presente em um jogo deles contra a AA Itararé, pra conhecer de perto o novo time do ABC (veja aqui como foi).

O Estádio Pedro Benedetti está em sua melhor fase dos últimos anos, e tem recebido os jogos dos dois times da cidade: o Mauá FC e o Grêmio Mauaense, lembrando que ambos se classificaram para esta segunda fase da Bezinha.

E começa o jogo!

O Mauá FC tentando se colocar como os donos da casa, propondo as jogadas e tentando dominar a bola no chão.

Como não tinha muita gente, dava pra ouvir os próprios jogadores gritando um com os outros para coordenar as melhores jogadas.

E se não teve muita quantidade, em qualidade o público estava nota 10! Aí está o Daniel, amigo que vive, pesquisa, registra e respira o futebol de Mauá (amador e profissional)! Já falamos dele aqui no blog quando contamos a história do futebol de Mauá (veja aqui como foi!).

Além do Daniel, estiveram ali ao nosso lado outras figuras do futebol, a começar pelo Tegi, presidente do Mauá FC, o seo Clóvis -nascido em Assis e que agora vive em Mauá-, além do Airton, um soteropolitano colecionador de camisas que estava ali conhecendo o Estádio, e o Fernando, do Grêmio Mauaense! Uma verdadeira seleção!

Pra quem não está acostumado, pode não fazer muito sentido acompanhar os jogos da 4ª divisão do Paulista, mas ao lado dessa galera saiu tanta história e tantas risadas que deixaram o jogo muito mais legal de assistir. E futebol é isso, pra mim, é mais que um jogo, é uma cultura mesmo que se constrói na arquibancada, principalmente.

Pra quem se acostumou um jogo de correria e chutão, Mauá FC e VOCEM fizeram um jogo diferente, bem jogado, com tentativas de ambos os lados de se chegar tocando até a meta adversária.

O Mauá FC abriu o placar em um escanteio que encontrou o atacante Gustavo sozinho na pequena área.

Festa na arquibancada local!!!

O jogo ficou ainda mais pegado com o time visitante arriscando chutes de fora da área e o Mauá FC buscando matar a partida no contra ataque…

Quando tudo parecia resolvido, o time de Assis empatou o jogo em uma batida de fora da área, para a alegria do Seo Osvaldo.
O gol pode ter iniciado em uma jogada irregular, já que ficamos com a impressão que o jogador havia usado a mão para dominar a bola, antes de bater de primeira e marcar um golaço!

E nem mesmo a última chance já nos derradeiros segundos de jogo trouxe o gol da vitória para o Mauá FC

Para o time de Mauá fica o apoio e carinho da sua torcida!
E a nossa torcida para que, quem sabe, os dois se classifiquem e possam ao menos se manter no 4º nível do futebol paulista a partir de 2024.

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O futebol em Ouro Branco: o Betis FC e o Estádio Municipal José Mapa Filho

No dia 7 de junho de 2023, fomos até São João del Rei acompanhar o Ramalhão pela série D.

O feriado começou meio esquisito, já que o Santo André perdeu por 4×2, mas logo se transformou num rolê incrível que nos permitiu visitar uma série de lugares lindos, e estádios como o do Guarany e do Marianense (ambos de Mariana-MG), o do Aymorés FC (de Tiradentes), o do AC Três Corações / CA Tricordiano (ambos de Três Corações), o do Bangu EC (em Congonhas), o do América RF, do Social FC, do Figuerense EC, do Minas FC e do próprio Athletic Club (todos estes 5 times de São João Del Rei).

Vale lembrar que todo esse rolê foi feito em uma enorme área que era território dos povos Puri, muito antes da chegada dos europeus.

Em nosso penúltimo post sobre este rolê vamos falar da nossa visita ao Estádio Municipal José Mapa Filho, a casa do futebol em Ouro Branco-MG.

A cidade de Ouro Branco era uma incógnita para nós já que nunca tínhamos lido nada sobre ela.
Sua origem relaciona-se à bandeira guiada por Borba Gato em busca do ouro, que diziam estar aos pés da Serra de Ouro Branco, nascendo assim o arraial de Santo Antônio de Ouro Branco e logo sua Igreja Matriz, que chegou a ter reformas por Aleijadinho.

A cidade está localizada entre as montanhas da Serra de Ouro Branco, marco inicial da Serra do Espinhaço, que se estende até a Bahia.

E olha que visual lindo… Quanta boa energia vinda da montanha…

Voltando à cidade de Ouro Branco, fomos conhecer o Estádio Municipal José Mapa Filho, o “Mapão“, a casa do Betis Futebol Clube fundado simbolicamente em 12 de outubro de 1999, dia das Crianças, uma vez que o time surge como ação social parra atender mais de 200 crianças por ano, afastando-as das drogas.

O time teve como inspiração o Betis da Espanha, tanto em seu nome, como em suas cores e uniformes.

Embora formado com foco no social, em 2017 o Betis FC fez sua estreia no profissionalismo disputando a segunda divisão do Campeonato Mineiro.

Mas desde o seu primeiro Campeonato, o Betis criou uma sina: a de ser o último colocado 🙁

Foi assim também em 2018:

E em 2019

Em 2020, idem…

Em 2021, novamente foi o lanterna do seu grupo na Segunda Divisão:

Até que finalmente, em 2022, disputou a Segunda Divisão, terminando em 7º no seu grupo a penúltima colocação!

Em 2023, aparentemente abandonou o profissionalismo e deve limitar-se às categorias de base, oficializando um incrível recorde: o de nunca ter vencido como mandante!
Então nos dirigimos até o Estádio Municipal José Mapa Filho para tirar a zica desse campo!

A entrada com as bilheterias já tiveram dias mais honrosos…

Olha como ela era:

Lá dentro, uma grata surpresa: um estádio muito acertadinho com grandes arquibancadas em ferro!

Olha aí o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Hora de um role pelo estádio conosco:

Os bancos de reserva:

O sistema de iluminação segue por lá!

Mais um olhar nas arquibancadas do Mapão, antes de ir embora!

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O futebol em Mariana-MG: o Guarany FC e o Marianense FC

Puxa, e lá se vão 13 anos do nosso rolê por Mariana-MG
Confira aqui como foi nossa primeira visita!

Naquela viagem conseguimos viver um pouco do futebol local, começando pelo Estádio Emílio Ibrahim, onde a Mari encontrou a camisa do Guarany FC:

E também a sede do Marianense FC:

O tempo passou e voltamos a visitar a linda cidade de Mariana-MG:

Visitar Mariana significa voltar ao século XVIII e reviver uma época de grande poder da Igreja.
Esta é a de São Pedro dos Clérigos, um importante templo católico barroco, cujas obras começaram em 1753, mas abandonadas em 1820 sem que as torres tivessem sido erguidas, só seriam finalizadas em 1922.

Além disso, toda a arquitetura do centro da cidade também ajuda a recordar uma época bem distante…

Além disso, o tradicional passeio de Maria Fumaça ajuda a ter uma experiência com a Estrada de Ferro que foi tão importante no escoamento das riqueza da região para Portugal. Pena que neste momento, a estação está passando por reformas…

Mas não se deixe enganar… Antes dos europeus e bandeirantes chegarem com suas cachaças mal feitas, como retratou Debret em uma se suas gravuras representada abaixo, esse era um território ocupados pelo povo Puri!

O grande charme futebolístico de Mariana é a luta de classes materializada no futebol: de um lado, a elite local representada pelo primeiro time da cidade: o Marianense Futebol Clube, do outro, criado para representar a camada mais popular da cidade: o Guarany Futebol Clube.

E ali mesmo no centro, mantém-se, não se sabe por quanto tempo ainda, a sede do Marianense FC.

O Marianense FC foi fundado em 17 de junho de 1912.

Um clube que marcou a história do futebol local, mas que agora vive uma fase de dúvidas.
Sua sede, a mesma que no passado, segundo entrevistas apresentadas no trabalho “Sociabilidade e Memórias da Rivalidade Socioesportiva: Clubes de Futebol e a configuração do espaço urbano em Mariana-MG“, era acusada de racismo e elitismo, parece estar de mudanças, e ainda não se sabe para onde irão os troféus que marcam toda a história do time.

Olha como era o campo, láááá no início do século XX:

Veja uma imagem aérea feita nos últimos anos quando o campo recebeu um circo:

Aqui, uma imagem feita da parte alta que ajuda a ter noção de como era o lindo e tradicionalíssimo estádio do Marianense:

Aqui, o campo já em reformas para dar lugar a um supermercado…

Em 2012, a diretoria resolveu acabar com o departamento de futebol alegando que não tinha mais dinheiro para isso.
Na sequência, o Marianense ainda viu seu campo de futebol, o “Estádio Augusto” vendido e transformado em supermercado.

Que presente para um estádio que recebeu tantas partidas por tantos anos… Imagine o que devem pensar os jogadores do time de 1960, retratados abaixo… Será que algum deles diria “Quanto mais concorrência, melhor”???

Veja o time de 1983 e como era grande a presença da torcida:

E aqui o de 2011, um dos últimos a disputar campeonatos locais:

O outro lado da história, a gente acabou conhecendo caminhando pela centro histórico, bem vindo à sede do Guarany FC!

Olha quanta coisa legal eles guardam na sede:

O Guarany FC foi fundado por um grupo de amigos, que usava a Praça Gomes Freire como campo de jogo.

Em 1926, um ano após a fundação do time, fizeram ata e conseguiram formar o clube do Guarany FC.
E lá vamos nós conhecer o Estádio Emílio Ibrahim

Mantendo nosso registro em dia, esse é o gol do lado direito:

O meio campo:

E o gol do lado esquerdo:

Mais um estádio interessante, com um cenário inesquecível, com a montanha no horizonte…

E curta aí essa imagem do time do Guarany FC de 1969:

Vai um meião aí?

E ae? Será o fim do clássico local? O Guarany acabou vencendo? Ou teremos próximos capítulos nesta história? Só o tempo dirá…

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EC Santo André 0x0 Portuguesa-RJ – Série D/2023

Sábado, 24 de junho de 2023.
10ª rodada da série D do Campeonato Brasileiro. Em campo, duelo de paulistas e cariocas:

Assim, como a torcida do Santo André foi bem recebida na Ilha do Governador, os cariocas também o foram no ABC paulista.

Em campo, o EC Santo André enfrenta o líder do grupo e sabe que não terá uma missão fácil!

A torcida do Ramalhão mais uma vez diminuta… Menos de 1.000 torcedores se fazem presente, mas ao menos, quem veio, veio para apoiar!

A começar por nós!

Méritos aos amigos cariocas que enfrentaram a Dutra para acompanhar seu time do coração:

Começa o jogo e a Esquadrão dá início ao apoio!

Destaque também para o pessoal da Ramalhonautas, grupo dedicado à pesquisa e memória do EC Santo André!

Pra quem perguntou da TUDA, no post passado (já que por descuido meu, não teve foto dos caras) ta aí eles no jogo de sábado:

A Fúria mais uma vez, sempre, presente:

Abraços ao Gó e à Simone!

Viramos o primeiro tempo segurando o 0x0, com alternâncias entre bons e maus momentos.
A Portuguesa teve menos domínio, mas quando chegou, foi mais perigosa!
No segundo tempo, até criamos as condições para definir o jogo, mas não conseguimos concluir em gol, terminando o jogo em um honesto 0x0..

O Ramalhão foi a campo com: Belliato; Will Viana, Miguel Baggio, Huilherme Mattis e Vermudt; Ruan, Rafael Chorão (Felipe Pará) e Guilherme Borges; Alexiel (Flávio Torres), Vitinho (Gabriel Ferreira) e Rodrigo Carioca (Xandy). O técnico foi Leandro Niehues, já que Matheus estava cumprindo suspensão. Assista a entrevista pós jogo dele:

No próximo sábado, o Ramalhão aposta suas fichas contra o Resende lá, no Estádio do Trabalhador, no Rio de Janeiro.

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EC Santo André 0x1 Athletic Club (MG) – série D 2023

Façamos uma breve pausa nos posts relacionados ao rolê que fizemos pelas cidades históricas de Minas (ainda que, na minha opinião, todas as cidades sejam históricas e que a história do território que hoje chamamos Brasil não tenha se iniciado em 1500) ….

Mas ainda falando de Minas Gerais, vamos dividir as fotos e vídeos da partida de sábado de 17 de junho de 2023, quando o EC Santo André perdeu por 1×0 para o Athletic Club de São João del Rei, em partida válida pelo returno da série D de 2023.

Seja bem vindo às arquibancadas do Estádio Bruno José Daniel, onde tentamos construir um ambiente de amizade e respeito!

O Carlão até fecha os olhos de emoção ao lembrar as emoções que já viveu nas arquibancadas e também no campo…

Olha ele aqui de olhos bem abertos enquanto dava entrevista com a camisa do, então, Santo André FC!

Se você quer curtir a partida apoiando 90 minutos, então cole com o bonde da Fúria Andreense!

E se a pegada das barras argentinas é o que te encanta, então pule com a Esquadrão Andreense!

Cansado do capitalismo e das injustiças sociais? Quer assistir a partida discutindo os problemas da atual conjuntura econômica? Então cola com esses “já não tão jovens” desajustados!

Recebemos informações de que estão sendo monitorados…

Empunhe ou amarre a sua bandeira e vamos ao jogo!

Aí estão os dois times em postura pré partida!

E como o Santo André foi a campo?

O jogo terminou 1×0 para os visitantes, mas esqueça o placar e siga com a gente!

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