O Estádio Décio Vitta está longe de ser desconhecido pelo público apaixonado pelo futebol, mas a nossa idéia é valorizar cada vez mais os estádios esquecidos pela grande mídia.
E por isso, ainda no ano passado, eu, a Mari, Mathias e Lívia (primos da Mari) fomos até Americana para fotografar o Estádio do Rio Branco.
Aproveitamos o rolê para ir conhecer o parque municipal, e logo na sequência fomos ao estádio para assistir Rio Branco x Paulista de Jundiaí, pela Copa Paulista (coincidentemente, eu iria ver o mesmo Paulista na final dessa Copa, contra o Votoraty).
Graças ao blog, ou ao porteiro que não sabe o que é um blog, entramos de carro pela área da Imprensa. O campo estava vazio.
O público paulista ainda não entendeu a importância da Copa Estado de São Paulo. O Estádio Décio Vitta fica numa parte alta da cidade, que permite uma bela vista no horizonte.
O Estádio Décio Vitta, também conhecido como Riobrancão, foi inaugurado em 1977. Sua capacidade é de 12.765 espectadores. O jogo inaugural foi disputado nesse dia, quando o Americana E.C. bateu o Taubaté por 2 a 1. Em 1981, o então presidente do Rio Branco, Délcio Dollo, propôs rebatizar o o estádio a ser chamado Décio Vitta, entretanto, isto aconteceu somente em 1986.
Como sempre, imortalizamos nossa presença em mais um campo sagrado desse esporte que a cada dia me faz mais apaixonado!
O céu é outro espetáculo que eu cismo a fotografar,mesmo sabendo que nunca sai do mesmo jeito que eu estou vendo ao vivo…
O maior público já registrado no estádio foi no dia 9 de março de 1993, quando 19.173 pessoas assistiram a vitória do Rio Branco sobre o São Paulo por 1 a 0.
Encontramos uma pequena homenagem ao acesso do Rio Branco de 1992. Futebol é cultura. Seguimos rodando o mundo em busca de novos Estádios e times que representem suas cidades, seus bairros, sua gente!
A 58ª Camisa de Futebol pertence ao Radium Futebol Clube.
A camisa acima eu comprei por R$ 50 dentro do próprio estádio, no intervalo da partida em que o time venceu por 3×0 o Sumaré, no dia 14 de junho (naquela mesma viagem eu ainda consegui a camisa da Guaxupé). Já a camisa abaixo veio de presente do Léo Vieira, responsável pelo documentário que saiu lá em 2026 sobre o Radium.
Assiste aí o documentário:
https://www.youtube.com/watch?v=vUgT8rS4owM
Mococa é uma cidade bem próxima do sul de Minas, e ainda consegue manter uma cara de cidade de interior, bem mais tranquila que a correria que estou acostumado aqui no ABC ou em São Paulo.
O Radium FC é bem conhecido, mas confesso que briga de igual para igual com os deliciosos doces de leite para saber qual o “bem” mais importante da cidade.
Mas falando do time, por que um time com esse nome tão diferente? A resposta é simples, esse foi o jeito que os fundadores arrumaram para homenagear o elemento químico descoberto pela cientista francesa Marie Curie, que pressupunha força, potência e energia.
O Radium foi fundado em 1º de maio de 1919, e times fundados nessa data (dia do trabalhador), sempre possuem forte ligação operária, e provavelmente anarquista. Manda seus jogos no Estádio Olímpico São Sebastião, com capacidade para aproximadamente 7 mil torcedores.
Curta o clima do estádio em dia de jogo:
Destaque para a lojinha do time, dentro do estádio:
Em 2009 o clube comemora 90 anos de existência, por isso existe uma série de produtos comemorando o feito, de camisas à cervejas e tiveram direito até à cobertura da mídia:
O time é bem acompanhado pelos moradores da cidade, tem até uma organizada, a Fúria Verde, nascida em 2008, em uma roda de bar em Mococa.
Disputa torneios profissionais desde 1949, o time daquele ano:
Teve seu auge no início dos anos 50, quando conquistou o Campeonato Paulista do Interior e a Série A2 em 1950 e disputando em 1951 e 1952 a primeira divisão. Olha aí o time de 1952:
Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957. Aqui, matéria de uma goleada de 1955:
Veja o time de 1957:
Olha essas matérias da Gazeta de 1957:
No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual. De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980. Ainda neste ano, realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita. Venceram por 4 a 1 . Essa imagem é de 78:
Time de 1979:
Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3). Em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que disputou por quatro temporadas. Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B. Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas. Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual. Seu mascote é o Periquito e é também chamado de “Verdão da Mogiana”.
Estivemos no Estádio São Sebastião acompanhando Radium FC x Sumaré, e o Radium venceu por 2×0.
Um momento histórico, vista que atualmente (2023), o Radium está licenciado e seu estádio completamente abandonado. O placar não conseguiu acompanhar os gols…
Também, menos de um minuto e o Radium saiu na frente…
Para quem acha que rock e futebol não combinam, ainda mais no interior, se liga nas chamadas que os caras fizeram pros jogos desse ano, beeeeem roqueira!:
E a galera tem comparecido!
A vista das arquibancadas revela um horizonte ainda típico do interior, com muito verde, árvores e montanhas… Vendo isso eu me pergunto até quando eu aguento viver no meio de tanto prédio e poluição…
Logo, o Radium ampliou para 2×0 para a alegria da sua torcida!
Mas teve ataque do Sumaré também…
Curta mais um alguns lances de jogo, que recuperei somente em 2023 e que, sabendo da atual situação do estádio São Sebastião, vale a pena ser relembrado:
Estou tentando conseguir o livro “Radium, o verdão da Mogiana“, para conseguir mais informações, mas por hora, quem quiser saber mais, acesse o site oficial do time é www.radiumfc.com.br
Sabadão de sol pelo ABC. Decidimos dar um pulo na Moóca!
O jogo é Juventus x Portuguesa Santista, pela Copa Paulista 2009, e aparentemente, o estádio Conde Rodolfo Crespi recebe um público interessante para uma tarde ensolarada de sábado.
E não é que o pessoal da Briosa subiu a serra e veio até a Javari tentar empurrar a Portuguesa Santista? Até porque, com uma vitória a Lusinha passava para a próxima fase da competição.
Na Javari é assim, a Setor 2 comanda a festa. A primeira barra a surgir nos estádios brasileiros, canta o tempo todo, num tom muito diferente do que os estádios brasileiros estão acostumados. E não faltam tirantes, bandeiras e … até uma sombrinha grená… Destaque e abraços aos amigos Piva, Toro, Trafani e companhia!
É interessante ver que começa a surgir um movimento entre torcedores das equipes fora do “grande eixo” para se integrarem, independente das rivalidades. E assim, misturamos andreenses, lusitanos e juventinos numa mesma bancada.
Sobre o estádio, fiquei triste ao ver que o Pão de Açúcar, substituiu aquele antigo placar manual por um “moderno” placar eletrônico (que nem sempre consegue ser lido).
Tirando o novo placar, tudo na Javari ainda tem uma cara oldschool, meio alternativa. Das cabines especiais, ao teto de madeira, passando até pelo banco de reservas, tudo tem seu ar nostálgico…
O grande nome do jogo pra mim foi o bandeira, que além de encarar de frente os jogadores, ainda encarou (de costas) a pequena, mas reclamona torcida da briosa. Em determinado momento, pareceu me que o bandeira chegou a virar pra torcida e disparar algumas injúrias contra o povo que ali alentava.
Não há nada como assistir ao jogo de pé, apoiado na grade , respirando na nuca do goleiro (e gritando ooooooooo filho da p*** a cada tiro de meta).
O jogo seguiu tranquilo. Fim do primeiro e… um início de confusão. Dedo em riste, aglomeração e gritaria. Briga de torcida? Protestos? Desencontros?
Não, não, são apenas os tradicionalíssimos canoles de creme e chocolate vendidos durante os intervalos, higienicamente enrolados em guardanapos (dos duros). Acredite, são irresistíveis.
Mais importante que uma foto em frente ao jogo é eternizar-se em frente à barraquinha dos canoles.
E óbvio, mais importante do que foto, é comer um. Ou dois. Ou três. A R$2 cada, você deixa todo o dinheiro que levar. Saboreados ao som de música italiana, que animou todo o intervalo do jogo.
Segundo tempo começa, de longe a setor 2 parece ainda mais guerrilheira, acreditando no Juventus, acima de qualquer coisa.
O 0x0 persiste, os quase 500 torcedores se frustram pelo provável empate, mas não deixam de curtir a festa, a vida social e a energia que existe no último Estádio Mágico da cidade de SãoPaulo.
Escanteio pro Juventus, mas… Não é tarde de gol. Confiante na vitória grená, apostei com o Élcio, um canole no Juventus.
E como temos adotado a mania de eternizar nossas passagens pelos estádios por meio de fotos, segue uma sequência da gente, a começar pelo Gui, do www.explusosdecampo.blogspot.com , em seu momento ACAB:
Já a Mari e eu, preferimos um visual mais convencional, ali, ao lado da grade…
Com esse cabelo, desisti de fazer pose de mal… Agora saio sorrindo e com cara de besta. A mesma cara que fiz ao pagar o canole pro Élcio, já que o Juventus ficou no 0x0, classificando-se para a próxima fase da Copa Paulista 2009.
Por fim, um retrato do que a Moóca tem enfrentado como maior adversário, a verticalização do bairro. Verticalização traduzida em prédios e mais prédios que trazem um novo tipo de morador, muito menos identificado com as origens romanticamente obreiras do lugar.
Sou torcedor do Santo André, todos sabem, mas sigo torcendo para que o Juventus mantenha viva a chama do amor ao bairro, da cultura local, da diversão humilde, mas real. Que a rua Javari continue reunindo diferentes vozes, cores e valores em torno do pequeno campo do time grená. Apoie o time de sua área!
Após tantos posts sobre camisas da Europa, já estava com saudades de falar de um time bem brasileiro! E por isso, a 49a Camisa de Futebol pertence ao glorioso Santa Cruz Futebol Clube, clube da bela cidade de Recife (PE).
Fundado no dia 3 de fevereiro de 1914, por um grupo de jovens, o nome do time é uma homenagem à Igreja de Santa Cruz, em cujo pátio costumavam jogar, já que naquela época não existiam campos.
Possui enorme rivalidade com outros dois clubes que já passaram pelo nosso blog. São eles, o Sport , com quem faz o “Clássico das Multidões” e com o Náutico, com quem disputa o “Clássico das Emoções”.
Possui um grande número de conquistas estaduais. Até 2009 são 24 títulos.
Mas, assim como tantos times que já passaram aqui pelo blog, o Santa Cruz tem seus altos e baixos, desde o princípio. Aliás, para mim, o que faz um clube ser respeitado é exatamente sobreviver aos maus momentos.
O Santa sempre foi polêmico, contestador.
Desde cedo, possuía em seu elenco jogadores negros, o primeiro deles, ainda no início do século XX, foi Teófilo Batista de Carvalho, o “Lacraia”.
Hoje parece sem sentido, mas era uma coisa rara naquela época. Por esta e outras atitudes do clube, o Santa foi se tornando cada vez mais popular.
E para caber toda essa gente, na década de 1970 foi inaugurado o Estádio “José do Rego Maciel”, ou “Repúblicas Independentes do Arruda” e daí “Arrudão”.
Estivemos por lá em 2022 para conhecer essa maravilha de perto! Confira aqui o post.
A partida inaugural do Arruda ocorreu em 1972, contra o Flamengo (RJ), terminando em um empate sem gols diante de 47.688 pagantes.
Hoje, o Arruda é um grande aliado do time, com sua torcida marcando presença, independente da colocação do time, nas tabelas.
Em 1975, o Santa chegou a semifinal do Campeonato Brasileiro depois de ter eliminado o Palmeiras (na época a “Academia”) e o Flamengo, em etapas anteriores. Perdeu a vaga para a final para o Cruzeiro, em jogo marcado pelos erros de arbitragem do famoso Armando Marques. Abaixo a foto do time da época, retirada do excelente blog: www.blogdosantinha.com .
Seu mascote é a cobra coral, com as já imortais cores do time, mas vale lembrar, que o Santa Cruz nasceu alvi-negro, só adotando depois o vermelho para se diferenciar de seu rival local da época, o Flamengo.
Se por um lado o time está sempre na briga pelo título estadual, o mesmo não pode ser dito sobre o torneio nacional, prova de que também no futebol, existem reflexos da desigualdade social entre as regiões do nosso país.
Após uma boa participação nas décadas de 70 e 80, o Santa Cruz passou um tempo na Segundona e só em 1999 a torcida coral pode comemorar o retorno à Série A do Brasileirão, com o Vice-campeonato da Segundona.
Outro acesso memorável à série A, aconteceu em 2005, quando o time terminou como Vice-campeão da competição.
Entretanto, em 2006 começou um novo calvário para time e torcedores. Na série A do Brasileiro, o Santa acabou rebaixado para a Série B novamente.
Em 2007 , além de não ir bem no Campeonato Pernambucano e ser eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, teve uma campanha pífia na série B, levando o clube para a Terceira Divisão do Brasileiro de 2008.
Em 2008, novamente foi eliminado da Copa do Brasil, na primeira fase, e teve de disputar o Hexagonal da Morte do Campeonato Pernambucano, para se livrar do rebaixamento estadual. Na Série C, sua última chance do ano para se recuperar, fez o impensável… Foi rebaixado para a então criada série D, que inauguraria-se em 2009.
O Santa Cruz disputou em 2009 a recém-criada Série D, mas não passou da primeira fase, ou seja, futebol agora, só em 2010 (e escrevo isso ainda em julho).
Veja um pouco da história do clube no vídeo feito em homenagem aos 95 anos do Santa Cruz.
É sem dúvida uma das fases mais complicadas do clube, que entretanto consegue contar com sua torcida apoiando não só nos estádios, como fora deles, criando associações e buscando métodos para ajudar o clube do coração.
Veja um pouco da torcida do Santa em ação:
O site do clube é: www.coralnet.com.br
Além disso existem vários blogs e outros sites que merecem destaque, como o www.loucospelosanta.com.br e o já citado www.blogdosantinha.com.
Boa sorte, Santa Cruz!
Como eu havia dito no último post, fiquei enclausurado no aeroporto em Madrid por algum tempo, enquanto aguardávamos o vôo para Amsterdam, e comprei 2 quadrinhos sobre futebol lá. O aeroporto delá é tão grande que tem até Metrô pra te levar de uma plataforma a outra.
O futebol na Espanha não fala em outra coisa… As contratações do Real Madrid eram capas da maioria dos jornais.
Já aqui em Amsterdam, não se fala muito em futbeol. Mas fui no estádio do Ajax e conheci um monte de moleques fanáticos pelo time.
Ah, e ainda no avião, vindo pra cá, conheci um pibe de 14 anos que joga no sub 15 do Málaga, o pai dele veio falar comigo sobre o Corinthians ter sido expulso do torneio que disputaram aqui por treta… Tá vendo, a gente acha que essas coisas não são percebidas né….
Desculpe a pressa, depois escrevo mais… O estádio do Ajax é legal, mas moderninho demais hehehe
Abraços
MAU! in Europe!]]>
De lá seguimos para Amsterdam, a terra do Ajax, onde ficaremos 2 noites.
Depois faremos Londres, Paris, e Nordkirchen (Alemanha).
Espero ter um tempinho para postar ao menos uma vez de cada cidade por onde eu passar. Se não rolar, depois eu escrevo com mais calma.
Enfim… desejem-me boa sorte, torçam aí pra tudo dar certo, e pra eu vencer esse medo…
E vamos ver a cara desse futebol europeu…]]>
Com a Camisa do Olimpo, voltamos à Argentina, graças ao presente do amigo e “brother in football” sr. Mandioca, que devido ao seu polêmico post, agora também é chamado de “Mano Corinthians”.
O Mandioca (vocalista do Fora de Jogo, banda que eu também toco) esteve na Argentina por duas vezes esse ano, o cara ficou a vida toda sem ir e agora foi assim, duas seguidas…. Mas eu sei como é… A Argentina é mesmo um lugar mágico pra quem gosta de rock, política e futebol.
Mas vamos ao nosso propósito. O Mandz me deu de Presente a Camisa do Club Olimpo de Bahía Blanca, el “Capo del Sur”, cujo site oficial é o www.aurinegro.com.ar .
O clube foi fundado em 15 de Outubro de 1910 em Bahía Blanca, uma cidade distante cerca de 650km da capital Buenos Aires.
Jorge Avellanal foi o primeiro presidente, e logo decidiram em assembléia que o nome do time seria Olimpo, numa referência ao monte que a mitologia grega diz ser a “berço e morada dos Deuses”. E foi o presidente quem propos as cores preto e amarelo, já que era simpatizante do Penarol, por ter nascido no Uruguay.
Hoje o clube é o mais importante da cidade de Bahía Blanca, atuando não só no futebol, mas em outros esportes.
Mas é o futebol o centro das atenções, e é o maior ganhador da história da “Liga del Sur” além de ser o primeiro time da região a disputar uma competição nacional.
Manda seus jogos no Estadio Roberto Natalio Carminatti:
Apesar de ser um time distante da capital, possui uma torcida apaixonada e que comparece, confira esse especial de imagens:
E como em todos os lugares, e não só no futebol, em Bahia Blanca também existe a questão da violência. No final de fevereiro deste ano, Daniel Guzmán, líder da “Barra Brava” do time foi assassinado, no bairro Bajo Rondeau. Aparentemente o autor do crime foi outro torcedor do time, numa clara disputa pelo poder.Uma pena, mas uma realidade.
Após uma boa temporada em 2006/2007, o time foi mal na temporada seguinte e atualmente disputa a “B”.
Pra finalizar, e melhorar o clima, compartilhe alguns momentos no estádio no meio da hinchada:
O Celtic Football Club é uma equipe bastante tradicional no futebol europeu, vinda da Escócia, um dos berços do futebol. O site oficial do time é: www.celticfc.net. Comprei essa camisa, numa loja em Buenos Aires e lembro que paguei bem barato nela. O Celtic foi fundado em 1888 por padres católicos, que quiseram homenagear os irlandeses que moravam no leste de Glasgow.
Faz com o Glasgow Rangers há mais de 120 anos, um dos clássicos de maior rivalidade no mundo, conhecido como “velha firma”. Isso porque traz para o estádio as diferenças entre Católicos (Celtics) x Protestantes (Rangers). Por muito tempo, ambos não admitiam que jogadores da religião “adversária” atuassem pela equipe, o que só terminou em 1988 quando o Rangers contratou o jogador católico Mo Johnston (Que chegou a receber ameaças de morte das duas torcidas).
A primeira grande briga aconteceu em 1909, num jogo com 60 mil pessoas, das quais 180 morreram devido a uma grande briga. Para se ter uma idéia do fanatismo, os torcedores do Celtic estampam em sua bandeira a imagem do Papa e apóiam o grupo terrorista irlandês: “Ira”! O Celtic foi campeão da Copa dos Campeões em 1967, vice em 1970, e vice da Copa da UEFA em 2003.
Os torcedores do Celtics são conhecidos como os “Billy Boys”. Dê uma olhadinha neles cantando a tradicional “Walk one”, versão de Elvis Presley, é emocionante!
Há pouco tempo lançaram a nova camisa, na cor…. amarela??? É isso mesmo…. Eu prefiro a tradicional:
Duas belas camisas que marcam épocas diferentes. Ambas vieram de Buenos Aires, a de mangas compridas minha mãe trouxe há quase 10 anos e a outra eu mesmo comprei numa das úlimas visitas que fiz à Argentina.
Sempre admirei o Boca, mas confesso que o fato dele estar se tornando um time “popular” no Brasil me deixa um pouco chateado. Não gosto quando paixão se transforma em consumo de massa, mas… Deixemos isso prum outro post.
A história do Boca Juniors é cheia de momentos mágicos. O primeiro deles, seu nascimento, em 1905, quando um grupo de jovens de La Boca se reuniu para fundar o clube.
A escolha do nome misturou “Boca”, do bairro de onde vinham à palavra inlgesa “Juniors”, que foi um jeito de deixar o nome menos agressivo (algumas pessoas tinham certa repulsa por la Boca, por ser um bairro periférico).
Aliás, o bairro La Boca é um bairro com muitos imigrantes italianos, por isso até hoje os torcedores do Boca se chamam de Xeneizes (filhos da cidade de Xena, que é como chamam Gênova).
A primeira camisa do Boca foi celeste escura. Depois foi uma de lã, azul e branca, com listras verticais, que perderam o direito de usar (esse direito foi disputado num jogo contra um time que também usava as mesmas cores).
Assim chegou-se às cores atuais (azul e amarelo), inspiradas por um navio sueco que passava pelo porto.
O estádio é outro ponto diferenciado do Boca. La Bombonera é um espetáculo a parte e quem ama o futebol, deve visitá-lo ao menos uma vez na vida.
Olha eu aí!
Para quem tiver a chance de visitar La Bombonera, há um museu (belo e muito emocionante) onde podem ser vistas as camisas, troféus, fotos, vídeos e muita informação. Uma prévia: www.museoboquense.com/home
Além de uma bela camisa e estádio, o Boca teve Diego Armando Maradona, em 1981 e depois em 1995, quando encerrou sua carreira como jogador.
Não creio que caiba nesse post tudo o que Maradona fez e representa. Sempre existirá a polêmica Pelé x Maradona, onde minha opinião é… Maradona.
Aliás, ele deve ser apresentado ainda essa semana como novo técnico da Argentina, quer apostar?
[caption id="attachment_73" align="aligncenter" width="302"] Gracias por existir, Dios…[/caption]
A 5ª camisa é a da Seleção Galesa de futebol, famosa no Brasil por ter levado o primeiro gol do Pelé, na Copa de 58.
Na época o atacante santista tinha apenas 17 anos e seu gol ajudou o Brasil a eliminar os galeses nas quartas de final, ficando assim em 5º lugar.
Parece a do Brasil não é? A principal diferença é a gola mais grossa, com um ar old school.
Não sei porque, mas parece que eles mudaram para uma camisa vermelha.
São conhecidos como os “Dragões” devido à sua bandeira.
Abaixo, seu belo hino, conhecido de poucas pessoas:
Terra de meus Pais Tenho carinho pela antiga terra de meus pais, Terra de poetas e cantores, homens famosos de renome; Os seus bravos guerreiros, grandiosos patriotas, Deram o seu sangue pela liberdade. Nação, Nação, Defendo a minha nação. Enquanto o mar guarda a pura e muito amada região, Possa a antiga língua perdurar. Antiga Gales montanhosa, paraíso do Bardo, Cada vale, cada montanha é bela para mim. Pelo sentimento patriótico, são delícias os murmúrios Das suas torrentes e rios para mim. Se o inimigo subjuga a minha terra sob os seus pés, A antiga língua galesa está viva como nunca. A musa não foi calada pela repugante mão da traição, Nem a melodiosa harpa do meu país.
Atualmente disputam uma das 13 vagas destinada à Europa para Copa do Mundo de 2010. Salva