O rebaixamento do Ramalhão

Domingo, 10 de março de 2024.
Última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da série A1, em campo Santo André x Ponte Preta.

Cada time entrou em campo com um sonho: a Ponte Preta queria a classificação, enquanto o Ramalhão lutava pela manutenção na primeira divisão.

Mesmo sendo o último jogo, tivemos novidades: o novo formato da loja em dias de jogo:

A torcida da Ponte Preta compareceu em peso!

O lado do Santo André também estava cheio, com as organizadas cumprindo um papel importante na bancada, começando pela Fúria que levou seus lindos bandeirões!

Olha o aí com as nossas tradicionais bandeiras.

Aí está o pessoal da Esquadrão!

A TUDA também esteve lá, como o faz há mais de 40 anos!

Também tivemos boa presença do torcedor comum

Só pra sentir o clima, aqui o meio campo:

Gol da esquerda:

E o gol da direita:

A nossa turma também sofreu junto mais uma vez…

O Esquerdinha realizou um protesto materializando em sua fantasia como se sentiu como torcedor com essa queda para a A2.

Mas o fato especial deste jogo, encabeçado pelo Doug, foi a presença da faixa homenageando duas torcidas dos anos 70 do Ramalhão: a Jovem e a Ramachões e Ramalhetes.

A ideia faz parte do movimento “Brunão Raiz” e visa resgatar a história das nossas bancadas e foi lindo ver que torcedores antigos puderam rever duas faixas de torcidas que fizeram história junto ao Ramalhão, como o Mauricio e o Joel!

A Vera, que é uma das Ramalhetes, também esteve presente nesse jogo e ficou feliz em rever a faixa que por tanto tempo fez parte da sua vida.

Claro que eu não ia deixar de sair numa foto histórica como essa!

Em campo, o time resumiu muito o que foi o nosso campeonato esse ano: teve boa posse de bola mas criava poucas chances de gol, o que acabou frustrando um pouco a torcida…

O que mudou a cara desse jogo em específico, foi a entrada do menino da base Alexiel, que marcou o gol da primeira vitória do Santo André aos 24 minutos do 2º tempo.

Mas mesmo com a vitória, o Guarani bateu o RedBull em um jogo maroto e o que não queríamos aconteceu: Santo André rebaixado para série A2. E sendo torcedor, isso dói demais…

Respeito as opiniões contrárias, mas não acho que o nosso time era franco favorito à queda. Perdemos pontos essenciais em casa (empates contra o Novorizontino, Água Santa e Inter de Limeira) e isso nos custou caro.
Infelizmente, faz parte. Caímos ao lado (aliás, à frente) de outro grande time paulista: o Ituano.
Assim, ano que vêm é tempo de voltar à série A2…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Série A2-2024: Juventus 3×0 Monte Azul

18 de fevereiro de 2024. Domingo de manhã, e nosso destino é a Mooca, mais especificamente o Estádio Conde Rodolfo Crespi, o campo da Rua Javari.

Não é preciso explicar a importância da Rua Javari para o futebol dos dias atuais. Por mais que exista um monte de turistas aproveitando a tal onda do “futebol raiz”, os torcedores tradicionais do Juventus vem mantendo há décadas um clima bem bacana em suas bancadas.

Esse clima, com muita influência das barras argentinas, tem como principal responsável, o pessoal da Setor 2.

Mas sem dúvidas a Ju Jovem também tem sua parte nessa história, fazendo-se presente há ainda mais tempo, nas bancadas da Javari.

E claro, o povão que comparece e fica ali nas cadeiras cobertas também tem seu valor.

Mas, mesmo distante mais de 350 quilômetros da capital, a torcida do Atlético Monte Azul se fez presente e até estava animada no início do jogo:

Também tem o pessoal que é de Monte Azul e atualmente vive em São Paulo e pode matar a saudade do time!

Se ainda não tinham vivido a experiência de uma partida com tamanha proximidade do jogo, essa rapaziada do Atlético Monte Azul se divertiu bastante pressionando o bandeira.

Em campo, um começo de jogo parelho. Olha que boa chance de falta para o Juventus:

Mas o time do Atlético Monte Azul também criou chances durante o primeiro tempo:

Enfim, um estádio histórico, duas torcidas apaixonadas e um bom jogo em campo. É tudo o que é preciso para uma agradável manhã de futebol!

Mas o Juventus deixou de lado a preocupação em ser um bom anfitrião e a partir dos 20 minutos do primeiro tempo passou a destratar sua visita. 22″e Thiago Rubin fez 1×0 para a festa grená!

Então, com o placar já aberto vamos dividir um pouco do rolê na parte Visitante da Javari, !

Ainda no primeiro tempo, o Juventus chegou ao segundo gol, com Rayne de cabeça!

Com 2 gols e um forte mormaço (com direito a breves momentos de garoa) teve quem preferiu seguir ali da parte coberta…

Para a tristeza dos visitantes, o Juventus fez 3×0, com Liberatto selando o placar final da partida, para a tristeza dos visitantes…

Tristeza de um lado, alegria do outro… A Setor 2 sabe da importância do placar para aproximar-se ainda mais dos 8 times que se classificam para a fase mata-mata do Campeonato.

O AMA ainda tentou mas saiu da Javari sem um gol sequer…

Pausa para o momento dos encontros, começando pelo meu grande amigo e companheiro de bancadas Mário!!!

E também o novo amigo Daniel Venneri , colecionador de camisas exibindo sua belíssima camisa do Racing Club de Lens.

Abraço para os amigos juventinos que eu não pude dar um alô nessa partida…

E boa sorte pro time e pra torcida do Monte Azul, pois nesse momento estão na zona de rebaixamento…

O jogo se encerra e o placar registra… 3 pontos para o time do treinador Sérgio Soares.

E vamos pra casa que já é hora de almoçar!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Olaria AC 2×1 AD Cabofriense (Campeonato Carioca série A2 – 2023)

Sábado, 3 de junho de 2023: dia de conhecer a série A2 do Campeonato Carioca!

O local, um dos estádios mais charmosos da cidade: o Estádio Antonio Mourão Vieira Filho, popularmente conhecido como “O Estádio da rua Bariri“!

O Olaria AC mantém ali o seu incrível e movimentado clube social.
Já estivemos por lá no passado, veja aqui como foi!

E lá dentro do clube, é possível acessar o Estádio, inaugurado em 6 de abril de 1947!

Estávamos no Rio de Janeiro para acompanhar o jogo entre a AA Portuguesa carioca e o EC Santo André, e pedimos pra fazer um rápido registro da partida que valia pela série A2 entre o clube local e o DA Cabofriense.

Uma vez lá dentro, me surpreendeu a boa presença de público!

Um rápido giro pela arquibancada:

Esse é o lado das cadeiras do clube:

O outro lado possui a sua tradicional arquibancada curva.

Aqui, o gol da direita:

Aqui, o gol da esquerda, onde se encontra a Torcida Jovem:

A turma local estava contente, porque quando entramos o time fez o 2º gol da vitória contra seus rivais de Cabo Frio

Porém, o tempo era curto e rumamos para a Ilha do Governador para acompanhar a rodada da série D.
Espero poder voltar para acompanhar uma partida com mais calma..

APOIE O TIME DO SEU BAIRRO!!!

]]>

A volta da Portuguesa à série A1 do Campeonato Paulista!

9 de abril de 2022, 17h45: começo pelo fim, até porque todos já sabem como essa história terminou.

Faltando poucos minutos pro fim do jogo, o tradicional Estádio do Canindé está entre explodir de felicidade e a angustia de saber que um gol pode estragar a tão aguardada festa… Próximo a mim, ouço um torcedor lusitano falar baixinho: “Deus, olha eu aqui de novo pra falar da Portuguesa…”.

É… Quem ama futebol, sabe o que são os segundos que antecedem um acesso para a primeira divisão…

Mas voltemos ao início desse capítulo difícil da história da Portuguesa.

O time já vinha entre altos e baixos há alguns anos, mas quando em 2015 foi rebaixado à série A2, nem o mais pessimista poderia imaginar que fossem levar tantos anos para o retorno à primeira divisão… Portanto a semifinal contra o Rio Claro significava muito, mas muito sentimento represado.

Não foi a toa que uma multidão de quase 13 mil torcedores compareceu ao Canindé para a partida. A Marginal Tietê já estava com saudade de ser decorada com a presença da torcida da lusa!

Fazia tempo que tamanha confiança e apoio não eram mostrados assim em conjunto por tantos torcedores da Lusa!

Já estivemos no Canindé por várias vezes, seja acompanhando a Lusa, ou o Santo André, ou mesmo para registrar o Museu da Portuguesa, e lá estamos mais uma vez!

Com tanta gente, acabei chegando com o jogo começado, o que deu certa tranquilidade para registrar a loja da Lusa:

Como acontece nas decisões, o estádio era uma mistura da minoria que acompanhou e sofreu junto com o time nesses últimos anos e uma boa parte de torcedores que surgiram para o jogo do acesso. Mas tudo bem. Essa decisão também serviu pra isso, pra trazer de volta os que já não participavam e mesmo para apresentar a paixão rubro-verde para uma nova geração de torcedores.

34 minutos do primeiro tempo e a festa parece se confirmar: Gustavo França enlouquecia a torcida fazendo 1×0!

Com 1×0 já dava pra fazer nosso tradicional vídeo de registro da partida:

O primeiro tempo termina e dá pra ver que realmente tem muita gente no Canindé

É tanta gente, que a polícia militar se vê obrigada a aumentar o espaço destinado ao torcedor local, tamanha é a multidão que o placar oficializava: 12.964 pagantes!

Mas não houve nenhum problema para o torcedor Rioclarense que também compareceu e que infelizmente ficou de coadjuvante nessa história. Abraços para o pessoal da Galo Azul.

O segundo tempo começa e a torcida sabe que faltam 45 minutos para a confirmação do acesso. É muita energia, e a Leões da Fabulosa tratou de deixar a bancada não apenas mais colorida, como mais vibrante:

E se segura que lá vem o bandeirão da Leões!

O público só não foi ainda maior porque a parte das cadeiras cobertas está sendo reformada, o que reduziu a capacidade total do estádio.

Aos 13 minutos do segundo tempo, o inesperado (ao menos para a torcida local) acontece: Bruno Moraes empata o jogo. A bancada não para. O apoio é total!

Mas em campo, a Portuguesa sentiu o gol, e mesmo as chances de ataque criadas eram facilmente desperdiçadas.

Mais uma vez o apoio da bancada ajudou o time a se controlar e entender que faltava muito pouco para o acesso! O Rio Claro tenta crescer no jogo, mas o caldeirão lusitano ferve!!

Estando ali no meio desse caos de sentimentos dava pra ver no rosto de cada um o que estava em jogo: as lembranças de experiências compartilhadas em família ali naquele mesmo espaço, toda uma história envolvendo a ligação Brasil e Portugal e o futuro dessa geração que pode trazer a Lusa de volta ao patamar da elite do futebol.

Uma dessas histórias estava ali em campo: o comandante Sérgio Soares, ex atleta e um treinador fora dos padrões atuais: próximo da torcida, dos atletas e indo muito além das 4 linhas!

Não é por acaso que ele tem o apoio que tem, tanto da diretoria quanto da torcida!

O tempo passa, mas a torcida sabe que não dá pra bobear… Unhas são detruídas, lamentações proferidas…

Mas o apoio não para!

Alguns sentimentos não parecem caber nas pessoas. Algumas querem voar, chegar ao céu… E o alambrado torna-se asa!

Até o Cartolouco parece estar literalmente louco e circula sem camisa curtindo o acesso que parece se confirmar!

Os segundos demoram a passar… Só há um caminho para a torcida: cantar sem parar e tentar mostrar de todo jeito o seu amor à Lusa!

Mais de 43 minutos do segundo tempo e um escanteio para o Rio Claro traz até o goleiro do time do interior para a área. Os corações lusitanos se mostram valentes!

Só o que se pensa, se diz, se grita no Canindé é “Vamos, Lusa!!”

Preste atenção… Esses devem ser os últimos momentos da Lusa na A2!

Chega de sofrimento… É a hora de comemorar. A Lusa está definitivamente na série A1!

Lágrimas, risos, cerveja, passado sendo posto a limpo, o futuro se redesenhando… Alguém saberia explicar o que se passa num momento desses? Abraço ao amigo lusitano Daniel Júnior, que sempre esteve ao lado do seu time, mesmo estando há milhares de quilometros.

O goleiro Thomazella, que também viveu um drama familiar durante o campeonato por conta de uma doença rara em seu filho, foi amplamente reconhecido!

Um abraço pro pessoal da torcida do Santo André que colou pra apoiar, em especial pro Guilherme, com quem assisti o jogo!

Ainda deu tempo de trombar o amigo Álvaro e seu irmão!

Quem disse que o torcedor da lusa queria ir embora? A festa demorou pra acabar e teve até cerveja de graça!!

Parece que os próximos capítulos da história da lusa terão ainda maior felicidade!

A hora de ir embora também foi emocionante. Bandeiras da lusa mais uma vez dominaram a marginal Tietê!


Quem sou eu pra falar da religiosidade de cada um… Talvez tenha sido apenas mais um fim de dia de outono qualquer, mas tenho certeza que aquele torcedor que pediu ajuda pra Lusa, viu esse céu vermelho como a prova mais incrível de que Deus exista e que, ao menos ontem, ele foi Lusa desde pequenininho…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>

A volta do futebol profissional a Leme!!!

Sábado, 29 de janeiro de 2022. A tarde começou molhada para quem queria ver um jogo da A2.

Mas todo esforço valeria a pena, afinal… Era um dia especial para a cidade de Leme!

Em 2004, o EC Lemense havia se licenciado, mas esqueci de comentar (obrigado ao Ruben Fontes Neto por lembrar) que na sequência surgiu o CA Lemense que atuou no futebol profissional de 2005 a 2016. Então, a cidade não recebia uma partida de futebol profissional há 6 anos! E essa saudade fez com que, mesmo com chuva, fosse feita uma grande festa que mobilizou a cidade.

Pra quem não entendeu como a cidade passou a receber jogos da série A2 de uma hora pra outra, tudo ocorreu porque o SC Atibaia que há anos vinha disputando suas partidas meio “nômade” entre diversas cidades (em especial, Amerciana) decidiu mudar-se para a cidade de Leme, e retomar o tradicional nome do Lemense para a disputa da série A2 do Paulista.

O pessoal gostou da ideia e foi pra fila na chuva pra ver o primeiro jogo em casa.

O adversário do dia era o EC Taubaté! Coincidentemente com um distintivo muito parecido com o do atual Lemense.

Aliás, a torcida visitante compareceu e como já não havia ingressos e temos boa amizade com o pessoal do Taubaté acabamos assistindo o jogo por ali mesmo!

Parabéns ao pessoal por terem enfrentado a estrada, arrumado a grana necessária e estarem presentes acompanhando o querido Burro da Central.

A torcida local fez bonito e se fez presente em considerável número! Foram distribuídos 4 mil ingressos gratuitos na cidade e quase 100% deste público compareceu ao jogo!

Claro que merece destaque a torcida organizada local : “Os persistentes“, que mais uma vez fez entender o porquê do seu nome.

Além da organizada, ali do lado da torcida visitante também tinha uma boa parte de torcedores locais!

Pô, e acompanhando o aquecimento dos reservas do Taubaté, eis que encontro eles o Garré, ex atleta do anto André pelo qual a torcida aqui sempre teve grande admiração!!!

Assisti à partida ao lado do Madequier, da cidade vizinha de Pirassununga! Valeu pelo rolê e pelo papo, meu amigo!!

Em campo, o time local soube se impor e rapidamente o meia Celsinho fez 1×0 pro Lemense. Como esse cara é bom… Por pouco ele não estragou o acesso do Santo André em 2019, quando defendia as cores do Água Santa, de Diadema.

Pra quem não conhece o Estádio Bruno Lazzarini, vamos a um rápido registro visual. Aí está o gol da esquerda:

O meio campo (onde fica o pessoal dos Persistentes):

E o gol da direita:

O acesso ao estádio foi fácil, e o gramado estava em boas condições, principalmente se levarmos em conta que recebeu muitas chuva nos últimos dias, o que demonstra que está existindo um cuidado especial para que esse retorno não seja apenas fogo de palha.

No intervalo, as duas torcidas foram se ver de perto para matar a saudade dos estádios…

Parabéns à torcida do Taubaté que soube não entrar na provocação da torcida local.

Em campo, o Lemense já tinha 2×0 e o jogo foi se encaminhando para o fim em clima de festa local!

Fiquei um pouco hipnotizado olhando esses números…

Quando dei por mim… o jogo havia acabado! E o Lemense mostrou que voltou pra valer!!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>

Paraguaçuense e o resgate de seu troféu

De tempos em tempos o futebol do interior paulista nos surpreende, com times inesperados e campanhas surpreendentes. Alguns desses times são muito queridos pela mídia e representam grandes cidades, o que acaba sendo uma grande festa. Mas, as vezes essas conquistas vão além e desafiam qualquer previsão. E isso foi o que aconteceu em 1993, com a conquista da “Divisão Intermediária” ( o equivalente à série A2 da época), pelo EC Paraguaçuense. EC Paraguaçuense 1993 Já estivemos em Paraguaçu registrando seu estádio (confira aqui como foi) e também escrevemos um pouco sobre a camisa e a história do time.

Naquele ano, chegaram ao quadrangular final União Agrícola Barbarense, Comercial, Francana e o próprio Paraguaçuense. A partida que decidiu o campeonato foi disputada em Paraguaçu Paulista, no Estádio Carlos Affini entre o time local e o Barbarense, que conquistaria o título e o acesso à primeira divisão com um simples empate. O jogo termina com uma festa gigantesca para a pequena cidade do oeste paulista: EC Paraguaçuense 4×1 UA Barbarense. O time menos “badalado” conquistava a Intermediária Paulista!!! Confira o vídeo resgatado pelo torcedor e pesquisador Amarildo:

Porém o Paraguaçuense nunca recebeu esse troféu, porque na época, a capacidade dos estádios validavam as conquistas e acessos dos times. O Estádio Carlos Affini fora recentemente ampliado para 10 mil lugares, exatamente para poder disputar a Intermediária, já que até 1992 sua capacidade era para apenas 2.600 torcedores. Esepecula-se que a Federação não acreditava numa nova ampliação para a disputa da principal divisão do campeonato paulista, e em paralelo, duas equipes de prestígio pleiteavam a vaga: Francana e Comercial, ambas com estádios em condições de disputas maiores. A Federação foi adiando a entrega do Troféu, e mesmo quando o Paraguaçuense oficializaou a nova ampliação, desta vez para os atuais 15 mil lugares, o troféu praticamente acabou esquecido por conta da reformulação apresentada para o futebol paulista. Estádio Municipal Carlos Affini - EC Paraguaçuense Nasciam as séries A1, A2 e A3, e uma inexplicável reorganizção dos times, obrigou o EC Paraguaçuense a disputar a série A2 e não a série A1, pela qual conquistou o direito, em campo. O EC Paraguaçuense não tinha forças para bater de frente com a decisão da Federação Paulista e seguiu jogando a série A2 até 2002 quando acabou rebaixado para a série A3. Em 2007, decide abandonar o futebol profissional. Mas… e o troféu? Porque no site da Federação Paulista, consta a lista dos campeões da “série A2” e o EC Paraguaçuense como o legítimo campeão de 1993… É aí que surge a nova diretoria do EC Paraguaçuense, representada pelo presidente Petrus Ricardo para enfim requerir e conquistar o merecido troféu. Depois de 27 anos de espera aí está o troféu de Campeão Paulista da Intermediária (Série A2), registrado pelo torcedor e historiador do clube Amarildo: Amarildo - torcedor do Paraguaçuense Aqui, a equipe de repórteres da Rádio Marconi, da época que cobriam os jogos: Adauto Marinho, Bacca, Chico Carlos, Pedrinho Militino e o próprio Amarildo! EC Paraguaçuense campeão A2 - 1993 Aliás, o amigo Amarildo acabou representando a força da torcida ao colaborar com seus arquivos pessoais que reforçam e documentam a conquista. Amarildo - Paraguaçuense Amarildo - EC Paraguaçunse A TV TEM (afiliada local da Rede Globo) até foi ao Estádio pra fazer uma matéria sobre a chegada do troféu! EC Paraguaçuense campeão A2 - 1993 Festa mais que merecida, e com direito a vários protagonistas dessa história! Aqui, com Arlindo Mazzi, “Pilão”, ex-zagueiro do EC Paraguacuense nos anos 90. Troféu EC Paraguaçuense campeão da série A2 1993 Aqui, o troféu com Nivaldo Francisco da Silva, o presidente que conquistou o título, em 1993 e o atual presidente Petrus Ricardo, que conseguiu buscar o troféu. Troféu EC Paraguaçuense campeão da série A2 1993 Esse é o motorista  Tonanha, que transportava o time nos treinos, jogos por todo interior, e que é muito querido por todos: Troféu EC Paraguaçuense campeão da série A2 1993 Na foto abaixo, o Amarildo reuniu Nivaldo Francisco da Silva (o presidente de 1993), Elzinha Pacheco (Secretaria de Educação Esportes e Cultura), Gilberto (ex jogador anos 90), e Júlio Cesar (atual secretário do EC Paraguacuense): Troféu EC Paraguaçuense campeão da série A2 1993 Aqui: Chico Carlos (repórter da época), Pilão (jogador anos 90), Carlão (diretor nos anos 90), Bacca (repórter da época), Manga (goleiro reserva da época do título de 1993), Chaleira (goleiro nos anos 80), Dinho (dirigente da época), e Adauto Marinho (repórter da rádio Marconi da época de 1993). Troféu EC Paraguaçuense campeão da série A2 1993 Que a conquista possa representar um novo momento e quem sabe incentivar a volta do Paraguaçuense ao futebol profissional!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>

O futebol profissional em Salto – Parte 2

ESSE POST SE COMPLETA COM O POST 1 SOBRE SALTO, CONFIRA AQUI!

26 de setembro de 2020.

Quase 6 anos depois de termos visitado Salto pela primeira vez, quando conhecemos a cidade e registramos o Estádios da Associação Saltense, além do que restou do clube social do Guarani Saltense, do Estádio Municipal Amadeu Mosca e do campo do XV de Novembro, voltamos à cidade para completar nossa missão.

Salto

A cidade foi fundada por Antônio Vieira Tavares, sobrinho do bandeirante caçador de índios Antônio Raposo Tavares. Em 1698, ele ergueu uma capela em louvor a Nossa Senhora do Monte Serrat, dando origem ao que viria se tornar a cidade de Salto.Em 1936, a capela foi reformada dando origem à Igreja Matriz.

Salto

Atualmente existe um Monumento à Nossa Senhora do Monte Serrat, que permite uma linda vista da cidade.

Salto

Acreditando na promessa de despoluição do rio Tietê, a cidade tem investido no turismo ecológico, com parques e até mesmo uma linda ponte pênsil.

Ponte Pensil - Salto

Essa construção histórica não só foi preservada como atualmente é ocupado pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP).

Salto

Nosso objetivo estava próximo, seguindo um pouco a frente contornando a igreja, chegamos num declive: a rua 24 de outubro, que vai até o rio Tietê!

Salto - Rio Tiete

Pra entender o lugar que fomos conhecer, vale olhar essa imagem do Google Maps e ver que se trata realmente de uma ilha em meio ao rio Tietê.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

O rio ainda não está limpo, mas já é bem diferente do que os paulistanos estão acostumados.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Do outro lado (de onde ele vem), pode se ver ao fundo o prédio histórico que comentamos do CEUNSP.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

E ao passar a ponte, chegamos à Ilha Grande, para enfim conhecer o Estádio Luiz Milanez.

O portão de entrada dá acesso ao estádio já na ilha.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, a visão logo após o portão:

Ali, os pássaros já começam a habitar o leito do rio, talvez também acreditando em sua futura despoluição.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

O Estádio Luiz Milanez é a casa da Associação Atlética Avenida.

A A.A. Avenida foi fundada em 1º de janeiro de 1945, com o nome em homenagem a uma antiga avenida que cruzava toda a cidade, e segundo a placa no campo, esta é a data considerada como a fundação do próprio Estádio Luiz Milanez.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Olha que bacana o jogo de botão que um fã montou pra AA Avenida:

AA Avenida - futebol de botão

Antes do campo, você encontrará a sede social do Avenida.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Mas, vamos enfim conhecer o campo e suas arquibancadas.

O Estádio já teve arquibancadas de alvenaria, mas segundo o pessoal do Avenida, elas foram levadas em uma inundação causada pela cheia do Tietê, em 1983. Aliás, olhando o rio tranquilo como ele estava hoje (em época de extrema seca), é difícil acreditar no potencial destrutivo que ele possui, mas … vale ver as imagens abaixo…

Rio Tiete - Salto

Essa é de 1983, e existem muitas outras no blog: Históra Salto.

Rio Tietê - Salto - enchente 1983

E esse ano, já teve uma inundação que virou notícia:

Mas vamos deixar todo esse aguaçeiro pra lá e dar uma olhada no campo:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, o gol da esquerda, visto da arquibancada:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, o gol da direita:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, a arquibancada em madeira, como tanto se via pelo interior de São Paulo:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, olhando do fundo para a entreada do estádio e da sede social:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

E aqui, a vista pelo outro lado:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Ao fundo do gol da esquerda, mais um pequeno lance de arquibancada, cuidada com todo esmero por aqueles que ainda amam o futebol local e a AA Avenida!

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Em 15 de maio de 1955, o time fez história ao se tornar o primeiro da cidade a disputar uma partida no Pacaembu contra o time de Cosmópolis (aliás, que time será esse? A Funilense??), e a equipe abaixo meteu logo uma goleada por 7×2:

AA Avenida no Pacaembú

Um registro histórico de um estádio que foi a casa da AA Avenida no Campeonato Paulista da série A3 em 1956, e a Série A2 de 1957 a 59.

Achei até o registro da Gazeta Esportiva de um amistoso contra o Corinthians de Santo André, disputado em 29 de abril de 1956:

AA Avenisa 5x1 Corinthians Santo André

Em 1956,jogou com a Portofelicense, o Guarani Saltense e a Ferroviária de Itú, ganhando 2 jogos, perdendo outros 2 e empatando 2, classificando para a fase seguinte, onde enfrentou a AA Saltense, o Elvira (Jacareí), o Aparecida, a Portofelicense e o Palmeiras de São João da Boa Vista, onde ganhou 3, empatou 6 e perdeu uma partida.

Em 1957, essa foi a tabela e a classificação da série A2:

Série A2 - 1957
Série A2 - 1957

Em 1957, ainda participou do Torneio Santos Dummont que tinha divulgação dos jogos na poderosa Gazeta Esportiva:

Torneio Santos Dummont

Aqui, a campanha da série A2, de 1958:

Série A2 de 1958
Série A2 de 1958

Esse é o time de 1958 (aliás, obrigado ao Valdir Líbero, por me passar essa e outras fotos, que ele pegou do livro História do Esporte Saltense, de autoria do jornalista Valter Lenzi:

AA Avenida - 1958

E em 1959 houve uma melhoria nos resultados, com destaque para duas goleadas seguidas contra a Mogiana (7×3!!!) e contra o Bandeirantes (5×1).

Série A2 - 1959
Série A2 - 1959

O time que fez essa campanha de 1959 é esse:

AA Avenida

Aqui, outra foto histórica do time também do final dos anos 50:

AA Avenida
AA Avenida

Voltando ao presente, as arquibancadas atuais não são as originais, porque segundo o pessoal que estava por lá, a enchente de 1983 levou as arquibancadas de alvenaria.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

E fica aqui, meu agradecimento mais uma vez ao Lúcio que foi o companheiro de viagem 🙂

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Um último olhar para o campo, sonhando com um improvável, mas nunca impossível retorno do futebol profissional à Ilha Grande…

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

As notícias recentes pelo menos mostram que existe uma esperança do retorno do futebol profissional a Salto (veja aqui, a notícia completa).

Salto volta ao futebol profissional

Ficamos por aqui. Até o próximo rolê!

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

O futebol profissional em Barretos

Em 2016, pude acompanhar um acesso do Santo André, com sabor especial porque aconteceu em uma cidade que fica há mais de 400 km de distância e que também é apaixonada por futebol: Barretos!

Cidade de Barretos

Pra chegar lá e poder curtir um pouco da cidade, saímos bem cedo, tanto que pegamos até neblina no caminho.

Neblina

Mas chegamos com um tempo agradável, que nos permitiu passear um pouco pela cidade, já que o jogo seria a noite. A primeira coisa a aprender foi que as avenidas são identificadas por números ímpares e as ruas por números pares.

Rua 22 em Barretos

Barretos é conhecida por sua ligação com o gado, e pelos rodeios, mas como não concordamos com esse tipo de cultura, que envolve sofrimento e morte animal, olhamos a cidade por um outro ângulo, rendendo-nos à natureza, e à história local, como por exemplo a Estação Ferroviária, que foi importantíssima para a cidade e a região.

Estação Ferroviária de Barretos

Pelo que pudemos conversar com alguns torcedores locais, a cidade tem perdido um pouco do charme, com algumas ações de modernização, como a mudança de alguns equipamentos municipais, a demolição de antigos casarões dando lugar a prédios, verticalizando a cidade a cada dia. Quem luta para sobreviver em meio a esse caos moderno é o Cine Barretos.

Cine Barretos

Mas, as placa nos lembrava que o que nos levou até a cidade foi mesmo o futebol!

Estádio

Pra escrever sobre a história do futebol profissional em Barretos, contei com a ajuda do site www.futebolbarretos.com.br, do blog Zé Duarte Futebol Antigo e do amigo Manolinho Gonçalves. O primeiro time profissional a se criar em Barretos foi o Fortaleza Esporte Clube, fundado em 15 de novembro de 1936.

Fortaleza FC

O time alvi-verde, também conhecido como o “Periquito da rua 20” passou vários anos no amador, só estreando na Série A2 em 1955, no Setor Azul, terminando na última colocação.

Série A2 - 1955
Série A2 - 1955

Esse foi o time do Fortaleza que jogou a A2 de 1955:

Fortaleza FC 1955

Em 1956, terminaria em último lugar desta vez, na Série Cafeeira.

Série A2 1956 - Série Cafeeira

Em 1957, também não conseguiu uma boa campanha…

série A2 1957 - série C

Em 1958, subiu mais algumas posições, mas ainda terminando em uma posição na parte de baixo da tabela…

Série A2 - 1958 - Grupo Amarelo

Em 1959, termina a Série Geraldo Starling Soares na 6a colocação.

Série A2 1959

Jogaria ainda a série A3 em 60. Aqui algumas imagens antigas do time que o pessoal do Blog História do futebol encontrou na Revista Sport Ilustrado.

Fortaleza - Barretos
Fortaleza - Barretos

O Fortaleza EC mandou seus jogos no Estádio Fortaleza, que foi municipalizado em 1977, e em 1994 passou a ser chamado de “Antônio Gomes Martins – Tio Cabeça“, em homenagem ao ex-massagista de Barretos. É lá que o Barretos EC manda seus jogos, atualmente.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Esse é o tio Cabeça:

Tio Cabeça
Tio Cabeça - fortaleza

Peguei essa foto da entrada do Estádio no Google Maps!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

E essa a gente fez durante uma visita ao estádio antes do jogo de 2016.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Mas se o Fortaleza EC foi o time mais antigo da cidade a disputar o profissionalismo, é hora de falarmos do Barretos FC, que embora fundado 2 anos depois, disputou os campeonatos da Federação Paulista antes!

Barretos FC

O Barretos Futebol Clube foi fundado em 7 de julho de 1938 e jogou o amador por 9 anos.
Aqui, um amistoso contra o Uberaba SC, em 1945:

Barretos FC x Uberaba SC

O Barretos FC só estreou na série A2 em 1947, fazendo uma campanha bem irregular, assim como seria em 1948 também:

série A2 1947 e 1948 (série Preta)

Em 1949, o time se licenciou, voltando a partir de 1950, ainda com campanhas bastante irregulares, mas ainda assim se transformando na alegria do futebol local!

Série A2

Com esse início complicado, 0 time acabou se licenciando do profissionalismo em 1953 e só voltando à A2, em 1955.

Série A2 - 1955 - Série Azul

Em 1955, houve a estreia do Dérbi de Barretos (6/11 – Fortaleza 1×1 Barretos e em 11/12 – Barretos 3×2 Fortaleza), no profissionalismo aqui, fotos do segundo jogo:

Estádio da Rua 32 - Barretos

Vale lembrar que em 1944, já houvera o dérbi, mas pelo Campeonato do Interior de 1944, no qual o Barretos FC chegou até a semifinal, contra o Guarani que seria campeão.
Em 1947, o Barretos voltou a disputou o Campeonato Profissional do Interior terminando em décimo e jogou também o amador.
Em 1956, mais uma campanha mediana na “Série Pecuária“, mas em 1957, além de mais 2 dérbis (28/4 – Barretos 3×1 Fortaleza e 28/7 – Fortaleza 2×3 Barretos), o time terminou na terceira colocação da Série C.

série a2 1956 e 1957

Em 1958, parecia chegar a hora…
O Barretos FC sagrou-se campeão do seu grupo, o Amarelo, além disso, mais dois dérbis: 8/6 – Barretos FC 4×0 Fortaleza e 19/10 – Fortaleza 0x3 Barretos FC.

Série A2 - 1958 - Grupo Amarelo

Na segunda fase, o Barretos FC caiu no Grupo João Havelange, onde terminou na quarta colocação.
O Corinthians de Presidente Prudente além de líder do grupo, seria campeão da A2 de 1958.

A2 - 1958

Em 1959, uma tragédia para a cidade, mesmo sem terminar na parte debaixo da tabela, no Grupo Geraldo Starling Soares, tanto Barretos FC quanto Fortaleza FC acabaram rebaixados para a Série A3.
E 1959 acabou marcado como o ano dos últimos dérbis: 31/5 – Barretos 3×1 Fortaleza e 23/8 – Fortaleza 0x3 Barretos.

Série A2 1959

O Barretos FC ainda chegou a disputar a A3 em 1960, mas o Fortaleza FC abandonaria as competições profissionais da Federação Paulista.

Barretos FC 1959

Nessas competições, mandaram seus jogos no Estádio da Rua 32, em frente ao Recinto Paulo de Lima Correia, onde hoje é a Praça 9 de Julho e o Terminal Municipal de Ônibus Urbanos.

Estádio da Rua 32 - Barretos

Segundo o amigo Manolinho, a Arquibancada Central era de madeira e idêntica a do Parque São Jorge.

Estádio da Rua 32 - Barretos

E a cidade ainda teria um terceiro time: o Motoristas Futebol Clube, fundado em 6 de março de 1944.

Motoristas FC

Olha que bela flâmula do time:

Motoristas FC

O Motoristas FC disputou a série A2 em 1950, terminando na 10a colocação. Assim, a cidade ganhou 2 dérbis em 1950: 30/7 – Barretos 1×0 Motoristas e 22/10 – Motoristas 3×0.

Série A2

Aqui algumas imagens do time já na época da volta ao amadorismo:

Motoristas FC - Barretos
Motoristas FC

O Motoristas FC mandava seus jogos no Estádio Dr Adhemar de Barros Filho, ou o “Campo dos Motoristas da Avenida 21“.

Estádio Dr Adhemar de Barros Filho - "Campo dos Motoristas da Avenida 21".
Estádio Dr Adhemar de Barros Filho - "Campo dos Motoristas da Avenida 21".

Mas, infelizmente estes 3 times pertencem ao passado.
O presente do futebol profissional da cidade de Barretos começou a ser escrito em outubro de 1960, quando o Barretos FC e o Fortaleza FC se uniram para formar o Barretos Esporte Clube.

Assim, em 1961, a cidade voltou a ter um time na Série A2 da época e na sua “estréia”, até que o Barretos EC foi bem. (tabela abaixo da Wikipedia):

série A2 1961

Já em 62, o time foi mal e só escapou do rebaixamento num incrível mata-mata, contra o Elvira (de Jacareí), último colocado da Série “José Ermírio de Moraes Filho”, em 4 partidas: Barretos 7 x 1 Elvira (10/2/63), Elvira 2 x 1 Barretos (17/2/63), Barretos 1 x 1 Elvira (23/2/63 em Campinas) e Barretos 1 x 0 Elvira (2/3/63, em Campinas).

Série A2 - 1962

Em 63 e 64, sequer se classificou no seu grupo.
Esse é o time de 63 (fonte: Zé Duarte Futebol Antigo):

Barretos EC 1963

Em 1965 foi campeão da Série Carlos Joel Neli e fez a final contra o Bragantino, perdendo as duas partidas (jogadas no Pacaembú), o título e o acesso…

Série A2 - 1965

Em 1966, nova campanha de destaque! O Barretos FC ficou em 2º da Série João Mendonça Falcão, classificando-se para o quadrangular semifinal, terminando em 3º no grupo.

A2 - 1966
A2 - 1966
Barretos EC 1966

Em 1967, após liderar o seu grupo foi eliminado no mata mata pelo Paulista de Jundiaí.

Série A2 - 1967

Já em 1968, liderou seu grupo e classificou-se para a segunda fase (um outro grupo dessa vez com 8 times), terminando em quarto lugar e sendo desclassificado.

Série A2 - 1968

Em 1969, 70, 73 e 75  não passou da fase de grupos.
Em 71, 72 e 74 foi desclassificado na segunda fase.
Em 76, mais uma vez liderou seu grupo nos dois turnos da primeira fase, mas acabou em último lugar no quadrangular final (XV de Jaú sagrou-se campeão, Aliança, vice e o Santo André em terceiro).

série a2 1976

Esse era o time daquele ano, e veja que linda a torcida ao fundo:

Barretos EC 1976

Em 77, mais uma vez liderou o gurpo da primeira fase e na fase final acabou na quarta colocação.

série A2 - 1977

Em 78, num regulamento bem esquisito, o Barretos liderou o Grupo A, depois foi mal na 2ª e 3ª fase e acabou mais um ano na A2.

A2 - 1978

Em 79 e 80 o time não foi bem, parando na fase inicial, em 81 liderou a Série Amarela, mas ocupou a penúltima posição no grupo final, com o time:

Barretos 1981

Em 82, 83, 84, 85, 86 e 87, regulamentos ainda mais confusos acabaram fazendo com que o Barretos se limitasse à campanhas medianas e pra piorar, o time passou a jogar a série A3 a partir de 1988, onde ficou até 1990, quando voltou à A2, esse era o time daquele ano:

Barretos EC 1990

Permaneceu na A2 até 1993, quando caiu novamente para a A3.
Em 1995, o pior momento: o time caiu para a Série B1A (o quarto nível do futebol da época).
Em 1998 chegou perto de voltar, ao ser vice campeão do grupo inicial e vice do quadrangular final, mas apenas o Oeste consegiu o acesso.

Série B1 - 1998

Só em 2001, voltou à A3. Inicialmente só subiriam dois times, mas graças às mudanças do calendário, o acesso foi ampliado.

Tabela B1- 2001

Sua volta à A3, em 2002, foi marcada com uma boa campanha, ficando de fora das finais por muito pouco!

Série A3 - 2002

Permaneceu na A3 até 2006, quando uma campanha bem ruim levou mais uma vez para o quarto nível do futebol paulista (agora a Segunda Divisão, ou série B).

A3 - 2006

De volta à segunda divisão, apenas em 2011 o time conseguiu o acesso (já nessa fase das 4 fases em grupos) à A3, mas foram apenas 2 anos e nova queda à série B, pra uma única disputa em 2014 e novo acesso à A3.

Série B - 2014

Em 2015, logo de cara, uma surpresa…
Um acesso conquistado à série A2 (graças ao problema do Atibaia).

Série A3 2015

Permaneceu na A2 em 2016 e 2017, quando voltou pra A3, onde permaneceu até esse momento (em 2020, ainda sob risco de rebaixamento à A3).
E foi em 2016, que tivemos a oportunidade de conhecer o Estádio Municipal Antônio Gomes Martins, também conhecido como “Fortaleza” em homenagem ao time da cidade.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins

Confesso que deu um pouco de aperto no coração, imaginar que estávamos ali pra impedir o inédito acesso do Barretos à série A1…

Barretos x Santo André
Estádio Barretos

Aproveitei pra pegar um jornal local e ver se a torcida do Barretos estava esperançosa quanto à virada (o placar emSanto André foi 2×0 pro Ramalhão).

E até pra dar sorte pro Ramalhão, fiz questão de estar dentro de campo, antes do jogo!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Aproveitei pra pegar meu ingresso e não correr nenhum risco.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Fui conhecer também ocharmoso portão dos fundos por onde andaríamos.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

E olha aí o portão olhando de dentro pra fora já na hora do jogo…

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

A noite estava muito bonita. A torcida local compareceu, pintando de verde, vermelho e amarelo as bancadas do Estádio Municipal Antônio Gomes Martins.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Oficialmente, o Estádio tem capacidade para 13 mil torcedores, mas pelo borderô oficial apenas 5 mil torcedores compareceram.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Quem foi, fez festa!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Mas engana-se quem pensa que o lado azul não compareceu… Era um jogo decisivo, lá estava a Fúria Andreense!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

E a Esquadrão Andreense:

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Foi um jogo super truncado com várias defesas milagrosas do nosso goleiro “Zé Carlos”, para o desespero da torcida local.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Foram 90 minutos de pressão do Barretos e o Santo André se segurando lá atrás… E a gente desesperado na arqubancada visitante.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Mas o Ramalhão também levou perigo em alguns lances.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

E o Branquinho no escanteio…

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

O primeiro tempo terminou e a alegria parecia começar a se multiplicar nas arquibancadas visitantes.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Muitas bandeiras do Santo André decoraram a parte do estádio dedicado à nossa torcida.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Até um “mini bandeirão” apareceu…

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Uma pena que a câmera não pode captar melhor o estádio, já que estava de noite, mas pelo menos ficou um registro de mais esse lugar histórico!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Ao final do jogo, festa entre torcida e o time que jogaram juntos todo o campeonato!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Zé Carlos até deu as luvas de presente a um torcedor (que mais tarde precisou devolvê-las para que o goleiro as usasse na final contra o Mirasssol).

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

A torcida local soube respeita a conquista do Santo André e ficou até o fim do jogo.

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Um sentimento único! Conhecer um estádio lindo e cheio de histórias e ao mesmo tempo voltar à primeira divisão!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos
Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Só tenho a agradecer a todos!

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

Estádio Municipal Antônio Gomes Martins - Barretos

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Novo livro importante!!!

Júlio Bovi Diogo e o Rodolfo Pedro Stella Jr gostam de desafiar a lógica de mercado, os conselhos dos amigos, a recomendação dos mais centrados e seguem apostando suas forças, grana e energia na publicação de livros… Mas, cá entre nós… Que baita livro! História da 2a divisão no Futebol Paulista Trata-se da “História da 2a divisão no Futebol Paulista”, o segundo volume desta publicação que levanta dados essenciais para jornalistas, pesquisadores e torcedores mais fanáticos sobre a atual Série A2, nesse caso, de 1978 a 1990. História da 2a divisão no Futebol Paulista São fichas técnicas completas, equipes participantes, classificações, foto do time campeão em 320 páginas, no formato A4 (21cm x 29,7 com). São poucos exemplares, por isso, os interessados entrar em contato com Júlio Diogo pelo email – juliodiogo@litoral.com.br.

APOIE AS INICIATIVAS DE QUEM CONSTRÓI!

]]>

O triste fim do futebol profissional em Lorena

Lorena
Lorena

Ainda no Vale do Paraíba, vamos conhecer a triste história do fim do futebol de Lorena! Assim como a maioria das cidades, Lorena também é cortada pela estrada de ferro. Eu sou apaixonado pela Ferrovia e confesso que me emocionei ao reviver uma sensação que há tempos não tinha:

Incrível como existem verdadeiras obras da arquitetura ainda preservadas nas cidades do interior, com destaque para o Solar dos Azevedo:

Solar dos Azevedo

O Solar dos Azevedo é pertenceu ao comendador Antônio Clemente dos Santos e, posteriormente, a Rodrigues de Azevedo, daí o nome. Atualmente,é de propriedade do bispado de Lorena.

Solar dos Azevedo
Solar dos Azevedo

Mas, estamos aqui pra falar de futebol! E a história é triste. Falamos do Esporte Clube Hepacaré e do seu “ex-tádio”.

Distintivo do Esporte Clube Hepacaré

O Esporte Clube Hepacaré foi fundado em 7 de setembro de 1914 e fez história ao disputar dez edições da série A3 do Campeonato Paulista (de 1956 a 58 e de 1960 a 66) e duas edições da série A2 (em 1959 e em 1973).

Esporte Clube Hepacaré

Ficou conhecido também porque contou com Dondinho (pai do Pelé) como atleta nos anos 40.

Esporte Clube Hepacaré

O time mandava seus jogos no Estádio General Affonseca.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

A inauguração do estádio foi grande estilo, em 30 de março de 1941 num jogo contra o Fluminense, que acabou 5×0 para os cariocas, e quem apitou o jogo foi um tal “Arthur Friedenreich”.

Esporte Clube Hepacaré

O time do Hepacaré marcou época na cidade e na região, chegando a jogar contra o nosso Santo André na A2 de 1973.

Esporte Clube Hepacaré

O estádio se segurou até mesmo anos depois do time se licenciar das competições oficiais.

As fotos abaixo foram feitas em 2008 pelo pessoal do Jogos Perdidos (clique aqui para relembrar a visita deles ao estádio) e elas mostram como estava o estádio, desde sua entrada…

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Até a parte interna. Perceba o cuidado nas cadeiras da arquibancada.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Ainda que com uma pintura gasta, o estádio estava de pé e bem vivo!

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

O gramado irregular, mas dentro dos limites do futebol amador que é a realidade do Hepacaré desde os anos 70.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

A bela arquibancada coberta, com as palmeiras ao fundo.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Eu já havia lido esta matéria do pessoal do Jogos Perdidos (aliás, obrigado por terem conseguido registrar o General Affonseca ainda “vivo”) e contava os dias até que a oportunidade de ver e reforçar o registro que eles fizeram 11 anos atrás (escrevo este post em 2019).

Logo, chegamos ao endereço do estádio…

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

A triste notícia… O endereço estava certo… Os errados somos nós…

Olho para uma foto do passado…

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Comparo com o presente… As palmeiras estão lá, mas tudo está errado…

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Ainda existe um mísero pedaço do que outrora foi a arquibancada da torcida do Hepacaré.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Fiz questão de ir até lá e pelo menos pisar nesses poucos degraus de cimento, onde tantas emoções foram vividas…

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

O antigo Estádio da rua Conselheiro Rodrigues Alves não resistiu ao poder do dinheiro… O valor do imóvel na Vila Hepacaré injustificava a existência de um time amador de futebol e sua sede. Suas piscinas e sua sede, onde o funk rolava desde os anos 90 ficaram pra traz.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Em 2011, faltavam apenas três anos para o centenário do clube, mas ele não resistiu. O EC Hepacaré estava falido. Menos de um ano depois, sua sede foi leiloada (R$ 5,3 milhões, aplicados não sei como) e em 2017, nascia mais uma unidade do Supermercado Nagumo.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Antes de ir embora, encontrei mais uma parte do estádio… Uma parede que parece separar a recordação da realidade.

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

As tradicionais paredes amarelas ainda estão ali dentro…

Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca
Esporte Clube Hepacaré - Estádio General Affonseca

Se doi pra quem nunca viu um jogo, imagine para quem chegou a jogar ali…

Não há o que falar…. Nós perdemos…
A menos que novas iniciativas que começam a serem noticiadas em 2024 – quase 10 anos depois de nossa visita- possam ser verdadeiras…. Uma possível volta do Hepacaré…
Na Internet já existe até um museu do time (clique aqui e conheça) pra ir reaquecendo os corações da torcida:

Fica de recordação a camisa do amigo Fred de Taubaté:

Camisa do Hepacaré

Pra quem quiser uma lembrança, o site Só Futebol comercializa réplicas das camisas dos times extintos, como o EC Hepacaré.

Camisa do Hepacaré

APOIE O TIME DA SUA CIDADE, ou…