Ainda no Vale do Paraíba, vamos conhecer a triste história do fim do futebol de Lorena! Assim como a maioria das cidades, Lorena também é cortada pela estrada de ferro. Eu sou apaixonado pela Ferrovia e confesso que me emocionei ao reviver uma sensação que há tempos não tinha:
Incrível como existem verdadeiras obras da arquitetura ainda preservadas nas cidades do interior, com destaque para o Solar dos Azevedo:
O Solar dos Azevedo é pertenceu ao comendador Antônio Clemente dos Santos e, posteriormente, a Rodrigues de Azevedo, daí o nome.
Atualmente,é de propriedade do bispado de Lorena.
Mas, estamos aqui pra falar de futebol!
E a história é triste. Falamos do Esporte Clube Hepacaré e do seu “ex-tádio”.
O Esporte Clube Hepacaré foi fundado em 7 de setembro de 1914 e fez história ao disputar dez edições da série A3 do Campeonato Paulista (de 1956 a 58 e de 1960 a 66) e duas edições da série A2 (em 1959 e em 1973).
Ficou conhecido também porque contou com Dondinho (pai do Pelé) como atleta nos anos 40.
O time mandava seus jogos no Estádio General Affonseca.
A inauguração do estádio foi grande estilo, em 30 de março de 1941 num jogo contra o Fluminense, que acabou 5×0 para os cariocas, e quem apitou o jogo foi um tal “Arthur Friedenreich”.
O time do Hepacaré marcou época na cidade e na região, chegando a jogar contra o nosso Santo André na A2 de 1973.
O estádio se segurou até mesmo anos depois do time se licenciar das competições oficiais.
Até a parte interna. Perceba o cuidado nas cadeiras da arquibancada.
Ainda que com uma pintura gasta, o estádio estava de pé e bem vivo!
O gramado irregular, mas dentro dos limites do futebol amador que é a realidade do Hepacaré desde os anos 70.
A bela arquibancada coberta, com as palmeiras ao fundo.
Eu já havia lido esta matéria do pessoal do Jogos Perdidos (aliás, obrigado por terem conseguido registrar o General Affonseca ainda “vivo”) e contava os dias até que a oportunidade de ver e reforçar o registro que eles fizeram 11 anos atrás (escrevo este post em 2019).
Logo, chegamos ao endereço do estádio…
A triste notícia… O endereço estava certo… Os errados somos nós…
Olho para uma foto do passado…
Comparo com o presente… As palmeiras estão lá, mas tudo está errado…
Ainda existe um mísero pedaço do que outrora foi a arquibancada da torcida do Hepacaré.
Fiz questão de ir até lá e pelo menos pisar nesses poucos degraus de cimento, onde tantas emoções foram vividas…
O antigo Estádio da rua Conselheiro Rodrigues Alves não resistiu ao poder do dinheiro… O valor do imóvel na Vila Hepacaré injustificava a existência de um time amador de futebol e sua sede. Suas piscinas e sua sede, onde o funk rolava desde os anos 90 ficaram pra traz.
Em 2011, faltavam apenas três anos para o centenário do clube, mas ele não resistiu. O EC Hepacaré estava falido. Menos de um ano depois, sua sede foi leiloada (R$ 5,3 milhões, aplicados não sei como) e em 2017, nascia mais uma unidade do Supermercado Nagumo.
Antes de ir embora, encontrei mais uma parte do estádio… Uma parede que parece separar a recordação da realidade.
As tradicionais paredes amarelas ainda estão ali dentro…
Se doi pra quem nunca viu um jogo, imagine para quem chegou a jogar ali…
Não há o que falar…. Nós perdemos… A menos que novas iniciativas que começam a serem noticiadas em 2024 – quase 10 anos depois de nossa visita- possam ser verdadeiras…. Uma possível volta do Hepacaré… Na Internet já existe até um museu do time (clique aqui e conheça) pra ir reaquecendo os corações da torcida:
Fica de recordação a camisa do amigo Fred de Taubaté:
O post de hoje levou nos pelos “caminhos de pedras secas” até a bela cidade de Itapetininga.
Itapetininga tem tanta história no futebol que acabamos deixando de fazer as tradicionais fotos da cidade, então pegamos essa do site da Prefeitura Municipal para ilustrar o local onde pouco mais de 162 mil pessoas vivem.
Almoçamos numa padaria bem legal! A fome era tanta que não lembro nem o nome…
Falar do futebol profissional em Itapetininga significa voltar ao tempo em que todas as divisões do Campeonato Paulista e até o futebol amador eram valorizados pelas diversas cidades do interior.
Então, voltemos ao início do século para conhecer a história da Associação Atlética Itapetininga.
A Associação Atlética Itapetininga foi fundada em agosto de 1931, sendo assim o mais tradicional time de Itapetininga. Disputou a 4ª Divisão do Campeonato Paulista em 1960 e a 3ª Divisão em 1961 e 1962.
Aqui, algumas fotos históricas de times que defenderam as cores da Associação Atlética Itapetininga, começando pelo time de 1952 (foto do blog http://alan-franci.blogspot.com):
Existe ainda uma página no Facebook em homenagem ao time e lá estão compartilhadas mais lindas imagens da Associação Atlética Itapetininga:
Pra fechar a sessão nostalgia, o time de 1961 que disputou a terceirona daquele ano:
Infelizmente, nos dias atuais, seu departamento de futebol profissional já não existe mais, mas, o Estádio José Ravacci Filho, campo onde mandava seus jogos, continua de pé!
Ainda existem lembranças da antiga entrada:
O Estádio segue muito bem cuidado, só sofreu uma “pequena” alteração…
O campo mudou de direção… Foi invertido em 90 graus… Ou seja, o que era linha de lateral virou linha de fundo e vice e versa.
Dessa forma, além de perder em tamanho, foram se embora as tradicionais arquibancadas que abrigaram tantos torcedores nas décadas passadas…
Veja como era:
Aparentemente era nesta lateral onde ficavam as arquibancadas que estava a entrada que hoje está fechada.
E o que era a lateral virou o gol!
Ainda existem bons vestiários:
Vamos dar uma volta no campo para conhecer melhor:
O estádio ainda guarda uma estrutura que serve de bar e de sede onde podemos encontrar algumas recordações do time.
Aqui, alguns dos quadros que estão nas paredes desse bar:
Até uma linda flâmula eles têm!
E agora, o xodó é o time de masters!
Um último registro no campo que já roubou tantas lágrimas e sorrisos (e que ainda mantém se vivo nas disputas amadoras!):
Quer bater um escanteio antes de ir?
Primeira parte da nossa missão cumprida! Agora é vez de registrar o Estádio Engenheiro Péricles D’Ávila Mendes, a casa do mítico DERAC!
O DERAC, que é a sigla de Departamento de Estradas de Rodagem Atlético Clube, foi fundado em dezembro de 1950 (como indicado em seu distintivo). O time participou de quatro edições da série A2 (1982, 1984, 1985 e 1986), 32 edições da série A3 (1959, de 1961 a 1971, de 1976 a 1981 e de 1988 a 1992) e 2 na “Quarta Divisão” (1960 e 1994).
A história é surreal, uma vez que o time foi formado por funcionários do D.E.R. local e acabaram não só chegando ao profissionalismo como jogando por 3 divisões do Campeonato Paulista.
Uma delas, foi em 1961 pela A3:
E olha que bela campanha fizeram em 1977 pela “A3” daquela época:
O time tem muita história e foram muito quadros que representaram as cores da cidade. Lá mesmo no estádio existem várias fotos de times perfilados que fizeram história e jogaram frente a uma verdadeira multidão.
Mas se você quer mesmo memórias do time, não deixe de acessar o blog do Museu Virtual DERAC. Eles têm fotos como essa, do time de 1970 que disputou a série A3:
Então voltemos ao Estádio Engenheiro Péricles D’Ávila Mendes, a casa do DERAC.
E mais uma vez, estamos aí…Em frente a um campo histórico que fez (e faz) parte da vida de tantas pessoas…
Mais uma bilheteria que teve no passado seus dias de glória e que sonha com a volta do futebol profissional.
Vamos dar uma olhada no estádio?
O Estádio Péricles D’ávila Mendes tem capacidade para cerca de 6 mil torcedores em seus dois lances de arquibancada, ao longo do campo.
A entrada do estádio nos leva até esse lado da arquibancada. Veja ao fundo o bar e sede do time.
Aqui, um olhar já chegando próximo ao bar.
E olha aí o bar e alguns dos troféus do time!
Olha o tamanho da arquibancada:
Encontrei uma imagem antiga do estádio, mas parece que mudou bastante…
Um dos maiores orgulhos do DERAC são os grandes jogadores que fizeram parte de seu elenco e foi um ex atleta do time que nos apresentou o estádio. Falamos do “Paraná”, que atualmente faz parte do time de veteranos do DERAC.
O gramado segue bem cuidado, mesmo próximo ao gol.
E assim, a parte 2 da nossa missão está cumprida!
Resta nos agora contar a parte “ferroviária” da nossa história pelo futebol de Itapetininga, e ela fica ao cargo do CASI, o Clube Atlético Sorocabana de Itapetininga.
O time do CA Sorocabana de Itapetiningafoi fundado em junho de 1945 por um grupo de trabalhadores ligados à ferrovia. E se você quer ver fotos incríveis do CASI, vale a pena visitar o blog SomosCASI.blogspot.com eles tem imagens como essa, do time dos anos 50:
Esse era o time da Sorocabana de Itapetininga em 1957:
Esse é o time de 1959, se preparando para a disputa da A3 do ano seguinte:
E aqui outros esquadrões de diversos momentos do CA Sorocabana Itapetininga que participou da quarta divisão (em 1960) e da terceira divisão (de 1961 a 1963).
Infelizmente, o tempo passou e assim como a ferrovia acabou sumindo do mapa, o CASI acabou no ostracismo e logo no esquecimento, mas restou-lhe um marco importante para servir de recordo: o Estádio José Santana de Oliveira, na Vila Aparecida, campo onde mandou seus jogos por tantos anos.
Não, não é nenhum engano, não existe sinalização referente ao estádio, porém possui um Museu Ferroviário na entrada do clube. No entorno do campo, vários equipamentos da ferrovia.
Conseguimos adentrar ao Estádio, então, vamos dar uma olhada lá dentro?
Adentramos ao campo e o que pudemos ver foi de cortar o coração… Ainda que com a grama bem cortada, o estádio parece aguardar seu fim…
Nem as traves mantiveram-se em pé…
Um estádio que tinha como destaque nas arquibancadas o público feminino, formado por cerca de 800 torcedoras, na maioria familiares de ferroviários que acompanhavam o time.
É triste, mas… Estamos aí pra registrar e quem sabe torcer pela recuperação do estádio.
Despreocupadas estão as corujas que adotaram o gramado do campo como lar…
O outro gol também está lá deitadão….
Um pedaço de trilho, simbolizando a ligação do time com a Ferrovia corta a lateral do campo…
E até uma locomotiva guarda as memórias do CASI, da ferrovia e do Estádio Joé Santana de Oliveira… Um passado que não volta…
Infelizmente, atualizo esse post em 2024 para mostrar que o campo do CASI deu lugar para um supermercado…
Pra terminar nossa história, é preciso registrar o último time que representou a cidade no profissional, o Esporte Clube Itapetininga.
Fundado em abril de 1995, o time ficou com a vaga do DERAC na Federação Paulista e disputou os campeonatos da sexta divisão de 2002 e 2003, da quinta divisão de 1996, 1998, 1999 e 2000.
8 de maio de 2016. O domingo fecha um fim de semana de acessos!
Um dia após acompanharmos o Santo André voltar à série A1 do Paulista, em Barretos, fomos até Sertãozinho assistir a equipe local chegar a final da A3 e consequentemente conquistar o acesso à série A2 e a festa não podia ser melhor!
O Sertãozinho manda seus jogos no Estádio Municipal Frederico Dalmaso, o “Fredericão”.
E o campo estava cheio, e todo mundo muito animado, acreditando na classificação!
A torcida lotou todo e qualquer espaço do estádio destinado ao público local!
Vem comigo dar uma volta e sentir o clima do jogo!
Tudo isso, para sua segurança!
Pudemos conhecer pessoalmente o amigo Renan! E é pra isso que o futebol serve: fortalecer as amizades!
Pra quem não sabe, o estádio tem ainda uma pequena área coberta, junto das cabines de imprensa. Tudo muito bacana!
Mas a festa estava mesmo no meio da torcida. Uma pena que a Federação não permita que as organizadas entrem com suas faixas e camisas, mas mesmo assim, o pessoal de Sertãozinho pintou de grená e branco a cancha local, com direito a tirantes e tudo!
Dá uma olhada no que tinha de gente! E esse pessoal ajudou o time a segurar um 0x0, meio morno, mas que garantiu a vaga do time local na A2 de 2017!
Outro destaque pro rolê fica para o encontro, ali nas bancadas mesmo com o amigo Nequinha, lateral direito pé quente, que acabou conquistando mais um título, desta vez da A3! Valeu, amigo!
E já que o time saiu campeão, não pode faltar a foto dos vencedores!
Pra quem andava nos cobrando mais um role pelo interior, fica esse registro! Abraços aos amigos!
E lá vamos nós para a 4a parte do nosso rolê, dessa vez na cidade de Uchoa, que fica também às margens da rodovia Washington Luiz, entre as cidades de Catanduva e Cedral, já na região de São José do Rio Preto. O nome é uma homenagem ao engenheiro Ignácio Uchoa, da extinta Estrada de Ferro São Paulo – Norte.
A cidade possui cerca de 9.500 habitantes e seu nome é de origem basca e significa “lobo”. Faltou fazer a foto da igreja, como fizemos nas demais cidades, então encontramos essa abaixo, no blog “Doramundo“:
E mais uma vez pudemos conhecer novas pessoas, criar novas amizades e, principalmente, ouvir boas histórias sobre um lugar onde o tempo parece ter parado…
Quem é nascido na cidade de Uchoa é o “Tupãzinho”, jogador que fez história no Corinthians ao marcar o gol do título do primeiro Campeonato Brasileiro, conquistado em 1990. Estivemos com ele num jogo do Tupã, em São Bernardo:
O principal contraste para nós que somos do ABC é o trânsito. As ruas praticamente desertas, sem aquela tradicional loucura tão comum (infelizmente) no nosso dia a dia.
Nossa meta na cidade era conhecer o Estádio Municipal Leonildo João Birolli, a casa do time local, o Uchoa FC, fundado em 3 de janeiro de 1940. Suas cores, seu escudo e o modelo do uniforme principal são uma homenagem ao São Paulo, da capital:
O clube teve seis participações das divisões menores do Campeonato Paulista de Futebol, mas nunca esteve na primeira divisão. Aqui, uma imagem rara, do time de 1947:
Em 1948, disputou a série branca da segunda divisão – a série A2 daquela época- e terminou em último lugar…
Aqui, um outro momento do time, com o estádio ao fundo:
Encontramos na Internet uma foto de meados das décadas de 40/50, de uma faixa, exposta em São José do rio Preto convidando para um jogo contra o América:
Em 1949, o time fez história ao vencer a série ouro da segunda divisão – a série A2 da época. Mas na fase final pegou só pedreira… Guarani, Linense e Batatais, e acabou fora da primeira divisão de 1950.
Em 1950, conseguiu uma quinta colocação…
Em 1951, o fim de um ciclo, com a sexta colocação na zona central:
Depois disso, o time ainda disputaria competições profissionais em 1980 (na terceira divisão) e em 1991 quando disputou um torneio qualificatório com AA Itararé, AA Ituveravense, Ranchariense, Beira-Rio de Presidente Epitácio, Embu-Guaçu, Operário de Tambaú, Flamengode Pirajuí, GE Atibaiense, GE Monte Aprazível, Guarani Saltense, Itaquaquecetuba, José Bonifácio e Auriflama.
Para aqueles que um dia pensam em ir ao estádio, ele fica no cruzamento da rua Ernesto Lainetti e da Av Eduardo Hidalgo:
E, novamente encontramos com facilidade o nosso destino: o Estádio Municipal Leonildo João Birolli!
Vamos conhecê-lo?
Olhando um pouco de dentro do estádio, podemos encontrar as arquibancadas que tem capacidade para cerca de 3 mil pessoas.
O gramado em ótimas condições, e árvores frondosas dispostas ao fundo do gol:
É sem dúvida um estádio que poderia estar recebendo jogos nos dias atuais…
Os bancos de reserva num visual old school, trazendo de volta na nossa memória uma época em que o futebol tinha uma outra atmosfera… Imagina como foi celebrar a conquista de 1949…
Mais uma vez, fica o sentimento de orgulho em poder registrar um estádio que já foi utilizado por várias vezes em disputas oficiais da Federação Paulista.
As arquibancadas de cimento estão ali… Prontas para receber a torcida novamente!
Tantos times que passaram por aí… Linense, Rio Preto, Noroeste, Bauru, Internacional de Limeira, Prudentina, Ferroviária de Botucatu, São Paulo de Araçatuba, América de S. José do Rio Preto, Corinthians de Pres. Prudente, Bandeirante de Birigui, XV de Jaú, São Manuelense…
Além de toda a história, é uma vista linda…
Uma curiosidade bem diferente é que enquanto eu estava lé no alto da arquibancada fotografando, ouvi uns barulhos estranhos, parecia que tinha alguém morando nas cabines de imprensa e ….
Assim, chegamos ao fim de mais uma aventura futeboleira, que nos levou a esse lindo estádio!
Fica nossa torcida para que espaços como esse sejam cada dia mais valorizados pelas pessoas e quem sabe eternizados como lembrança de um tempo que não deve voltar mais…
Demos a volta no quarteirão do estádio e voltamos para a estrada, rumo a Mirassol.
Em companhia do Guaraná Jaboti, incrível sabor! (sei que parece, mas não, não é um merchandising, a menos que alguém do Jaboti queira nos patrocinar)
Mais um final de semana de aventuras no mundo do futebol. Dessa vez, pegamos a Ayrton Senna / Dutra e fomos até Taubaté.
Nossa missão: acompanhar a final da série A3, entre o time local e o Votuporanguense, no tradicionalíssimo Estádio Joaquim de Morais Filho, o “Joaquinzão”.
Mesmo tendo perdido o primeiro jogo, em Votuporanga por 3×0, alguns amigos da torcida local disseram que a cidade estava confiante na reversão desse placar. Eu e a Mari acreditamos e pra poder aproveitar o rolê, fomos um dia antes pra Taubaté, pra sentir o clima da final.
Ainda no sábado, demos um pulo no Joaquinzão para comprar nossos ingressos!
O time tinha acabado de treinar e deu pra bater um papo com alguns jogadores. Encontramos também diversos torcedores do Taubaté que foram até lá pra apoiar o time, ou mesmo pra pegar autógrafos do time que poderia entrar pra história!
Vale lembrar alguns dados do Estádio Joaquinzão: atualmente sua capacidade é de 9.600 torcedores, diferente dos mais de 20 mil lugares disponibilizados desde sua fundação, em 1967.
Antes dele, o Taubaté mandava seus jogos no Estádio Praça Monsenhor Silva Barros, “O Campo do Bosque”. E para a construção do novo campo, em 1958 houve uma grande campanha de arrecadação de tijolos. A partida de estreia foi contra o São Paulo que venceu o time local por 2 a 1.
Atualmente,o time do Taubaté vem superando as dificuldades e se posicionando cada vez mais como o time da cidade, lutando contra a massificação dos jovens que cada dia mais se deixam levar pela mídia e notoriedade dos times da capital.
O recorde de público do estádio aconteceu no jogo contra o Corinthians, em 11 de junho de 1980: 21.272 torcedores, e embora a realidade atual seja diferente, o público esperado para o jogo é um dos maiores dos últimos anos.
Mas… Antes do jogo, fizemos o tradicional rolê pela cidade, conhecendo um pouco dos lugares tradicionais da cidade, de restaurante até a antiga estação de trem, sem deixar de conhecer a Feira da barganha, em frente o Mercado Municipal, nos domingos pela manhã (deu pra ir antes do jogo)…
A boa surpresa foi que ficamos no mesmo hotel que o time do Votuporanguense, o que nos permitiu vivenciar um pouco da sensação de disputar uma final, quase como parte do grupo.
Além disso, tivemos a sorte de conhecer o Émerson, que coordena o VotuNews, portal muito bacana que leva à Internet as informações sobre a cidade de Votuporanga, em especial o esporte.
O time do Votuporanguense chegou confiante graças ao placar elástico no jogo de ida, mas em momento algum, percebemos qualquer sentimento de “já ganhou”. Ao contrário, sabiam da dificuldade que seria enfrentar o Taubaté no Joaquinzão.
Eu e a Mari demos uma volta pela região e após muitas atividades, o sábado foi chegando ao fim. Chegamos ao hotel, prontos pra descansar pro dia seguinte. Por volta das 23hs quando começamos a pegar no sono… Uma surpresinha… Um barulho ensurdecedor praticamente na nossa janela do hotel…
Na mesma hora, percebemos como seria aquela noite. E assim foi até as 6 horas da manhã. De hora em hora os rojões despertavam aqueles que tentavam dormir e têm o sono mais leve. No dia seguinte, levantamos cedo, pra aproveitar o momento do café da manhã com os atletas do Votuporanguense e não se ouvia outra coisa entre eles, e também entre os demais hóspedes do hotel: a noite do sábado fora um “mini Iraque”. Aparentemente os jogadores levaram numa boa, mas alguns hóspedes estavam mesmo bravos com todo o barulho gerado pela torcida do Taubaté.
Confesso que achei engraçada aquela situação, afinal, em tempos de “futebol moderno” onde qualquer coisa é considerada radicalismo, o pessoal de Taubaté soube aproveitar uma oportunidade, sem ofender ou agredir ninguém. Saímos cedo pra conhecer a feira da barganha e quando voltamos estranhamos a presença do ônibus dos jogadores ainda no hotel. Ficamos sabendo que além dos rojões, a torcida local furou (ou murchou) alguns pneus do ônibus, atrasando a saída do time e obrigando o Votuporanguense a utilizar o ônibus dos torcedores para levar os atletas ao estádio.
É mole??? Pra quem acha que as boas histórias do futebol morreram, aí está mais uma que pode acompanhar os torcedores por alguns anos. Bom, mas vamos ao jogo, que é pra isso que estivemos em Taubaté!
A torcida local pareceu ignorar a forte garoa que molhou a cidade desde a noite do sábado e colocou quase 6 mil torcedores no Joaquinzão.
Público formado por torcedores organizados, mas também muitas famílias e torcedores comuns.
Deu orgulho de poder fazer parte dessa história, mesmo não sendo torcedor de nenhum dos dois times.
Aliás, olhando lá para o outro lado, dava pra ver que a torcida visitante também compareceu em um bom número, principalmente se considerarmos a distância entre as duas cidades.
Outro ponto que vale a pena citar é que não vimos nenhum tipo de incidente entre torcedores e olha que demos umas duas voltas em torno do estádio pra sentir o clima do jogo. Sem dúvida, a chuva reduziu em boa parte o número de torcedores presentes, com certeza em um dia sem tanta água caindo, teríamos quase 10 mil pessoas no campo.
Que fique registrado: choveu durante os 90 minutos. E isso prejudicou o público, mas também a qualidade do gramado e consequentemente o nível do jogo. Só que o time do Taubaté decidiu passar por cima de tudo isso. Das poças, do frio, do jogo truncado… E foi pra cima do Votuporanguense. Resultado? Escanteio batido e Lelo marca. Taubaté 1×0, em menos de 10 minutos.
E pra quem achava que era só um “aperto inicial” o Burrão seguiu no pique e logo aos 15 minutos, marcou o segundo gol.
Os rojões teriam conseguido efeito? O forte time do Votuporanguense sucumbiria ainda no primeiro tempo, por uma noite mal dormida? O torcedor local tinha certeza disso, mas… O primeiro tempo acabou em 2×0, mesmo, sob aplausos da torcida local.
O intervalo foi ótimo para nos permitir conhecer pessoalmente o pessoal da Comando 1914, com quem já trocávamos mensagens na Internet.
Fica aqui um grande abraço ao Ronaldo e todo mundo que fez uma linda festa na arquibancada, não somente na final, mas em cada jogo do Taubaté.
O 2º tempo começou, a chuva não deu trégua, e o time visitante apertou a marcação, mostrando que não entregaria um terceiro gol facilmente.
A torcida local seguia em seu transe quase hipnótico de apoio ao time, torcendo como se estivessem em campo, jogando junto.
Que fique claro, o Taubaté não é uma exceção entre os times do interior paulista. Acometido por dificuldades financeiras (não é fácil manter um time pagando em dia, na série A3) a diretoria conseguiu reunir a Prefeitura, as empresas locais e só assim o envolvimento entre cidade e futebol voltou a se acender.
Por volta dos 25 minutos, decidi dar uma volta pelo estádio e foi incrível perceber que não havia um único torcedor do Taubaté que parecia ter desistido do título.
Dava pra ver nos olhares, nos abraços, nos gritos e na própria postura de cada torcedor o sentimento de dedicação e amor ao time da cidade. O estádio estava feliz, pela conquista do acesso, mas queria mais. Entre tosses e espirros, os ensopados, pré-gripados torcedores queriam o título.
O grito de campeão estava preso e sufocado, por anos de convivência com os demais cidadãos que abriram mão do time da cidade para torcer pelos times da capital. Eram 6 mil pessoas que queriam gritar aos sãopaulinos, corinthianos, palmerenses e santistas nascidos na cidade um “ACORDEM, SOMOS CAMPEÕES, O TIME DA NOSSA CIDADE!!!”
Sem desmerecer, ao mesmo tempo, o excelente time e torcida da Votuporanguense. Pra nós, que assistíamos a essa verdadeira ópera como meros espectadores (Se é que era mesmo possível) doía ver o esforço de um time jovem e tão correto caindo em solo molhado.
Mas ainda não havia nada perdido, para nenhum dos times. Afinal, os 2×0 dava o título ao time visitante. Passava dos 30 minutos, mais água ainda e o placar igual. Senhores, senhoras e crianças sofriam nas arquibancadas tanto ou mais do que os atletas em campo. Havia um sentimento de estafa emocional, lágrimas sendo preparadas para o choro, de tristeza ou felicidade.
O gramado chorava da sua maneira. As chuteiras não perdoaram, arranharam, machucaram, fizeram o sangrar terra viva, mas esse foi o sacrifício feito pelo Joaquinzão para fazer parte dessa história. Times, torcidas, jornalistas, o campo, uniformes, as traves, a bola, cada pedaço de pano molhado amarrado na arquibancada. Todos sofriam por igual. Sério, parecia que em algum momento algo iria explodir e não eram os rojões da noite anterior. Foi aí que algo aconteceu. Em meio a tudo isso, um apito longo feito por um maquinista avisava… Se o trem não para, por que o Burrão iria??
Não sei se foi combinado ou não, mas o estádio começou a gritar o tradicional “EU ACREDITO”, e antes que alguém desmaiasse de tensão ou dor… Veio o fato que todos (os torcedores locais) aguardavam. Gol. Do Taubaté. E a explosão veio. De felicidade, de raiva, de amor, de orgulho…
O time da cidade estava presente de corpo e alma. Abraçad@s, vizinh@s, amig@s, namorad@s, pais e filhos, av@s…. Há tempos não víamos lágrimas tão reais e intensas em torno de uma partida. 46 do segundo tempo. Outro gol. Já não há o anormal. A certeza do título já é uma realidade. A felicidade em cada gota de chuva já pode ser ouvida dentro e for a do estádio.
Mais fogos de artifício. Esses vêm de longe. Houve quem preferisse acompanhar o jogo pela TV ou pela rádio e agora amaldiçoava o fato de perder essa festa queimando o céu. Eu a Mari saímos quietinhos. Contentes por poder vivenciar tudo isso tão de perto. Por ver os amigos do Taubaté levantarem a taça e mais uma vez colocar o nome do time na história.
Ao mesmo tempo, um pouco tristes por saber que o pessoal que havia tomado café da manhã conosco, há poucas horas, voltaria pra casa sem o troféu. Nos tranquilizamos pensando que o acesso seria um presente grande o suficiente para acalmar a cidade. Rapidamente estávamos no hotel, tomamos um banho quente pra tentar fugir da gripe e em pouco menos de uma hora estávamos deixando a cidade.
Domingo, 17 de fevereiro de 2013. Lá vamos nós pela tradicional estrada vicinal que liga Arthur Nogueira a Mogi Mirim.
Na verdade, nosso destino seria a próxima cidade, Mogi Guaçú.
Depois de mais de um ano vendo fechado o Estádio do meu time, o Santo André, eis que fomos até Mogi Guaçu levar nossos “pés quentes” para o Guaçuano, que não havia conquistado um ponto sequer na A3-2013 e o que encontramos????
Mais um Estádio com portões fechados…
Não, não fomos em um dia ou horário errado, como já fizemos, nem se tratava de mais um wo… O time da casa esta em campo, frente ao seu adversário. Então, o que havia de errado no jogo do Guaçuano?
Uma volta no entorno do estádio e eis que encontramos um torcedor para nos explicar o que estava acontecendo. A Federação Paulista exige uma capacidade mínima dos estádios, em cada divisão e o Guaçuano, retirou algumas arquibancadas tubulares, ficando com capacidade menor do que a permitida…
Ou seja… Estádio FECHADO!!!! Time em campo e torcedor na rua…
A Mari até que procurou algum lugar para assistir ao jogo, mas tava difícil…
Já estávamos perdendo as esperanças quando nos convidaram para conhecer as piscinas do clube, e lá no cantinho da arquibancada das piscinas estavam… Os torcedores do Guaçuano!
Mostrando que não dá pra separar o amor do torcedor do seu time.
Espremida num canto, deixada de lado, pela Federação e pelo poder público da cidade, que acabou não apoiando o clube nessa empreitada, ali estava a brava torcida do Guaçuano, mostrando que mesmo com 0 pontos, sem poder entrar no estádio mantém seu amor ao time.
Até que a vista estava muito boa, dava pra ver o jogo bem de perto!
E não é que demos sorte ao time? O Guaçuano venceu por 1×0 e ainda teve muitas oportunidades de aumentar o placar!
Enquanto isso, as arquibancadas seguiam vazias… Se bem que haviam uns diretores lá…
Bandeiras hasteadas, mas deveriam estar a meio mastro, pela ausência do principal elemento do jogo: a torcida.
O time do Guaçuano nem parecia o lanterna da A3. Pressionava o Barretos lembrando a boa fase dos anos anteriores.
Voltando ao “setor especial”que a torcida ocupava, vale citar a “geral da piscina”:
É muito difícil manter um time em uma cidade do interior. Mais difícil ainda quando não se pode ter a cidade ao seu lado. E as pessoas de Mogi Guaçu gostam do time, mas desse jeito… Fica difícil!
Enfim, mais uma vez nos orgulhamos em ter presenciado a luta de uma torcida para apoiar o time da cidade…
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
E lá fomos nós, de volta a Cosmópolis, com a motorista da vez….
Mas vale citar que o fim de semana começou com um ótimo filme, que eu recomendo a todos, chama-se “Aqui é o meu lugar”! Veja o trailer:
Após o cinema, o amigo Gabril Uchida, do quase milionário Fototorcida, nos levou a um bar de São Paulo, chamado Tubaína bar, como somos loucos por tubaína, adoramos!
O Suzuki é um artista de Santo André que criou um estilo bastante próprio e chegou a ter problemas com a ditadura militar, passando 17 dias preso no DOICOD.
Aproveitamos e demos uma passada na exposição “Gesto Amplificado”, que une a arte com crítica social.
Um trabalho bem legal do mexicano Horácio Cadzco, que mostra algumas figuras conhecidas no México por “baixo da pele”…
Mas, enfim chegou o momento de ver um jogo, pela série B do Campeonato Paulista, a quarta divisão estadual. O jogo era entre o Nacional da capital paulista e o Votuporanguense. Esse é o ônibus deles, em homenagem ao amigo Anderson :
Já vimos um jogo deles, valendo o acesso à série A3, veja aqui como foi.
E a torcida do Nacional compareceu. E por que torcer pro Nacional? Ouve aí…
E lá fomos nós para mais uma aventura histórica pelo futebol…
Nosso “guia local” nos jogos do Nacional é o amigo Álvaro, que já foi várias vezes ver o Ramalhão com a gente! Além de bom conhecedor e “vivenciador” do futebol do interior, Álvaro começa a ficar conhecido pelas caras estranhas que sai nas fotos hehehe.
Foi bacana ver que o time de Votuporanga, além de levar um bom público nos jogos em casa, está trazendo gente para os jogos mais distantes. Muito respeito e admiração pelos mais de 50 torcedores que foram à capital.
Aqui, a faixa da TURA – Torcida Uniformizada Raça Alvinegra.
O Estádio Nicolau Alayon é mais um daqueles que permitem uma proximidade bastante grande com o jogo e com os jogadores. Principalmente com os reservas.
Deu até pra trocar uma idéia com os reservas do Votuporanguense. Segundo eles, a média de público em Votuporanga está em 3 mil torcedores.
Falando um pouco do jogo, o Nacional começou fazendo valer sua condição de mandante e indo pra cima do time visitante.
O início forte fez com que o time abrisse logo de cara 2×0 no placar, para a alegria da torcida local.
Entretanto, ainda no primeiro tempo, o time do interior diminuiu.
E no segundo tempo, o pesadelo para o torcedor do Nacional… Gol do CAV… Que garantiu o resultado final em 2×2.
Um resultado que não ajuda muito nenhuma das duas equipes.
Para o Nacional, ficou um sentimento ainda pior, uma vez que havia um razoável público presente, que seria ainda mais empolgado no caso de uma vitória.
Pelo lado do CAV, o empate foi o terceiro consecutivo nessa fase, deixando a equipe com apenas 3 pontos.
Se para um, não é fácil ser um time na capital, onde todos os olhares se voltam para os chamados “grandes”, para o outro, ser um time tão distante da capital, acaba fazendo com que a mídia praticamente não se recorde deles.
A solução? Talvez encher a cara no bar do estádio, talvez se agarrar a esta oportunidade do acesso para a A3…
Pra nós, era hora de ir embora e pegar a estrada… Nosso destino, as estradas de terra de Cosmópolis para mais uma aventura de bicicleta, no domingo pela manhã!
É assim que conseguimos misturar as coisas e manter nossa vida de um jeito alegre e divertido!
2 de março de 2012. Sábado de forte calor no interior de São Paulo. Partimos de Cosmópolis até Capivari, para mais uma rodada da série A3. No caminho, vimos que o tempo podia mudar. A esperada chuva parecia estar a caminho…
Nosso destino era Estádio Carlos Colnaghi, onde o Capivariano tem conquistado resultados que o colocaram na liderança da série A3 de 2012.
O adversário do time da casa é uma equipe bastante conhecida pelo nosso blog. Trata-se do Guaçuano. E como a distância não é tão grande e a campanha do time verde e branco também é boa, a torcida visitante compareceu!
A torcida local também fez bonito. Aliás, desde o ano passado que os projetos desenvolvidos pelo time e pela cidade para trazerem mais público tem dado resultado. Relembre aqui.
A cidade de Capivari tem conseguido conquistar o público, seja pelo bom futebol, seja pela diversão pra criançada…
Aliás, tem até um setor só para a molecada:
Ah, e… lá estávamos nós para acompanhar mais uma passagem do futebol do interior paulista!
Os amigos da rádio Cacique também estavam por lá, aproveito para mandar um abraço ao grande Bira que é repórter de campo e há anos acompanha o time local.
O estádio está cada vez mais colorido em vermelho e branco, com várias faixas e bandeiras. Aqui a do pessoal da “Guerreiros do Leão“:
Mas se as mais de 1.500 pessoas faziam bonito na arquibancada, o mesmo não podia dizer do time em campo… O leão estava manso…
O primeiro tempo virou um estranho 2×0 para os visitantes de Mogi Guaçú, preocupando os torcedores locais que se acostumaram com as vitórias em casa.
O segundo tempo veio e o torcedor local acreditava na reação!
A rapaziada do batuque seguia firme incentivando o Capivariano.
Em campo, o time parecia nervoso e chegou até a ameaçar uma briga após discussão mais acalorada…
Mas, o que se viu em campo foi uma ampliação do placar por conta do time visitante. No final das contas, nem o mais animado torcedor do Mandi podia imaginar um placar tão elástico. Capivariano 0x5 Guaçuano. Festa na torcida visitante.
Duro golpe no líder, mas que deve ser bem compreendido. O público que tem comparecido não pode desanimar…
O vermelho e branco tem que continuar a colorir o estádio e a cidade, lembrado que o time acabou de subir da segundona paulista e já tem a chance de chegar à série A2!
Da nossa parte, fica o orgulho mais uma vez de visitar a cidade e o estádio local e termos sido muito bem recebidos.
Ao fim do jogo, conseguimos ouvir uma bonita frase, mesmo após a derrota do time da casa:
Vale citar que o Capivariano ainda perdeu um penalty, já no finalzinho do jogo, mas mesmo assim, a torcida preocupou-se mais em apoiar do que em criticar o time.
Houve ainda um princípio de confusão com a diretoria e alguns torcedores do Mandi que estavam num espaço destinado a torcida local, mas nada que a polícia e a diretoria do Capivariano não resolvessem da melhor forma possível, sem violência.
A gente ainda teve que sofrer um pouco com as obras na estrada que em alguns momentos mantinham uma faixa única…
E depois com a chuva que nos acompanhou até a cidade de Campinas…
11 de junho de 2011. Sabadão a tarde. Gosto desse horário para ver futebol! Assim, aproveitamos o dia de sol pelo interior e fomos até Capivari para acompanhar o time local jogando contra o Sport Club Atibaia.
De Cosmópolis até lá, levamos pouco mais de uma hora.
Já havíamos coberto outros jogos do Capivariano, assim como outros jogos do Atibaia, inclusive já conhecemos o Estádio do Atibaia, mas era nossa primeira vez no Estádio Carlos Colnaghido, onde o Capivariano manda seus jogos.
O Capivariano FC está em ótima fase, liderando seu grupo, e isso ajudou a trazer um público bastante acima da média da série B do Paulista.
O Estádio do Capivariano é bastante novo, tendo sido inaugurado em 1992, fica num vale que dá um visual bem legal ao campo.
A capacidade é de 5 mil pessoas, mas tem toda a possibilidade de ser ampliado. Essa parte coberta é onde se concentra a torcida local.
Primeira vez nesse estádio. Merece registro!
Pra Mari e para mim! Lembrando que foi de Capivari que saíram Zetti e Amaral (foi no cemitério local que ele trabalhou como coveiro).
A torcida local apoiou o time desde o princípio. E logo cedo teve a resposta em campo. O time abriu 2×0 ainda no primeiro tempo.
Uma coisa que nos chamou a atenção foi o grande número de crianças no estádio, muito maior do que o normal.
Fomos tentar descobrir porque tantas crianças e acabamos conhecendo a secretária de educação da cidade que nos apresentou um programa implementado em Capivari que une educação e esporte. Veja o ótimo exemplo para outros clubes:
E o retorno do projeto é imediato. Neste jogo haviam 5 ônibus lotados de crianças que animaram as arquibancadas do estádio.
Claro, mas nem só de crianças se faz a arquibancada. Enquanto conversávamos com o pessoal local, o Atibaia marcou e diminuiu para 2×1.
Em campo, um jogo ótimo de se ver. Os dois times jogando pra frente e aproveitando os erros do adversário para criar excelentes oportunidades de gol.
Aliás, eram tantos gols que pela primeira vez eu senti falta de um placar eletrônico que me ajudasse a acompanhar o jogo. Mal dava pra gente conversar com alguém que…. Outro gol!
Aliás, aproveitamos para rever os amigos da rádio Cacique e ainda pudemos conhecer o pessoal da rádio Alternativa que esteve transmitindo o jogo por lá.
Para. Outro gol. Quanto está? 4×1? 5×2? Juro que já não sabia hehehe
Vamos fazer uma foto de outro lado da torcida e… O Chaves diria “Outro gatoooo!”
A bandeira da cidade e do clube nunca flamulou tão contente.
A torcida “Leões da raia” compareceu e apoiou!
Aproveitamos para ouvir de um torcedor local a importância do apoio ao time de sua cidade, veja o que ele nos disse:
O clima anda tão bom que tinha até batuque animando a torcida local!
Aliás, a torcida do Atibaia não apareceu, já que o carro do pessoal da Guerreiros quebrou em Monte Mor, impossibilitando sua chegada ao estádio.
No quesito “culinária de estádio”, o Estádio Carlos Colnaghi oferece deliciosos pasteis, além de salgadinhos industrializados e salgados feitos na hora.
Antes que alguém pergunte, tantos gols e você não registrou nenhum? Taí um gol de penalty do Capivariano.
Muitos gols, torcida apoiando a equipe da cidade, famílias e amigos no estádio. Dia perfeito para a cidade de Capivari! Parabéns!
O time do Capivariano mostra que está disposto a subir à série A3. Acredite ou não, o jogo acabou 6×4 para o Capivariano.
Vamos tentar voltar à Capivari para acompanhar um jogo nas fases decisivas e ver se o desejo do acesso se cumprirá.
Por hora é isso. Nos despedimos satisfeitos e felizes para comemorarmos o dia dos namorados!
Até uma nova visita, torcedor!
Antes de pegarmos a estrada, um breve rolê pela cidade, para conhecer um pouco mais.
E na estrada, um lindo por do sol de presente…
Você faz parte do lugar onde mora! APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!
8 de maio de 2011. Domingo de dia das mães. Estamos em Cosmópolis para o almoço em família na casa da Mari, mas antes disso, topamos um rolezinho rápido até Rio Claro para mais uma partida decisiva para a série A3 2011.
O jogo entre o Galo Vermelho e o Burro da Central foi no Estádio Benito Agnello Castelano, o “Benitão”.
Chegamos em cima da hora e fomos surpreendidos pela fila para se entrar no Estádio. Acabamos perdendo os eletrizantes minutos iniciais.
Mas chegamos!
O lado de dentro do estádio explicava a fila lá fora. A torcida fez uma bonita festa, mostrando que o almoço do dia das mães em Rio Claro seria um pouco mais tarde…
De penalty, o ídolo do Taubaté, Gilsinho, abriu o placar, para a festa dos visitantes que mostraram o quanto o Taubaté acreditava nesse acesso pelo bom número de torcedores que enfrentaram a estrada para acompanhar o time!
Mas os donos da casa souberam se equilibrar e chegaram ao empate com Erick ainda aos 17 minutos.
Com 1×1 no placar, o time do Velo Clube era só ataque e sua torcida fazia o possível para empurrar o time para cima do Taubaté, mas as chances criadas acabavam parando no goleiro Gisiel (irmão do Gilsinho que fez o gol de abertura)!
Se há torcidas rivais e possibilidade de problemas… Lá estão eles, sempre vigilantes!
Alguns jogadores do Velo Clube decidiram colorir ainda mais o jogo e entraram com cabeleiras rubro verde!
Será que a cabeleira pintada serviu de referência na hora de cruzar a bola na área?
E nós estávamos ali, no meio de tudo, vivendo mais um dia importante na história do futebol paulista!
Alheios à importância histórica e completamente ligados na necessidade da vitória, só faltou aos torcedores do Velo entrar em campo.
Eram cantos, trapos, faixas, bexigas… Tudo em verde e vermelho.
Do outro lado, o pessoal do Taubaté também gritava e apoiava seu time, tentando diminuir a força do aspecto “casa” para o Velo.
Mas, mesmo com tanta pressão das arquibancadas, o primeiro tempo ia terminando com o resultados construído nos primeiros minutos: 1×1. E não foi por falta de confusão na área…
Com esse resultado, o Taubaté conquistava o acesso para a série A2.
Aproveitei o finzinho do primeiro tempo para ouvir de um torcedor do Velo, o que representava pra ele torcer pro time da cidade:
O segundo tempo começou com os torcedores locais apreensivos. Ainda confiantes, mas era impossível não olhar no relógio a cada 2 minutos.
Mas o sofrimento não durou muito. Após um escanteio para o time, a torcida pediu e o árbitro marcou. Penalty para o Velo Clube.
Reginaldo foi pra bola e fez a alegria da torcida, que até esqueceu que era dia das mães!
Velo Clube 2×1 Taubaté. O acesso agora era do time de Rio Claro, e por isso, festa nas bancadas…
Esse aí, talvez nem lembre direito, mas já tem história pra contar daqui alguns anos…
A torcida local fez mesmo uma grande festa para o Velo Clube …
Em campo, o Velo ainda chegou outras 2 vezes às redes, confira na matéria da TV Claret:
Despedimo-nos de um dia inesquecível para a torcida do Velo Clube e nos preparamos para pegar a estrada.
Fizemos as últimas fotos…
De todos os ângulos possíveis para registrar esse momento.
E também registrar a presença nesta data histórica…