O futebol da cidade de Serra-ES

A pandemia mexeu tanto com a gente, que quase acabamos deixando passar o registro do nosso último rolê “pré Covid-19”.

Foi durante o já distante carnaval de 2020, em um destino que estava se tornando uma tradição: Vitória, no Espírito Santo.

Pra quem acha que não dá pra voltar tantas vezes pra Vitória, vale ressaltar os principais pontos que nos fazem querer repetir cada vez mais esse rolê.
O primeiro é a diversidade de coisas pra se fazer, como curtir o centro histórico…

O Espírtio Santo é riquíssimo em se falando da história do Brasil, vale ler um pouco sobre Vasco Coutinho, o português que foi donatário da capitania que englobava este território.

A cidade de Vitória é cheia de praias super gostosas e que são de fácil acesso!

Outro rolê legal é admirar o rio Santa Maria em sua chegada ao mar.

Tem muitas praias próximas da cidade, e sempre se acha um cantinho bucólico pra se fazer uma foto no fim da tarde…

Sugiro uma visita ao MUCANE (Museu Capixaba do Negro), um centro estadual de referência à cultura negra.

A gastronomia local tem cada vez mais opções para os vegetarianos …
A gente foi nuns lugares mais chiques dessa vez 🙂

E essa moqueca capixaba vegetariana sempre conta na hora de decidir voltar pra Vitória…

E eles também são bons de pizza…

Nós já estivemos outras vezes por lá conferindo um pouco do futebol local, veja aqui como foi! Dessa vez, fui conhecer a loja de fábrica da Icone, que patrocina entre outros times o meu Ramalhão!

Po, um passeio que vc não pode deixar de fazer é um rolê até a Golias Discos, pra pegar algum vinil!

A escadaria Maria Ortiz homenageia uma filha de espanhóis que nasceu em 1603, no território que se tornaria Vitória.

Naquela época, a Holanda era inimiga mortal da Espanha e o Brasil vivia a época da “União Ibérica”, o que levou, em 1625, o capitão holandês Piet Pitersz Heyn chegou à vila para um ataque que teve como principal ponto a Ladeira do Pelourinho, onde vivia Maria Ortiz que surpreendeu os invasores com um verdadeiro banho de água fervendo. A vizinhança contribuiu atirando paus e pedras, a movimentação acabou chamando a atenção de outras pessoas que conseguiram impedir a invasão naquele momento. Maria Ortiz faleceu em 25 de maio de 1646.

Mas nosso passeio dessa vez não ficou apenas na capital do Espírito Santo, nosso amigo Thiago nos levou até a cidade de Serra, e ainda demos a sorte de ouvir um pouco da história da cidade contada pelo poeta, cantor, escritor e compositor serrano Teodorico Boa Morte!

Mas também queríamos conhecer um grande amor de todos os cidadãos de Serra: a Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube!


O Serra Futebol FC surgiu em 24 de junho de 1930 e dedicou boa parte de sua existência ao futebol amador e tem como mascote a cobra coral!

Somente em 1997 a “Cobra coral” fez sua estreia no futebol profissional, disputando a Segunda Divisão do Campeonato Capixaba.

Após classificar-se em primeiro lugar na Chave Norte (ao lado de Botafogo, Canário e São Gabriel) jogou a 2a fase e chegou à final contra o Mimosense, sagrando-se campeão logo em seu primeiro ano, subindo para a 1a divisão.

Em 1999, viria o primeiro título da primeira divisão e no mesmo ano classificando-se para a série B do Campeonato Brasileiro tendo vencido o Fluminense, no Maracanã 2×1.

Em 2003, nova conquista do “Capixabão“, vencendo o Estrela do Norte na final, com direito à torcida invadindo o campo para comemorar com os jogadores.

Em 2004, vem o terceiro título estadual, com um 4 a 0 sobre o CTE Colatina.

Em 2005, conquista o seu terceiro título estadual consecutivo, fazendo a final contra o Estrela do Norte, com gol aos 45 minutos do segundo tempo do artilheiro Betinho.

O próximo título veio em 2008 e fez o Serra ser considerado o campeão do século XXI.

Entretanto, em 2012, o Serra é rebaixado para a Segunda Divisão e só alcança o acesso de volta à primeira em 2017, tornando-se bicampeão da segundona.

E no retorno à Série A do Capixaba, o time volta a fazer história conquistando novo título, na final contra o Real Noroeste.

Aproveitamos a carona do nosso amigão Thiago para conhecer o Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa!

Mais uma bilheteria para a nossa coleção!

O nome do Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa é uma homenagem ao goleiro que brilhou defendendo o time tricolor na década de 1980 e que depois foi funcionário do clube, e até técnico.

Vamos dar uma olhada no campo!

E um estádio como esse merece receber uma torcida apaixonada, correto?

Sim, eles fazem uma festa danada!

Está lá a arquibancada que tantas vezes viu o time campeão estadual. Uma pena não termos conseguido pegar um jogo aqui..

Em 2018, inauguraram-se os refletores do estádio.

Há um espaço coberto para a imprensa.

O placar é manual e bem antigo.

O distintivo do time pintado e meio à bancada ficou bem legal!

Encontrei um lote de cartões postais do estádio a venda pela Internet, com uma imagem aérea do estádio

Hora de voltar pra casa! Um grande abraço ao amigo Thiago, que mesmo torcedor da Desportiva, nos acompanhou até a casa do Serra FC!

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Choque entre a modernidade e a tradição!

Pô, somente hoje publico a história do nosso rolê boleiro de sábado e a culpa dessa demora é do Felipe (acima, com sua barba ruiva e blusa vermelha), que passou uns dias aqui com a gente e acabou tomando todo o nosso tempo hehehe.

Como o Felipe é do interior do Paraná (Londrina), fiz questão de levá-lo pro interior e conhecer pessoalmente a tradição do XV de Piracicaba, para uma partida válida pela Copa Paulista.

O jogo era contra o AUDAX, a nova denominação do PAEC (Pão de Açúcar Esporte Clube), time da capital que vem com uma nova proposta para o futebol profissional.

E fomos em uma verdadeira caravana pro Estádio Barão de Serra Negra. Eu, a Mari, o Felipe, além do Gui e da Jéssica. No estádio ainda pudemos encontrar alguns amigos locais, como o Rui!

Em terras piracicabanas, encontramos o Guilherme local (na foto abaixo, de agasalho branco) e ainda tivemos a honra de conhecer o Rui Kleiner (na foto acima, de branco). Ambos muito gente fina e apaixonados pelo XV.

É dessa forma que a gente procura fazer nossa revolução pessoal e social.
Fazendo novos amigos e dividindo experiências.
Seguimos na nossa campanha “Apoie o time da sua cidade” e o Rui disse pra gente o que é torcer pro time da sua cidade…

Embora uma chuva chata caísse durante todo o tempo, mais de 1.000 torcedores compareceram ao jogo, apoiando o time do XV.

Claro que pra se proteger da chuva, teve quem preferisse a cobertura da marquise, mas teve quem levou chuva o tempo todo sem parar de cantar.

Curioso que encontramos vários “trapos” (bandeiras, faixas, etc) em homenagem ao time espalhados pelo estádio. Alguns, levados pelas organizadas, como se é mais comum…

Mas haviam outros, aparentemente dos torcedores locais também ali, registrando o amor do piracicabano pelo futebol local.

Aliás, se em grande parte dos times do interior, a paixão é alimentada quase que exclusivamente pelas organizadas, em Piracicaba pode se ver um grande número de torcedores comuns, o que é ótimo também! O amor pode ser organizado ou não.

Tem gente boa desenhando as faixas, olha a qualidade dos desenhos…

Tem até faixa pro pessoal do Orkut do XV!

Em campo, o primeiro tempo mostrava XV 0x1 Audax, o futebol moderno saia na frente…

Pra quem não conhece a história do XV, vale lembrar que já falamos sobre a história do time aqui no blog (clique no link para ver).

O segundo tempo veio e o empate do XV de Piracicaba, pra alegria da torcida local!

A gente também ficou contente, afinal, mesmo com respeito ao Audax, o XV representa a “velha escola”.

E lá estamos nós… Apenas garotos e garotas da bairro, curtindo sua vida numa cidade parceira, ao lado de amigos que fizemos nesse rolê boleiro! As vezes a revolução parece tão simples…
Mas.. enquanto conversávamos com os amigos, o Audax fez o segundo gol…
Se não tivemos festa em campo o mesmo não podemos diz das arquibancadas!
Até o pankeka, amigo do rolê, estava por lá, trabalhando em uma rádio local!

Hora de ir embora!
Ainda passaríamos em Cosmópolis para apresentar ao Felipe o Estádio da Usina, onde a Funilense mandou seus jogos na terceira divisão de 1978…

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Red Bull 0x2 XV de Piracicaba

Feriadão emendado em São Paulo e decidimos acompanhar um jogo do XV de Piracicaba, conforme tanto vinha prometendo.

E a torcida do XV compareceu em bom número!

Já disse outras vezes que acho estranho ver jogos do Red Bull, por ser um time que não tem uma cidade como base, mas sim uma marca.
Mas os Toros Lokos estavam por lá com suas faixas e até com uma bateria:

O time representa um novo modelo de gestão que em campo vem dando certo, mas que não me agrada em relação à cultura do futebol. Até tentei conversar com algum torcedor, mas não consegui entrar no setor deles.

Do lado do XV, as faixas ajudavam a coloria as bancadas de alvinegro.

Lá estava também o pessoal da Esquadrão:

Assistindo e apoiando sempre!

E também o pessoal da Super Raça:

Super Raça, desde 1997 apoiando o “Nhô Quim“!

O grande adversário das torcidas não foi nem a distância mas o forte calor que torrava os miolos do povo de Piracicaba, que ficou no tradicional setor dos visitantes, atrás do gol.

Quem se deu bem foi o pessoal das numeradas, na sombra e água fresca. Mas até os jogadores tiveram que dar uma resfriada no meio do primeiro tempo, quando a sensação térmica era de mais de 40 gaus…

Depois da água, não teve mais moleza. Jogo corrido e truncado no meio campo, com cara de 0x0.

E eu… Na ativa, sempre em busca de mais uma aventura boleira… 

E tinha gente que levava a paixão pelo time no coração e na pele!

E a paixão pela torcida também…

O primeiro tempo teminou mesmo 0x0. O intervalo teve direito a show de street dance com o pessoal do Red Bull.  Será que um dia teremos rock n´roll no intervalo??

E o segundo tempo começou sinistro. Com duas criaturas nos observando sem parar…

E parece que o Red Bull perdeu o bom futebol que vinha apresentando até o fim do primeiro tempo (até o juiz tentou achar, ali pelo gramado…)

Mas quem acabou achando o gol foi o XV, numa jogada confusa dentro da área!

Reflexo imediato no setor destinado aos visitantes!

E teve juras de amor para torcida…

E juras de amor para o goleador…

Só restou ao XV ir pra cima e fazer um ótimo segundo tempo, com direito a mais um gol, fechando o placar em 2×0,

Fim de jogo, fim de festa! Para nós mais uma missão cumprida e destaque para mais uma amizade feita. Abraços ao amigo Guilherme, torcedor fanático do XV que bateu um bom papo com a gente (“As mil camisas” é pé quente, hein…):

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O Estádio Nelson Mendrado Dias, o ‘Estradinha”, a casa do Rio Branco de Paranaguá-PR

No fim de 2008, estivemos em um rolê por Curitiba e da capital paranaense decidimos descer até Paranaguá para conhecer a Estrada da Graciosa e também visitar a histórica cidade de Morretes, mas … Para não perder o costume, decidimos buscar os estádios locais e acabamos encontrando o “Complexo Esportivo Educacional Fernando Charbub Farah“, onde fica localizado o “Estádio Gigante do Itiberê”:

O apelido “Gigante do Itiberê” vem do rio Itiberê, que margeia a cidade e está bem próximo do Estádio.
A capacidade o Gigante é de pouco mais de 12 mil lugares, e foi inaugurado com o jogo entre o Paraná e o Vasco da Gama, uma vez que boa parte dos moradores da cidade são fãs do futebol carioca.

Com todo respeito ao Estádio Municipal, confesso que sempre fico um pouco frustrado quando o estádio não tem um time e por isso, fomos até o Estádio Nelson Mendrado Dias, o ‘Estradinha”, onde o Rio Branco manda seus jogos.

O Rio Branco foi fundado no dia 13 de outubro de 1913, sendo o terceiro clube mais antigo do estado em atividade, atrás apenas do Operário e do Coritiba.
Vi que as vezes, o time manda seus jogos no Gigante do Itiberê, mas tem no Estádio Estradinha, seu alçapão.

O Rio Branco foi campeão da segunda divisão de 1995.

Daqueles estádio com alambrado velho que a qualquer momento vai ceder e permitir à torcida local a invasão. Por isso, os bandeiras procuram não errar muito por ali…

A arquibancada de cimento, com pouca parte coberta marca com sua simples presença a história de tantos torcedores que estiveram ali gritando pelo Rio Branco.

E por um momento, eu faço parte dessa história!

A Mari também não resistiu e eternizou nossa presença em mais um lendário estádio desse Brasil…

O gramado estava bem cuidado, aproveitando as chuvas de verão para se recuperar para o ano que iniciaria. Enfim, mais uma aventura boleira registrada!

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Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Bom, vamos a mais um sonho…
Vou contar sobre nossa visita a uma dos estádios mais emblemáticos do inconsciente coletivo dos torcedores da América Latina: a Bombonera, casa do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.
O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 
Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors emLa Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.
Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 
Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.
Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera…

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus parceiros de rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção.
Sair com um shorts do Autônomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras.

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

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Rolê em Buenos Aires parte 3 – Visitando Avellaneda

Assim como o bairro “La Boca” deu nascimento aos dois “gigantes” de Buenos Aires (Boca e River – lembrando que o River mudou de bairro, anos depois), o bairro de Avellaneda abriga outras duas grandes forças do futebol argentino, Racing e Independiente.
Nessa viagem, além de assistir a um jogo de cada time, passeamos pelo bairro e visitamos os dois estádio, a começar pelo Estádio “Libertadores de América”, de los rojos (Independiente):

O Estádio ainda está passando por uma grande reforma e por isso tem uma cara meio sinistra. Como não era dia de jogo, também estava tudo meio parado por lá.

O Estádio era chamado de “La Doble Visera” (pelo seu formato), e foi inaugurado em 4 de março de 1928.

Em outubro de 2009, foi reinugurado, após a primeira série de obras, num jogo contra o Colón de Santa Fé, vencido pelos “Diablos Rojos” por 3×2.

Foto no dia do jogo (2009)

Devido às obras, não conseguimos autorização para entrar no estádio, então tivemos que nos contentar com fotos externas.

Fica registrado mais um estádio na nossa coleção!

Dias depois iríamos assistir a uma partida de los Diablos, fora de casa, contra o Velez.

Ficamos um pouco tristes por não poder adentrar ao estádio num dia de jogo ou mesmo treinamento, mas ao menos já deu pra sentir um pouco da casa do Independiente.

É engraçado visitar o Estádio em dias assim, nem parece que tem jogo mesmo…

Tava uma tarde meio sem graça, de garoa cair na vidraça, céu branco….
Faltavam cores, torcedores, mas já deu certa  alegria de poder ver, ali ao fundo, as arquibancadas.

Enfim, ficamos um pouco desanimados por não entrar, mas já nos animamos ao perceber que o Estádio do Racing “Presidente Juan Domingo Perón“, ou “El Cilindro” ficava a poucas quadras dali.
Caminhamos um pouco e chegamos na entrada do estacionamento do Estádio.
Logo de cara já veio a decepção de novo, o cara disse que dificilmente conseguiríamos entrar no estádio…

O negócio então foi aproveitar e fotografar o lado e fora do Estádio, de todos os ângulos possíveis.

Claro, e registrar nossa passagem por mais um estádio!

O Racing parecia ter um cuidado maior com a imagem do Estádio (talvez por não estar em reformas).

O estádio lembra um pouco o Olímpico, do Grêmio.

Mas o mais legal dos dois estádios dá pra ver dessa foto, olha como são literalmente colados os estádios do dois maiores rivais Racing e Independiente:

Já tinha valido a pena, fizemos umas fotos legais, andamos pelo entorno, estivemos ali pertinho…

Mas quando preparávamos para ir embora, “El pibe” Gui, conseguiu falar com um pessoal que havia contatado daqui do Brasil. E aí…

Uma vez lá dentro, pudemos tirar mais fotos e aproveitar aquele local sagrado só para a gente…

Vale fazer pose…

E mais pose…

E posar de gangue…

O rolê era esse mesmo… Andar, olhar, fotografar, respirar o ar del Cilindro…

Olhando pelo chão, encontrei um panfleto de uma campanha para escolher o que iria escrito na camisa do Racing este ano, a frase escolhida foi “Racing, dueño de una passion” (mais informações sobre a promoção em: http://corazonacademico.com.ar/index.php?pagina=1 )

E olhando pela net achei essa foto, que mostra uma visão aérea de la cancha…

O Estádio é bem grande…

E dá pra ver que também é bem próximo do campo, né?
O mais loco é que é quase na mesma altura…

Vamos adentrar e bater uma bola???

O Gui fez uma reportagem com o pessoal que cuida do departamento de torcedores.

Ah, veja como ficou o vídeo do Gui, ao som do Ataque 77:

Pra nós, esse rolê foi muito mais que uma viagem, foi uma vivência próxima entre 4 apaixonados pelo futebol e uma overdose de partidas, estádios, novos amigos…
Futebol pra nós é isso… É abrir as mentes, romper as amarras, e os arames farpados (vale??)…

Finalizamos com a Mari levantando a camisa do Cosmopolitano em plena cancha de Racing:

Assim deixamos Avellaneda e nos preparamos para mais uma aventura, publicada a seguir…

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