
Depois de registrar os estádios e um pouco da história de Monte Alto, Guariba e Bebedouro, a estrada nos levou de volta à Monte Azul Paulista (11 anos atrás estivemos por lá, veja aqui como foi aquela visita. ).

No caminho, lindos ipês brancos…

A história da cidade de Monte Azul Paulista está ligada à imigração italiana que chegou ao Brasil para trabalhar nas lavouras de café do fim do século XIX.

Embora mantenha seu ar de cidade do interior, Monte Azul Paulista tem crescido bastante, pelo menos nós que ficamos 11 anos sem andar por ali percebemos a diferença.

O calor é grande por aqui… Dá até vontade de por os pés na fonte da praça…

A Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus fica no lugar onde a cidade nasceu.
Foi ali que colocaram uma cruz em uma imensa árvore e em seu entorno foi surgindo a povoação.

Mas Monte Azul Paulista, mesmo tendo pouco mais de 18 mil habitantes, tem um grande tesouro…um time que não só disputou o profissionalismo como chegou à série A1: o Atlético Monte Azul!

O Atlético Monte Azul foi fundado em 28 de abril de 1920 com a união dos times que já existiam na cidade. Esse é o time de 1922 (fonte: site do Atlético Monte Azul).

E esse o distintivo do período inicial do time:

O Monte Azul teve uma primeira etapa focada em competições locais, mandando seus jogos no “Campo velho” (onde hoje está o Fórum), mas a partir de 1940, com a filiação na Federação Paulista e a disputa do Campeonato do Interior a partir de 1944, o time passa a mandar seus jogos no “campo novo”.

Esse foi o grupo do Campeonato do Interior de 45:

E esse o de 1946:

E esse o grupo de 1947 (todos retirados do livro “Os esquecidos“):

Vale lembrar que nesse ano, ainda aconteceu um amistoso contra o Corinthians (os paulistanos ganharam de 2×1) perante mais de 3 mil torcedores.:

A partir de 1950, o Atlético Monte Azul passa a disputar a segunda divisão do Campeonato Paulista.

O Atlético Monte Azul disputa a segunda divisão por 3 anos com campanhas medianas e se licencia. Essa foi a campanha de estreia no segundo nível do futebol paulista:


O Atlético Monte Azul volta ao futebol profissional apenas em 1961, na terceira divisão, onde fica até 1966, quando ocorre outra parada. Esse, o time de 1964:

O time só voltou ao profissionalismo em 1975 numa aparição relâmpago disputando a terceira divisão daquele ano e de 76, com o time abaixo:

O “AMA” fica longe do profissionalismo durante toda a década de 80 e em 1990 a volta se dá na quarta divisão que teve naquele ano uma final curiosa: Cortinhians de Presidente Venceslau (o campeão) x Palmeiras de Franca. A partir de 91, o Atlético Monte Azul volta à terceira divisão, esse é o time de 1992:

Em 1993, acabou rebaixado para a quarta divisão, retornando em 1995 para a terceira, graças ao título de 1994:

Entre altos e baixas, o time voltaria a ser campeão da quarta divisão 10 anos depois, em 2004.

Em 2007, sagra-se vice campeão da A3, voltando à série A2 depois de mais de 50 anos.

Os dois anos seguintes foram mágicos. O retorno à série A2 e logo a despedida… Mas dessa vez, a despedida foi positiva, o título inédito da A2 levou o Atlético Monte Azul à série A1!

Tudo bem que foi apenas um ano na série A1, mas foi incrível… E a campanha nem foi tão ruim… Foram poucas derrotas e partidas inesquecíveis…

De volta à série A2, o Monte Azul acabou rebaixado em 2016 para a série A3, de onde retornou com o vice campeonat ode 2019.

Assim, nossa missão na cidade de Monte Azul Paulista era registrar o Estádio que foi palco de tantas histórias, o Estádio Otacília Patrício Arroyo que até 2009 era chamado de Estádio Ninho do Azulão, ou Estádio do Atlético Monte Azul, inaugurado em 6 de agosto de 1944, numa derrota de 1×0 para o Barretos.

Em 2010, o estádio passou por uma ampliação, para atender a capacidade exigida pela Federação (15 mil lugares).


Nosso tradicional registro do campo (onde aqueciam as equipes sub 17 do Atlético Monte Azul e do Batatais, que se enfrentariam na sequência.



A torcida do Monte Azul já havia deixado suas faixas em campo!

O Estádio possui uma pequena parte de sua linda arquibancada coberta, onde ficam as cabines de imprensa.

É sempre uma grande honra poder registrar nossa presença em estádios com tamanha história e tradição! Agradeço ao Galo, da diretoria do Monte Azul pela liberação da nossa entrada para o registro!

O estádio lembra um pouco os do futebol argentino, com arquibancadas em ambas as laterais e atrás dos gols.


Placar tradicional, presente!

Abaixo das arquibancadas ficam os vestiários e estrutura do time.

Abraço a equipe técnica da base do Atlético Monte Azul!

E também ao pessoal do Batatais!

Na hora de ir embora, é impossível não ler a inscrição que lembra o título da A2 de 2009 e tudo pelo qual aquele estádio passou na série A1 de 2010…

Um último olhar para as arquibancadas singelas, mas cheias de atitude, de um time que ousou desafiar a lógica e trouxe praticamente todos os times do estado de São Paulo a sua casa.

E nós… Voltamos à estrada!









































Essas casas ficam na praia de Costa Nova do Prado, um dos lugares que os portugueses adoram ir nas férias.
Um ar gostoso, embora um pouco mais frio do que estamos acostumados (afinal era inverno). O lugar surgiu com a abertura da barra da Ria em 1808. Daqui partiam para o mar, os pescadores. Eles construíram locais para guardarem os materiais de pesca e é daí que surgem as casas coloridas, construídas com tábuas na horizontal, usando sobretudo a cor vermelha.
Você chega à praia por meio de uns caminhos de madeira. Ali ao fundo, dá pra ver a Igreja Matriz da Costa Nova, inaugurada em abril do ano 2000.
Outro lugar bacana de Aveiro é a praia da Barra!
É ali que está o Farol da Barra é o maior farol de Portugal, construído no século XIX.
Existe ainda uma ponte que entra algumas centenas de metro ao mar…
E é possível se passear por eles, em um
Dá uma olhada, que bacana!
Essa é a ponte “Laços de Amizade”.
No centro da cidade, encontramos a Igreja Paroquial de Vera Cruz, construída sobre uma capela dedicada a S. Gonçalo, no século XVII.
A noite ainda rolava um parquinho ali nas cercanias do centro!
Mas a nossa diversão, também vem da bola! E por isso não pudemos deixar de visitar o “pomposo” Estádio Municipal de Aveiro.
Mais um estádio que foi construído para a Euro de 2004.
Com sua construção, o time da cidade, o Sport Clube Beira Mar, passou a mandar aí os seus jogos, ao invés de usar o tradicional Estádio Mário Duarte.
Mesmo já tendo mais de 15 anos, o estilo do Estádio é bem moderno.
Mas…. Pra mim, a casa do SC Beira Mar será sempre o Estádio Mário Duarte, mesmo que ele esteja mais esquecido…
Mais uma bilheteria pra nossa coleção!
O SC Beira Mar é o time que defende a cidade de Aveiros.
O Sport Clube Beira-Mar foi fundado na virada do ano de 1921 para 1922 e chegou a conquistar a Taça de Portugal de 1998/1999. Além disso, foi campeão nacional da Segunda Liga em 2005/2006 e 2009/2010. Em 2011, passou por um momento muito criticado até hoje quando o iraniano Majid Pishyar adquiriu 85% das ações do clube.
Em 2013, é anunciada a venda das ações pertencentes à 32Group ao grupo italiano Pieralisi, passando este a ser o principal acionista.
Em 2015, por problemas administrativos e financeiros, o clube foi rebaixado para a mais baixa divisão do futebol distrital e o clube viu aí seu renascimento com uma maior aproximação do torcedor e voltando inclusive a mandar seus jogos no Estádio Mário Duarte.
Tudo isso ajudou o SC Beira-Mar a subir à I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Aveiro.
O Estádio Mário Duarte foi o primeiro estádio da cidade de Aveiro, inaugurado em 1935, quando era chamado de Estádio Municipal .
Vamos dar uma olhada?
A capacidade do estádio está em torno de 12 mil torcedores.
Ele possui inclusive um setor coberto:
Aqui dá pra se ter uma ideia melhor da sua estrutura:
Inicialmente, estava agendada para 2019 a demolição do estádio para que o Hospital de Aveiro fosse ampliado para a área que o estádio ocupa atualmente.
Assim, ainda existe uma pequena esperança de manutenção do espaçpo nem que seja como local de treinamentos, como o de hoje.
Além disso, é difícil imaginar uma estrutura tão bacana ser simplesmente abandonada…
Como sempre faço questão de registrar, para nós é uma honra estar presente em mais um local histórico para o futebol local!








Santa Rita do Sapucaí é conhecida como “O Vale da Eletrônica” (graças às empresas e faculdades desta área que se instalaram na cidade) fica há 220 km de São Paulo e tem uma população de pouco mais de 42 mil pessoas.
O nome da cidade nasce com a junção da padroeira local (Santa Rita) com o rio que corta a cidade (os índios Tupinambás o chamavam de Sapucaí – “água que grita” pela presença das cachoeiras).
A cidade conquistou sua emancipação em 24 de maio, mas a data da festa da padroeira Santa Rita de Cássia, 22 de maio, é a celebrada todos os anos com conotações religiosas, folclóricas e sócio-culturais.
O município nasceu no século XIX com a construção de uma capela de Santa Rita por um casal de portugueses que chegaram a região trazendo uma pequena imagem da Santa.
De pequenas plantações ao manejo do gado e mais tarde o café, a cidade foi se desenvolvendo e atualmente possui uma economia diversificada calçada principalmente nas atividades agropecuárias e industriais (em especial a eletrônica como dito acima).
Mas, nosso foco em Santa Rita do Sapucaí era conhecer e registrar o Estádio Municipal Coronel Erasmo Cabral.
Essa é a fachada do estádio, bem na parte central da cidade!
Mais uma bilheteria para nossa coleção!
O Estádio Municipal Coronel Erasmo Cabral é a casa do Santarritense FC, time que defende as cores da cidade, fundado em 2 de junho de 1996.
O Santarritense FC foi quem revelou Roque Júnior, campeão da Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira.
Atualmente está sediado em São Sebastião da Bela Vista e por isso se tornou Santarritense Bela Vista Futebol Clube.
Atualmente seus jogos são disputados no Estádio Municipal José Barbosa Nadalini, onde disputa a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.
Falando sobre o Estádio Municipal Erasmo Cabral, em Santa Rita do Sapucaí tem capacidade para 3 mil torcedores. Vamos dar uma olhada!
O estádio possui arquibancadas em torno de todo o campo, com destaque para a coberta que abrange uma lateral toda do campo:
Aqui, o gol do lado esquerdo:
Este o gol do lado direito:
O estádio possui iluminação e o gramado está muito bem cuidado.
Ao fundo a cidade ainda bastante residencial cresce sem a pressa que vemos aqui por São Paulo.
O FC Zenit São Petersburgo (em russo: ФК Зенит Санкт-Петербург) considera como data da fundação o início do time formado na Usina Siderúrgica de Leningrado, em 1925 e conhecido como Stalinets (homenagem a Joseph Stalin).
A usina acabou desativada pelo ministério de armamentos, nos anos 40 e o antigo Stalinets tornou-se de propriedade da União de Óptica Mecânica de Leningrado.
Se o futebol em geral sofreu com a segunda guerra mundial, imagine Leningrado que ficou cercada pelos nazis durante 900 dias.
Assim, somente em 1944, depois de findado o cerco, o futebol voltou a se organizar e logo de cara o time do Zenit venceu a Taça Soviética.
O Zenit teve décadas evoluindo, mas nada comparado a 1984 quando os 4×1 em cima do Metalist Kharkiv, sagrou o Zenit como campeão Soviético!
Mas, os anos 90 jogaram água na vodka russa dos torcedores do Zenit, que viram o clube descer de divisão, para apenas em 1999, retomar sua força com a conquista da Taça da Rússia.
Em 2007, com a chegada do técnico Dick Advocaat o Zenit conquistou o campeonato russo pela primeira vez.
Em 2008, o Zenit chegou à final da Taça UEFA derrubando adversários como o Villarreal, Olimpic Marselha, Bayer Leverkusen e Bayern Munique. A final foi contra o Glasgow Rangers, que não foi páreo para o esquadrão russo!
Com a conquista, veio a chance de mais um título, o da Supertaça Europeia frente ao Manchester United e o Zenit fez bonito, tornando-se o primeiro time russo a vencer este troféu.
Infelizemente atos assim, mesmo que não representem o todo da torcida do Zenit, queimam o filme do time e da torcida, por isso nem vou postar nenhum vídeo dos torcedores.
Em 2009, viria mais um título, o da Taça da Rússia e em 2010, mais uma campeonato nacional.
Em 2010, veio a segunda Copa da Rússia e o bicampeonato russo, e em 2012 o tricampeonato.
Atualmente colhe os frutos dos investimentos feitos via patrocínio da Gazprom, maior empresa gasística do mundo.
Um dos ídolos do time é Lev Burchalkin, jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube e quem marcou mais gols pelo time: 78 gols em 400 partidas.
Graças às conquistas recentes, o Zenit tem hoje a maior torcida da Rússia.
Seu grande rival é o Spartak Moscou, tanto que o próprio hino do time cita “Quando lutares com o rival Spartak, não te esquece de teu ataque!”.
Manda seus jogos no estádio Krestovsky, com capacidade para 69.000 torcedores.
Em 2014 a equipe russa fez um acordo com a Century Fox e anunciou Bart Simpson como seu novo mascote.





































Assim como diversas cidades, Laranjal Paulista cresceu em torno da ferrovia. A estação da cidade foi inaugurada pelo próprio D. Pedro II.
Os nossos “anfitriões” eram esse trio: Esdras, Kiki (a cachorrinha) e o Carlos.
Recentemente, a cidade teve destaque nos noticiários por terem pixado o sobrenome (“Queiroz”) de um ex assessor do atual presidente na tradicional laranja gigante que fica na entrada da cidade.
Mas, a população de Laranjal Paulista tem um grande motivo de se orgulhar! Trata-se da Associação Esportiva Laranjalense.
A Associação Esportiva Laranjalense foi fundada em março de 1943 e chegou a disputar cinco edições da terceira divisão do Campeonato Paulista (1971, 1972, 1974, 1975 e 1976) e quatro da quarta divisão (1969, 1977, 1978 e 1979).
Aqui, o time de 1971 (na foto está escrito 2a divisão, porque na época existia a primeira, a “especial” e a segunda):
Em 1977 chegou a semifinal da terceira divisão, contra o Primavera, perdendo o primeiro jogo em Indaiatuba por 2×1 e o jogo de volta (em Laranjal) por 3×2. Esse jogo ficou marcado na história como a maior caravana já feita pela torcida do Esporte Clube Primavera, veja a torcida tricolor no Accácio Luvisotto:
Esse é o time de 1978:
Aqui, também uma imagem que retrata um tempo em que torcida e time se viam com grande frequência!
A AE Laranjalense mandava seus jogos no Estádio Municipal Accácio Livisotto.
E se tem estádio com distintivo do time pintado na parede… Aí estamos nós!
Uma bilheteria a mais na nossa coleção.
E que tal dar um rolê por dentro do estádio?
Do outro lado, temos dois lances de arquibancadas cobertas:
Ao fundo, pode se ver a cidade, ainda sem os prédios tão comuns às grandes metrópoles.
O Estádio possui ainda um sistema de iluminação daqueles tradicionais.
Do outro lado, o ginásio de esportes, que também contribuiu para a vida esportiva da cidade.
E esse é o Carlos, professor de educação física e que tem uma relação bem especial com o estádio. Desde cedo ele frequenta o campo, seja pra assistir (algumas vezes até pulando o muro…) seja para jogar.
E ele (e várias pessoas) ainda sonham em ver esse campo cheio de torcedores e atletas locais, ocupando uma parte tão importante da cidade, que já foi responsável por tanta alegria.
Nós torcemos para esse dia chegar logo…






































































































