A 180a camisa do Blog é mais uma vez do interior paulista, dessa vez da cidade de Batatais!
Foi presente da amiga Giovanna Vernucio, que tem família por lá! Mais uma vez, obrigado!
Trata-se de uma camisa comemorativa do Batatais Futebol Clube!
Fundado em setembro de 1919, o Fantasma da Mogiana nasceu como dissidência do Riachuelo FC.
Manda seus jogos no estádio Dr. Oswaldo Scatena, vulgo Scatenão ou Ghost Arena.
O clube ganhou o então apelido “Fantasma da Mogiana”, devido ao temor que provocava nos adversários da região e nos demais clubes do estado que disputavam Amistosos.
Ah, a rodovia Euclides da Cunha e as surpresas que podem estar guardadas para você. Uma pena que não tivemos a chance de ver nenhum dos possíveis “pedestres” que atravessam a pista com certa frequência…
Já estávamos no caminho de volta, mas ainda havia tempo para muitas aventuras. Dessa vez, a estrada nos levou a uma cidade de nome, no mínimo curioso… Urânia!
Não encontrei a informação oficial, mas, ao menos na Mitologia, Urânia era uma das nove Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e era responsável pela Astronomia. E se o nome já é uma curiosidade, a história da fundação da cidade não fica muito atrás. Nos anos 40, havia um cidadão de Catanduva, chamado Benedito Pinto Ferreira Braga, que tinha como sonho fundar uma cidade… E assim, em 5 de junho de 1943 ele comprou a terra que em 1959 seria elevada à condição de município, que segue por lá, com suas ruas tranquilas, como se o tempo tivesse parado nos anos 70…
Ali pertinho do estádio ainda há ruas de terra, colaborando pra essa percepção de cidade pacata. Algumas pessoas talvez vejam isso como um ponto negativo, mas pra mim é sempre bacana ver um lugar que ainda está tão próximo do jeito natural das coisas…
O pessoal ainda mantém o hábito de sentar-se em frente de casa, trocar uma ideia, ler um jornal… É triste ver que nos grandes centros abandonamos essas ideias quase que por completo.
Ah, e não podíamos deixar de registrar a igreja da praça central, comum em quase todas as cidades que visitamos nesse rolê pelo Noroeste paulista!
Por fim… Chegamos ao nosso objetivo, o Estádio Municipal Hermínio Martini!
Caso você esteja se perguntando, “Mas, pô pessoal, onde fica exatamente esse templo do futebol?”, eu fiz uma foto da placa com o nome da Avenida onde ele está localizado: Av Presidente Kennedy.
Quem mandava seus jogos lá era a Associação Atlética Uraniense, time fundado em 1962 conhecido como a “Veterana da Araraquarense”. Aliás, em homenagem ao bicampeonato da Copa do Mundo conquistada pelo Brasil naquele mesmo ano, seu distintivo é bastante similar ao da CBF.
A Uraniense entrou para história ao disputar o Campeonato Paulista da segunda divisão de 1966. Desde então, a bilheteria segue por lá…
Que tal uma voltinha pra conhecer o campo?
Ainda existe uma arquibancada coberta, bem charmosa.
E também as descobertas ao redor do campo.
A capacidade total é estimada em 3 mil torcedores.
Um estádio simples, mas com uma energia muito bacana!
Tem até flores por lá…
O gramado tá muito bem cuidado!
Assim como alguns estádios do interior, as árvores ao redor do campo dão um aspecto ainda mais legal ao estádio!
O campo está cercado por alambrado, muito bem arrumadinho!
E olhando do outro lado, a arquibancada coberta se mostra ainda mais bonita!
Mais um templo do futebol visitado e registrado, e vamos para mais uma aventura!
A partir de hoje, dividiremos com você os relatos de nossa última viagem em busca de estádios perdidos, dessa vez, pelo Noroeste Paulista. Foram 20 estádios visitados e fotografados em mais de 1.600 km percorridos, chegando até o Mato Grosso do Sul, na cidade, e no estádio, de Aparecida do Tabuleiro.
Próximo ponto de parada no nosso rolê pelo Oeste Paulista, a cidade de Chavantes! Olha aí a rodoviária local!
Atualmente, cerca de 14 mil pessoas vivem em Chavantes. A cidade ainda mantém o aspecto de interior, sem prédios, nem trânsito.
Mas, o futebol está por lá, firme e forte. O templo local é o Estádio Coronel Manuel Ferreira, que fica na Rua Zico Leite, bem no centro da cidade
É ali que a Associação Atlética Chavantense mandava seus jogos. Esse distintivo veio do excelente site Escudosgino.
Lá também aparecia este outro:
A A.A. Chavantense foi fundada em 29 de setembro de 1929.
O Estádio foi construído com o apoio de todos os moradores, que atenderam ao chamado público para ser inaugurado em 1944 em substituição ao estádio antigo! Aí está o anúncio publicado nos jornais locais da época:
O Estádio Coronel Manuel Ferreira tem capacidade para mais de 4.000 torcedores (foto do site da prefeitura).
A AA Chavantense iniciou sua trajetória no futebol disputando campeonatos amadores e da região.
Em 1958 foi campeã do setor 31 do Amador do Estado, como informa o muro do estádio:
Em 1965, um novo time surgiu na cidade, formado pelos operários que participaram da construção da Usina de Chavantes: a Associacao Esportiva Cobrapa.
E que belo trabalho fizeram…
CHAVANTES, SP, 2017-08-04: Fotos aereas da UHE Chavantes em Chavantes – SP para o Perfil Corporativo 2017. (Foto: Henrique Manreza). (Foto: Henrique Manreza)
Dessa forma, a cidade teve um 1965 especial, com dois times disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista, que equivalia ao quarto nível do futebol. Ambos caíram no mesmo grupo e fizeram uma campanha mediana.
Essa foi a equipe da AAChavantense daquele ano.
Os dois times disputariam a Terceira Divisão de 1966, e a AA Chavantense se classificou para a segunda fase.
Na segunda fase, o time não manteve os bons resultados e terminou o campeonato por aí.
Aqui, a formação da AE COBRAPA que enfrentou o Corinthians num amistoso comemorando o 1º de maio de 1966 e teve vitória do time visitante.
Chega 1967, e pela primeira vez a AE COBRAPA termina a competição na frente da AA Chavantense e além disso, só não se classificou pelos critérios de desempate.
Em 1968, somente a AA Chavantense seguiria e esses foram alguns dos atletas daquele ano.
Infelizmente o time desistiu da disputa no meio do Campeonato e se licenciou até 1982, quando voltou à Terceira Divisão (que desta vez equivalia mesmo ao terceiro nível do campeonato) com este time:
Mais uma vez a AA Chavantense fez uma bela campanha, classificando-se para a segunda fase.
Na segunda fase, o time terminou na última colocação
Em 1983 faz uma má campanha na primeira fase e acaba não disputando os campeonatos de 84 e 85, retornando em 1986 na Terceira Divisão.
Novamente licencia-se do profissionalismo em 1987, retornando em 1988, dessa vez em uma Terceira Divisão que equivalia ao quarto nível do Campeonato Paulista. A cidade mais uma vez poderia estar no estádio apoiando seus jogadores! E a primeira fase foi muito boa…
Classificado como líder, a segunda fase veio e… Festa em Chavantes!!!
A terceira fase levaria o líder do grupo à final contra o Central Brasileira, mas uma derrota para o Iracemapolense acabou com as chances da AA Chavantense.
Em 1989, a campanha foi abaixo do esperado e novamente o time se licenciou. Esse foi o time de 1989:
Uma pena para a torcida que fazia a festa no estádio…
Uma tristeza para um estádio tão bonito…
No início dos anos 1990, o departamento de futebol foi totalmente desativado. Desde então, as bilheterias estão sem funcionar…
Encontramos belos cenários em meio a tantas estradas, pena que nem sempre a foto saiu boa.
E foi com a empolgação de tantas novidades, que chegamos a Bilac, cidade onde está o sétimo estádio do nosso rolê.
A cidade possui pouco mais de 6 mil habitantes. Esse é o brasão da cidade:
Foi lá que, em 01 de maio de 1953 foi fundado o Bilac Esporte Clube.
O clube mandava seus jogos no Estádio Municipal Wagih Saghabi, com capacidade para mais de 3.200 torcedores.
O Estádio fica na Rua Gabriel Monteiro, próximo da entrada da cidade. Aí está mais uma bilheteria pra Mari…
E mais um estádio para entrar para nossa coleção. E mais uma foto que saiu ruim… É mole?
Olha que destaque bacana, que está em uma parede dentro do estádio, é uma lista dos jogadores que passaram pela escolinha do clube e foram para outros clubes.
Este foi o time que disputou os torneios amadores de 1964:
Mas o time disputou também 4 edições oficiais do campeonato paulista. Encontrei algumas fotos do passado sem identificação do ano:
A felicidade de conhecer um estádio como esse, que poucas vezes recebeu a atenção da mídia, transparece até em nossas sombras. E viva Peter Pan!
E não é que conseguimos adentrar e dar uma olhada no campo, ali de pertinho?
Wagih Saghabi foi presidente do Bilac EC por muitos anos e por isso dá nome ao estádio.
Tem uma arquibancada bem feitinha, deu pra ficar imaginando como teriam sido os campeonatos da quarta divisão dos anos 60, disputados ali. Quantas pessoas teriam assistido aqueles jogos. Será que alguém teria fotografado algum daqueles jogos?
O alambrado segue por lá separando a torcida do campo…
O gramado segue bem cuidado.
Atualmente, o estádio recebe partidas e torneios de futebol amador. A entrada é bastante acanhada, mas muito legal!
Domingo, 17 de fevereiro de 2013. Lá vamos nós pela tradicional estrada vicinal que liga Arthur Nogueira a Mogi Mirim.
Na verdade, nosso destino seria a próxima cidade, Mogi Guaçú.
Depois de mais de um ano vendo fechado o Estádio do meu time, o Santo André, eis que fomos até Mogi Guaçu levar nossos “pés quentes” para o Guaçuano, que não havia conquistado um ponto sequer na A3-2013 e o que encontramos????
Mais um Estádio com portões fechados…
Não, não fomos em um dia ou horário errado, como já fizemos, nem se tratava de mais um wo… O time da casa esta em campo, frente ao seu adversário. Então, o que havia de errado no jogo do Guaçuano?
Uma volta no entorno do estádio e eis que encontramos um torcedor para nos explicar o que estava acontecendo. A Federação Paulista exige uma capacidade mínima dos estádios, em cada divisão e o Guaçuano, retirou algumas arquibancadas tubulares, ficando com capacidade menor do que a permitida…
Ou seja… Estádio FECHADO!!!! Time em campo e torcedor na rua…
A Mari até que procurou algum lugar para assistir ao jogo, mas tava difícil…
Já estávamos perdendo as esperanças quando nos convidaram para conhecer as piscinas do clube, e lá no cantinho da arquibancada das piscinas estavam… Os torcedores do Guaçuano!
Mostrando que não dá pra separar o amor do torcedor do seu time.
Espremida num canto, deixada de lado, pela Federação e pelo poder público da cidade, que acabou não apoiando o clube nessa empreitada, ali estava a brava torcida do Guaçuano, mostrando que mesmo com 0 pontos, sem poder entrar no estádio mantém seu amor ao time.
Até que a vista estava muito boa, dava pra ver o jogo bem de perto!
E não é que demos sorte ao time? O Guaçuano venceu por 1×0 e ainda teve muitas oportunidades de aumentar o placar!
Enquanto isso, as arquibancadas seguiam vazias… Se bem que haviam uns diretores lá…
Bandeiras hasteadas, mas deveriam estar a meio mastro, pela ausência do principal elemento do jogo: a torcida.
O time do Guaçuano nem parecia o lanterna da A3. Pressionava o Barretos lembrando a boa fase dos anos anteriores.
Voltando ao “setor especial”que a torcida ocupava, vale citar a “geral da piscina”:
É muito difícil manter um time em uma cidade do interior. Mais difícil ainda quando não se pode ter a cidade ao seu lado. E as pessoas de Mogi Guaçu gostam do time, mas desse jeito… Fica difícil!
Enfim, mais uma vez nos orgulhamos em ter presenciado a luta de uma torcida para apoiar o time da cidade…
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
E lá fomos nós, de volta a Cosmópolis, com a motorista da vez….
A 148a camisa de futebol foi presente do amigo Renato Ramos, da Fúria Andreense.
O time defende as cores da cidade de Franca, com mais de 300 mil habitantes e conhecida como a capital nacional dos calçados masculinos!
O time dono da camisa é a Associação Atlética Francana.
A história do time começa há 100 anos atrás (sim, escrevo este post no ano do centenário), em 1912, quando o clube foi fundado com a ideia de incentivar o esporte entre professores, comerciantes e demais trabalhadores da cidade. Por isso o time é conhecido como “a Veterana”. Durante muito tempo, mandou seus jogos no Estádio da Bela Vista, construído em 1922, em um terreno doado pelo Coronel Francisco de Andrade Junqueira, por isso, o Estádio também é chamado de “Nhô Chico”.
Ali, a Francana mandou seus jogos até 1969, quando a Prefeitura construiu o Estádio Municipal José Lancha Filho, com capacidade para 15.100 pessoas.
Veja aqui como foi nossa visita ao estádio em 2018. Após anos disputando contra equipes da cidade, chegava a vez de sonhos maiores. O time filiou-se a Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e passou a disputar o Campeonato da Mogiana e em 1921, chegou à final perdendo o título para o Comercial, de Ribeirão Preto. Em 1923, sagrou-se campeã da Alta Mogiana, derrotando o Botafogo de Ribeirão Preto, mas perdeu a disputa de Campeão do Interior contra o Rio Branco. Em 1925, novamente foi campeã, dessa vez invicta. Porém, mais um vez perdeu o título do interior, dessa vez contra o Velo Clube, de Rio Claro. A partir de 1948, passou a disputar o Campeonato da Divisão de Acesso, agora pela Federação Paulista de Futebol. Em seu primeiro ano, acabou em terceiro lugar. O Campeonato de 1949 era dividido em quatro séries, de onde se classificavam apenas os campeões. O time abaixo, ficou em segundo na série Branca (Mogiana), atrás do Batatais:
O time seguiu na disputa da divisão de acesso. Aqui, uma foto de 1950:
Em 1958, o campeonato foi dividido em 4 módulos e a Francana terminou como líder do seu grupo (o Amarelo), sendo desclassificado na fase seguinte, contra o Corinthians de Presidente Prudente, o Rio Preto, entre outros times. Aliás, lembrei que tenho um ítem de colecionador aqui, referente a este ano:
Em 1964, foi novamente campeã do seu módulo (o “João Mendonça Falcão”) e fez ótimos campeonatos em 1968, 1969 e 1976, mas sem conquistar o sonhado acesso. Aqui, o time de 1967:
Contam que em 1969, jogando a final contra a Ponte Preta, o time chegou a comemorar o título após vencer por 3×1, mas somente dias depois souberam que perderam a vaga para a primeira divisão, no saldo de gols (por um gol…). Esse era o time daquele ano:
Então chegou 1977, com um time que tinha como maior estrela um craque chamado Assis, e trazia ainda no gol, uma figura que permanece até hoje no mundo do futebol: Geninho.
Com esse time, a Francana derrotou o Araçatuba, por 2 x 0, na final, conquistando enfim o direito de disputar a primeira divisão estadual.
Enfim, 1978 viu a Francana na elite do futebol paulista. E a torcida não fez por menos, tornando o clube campeão de renda no interior. Na classificação, o time também foi bem e ficou entre os oito melhores. Neste período, destacam-se vitórias históricas contra o São Paulo (2 a 0), em pleno Pacaembu, em 19 de outubro de 1978, conquistadas pelo time abaixo:
No ano seguinte, bateu o Corinthians por 1 x0, em pleno Pacaembú, frente a mais de 40 mil torcedores. Em 1982, venceu o Santos, na Vila Belmiro, mas não conseguiu impedir o rebaixamento…
Só voltou a disputar o profissional, em 1984, novamente na divisão de acesso.
Em 1989, o time quase voltou. sendo novamente líder do seu grupo, na primeira fase.
No começo dos anos 90, o time acabou rebaixado para a série A3, e por lá ficou até 1996, quando conseguiu o acesso à A2. Em 1997, chegou ao quadrangular final do Campeonato Brasileiro da Série C, perdendo o acesso à Série B na última rodada.
Em 2002, o acesso à primeira divisão estava em suas mãos, quando na final da Série A-2 contra o Marília vencendo em Franca por 2 x 0, mas sendo batido por 3×0, em Marília. Em 2005, acabou novamente rebaixado para a Série A-3, onde está até atualmente, 2012. Sempre com campanhas regulares, mas não suficientes para garantir o acesso à série A2. Como foi o caso do time de 2011:
Para saber mais sobre o time, acesse: www.aafrancana.com.br Ah, um detalhe que não pode ser esquecido é a mascote do time, que foi criada com base em um grande rival, o Catanduvense. Como o “apelido” da cidade de Catanduva é “A cidade feitiço”, após uma vitória do Francana, surgiu a Feiticeira Verde:
O hino do time:
Que tal acompanhar um pouco da realidade do estádio, com a torcida Dragões da Veterana:
A 12ª camisa é muito especial, pois é do VOCEM, sigla para Vila Operário Clube Esportivo Mariano, time de Assis, cidade de origem da minha família por parte de pai.
Quando escrevi esse post (em 2008), o clube estava licenciado do futebol de campo profissional, o que é muito triste pela tradição que esse brasão carrega. Mas, em 2014, alguns apaixonados da cidade conseguiram trazer o VOCEM de volta ao futebol profissional.
Na verdade, esse brasão foi desenhado inicialmente assim:
O time foi fundado em 21 de julho de 1954, pelos padre Aloísio Bellini (1911-1996) da Vila Operário e por isso as cores do uniforme (branco e grená) representam o pão e vinho.
Meu pai chegou a ajudar na organização do time, já que a igreja da Vila Operária ficava em frente a casa da minha vó Luzia, já falecida. Aqui, uma foto emblemática do fim dos anos 70: o padre tenta me convencer a escolher o caminho do bem e largar as armas de brinquedo kkk.
Conta meu pai que ele ia a todo lugar com sua scooter!
Em 1978, o VOCEM foi convidado pela Federação Paulista de Futebol Profissional para disputar o Campeonato Paulista da Terceira Divisão. Necessário reforçar que esse equivalia ao 5º nível do campeonato daquele ano. Esse foi o time daquele ano:
Neste ano, o VOCEM utilizou o campo da Ferroviária de Assis para seus treinamentos.
E o time fez sua estreia conseguindo a classificação para a segunda fase, sendo líder do Grupo D.
Infelizmente, na fase seguinte o time não manteve a mesma eficácia.
Depois de 1978, o VOCEM jogou a Terceira Divisão de 1979 até 81. A partir de 1980, a Terceira Divisão passa a equivaler ao 2º nível do campeonato, como a atual A2 do Paulista. A partir de 1982, o mesmo 2º nível passou a se chamar “Segunda Divisão” e o VOCEM participou dela até 1989 e foram os os anos dourados do VOCEM. Algumas imagens dessa época:
Aqui, a Torcida Organizada “Esquadrão da Fé”, que acompanha atualmente o time:
Mas o VOCEM sempre teve o apoio de uma apaixonada torcida, como em 84, quando o time fez campanha inesquecível, na época com o apoio da TUVO (Torcida Uniformizada Vila Operário)!
Esses dias folheando o livro “Assis de A a Z”, do Marcos Barrero, li um belo texto contando a fatídica história daquele ano de 1984 quando o VOCEM chegou ao quadrangular final da divisão de acesso, mas acabou perdendo todos os jogos, sendo o último uma goleada de 7×1 para o Paulista de Jundiaí.
O time fez uma bonita campanha na primeira fase…
Também brilhou na segunda fase:
Tendo vencido a série H, o VOCEM teve que enfrentar o CA Jalesense, vencedor da série G e classificando-se para a fase final, que teria final trágico para o time de Assis: 6 jogos e 6 derrotas, com muitos torcedores jurando até hoje que o time vendeu o resultado.
Em 85, o clube novamente se classifica para a segunda fase da Segunda Divisão…
Mas cai na segunda fase.
Em 86, fez um campeonato abaixo da média e sequer se classificou para a segunda fase.
Em 1987, mais uma vez classifica-se para a segunda fase sendo líder do seu grupo.
Mas não consegue manter a boa sequência e acaba eliminado na segunda fase.
Em 1988 uma campanha mediana, sem conseguir classificar-se à segunda fase, mas em 89… O VOCEM acaba rebaixado para a Segunda Divisão (Terceiro nível do futebol paulista daquele ano).
O baque é tão grande que o time se licencia das competições profissionais e só retorna em 1992, na Segunda Divisão (terceiro nível do futebol paulista). onde permanece até 1994, quando a reorganização do campeonato leva o VOCEM para o 5º nível do futebol paulista, a série B1B. O time terminar nas últimas posições e para mais uma vez.
O retorno se dá somente em 1999 novamente na série B1B. Em 2000 desiste da competição e acaba rebaixado para a série B3 – o 6º nível do futebol paulista de 2001. Em 2002, mais uma vez desiste da disputa no meio da competição e se licencia.
Dessa vez o hiato parece não ter fim e apenas em 2014 o VOCEM retorna ao profissionalismo, desta vez para jogar a Bezinha, o 4º nível do futebol paulista, onde permanece até 2022, quase sempre com campanhas irregulares. A exceção foi 2021, quando o time esteve a um passo do acesso, perdendo a semifinal (e o acesso para a série A3) para o time da Matonense.
Mas em 1992, foi inaugurado o Estádio Municipal Antonio Viana Silva, o Tonicão, e o VOCEM passou a mandar aí os seus jogos.
Curiosidade: meu avô de Assis tinha o apliedo de Tonico, e meu avô em Santo André, se chamava Bruno, e o estádio aqui é o Brunão. Abaixo uma foto feita em nossa última visita ao campo:
Se preferir, faça um vôo sobre o estádio:
Em 2010, ganhei de presente do primo Tilim, uma outra camisa do VOCEM, ainda mais bonita:
Nas visitas em outros anos acabei conseguindo mais estas duas:
E terminamos com essa curiosa imagem de um possível time feminino do VOCEM: