59- Camisa do Coritiba FC

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A 59ª Camisa de Futebol do nosso blog é a camisa do Coritiba Football Club.
É uma réplica, comprada num calçadão em Curitiba por R$16.
Adoro réplicas bem feitas a preços camaradas…
Por que não se pode ter camisas oficiais mais baratas??
Pô, de R$16 pra R$116 é demais…. (daqui de 2025 eu te digo, R$ 116 hoje em dia é uma pechincha!!)
Esse modelo de Camisa do Coritiba me lembra muito a do Celtic, ou do Sporting de Portugal, e eu acho uma combinação de cores ótima para listras horizontais.
O detalhe é para o número dourado, que também acho bonito:

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Bom, mas falemos sobre o Coritiba FC, dono da camisa, e sem dúvida um dos maiores clubes brasileiros.
Antes de mais nada, se quiser ver o que eles mesmos falam, o site do time é www.coritiba.com.br .
O Coritiba FC foi fundado em 12 de outubro de 1909, ou seja, festejou, esse ano seu primeiro centenário.

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O clube nasceu graças a Frederico Fritz Essenfelder, um dos membro de um grupo de atletas que praticavam ginástica, que apareceu com uma bola e apresentou o jogo aos colegas.

Frederico Fritz Essenfelder

Logo, todos estavam completamente apaixonados pelo esporte e decidiram fundar um clube só de futebol. Nascia o Coritibano Football Club, que em 23 de outubro de 1909, teve seu primeiro jogo contra um time de funcionários da estrada de ferro de Ponta Grossa.
Abaixo, a foto do time que jogou sob o nome Coritibano:

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Até 1916, usou a área do Jóquei Clube Paranaense como campo.

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Em 1910, o nome do clube foi alterado para Coritiba, grafia européia, utilizada na época para designar a cidade. As cores, verde e branco, são uma referência às da bandeira do estado.
Em 1915 o clube participa de sua primeira competição oficial, e no ano seguinte, conquistou seu primeiro título, no campeonato estadual.

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O time é popularmente chamado de “Coxa Branca”, devido aos seus primeiros times serem formados basicamente por descendentes de alemães.
Um dos possíveis criadores do apelido seria Jofre Cabral e Silva (torcedor e anos mais tarde, presidente do rival Atlético Paranaense) que tentava irritar o zagueiro Hans Breyer, chamando-o de “Coxa Branca”.
As décadas de 20 e 30, trouxeram muitas novas conquistas ao clube, mas sem dúvida, o maior presente foi a inauguração do Estádio Belfort Duarte, em 1932.

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Não dá pra resumir em um único post tanta história, então só para citar, os anos 40, 50 e 60  foram repletos de títulos e conquistas.
Em 1969 o Coritiba faz a primeira excursão para o exterior.
No ano seguinte, montou um time cheio de estrelas, visando aumentar o público e assim conseguir recursos para ampliação do Estádio Belfort Duarte.
A década de 70 é chamada de década de ouro, graças a hegemonia conquistada no futebol paranaense.
Conquista um hexacampeonato estadual, maior seqüência de vitórias na história do profissionalismo no futebol paranaense, e chega em quinto lugar na primeira edição do campeonato brasileiro, de 1971.

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Em 1977, o nome do estádio é alterado para Major Antônio Couto Pereira, em homenagem ao falecido presidente do clube.

A década de 80 inicia-se em alto estilo, e o Coxa fica em terceiro no campeonato brasileiro de 1980.
Mas o grande ano do time é 1985.
Com um elenco modesto (do qual fazia parte o goleirão Rafael, e seu bigodão, que dizem terperdido a orelha num jogo, ao enroscar-se com a rede do gol…), e comandados por Ênio Andrade o Coritiba chega a final contra o não menos desacreditado Bangu.

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A final, em pleno Maracanã é decidida nos penaltys. Veja como foi:

Campeão nacional, o Coxa participa da Libertadores da América de 1986, mas faz uma campanha discreta.
Em 1987, lembro bastante do Coritiba porque ele foi um dos times a disputar a Copa União (e consequentemente estar em um dos melhores álbuns de figurinhas de futebol).

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Em 1988 o Coritiba quase cai para a segunda divisão paranaense.
Em 1989, após perder o mando de campo, o time foi obrigado a enfrentar o Santos em Juiz de Fora, um dia antes de jogar contra o Vasco. O time compra a briga e ganha na justiça comum o direito de adiar a partida. Assim, não enfrenta o Santos e como punição é rebaixado pela CBF para a Série B.
O time só retornaria à primeira divisão em 1995, no último jogo sendo disputado contra nada menos que o rival Atlético Paranaense, e veja como foi:

Em 1997, o Coxa é campeão do Festival Brasileiro de Futebol.
Em 1998, foi eliminado pela Portuguesa nas quartas-de-final do brasileirão, na época do “melhor de 3”.
Em 2002, brilha como uma das melhores equipes do campeonato brasileiro e lança o projeto de clube-empresa.
Em 2003 chega em quinto no Campeonato Brasileiro e conquista o direito de disputar a segunda Libertadores da América de sua história.
Mas no ano seguinte é novamente eliminado precocemente da competição sulamericana.
Em 2005, o time foi rebaixado para a Série B da competição, assim como Atlético Mineiro, Paysandu e Brasiliense.
Em 2007, conquista o acesso à Serie A do Campeonato Brasileiro, sagrando-se campeão da Série B .

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Em 2009, o time está lutando para não cair novamente.

Como estivemos por Curitiba no fim do ano passado, eu e a Mari não resistimos em fazer um tour pelo Estádio..

A Mari se encantou com o estilo old school do Estádio do Coxa.

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A arquibancada é mesmo muito grande, principalmente quando você está sozinho no estádio…

Fomos muito bem recebidos pelo assessor de imprensa do clube, mesmo sendo no mesmo dia em que ele iria apresentar o novo técnico do time (na época Ivo Wortmann)

Essa foto abaixo é um poster que está na parte interna do estádio. Maravilhoso não?

O estádio Major Antônio Couto Pereira é o maior do Paraná, e hoje tem capacidade para 37.182 pessoas. Vale lembrar que alguns torcedores o chamam de Alto da Glória (nome do bairro).
O mascote do Coritiba é um velhinho, o Vovô Coxa, em alusão ao time ser o mais antigo do Paraná:

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Fica nossa homenagem e respeito aos 100 anos de existência do Coritiba FC.

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58- Camisa do Radium de Mococa

jogo sport 041


A 58ª Camisa de Futebol pertence ao Radium Futebol Clube.


A camisa acima eu comprei por R$ 50 dentro do próprio estádio, no intervalo da partida em que o time venceu por 3×0 o Sumaré, no dia 14 de junho (naquela mesma viagem eu ainda consegui a camisa da Guaxupé).
Já a camisa abaixo veio de presente do Léo Vieira, responsável pelo documentário que saiu lá em 2026 sobre o Radium.

Assiste aí o documentário:

https://www.youtube.com/watch?v=vUgT8rS4owM

Mococa é uma cidade bem próxima do sul de Minas, e ainda consegue manter uma cara de cidade de interior, bem mais tranquila que a correria que estou acostumado aqui no ABC ou em São Paulo.

mococa

O Radium FC é bem conhecido, mas confesso que briga de igual para igual com os deliciosos doces de leite para saber qual o “bem” mais importante da cidade.

doce de leite

No meu caso, Mococa é também a terra de um pessoal punk que era bem gente fina, quem sabe esse post chega até eles. Eu nunca mais tive noticias. Só lembro do nome de um deles, o “Joey“. (E pensar que anos depois, em 2022 fui reencontrar o Joey num jogo do União São João, confira aqui!!)

Mas falando do time, por que um time com esse nome tão diferente?
A resposta é simples, esse foi o jeito que os fundadores arrumaram para homenagear o elemento químico descoberto pela cientista francesa Marie Curie, que pressupunha força, potência e energia.

O Radium foi fundado em 1º de maio de 1919, e times fundados nessa data (dia do trabalhador), sempre possuem forte ligação operária, e provavelmente anarquista.
Manda seus jogos no Estádio Olímpico São Sebastião, com capacidade para aproximadamente 7 mil torcedores.

radium mococa

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Curta o clima do estádio em dia de jogo:

Destaque para a lojinha do time, dentro do estádio:

loja radium

Em 2009 o clube comemora 90 anos de existência, por isso existe uma série de produtos comemorando o feito, de camisas à cervejas e tiveram direito até à cobertura da mídia:

O time é bem acompanhado pelos moradores da cidade, tem até uma organizada, a Fúria Verde, nascida em 2008, em uma roda de bar em Mococa.

Furia_verde_do_radium

Disputa torneios profissionais desde 1949, o time daquele ano:

radium 1949

Teve seu auge no início dos anos 50, quando conquistou o Campeonato Paulista do Interior e a Série A2 em 1950 e disputando em 1951 e 1952 a primeira divisão.
Olha aí o time de 1952:

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Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957.
Aqui, matéria de uma goleada de 1955:

Veja o time de 1957:

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Olha essas matérias da Gazeta de 1957:

No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual.
De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980.
Ainda neste ano, realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita. Venceram por 4 a 1 . Essa imagem é de 78:

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Time de 1979:

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Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3).
Em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que disputou por quatro temporadas.
Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B.
Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas.
Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual.
Seu mascote é o Periquito e é também chamado de “Verdão da Mogiana”.

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Estivemos no Estádio São Sebastião acompanhando Radium FC x Sumaré, e o Radium venceu por 2×0.

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Um momento histórico, vista que atualmente (2023), o Radium está licenciado e seu estádio completamente abandonado.
O placar não conseguiu acompanhar os gols…

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Também, menos de um minuto e o Radium saiu na frente…

Para quem acha que rock e futebol não combinam, ainda mais no interior, se liga nas chamadas que os caras fizeram pros jogos desse ano, beeeeem roqueira!:

E a galera tem comparecido!

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A vista das arquibancadas revela um horizonte ainda típico do interior, com muito verde, árvores e montanhas…
Vendo isso eu me pergunto até quando eu aguento viver no meio de tanto prédio e poluição…

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Logo, o Radium ampliou para 2×0 para a alegria da sua torcida!

Mas teve ataque do Sumaré também…

Curta mais um alguns lances de jogo, que recuperei somente em 2023 e que, sabendo da atual situação do estádio São Sebastião, vale a pena ser relembrado:

Estou tentando conseguir o livro “Radium, o verdão da Mogiana“, para conseguir mais informações, mas por hora, quem quiser saber mais, acesse o site oficial do time é www.radiumfc.com.br

Existe também um blog muito legal falando sobre o time:www.radiumfc.blogspot.com/

Pra finalizar, que tal um rolê embaixo do bandeirão da torcida??

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São Bernardo vence Votoraty pelas Quartas de final da Copa Paulista 2009

31 de outubro de 2009, também conhecido como véspera do meu aniversário.
De presente antecipado fomos assistir um jogo do São Bernardo FC, o Tigrão do ABC, lá no Baetão, pela Copa Paulista.

Esse pessoal é a garotada do Projeto Tigrinho, que tem comparecido em bom número nos jogos do São Bernardo.

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Na minha opinião, a salvação dos times do ABC está no incentivo a esses meninos e meninas que hoje são ainda crianças, e que não tem necessariamente um time  definido, dando espaço para essa paixão pelo time da cidade.

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Ao entrar no Baetão, confesso que nos surpreendemos com o público presente.

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Tinha bastante gente tanto na arquibancada, quanto na numerada.

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Mesmo sendo um jogo mata-mata pela sequência da Copa, o ingresso custava R$5, e a gente sabe que hoje em dia não tá fácil…

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Como eu disse, muitas crianças estavam nas bancadas acompanhando o disputado jogo do São Bernardo contra o forte Votoraty.

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Aliás, não é que o pessoal Grená, pegou a estrada e veio lá de Votorantim até o ABC para acompanhar o time da cidade?

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Jovens, tiozões… os caras compareceram e foram muito bem recebidos pela torcida local, diga se de passagem.

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Como eu já disse em outro post, o Baetão pode ter seus defeitos, mas ainda é um daqueles estádios que vc assiste o jogo bem perto do campo.

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Do outro lado, a galera da Guerreiros e da Chopp, faziam a festa!
O Gui, do Expulsos de Campo também estava lá filmando a rapaziada e fez um vídeo muito legal, veja aê:

A faixa azul ali do lado direito é do pessoal do São Bento que veio acompanhar o jogo, e tem amizade com as torcidas dos dois times (São Bernardo e Votoraty):

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O pessoal da Berno Choop também tava lá com suas faixas, cervejas e cantos…

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E claro, o pessoal da Guerreiros!:

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Sem esquecer os torcedores autônomos, que também compareceram!

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O placar final foi magro, mas suficiente para colocar o Tigrão em vantagem, dependendo de um empate lá em Votorantim para passar de fase.

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Depois do jogo ainda fomos pra um som punk, do 88não, Menstruação Anárquica, DZK e Cólera, lá em São Caetano, onde trombamos vários amigos do rolê.
Parabéns pela vitória e pela festa!
Leia outros textos em www.asmilcamisas.com.br

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Argentina x Brasil – A visão da mídia esportiva

Deixei passar um tempo desde o dia que vi este anúncio para poder escrever esse post e ouvir os comentários sem a influência do jogo ou mesmo do placar, independente de quem vencesse. Antes de mais nada, deixo expresso que acho a ESPN um canal corajoso, inovador, dedicado e muito interessante. Já vi vários documentários que eles fizeram sobre "lugares não comum" no futebol, e sem dúvida são um dos principais fomentadores não só do futeobl mas dos esportes em geral. Até mesmo por isso, não posso deixar de dizer que foi no mínimo um erro o anúncio que convidava os telespectadores a assistir o jogo pelo canal pago. Numa época de tanto ódio e ignorância vivendo próximos, a associação do esporte com a guerra me soa rude, desnecessária, triste e perigosa. Particularmente me incomoda muito mais porque eu e a Mari temos ido sempre que possível para Argentina e consideramos alguns amigos de Buenos Aires como parte da nossa família. Soma-se isso à admiração que sempre tive pelo estilo portenho de se jogar e pelas bandas de punk rock de lá que sou fã (Doble Fuerza, Ataque 77, Muerte Lenta, Argies, entre outras), e o resultado é uma relação de admiração, respeito e de "rompimento de fronteiras", onde não existe lugar para essa necessidade de separar, dividir e comparar num sentido competitivo as duas culturas. Em terras portenhas nunca tivemos qualquer problema relacionado à Xenofobia ("ódio/medo de estrangeiro"). E olha que normalmente fazemos um rolê que até passa pelo lado turístico, mas que é muito mais presente no lado "cotidiano" de Buenos Aires, o que quer dizer ônibus, caminhadas de quadras e mais quadras, Estádios, cinemas, Shows, bairros longínquos, etc. Sendo assim, sinto me a vontade para dizer que a ESPN perdeu a oportunidade de mostrar algo muito mais criativo e construtivo do que foi apresentado. Um cogumelo de fumaça, índice de uma bomba. De um embate entre exércitos inimigos, de guerra. De ódio. De morte. Me pergunto se existe como mensurar o resultado de um anúncio como esse, mesmo sabendo que é impossível saber quantas pessoas decidiram assistir ao jogo pela ESPN graças ao anúncio. Vou tentar enviar este post aos responsáveis pelo anúncio da ESPN para ouvir a opinião deles. Porque pra mim, tinha tanta coisa legal melhor que poderia ser usada ao invés da "bomba". Temos tanta coisa em comum, do amor ao futebol, passando pela música, aos problemas sociais… Desculpem, mas para mim, esse papo de que brasileiros e argentinos se odeiam é papo de jornalista que não percorre as ruas a pé. Que vive na redação até bem tarde. Ou, no caso, de publicitários que preferem utilizar o "caminho padrão", a solução que fica numa caixinha, ali na prateleira, pronta para ser usada quando possível, ao invés de pensar em algo inovador. Essas são as pessoas que por tanto tempo alimentaram e enviesaram corações e mentes dos brasileiros. E é por isso que agradeço ao poder da internet, onde, ao menos para você que lê esse post até aqui, minha voz e opinião tem o mesmo peso do que produzem jornalistas e publicitários "padrão". Tenho visto que muitas pessoas começaram a despertar desse transe, e por incrível que pareça, principalmente nas periferias do Brasil. Lá, é cada vez mais comum se encontrar pessoas usando camisas da Seleção Argentina, do Boca, River, Racing e outros times. Não sou o dono da verdade e nem peço uma aproximação forçada entre brasileiros e argentinos, mas termino esse post perguntando se faz mesmo sentido para nós, cidadãos comuns, manter essa "rivalidade ignorante", sem questionar jamais. Por favor, comente, diga se sou só eu que acho errado esse movimento da mídia para criarmos (ou mantermos) tal rivalidade. Pra fechar, algumas frases do som "Disturbios" do Doble Fuerza, banda punk de Bs AS: "…Violencia en las canchas, violencia en la ciudad… …Ellos no lo comprenden, pero lo van a comprender La juventud separada es mas facil de vencer…" E um pouco do Ataque 77 mostrando que existe sim admiração entre as culturas: [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cShNlh7lg1I]]]>

O Estádio Silvano Ribeiro Diróz e o futebol em Mongaguá (SP)

Setembro de 2009. (com imagens e vídeos atualizados em 2025)
Com o sol nos animando, seguimos para o litoral sul buscando um pouco de descanso e um rolê tranquilo. Domingo (6 de setembro) o Santo André jogaria em casa contra o Atlético MG, ou seja, nossa viagem tinha data de volta já acertada.
Sábado, tivemos um dia perfeito, com sol, praia, caminhada e corrida, trilhas, comida gostosa na beira do Rio Itanhaém, mas… Faltava algo… Já que estávamos ali, por quê não visitar um estádio ainda desconhecido?
E lá fomos nós, para Mongaguá conhecer o Estádio Silvano Ribeiro Diroz.

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Quem já foi para o litoral sul de São Paulo (Mongaguá, Itanhaém ou Peruíbe), com certeza já passou em frente ele, afinal o Estádio fica na beira da estrada Padre Manoel da Nóbrega.

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Eu achei que o Estádio estivesse abandonado há alguns anos, mas para minha surpresa uma partida estava sendo disputada.

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O time mandante era o tradicional o “Mongaguá Praia Clube“, fundado em 26 de março de 1946, na época com o nome de “Praia Grande FC” (até 1959, quando foi emancipado, Mongaguá, pertencia à Praia Grande), como mostra o Jornal de Santos, de 1969:

Somente em 1991, o time adotou o nome de Mongaguá Praia Clube.

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O time é conhecido como “Praia” e já conquistou o campeonato municipal da 1ª Divisão por 10 vezes, além de ter levantado o título da Série Padre José de Anchieta (Litoral) do Campeonato Amador do Interior por 3 vezes (65/66/67), ainda com o nome de Praia Grande.
Aqui, matéria do Jornal A Tribuna de 1965, falando da final daquele ano contra o São Paulo de Itanhaém:

E aqui, o time campeão daquele ano:

Por uma outra matéria, fica registrado que a torcida do time comparecia!

Matéria falando da final (que pelo visto teve encrenca hehehe):

O Jornal de Santos de 1968 cita uma homenagem aos campeões de 1967:

Ok, o campo tem seus buracos, falta grama aqui e acolá, mas lembre que se trata de um Estádio para o futebol amador, de uma cidade litorânea, que sequer possui um time profissional, ou seja… Excelente!

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Eu e a Mari, como sempre, não resistimos a eternizar nossa passagem por mais um templo perdido do futebol nesse Brasil tão grande e tiramos uma foto nossa em frente à cancha…

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A Mari me chamou a atenção para a faixa colocada na frente do estádio convocando os jovens para participar do time.
Depois, já em casa, comentei com meu pai sobre como falta a essa região do litoral um clube disputando a série B do Paulista.

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Ao fundo do campo, o belo morro que esconde índios, rios e muitas lendas que correm por Mongaguá e pelo litoral.
O Estádio Silvano Ribeiro Diroz fica no bairro Pedreira, e tem capacidade para 3.300 torcedores e possui sistema de iluminação.

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E já começando a dar o ar da graça a Neblina, anunciando o frio e a chuva que chegaria à região, no dia seguinte.

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E seguindo os passos dos amigos fotógrafos, agora eu comecei a buscar ângulos diferentes de arquibancadas…E deu nisso:

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Ah, o prazer de estar em um estádio pela primeira vez e ainda poder acompanhar ao fundo uma partida da equipe local… Não tem comparação, é quase que uma coleção de imagens e momentos que ficam em minha mente e que tento reproduzir e compartilhar com vocês aqui no blog.

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Um último olhar no estádio, no campo, no jogo… E até uma próxima vez!

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Aqui, o time de 2022 (da fanpage do Jornal Bola na Rede) que conquistou a 1ªdivisão do amador da cidade:

Finalizando a viagem, voltei para Itanhaém, e depois para Santo André, onde acompanhei a derrota do Ramalhão para o Galo.
Em 2025, voltei à Mongagua para rever o Estádio e fiquei feliz de ver como as coisas estão.

O tradicional registro do meio campo mostra um gramado bem cuidado, muito melhor do que vimos há 16 anos atrás.

O gol da esquerda permite ainda ver como o morro ao fundo segue bem preservado,

Compare com a foto de 2009:

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E aqui, o gol da direita:

A arquibancada também parece em dia, inclusive com aquele corrimão ali no meio, que tanta dor de cabeça já deu pra times profissionais.

Sempre bom registrar a presença em um estádio bacana do litoral sul do estado de São Paulo e que teria condições de ao menos aderir às disputas das categorias de base.

Bonita a arquibancada alvi verde, não?

Olha aí o banco de reserva:

Pudemos ver a área dos vestiários e refeitórios ali ao fundo do estádio.

Uniformes sendo lavados e olha que bonito está o shorts do time:

E a camisa:

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Eric Castel

Eu tenho uma característica que as vezes se torna um problema.

Quando gosto de algum livro ou personagem, fico louco se não conseguir ter acesso à coleção completa do mesmo. Foi o que aconteceu c0m Eric Castel.

Eric Castel

Semanas atrás, mostrei aqui no blog dois quadrinhos que trouxe da Espanha. Um deles, era o primeiro volume do personagem Eric Castel, chamado “Eric Castel ey los Juniors”, de Raymond Reding e Françoise Hugues.

Eric Castel é um personagem fictício, criado na década de 80, e que jogou pelo Barcelona, Inter de Milão e pelo Paris Saint Germain (tudo na ficção, não se esequeça).

Assim que cheguei no Brasil procurei nos sebos e pela internet novas histórias de Castel.

Encontrei o terceiro volume “Tarjeta roja!”, que traz a história de um jogo na Alemanha onde Eric Castel é injustamente expulso.

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Eric é aquele jogador que todo torcedor sonha para seu time.

Esforçado, dedicado, boa gente, não mercenário, enfim… Tudo o que  a gente espera como torcedor de um atleta.

Mas para achar os demais livros de Eric Castel estou passando por um pesadelo.

Desde que voltei, busco os demais livros dele (acho que no total são uns 16) e … nada.

Pra piorar, eles só foram editados na França, Itália, Espanha e Catalunha.

Se você tiver algum e quiser me vender, escreva para mim!

Abraços!

London Calling…

Seguindo nossa aventura, saímos de Amsterdam no fim da tarde, e no início da noite chegávamos em Londres.

Chovia e fazia frio. Era o típico cenário que eu imaginava de Londres. Saímos do aeroporto e fomos buscar um taxi que nos levasse ao nosso hotel.

O Rodrigo escolheu um táxi bem louco, preto, enorme, a parte interior mas parecia uma pista de dança, era muito diferente de qualquer outro táxi que já tinha visto. Estávamos achando tudo muito engraçado.

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Ficamos contentes até mostrar o endereço ao motorista, que riu da nossa cara, e nos perguntou o que iríamos fazer naquele fim de mundo. Disse ainda que era melhor cancelar e pegar um hotel no centro, porque era muito caro ir até lá. Olha a cara do figura, que falava como se estivesse cantando um som do Cockney Rejects:

taxista louco

Bateu o desespero, e mesmo achando o valor uma fortuna, estávamos muito cansados de tanto andar por Amsterdam, ou seja… Decidimos encarar a grana e após mais de 90 minutos chegamos ao nosso hotel. A primeira vista, ele era estranho, ficava num bairro suburbano e sem nada perto, e a chuva continuava.

hotel londres

Nao queria estar na pele do atendente do hotel. Nem bem entramos e começamos a descarregar uma verdadeira metralhadora de reclamações, como se ele tivesse culpa do aeroporto ser longe, do taxi ser caro, oude trabalhar no hotel mais afastado, feio e desanimador de todo o Reino Unido.

Mas, para minha surpresa, o atendente, um Paquistanes calmo como ele só, foi pouco a pouco nos contagiando com sua tranquilidade, enquanto nos cativava com pequenos grandes favores.

Quando percebi, já tinhamos mapas, descobrimos que pegar um taxi preto é quase um pa$$eio turistíco, sabíamos como chegar no metro, já havíamos encomendado hamburgueres Vegetarianos para a janta, e principalmente… Sabíamos que havia no bairro o estádio de um time das divisões de acesso do futebol inglês chamado Leyton Orient F.C..

Isso sem contar que… Po, eu estava com a Mariana em Londres, Inglaterra, terra onde surgiu o futebol e o punk… Era só comer, dormir e esperar o dia seguinte. E assim o fizemos.

Londres - Leyton Orient F.C.

Confesso que acordei procurando aquele entusiasmo que havia embalado meu sono, e que parecia ter ido embora ao ver que nosso quarto mais parecia um quarto de hospital (ele era todo adaptado à necessidades especiais, inclusive).

Após o café da manhã, caminhamos umas 8 quadras até o estádio do Leyton Orient. As casas pelo bairro eram todas muito parecidas:

Londres - Leyton OrientFC

Confesso que ainda não entendi se ali é o estádio ou se é somente o campo de treino do time. É pequeno, com uma entrada de uns 4 metros de largura.

Leyton Orient FC

Uma pequena arquibancada dá o tom “bairrista” do estádio.

leyton

Para maiores informações sobre o time, o site deles é www.leytonorient.com

Leyton_Orient_FC

Dali, fomos enfim conhecer a realidade de Londres, e logo de saída, no caminho do ponto de ônibus, a Mari já se animou ao encontrar uma das tradicionais cabines telefônicas.

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Depois fomos conhecer os pontos turísticos da cidade. A começar pelo famoso ônibus de dois andares. Aliás, como eu disse no começo da história, pra gente ir pra qualquer lugar , precisávamos pegar um desses até a estação do metrô.

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É bom saber que vegetarianos em Londres tem ‘muitas opções, principalmente, os deliciosos Veggie Burger, que são tão comuns quanto os cachorros quentes aqui no Brasil.

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Londres lembra muito São Paulo. Tem trânsito, bastante gente pelas ruas, várias lojas… Mas consegue acrescentar a isso tudo uma arquitetura bem legal e uma série de coisas interessantes pra se ver quando se passa pela rua, como por exemplo, o Museu de Sherlock Holmes:

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No metro, um painel informava sobre a “Wembley Cup”, torneio relâmpago que reunia o Barcelona, o Celtic, o Tottenham e o Al Ahly. Depois, vendo um pouco de tv, não só em Londres mas nas demais cidades que passamos, vi que a maior parte das equipes participa de torneios desse tipo durante a “janlea” do calendário. Foi por isso que conseguimos ver o time do Ajax na rua, enquanto estávamos em Amsterdam.

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O Big Ben é o lugar onde mais vi turistas em toda minha vida. Chega a ser engraçado tantas línguas diferentes e tantas fotos ao mesmo tempo.

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Do outro lado do rio Tâmisa, encontramos a famosa roda gigante (gigante mesmo) um monte de museus, e o…. Fright Club, uma desas atrações de terror que nem no Playcenter, cheia de sustos e que deve ser percorrida a pé. Claro que não teve como não ir….

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Bom, mas chega de turismo, porque isso é um blog sobre futebol, como diria o Muricy. Assim, no outro dia, pegamos o metro para o outro lado e fomos até o estádio do West Ham.

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Se comparado ao estádio do Ajax, o Upton Park, estádio do West Ham, embora seja bastante grande, tem mais a cara dos estádios brasileiros.

Afoito, cheguei até a administração do Estádio perguntando como era feita a visita ao campo. A resposta veio com uma mistura de frieza, prazer e desinteresse: “Não há visitas.”

Fiquei tão chateado que nem tentei argumentar. Restava a loja do clube, para ao menos levar uma lembrança do time que ficou marcado especialmente para mim, pelo filme Hooligans.

Lá, acabamos conhecendo um boxeador italiano, que é casado e estava comprando uns presentes também.

Após as compras, e já mais animado, decidi uma última tentativa explicando ao vendedor que eu era brasileiro e etc… O resultado taí:

Acho que foi o melhor momento de toda a viagem. Eu adorei o estádio. A mistura entre o tal exigido “profissionalismo” ou “modernidade” com o lado romântico do futebol parecia me perfeito no Boleyn Ground (antigo nome do Upton Park).

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É engraçado que fiquei tão emocionado estando lá que esqueci de me atentar a alguns detalhes como por exemplo o que divide a arquibancada do campo. Sempre quis saber e agora não lembro se reparei…

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Foi uma vitória da nossa parte e confesso que pensei até em enviar essas fotos e o vídeo para a atendente da administração só pra mostrar que dava sim pra dar um jeitinho.

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Ah, ainda nas ruas de Londres, pude encontrar várias barraquinhas vendendo camisas de times, mas é impressionante como só tem as mesmas que encontramos aqui… Barça, Real Madrid, Chelsea, Manchester…

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Bom, estava encerrada nossa missão em Londres. As 5 da manhã de um dia nublado deixamos a cidade e tomamos caminho rumo a Paris.

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Resenhando quadrinhos…

É um quadrinho de humor, mas sem muito conteúdo relevante, na minha opinião. É aquela linha pastelão, mas sequer usam nomes dos times de verdade. Gosto muito do traço do Francisco Ibáñez, mas acho que a linguagem dele é mais televisão que quadrinhos. Bitmap_em_Figura1 Pra quem ficou curioso, acesse o site deles: www.mortadeloyfilemon.com . Confesso que não me animei muito. Mesmo sabendo que era um besteirol, esperava algo mais ácido e politizado. Tanto que demorei pra pegar o segundo livro que comprei, com medo de não gostar também e já me sentir meio derrotado em minhas primeiras compras em terras européias. Ledo engano. Eric Castel, o personagem boleiro que já existe há muito tempo, principalmente na Espanha é um verdadeiro clássico do Futebol em quadrinhos. ericoi O livro conta parte da história do próprio Eric Castel (não sei quem é a inspiração real pra ele), quando ele retorna ao Barcelona e tem que se firmar com jogador titular. Além das dificuldades usuais, Eric tem que lidar com um Iuguslávo companheiro de time que não se dá muito bem com ele. Pra buscar tranquilidade, Eric se refugia num bairro afastado de Barcelona, onde conhece “Los Juniores” um time de bairro que faz o atleta relembrar seu passado das ruas. Muito legal… O quadrinho de Raymond Reding (falecido em 1999 e criador de outros heróis do futebol como ‘Vincent Larcher’, além do clássico Tintin) e Françoise Hugues é mais sério, mais quadradão e lembra um pouco os quadrinhos da marvel da década de 80. reding Pra acabar, um bom vídeo mostrando outras ligações entre o futebol e os quadrinhos e universo comics:

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Um pouco sobre Madrid e Amsterdam

Como eu havia dito no último post, fiquei enclausurado no aeroporto em Madrid por algum tempo, enquanto aguardávamos o vôo para Amsterdam, e comprei 2 quadrinhos sobre futebol lá. O aeroporto delá é tão grande que tem até Metrô pra te levar de uma plataforma a outra. DSC02543 O futebol na Espanha não fala em outra coisa… As contratações do Real Madrid eram capas da maioria dos jornais. Já aqui em Amsterdam, não se fala muito em futbeol. Mas fui no estádio do Ajax e conheci um monte de moleques fanáticos pelo time. Ah, e ainda no avião, vindo pra cá, conheci um pibe de 14 anos que joga no sub 15 do Málaga, o pai dele veio falar comigo sobre o Corinthians ter sido expulso do torneio que disputaram aqui por treta… Tá vendo, a gente acha que essas coisas não são percebidas né…. malaga Desculpe a pressa, depois escrevo mais… O estádio do Ajax é legal, mas moderninho demais hehehe Abraços MAU! in Europe!]]>

44- Camisa do Brasil de Pelotas

A Camisa de futebol número 44 é do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas, e a comprei na mesma loja que peguei a do SC Ulbra, pela bagatela de R$29,90, ótimo preço por se tratar de material oficial.
Como o cara da loja é gente boa e ainda acompanha os jogos do Ramalhão, vai aqui o fone dele, já que não tem site: (011) 4432-3063, sempre tem coisas boas a preços especiais por lá, fale com o Rubão!

Falando do Brasil de Pelotas, o time foi fundado em 7 de Setembro de 1911, ou seja no momento em que escrevo este post (2009) faltam apenas 2 anos para a grande festa do centenário.
Assim como outros clubes que já retratamos aqui no blog, o Brasil de Pelotas nasceu de uma divergência dentro de outro time, no caso, o Sport Club Cruzeiro do Sul, formado por funcionários da Cervejaria Haertel.
Diz a lenda que tudo foi por causa de um desentendimento de um pequeno grupo que estava colocando uma cerca no campo, enquanto outro permanecia em campo, jogando e negando-se a ajudá-los. Putos Chateados com isso, o grupo que estava trabalhando decidiu montar um novo time.
Como a fundação do novo time se deu no dia da independência, as cores da camiseta seriam verde e amarela. Isso gerou o primeiro motivo de rivalidade com o E.C.Pelotas, que tinha seu uniforme azul e amarelo, muito parecido com o deles.

Pra evitar maiores problemas, o pessoal do Brasil decidiu adotar o vermelho e preto, alusão às cores do Clube Diamantinos. O Brasil de Pelotas é também chamado de Xavantes, graças a um jogo, de 1946, contra o Esporte Clube Pelotas. O E.C. Pelotas seria campeão em caso de vitória.

O primeiro tempo ia acabando e o placar indicava 3 x 1, em favor do E. C. Pelotas. Pra piorar, o Brasil teve o zagueiro “Chico Fuleiro” expulso. Indignados, os jogadores do Brasil interromperam o jogo, o técnico chegou a ameaçar tirar o time de campo. Mas, a própria torcida ficou nas arquibancadas, fazendo com que a partida recomeçasse. Após tanta confusão, o jogo voltou a correr e o segundo tempo viu um Brasil com tamanha gana de justiça que conseguiu virar o placar para 5 x 3, transformando se na mais famosa vitória do time. Ao fim do jogo, a torcida rubro-negra invadiu o gramado, atropelando o alambrado que ficava ao lado das arquibancadas. O fato foi chamado de a INVASÃO DOS XAVANTES (esse era o ítulo de um  filme em cartaz na época, em Pelotas). A partir daí, a torcida adotou a figura do índio xavante, como símbolo do time.

O material sobre o time na internet é muito vasto. Destaque para o site do time: www.brasildepelotas.com , o blog: http://blogxavante.com e o site http://colecionadorxavante.brahmsoftware.com.
O time manda seus jogos no Estádio Bento Freitas, fundado em maio de 1943, e onde cabem hoje 18 mil Xavantes.

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Um ato curioso ocorrido no estádio foi a ameaça do Ministério Público de interdição do Bento Freitas porque a direção do time teria aprovado a venda de bebidas alcoólicas no interior do estádio, nos jogos da Série C, ato proibido por lei. Em se falando de títulos, vale lembrar que o time conquistou o Campeonato Gaúcho de 1919, e foi Vice em 1953, 1954, 1955 e 1983. Além disso, venceram o Campeonato Gaúcho da 2ª Divisão em 1961 e 2004.

brasil 1983

Em 1985, o time fez história com a Máquina Xavante, time que chegou às semi-finais do brasileiro da série A. Existe inclusive um site contando a história do time: http://www.maquinaxavante.com.br.

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O ponto mais triste da história do clube, aconteceu no início de 2009, com o acidente do ônibus da delegação, ocorrido há cerca de 300 km de Porto Alegre (no km 150 da BR-392), e que provocou a morte de um dos maiores ídolos do time, o atacante uruguaio Claudio Milar, do zagueiro Régis Gouveia, e do preparador de goleiros Giovani Guimarães, além de ferir outras 20 pessoas. A equipe retornava de um jogo-treino na cidade de Vale do Sol, onde havia vencido o Santa Cruz do Sul por 2 a 1.
A diretoria do clube até cogitou não disputar o Campeonato Gaúcho de Futebol de 2009, mas assim como na história que deu origem ao apelido “Xavante”, a equipe não desistiu e seguiu em frente. Abalado psicologicamente e com um time sem conjunto, conseguiu apenas uma vitória no campeonato e foi rebaixado para a Série B 2009.

Já escrevemos sobre o livro que narra o acidente (veja aqui o post sobre o livro).

O uruguaio Cláudio Milar era ídolo da torcida, com mais de cem gols marcados com a camiseta do Brasil.
O atacante costumava comemorar os gols homenageando o símbolo do clube, atirando uma flecha para as arquibancadas.

Atualmente o G.E.Brasil possui várias torcidas organizadas como por exemplo Máfia Xavante, Garra Xavante, TOB, Comando Rubro-Negro , TODEX, Camisa 12, Paz Xavante, Mancha Rubro-Negra, Torcida Independente Rubro-Negra, Torcida Organizada Feminina, Índio Xavante, Torcida Raça Xavante, Gaviões da Baixada. Ainda em 2009, o time segue disputando a série C do nacional.
Termino o post com uma breve matéria sobre a torcida Xavante, e deixo os meus sentimentos para que o clube consiga superar a dor do acidente de 2009 e em 2010, possa voltar à primeira divisão do Gaúcho, acredito que terá muita gente torcendo por isso, e eu serei uma dessas pessoas! Força Xavante!!!

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