As Mil Camisas em Louveira

Brasão de Louveira

Nessas idas e vindas pra Cosmópolis feitas nos últimos 13 anos, sempre  arrumo um tempinho pra entrar em alguma cidade no meio do caminho e foi assim que em 2010, acabei visitando Louveira, uma cidade próxima de Jundiaí que possui cerca de 45 mil habitantes e assim pude registrar o Estádio Municipal José Silveira Nunes.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

O nome da cidade se refere a árvore louveira, uma espécie em extinção. Tão em extinção que nem foto da danada eu achei…

A cidade de Louveira tem uma curiosidade: não tem ônibus de São Paulo direto pra ela, e mesmo a Ferrovia, do passado, também não fazia parte dessa ligação.

 

Louveira

Algumas casas antigas relembram o passado da cidade… ou assombram o presente?

 

Louveira

O Estádio Municipal José Silveira Nunes é um estádio muito bacana, mas nunca houve na cidade um time que disputasse as categorias profissionais do futebol.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Possui uma bela arquibancada na região central.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

E um gramado muito bem cuidado, realmente um tapete.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

O estádio já recebeu a Copa São Paulo de Futebol Júnior, tendo o Guarani, o Bahia e o RedBull como mandantes.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Mais recentemente mantém-se focado no futebol amador de Louveira.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Ele também é chamado de “campão”.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Aqui, uma visão de dentro do campo:

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

 

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Suas arquibancadas tem capacidade para 2.500 torcedores.

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Olhando lá da arquibancada pode se ver que ainda há uma linda área verde (pelo menos havia em 2010, será que ela segue por lá?).

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Percebe-se também que eu era mais magro hehehehe

Estádio Municipal José Silveira Nunes - Campão - Louveira

Atualmente, a Prefeitura prometeu uma reforma completa, com instalação de cobertura metálica, reforma na cabine de transmissão, sistema elétrico, pintura, melhoria na iluminação e campo, reforma nos vestiários, guarda corpos e troca dos portões principais. Aguardemos…

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O futebol em Taubaté

Brasão de Taubaté

Nosso rolê pela parte leste do estado de São Paulo, não podia deixar de passar por Taubaté. Mas dessa vez, a idéia não era visitar o Estádio Joaquim de Morais Filho, como já fizemos tantas vezes (relembre aqui a incrível conquista da série A2 de 2015)…

Estádio Joaquim de Morais Filho, o “Joaquinzão”

A ideia era registrar um outro estádio, que também tem grande importância no futebol local. Ficamos no Hotel Baobá, mesmo local de 2015, quando encontramos ali hospedados o time do Votuporanguense e acabamos acordados no meio da madrugada pelos fogos da torcida local (não quer mesmo clicar aqui e relembrar a história?).

Hotel Baobá

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Antes de seguirmos para o nosso objetivo, um pulinho sempre bom, para relembrar a estação ferroviária, que além de histórica é linda!

Taubaté

Estação Ferroviária de Taubaté

Estação Taubaté

E um outro ponto essencial para entendermos o time de hoje, o antigo prédio da Companhia Taubaté Industrial (CTI):

CTI - Companhia Taubatéi Industrial

A Companhia Taubaté Industrial (CTI) nasceu ainda no século XIX (fundada em 4 de maio de 1891 por Félix Guisard, prefeito de Taubaté) e foi precursora do desenvolvimento industrial do Vale do Paraíba e uma das maiores tecelagens da América Latina, produzindo camisas e meias.

Embora a CTI tenha fechado suas portas, deixou de presente para a cidade um marco arquitetônica incrível conhecido como “Edifício Félix Guisard”, uma torre com 12 andares e um relógio no topo, que se tornou símbolo da cidade.

Veja que linda foto da torre, disponibilizada na web pelo Jornal O Vale:

Torre da CTI - Taubaté

A indústria funcionou de janeiro de 1893 (na época com 170 funcionários) até 1983 e seu prédio abriga hoje o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Unitau. A torre do relógio foi tombada pelo Condephaat.

CTI - Companhia Taubatéi Industrial

A Fábrica fez tanto sucesso junto à população local que conseguiu montar um time de futebol, o Clube Atlético Ceteiense (distintivo disponibilizado pelo site História do Futebol):

Clube Atlético Ceteiense

Vale lembrar que outro time da região que existiu graças à indústria do Tecidos foi o Teci Guará (veja aqui nossa visita ao seu estádio).

Teci Guará FC

Outra prova de quão importante foi a produção de tecidos em Taubaté, basta assistir a cena abaixo:

A torcida do Taubaté tem até uma faixa lembrando dessa homenagem:

Made in Taubaté

O CA Ceteiense foi fundado em 4 de maio de 1941, por funcionários da indústria, como forma de lazer. Na época, seu nome era Clube Náutico C.T.I. e depois, CTI Clube.

O time conquistou o primeiro Campeonato da Liga Municipal de Futebol de Taubaté, em 1945 (iria demorar mais 10 anos pra conquistá-lo novamente).

Mas o CA Ceteiense entrou pra história do futebol profissional ao disputar o equivalente à série A2 de 1952:

Campeonato Paulista - Série A2 - 1952 - 5a região

Campeonato Paulista - Série A2 - 1952 - 5a região

Depois disputou a competição equivalente à série A3 de 1954. Encontrei poucas informações sobre essa competição, mas aparentemente o CA Ceteiense disputou a primeira fase na Série F:

Campeonato Paulista - A3 de 1954 - Série F

Pesquisando no arquivo da Folha de São Paulo, o time se classificou para uma segunda etapa, jogando o Segundo grupo.

Campeonato Paulista - Série A3 - 1954

Lá, encontrei até o resultado de um dos jogos contra o time do Rigeza FC:

A3 1954

Aparentemente sua participação terminou nessa fase. E depois dessas duas aventuras, o CA Ceteiense nunca mais retornou ao profissionalismo. Pra piorar, em 1983, a fábrica fechou suas portas e o Ceteiense encerrou sua história.

Assim, nossa missão foi registrar o Estádio Municipal Félix Guisard, a casa do CA Ceteiense.

Estádio Taubaté

Ele ocupa todo um quarteirão e fica bem perto do Estádio Joaquinzão:

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Até uma pequena bilheteria ele ainda preserva:

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

O Estádio Municipal Félix Guisard foi inaugurado em 4 de dezembro de 1943 (num amistoso entre o time da Fábrica Nova 4×2 Fábrica Velha) e fica numa área bem bacana, cheia de árvores.

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

O Estádio atualmente serve de base para a equipe feminina do EC Taubaté, além de oferecer uma série de equipamentos para a prática do atletismo.

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Suas arquibancadas de cimento possibilitam a presença de pouco mais de 3 mil torcedores.

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

O terreno pertencia à própria CTI, o que facilitou bastante. O projeto foi elaborado por Ícaro de Castro Mello, o mesmo que projetou o Ginásio do Ibirapuera.

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Vamos dar uma olhada:

Olhando da arquibancada, ali ao fundo temos o gol da esquerda:

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

O gol da direita, com novos empreendimentos imobiliários já se fazendo crescer no horizonte e prometendo valorizar a área nos próximos anos…

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

E o meio campo:

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

O fim da fábrica e do time, culminou obviamente com grande preocupação em relação ao estádio e demais equipamentos esportivos ali presentes. A solução foi incorporá-lo ao patrimônio público de Taubaté, sob responsabilidade da Prefeitura.

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Atualmente, além de sede das meninas do EC Taubaté, recebe jogos do futebol amador da cidade. Mais um lindo registro de um estádio utilizado no futebol profissional!

Estádio Municipal Félix Guisard - Campo da CTI - Taubaté

Não podemos esquecer que a cidade de Taubaté teve ainda um outro time profissional, o Corinthians Futebol Clube do Vale do Paraíba, fundado em 10 de Agosto de 1998

Corinthians Futebol Clube do Vale da Paraíba - Taubaté

Mas, como o amigo Bruno lembrou, o Corinthians FC nera uma verdadeira salada: chamado de “Corinthians Taubaté”, tinha sede em Tremembé, e mandava seus jogos na cidade vizinha: Caçapava, Estádio municipal Satiro de Oliveira (fotos da fan page “Fotos Antigas Caçapava”):

Estádio municipal Satiro de Oliveira - Caçapava

Estadio Municipal Caçapava

Algumas pessoas ligadas ao esporte local, disseram que o Corinthians FC chegou a usar um outro estádio em Taubaté para treinos, o Estádio da Associação Desportiva Classista da Ford, e fomos até lá, conferir:

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Infelizmente, como tantos estádios e clubes relacionados à indústrias, o campo da ADC Ford não sobreviveu aos tempos atuais, e foi vendido para a iniciativa privada para a futura construção de um condomínio de prédios.

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Mas, em outubro de 2020, o campo ainda estava por lá. Ainda que com uma cerca literalmente dividindo o estádio no meio campo.

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Dê uma olhada:

Sua arquibancada embora quase sumindo em meio à vegetação, segue por lá também.

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Ao redor e ao fundo do campo.

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Do outro lado, ainda estamos falando de uma área rural.

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

A área do que foram os vestiários já foram demolidas, restando apenas escombros…

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Triste fim de uma era, mas que faz parte do tipo de vida que escolhemos como sociedade em tempos atuais.

Associação Desportista Classista - ADC Ford - Taubaté

Antes de irmos embora, uma rápida olhada na pela fachada do Estádio Luiz Bento do Couto.

Estádio Luiz Bento do Couto - Taubaté

Estiva - EC União Operário

EC União Operária

O Estádio é a casa da União Operária Futebol Clube, mais uma vez o Site História do Futebol trouxe o distintivo do clube:

União Operária Futebol Clube - Taubaté

O União Operária Futebol Clube foi fundado em 1 de março de 1933, e é um grande campeão do campeonato municipal de Taubaté.

Pra terminar, algumas imagens do Estádio Joaquim de Morais Filho, pra torcida do Taubaté não reclamar…. Elas são do jogo de 2016 entre o Santo André x Taubaté, num feriado de páscoa, quando o Burro ganhou da gente de 2×0 🙁

Um ano em que o Taubaté fez uma excelente campanha, sendo eliminado nas quartas de final.

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

Pra quem não conhece, recomendo uma visita ao Estádio Joaquim de Morais Filho, carinhosamente chamado de Joaquinzão, um estádio com capacidade atual para quase 10 mil torcedores.

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

Vale lembrar que antes do Joaquinzão, o EC Taubaté mandava seus jogos no Estádio Praça Monsenhor Silva Barros, “O Campo do Bosque“. Vale uma olhada na linda foto disponível na Fanpage Taubaté – SP (foto Rezende Taubaté):

Estádio Praça Monsenhor Silva Barros - Taubaté

Para a construção do Joaquinzão houve uma grande campanha de arrecadação de tijolos e um grande empenho de toda a cidade. Em 14 de janeiro de 1968, o estádio foi inaugurado, com o amistoso São Paulo FC 2×1 EC Taubaté.

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

O recorde de público do estádio aconteceu em 1980 no jogo contra o Corinthians: 21.272 torcedores pagantes. Além das arquibancadas, o estádio também possui uma parte coberta.

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

Recentemente o estádio teve problemas por conta da chuva, que fez uma parte do estádio ser destruída, mas pelo que vi no portal do Globoesporte, as obras já foram feitas pra recuperá-lo.

 Estádio Joaquim de Morais Filho

Quando estivemos por lá, em 2016, ocupamos o agradável setor dos visitantes, com direito a uma aprazível sombra.

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

Ah, esse é o portão de visitantes do Estádio:

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

Existe uma relação de respeito e até amizade entre as torcidas organizadas…

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

E também entre as pessoas, fica aí nosso abraço pro Ronaldo e pra Talita!

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

E um abraço a todos que ainda amam o futebol em Taubaté e mantém viva a chama !!

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

Abraço pro Kiko, aqui de Santo André também!

EC Taubaté x Santo André - série A2 - 2016

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O futebol em Piedade

brasão de piedade-sp

1 de Novembro de 2020.

43 anos completos e um rolê por Piedade com a família para celebrar a data. E já que estamos por aqui, que tal registrar o Estádio Municipal Lino de Matos?

Estádio Municipal Livio de Mattos - Piedade FC - Piedade

Piedade fica na Região Metropolitana de Sorocaba, pouco mais de 100 Km da capital paulista, onde vivem cerca de 55 mil pessoas.

O nome da cidade se deve à Capela da Piedade, erguida em homenagem a uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, que o bandeirante Vicente Garcia, um dos pioneiros a povoar a região, recebeu de presente. A capela deu lugar a uma igreja que acabou dando lugar à atual Igreja Matriz:

Piedade - sp

Piedade foi pioneira e a maior produtora de cebola do Brasil, mas atualmente sua produção é bem variada, com destaque para a alcachofra, o morango, o caqui e a ameixa.

Alcachofra - Piedade

Mas, nos mercados locais, você acha de tudo…

Piedade - sp

Piedade - sp

Mas a cidade vem crescendo ano após ano e já tem um centrinho beeem movimentado.

Piedade - sp

A câmara municipal ocupa o espaço do antigo Club Litterário…

Piedade

Além de comemorar meu aniversário, aproveitamos pra curtir um pouco da natureza local, a começar por essa lua cheia linda que apareceu no meio das nuvens na noite das bruxas…

Piedade

E a turma aqui leva a sério a brincadeira do Halloween kkkk:

HAlloween 2020

A gente ficou num hotel bem bacano chamada Vale do funil, que fica bem no meio da mata. Dá pra andar de bike, fazer umas trilhas e curtir a paisagem…

Piedade

Piedade

Piedade

Passa um riacho no meio do local, e forma umas piscinas naturais bem bacanas!

Hotel Vale da Pousada

Uma série de animais passeiam pelo sítio…

Peru

Vaca

E por falar em animal… Demos um pulinho na “Pedra do Elefante”, que é um lugar bastante visitado:

Piedade

Piedade

Mas, claro que também aproveitamos a estadia para conhecer um pouco do futebol local.

O time mais importante da cidade é o Piedade FC.

Piedade FC

Como o próprio distintivo já informa, o time foi fundado em 15 de setembro de 1925.

Naquele mesmo ano, o time disputou uma partida com a equipe dos Leites FC, mas um lance maldoso acabou machucando a perna de um atleta (que acabaria obrigado a amputá-la) e o futebol deu uma baixada na cidade até o ano seguinte.

Leites FC

A cidade contou ainda com muitos outros times em sua história, como: Operarário FC, Faixa Azul FC, Bandeirante FC, Correas FC, Pingo D’água FC, Tanquinho FC, AR Vila Élvio, Esperança FC, Yara FC, Leites FC, AA Corinthians de Piedade, além do time da Associação Cultural Esportiva de Piedade, a “ACEP-Kaikam“, o “time dos japoneses”:

Kaikam - Piedade

Mas o Piedade Futebol Clube acabou se destacando porque, embora nunca tenha disputado nenhuma das divisões profissionais do Campeonato Paulista, figurou por algumas vezes no Campeonato do Interior, estreando em 1944, na 23ª região:

Campeonato do Interior - 1944, 23ª região

Em 1945, jogou a 10ª região do Campeonato do Interior:

Campeonato do interior - 1945

Em 1946, novamente disputou o Campeonato do Interior, na 2ª zona da 4ª região, dessa vez, com o time abaixo:

Piedade FC 1946

Campeonato do interior - 1946

Em 1947, mais uma disputa!

Campeonato do Interior 1947

Segundo a Revista “Remember – N. 10“, o ano de 1956 é considerado o ano de ouro do futebol para a cidade. O Piedade Futebol Clube entrar pra história ao se tornar Campeão da zona 13 do Campeonato do Interior.

O primeiro desafio do Piedade FC foi a 8ª Região da Zona 13 do Setor 42:

Campeonato do Interior 1956

Pioedade FC 1956

Assim, o time classificou-se para a fase seguinte, reunindo os campeões dos diferentes setores, e novamente saiu vencedor.

Campeonato do Interior - 1956

Piedade FC

A partir daí o caminho ao título maior seria via mata-mata e o adversário que definiria o campeão da 8ª região do Interior era a AA LAranjalense, que lotou seu Estádio para apoiar o time.

O Piedade FC abriu o placar, mas o que se narra na Revista “Remember – N. 10, é que a partir daí o time da AE Laranjalense passou a “descer a bota” mandando dois atacantes do time visitante para o hospital, ainda no primeiro tempo.

Assim, o empate foi questão de tempo. E segundo dizem, em impedimento. O Piedade FC não se abalou e fez 2×1, mas o juiz Raul Nóbrega anulou o gol e a AE Laranjalense chegou à virada antes do intervalo.

Para o segundo tempo seriam apenas 9 jogadores em campo para o Piedade FC. Aliás, 8, já que o zagueiro Carlinhos acabou expulso. Assim, o jogo termina em 5×1 para o time laranjalense.

O jogo de volta prometia uma verdadeira guerra! O Piedade FC chega a fazer 2×0, mas não consegue ir além disso e tirar a diferença do saldo do jogo de ida, encerrando ali os seus sonhos de ser campeão do interior.

Piedade FC 1956

O Piedade Futebol Clube mantém-se ativo no Campeonto do Interior até 1969, quando despede-se das competições da Federação. Esse é o time de 69:

Piedade Futebol Clube 1969

Vale ressaltar um outro time, que nasce em 1961, no dia 20 de maio (quando comemora-se o aniversário da cidade): o Esporte Clube XX de Maio, que também se filiou à Federação Paulista de Futebol para as disputas do Campeonato do Interior. Em 1969, ambas as equipes disputaram o Campeonato do Interior.

Aqui o time de 1962:

Piedade 1962/1963

E aqui o de 1966:

Piedade 1966

1968:

XX de maio de Piedade

Década de 60:

XX de Maio de Piedade

O “Vinte” disputou o Campeonato do Interior até 1978.

Mas como surgiu o Estádio Municipal, responsável por receber todas essas partidas?

No dia 08 de novembro de 1945, o Prefeito Benedito Ayres da Silva adquiriu o terreno onde seria construído o Estádio Municipal,que teve várias etapas para ser concluído,até a sua inauguração.

Estádio Municipal Livio de Mattos - Piedade FC - Piedade

Em 06 de maio de 1951 o Estádio Municipal Lino de Mattos é inaugurado (inicialmente como “Juvenal Lino de Matos”).

Estádio Municipal Livio de Mattos - Piedade FC - Piedade

Aqui, uma foto de um detalhe, disponível no Site da Prefeitura:

Estádio Municipal Lino de Mattos

Estádio Municipal Lino de Mattos - Piedade

Estádio Municipal Lino de Mattos - Piedade

E esse do site Bom dia Piedade:

Estádio Municipal Lino de Mattos - Piedade

Até uma foto mais artística do Pinterest:

Estádio Piedade

No dia da inauguração do Estádio, aconteceram 3 jogos:

A.A.Corinthians de Piedade 4×1 America de Sorocaba.

2º Quadro do Piedade FC 2×1  2º Quadro do São Bento de Sorocaba.

Piedade FC 3×2 EC São Bento de Sorocaba.

Estádio Municipal Livio de Mattos - Piedade FC - Piedade

Aqui, a turma do braço quebrado: Mari e Bia em frente à entrada lateral do Estádio:

Estádio de Piedade

Em 1987, um vendaval atingiu o Estádio Municipal, durante um amistoso entre a Seleção de Piedade x Ituano F.C., onde mais de 5 mil torcedores se faziam presentes.

Os eucaliptos que rodeiam o campo caíram assim como os telhados dos vestiários e outras estruturas, danificando veículos que estavam nao redor e machucando (ainda que sem maior gravidade) várias pessoas presentes.

Em 1993 foi construída uma arquibancada de madeira para aproximadamente 500 pessoas ao lado da arquibancada coberta e em 2000, arquibancadas em alvenaria elevando a capacidade para 5 mil torcedores sentados.

Estádio Municipal Livio de Mattos - Piedade FC - Piedade

Assim, finalizamos nossa visita a mais este templo do futebol local.

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Mais um estádio que vai ao chão…

Leme. Interior de São Paulo.

Mais uma cidade que vê (ou não, já que muraram com biombos todo o entorno) um estádio ao chão…

Mesmo assim, a FanPage Acervo Lemense e o amigo Rafael Murer dividem em imagens e relatos o que acontece com o Estádio Hilário Harder.

Estádio Hilário Harder - Leme

Similar ao que houve no passado em Santo André (quando parte da arquibancada do Estádio Bruno José Daniel foi demolida), o Estádio Hilário Harder foi ao chão, no caso pra dar lugar à nova prefeitura.

No caso do ABC, o fato acabou virando  música do Visitantes

Rafael Murer relembrou a frase que diz “Deus dá o desafio, conforme o torcedor” e disse o seguinte:

Foi no começo do ano, é muito difícil pensar sobre isso, é complicado, porque é história que vai pra traz… Mexe muito comigo.

O Hilário Harder é um estádio que já tinha o sofrimento em seu DNA, no passado um vendaval reitrou parte do telhado dele e depois disso ele nunca voltou a ser o mesmo.

Na época, o estádio ficava no meio do nada, ainda nas ruas de terra…”

O Estádio foi a casa do EC Lemense até o fim da década de 70. Foi ali que a torcida local viu e apoiou a conquista do quarto nível do Campeonato Paulista de 1978 (na época chamado de  “Segunda divisão).

Lemense 1978

Olha a campanha do time naquele ano:

1ª Fase
19/03/1978: Itapira AC 1×0 EC Lemense
25/03/1978: EC Lemense 1×1 Jabaquara
02/04/1978: Barra Bonita 1×1 EC Lemense
09/04/1978: EC Lemense 2×0 Palmeirense
16/04/1978: Guaçuano 0x1 EC Lemense
23/04/1978: EC Lemense 2×0 União de Tambaú
30/04/1978: EC Lemense 2×0 Sete de Setembro
07/05/1978: Capivariano 1×0 EC Lemense
14/05/1978: EC Lemense 4×0 Laranjalense
21/05/1978: EC Lemense 1×1 AC Itapira
28/05/1978: Jabaquara 3×3 EC Lemense
04/06/1978: EC Lemense 2×1 Barra Bonita
10/06/1978: Palmeirense 0x1 EC Lemense
18/06/1978: EC Lemense 1×0 Guaçuano
25/06/1978: União de Tambaú 1×0 EC Lemense
02/07/1978: Sete de Setembro 0x2 EC Lemense
09/07/1978: EC Lemense 1×2 Capivariano
16/07/1978: Laranjalense 0x3 EC Lemense

2ª Fase
30/07/1978: Palmeirense 0x2 EC Lemense
06/08/1978: EC Lemense 4×2 Guaçuano
13/08/1978: Capivariano 0x1 EC Lemense
20/08/1978: EC Lemense 0x1 Itapira AC
03/09/1978: EC Lemense 1×1 Palmeirense
07/09/1978: Guaçuano 0x1 EC Lemense
10/09/1978: EC Lemense 3×1 Capivariano
17/09/1978: Itapira AC 2×0 EC Lemense

3ª Fase
24/09/1978: EC Lemense 0x1 Barra Bonita
01/10/1978: Itapira AC 1×1 EC Lemense
08/10/1978: EC Lemense 3×1 Jabaquara
22/10/1978: Palmeirense 0x1 EC Lemense
08/11/1978: Barra Bonita 0x1 EC Lemense
05/11/1978: EC Lemense 2×1 Itapira AC
16/11/1978: Jabaquara 1×0 EC Lemense
26/11/1978: EC Lemense 1×0 Palmeirense

Final
09/05/1979: EC Lemense 3×1 SE Ilha Solteira
13/05/1979: SE Ilha Solteira 2×1 EC Lemense
16/05/1979: SE Ilha Solteira 1×2 EC Lemense (disputado em Bauru)

Mas, uma das consequências da campanha vitoriosa foi a construção de um novo estádio, o majestoso “Brunão”, que seria palco do bicampeonato em 1980, e essa passa a ser a nova casa do Lemense. Estivemos lá em 2012, vendo o Santo André na Copinha, confira aqui como foi!

A história física se vai, a memória viverá em nossos corações.

 Estádio Hilário Harder

Pra matar a saudades, que tal essas fotos do blog Templos do futebol:

Estádio Hilário Harder

Estádio Hilário Harder

E pra ter ideia de como está a situação, veja esse vídeo do Jornal Atual!, de Leme:

Eles estão vencendo?

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O futebol em Rio das Pedras

Rio das Pedras

24 de outubro de 2020. É dia de conhecer mais um templo do futebol do interior de São Paulo: o Estádio Municipal Massud Coury, na cidade de Rio das Pedras!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

A cidade fica bem próxima de Piracicaba e se você perceber, ela tem uma guardiã logo na entrada…

Rio das Pedras

Uma simpática coruja que nos deu as boas vindas a este lugar tão importante para o interior de São Paulo.

Coruja em Rio das Pedras

Andar por essas bandas é reviver a história de locais por onde viviam, num primeiro momento, os índios e, na sequência, tropeiros / bandeirantes em busca de pedras preciosas e também na tentativa de escravizar esses indígenas locais. Esse é um assunto pouco falado no Brasil, que merece sempre uma lembrança, usando essa pintura de Jean-Baptiste Debret:

Jean-Baptiste Debret

Como tudo era feito na caminhada, locais para descanso eram estratégicos, e logo a casa de uma família de lavradores ficaria conhecida como “Pouso do Rio das Pedras“.

Mas o tempo é o senhor da vida e tão rápido quanto os índios locais foram expulsos, escravizados ou exterminados, o progresso chegou materializado na Ferrovia. Nascia a Estação Rio das Pedras que segue por lá…

Rio das Pedras

A estação colaborou para a chegada de mais pessoas criando um povoado que daria origem à Freguesia do Senhor Bom Jesus de Rio das Pedras, porque além de eliminar a cultura indígena, nosso povo sempre deu um jeito de incluir a religião na história.

Essa é a Paróquia Senhor Bom Jesus De Rio Das Pedras:

Rio das Pedras

A qualidade das terras trouxe a cafeicultura para a região, e com ela escravizados africanos num primeiro momento e imigrantes (principalmente italianos), a partir da proibição da escravização.

O crescimento populacional fez a freguesia se tornar distrito do Município de Piracicaba, depois, elevado à Vila de Rio das Pedras, e finalmente à categoria de cidade em 19 de dezembro de 1894.

O declínio do café trouxe a cana-de-açúcar como acultura dominante da região para atender as Usinas que ali se estabeleceram (Usina São José, Usina Nova Java e Usina Santa Helena).

Claro que a Raizen já chegou por ali e dominou a produção local.

Usina Santa Helena - Raízen - Rio das Pedras

Atualmente, além das usinas, novas empresas tem se estabelecido na região, como a Hyundai. Assim, a cidade segue seu rumo ao futuro… Sem esquecer do seu passado.

Rio das Pedras

E um olhar pro passado não pode ser feito sem deixar de se lembrar do futebol local.

Passaram pela cidade 5 times usando o nome “Riopedrense“.

O primeiro deles a Associação Atlética Riopedrense foi fundada na década de 20.

AA RiopedreenseO time jogou diversas competições municipais e também com times da região. Encontrei essa foto na Fanpage “Rio das Pedras antiga”. Seria do time de 1934:

AA Riopedrense

Nestas primeiras décadas de existência, jogadores como o goleiro Civolani e o zagueiro Dito Boi (nos anos 20), Lio Roncato (nos anos 30) e Luis Paris e Osvaldo Miori (nos anos 40) entraram para a história local. Esse foi o time de 1940:

AA Riopedrense

A partir de 1942 passou a disputar a 15a região do Campeonato do Interior, até 1944. O time nunca chegou a se classificar para a segunda fase, já que essa era uma das regiões mais difíceis, visto que jogavam os times de Piracicaba, Santa Bárbara do Oeste, Capivari e Indaiatuba.

Só nos anos 50 o time realizou campanhas expressivas, como o bicampeonato da “Liga de Capivari”, a “Ituana“, que era a primeira fase, regional do Campeonato do Interior, de 1953 e 1954:

AA Riopedrense - bicampeão da Ituana

Em 1954, após ser campeão da “Ituana”, foi jogar a final da região com o XI de Agosto de Tatuí e sagrou-se campeão na melhor de 3 partidas (derrota por 4×1 em Tatuí, vitória de 3×1, em Rio das Pedras e 2×0 no jogo decisivo, dia 4 de abril de 1954). Destaque para os jogadores Áureo, Rugia e Joãozinho Migriolo e Antonio Furlan.

Leia mais sobre essa época no site de Luiz Barrichelo, um apaixonado pela cidade pelo time!

Outra boa matéria sobre a época saiu na “Revista Nossa“, lá de Rio das Pedras mesmo.

A Riopedrense - 1954

Mas, a AA Riopedrense acabou fechando suas portas e o time a representar a cidade no futebol a partir de 24 de junho de 1968, passou a ser o Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge.

Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge - Rio das Pedras

Era o time formado pelo pessoal da própria Usina São Jorge, que hoje se encontra em ruínas…

Usina São Jorge

Mais do que manter o futebol ativo, o time da Usina São Jorge levou a cidade ao futebol profissional pela primeira vez na história, disputando a série A3 em 1975 e 76.

O amigo Roberto (pesquisador do time do Primavera de Indaiatuba) nos enviou um belo registro do empate em 1×1 entre o São Jorge contra o Primavera de Indaiatuba, em Indaiatuba, pelo campeonato de 76:

Primavera 1x1 São Jorge - 1976

Ainda segundo as pesquisas do Roberto, o resultado do jogo de volta, em Rio das Pedras, no dia 3/10 foi um novo empate: Usina São Jorge 0 x 0 Primavera.

O resultado mais desastroso foi: A.E. Laranjalense 7×1 Usina São Jorge. Assim, compunha o seu grupo:

Campeonato Paulista série A3 - 1975

Com o fim do Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina São Jorge, surge o segundo time homônimo: a Associação Atlética Riopedrense.

AA Riopedrense - Rio das Pedras

Se por um lado, os dois times homônimos não guardam nenhuma relação entre eles, a população local acabou abraçando de coração esta segunda agremiação, fundada em 7 de junho de 1977, por Antenor Soave.

Iniciou sua história disputando o Torneio Alfredo Metidieri, naquele mesmo ano de 1977.

Torneio Alfredo Metidieri 1977

Torneio Alfredo Metidieri

A então “refundada” Associação Atlética Riopedrense também levou a cidade ao futebol profissional!

A sua estreia aconteceu no quarto nível do futebol paulista (a atual série B) de 1977, que teve o Primavera de Indaiatuba como campeão. Aliás, obrigado ao Roberto e ao Michael por passarem os resultados:

Campeonato Paulista - 4a divisão - 1977

No ano sequinte jogou o quinto nível do Campeonato Paulista (o que um dia foi a série B2) de 1978. Este campeonato era chamado de “Terceira Divisão“, mas acima dela existiam 4 outros níveis: o Campeonato Paulista de Futebol, a Divisão Intermediária, o Campeonato Paulista da Primeira Divisão e o Campeonato da Segunda Divisão.

Veja como foi a boa participação na estreia do time:

Campeonato Paulista – 5a Divisão - 1978 - Grupo B – 1a fase

Campeonato Paulista – 5a Divisão - 1978 - Grupo B – 1a fase

Classificado para o octogonal decisivo (o Dracena foi eliminado), o time terminou em 3o lugar!

Campeonato Paulista - 5a divisão - 1978

Campeonato Paulista - 5a divisão - 1978

Nesse ano, a rivalidade com a Saltense foi elevada à décima potência, já que a vitória sobre eles no último jogo, quando lideravam o Grupo, deu o título ao Cruzeiro. Olha que bela história contada por um torcedor da época:

“O primeiro jogo foi em Salto, e junto ao time, uma pequena torcida se deslocou para aquela cidade. A torcida da Saltense, pra ajudar o time, naquele dia humilhou e maltratou o nosso time e também a nossa pequena caravana de torcedores
Voltamos derrotados e humilhados a Rio Das Pedras.

Jogo de volta, o troco. Sem ninguém combinar nada, a cidade se uniu em dar uma recepção melhor a que tínhamos recebido lá em Salto

Dia do Jogo!!!!!!!!!!
Horas antes do jogo, o povo de RdP já estava em peso na frente do Estádio.
E sem nenhum líder, fez um grande corredor Polonês a espera de “nossos convidados”. E eles todos chegaram, o time e mais de dez ônibus de torcedores, isso fora uma caravana de automóveis, seguramente mais de 400 pessoas.

Pois bem…..Hora do troço……….
Conforme iam chegando, tinham que passar pelo corredor montado pelos Riopedrenses, e aí uma chuva de tapas e tabefes e alguns chutes no bum-bum.
Apanharam, antes, durante e depois do jogo, em que o Cacique da Ituana (a AA Riopedrense) saiu vencedor.

Terminado o jogo, os torcedores da Saltense se recusaram a sair do Estádio, pois o corredor novamente estava a sua espera, e somente com a chegada do Batalhão de Choque e do Canil da PM de Piracicaba, enfim deixaram o Campão em segurança, e lógico que com alguns pneus furados e algumas portas amassadas.
Nem o Riopedrense e nem a Saltense, se sagraram campeãs naquele ano, mais o jogo entrou para a história.
O TROCO FOI DADO.”

Em 1979, mais uma disputa da quinta divisão, classificando-se para a 3a fase!

AA Riopedrense

Campeonato Paulista - 5a divisão -1979

Campeonato Paulista - 5a divisão -1979

Campeonato Paulista - 5a divisão -1979

Chegamos a 1980 e as mudanças na estrutura do futebol paulista levam a AA Riopedrense a disputar o terceiro nível do futebol paulista, a atual série A3, que tem o CA Lemense como campeão.

Série A3- 1980

Em 21 de novembro, ainda foi disputado um amistoso: AA Riopedrense 1×4 Comercial (Ribeirão Preto).

Jogou a A3 ainda em 1981, que teve o Cruzeiro FC como campeão. Mais uma vez as pesquisas do amigo Roberto e do Michael nos ajudaram a dividir com você, os resultados:

Campeonato Paulista - Série A3 - 1981

Em 1982, mais uma A3, com o Barra Bonita campeão. E a AA Riopedrense realizou uma boa campanha!

Campeonato Paulista - Série A3 - 1982

Chegou a disputar a segunda fase do campeonato…

Campeonato Paulista - Série A3 - 1982

E em 1983, com o CAL Bariri campeão, a AA Riopedrense termina aí sua participação no futebol profissional.

Campeonato Paulista - Série A3 - 1983

Campeonato Paulista - Série A3 - 1983

Além das 2 AA Riopedrense, outros 3 times mais recentes resgatam o nome e o futebol local.

Este é o  Clube Atlético Riopedrense, fundado em 10/07/2013 e que tem jogado o amador.Clube Atlético Riopedrense

Outro, também dedicado ao futebol amador é o Clube Riopedrense de futebol.

Clube Riopedrense de futebol

E por fim a Associação Olímpica Riopedrense:

Associação Olímpica Riopedrense

E a casa do futebol local em Rio das Pedras desde tempos antigos até hoje é o Estádio Municipal Massud Coury!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Mais uma bilheteria pra nossa conta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

O Estádio segue muito bem cuidado, com sua bela arquibancada coberta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Pra se ter ideia geral do campo, olhando da arquibancada, esse é o gol esquerdo:

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Aqui o meio campo, onde podemos perceber o sistema de iluminação.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

E aqui, o gol do lado direito:

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Vamos experimentar um role entrando no estádio desde a rua:

Aqui, uma visão do lado oposto, para se admirar a lindíssima arquibancada coberta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

A visita a um estádio como esse dá uma sensação muito bacana… Muita energia boa envolvida, muitas imaginações e imagens vêm à minha cabeça, como eu costumo dizer “saudades do que eu não vivi”.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

E ao mesmo tempo me sinto honrado em poder estar num estádio que teve tanta história no passado e que ainda tem feito a alegria de quem gosta de futebol em Rio das Pedras.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Olha os bancos de reserva ali atrás, que bacana!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

 

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Tentei registrar o estádio no maior número de ângulos possíveis pra tentar dividir com quem não conseguiria viajar até Rio das Pedras, mas que adoraria saber como é andar por ali…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Aqui, eu estou atrás do gol, e se você estivesse ali e se virasse para olhar pra traz, veria que ao fundo do estádio está o ginásio de esportes da cidae, que aliás estava em reforma.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Ali, aparentemente estão os vestiários em azul.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Enfim, só nos resta admirar a vista do Estádio Municipal Massud Coury, sonhando com alguma iniciativa meio doida de levar novamente o futebol da cidade ao profissionalismo. Quem sabe com um dos times que jogam por lá atualmente…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Vamos embora, levando no coração e na memória um pouco de tudo isso que ouvimos, que vimos e que lemos…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

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O futebol em Jacareí

Jacareí

Outubro de 2020, aproveitando o entorno da Via Dutra, paramos pra almoçar em Jacareí e fomos mais uma vez tentar registrar o Estádio Stavros Papadopoulos, a casa do JAC!

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

A história de Jacareí está diretamente ligada à busca de ouro e metais preciosos no interior do Brasil, já que ficava no antigo caminho para as “minas gerais”, servindo de pousada para tropeiros.

A partir do século XVIII, viu o café ganhar espaço e movimentar a economia local. A Ferrovia também ganhou espaço pra movimentar cargas e pessoas.

Jacareí

O nome da cidade é uma referência aos jacarés nas lagoas e no Rio Paraíba do Sul, já que Jacareí em Tupi seria “Icare-ig” ou “Rio dos Jacarés”.

O futebol fez parte da cultura local desde muito cedo, quando no ano de 1917, três funcionários da Fábrica de Meias Elvira montaram um time que viria a se oficializar em 27 de julho de 1920 como o alvi-rubro Esporte Clube Elvira.

EC Elvira - Jacareí

EC ELvivra

Em sua “primeira fase”, além de vários amistosos e campeonatos locais o EC Elvira disputou desde 1921 o Campeonato Paulista do Interior e no ano de estreia não passou da primeira fase perdendo os dois jogos (18/12: Caçapavense 3×1 EC Elvira e 8/1: Taubaté 3×2 EC Elvira), assim como em 1922, ainda que aqui tenha realizado uma campanha melhor que no ano anterior:

Campeonato Paulista do interior - 1922

Campeonato Paulista do interior 1922

Em 1923, foi ainda melhor, sendo vice campeão da Zona Central do Brasil.

Campeonato do Interior 1923

Campeonato do Interior 1923

Em 1924 o campeonato do interior não foi realizado, e em 1925, finalmente o EC Elvira consgeuiu sagrar-se campeão do seu grupo, a 5a região, indo pra fase final.

Campeonato do Interior 1925

Campeonato do Interior 1925

Em 1925, Jacareí viu mais um time participar do Campeonato Paulista do Interior: o Esperança FC.

Esperança FC - Jacareí

O Esperança FC foi fundado em 1910 e chegou a ter seu estádio, que anos mais tarde seria o campo do Ponte Preta de Jacareí (falaremos deles na sequência). Aqui, uma imagem do campo, já na época do Ponte Preta:

Estadio do Esperança FC - Jacareí

Chegamos em 1926, um ano muito importante para o EC Elvira, pois ele sagrou-se campeão do Campeonato Paulista do Interior, em um campeonato meio bagunçado já que na fase final dois times deram WO.

Campeonato do interior APEA 1926

Campeonato Paulista do Interior 1926

Com o título, o EC Elvira disputou a Taça Competência contra o Palestra Itália (campeão da série A1). O Palestra  havia sido campeão com 100% de aproveitamento e venceu fácil por 9×0, mas mesmo assim, o EC Elvira cravou seu nome na história.

Em paralelo ao Campeonato Paulista do interior da APEA, houve o Campeonato do Interior da LAF (Liga dos Amadores de Futebol) e quem estava lá era o Esperança FC, que terminou em segundo da Região D (o Taubaté foi o campeão do grupo .

Campeonato Paulista do Interior da LAF - 1926

Em 1927, o EC Elvira não passou da primeira fase (que teve a AE Guaratinguetá como campeã do grupo).

Campeonato Paulista do Interior 1927

E o Esperança FC seguiu jogando o Campeonato do Interior da LAF, sagrando-se campeão da seção, mas acabou entregando os pontos (não descobri o porquê) para o Hepacaré, num jogo que seria no dia 27/11.

Campeonato do Interior da LAF - 1927

Em 1928, o EC Elvira abandonou o Campeonato do Interior e só voltaria a disputar em 1930, e deu uma grande confusão no seu grupo (a 8a região). Havia a necessidade de um jogo desempate entre EC Elvira e a Caçapavense, mas esta se negou e por isso a APEA classificou o time de Jacareí. Na segunda fase, o EC Elvira bateu o Taubaté por 4×2. O time só acabou eliminado na semifinal em uma partida que foi batido por 5×2 pelo Paulista de Jundiaí.

Em  1931, sequer passou da primeira fase e só voltou a disputar o Campeonato em 1942, jogando a 24a regIão, que teve o Taubaté como campeão.

Esse ano teve como novidade a participação do (é “do” mesmo e não “da”) Ponte Preta FC!

Ponte Preta FC - JAcareí

O time nasceu em 1933, quando o Esperança F.C. fechou suas portas e pra não deixar a cidade sem futebol (lembrando que o EC Elvira nem vinha jogando o Campeonato do Interior nesse período) a população local se uniu e contando com o apoio de Alfredo Schurig fundaram o Ponte Preta Futebol Clube, herdando o estádio do Esperança FC.

Em 1973, os herdeiros do Sr. Schurig, após uma grande batalha jurídica conseguiram “tomar” o campo. O time conseguiria um novo estádio com o apoio da Prefeitura.

Ponte Preta FC de Jacareí

Ponte Preta FC de Jacareí

Ponte Preta de Jacareí

Em 1943, novamente participaram do Campeonato do Interior o Ponte Preta FC e o EC Elvira (que decidiu a vaga para a fase final com o Taubaté, sendo derrotado por 2×0).

Em 1944 e 45 novamente o Taubaté foi o classificado do grupo da 24a região, que além de Ponte Preta FC e EC Elvira, teve a participação de uma outra equipe de Jacareí, o EC Pedra Santa! Em 1946, os 3 seguiram na disputa que teve o Cruzeiro FC como campeão do grupo, e em 47, seguiram na disputa que teve o União FC (Mogi) como classificado.

Ao chegarmos nos anos 50, 0 EC Elvira entra pra história do futebol profissional ao disputar a série A3 em 1956 (com o time abaixo), 57 e 60.

EC ELvivra

Graças às mudanças nos sistemas de disputa, o EC Elvira chegou ainda a jogar a A2 em 1958, 59, 61 e 62, sempre com campanhas abaixo da média.

Campeonato Paulista série A2 - 1958

Campeonato Paulista Série A2 1959

Campeonato Paulista Série A2 - 1961

Campeonato Paulista - Série A2 -1962

A partir daí o time se manteve apenas em disputas do amador.

EC Elvira 1979

O EC Elvira mandava seus jogos no seu Estádio Antonio Jordão Mercadante, inaugurado em 13 de abril de 1924, num amistoso contra o Palestra Itália da Capital (1×1).

Estádio Antonio Jordão Mercadante

Embora tenha sido demolido em 2014 o pessoal do Jogos Perdidos esteve por lá em 2005 e fez um incrível registro desse lindo estádio:

Estádio Antônio Jordão Mercadante - Jacareí / SP. Foto- Orlando Lacanna.jpg

Estádio Antônio Jordão Mercadante - Jacareí / SP. Foto- Orlando Lacanna.jpg

Estádio Antônio Jordão Mercadante - Jacareí / SP. Foto- Orlando Lacanna.jpg

A cidade só voltaria a ter um representante nas competições profissionais da FPF com o Jacareí Atlético Clube.

Distintivo do Jacareí AC

O Jacareí Atlético Clube foi fundado em 27 de outubro de 1980 e nasceu de um jeito muito louco, quando os apresentadores da Rádio Clube Jacareí lançaram a ideia de um novo clube e os primeiros ouvintes que ligaram se tornaram conselheiros do clube.

Logo, o time passou a jogar a série A3 do Campeonato Paulista, já em 1981.

Ficou na série A3 até 1988, quando sagraram-se campeões subindo para a série A2:

Jacareí Atlético Clube - campeão 1988

Em 89 a campanha foi bastante irregular e acabou rebaixando o time de volta à série A3,

Campeonato Paulista - Série A2 - 1989

Campeonato Paulista - Série A2 - 1989

Eram 2 grupos (que se denominavam série A e série B) que jogavam dentro de cada um e entre eles, terminando com a seguinte classificação:

Campeonato Paulista - Série A2 - 1989

O JAC permaneceu na série A3 até 94, quando foi rebaixado para a série B (a quarta divisão) e a partir daí oscilou chegando até a sexta divisão (que já não existe mais).

Durante todo esse tempo, o Jacareí Atlético Clube mandou seus jogos no Estádio Antonio Jordão Mercadante até 2001, quando um novo estádio foi construído, pela Sports International, que geriu o clube até 2005.

Trata-se do Estádio Stavros Papadopoulos, cujo nome homenageia um dos empresários da Sports International, e como disse no início do post, nossa missão era finalmente fotografar a casa do JAC!

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

O Estádio Stavros Papadopoulos foi inaugurado em 27 de maio de 2001 em um 1×1 entre o Jacareí AC e OSAN (Indaiatuba).

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

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Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

A capacidade do Estádio Stavros Papadopoulos é de cerca de 4.500 torcedores.

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

Ainda que mais uma vez não tenhamos conseguido entrar no Estádio, foi possível uma mínima visão de suas arquibancadas!

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

Além de toda a história ligada ao futebol, o Estádio temum charme a mais: dizem que é mal assombrado! As pessoas (atletas e funcionários) dizem ouvir barulhos estranhos e ver vultos no local. Alguns dizem que isso é porque o estádio foi construído em cima de um sítio arqueológico indígena. Nós estivemos por lá sozinhos e não vimos ou ouvimos nada de anormal.

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

Fica pelo menos o registro, e prolongada a nossa missão de adentrar ao estádio…

O Estádio possui arquibancadas nas duas laterais do campo.

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

Os últimos anos do Jacareí AC foram tristes, uma vez que permaneceu disputando as divisões inferiores, sem grandes campanhas, até que em 2014 a Prefeitura (responsável pela administração do estádio desde a saída da Sports International) interditou o local, após uma briga entre torcedores do São José (que utilizava o estádio pela série A2) e do Guarani evidenciarem a necessidade de melhorias.

O JAC teve que mandar seus jogos nas cidades vizinhas e decidiu pedir liçensa das disputas profissionais até que consigam arrumar o Estádio.

Estádio Stavros Papadopoulos - Jacareí Atlético Clube

Por hora… Ficamos na torcida…

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Desligue o computador e vá ler um livro!

Por uma questão “logí$tica” eu falo muito das divisões de acesso do futebol paulista, mas é sempre bom poder ver iniciativas que registrem esse cenário em outros estados.

E pra quem gosta desse assunto e quer focar no Rio de Janeiro, esta é uma ótima oportunidade: Da lama à grama, do Kleber Monteiro.

Da Lama à Grama

Um retrato atual, próximo e real feito por quem vive e se diverte com a realidade (cada vez mais difícil) da Terceira Divisão do futebol carioca, onde o autor divide suas experiências acompanhando as partidas, desbravando estádio e apresentando personagens.

E se o autor vai pro lançamento do livro com a camisa do Discharge…. aí ficou imperdível mesmo!

Kleber

O livro foi produzido pela Vilarejo Metaeditora, e ganhou uma grande ajuda na sua divulgação: uma cobertura feita pelo pessoal do Museu da Pelada!

Aos interessados em adquirir: contate o próprio autor (do it yourself, mano!) pelo WhatsApp (21) 997915589. O preço do livro é R$ 50 aos quais somar-se-ão os custos de envio.

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