
Bem vindos à Tietê, uma cidade localizada há pouco mais de 100 km de São Paulo, com uma população estimada, em 2018 em pouco mais de 41 mil habitantes e que nasceu às margens do rio Tietê…

Ali, às margens do rio, também podemos encontrar um pouco da história do futebol paulista, afinal praticamente na cabeceira da Ponte Grande, está construído o “Estádio José Ferreira Alves”.

Vamos dar uma olhada, mas sem álcool!

O Estádio José Ferreira Alves é a casa do time que defende as cores da cidade, o Comercial Futebol Clube (visite a página do Instagram deles pra novidades!).

O Comercial Futebol Clube foi fundado em junho de 1920 e por 20 anos mandou seus jogos no estádio localizado em frente à Santa Casa de Misericórdia (atualmente o Educandário “Rosa Mística”), como se pode ver (ou tentar imaginar) nessa foto da década de 20:


Finalmente inaugurou, em 1940, o “Estádio da Ponte Grande“, que viria a se transformar em “Estádio José Ferreira Alves”, em homenagem a um de seus fundadores. Aqui, o pessoal fazendo o nivelamento para o estádio:

O nome do time é uma homenagem ao Comercial de Ribeirão Preto e também a Rua do Comércio, onde nasceu o clube.

A história do time é muito rica, com grandes nomes tendo passado por ali.

Atualmente, o maior nome é o do presidente do clube. Esta é a vaga de estacionamento de ninguém menos que César Sampaio.


O Estádio José Ferreira Alves, apelidado como “Ferreirão” possui capacidade para 4.500 torcedores, mas pode receber melhorias e ampliação caso o plano de César Sampaio, de levar o time de volta ao profissionalismo em 2020, se realize.

Aqui dá pra se ver melhor o campo todo:

Usando como base o livro “Os esquecidos“, a estreia do Comercial FC em competições da Federação Paulista acontece em 1943 no Campeonato do Interior daquele ano, quando jogou o grupo da 23ª região, que teve como campeão a equipe da AA Saltense.

Em 1944, novamente jogou o grupo da 23ª região, que dessa vez teve como campeão o EC São Martinho de Tatuí.

Em 1947, mais uma participação no Campeonato do Interior.

Aqui, o time de 1957:

A estreia do Comercial FC no profissionalismo se deu em 1962, na Terceira Divisão, que equivalia ao quarto nível do futebol, classificando-se para a fase seguinte ao vencer a 2ª série da fase inicial do Campeonato, ao lado do CA Usina Santa Bárbara, Capivariano, Portofelicense e Sorocabana de Mairinque.

Ainda assim, perdeu o título para o CA Usina Santa Bárbara por apenas 2 pontos.


Em 1963, mais uma vez classifica-se para a fase final…

Mas termina em último do grupo final.

Esse foi o time de 1963:

Em 1964, classifica-se para a próxima fase de novo…

Mas não consegue chegar às finais, terminando em 4º lugar.

Em 1965, não passa da primeira fase, mas em 1966, volta a se classificar não apenas para a segunda fase…

…como também para a terceira e final.

Infelizmente e inesperadamente o Comercial FC desiste da disputa na fase final…

O Comercial FC ainda permanece nessa série até 1969, quando se licencia do profissionalismo. Seu retorno ocorre em 1978, em uma terceira divisão que agora representava o 5º nível do futebol paulista. E se em 1978, não se classifica para a segunda divisão, em 1979 mais uma vez chega lá!

Na segunda fase acaba na quinta colocação do grupo.

Em 1980, a Terceira divisão passa a representar o terceiro nível do futebol paulista, e Comercial FC passa a desenvolver campanhas apenas medianas, mas classificando-se para a segunda fase em 1982.


Em 1983, o campeonato estava no Grupo Amarelo e foi campeão do primeiro turno.

Assim, teve que jogar contra o campeão do 2º turno: a União Esportiva Funilense de Cosmópolis!

Vencendo a Funilense, o Comercial FC classificou-se para a fase final, terminando na 5ª colocação.

Em 84, mas uma bela primeira fase (no grupo onde estava o futuro campeão Capivariano)!

Mas o Comercial FC de Tietê não passou da segunda fase.

Em 1985, o time licencia-se do Campeonato. Em 1986, classificou-se em primeiro no Grupo Vermelho.

Mas, o time de Tietê tem uma má campanha na 2ª fase.

Em 1987, o Comercial FC não passa da fase de grupos, e joga com o time abaixo:

Em 1988, o terceiro nível passa a se chamar Segunda Divisão.
Em 1989, licencia-se do profissionalismo e na década de 90, o time de Tietê disputa apenas as edições de 1990 e 1993, sequer se classificando para a segunda fase, o que novamente o leva a se licenciar.
Aqui, momento memorável, na final da Copa José Farah, onde bateu o Capivariano por 3×0, sagrando-se campeão.


Em 2001, o time retorna ao profissionalismo, jogando a 6ª divisão e faz uma incrível primeira fase!

Mas mais uma vez, faltou gás para o time tornar-se campeão (o título da 6ª divisão de 2001 acabou com o Corinthians B).

Em 2002, mais uma edição da série B3, a 6ª divisão do Campeonato Paulista. Mais uma vez, o time passa da primeira fase e classifica-se para as quartas de final.

Nas quartas de final, o Comercial FC enfrentou o time B da Portuguesa, e perdeu de 4×0 em Tietê e depois ainda conseguiu vencer por 2×1 no Canindé, mas a vaga na semi final era mesmo da lusa. E assim, o time acabou se licenciando até os dias atuais. Esse foi o time de 2002:

Fomos conhecer o Estádio José Ferreira Alves, para tentar ver essa história um pouco mais de perto.

Em 1988, pelo que a placa indica, a Prefeitura realizou algumas melhorias no Estádio.

Tivemos a sorte de encontrar pela cidade um dis diretores que nos falou um pouco sobre o “Projeto Cidadãos do futebol” focado no futebol como instrumento de melhoria da vida dos jovens. Ta aí a camisa!

O campo está muito bem cuidado e pode voltar a receber partidas profissionais.

Só não sei se existe um lado “visitante”… Talvez se existir um projeto de entrada pelo lado do fundo.

Aqui é a visão da entrada do campo.

Os bancos de reserva:

Na lateral do campo, a beleza da mata do entorno do rio…

O mesmo rio que as vezes gera certos prejuízos…

Mas, temos aí mais um exemplo de um estádio que soube se manter ativo mesmo com o passar de tanto tempo, e que pode, bem no centenário do Comercial de Tietê, voltar a receber partidas oficiais.

O time de 2015:

Uma prova de que as coisas podem estar caminhando é o o time sub 17, que disputou os campeonatos em 2018.

E aqui o time de 2021:

Vamos embora, com a esperança de voltar a ver um jogo aqui! Boa sorte!























































































































































Já no caminho de volta, e depois de percorrer 20 cidades e registrar seus estádios (
Ruas desertas (afinal era um domingo pós feriado)….
Deu pra conhecer a antiga estação ferroviária…
O coreto central faz a memória voltar a outros tempos…
As construções de tempos atrás fazem parte da realidade do dia-a-dia atual:
E lá está uma das igrejas da cidade:
Olha que diferente essa parte da cidade, uma rua larga, arborizada, lembra até as cidades históricas de Minas Gerais.
E assim, caminhando pela cidade, chegamos ao nosso objetivo: o Estádio João dos Santos Meira:
É… faltou uma sinalização deixando claro o nome do estádio, mas…. Aí está! Pelo que eu pesquisei, a entrada do estádio foi reconstruída, e infelizmente não encontrei nenhuma imagem de como era antigamente…
O Estádio também chamado de “Estádio Municipal da Mogiana“, foi a casa do EC Mogiana (que não chegou a disputar nenhuma competição profissional) e também do Esporte Clube Corinthians de Casa Branca.
O EC Corinthians foi fundado em 7 de março de 1958 e disputou cinco edições do campeonato paulista da série A3 (de 1980 a 84) e disputou duas edições do campeonato paulista da quinta divisão (1978 e 79). Aqui, uma imagem do time juvenil, na década de 60:
Atualmente o clube participa apenas de competições de futebol amadoras. Pesquisando pela Internet, vi que é possível
Vamos adentrar e conhecer um pouco mais do estádio:
Lá do outro lado, também existem dois lances menores de arquibancada ao lado do banco de reservas:
Esse é o gol do lado esquerdo:
Aqui, o gol da direita:
Essa é a arquibancada lateral. Poucos degraus, mas aparentemente foi refeita (cimento ainda tá claro).
Aqui, os bancos de reserva:
Ainda existe uma mini estrutura (aquelas duas casinhas a esquerda):
A molecada tava mandando uma disputa de penaltys na hora da nossa visita:
E com esse último olhar do estádio do EC Corinthians de Casa Branca, fechamos nosso rolê de independência.
21 cidades visitadas. Nem todas com estádios abertos à visitação, mas fizemos o possível para ao menos registrar algumas imagens.
Já temos novos assuntos pra postar por aqui, novos estádios, camisas e times… É só achar um tempo pra preparar todo esse material … Abraços!






































































































































A cidade abriga uma população de 41 mil pessoas.
Infelizmente chegamos tarde e já estava escurecendo…
Conseguimos apenas passar pelo Estádio do Complexo Esportivo Municipal, que não chegou a receber jogos pelas competições oficiais da Federação Paulista de Futebol…
A última brecha de sol…
Por sorte, o amigo Nagib Miguel Neto, conseguimos algumas fotos do campo, em tempos atrás, quando ele era
Uma pena, pois deveremos voltar para registrar melhor a casa da Associação Atlética Ituveravense, o “Tigre do Ramal” (o apelido era porque o time ganhava todos os torneios que aconteciam nas cidades por onde passavam os trens da mogiana). Na torre da entrada do campo da A.A.I havia um desenho de um tigre, retirado nos anos de 1970.
A Associação Atlética Ituveravense foi fundada em 25 de janeiro de 1926.
Chegou a montar grandes esquadrões, com destaque para o time de 1966 que chegou à final da A3 do Campeonato Paulista contra a Internacional de Limeira.
Esse era o time de 1966:
Mas, a final só foi realizada em 1967, então vale destacar o time deste ano:
Pude conversar com o ex jogador Antonio Carlos Milano, o goleiro Tomires, da foto acima (que depois jogaria por outros times como o Comercial de Ribeirão Preto).
Existe uma controvérsia a respeito dos jogos e ainda não encontrei nenhum documento que me responda quem venceu o jogo de volta.
O que se sabe é que a Ituveravense venceu o jogo de ida, e no site da Federação, ambos os times são apresentados como campeões daquele ano, ganhando o direito de disputar a série A2 de 1967.
Resta confirmar quem venceu o segundo jogo. Seo Tomires (o goleiro daquela partida) garante que eles venceram os dois jogos, enquanto a Inter cita na campanha do título uma incrível virada no segundo jogo.
Para a Ituveravense disputar a série A2 de 1967, o Estádio da Rua Victor Venerando da Fonseca, precisava ser ampliado para no mínimo 15 mil pessoas (quase a população da cidade na época).
E embora tenham tentado, o máximo que o “campo da Ituveravense” chegou foi à capacidade dos atuais 6 mil pessoas e assim, o time acabou se licenciando do Campeonato Paulista.
O amigo Nagib conseguiu mandar mais umas fotos desse belo estádio também:
O time voltaria a disputar a terceirona em 86 e 87 (antes disso já havia disputado de 1961 a 66), e a quarta divisão em 89, 90 e 91, sendo essa sua última participação no futebol profissional.
Aqui, o time que jogava o amador, com nome de Ituverava EC, em 1947:
Esse o time de 1963:
Aqui, a Ituveravense de 1964:
Essa é de data desconhecida:
A de 1968:
Atualmente o time segue disputando as competições amadoras na Liga Brodowskiana de Futebol.
Foi no clube da Ituveravense onde o nadador medalhista olímpico Gustavo Borges iniciou sua carreira.
Essa é sua sede:



























