Estádios do Oeste Paulista: 10, 11 e 12- Presidente Prudente

Ah, a estrada e suas surpresas… Lá estávamos nós em Presidente Prudente, conhecendo alguns pontos turísticos da cidade.

Aqui, é a Cidade da Criança, um parque bacana pra criançada e para aqueles que gostam de animais (ainda que alguns estivessem muito aprisionados).

Mas o parque também conta com uma população de animais livres, como os quatis.

Ao lado do parque existe um parque aquático bacana, mas estava fechado…

Uma bela lagoa, no meio do parque também ajuda a compor um local bem bacana!

Tem até uma turma de hipopótamos vivendo por lá (num espacinho tão pequeno…):

Aqui dá pra ter uma ideia do que é o parque!

Mas, vamos falar de futebol! A cidade já teve vários times disputando o profissional. O primeiro deles a Associação Prudentina de Esportes Atléticos, fundada em 1936.

Associação Prudentina de Esportes Atléticos - Presidente Prudente

A Prudentina é o time que mais deixou saudades no povo da cidade (foto abaixo da matéria da Globo).

Esse era o time de 1958, em matéria da Gazeta Esportiva:

Após uma subida meteórica da 3ª para a primeira divisão o time jogou a primeira divisão de 1962 a 1967.
Aqui, o time de 1964 prestes a enfrentar o Santos FC:

Prudentina 1964

O título da segundona de 61 foi muito comemorado na cidade!

Prudentina 1961
Prudentina 1961
Prudentina 1961
Prudentina 1961

O time mandava seus jogos no Estádio Félix Ribeiro Marcondes, com capacidade para 15 mil torcedores, inaugurado em 1946.

Estádio Félix Ribeiro Marcondes

Tinha uma arquitetura bem bacana, com uma arquibancada num nível acima do campo.

Estádio Felix MArcondes - Prudentina

Após seu rebaixamento, em 1967, desativou o departamento profissional e nunca mais retornou às disputas organizadas pela Federação Paulista de Futebol.
Com a desativação do profissional, o estádio foi demolido em 1970, para a expansão social da APEA.

Sede Social da Associação Prudentina de Esportes Atléticos

Mas Presidente Prudente é conhecida por possuir um outro estádio diferenciado: o Estádio Paulo Constantino, outrora chamado de Estádio Eduardo José Farah, o “Prudentão”.

Uma olhada no entorno:

O nome original do estádio é “Estádio Paulo Constantino“, popularmente conhecido como “Prudentão“.

O Estádio foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida entre Santos e o Corinthians de Presidente Prudente, com vitória do time santista por 1×0, frente a 20.240 torcedores.

O Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente foi fundado em 8 de fevereiro de 1945 e era carinhosamente chamado de Cortinthinhas.

EC Corinthians de Presidente Prudente

O mais legal da história do Corinthians é que os fundadores criaram o time com a exigência de que eles jogassem, sendo que um deles (o senhor Gushiken) era cego do olho esquerdo.

A partir de 48 o Corinthians de Presidente Prudente passou a disputar o Campeonato Profissional. No site ICFUT encontrei uma foto do time:

Cortinhians Presidente Prudente 1948

Mas, antes de jogar do Prudentão, o Corinthians mandou seus jogos no Estádio Parque São Jorge, na rua Siqueira Campos.
Se o nome do time era uma homenagem ao time da capital, o do campo não poderia ser diferente…
Mais uma foto do site ICFUT (vale lembrar que em 1956, mutirão da torcida construiu uma nova arquibancada aumentando para 10 mil lugares a capacidade do estádio):

Estádio Parque São Jorge - Coritnhiamns Presidnete Prudente

Em 1959, o Corinthinhas conquistaria a única vaga disponível para o acesso ao Campeonato Paulista de 1960, do qual foi rebaixado já no primeiro ano de disputa.
A partir daí, as atenções do futebol de Presidente Prudente voltaram-se à Prudentina.

A má fase do time, e a tentativa de conquistar a simpatia dos torcedores de Palmeiras, São Paulo e Santos em Presidente Prudente fez com que o Corinthians mudasse de nome em 1973.
Surgia o Presidente Prudente Esporte Clube, mas não conseguiu o apoio dos torcedores locais e retomaram o Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente, em 1975.

 Corinthians Presidente Prudente

Em 79 veio o melhor time já montado pelo Corinthians, mas infelizmente, nada de acesso.
O Parque São Jorge estava novamente lotado, mas em 1983, o terreno do Parque São Jorge foi vendido para a construção de um shopping center, o atual Prudente Parque Shopping e o time passou a jogar no Prudentão.

O Prudentão é o 9o maior estádio do Brasil, com capacidade para mais de 45 mil torcedores e por isso mesmo, já jogaram por lá Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Flamengo entre outros.

Nos anos 1990, o time fez apenas campanhas medianas na Série A-2 do Paulista, e acabou rebaixado para a Série A-3, sem recursos e jogadores sem pagamentos.

Mesmo assim, o time subiu em 1996 de volta para a A-2.

O time voltou à série A3 em 1999, e sequer pode disputar a B-1 de 2001, pelas dívidas com a FPF.
Era o fim do Corinthians de Presidente Prudente.

Em 2016, surge um time que homenageia o Corinthians utilizando seu nome na disputa da Taça Paulista de Futebol, competição organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Infelizmente não conseguimos entrar no estádio, e só pudemos fotografar o lado de fora…

O estádio possui uma estrutura diferenciada até mesmo em comparação aos da capital, com estacionamento, vestiários, iluminação moderna, camarotes vip, entre outros. Mas claro que não poderia faltar a foto da bilheteria!

Na época da nossa visita, o Grêmio Esportivo Prudente mandava seus jogos neste estádio.

O Grêmio Prudente veio do Oeste Paulista, outro time da cidade, fundado em 2005.

Distintivo do Oeste Paulista Esporte Clube

O pessoal do Última Divisão conseguiu acompanhar o jogo do acesso para a série A3, em 2007! (Veja aqui como foi):

Torcida do Oeste Paulista EC

Jogando todo de laranja, logo o Oeste passou a ser chamado de a “Laranja Mecânica”.

Oeste Paulista EC campeão da série B

Ah, o estádio fica na Av. Pres. Juscelino Kubitschek.

Vale lembrar que a partir de 2012, o Oeste Paulista passou a se chamar de Grêmio Prudente e herdou do Grêmio Barueri, o acesso à primeira divisão paulista, chegando inclusive à semifinal de 2010, sendo batido pelo time do EC Santo André.

Grêmio Prudente 2010

Mas outros times também mandaram seus jogos por ali: o Prudentino FC, que teve vida curta (só disputou a série B de 2001).

Prudentino FC

Outro que usou o Prudentão como casa foi o Presidente Prudente F.C. .

Fundado em 1989, o Presidente Prudente F.C. também tem seu estádio, o Estádio da Vila Industrial, o “Palco das Estrelas” e fomos até lá conhecê-lo!

O estádio é o centro de treinamento do time e embora ainda não tenha arquibancadas, tem um ótimo espaço, para quem sabe no futuro, poder receber os jogos do time!

O legal é que por ser a casa do Presidente Prudente F.C. deu pra conhecer um pouco do dia a dia do time!

Até um pessoal do time estava por ali.

E o estádio fica numa região mais próxima do centro da cidade.

Neste belo gramado, em 2006, o clube estreou na Segunda Divisão, tendo se licenciado por algumas vezes até que em 2013 fez seu último ano (até então) do profissionalismo.

Já dá pra imaginar como seria ver um jogo ali, bem mais perto do campo!

Além de um campo principal, eles tem mais dois campos menores para os treinamentos.

Eu imagino que deva ser difícil para um time como o Presidente Prudente F.C. mandar seus jogos num estádio tão grande quanto o Prudentão, por ser muito grande e até “impessoal”,  por isso, quem sabe o estádio não vira uma realidade logo?

Hora de deixar a Vila Industrial e conhecer o último estádio da cidade! Última foto, com o sentimento de ter mais uma vez conhecido um estádio que merece estar na história!

A próxima parada é o Estádio Caetano Peretti!

O Estádio, fundado em 27 de outubro de 1968, foi o primeiro campo prudentino municipalizado. Dá uma olhada no entorno do campo:

Ali chegaram a ser disputadas partidas de diversos times da cidade, amadores e profissionais.
Em 1992, o estádio foi a casa do Corinthinhas durante toda a série A3

Em 2017, recebeu a final do Sub 20 da 2a divisão, onde o Oeste Paulista EC pegou a Itapirense. A foto abaixo é do site do Globo Esporte que faz uma bela retrospectiva do estádio (veja aqui como foi):

Estádio Caetano Peretti

Lá também tem a foto da inauguração após as reformas de 1980:

Estádio Caetano PEretti - Presidente Prudente

Recentemente, o estádio passou por uma série de melhorias, como por exemplo, um novo gramado e sistemas de irrigação.

A casa do atleta, que é um espaço de alojamento também recebeu melhorias.

Atualmente, o Estádio tem capacidade para 3.000 torcedores.

Aí eu e a Mari, em um estádio desse interior de São Paulo…

Incrível a qualidade dos gramados do interior!

A arquibancada também está muito bonita!

O Estádio guarda ainda uma cara de “clube”.

Tem até um documentário sobre o Estádio:

Pra terminar, se liga o que era um derbi prudentino entre a Prudentina e o Corinthians, em 1957:

Ufa!
3 estádios em Presidente Prudente. Hora de pegarmos a estrada!
Vamos contentes em ver que Presidente Prudente ainda mantém suas origens e seu amor ao futebol.

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Estádios do Oeste Paulista: 7- Bilac

Encontramos belos cenários em meio a tantas estradas, pena que nem sempre a foto saiu boa.

E foi com a empolgação de tantas novidades, que chegamos a Bilac, cidade onde está o sétimo estádio do nosso rolê.

A cidade possui pouco mais de 6 mil habitantes. Esse é o brasão da cidade:

Foi lá que, em 01 de maio de 1953 foi fundado o Bilac Esporte Clube.

O clube mandava seus jogos no Estádio Municipal Wagih Saghabi, com capacidade para mais de 3.200 torcedores.

O Estádio fica na Rua Gabriel Monteiro, próximo da entrada da cidade.
Aí está mais uma bilheteria pra Mari…

E mais um estádio para entrar para nossa coleção. E mais uma foto que saiu ruim… É mole?

Olha que destaque bacana, que está em uma parede dentro do estádio, é uma lista dos jogadores que passaram pela escolinha do clube e foram para outros clubes.

Este foi o time que disputou os torneios amadores de 1964:

BILAC EC

Mas o time disputou também 4 edições oficiais do campeonato paulista.
Encontrei algumas fotos do passado sem identificação do ano:

BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC

A felicidade de conhecer um estádio como esse, que poucas vezes recebeu a atenção da mídia, transparece até em nossas sombras. E viva Peter Pan!

E não é que conseguimos adentrar e dar uma olhada no campo, ali de pertinho?

Wagih Saghabi foi presidente do Bilac EC por muitos anos e por isso dá nome ao estádio.

Tem uma arquibancada bem feitinha, deu pra ficar imaginando como teriam sido os campeonatos da quarta divisão dos anos 60, disputados ali. Quantas pessoas teriam assistido aqueles jogos. Será que alguém teria fotografado algum daqueles jogos?

O alambrado segue por lá separando a torcida do campo…

O gramado segue bem cuidado.

Atualmente, o estádio recebe partidas e torneios de futebol amador. A entrada é bastante acanhada, mas muito legal!

Hora de voltar para estrada!

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Estádios do Oeste Paulista: 3- Penápolis

A próxima parada estava perto de Lins! Andamos poucos minutos e logo conhecemos a bonita cidade de Penápolis.

Ainda é possível encontrar muitas obras de arquitetura que lembram o passado da cidade.

Nosso destino era o Estádio Municipal Tenente Carriço onde o C.A. Penapolense manda seus jogos.

O “Tenentão” fica localizado num endereço fácil de lembrar:

Não tinha ninguém ali na frente pra tirar uma foto de nós dois, então… fizemos duas fotos, afinal, uma lembrança em frente o Tenentão é algo que ninguém quer perder!

A cidade de Penápolis e em especial o entorno do estádio é bastante tranquilo, ainda mais num feriado…

Reparou na placa em frente o Estádio? Ela eterniza a entrada do estádio em 1956, e o time vencedor do Campeonato Paulista da 2a divisão em 1974.

Mas, deixemos de enrolação e entremos em mais um templo do futebol!

Já do lado de dentro é possível ver o sonho que se tornou realidade e com certeza superou a expectativa de muita gente. O C.A. Penapolense fez bonito na série A1-2013!

E vamos pro gol!

Se o time surpreendeu pelos resultados, o Estádio Tenente Carriço também surpreende pela organização e cuidados.

As arquibancadas e o gramado muito bem cuidados mostra que a cidade levou a sério a ida para a primeira divisão.

O Estádio Municipal Tenente Carriço tem capacidade para 15.000 pessoas.

Olha que coisa simples de se fazer, mas que ajuda a dar uma cara bacana pro campo!

O orgulho do time está pintado em todos os lugares possíveis!

O estádio foi inaugurado em 1928, em um jogo entre o time da casa e o Palmeiras.

Olha a parte destinada à torcida visitante:

Esperamos que a torcida mantenha seu apoio nas próximas competições, lembrando que ainda este ano, o time disputa a série D do Brasileiro (aliás, está no mesmo grupo do meu Santo André).

Ali ao fundo, um prédio quebra a beleza do horizonte e lembra que o crescimento da cidade é inevitável.

Para o amigo Anderson, de Curitiba, que curte ônibus dos times, eu consegui uma foto da Van do time, serve?

Parabéns pelo belo estádio!

Pra nós, era hora de pegar a saída e dar sequência à viagem, com próxima parada em Birigui!

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Estádios do Oeste Paulista: 2- Lins

Dando sequência ao nosso rolê boleiro pelo oeste paulista de junho de 2013, saímos de Marília e fomos conhecer a cidade de Lins e um pouco da história do futebol local, e registrar o Estádio Gilberto Siqueira Lopes, o “Gilbertão“.

E lá vai a Mari conhecer outra bilheteria!

Demos a sorte de conseguir pegar o final do jogo, válido pelo sub 17 entre o C.A. Linense e o Santacruzense (3×0), e assim conhecer o lado de dentro do estádio.

Se você nunca esteve no Gilbertão e quer ter uma ideia geral dele, veja o vídeo abaixo, lembrando que ele é de 2013 e o Estádio deve ter passado por transformações até o momento em que você está lendo isso, possivelmente 10 anos ou mais depois…

Dividindo um pouco da história deste Estádio, sua inauguração ocorreu em 1962, com o jogo Linense 2×4 Botafogo.
A iluminação foi “presente” do então governador Dr. Adhemar de Barros, bastante influente na região.

Inicialmente, o estádio tinha capacidade para 11.000 torcedores.

Em 2009, aumentou sua capacidade para 15.000 torcedores e com o acesso do time à primeira divisão foi ampliada temporariamente a mais de 20 mil torcedores, graças a estas arquibancadas tubulares:

Como dissemos, deu até pra fotografar um pouco do jogo entre os jovens do Linense!

E como sempre, a torcida do Linense estava lá, presente!
A estimativa é de que existam mais de 50 mil torcedores e/ou simpatizantes do Linense, na cidade.

O “Gilbertão” chegou a receber mais de 13 mil torcedores no Paulistão de 2013, contra o Corinthians, lotando as dependências do estádio!

Confesso que tenho muita simpatia pelo time do Linense!

O Linense não tem do que reclamar da fase atual.
E pelo visto, o segredo vem de dentro de casa!

Que as arquibancadas sigam cheias, elas merecem!

Da nossa parte, fica um sentimento de orgulho de não só ter conhecido o tradicional estádio do interior, mas também ter visto um pouco de uma partida oficial do Linense, ainda que da equipe sub-17.

Porém, a história do futebol em Lins vai além (ou ao menos ia) do que o Estádio Gilberto Siqueira Lopes.
Antes dele, vieram o Estádio Municipal dos Eucaliptos, o primeiro lugar onde o Linense jogou, até 1952 quando o time sagra-se campeão da 2ª divisão e a Federação faz uma série de exigências para a disputa da 1ª divisão do ano seguinte.

Assim, em apenas 60 dias, é construído um novo estádio, o “Estádio Roberto Gomes Pedrosa“, também chamado de “Gigantão de Madeira“, pelo fato de suas arquibancadas serem todas feitas de madeira.

O Gigantão de Madeira foi utilizado até 1959, quando foi demolido e seu terreno loteado. Atualmente, em seu lugar foi construído uma unidade do Amigão Supermercados. E se não podemos voltar no tempo para conhecer o Gigantão, ao menos pisamos no mesmo solo…

Pra quem quer conhecer o lugar, o endereço está na placa:

É triste, mas é real… Cada vez mais supermercados e igrejas tomam conta de áreas antes ocupadas pelos Estádios…

Conseguimos ouvir um depoimento de um senhor que participou dessa história, olha que bacana:

Aproveitei para comprar umas coisas e tenho uma ótima dica gastronômica: a melhor água de coco “industrializada” que já tomamos!
Normalmente água de coco em garrafa ou lata são horríveis, mas essa da Amambi parece que saiu do coco, mesmo!

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antes que ele vire mais um supermercado…

Estádios do Oeste Paulista: 1- Marília

Nossa primeira parada foi a cidade de Marília, onde passamos a noite após várias horas de viagem.
A dica de um lugar legal pra comer é a pizzaria Buga, onde jantamos um belo rodízio de pizza e massa. O endereço é Rua Bandeirantes, 284 e o telefone é (14) 3413-7333…

Aproveitamos a visita para reencontrar uma família muito especial, amigos há mais de 15 anos.

Abraços à Fernanda, Benê e Nilda, e parabéns por terem guardado tantas recordações da história do Marília Atlético Clube, e menção especial ao Benê que defendeu as cores do MAC no fim dos anos 70.

Olha só um dos materiais históricos que o Benê guarda do MAC:

Outro detalhe bacana da cidade é a vocação para indústria alimentícia.
Além da conhecida Marilan, os tradicionais salgadinhos Dori tem sua fábrica na cidade.

Eu não sabia, mas Marília é um foco de estudos de Paleontologia.
Tem até um museu na cidade dedicado aos dinossauros.

Assim como boa parte das cidades da região, Marília é cortada pela ferrovia, mas infelizmente o transporte sobre trilhos não tem sido utilizado mais…

Após passear um pouco pela cidade, fomos finalmente conhecer o Estádio Municipal Bento de Abreu Sampaio Vidal, o “Abreuzão”.

O estádio fica bem no centro da cidade, na Avenida Vicente Ferreira.

O nome do estádio é uma homenagem a um dos fundadores da cidade.

O Abreuzão foi inaugurado em 1967 e foi palco de grandes momentos da história do futebol local. Vamos conhecer a casa do MAC:

Como dá pra ver, o estádio tem uma diferença muito bacana, ele possui não apenas um, mas dois setores cobertos, além de outros dois lances de arquibancadas descobertas, que circulam o campo todo.

Aqui dá pra ver os dois lados cobertos e a Mari ali no meio hehehehe!

Sua capacidade máxima é de 19.800 pessoas.

A inauguração do estádio foi em 1967, e já no ano seguinte, ganhou seu sistema de iluminação.
O engraçado é que ninguém sabe dizer qual foi a primeira partida disputada no estádio…
Alguém arrisca um palpite?

Pra fechar o passeio com chave de ouro, uma rápida passagem na loja oficial do time!

A entrada da loja está repleta de fotos de times históricos!

Aliás, por que ninguém mais faz fotos de times assim, em ângulos diferentes e bacanas?

Esse é o time de 1984:

Hora de um último olhar ao estádio e seguir caminho.

Última foto, em frente à bilheteria…

E vamos para Lins, enquanto tentamos entender a arquitetura das arquibancadas do MAC!

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Em busca do Estádio Perdido em Joinville

E numa dessas idas e vindas até Florianópolis, para visitar meu irmão, a gente passou pela bonita Joinville para conhecer o estádio do Joinville Esporte Clube (clique aqui para conhecer a história do time) e, claro, conhecer a cidade!

Como já deu pra perceber pelas fotos acima, Joinville possui forte influência da cultura alemã.

E, assim como os alemães, o povo de Joinville também ama futebol. E lá fomos nós para o estádio, mas… Antes de adentrarmos o campo, demos uma passada na “Toca do Coelho”.

A Toca do Coelho é a loja oficial do Joinville, onde estão expostos vários produtos a venda , e também algumas raridades, funcionando quase como um museu do time.

Muitas fotos históricas decoram a loja, vale a pena prestar atenção.

A fachada da loja não podia ser outra… um gol!

Mas, deixemos a loja do Joinville pra lá e vamos adentrar à Arena Joinville!

A Arena Joinville é uma arena multiuso e é atualmente o maior estádio de futebol de Santa Catarina. O Estádio está localizado no bairro Bucarein, com um design inspirado em arenas européias, como a Amsterdam Arena.

O estádio foi inaugurado em 2004, na partida entre Joinville e Seleção Masters, com a capacidade para cerca de 15 mil torcedores.

Em 2007, a capacidade foi ampliada para 23 mil pessoas.

Mas a Mari teve até que sentar ao saber que o Estádio ainda vai receber nova ampliação, até poder receber 30 mil torcedores, contando ainda com lojas, praça de alimentação, estacionamento e demais setores característicos de uma arena.

Nesses quase 10 anos de história, o público recorde do estádio foi de 20.000 pessoas, em 2011, na partida Joinville 4 x 0 CRB. Até achei que no jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil 2013.

Tem uma boa parte do estádio coberta!

Pudemos adentrar no campo e sentir um pouco do clima do Estádio. Aliás, não havia viva alma no campo.

Olhar as arquibancadas de dentro do campo é sempre uma sensação única!

Fora que ser fotografado dentro do campo acaba mexendo com meus sonhos e a imagem de disputar uma partida oficial, em um estádio lindo como esse.

Mas nem só de amor vive a relação entre time e torcida. Naquele ano, o Joinville estava numa fase ruim, principalmente no estadual, por isso, a série C era obrigação… Vale lembrar que atualmente o time disputa a série A do Brasileirão.

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Conhecendo o Atlético Mogi na série B do Paulista!

Sábado, 18 de maio de 2013.

A estrada aí acima é a Índio Tibiriça, responsável por ligar o ABC até a região leste do estado, passando por Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra. Nosso destino: Mogi das Cruzes, onde vamos conhecer o Clube Atlético Mogi, time que nunca vimos ao vivo.

O jogo que fomos acompanhar é mais um embate válido pela série B do Campeonato Paulista, o quarto nível do futebol estadual (abaixo das séries A1, A2 e A3).

O Clube Atlético Mogi enfrentou o Jacareí Atlético Clube, time que representa a cidade de Jacareí, fundado em 1980, também conhecido como Jacaré ou Tricolor do Vale, ou simplesmente “JAC”.

O jogo foi realizado no Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, o “Nogueirão”, onde normalmente ocorrem as competições oficiais da Federação Paulista de Futebol, além das partidas decisivas da Liga Municipal de Futebol.

O campo do Atlético Mogi fica na Vila Industrial, em um bairro bem tranquilo.

Pra quem quer chegar ao estádio, taí uma informação que eu sempre acho difícil: o endereço do campo. Anote aí e confira na placa: Rua Professora Ana Maria Bernardes, s/nº – Vila Industrial – Mogi das Cruzes. O telefone do estádio é 4791-0360.

E lá vamos nós a mais uma bilheteria!

Os ingressos estão seguindo a “Tabela da Federação”: R$ 10, a inteira e R$ 5 a meia.

Como sempre, fizemos questão de pagar nossos ingressos!

O estádio do Atlético é bastante recente, inaugurado na década de 90 e tem capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

É dia de ver a bandeira da cidade e do clube hasteadas!

O time, fundado em 2004, com o nome de Mogi das Cruzes Futebol Ltda., não pôde disputar o campeonato naquele ano, porque a Federação Paulista de Futebol não permitia que clubes da mesma cidade entrassem em competições profissionais, e Mogi das Cruzes já contava com o União Mogi.
Em 2009, o time mudou seu nome para Clube Atlético Mogi das Cruzes.

Como o União era vermelho, o Atlético adotou o azul em seu uniforme, como podemos ver na camisa do Cordeiro, uma das pessoas que conversamos por lá:

Além de conhecer um novo time, pisávamos pela primeira vez no Estádio “Nogueirão”.

O Estádio possui um setor coberto central, onde a maior parte dos torcedores estavam, já que fazia uma tarde fria.

Ao fundo, pode se ver as montanhas, lembrando que em Mogi das Cruzes estão a Serra do Mar e a Serra do Itapety.

Na entrada, atrás do gol, outro lance de arquibancadas descobertas.

Em campo, duas equipes que colocavam a dedicação e raça na ponta da chuteira, como a maior parte dos times que disputam a segundona paulista.

Nas arquibancadas, um público apenas razoável. Mas, até que animado!

No capítulo “Guloseimas de estádio”, destaque para a barraquinha de pastel que atende o público dos jogos.

Em campo os times começaram quente e logo aos 5 minutos os visitantes fizeram 1×0.

Ducha fria nos ânimos do público local…

Mas antes da metade do primeiro tempo, o time local empatou em 1×1, para a festa da galera!

A torcida, embora pequena, ajudava a esquentar ainda mais o jogo.

Teve até cantoria!

Apoiado pelos torcedores, o time da casa apertou no final do primeiro tempo, tentando ir pro vestiário com o placar favorável. O treinador do Jacareí gritou e gesticulou bastante, pra ajudar o time a segurar o empate.

E conseguiu. Fim do primeiro tempo!

Tempo de registrar e oficializar nossa presença em mais um templo do futebol.

Olha os reservas saindo por ali…

É sempre muito gratificante poder conhecer de perto um estádio, principalmente em dias de jogos. Sabemos como é difícil manter um time disputando as competições oficias da Federação.

O segundo tempo chegou com más notícias para o time local, o Jacareí fez seu segundo gol.

E na base do tudo ou nada, o Atlético Mogi levaria ainda o terceiro e derradeiro gol, que fecharia o placar em 3×1 para os vistantes.

Mas, o placar era o menos importante numa tarde em que mais uma vez registrávamos um clube para a história.

É triste ver a maior parte das arquibancadas ainda vazias, sabendo que Mogi das Cruzes é uma cidade tão populosa, mas ainda vai chegar o dia em que as pessoas vão valorizar o time da cidade, independente de resultados ou divisões.

Já era hora de ir embora, por isso uma última olhada no estádio…

Para casa, agora, Mau…

Depois do jogo ainda deu pra dar um role pela cidade!

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157- Camisa do Pouso Alegre F.C.

E lá vamos nós para mais uma camisa e mais uma história! Chegamos à 157ª camisa e infelizmente, falamos de mais um clube que não disputa os campeonatos profissionais: o Pouso Alegre Futebol Clube.

Consegui a camisa em uma visita que fiz à cidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Clique aqui e veja como foi!

E em 2018, estivemos em uma partida do Pouso Alegre contra o Araxá. Veja aqui como foi.

A cidade de Pouso Alegre fica ao sul de Minas Gerais, bem próxima da divisa com o estado de São Paulo.

É uma cidade muito bacana, que mistura os aspectos do interior com o de uma cidade em pleno desenvolvimento!

O time foi fundado em 1913, como “Pouso Alegre Football Club“. Mas, as dificuldades naquela época eram grandes, e só em 1928, o rubro-negro se firmou com estabilidade. Em 1928, foi construído o estádio do Pouso Alegre Futebol Clube, o “Estádio da Comendador José Garcia“, permitindo a visita de muitos times paulistas e mineiros para desafiar o PAFC, como Guarani, Ponte Preta e o extinto Ypiranga, da capital. A Liga Esportiva Municipal de Amadores (LEMA) ficou responsável por administrar o Estádio, por isso, muitos o chamam de “Estádio da LEMA”.

O início do time foi marcado pela disputa de torneios municipais e intermunicipais. Outros times foram criados e o Pouso Alegre FC acabou sendo deixado de lado durante a década de 1950.

A década de 60 foi mais feliz para o time e a torcida do Pouso Alegre, e em 1967, o time não só voltou a ativa como decidiu participar pela primeira vez da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. Nessa época, a torcida comparecia em peso aos jogos do time!

E pra satisfazer sua torcida, o rubro negro foi o campeão da Chave Sul, classificando-se para a fase final, porém, a inscrição irregular de um jogador eliminou o time da sequência do campeonato.

Um fato curioso, é que em 1968, o Pouso Alegre FC disputou um amistoso com o Grêmio Recreativo Beta, de São Paulo e venceu por 38 a 0. A partida é considerada como a maior goleada do futebol mundial. Mas mesmo tantos gols não impediram o clube de  fechar suas portas no ano seguinte, após um mal campeonato.

Dessa forma, a década de 70 passou em silêncio para o time e até para a cidade, com o final da LEMA. O futebol só daria sinais de vida nos anos 80, com a reativação da Liga Municipal, e em 1983, com o retorno do Pouso Alegre F.C. à ativa.

No mesmo ano, o time sagrou-se campeão da Copa Sul Mineira, jogando apenas com atletas da cidade. Mas o ânimo que faltava ao time viria ainda no mesmo ano, com a conquista do Campeonato Amador do Estado de Minas Gerais. Essa conquista reacendeu time e torcida e em 1984, o time voltou a disputar a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.

Em 1988, o grande momento: o rubro negro de Pouso Alegre chega a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro, após uma verdadeira batalha contra o Atlético de Três Corações, que teve final no tapetão e somente no ano seguinte, já com a primeira divisão em andamento. Resultado, o time de Pouso Alegre estreou com o campeonato já em andamento, chegando a jogar 3 vezes por semana para “alcançar” os demais clubes.

Em seu ano de estreia na primeirona, 1989, o time conseguiu se segurar na elite do futebol mineiro.

1990 é considerado o ano de ouro do Pouso Alegre Futebol Clube, terminando o campeonato na quinta colocação. Aquele time tinha no gol PC Gusmão, hoje técnico de futebol.

Aqui, um vídeo com os gols do time, em 1991:

Assim como acontece sempre, no final do ano o time foi desmontado e em 1992, o time voltou à segunda divisão. Em 1996, o então prefeito, João Batista Rosa, inaugura o Estádio Manduzão, com capacidade para 30 mil pessoas, considerado o 3º maior estádio de futebol de Minas Gerais. Estádio Manduzão Essa, a gente fez na nossa visita, em 2012:

O “dragão” permaneceu no chamado Módulo II do Campeonato Mineiro até 1998, quando novamente se afastou das disputas até 2009.

Em 2009, o time voltou a disputar a Segunda Divisão, terminando em quinto lugar. Aqui uma foto do pessoal do  Jogos Perdidos:

Depois de sua volta em 2009, o Dragão do Mandú, novamente se desligou do futebol profissional e mais uma vez deixou órfãos seus torcedores.

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O Estádio de Paranapiacaba

Há tempos que estou devendo um registro oficial sobre um dos lugares mais místicos em relação ao futebol brasileiro: Paranapiacaba, a serra de onde se vê o mar (se a neblina deixar)!

Chegamos lá cedinho, pra poder curtir um pouco da cidade (a tarde teríamos o jogo entre Santo André e Goiás, pela Copa do Brasil – 2013).

Pra quem não conhece, Paranapiacaba é um distrito, que pertence a Santo André (embora seu território não esteja dentro da cidade).

A história do lugar começou com a chegada da Companhia Inglesa de trens, a São Paulo Railway, que operava a estrada de ferro Santos-Jundiaí.

Atualmente é um “museu a céu aberto” sobre o transporte ferroviário.

Essa era a antiga casa do “Chefe a estação”, onde atualmente funciona o museu da Vila. Dizem que o lugar, chamado de castelinho, é mal assombrado.

A maior parte das bandas do ABC já utilizou o local para fazer fotos. Também, olha as coisas que você acha por lá…

O mais louco é a mistura entre esse cenário tão maquinário e a natureza, da mata atlântica.

Mas, nosso papo é sobre futebol, então é hora de conhecer o Serrano Athletico Club, o time local, fundado em 1903.

Serrano Athletico Club

Aqui em uma foto de 1929:

Existe uma lenda, passada oralmente entre as gerações de que em 1925, o Serrano AC derrotou o já poderoso Corinthians por 2×1. Existe até um troféu exposto que seria a prova de tal feito (foto de Fabrício Martinez):

Troféu Serrano x Corinthians

Anos depois, o time passou por uma fusão com o União da Sociedade Recreativa Lira da Serra e transformou-se no Clube União Liga Serrano, com uma bela sede construída na década de 1930.

Nesse mesmo ano de 1930, segundo as pesquisas do amigo Julio Bovi Diogo, o time disputou o Campeonato Citadino de Santos:

Campeonato Citadino de Santos 1930

Olha o time dos anos 40:

Aqui, uma foto do time, no início dos anos 60:

Olha o time juvenil de 1965, em foto obtida pelo amigo Ozires Alves Rodrigues:

Serrano AC - Paranapiacaba

Mas onde eram disputadas estas partidas? Onde os funcionários da São Paulo Railway disputram jogos ainda no final do século XIX? Apresentamos o “Estádio Vila Inglesa“, o campo do Serrano, um dos primeiros do Brasil!

O campo fica na Avenida Fox, s/nº e é responsável por outra lenda que circula nas ruas da vila: a de que Charles Miller teria jogado nesse campo, em 1894 com outros funcionários da São Paulo Railway.

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Pelo valor histórico, o campo está muito abandonado, mas sabemos que não é fácil, principalmente porque quase tudo na Vila está tombado como patrimônio cultural.

Arquibancada do Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Aqui algumas fotos do campo, de uma outra visita que havíamos feito:

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Olhando do banco de reservas (ou da arquibancada) este é o gol do lado esquerdo:

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

E este do lado direito:

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

E aqui o campo com a vila ao seu redor:

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

O campo da Vila presenciou ainda vários outros jogos do Serrano Athletico Clube contra times da época.

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Quantos gols já teriam sido marcados aqui? Quantos sonhos este campo teria alimentado? A arquibancada singela ao fundo segue preparada para receber torcedores que queiram assistir a um jogo amador, e reviver parte do passado do futebol no Brasil.

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Olha que foto bonita disponibilizada no site da Prefeitura:

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba
Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

E quando menos se espera, lá vem ela… a neblina! Cobrindo histórias, campos, trens…
É, sem dúvida, um grande espetáculo da natureza!

Em questão de minutos, o sol sumiu e o que se viu, ou melhor, não se viu… foi a neblina cobrir toda a Vila.

Pra quem gosta de objetos, design antigo e imagens diferentes, Paranapiacaba é um espetáculo!

Muitos destes objetos estão ali há quase um século…

E lá de cima, nos despedimos de mais um local histórico e nos encaminhamos para  Santo André novamente…

Uma pena que os trilhos que levam até a vila estejam cada vez menos utilizados (apenas para transporte de cargas e trens turísticos, com passagens mais caras).

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156- Camisa do ABC de Natal

A 156ª camisa de futebol vem em dose dupla!

Duas camisas de um time que defende as cores de uma cidade linda: Natal!

Para quem nunca visitou a cidade e a região, eu recomendo…
Lá está o maior cajueiro do mundo!

E não deixe de fazer um rolê de buggy, para conhecer as dunas e locais incríveis.
Levei até minha camisa do Votoraty pra passear…

Ambas camisas foram presentes.
Uma de um leitor que reconheceu a gente lá na praia e outra do José, um colecionador de camisas que é garçon lá na Pizzaria Cipó Brasil, se liga no lugar:

Como já deu pra perceber, falamos do time da torcida alvinegra da cidade: o ABC Futebol Clube.

As quatro estrelas no canto superior representam os campeonatos conquistados no ano de 1954 e a estrela maior no canto inferior direito simboliza o campeonato no ano do sesquicentenário da Independência do Brasil. A estrela dourada sobre o escudo simboliza o título brasileiro da Série C conquistado em 2010.

O ABC Futebol Clube foi fundado em 1915, no bairro da Ribeira, lá em Natal. Esse foi o seu primeiro uniforme:

O nome do time me agrada muito, não só por ser o mesmo da região em que vivo, mas principalmente por ser uma homenagem ao pacto de amizade fraternal, assinado por Argentina, Brasil e Chile. O time é chamado também de “O Mais Querido”, alguns atribuem o apelido pelo fato do time ser o time com o maior número e conquistas estaduais.

Embora apenas em 1927, o clube tenha sido reconhecido oficialmente, já em 1915, o ABC goleou por 4×1 aquele que seria seu maior rival, o América, num campo improvisado.

Durante a década de 30, o time faria história ao conquistar o decacampeonato estadual, entre 1932 e 1941. Esse é o time de 1941:

Dá pra imaginar? 10 vezes campeão seguido!

Mas o ABC entrou de vez para a história nacional do futebol  em 1959 ao disputar a primeira versão do Campeonato Brasileiro: a Taça Brasil.

O time ainda disputaria outras seis edições da competição até 1968.

A década de 70 começou com um tetracampeonato, conquistado de 1970 a 1973.

Este é o time de 1973:

Porém, em 1972, o ABC foi punido pela então CBD (Confederação Brasileira de Desportos) com dois anos de suspensão por inscrição irregular de dois jogadores. Como o time não poderia atuar, decidiu partir em excursão ao exterior, atuando contra clubes e seleções. Foram 24 jogos, com 7 vitórias, 12 empates e 5 derrotas.

Os anos 80 trouxeram novos títulos ao ABC, como os estaduais de 1983 e 1984. Aqui, parte do elenco do time do início dos anos 80:

E aqui, o time de 1983:

Os anos 90, trouxeram mais conquistas, em 1990, 93, 94, 95, 97, 98, e 99. Esse é o time de 1990:

Os anos 2000 também não foram diferentes, estaduais em 2000, 2005, 2007 e 2008. Aqui, o time do ano 2000:

Esse, o time de 2005:



O time ainda levaria o bicampeonato 2007 / 08 com o time abaixo:

A “década de 10” (estranho falar assim né?) já trouxe os títulos de 2010 e 2011.
Aqui o título de 2011:

Um dos principais aliados do time é sua torcida!

E se tem uma forte torcida, precisamos de um estádio importante e o “Maria Lamas Farache”, ou simplesmente o “Frasqueirão“, inaugurado em 2006, representa tudo isso. A casa de uma torcida apaixonada.

Estivemos por lá em 2010! (veja aqui como foi) e deu pra conhecer bem o Frasqueirão!

O Frasqueirão presenciou o acesso do clube à série B do Campeonato Brasileiro, com o time abaixo:

Se eu fosse torcedor do ABC, só ia ficar nesse lugar, no estádio:

O mascote do time é um elefante!

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