

Depois de passar por Bariri, a terceira parte do nosso rolê nos levou até Ibitinga, cidade onde vivem cerca de 50 mil habitantes, e que é bastante conhecida como a capital nacional dos bordados, tanto que em julho de 2017 acontecerá a 44a edição da feira do setor!

A cidade ainda está cercada de natureza e acabamos ficando numa pousada no meio de toda essa vida!


Acordamos com o cantar do galo, e curtimos a neblina da manhã!


Chegamos na cidade bem no dia da festa da igreja local, em comemoração ao Corpus Christie.

Aí não teve outro jeito, se não… curtir a festa.


Com destaque para as deliciosas goiabas vendidas na rua, no meio de uma feira que oferecia de tudo!

Sempre achei que já tinha ouvido falar de Ibitinga, e não achava que era por causa dos bordados. Só quando voltamos para Santo André é que lembrei da polêmica fonte restaurada! Por sorte, tinha tirado uma foto dela!

Essa é a foto que compara como é e como ela era.

Um outro registro importante que fizemos foi de algumas construções que mantém a arquitetura do início do século passado.


Essa era a antiga estação de trem da cidade:

A noite fomos jantar na “La Bella Pizzaria”.


Mas, nosso objetivo na cidade era conhecer a casa dos times locais, o Estádio Manoel Martins, onde o Americano e o Rio Branco mandaram seus jogos nas disputas oficiais da Federação Paulista de Futebol.
O Americano Esporte Clube participou de apenas um campeonato profissional estadual, a quarta divisão, em 1977, o ano de sua fundação.


Já o EC Rio Branco teve uma história mais completa, tendo iniciado no amadorismo e depois chegando a disputar as divisões de acesso até suspender as atividades por problemas financeiros.

Atualmente só o EC Rio Branco segue existindo, no futebol amador e ainda usando o Estádio Manoel Martins.

O time entrou pra história ao se tornar campeão paulista da terceira divisão, em 1970. Na disputa, o time só perdeu uma partida (para o Nevense). Na final venceu o Sertãozinho por 2 a 0. Este foi o time campeão:

Mas, a história do time é antiga. Foi fundado em 1926 como Rio Branco Futebol Clube, recebendo a atual denominação em 1946. É bacana ver o time ainda vivo, nos dias atuais. E claro, fica o sonho de ver o time de volta no profissionalismo…

Outro time da cidade fez história nesse estádio, foi o América EC.

O time disputou o Campeonato Amador do Estado. Aqui, foto do time de 1948, lá do site do Bandeira Paulista, administrado pelo amigo Luis Marcos:

O América Esporte Clube conquistou o título do Campeonato de Futebol Amador do Interior, em 1950.



Mas o distintivo na parede do estádio pertence ao alvinegro Rio Branco.


O Rio Branco disputou 18 Campeonatos Paulista de Futebol, marca de respeito, que permanecerá imbatível por muito tempo na história de Ibitinga.

O estádio segue lá…. Com suas bancadas esperando a volta da torcida…

Fizemos um vídeo na parte interna do estádio, pra se ter uma melhor ideia de como ele é, dá uma olhada:
Com o título de 1970, o Rio Branco disputou a divisão de acesso para a elite do futebol paulista (equivalente a A-2 atual), mas no ano seguinte, afastou-se dos gramados.


Pausa para o momento “natureza” no estádio, com o pouso dos pássaros no alambrado.

Em 1976, o Rio Branco retornou aos gramados profissionais, na Terceira Divisão, e disputou mais 12 temporadas nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, quando finalmente licenciou-se até os dias atuais.

Restam a memória e as lembranças. E um estádio que já teve dias de glória, com a torcida fazendo parte integrante do dia a dia e da cultura da cidade.

Agora, o time sobrevive no amador, mas acredite, as dificuldades são maiores do que se pode pensar.
Em 2014, o vestiário do time foi incendiado, queimando boa parte de sua memória, incluindo troféus do passado…
Aparentemente, tudo já foi reformado e as coisas parecem seguir dentro do possível…

Fica nossa esperança de que o time continue a existir, enfrentando todas as dificuldades que surgirem.

Antes de seguir nossa viagem, também tivemos tempo para dar uma parada no Estádio Municipal de Ibitinga e registrar algumas imagens.


Não encontrei registro de partidas oficiais disputadas neste estádio, apenas amadoras. Mas fica um vídeo pra conhecermos também este estádio.
E nós, seguimos na estrada, dessa vez, indo até Novo Horizonte!

Atualmente cerca de 40 mil pessoas vivem em Bariri. A principal fonte de renda do município são as suas indústrias e a agricultura, com foco na cana-de-açúcar.
Almoçamos por lá, no restaurante “Sucata”.
Demos um rápido rolê pelo centro, pra pelo menos curtir um pouco da arquitetura ainda preservada em diversas casas e comércios.
Como não podia deixar de faltar… A igreja e a praça matriz!
Falando um pouco sobre o futebol na cidade, vale ressaltar que já existiram vários times defendendo a cidade, do Sport Clube Resegue, time da tradicional família Resegue:
Depois tivemos o EC Municipal:
O EC Bariri, que usava o próprio brasão da cidade como distintivo:
E, por fim, o polêmico CAL Bariri, que foi o time do Clube Atlético Lençoense que migrou para a cidade e passou a mandar ali os seus jogos.
Já vimos um jogo contra o CAL Bariri, em 2009, lá em Paulínia, contra o time local.
Nossa missão era conhecer e registrar o Estádio Municipal Farid Jorge Resegue, palco de todos esses times locais.
O Estádio fica em um quarteirão que tem em um de suas esquinas o cruzamento da São João com a General Osório, numa rua bem pacata.
Para tirar umas fotos de dentro, encontramos um “novo portão” de acesso.
E grata surpresa! Um estádio que parece ter parado no tempo, do ponto de vista do charme e da arquitetura típica do início do século XX!
A pergunta que fica é: quantas histórias, partidas e aventuras não devem ter acontecidas nesse campo? Da nossa parte segue o orgulho em registrar mais um templo do futebol, que torcemos volte a ser utilizado nas disputas oficiais da Federação Paulista!
Por hora, os muros estão passando por uma reforma, e aparentemente também alguns detalhes da parte interna. Mas olha que interessante o entorno do campo feito em paralelepípedos!
Que a energia siga viva!
Vamos dar um giro via vídeo?
Olha aí o banco de reservas.
Interessante como os gramados seguem bem cuidados. Parece que o futebol amador vem fazendo bom uso do estádio.
Em 2009, o Lençoense trouxe o futebol profissional de volta ao estádio, desde que o Sport Club Resegue disputou as divisões inferiores, na década de 1960.
Suas arquibancadas tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores, mas segue esvaziada depois que o CAL Bariri se licenciou da Federação.
Mesmo sabendo das dificuldades para se manter um time de futebol, seguimos na torcida para que a cidade de Bariri consiga o mais cedo possível um time para chamar de seu e voltar a ocupar o Estádio Farid Jorge Resegue!
E de Bariri, 













































































































































































































































