2 de julho de 2022. O sabadão de sol dá sequência ao novo mês, tempo de férias e alegrias, mas…. A tensão está no ar, é dia de clássico regional no ABC: São Bernardo FC x EC Santo André.
O jogo é na casa do Tigre, o Estádio Municipal 1º de Maio.
Em campo, o Ramalhão tem 3 rodadas para conseguir a sonhada classificação… Enquanto isso, o São Bernardo FC mantém se isolado na liderança, sem ter levado um único gol no campeonato, o que fez até a Globo ir cobrir o goleiro batateiro.
A torcida ramalhina se faz presente como bom visitante que sempre o é.
A do São Bernardo FC também faz seu papel!
E se tem torcida e rivalidade… Tem confusão!
Pode parecer uma coisa pequena e idiota… Uma tarde de sol… Pouco mais de 100 pessoas… Uma cidade? O que representa nos dias atuais uma cidade?
E ali, lado a lado, a gente se esquece das coisas ruins, se abraça, canta, xinga… O futebol ainda é um jeito simples de se alcançar algum nível de felicidade.
Mas a série D não tem coração. Não há espaço para histórias bonitas. Para lições de vida… O time do Santo André é um exemplo de dedicação, de entrega e de proximidade com a torcida… Mas infelizmente nada disso foi suficiente para nós…
O resultado foi uma droga. Perdemos mesmo de 1×0. Mas os amigos ainda fazem valer a pena.
Mas tem mais. Ao fim do jogo, parte do nosso time veio até os alambrados pra pedir um último apoio… Ainda temos chances e foi incrível ver e ouvir o Éder Paulista e o David pedir pra que a torcida não desista!
No final do jogo… a polícia militar nos fez aguardar 40 minutos pra poder ir embora…
4 de junho de 2022. Sábado. Uma semana depois da partida em Curitiba, é hora do EC Santo André reencontrar o Paraná Clube pela 1ª rodada do returno da Série D do Campeonato Brasileiro de 2022.
Os times em campo vivem situações diferentes. O Paraná Clube surfa uma boa onda, levando 8 mil pessoas ao seu estádio e lidera a nossa chave. Já o Ramalhão até melhorou sua performance em campo, mas ainda não tem pontuação suficiente para fazer parte do grupo dos classificados.
Hora de se esquecer dos problemas por 90 minutos e rever os amigos de bancada!
E lá está a Esquadrão Andreense a animar a partida e apoiar o time!
É mais uma partida com um público baixo. Somando nossas organizadas ao povão e aos rivais não chegamos a mil torcedores acompanhando uma partida que prometia grandes emoções.
O time do EC Santo André comprou a briga pela recuperação no campeonato e mesmo com a derrota no jogo passado, vieram a campo com grande motivação.
E do nosso lado, nós suplicamos… Que venha a vitória, hoje…
O Paraná Clube também entrou em campo concentrado… E olha lá no fundo a torcida Paranista que compareceu ao ABC.
Hora da bola rolar!
E se a bola rola em campo, a Fúria põe a bancada pra agitar!
E lá estava a TUDA também!
Ali no canto está o pessoal da Máfia Azul!
Ali ao lado da faixa da Esquadrão, um resgate histórico mais que importante: a faixa da Ramalhão Chopp!
O jogo começou muito bem. Era lá e cá.
A torcida do Paraná também se fez presente:
Aliás, o goleiro do Paraná Clube é o Felipe e não é que ele acabou aceitando um gol de letra do Eder Paulista? E teve que ficar até o fim do jogo ouvindo o novo hit “Acorda Felipe, que hoje é campeonato…” kkkk ele levou na brincadeira e até acenou pra galera!
A tarde estava esquisita… Frio na sombra e calor no sol…
Fim do primeiro tempo. Hora da interação na parte alta do nosso estádio!
O segundo tempo começa e que tal dar um rolê pelo Estádio e sentir a vibração da nossa torcida?
O 2º tempo traz um fato triste logo no começo… Gol de empate do Paraná. Confira os dois gols e os melhores momentos da partida:
O técnico Renato Peixe até fez alterações e colocou o time no ataque, aliás… Matheus dá uma olhada aí e veja quem foi que entrou…
O jogo virou uma loucura… Era lá e cá… O Santo André apertou em um ataque, conquistou um escanteio e levou um contra ataque quase fatal!
As chances até eram criadas, mas… Não se converteram no esperado segundo gol…
Em meio a tristeza do resultado, uma alegria, e se você pudesse voltar no tempo e chegar até 1972 no momento dessa foto? Impossível né?
Mas se você não pode voltar, pelo menos pode ter a alegria de curtir a companhia do nosso goleiro da época. Tá aí o Carlão!
O fim do jogo somou o frio do entardecer com a dor do empate, e nossa torcida não teve outra opção a n˜ão ser lamentar o mal resultado ainda que o time tenha se portado bem em campo.
O técnico Renato Peixe mandou a campo: Gabriel Cabral; Eliandro, Raphael Carvalho, João Paulo (Udson) e Ruan; Natham, Gharib (Henrique) e Alex Nagib (Dioran); Will (Bruninho), David Ribeiro (Kayan) e Eder Paulista.
Fica o nosso olhar e nossa esperança para que conquistemos os resultados necessários para a classificação para a próxima fase e … o acesso!!!
Dia de voltarmos à Arena Barueri, onde tantas vezes nos fizemos presentes em tempos de alta rivalidade com o Grêmio Barueri (muitos nem lembram, mas fizemos a semifinal do Campeonato Paulista da série A1 de 20100.
O que também se esquece é o nome do Estádio, “Arena Municipal Orlando Batista Noveli“, que ficou popular como Arena Barueri.
Segundo a publicidade local, um dos melhores estádios do Brasil é a casa do Oeste Barueri, time que deu sequência aos trabalhos anteriores sempre com forte apoio da Prefeitura.
Na minha singela opinião, o estádio é esquisito… Sem alma, sem identificação com a cidade, enfim… Um elefante branco utilizado por um time que tem media de público de 400 torcedores e que ainda sobrevive com parcas partidas dos times da capital disputadas aí.
E esse é o nosso canto: a bilheteria dos visitantes!
Afinal… é dia de jogo fora!
Ingressos a preços acessíveis! (R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia entrada).
A parte arquitetônica do estádio é muito bem pensada e realizada, isso não se pode negar!
Em campo, os times se perfilam para o hino nacional.
O Oeste é aquele mesmo time que nasceu em Itápolis e deixou órfã toda uma cidade (veja aqui como foi) ao trocar o interior pela Grande São Paulo em busca de uma vida melhor… Só mudou e sobrenome, agora é o Oeste Barueri.
Barueri acabou não abraçando a nova iniciativa e o resultado são bancadas bem construídas, mas quase sempre vazias.
Ao menos um pequeno grupo formado por integrantes da torcida organizada local compareceu.
A tarde estava bonita, num espetáculo de nuvens, sol e céu azul
Nossa torcida, como sempre, presente. Ahora y siempre!
Abraço ao Leandrinho, o rei da sinuca, que agora vive em Carapicuiba!
O jogo começa, e embora o Santo André até tenha conseguido segurar a bola no ataque e criado algumas oportunidades, o placar está com cara de 0x0 mesmo.
Teria sido um resultado ideal. A torcida local que não compareceu, não teria direito de reclamar…
E pra nós seria mais um ponto conquistado fora de casa. Um presente para a torcida que se deslocou até Barueri num domingo a tarde…
Mas o que esses andreenses apaixonados não podiam imaginar é que o jogo de então seria catastrófico…
De traz do gol, quase não foi possível enxergar a saída do goleiro Fabrício, num lançamento longo, que alcançou o jogador do Oeste e que abriu o placar para o time da casa.
Estamos acostumados ao mundo do futebol e não é um gol que iria nos desanimar.
Mas a verdade é que a sequência da partida foi ainda pior… Levamos um segundo gol numa falha da defesa, também em um chutão do time local.
Não que a torcida tenha deixado de apoiar. Mas já foi possível escutar gritos e reclamações, principalmente com o então treinador Palhavan.
A derrota por 2×0 custou o cargo do treinador, substituído por Renato Peixe, ex atleta do Ramalhão e que vinha dirigindo o EC São Bernardo. E que a lua ajude a curar nosso coração machucado após uma derrota mais…
Domingo, 8 de maio de 2022. Dia das mães. Enquanto a maior parte das pessoas se preparava para celebrar a data com a família, um pequeno grupo (que contou com uma vaquinha realizada pelos demais torcedores do Santo André para ajudar com as despesas das viagens) enfrentaram os mais de 700 km para acompanhar o Ramalhão pela 4a rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.
Vale lembrar que o Santo André começou bem o Campeonato, vencendo a Academia Pérolas Negras fora de casa, mas sofreu duas derrotas por 1×0 jogando como mandante contra Nova Iguaçu e São Bernardo FC. Assim, a partida contra o Cianorte era bastante delicada para o time do ABC.
Mas a rapaziada da torcida fez um vídeo mostrando como é o estádio, na visão da torcida visitante.
Pra quem não viu o jogo, o time local abriu o placar com gol de Caio Cunha… (as 3 próximas fotos também são do perfil oficial do time no Instagram):
E o grande Denis Germano empatou com um golaço de fora da área!
Tudo isso sob os olhares da nossa torcida, que mais uma vez se fez presente!
E ali ao fundo, as faixas das duas principais organizadas do Ramalhão: Esquadrão Andreense e a Fúria Andreense.
E agora, vejamos as fotos da nossa torcida, que ficou atrás do gol:
A torcida Ramalhina ficou atrás do gol, no setor ao lado de onde fica a organizada do time local.
A outra área do estádio, fica na região central e conta com uma pequena cobertura, é onde ficam os demais torcedores locais.
Quem acompanhou o jogo presencialmente pode contar não só com um belo espetáculo (um empate conquistado na raça e na técnica, já que o time jogou melhor essa partida), como teve uma grande proximidade com o time que não apenas aqueceu como fez questão de cumprimentar, agradecer e até mesmo de vir até o alambrado para conversar com os torcedores.
O Santo André foi a campo com Fabricio Araújo (que garantiu o empate com pelo menos 2 defesas difíceis e um ótimpo posicionamento, Eliandro, Henrique Caires, Caio Ruan (João Paulo) e Udson; Tiago Ulisses, Will (Davi Ribeiro), Gharib (Denis Germano, que entrou e marcou um golaço) e Natham; Maycon (Kayan) e Ruan (Vitor), dirigidos pelo nosso treinador José Carlos Palhavan.
27 de abril de 2022. Se segura, irmãs e irmãos de arquibancada… O fim de semana era de lua cheia, energias mil rolando pelo ar e prometendo um início mágico da série D, a 4a divisão do Campeonato Brasileiro.
Fomos acompanhar a estreia do EC Santo André e o jogo era em Resende, no RJ e aproveitamos para dar uma parada em Penedo, que fica ali pertinho para curtir umas cachoeiras…
Claro que as cachoeiras tiveram que aguentar o lado torcedor também presente!
Penedo é uma região do município de Itatiaia, considerada um verdadeiro parque ecológico cravado ali aos pés da Mantiqueira, pertinho do pico das agulhas negras.
Penedo surgiu por um grupo de finlandeses liderados por Toivo Uuskallio, idealizador de uma comunidade vegetariana e naturalista atendendo a um “chamado espiritual”. Assim, em 1927 abandonou a Finlândia e veio com sua mulher e 3 amigos que curtiram a ideia. Em 1929 comprou a então “fazenda” Penedo, onde começou a colocar em prática seu sonho. Tudo isso e um pouco mais está disponível no Museu Eva Hilden.
Muitos acabaram voltando à Finlândia e abandonaram as terras de Penedo que deram lugar aos hotéis, pousadas, pensões além de diversos restaurantes, lanchonetes e bares. Segue abaixo o registro do início da colônia lá no Museu:
Mas o grande xodó da cidade é mesmo sua área verde e suas cachoeiras!
Olha que árvore louca, bem no centrinho da cidade!
No fim de semana em questão, além dos usuais turistas em busca de chocolate, a cidade também recebeu uma parcela da torcida ramalhina, olha aí o Gabriel e a Gabriela!
Além disso a população local parece ter um cuidado importante com a saúde mental das pessoas.
Mas… Nem tudo são cachoeiras, natureza ou chocolates… Estamos no estado do Rio de Janeiro para uma missão importante, é hora da estreia do Ramalhão na série D e a partida foi especial pelo fato do nosso adversário ser uma equipe jovem e com uma história um pouco diferente dos times tradicionais.:
A Academia de Futebol Pérolas Negras surgiu em 2009 lá no Haiti, como Missão de Paz da ONU, mas em 2010, sofreu com o terremoto que atingiu o país, só se recompondo em 2011.
Em 2016 e 2017, participou como convidado da Copa São Paulo de Futebol Júnior com um time formado 100% por atletas haitianos.
Em 2017, a Academia Pérolas Negras filiou-se à Federação de Futebol do Rio de Janeiro e logo em seu primeiro ano conquistou a Série C do Campeonato Carioca. Em 2020, conquistou o acesso à Série B1. Em 2021, conquistou os dois turnos da Série B1 e garantiu uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro 2022. E é para conferir isso que estamos aqui hoje! Ah, e com ingressos grátis!
E a nossa rapaziada se fez presente!!
É hora de circular toda a elegância do meu boné do The Strongest dessa vez por um estádio carioca!
A Mari preferiu o boné do Grinders (banda skate punk do ABC)!
A torcida local compareceu em número razoável.
Aí vem os times!
Perdi o timing da foto do elenco posado 🙁 Mas o time foi a campo com: Fabrício; Samuel, Higor (Henrique), Udson e Caio Ruan; Denis Germano (Lucas Silva), Tiago Ulisses, Vitor (Dioran) e Gharib (Cledson); Bruno (Maycon) e David Ribeiro. O técnico foi Jose Carlos Palhavan.
Enfim… Vamos à partida!
Vale lembrar … O time é completamente diferente do que disputou o Campeonato Paulista, mas conta com vários rostos conhecidos da nossa base (como o goleiro Fabrício, ou o polivalente Denis Germano), bem como atletas que já passaram por aqui e tem o carinho da nossa torcida (Samuel Teram e Thiago Ulysses), entre outros.
E o destaque da nossa bancada… Nossa torcida segue sendo um caso de amor à parte!
Em campo, o jogo é duro. Os dois times erraram muitos passes e criaram poucas chances de gol. O Ramalhão até começou melhor mas o Pérolas Negras melhorou nos minutos finais do primeiro tempo.
O jogo parecia rumar para um 0x0…
Mas em um contra ataque, um chute da entrada da área colocou o time local na frente. Pérolas Negras 1×0 Santo André.
Nada que desanime a nossa torcida!
E que tampouco tenha animado muito a torcida local…
Um abraço ao amigo Ovídio! Incansável nessa paixão pelo Santo André, há décadas.
Fim do primeiro tempo… Até nossa torcida dá uma pausa…
Volta o segundo tempo e a esperança é por uma melhoria no time do Santo André. O treinador Palhavam realiza várias mudanças no time que acabaram dando certo… O time visitante conseguiu chegar ao empate!
E vamooooooo!!!
Agora, é tudo ou nada para o Ramalhão! Somos ou não o time da virada?
Nossa arquibancada se anima…
E o apoio parece ter ajudado… O Ramalhão desafia a lógica e faz 2×1!! Mas o jogo não fica fácil, o Pérolas Negras aperta!
E o jogo parece não terminar nunca… Ou termina?
Não dá pra acreditar… Acompanhar o Santo André é uma experiência única!
E o time mostra a sintonia com a torcida! Essa é a diferença de ter no nosso elenco o pessoal que não só se desenvolveu na nossa base, mas vive a realidade da nossa cidade! O time não só vem até a bancada como canta o hino inteiro do time… Emocionante…
Abraço a todos que compareceram!
Que bom que tudo deu certo em mais uma partida como visitantes!
Na hora de voltar o sol se esforçou pra nos acompanhar até onde foi possível.
Depois de quase 700 km, enfim cruzamos o rio Paraná e chegamos ao estado de Mato Grosso do Sul. Nosso destino era a cidade de Três Lagoas, onde vivem cerca de 117 mil pessoas.
Nem bem chegamos e já caímos em tentação…
Olha o que dá as boas vindas aos visitantes: a loja de fábrica da Mabel!!!
E olha que lindo presente ganhamos de boas vindas… Araras animando os céus!!!
E não são apenas araras… Em Três Lagoas também existem Capivaras (elas estão andando de boa ali na “Primeira lagoa”). Vez ou outra, uma acaba virando alimento dos jacarés que também vivem por ali…
Aliás, o nome da cidade vem realmente de três lagoas lá presentes. Mas, só a chamada “Primeira lagoa” tem uma estrutura legal.
Vale muito a pena passar umas horas caminhando pela orla e se divertindo até o sol se por.
Aproveitamos para dar uma descansada, afinal havíamos viajado bastante…
Mas… não há muito tempo para descansar. Afinal, estamos em Três Lagoas para conhecer e registrar o Estádio Benedito Soares Mota, também conhecido como “ Madrugadão”.
Diferente da maioria dos estádios que visitamos que são municipais, o Madrugadão foi construído como um estádio estadual, porém acabou sendo entregue ao município.
O estádio fica localizado na Rua Cel Augusto Corrêa da Costa, em uma área tranquila. E ao chegar e ver que não tinha ninguém, pensei que não ia conseguir registrar o interior do Madrugadão…
Já íamos nos contentando apenas com fotos do lado de fora…
O estádio foi sede de 3 times que disputaram o Campeonato Sul Matogrossense.
O mais antigo deles é o Comercial Esporte Clube.
O Comercial EC foi fundado em fevereiro de 1931. Seu mascote é um galo. O time segue em atividades no futebol amador e no feminino.
Outro time da cidade é o Dom Bosco Futebol Clube.
O Dom Bosco FC foi fundado em janeiro de 1952. No Campeonato Sul-Mato-Grossense de 1995, chegou até as semifinais, mas acabou eliminado por escalar um jogador irregular, encerrando assim suas atividades. Recentemente, participou de uma amistoso, homenageando os 30 anos do Misto EC.
Sendo assim, o Misto EC é o terceiro time a disputar seus jogos no Madrugadão.
O time, conhecido como o “carcará da fronteira” foi fundado em um 1º de maio de 1987, sendo que o nome veio porque cada atleta da equipe pertencia a um bairro diferente. Em 1999, o time se profissionaliza e passa a disputar o Campeonato Sul Matogrossense. Chegou a disputar a série A sendo vice-campeão em 2008. Além disso, disputou uma Copa do Brasil sendo eliminado pelo Corinthians. Em 2011 foi campeão da série B:
Aqui o time de 2017:
Voltando à atualidade… Olha quem apareceu pra nos salvar… O responsável pelo Estádio Madrugadão!
Sendo assim, vamos dar uma olhada por dentro do estádio:
Aqui, uma foto aérea pra se ter ideia da localização:
E vamos ao gol!!
O estádio Benedito Soares da Motta foi inaugurado em 15 de Junho de 1954.
Somando suas arquibancadas (a coberta e as descobertas), chegamos a uma capacidade de 6 mil torcedores.
Mais uma olhada nesse lindo campo!
Aqui o gol do lado direito de quem olha da arquibancada coberta:
Aqui o lado esquerdo:
Os bancos de reserva seguem lá, muito bem cuidados:
Olhando os bancos a uma distância maior:
E olha que árvore linda ali, quase dentro do campo!
Antes de irmos embora para dar sequência, acho que vale a pena citar o antigo Estádio da ADEN. O estádio da Associação Desportiva Noroeste segue recebendo cuidados da Prefeitura e abrigando vários jogos do amador.
Em 2009, o Santo André disputou a série A do Campeonato Brasileiro. Por coincidência, a equipe Easton Cowboys and Cowgirls esteve em turnê pelo Brasil para disputar uma série de amistosos. E assim, conseguimos levar os ingleses ao Estádio Bruno José Daniel para acompanhar Santo André x Flamengo.
O Easton é uma equipe de futebol (entre outros esportes) criada em 1992, em Bristol, Londres. O site deles é http://eastoncowboys.org.uk .
Nesse domingo (25 de agosto de 2013), acompanhamos uma partida épica, pela última rodada da primeira fase da série D, Santo André e Marcílio Dias se enfrentaram no Estádio Municipal Bruno José Daniel.
É sempre um grande prazer acompanhar o time da sua cidade, onde pode se encontrar as diferentes gerações de torcedores, esse é o sr. Cerchiari, que não perde um jogo do Ramalhão!
Outra coisa que a torcida do Santo André está envolvida é a reforma do estádio. O primeiro passo (grande, se pensar na atuação de uma torcida) foi a retirada do ex-prefeito, na última eleição.
Agora, seguimos cobrando a continuidade das obras do atual prefeito e os detalhes do que foi feito durante a reforma.
Lá ao fundo pode se ver o início das obras.
E ao lado do banco, o nosso atual treinador, Paulo Roberto, um cara muito gente boa e que vem fazendo um trabalho legal a frente do time.
O estádio recebeu um bom número de torcedores (quase 2 mil pessoas).
O destaque negativo fica por conta do enfrentamento ocorrido entre as torcidas do Santo André e do Marcílio Dias, na rua lateral do estádio. Mas dentro do estádio, o clima foi tranquilo, nada além de provocações.
Em campo, o time do Santo André deu motivos para a festa. Após um primeiro tempo em branco, o Ramalhão abriu 2×0, com gols de Muller (na foto abaixo, comemorando ajoelhado) e Juninho Silva.
A torcida foi ao delírio! Só quem torce pro Santo André, sabe o que foi ver o time na série A, em 2009, despencar para a série D, em 2013.
Ainda existem muitas famílias e amigos frequentando o estádio. A sensação de estar entre amigos é total!
Mas… Torcer para o Santo André é perigoso para os cardíacos. Quando todos já cantavam a vitória e a classificação, veio o terror.
Em menos de 10 minutos o Marcílio Dias empatou o jogo.
Mas nem o time nem a torcida desanimaram e o Ramalhão conseguiu se superar fazendo 3×2 e classificando assim para as oitavas de final da série B, jogando contra o Metropolitano de Santa Catarina…
A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.
Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).
O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.
O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.
Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.
Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:
O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.
Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?
O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.
Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).
Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :
Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:
Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.
A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:
No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:
O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.
O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.
Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.
O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.
Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.
Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.
Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.
O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas. E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.
Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.
O mascote do CSA é o Azulão:
Ouça o hino no link abaixo:
Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/
Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Ainda que sua cidade tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!
A 59ª Camisa de Futebol do nosso blog é a camisa do Coritiba Football Club. É uma réplica, comprada num calçadão em Curitiba por R$16. Adoro réplicas bem feitas a preços camaradas… Por que não se pode ter camisas oficiais mais baratas?? Pô, de R$16 pra R$116 é demais…. (daqui de 2025 eu te digo, R$ 116 hoje em dia é uma pechincha!!) Esse modelo de Camisa do Coritiba me lembra muito a do Celtic, ou do Sporting de Portugal, e eu acho uma combinação de cores ótima para listras horizontais. O detalhe é para o número dourado, que também acho bonito:
Bom, mas falemos sobre o Coritiba FC, dono da camisa, e sem dúvida um dos maiores clubes brasileiros. Antes de mais nada, se quiser ver o que eles mesmos falam, o site do time é www.coritiba.com.br . O Coritiba FC foi fundado em 12 de outubro de 1909, ou seja, festejou, esse ano seu primeiro centenário.
O clube nasceu graças a Frederico Fritz Essenfelder, um dos membro de um grupo de atletas que praticavam ginástica, que apareceu com uma bola e apresentou o jogo aos colegas.
Logo, todos estavam completamente apaixonados pelo esporte e decidiram fundar um clube só de futebol. Nascia o Coritibano Football Club, que em 23 de outubro de 1909, teve seu primeiro jogo contra um time de funcionários da estrada de ferro de Ponta Grossa. Abaixo, a foto do time que jogou sob o nome Coritibano:
Até 1916, usou a área do Jóquei Clube Paranaense como campo.
Em 1910, o nome do clube foi alterado para Coritiba, grafia européia, utilizada na época para designar a cidade. As cores, verde e branco, são uma referência às da bandeira do estado. Em 1915 o clube participa de sua primeira competição oficial, e no ano seguinte, conquistou seu primeiro título, no campeonato estadual.
O time é popularmente chamado de “Coxa Branca”, devido aos seus primeiros times serem formados basicamente por descendentes de alemães. Um dos possíveis criadores do apelido seria Jofre Cabral e Silva (torcedor e anos mais tarde, presidente do rival Atlético Paranaense) que tentava irritar o zagueiro Hans Breyer, chamando-o de “Coxa Branca”. As décadas de 20 e 30, trouxeram muitas novas conquistas ao clube, mas sem dúvida, o maior presente foi a inauguração do Estádio Belfort Duarte, em 1932.
Não dá pra resumir em um único post tanta história, então só para citar, os anos 40, 50 e 60 foram repletos de títulos e conquistas. Em 1969 o Coritiba faz a primeira excursão para o exterior. No ano seguinte, montou um time cheio de estrelas, visando aumentar o público e assim conseguir recursos para ampliação do Estádio Belfort Duarte. A década de 70 é chamada de década de ouro, graças a hegemonia conquistada no futebol paranaense. Conquista um hexacampeonato estadual, maior seqüência de vitórias na história do profissionalismo no futebol paranaense, e chega em quinto lugar na primeira edição do campeonato brasileiro, de 1971.
Em 1977, o nome do estádio é alterado para Major Antônio Couto Pereira, em homenagem ao falecido presidente do clube.
A década de 80 inicia-se em alto estilo, e o Coxa fica em terceiro no campeonato brasileiro de 1980. Mas o grande ano do time é 1985. Com um elenco modesto (do qual fazia parte o goleirão Rafael, e seu bigodão, que dizem terperdido a orelha num jogo, ao enroscar-se com a rede do gol…), e comandados por Ênio Andrade o Coritiba chega a final contra o não menos desacreditado Bangu.
A final, em pleno Maracanã é decidida nos penaltys. Veja como foi:
Campeão nacional, o Coxa participa da Libertadores da América de 1986, mas faz uma campanha discreta. Em 1987, lembro bastante do Coritiba porque ele foi um dos times a disputar a Copa União (e consequentemente estar em um dos melhores álbuns de figurinhas de futebol).
Em 1988 o Coritiba quase cai para a segunda divisão paranaense. Em 1989, após perder o mando de campo, o time foi obrigado a enfrentar o Santos em Juiz de Fora, um dia antes de jogar contra o Vasco. O time compra a briga e ganha na justiça comum o direito de adiar a partida. Assim, não enfrenta o Santos e como punição é rebaixado pela CBF para a Série B. O time só retornaria à primeira divisão em 1995, no último jogo sendo disputado contra nada menos que o rival Atlético Paranaense, e veja como foi:
Em 1997, o Coxa é campeão do Festival Brasileiro de Futebol. Em 1998, foi eliminado pela Portuguesa nas quartas-de-final do brasileirão, na época do “melhor de 3”. Em 2002, brilha como uma das melhores equipes do campeonato brasileiro e lança o projeto de clube-empresa. Em 2003 chega em quinto no Campeonato Brasileiro e conquista o direito de disputar a segunda Libertadores da América de sua história. Mas no ano seguinte é novamente eliminado precocemente da competição sulamericana. Em 2005, o time foi rebaixado para a Série B da competição, assim como Atlético Mineiro, Paysandu e Brasiliense. Em 2007, conquista o acesso à Serie A do Campeonato Brasileiro, sagrando-se campeão da Série B .
Em 2009, o time está lutando para não cair novamente.
Como estivemos por Curitiba no fim do ano passado, eu e a Mari não resistimos em fazer um tour pelo Estádio..
A Mari se encantou com o estilo old school do Estádio do Coxa.
A arquibancada é mesmo muito grande, principalmente quando você está sozinho no estádio…
Fomos muito bem recebidos pelo assessor de imprensa do clube, mesmo sendo no mesmo dia em que ele iria apresentar o novo técnico do time (na época Ivo Wortmann)
Essa foto abaixo é um poster que está na parte interna do estádio. Maravilhoso não?
O estádio Major Antônio Couto Pereira é o maior do Paraná, e hoje tem capacidade para 37.182 pessoas. Vale lembrar que alguns torcedores o chamam de Alto da Glória (nome do bairro). O mascote do Coritiba é um velhinho, o Vovô Coxa, em alusão ao time ser o mais antigo do Paraná:
Fica nossa homenagem e respeito aos 100 anos de existência do Coritiba FC.