Essa música foi uma mistura de protesto e de reflexão na época em que o então prefeito Aidan derrubou a arquibancada coberta do Estádio Bruno José Daniel.
Essa música foi uma mistura de protesto e de reflexão na época em que o então prefeito Aidan derrubou a arquibancada coberta do Estádio Bruno José Daniel.
Ufa… Depois de tantos posts sobre estádios e viagens, enfim um que dá sequência ao looooongo caminho rumo às mil camisas.
A 179ª camisa vem da Bahia, e é da Sociedade Desportiva Juazeirense!

O time foi fundado em 12 de dezembro de 2006 pelo, então deputado, Roberto Carlos, que perdeu a eleição para presidente do outro time da cidade, o Juazeiro Social Clube, seu maior rival desde então.

Dois anos após sua fundação, a Juazeirense estreiou no Campeonato Baiano da Segunda Divisão.
O acesso à primeira divisão veio em 2011, com o time abaixo:
Em 2013, o time disputou a série D do Brasileiro:
Bigodes de queijo a parte…
A nossa viagem chegou ao fim. Ainda pela Rodovia Washington Luiz, decidimos visitar nosso último estádio em Araraquara.

A ideia não era visitar o estádio da Ferroviária, mas sim, um estádio realmente perdido, escondido em meio à plantação de cana, também dentro de uma usina, assim como foi o primeiro da nossa viagem (em Ibaté, cidade vizinha, veja aqui como foi).


Falamos do Estádio Comendador Freitas, que também já foi chamado de Estádio Garibaldi Pereira, localizado na Usina Tamoio, mais uma usina do grupo Raizen.
Tamoio era um distrito de São Carlos e só posteriormente passou para Araraquara.
O estádio pertencia ao extinto Tamoyo Futebol Clube, mas outros times mandaram seus jogos lá, como o Ibaté Futebol Clube e a Usina Tamoio FC (antes AA Tamoio).


Mas, infelizmente não pudemos entrar para registrar o estádio 🙁

Estamos em negociação com a diretoria e a assessoria de imprensa da Usina para conseguir uma autorização, mas…
Para você que nos acompanhou nos 19 estádios anteriores, conseguimos algumas imagens do campo e também da igreja, que ficam na parte interna.
Descobrimos ainda, que o vereador Donizete Simioni e o historiador Rogério Belmiro Tampellini estão na luta para que o Estádio Comendador Freitas, a Igreja e as edificações nos arredores sejam tombados como patrimônio histórico e cultural.
E olha que lindo o estádio:

Nessa imagem mais antiga, fica ainda mais charmoso:

Ainda encontramos algumas fotos do lado interno, procurando pela Internet, de coisas mais recentes:

A essas verdadeiras obras de arte do passado:

Suas arquibancadas tem capacidade para 2 mil torcedores e já foram usadas tanto para torcedores de futebol como pela população em geral em festas e comemorações cívicas.

O Estádio foi construído em 1929 e inaugurado em janeiro de 1932. Passou por uma reforma em 1986 e foi fechado em 1994. Aqui, o time da Usina Tamoyo em 1956:

Aqui, outro lindo achado histórico:

Aqui, o time de 1965:

O time posando em frente ao estádio, nos anos 70:

Aqui, o time de 1979:

E olha o estádio ao fundo, que lindo!

Ouvimos ainda sobre um possível jogo em que o Santos de Pelé enfrentou a Ferroviária, nesse estádio, em 26 de abril de 1970, num domingo pela manhã, em comemoração ao primeiro aniversário da Administração da Refinadora Paulista S.A., reunindo centenas de torcedores. A AFE teria vencido o jogo por 1×0. Pra terminar, mais algumas fotos recentes divulgadas pelo site da Câmara de Araraquara:






E assim, termina nosso rolê pelos Estádios do Noroeste Paulista. Com uma paradinha pra almoçar em São Carlos, antes de enfim voltar para Santo André. Foram apenas 3 dias de viagem, mas que duraram uma eternidade em nossos corações e mentes. E todas essa memórias estão registrada e divididas com vocês nesses últimos 20 posts. Obrigado por estar conosco em todos eles!
Antes que ele seja comprado, usado, escondido e trancafiado!

Viajar é preciso, navegar é preciso, e quem não tem barco, viaja como dá, rasgando as estradas em busca de novas aventuras, experiências e estádios.
E assim, chegamos em mais uma cidade incrível que sempre povoou minha mente, só de eu ouvir falar dela: Jales!
Nunca entendi porquê, mas Jales sempre esteve na minha mente como um lugar a ser visitado.

Na cidade, vivem hoje cerca de 49 mil pessoas, mas mesmo assim, ainda consegue manter uma cara de cidade do interior, porém em franco crescimento.
O nome da cidade é uma homenagem a Euphly Jalles, vereador de Fernandópolis, da qual Jales se emancipou.

Porém, antes de seguir em busca do estádio local, era hora de visitar um outro ponto local de grande importância: o restaurante Dom Lugui!
Horas e horas de estrada exigem um belo prato! Aliás, R$ 12 e você come o que quiser… E é uma comida caseira muito gostosa.
Muitas opções para quem é vegetariano como a gente!

De barriga cheia, seguimos até o nosso objetivo: o Estádio Municipal Roberto Valle Rollemberg!
O estádio foi a casa do Clube Atlético Jalesense, que disputou competições da Federação Paulista até os anos 90, tendo estreado na Quarta Divisão, em 1963.
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E também da A.E. Jalesense, time fundado na década de 50, que por algumas vezes disputou o campeonato por lá também.

Vamos conhecer o estádio?
Os dois times da cidade tiveram suas idas e vindas até o fim dos anos 70, porém, em 1979, o Clube Atlético Jalesense retorna à ativa para disputar mais 22 vezes a competição, com destaque para a campanha de 1990 que levou o time à série A2:
Time de 1989:

O mascote dos dois times era o mesmo: um dragão. Infelizmente, atualmente o futebol em Jales encontra-se sem nenhum time no futebol profissional, porém a liga amadora é bastante atuante.
O estádio possui uma estrutura linda! Contando todas as arquibancadas, a capacidade chega a 7 mil torcedores!
Achei triste algumas matérias da imprensa local que considera o campo um “entrave” para uma região de grande desenvolvimento urbano e valorização.
Ainda critica o custo de manutenção que ele exige.
Enfim… Os caras querem mesmo que o estádio seja vendido e demolido…
Triste não?
Na contramão desse desejo, a Prefeitura Municipal de Jales começou a reformar o estádio, utilizando recursos de convênio firmado pela prefeitura com o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, no valor de R$ 184. 884.
E lá estão as árvores ao redor do campo, que tanto vimos nos campos visitados nesta tour.
Uma coisa que eu curto muito nos estádios antigos é que eles utilizavam madeira nas arquibancadas, e isso quase não se vê mais hoje em dia.
Mesmo no campo do Jalesense, a arquibancada de madeira, agora está interditada.


Lembro de ter ouvido, no fim de 2013, boatos sobre a volta do C.A. Jalesense ao profissionalismo, mas, até hoje, ficou no plano. Espero podermos voltar a este estádio para ver um jogo no futuro!
Sim, a estrada é longa, mas não tão deserta… Depois de tantas horas dirigindo, chegamos a uma das últimas cidades do estado de São Paulo na direção Noroeste, sentido Mato Grosso do Sul: falamos de Santa Fé do Sul, uma estância turística que é tão bacana e surpreendente quanto longe, estávamos a mais de 650 km de casa!
A cidade possui uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, que vivem bem por suas ruas largas, várias praças temáticas e monumentos que contam sua história e cultura em plena rua.
Pelo que pudemos ler, trata-se de uma cidade de clima quente, com sol na maior parte do ano, aumentando ainda mais a ideia de qualidade de vida e sossego do interior.
Você pode passear pelo parque das Águas Claras, Mata dos Macacos, museu a céu aberto ou se divertir entre um barzinho e outro.

Ah, e claro, tem a igreja da cidade!
Nosso objetivo era conhecer o estádio onde o time local mandava seus jogos: o Santa Fé F.C.:

O Santa Fé Futebol Clube atualmente está licenciado do futebol profissional, mas desde sua fundação, em 8 de março de 1966, até sua última participação (na 4a divisão de 1994) foram 15 participações no Campeonato Paulista de Futebol.
A partir de 1969, o time passou a disputar o futebol profissional disputando a série A3, com o time abaixo:

Ainda disputaria a A3 em 1970, 80, 81 e de 1988 a 1991. E no meio dessa aventura, ainda conseguiu disputar a série A2 de 1982 a 87. Em 1982 fez uma campanha histórica, chegando muito perto do acesso! Em um campeonato com uma fórmula bem maluca, jogou o primeiro turno em duas fases, onde o Santa Fé FC não se classificou para a decisão do turno:


O campeão do primeiro turno foi o AE Araçatuba. E o segundo turno também foi em duas fases:


A boa campanha fez com que o Santa Fé FC disputasse a decisão do turno com o Dracena.

Passando pelo Dracena o Santa Fé FC conquistou o direito de disputar a decisão do grupo com o vencedor do primeiro turno (o Araçatuba). O vencedor iria para um quadrangular final de onde sairia o acesso à primeira divisão, mas infelizmente não deu pro time do Santa Fé…

Por fim, nos anos 90, o time aventurou-se com um novo distintivo e ainda jogou uma edição da 4a divisão paulista, em 94:

Em 2021, surge um novo Santa Fé FC na cidade e desde então passa a disputar as competições da categoria de base da Federação Paulista e até mesmo a receber a Copinha.

Recentemente, entrevistamos a atual gestão do time:
Esse é o time sub20 de 2025:

Nesse tempo todo, mandou seus jogos no Estádio Municipal Evandro de Paula, que infelizmente não tem mais uma identificação visual que o caracterize…
Mas, o estádio segue vivo, firme e forte, vamos conhecê-lo melhor?
Suas arquibancadas têm capacidade para cerca de 3.500 torcedores.

O gramado está muito bem cuidado, para a alegria dos times amadores que utilizam o campo.

A arquibancada é sempre uma imagem mágica… E merece estar aberta e, preferencialmente, cheia!


Ficamos orgulhosos em poder vivenciar alguns minutos nesse local que já gerou tanta energia e alegria para a população local.


Que as portas sigam abertas para os times, as torcidas….

E que as estradas também estejam prontas pra nós e sempre nos tragam novas amizades, experiências e permita dividir a felicidade que encontramos com aqueles que conhecemos!


Dando sequência à nossa turnê de inverno de estádios, partimos para Taquaritinga, mais uma linda cidade do interior, à beira da Rodovia Washington Luiz, depois da cidade de Matão.
Possui uma população de aproximadamente 54 mil pessoas, com uma economia que gira em torno do agronegócio.
Um ilustre morador nos chamou a atenção logo na chegada à cidade…
A cidade possui uma paixão no esporte: o Clube Atlético Taquaritinga, fundado em 1942 e que infelizmente encontra-se licenciado desde 2014. Já escrevemos sobre o time e sua camisa, quem quiser, pode ler mais aqui.

E não muito distante da estrada, encontramos o Estádio Dr Adail Nunes da Silva, ou simplesmente “Taquarão”.
O Taquarão está localizado na avenida João Periassinotti e é sem dúvida um dos campos com a história mais bacana do futebol paulista.
Tentei resumir essa história nesse vídeo…
Pra quem não quer me assistir ou ouvir falando, a história é a seguinte, em 1982, o CAT conseguiu o acesso à “Primeira Divisão” do Campeonato Paulista do ano seguinte, com o time abaixo:
Entretanto o estádio não possuía as condições exigidas pela Federação Paulista para abrigar jogos deste campeonato.

No jogo de abertura, um amistoso de força: Taquaritinga 2×5 Cruzeiro. O leão mostrava suas garras para a raposa, deixando claro que seria um time difícil de ser batido no paulistão.
E as bancadas estão ali até hoje, resistindo a todos os problemas que o time e o próprio futebol passou.
O Paulista de 1983 foi inesquecível para time e torcida (com direito a recorde de público de 25.500 na vitória diante do Corinthians por 2×0). A campanha do time:
E olha o estádio naqueles dias…

Mas, para a Federação, só as bancadas ali, de pé não bastam e em junho de 2014, o estádio foi lacrado, impedindo o retorno do CAT ao futebol profissional, pela série B do campeonato paulista.
O presidente do clube, Bento Previdelli não conseguiu os documentos que regularizassem as obras realizadas (laudo do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária e da Polícia Militar, além da vistoria dos engenheiros da Federação), segundo ele, não houve empenho por parte da prefeitura, permitindo que o estádio fosse lacrado, com direito a multa caso o estádio fosse utilizado.
Triste visão das bancadas agora vazias…
Tantas histórias, sentimentos, emoções… Tudo mais uma vez paralisado, no mínimo até 2016… Lembrando que o time até 2010, estava na série A2.
As seguintes quedas do time prejudicaram na atração dos torcedores nos últimos anos, e agora os anos “paralisados” parecem perder cada vez mais a conexão com a cidade…
E dessa vez, não houve comoção entre a população, não houve mutirão, nem grandes apoios…
Os últimos torcedores do time sofreram calados…
Será que conseguiremos voltar em 2016 para enfim assistir um jogo do CAT?

A nossa parte está aí. Registrando em imagens, palavras e sentimentos a realidade do Taquarão… Será que ainda há o espírito do leão presente no coração e mente das pessoas da cidade? A mesma cidade que fez o milagre acontecer em 1983? Será só culpa dos dirigentes e políticos da região? Ou a população também deixou essa tragédia acontecer?
Ainda no momento a cidade não passe por um boom imobiliário tão forte quando outras cidades, não custa lembrar que várias outras cidades estão passando por um processo de demolição e venda dos estádios para a construção de novos empreendimentos habitacionais…
Ou seja… A morte do futebol do interior.
Torcedor, na real, estamos em guerra… Contra o sistema, contra o Estado, contra nós mesmos… Somos nós que vamos definir o futuro de nossas cidades. De que lado você está?

Nossa primeira parada nesse rolê de inverno, foi a cidade de Ibaté, que fica às margens da Washington Luiz, logo após São Carlos.
O nome significa “no cume” em Tupi e remete ao fato da cidade estar no alto de uma colina.
Com pouco mais de 33 mil habitantes, a cidade é bastante arborizada e ainda mantém o aspecto interiorano de tranquilidade, com ruas largas e ainda pouco movimentadas. Para maiores informações, clique aqui e acesse o site da Prefeitura.
Não podíamos deixar de fotografar a praça central da cidade, onde encontra-se a igreja local e um pessoal que colocava o papo em dia embaixo das frondosas árvores.
A cidade possui vários monumentos, esse é uma obra de Adélio Sarro.
O futebol ainda tem importância no dia a dia da cidade. Para se ter noção, entre os dias 11 e 18 de julho,teremos a Copa Pan-Americana de Futebol 2015, com delegações de 5 países: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

O Grêmio mandava seus jogos no estádio da própria usina, ou seja, para chegar até lá, tínhamos que chegar até a sede, e assim fizemos, porém, agora a Usina pertence à Raizen e eles não permitem fotografar a sede, então, segue essa foto da estrada onde pode se ver um pouco da usina…
Ao chegar lá, fomos informados que, para nossa sorte, poderíamos fotografar o estádio porque ele se localiza no lado externo da Usina, e para chegar lá, basta pegar aquela estradinha de terra ali. Detalhe, havia chovido bastante nos dias anteriores…
Chegando no posto de gasolina, vire à esquerda e pronto…
Lá vamos nós para o primeiro estádio desse rolê!
O Estádio atualmente serve aos funcionários da Usina, e embora mantenha a arquibancada ao fundo, o gramado já não é mais o mesmo de outrora.
O grande momento do estádio foi em 1986, quando o Grêmio disputou a terceira divisão do Campeonato Paulista, ao lado de equipes como Palmeiras (Santa Cruz das Palmeiras), Vargeana (Vargem Grande do Sul), Sanjoanense (São João da Boa Vista), União (Tambaú), Santa-Ritense (Santa Rita do Passa Quatro), Descalvadense (Descalvado), Estrela da Bela Vista (São Carlos), Botafogo (Barra Bonita) e Pirassununguense.
Ao lado do campo é possível ver um pedaço da mata que outrora deve ter sido maior e que atualmente ocupa uma área pequena, dando espaço cada vez maior à cana.
Os vestiários e demais espaços também seguem muito bem cuidados.
Sem dúvida, ficamos muito contentes em poder registrar imagens de um estádio que está na história do futebol paulista e que provavelmente jamais verá uma disputa profissional novamente.
No caminho para o estádio, paramos em um posto para perguntar o caminho da usina e ouvimos uma história muito doida de um senhor que trabalhou lá.
Ele disse que várias vezes, quando passou a noite ali por perto, ouviu ruídos como se alguém estivesse assistindo o jogo e gritando com os jogadores. Segundo ele conta, seriam gritos de um ex treinador que trabalhava na usina e morreu em um acidente. Confesso que de noite deve dar muito medo estar por ali…
Com a missão concluída, e com sucesso, fizemos uma foto que mostra uma visão mais completa do Estádio, a arquibancada, que fica à esquerda da imagem abaixo, comporta cerca de 2 mil pessoas:
Um gol em dose dupla! Um campo que nunca estivemos antes e além disso, de um time que surgiu e desapareceu como mágica…
Ao mesmo tempo em que ficamos contentes e orgulhosos por mais esse registro histórico, fica certa tristeza ao imaginar que estádios como esse e times como esse dificilmente voltarão a enfrentar clubes por uma competição oficial, enchendo de orgulho sua cidade e população, ou no caso, os trabalhadores da Usina.
Mais um final de semana de aventuras no mundo do futebol. Dessa vez, pegamos a Ayrton Senna / Dutra e fomos até Taubaté.
Nossa missão: acompanhar a final da série A3, entre o time local e o Votuporanguense, no tradicionalíssimo Estádio Joaquim de Morais Filho, o “Joaquinzão”.
Mesmo tendo perdido o primeiro jogo, em Votuporanga por 3×0, alguns amigos da torcida local disseram que a cidade estava confiante na reversão desse placar.
Eu e a Mari acreditamos e pra poder aproveitar o rolê, fomos um dia antes pra Taubaté, pra sentir o clima da final.
Ainda no sábado, demos um pulo no Joaquinzão para comprar nossos ingressos!
O time tinha acabado de treinar e deu pra bater um papo com alguns jogadores. Encontramos também diversos torcedores do Taubaté que foram até lá pra apoiar o time, ou mesmo pra pegar autógrafos do time que poderia entrar pra história!
Vale lembrar alguns dados do Estádio Joaquinzão: atualmente sua capacidade é de 9.600 torcedores, diferente dos mais de 20 mil lugares disponibilizados desde sua fundação, em 1967.
Antes dele, o Taubaté mandava seus jogos no Estádio Praça Monsenhor Silva Barros, “O Campo do Bosque”.
E para a construção do novo campo, em 1958 houve uma grande campanha de arrecadação de tijolos.
A partida de estreia foi contra o São Paulo que venceu o time local por 2 a 1.
Atualmente,o time do Taubaté vem superando as dificuldades e se posicionando cada vez mais como o time da cidade, lutando contra a massificação dos jovens que cada dia mais se deixam levar pela mídia e notoriedade dos times da capital.
O recorde de público do estádio aconteceu no jogo contra o Corinthians, em 11 de junho de 1980: 21.272 torcedores, e embora a realidade atual seja diferente, o público esperado para o jogo é um dos maiores dos últimos anos.
Mas…
Antes do jogo, fizemos o tradicional rolê pela cidade, conhecendo um pouco dos lugares tradicionais da cidade, de restaurante até a antiga estação de trem, sem deixar de conhecer a Feira da barganha, em frente o Mercado Municipal, nos domingos pela manhã (deu pra ir antes do jogo)…
A boa surpresa foi que ficamos no mesmo hotel que o time do Votuporanguense, o que nos permitiu vivenciar um pouco da sensação de disputar uma final, quase como parte do grupo.
Além disso, tivemos a sorte de conhecer o Émerson, que coordena o VotuNews, portal muito bacana que leva à Internet as informações sobre a cidade de Votuporanga, em especial o esporte.

O time do Votuporanguense chegou confiante graças ao placar elástico no jogo de ida, mas em momento algum, percebemos qualquer sentimento de “já ganhou”.
Ao contrário, sabiam da dificuldade que seria enfrentar o Taubaté no Joaquinzão.
Eu e a Mari demos uma volta pela região e após muitas atividades, o sábado foi chegando ao fim.
Chegamos ao hotel, prontos pra descansar pro dia seguinte. Por volta das 23hs quando começamos a pegar no sono… Uma surpresinha… Um barulho ensurdecedor praticamente na nossa janela do hotel…
Na mesma hora, percebemos como seria aquela noite. E assim foi até as 6 horas da manhã. De hora em hora os rojões despertavam aqueles que tentavam dormir e têm o sono mais leve.
No dia seguinte, levantamos cedo, pra aproveitar o momento do café da manhã com os atletas do Votuporanguense e não se ouvia outra coisa entre eles, e também entre os demais hóspedes do hotel: a noite do sábado fora um “mini Iraque”. Aparentemente os jogadores levaram numa boa, mas alguns hóspedes estavam mesmo bravos com todo o barulho gerado pela torcida do Taubaté.
Confesso que achei engraçada aquela situação, afinal, em tempos de “futebol moderno” onde qualquer coisa é considerada radicalismo, o pessoal de Taubaté soube aproveitar uma oportunidade, sem ofender ou agredir ninguém.
Saímos cedo pra conhecer a feira da barganha e quando voltamos estranhamos a presença do ônibus dos jogadores ainda no hotel.
Ficamos sabendo que além dos rojões, a torcida local furou (ou murchou) alguns pneus do ônibus, atrasando a saída do time e obrigando o Votuporanguense a utilizar o ônibus dos torcedores para levar os atletas ao estádio.
É mole???
Pra quem acha que as boas histórias do futebol morreram, aí está mais uma que pode acompanhar os torcedores por alguns anos.
Bom, mas vamos ao jogo, que é pra isso que estivemos em Taubaté!
A torcida local pareceu ignorar a forte garoa que molhou a cidade desde a noite do sábado e colocou quase 6 mil torcedores no Joaquinzão.
Público formado por torcedores organizados, mas também muitas famílias e torcedores comuns.

Deu orgulho de poder fazer parte dessa história, mesmo não sendo torcedor de nenhum dos dois times.

Aliás, olhando lá para o outro lado, dava pra ver que a torcida visitante também compareceu em um bom número, principalmente se considerarmos a distância entre as duas cidades.


Outro ponto que vale a pena citar é que não vimos nenhum tipo de incidente entre torcedores e olha que demos umas duas voltas em torno do estádio pra sentir o clima do jogo.
Sem dúvida, a chuva reduziu em boa parte o número de torcedores presentes, com certeza em um dia sem tanta água caindo, teríamos quase 10 mil pessoas no campo.
Que fique registrado: choveu durante os 90 minutos.
E isso prejudicou o público, mas também a qualidade do gramado e consequentemente o nível do jogo.
Só que o time do Taubaté decidiu passar por cima de tudo isso.
Das poças, do frio, do jogo truncado…
E foi pra cima do Votuporanguense.
Resultado? Escanteio batido e Lelo marca.
Taubaté 1×0, em menos de 10 minutos.

E pra quem achava que era só um “aperto inicial” o Burrão seguiu no pique e logo aos 15 minutos, marcou o segundo gol.


Os rojões teriam conseguido efeito?
O forte time do Votuporanguense sucumbiria ainda no primeiro tempo, por uma noite mal dormida?
O torcedor local tinha certeza disso, mas…
O primeiro tempo acabou em 2×0, mesmo, sob aplausos da torcida local.

O intervalo foi ótimo para nos permitir conhecer pessoalmente o pessoal da Comando 1914, com quem já trocávamos mensagens na Internet.
Fica aqui um grande abraço ao Ronaldo e todo mundo que fez uma linda festa na arquibancada, não somente na final, mas em cada jogo do Taubaté.

O 2º tempo começou, a chuva não deu trégua, e o time visitante apertou a marcação, mostrando que não entregaria um terceiro gol facilmente.

A torcida local seguia em seu transe quase hipnótico de apoio ao time, torcendo como se estivessem em campo, jogando junto.

Que fique claro, o Taubaté não é uma exceção entre os times do interior paulista. Acometido por dificuldades financeiras (não é fácil manter um time pagando em dia, na série A3) a diretoria conseguiu reunir a Prefeitura, as empresas locais e só assim o envolvimento entre cidade e futebol voltou a se acender.

Por volta dos 25 minutos, decidi dar uma volta pelo estádio e foi incrível perceber que não havia um único torcedor do Taubaté que parecia ter desistido do título.

Dava pra ver nos olhares, nos abraços, nos gritos e na própria postura de cada torcedor o sentimento de dedicação e amor ao time da cidade.
O estádio estava feliz, pela conquista do acesso, mas queria mais.
Entre tosses e espirros, os ensopados, pré-gripados torcedores queriam o título.

O grito de campeão estava preso e sufocado, por anos de convivência com os demais cidadãos que abriram mão do time da cidade para torcer pelos times da capital. Eram 6 mil pessoas que queriam gritar aos sãopaulinos, corinthianos, palmerenses e santistas nascidos na cidade um “ACORDEM, SOMOS CAMPEÕES, O TIME DA NOSSA CIDADE!!!”

Sem desmerecer, ao mesmo tempo, o excelente time e torcida da Votuporanguense. Pra nós, que assistíamos a essa verdadeira ópera como meros espectadores (Se é que era mesmo possível) doía ver o esforço de um time jovem e tão correto caindo em solo molhado.

Mas ainda não havia nada perdido, para nenhum dos times.
Afinal, os 2×0 dava o título ao time visitante.
Passava dos 30 minutos, mais água ainda e o placar igual.
Senhores, senhoras e crianças sofriam nas arquibancadas tanto ou mais do que os atletas em campo.
Havia um sentimento de estafa emocional, lágrimas sendo preparadas para o choro, de tristeza ou felicidade.

O gramado chorava da sua maneira.
As chuteiras não perdoaram, arranharam, machucaram, fizeram o sangrar terra viva, mas esse foi o sacrifício feito pelo Joaquinzão para fazer parte dessa história. Times, torcidas, jornalistas, o campo, uniformes, as traves, a bola, cada pedaço de pano molhado amarrado na arquibancada.
Todos sofriam por igual.
Sério, parecia que em algum momento algo iria explodir e não eram os rojões da noite anterior.
Foi aí que algo aconteceu.
Em meio a tudo isso, um apito longo feito por um maquinista avisava…
Se o trem não para, por que o Burrão iria??

Não sei se foi combinado ou não, mas o estádio começou a gritar o tradicional “EU ACREDITO”, e antes que alguém desmaiasse de tensão ou dor…
Veio o fato que todos (os torcedores locais) aguardavam.
Gol.
Do Taubaté.
E a explosão veio.
De felicidade, de raiva, de amor, de orgulho…

O time da cidade estava presente de corpo e alma.
Abraçad@s, vizinh@s, amig@s, namorad@s, pais e filhos, av@s….
Há tempos não víamos lágrimas tão reais e intensas em torno de uma partida.
46 do segundo tempo.
Outro gol.
Já não há o anormal.
A certeza do título já é uma realidade.
A felicidade em cada gota de chuva já pode ser ouvida dentro e for a do estádio.

Mais fogos de artifício.
Esses vêm de longe.
Houve quem preferisse acompanhar o jogo pela TV ou pela rádio e agora amaldiçoava o fato de perder essa festa queimando o céu.
Eu a Mari saímos quietinhos.
Contentes por poder vivenciar tudo isso tão de perto.
Por ver os amigos do Taubaté levantarem a taça e mais uma vez colocar o nome do time na história.
Ao mesmo tempo, um pouco tristes por saber que o pessoal que havia tomado café da manhã conosco, há poucas horas, voltaria pra casa sem o troféu.
Nos tranquilizamos pensando que o acesso seria um presente grande o suficiente para acalmar a cidade.
Rapidamente estávamos no hotel, tomamos um banho quente pra tentar fugir da gripe e em pouco menos de uma hora estávamos deixando a cidade.

Entre idas e vindas para Cosmópolis, eis que me peguei tendo que matar o tempo em Americana, enquanto a Mari ocupava-se em mais um de seus trabalhos ligados ao mundo da moda.
Oras, que excelente oportunidade de enfim conhecer o Estádio Victório Scuro, campo do Vasquinho (adversário tão tradicional do Santo André FC dos anos 60 e 70).
O time foi fundado em 24 de abril de 1950 como Esporte Clube Vasco da Gama, em homenagem ao Clube de Regatas Vasco da Gama do Rio de Janeiro e já em 1966 passou a disputar o futebol profissional.
O Vasquinnho conquistou, o título da terceira divisão estadual de 1968. E esse era o time (fotos do pesquisador Gabriel Pitor):

Jogou a final contra o Municipal de Paraguaçú Paulista (o embrião do Paraguaçuense), vencendo por 2×0.

Aqui, o momento do gol de penalty:

O Vasquinho mandava seus jogos no Estádio Municipal Victório Scuro, que fica entre os bairros da Conserva e Vila Rasmussen.

Infelizmente o Estádio não é muito sinalizado do lado de fora… A única “fachada” que eu encontrei pra fotografar foi essa, indicando que o estádio é hoje o Centro de Treinamento do E.C. Colorado.
O time passou a se chamar Americana Esporte Clube, em 1976.

Mas seguiu utilizando o Victório Scuro como casa.
A partir de 1979, foi incorporado pelo Rio Branco Futebol Clube, tornando-se o atual Rio Branco Esporte Clube .
Enquanto isso, vamos dando uma olhada no Victório Scuro, eterno “Campo do Vasquinho“.
Aqui, a entrada dos visitantes.
Ainda estão lá as mesmas arquibancadas onde décadas atrás a torcida da cidade estava em massa!
Ao fundo, a cidade que cresce sem parar, e infelizmente esquece dos antigos sonhos locais…
Segue um pequeno vídeo para apreciação.

Acorde Mari, é cedo e frio nas ruas de Rotterdam, na Holanda, mas… É hora de conhecer mais um estádio de futebol, a casa do Sparta Rotterdam.

Hoje, vamos contar um pouco sobre nosso role até o “Sparta Stadion Het Kasteel” a casa do Sparta Rotterdam.

Pra chegar lá é muito fácil. Basta tomar o TRAM 21 e descer no ponto final. É exatamente em frente o Estádio, e mesmo sendo semana de natal… A loja do estádio estava aberta!

Mas, antes de dar uma olhada na loja, vamos dar uma volta e ver o estádio.
O Sparta é o time mais antigo da Holanda em atividade, foi fundado em 1888. É o rival do Feyenoord, com quem faz o dérbi de Rotterdam.

É engraçado como alguns times/estádios geram uma identificação imediata… Esse foi o caso com o Estádio do Sparta Rotterdam.
Mas, a chuva, o horário e a época do ano não ajudaram… O estádio estava fechado 🙁 . Uma pena.
Bom, deu pra fazer algumas fotos do lado de fora mesmo.
Dói o coração quando a gente gosta de um estádio, viaja alguns milhares de quilômetros e tem que ver ele desse ângulo…
Bom, sem estádio, vamos conhecer a loja do time! E pelos deuses do futebol… Quanta coisa legal!
Junto a tantos souvenirs, lembranças e uniformes, bastante memória do Sparta pendurada pelas paredes…


E quanta coisa tem na loja dos caras… Da camisa oficial…
Uns moletons muito loucos!
Até uma miniatura do estádio…
Antes que eu me esqueça, eles tem um site que vende (só não sei se entrega aqui no Brasil): www.fanshop.sparta-rotterdam.nl
Mas mais do que os produtos, me encantam as pessoas. E foi na loja do Sparta que conheci dois senhores: o “Art” e seu amigo, que não recordo o nome. Eles ficaram contentes em saber que antes de conhecer o estádio do Feyenoord eu preferi conhecer a casa e a história do Sparta.
Ficamos um bom tempo vendo fotos antigas e trocando histórias sobre nossos times. Experiência única.
Mas mais do que histórias, acabamos ganhando um presentão deles… Fomos enfim conhecer o lado de dentro do estádio!!!
É de ficar em choque!
Em suas arquibancadas, o Estádio Het Kasteel comporta quase 15 mil pessoas.
Mari disse que o dia estava “um pouco” frio.
A história do Sparta já teve dias de glória, sendo considerado uma das potências da Holanda até os anos 60. Porém, desde 66 segue um jejum de títulos, disputando atualmente a segunda divisão nacional neste belo estádio.
Boa parte das arquibancadas é coberta.
Enfim… Mais um sonho realizado por este andreense que se encanta pelo futebol mundo a fora…
