Em busca do Estádio perdido em Salto

“Quando um estádio é demolido, morre um pouco da história e da alegria da cidade e das pessoas”.

Foi com esse triste sentimento que nos dirigimos a Salto para fazer as últimas fotos do Estádio Alcides Ferrari.

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Foi difícil convencer o porteiro a liberar nossa entrada na antiga casa da Associação Atlética Saltense, para registrar os últimos momentos do estádio.

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Segundo os boatos, a especulação imobiliária falou mais alto, onde nasceram gols e alegria, serão levantadas torres residenciais…

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Muito triste para um time, cuja história começou em março de 1936 e participou de 26 campeonatos estaduais.

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O time está licenciado da Federação Paulista de Futebol desde 2008.

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O Estádio tinha capacidade para cerca de 3 mil pessoas.

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O adesivo colado no vidro, que em pouco tempo virá ao chão relembra uma fase bacana do time.

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Como nunca estivemos em Salto antes, aproveitamos para conhecer também o Estádio do Guarani Saltense Atlético Clube.

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O Guarani Saltense Atlético Clube foi fundado em 10 de fevereiro de 1938, mas hoje, encontra-se licenciado da Federação Paulista de Futebol.

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Pudemos fazer amizade com o pessoal do clube que estava por lá.

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O Estádio João de Arruda já teve seus dias de glória e agora, vê o seu time, que disputou 21 vezes o Campeonato Paulista atuando apenas no amador.

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Aqui uma boa recordação de quando o estádio foi inaugurado.

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E aqui, a placa comemorativa ao cinquentenário do Guarani.

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Esse foi o time que disputou a 3a divisão de 1982:

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Vale ressaltar a força do futebol amador da cidade. Existem, no mínimo dois grandes estádios, além do campo da Saltense e do Guarani que mereceream uma visita: o Estádio Municipal Amadeu Mosca.

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E o tradicional campo do XV de Novembro, o Estádio Benedito Teixeira:
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APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Fanzine Ramalhão

As pessoas tem me perguntado porque tenho escrito menos aqui no blog e a resposta é o foco em um outro projeto: a edição, produção, impressão e entrega do fanzine Ramalhão nos dias de jogo do Santo André.

O trabalho tem sido bem legal, até o Sandro Gaúcho, ídolo ramalhino tem lido:

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Pra quem quer conhecer o zine, aqui vai um pouco da última edição:

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Slide4Abraços!
Saúde, liberdade e futebol!

Postado em Torcida e Torcedores on 11 de novembro de 2014 – 14:13 | Comentários (0)
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174- Camisa do América-MG

A  174camisa de futebol do blog vem de Minas Gerais (de onde já mostramos a camisa da Caldense, do Vulcão e do Tupi).

Ela pertence ao América F.C., da capital mineira.

Distintivo do América

Embora venha da capital, eu comprei a camisa numa lojinha na cidade de Mariana, há alguns anos atrás, quando fomos de busão desbravar as cidades históricas de MG.

O mascote do América é o coelho:

Mascote do America_MG

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Em busca do Estádio perdido em Assis e Salto Grande

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No fim de semana de 16 de agosto, estivemos em Assis para ver o VOCEM e o Assisense (vejam aqui como foi). Mas além dos jogos, também aproveitamos a oportunidade para dar uma volta pela cidade e rever alguns estádios que já marcaram presença no www.asmilcamisas.com.br.

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Um deles é o Estádio Dr. Adhemar de Barros, onde a Associação Atlética Ferroviária de Assis (AAFA) fundada por funcionários da antiga Estrada de Ferro Sorocabana em 1927, mandava seus jogos.

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O Estádio segue seus dias entre o abandono do poder público e o uso pelos que ainda amam o futebol. Infelizmente é quase nula a chance de um retorno do time da Ferroviária ao profissionalismo…DSC00159

 

Mas a emoção e a história seguem no mesmo lugar. Nos gols, na arquibancada que aos poucos perde sua cobertura e sua pintura…

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Falando da Ferroviária, também conhecida como a “Veterana”, o time atuou de 1949 até 1952, até ser rebaixada graças à criação de uma lei que exigia que as cidades tivessem um mínimo de 50.000 habitantes. Retornou à Segunda Divisão (atual A2) em 1958 e permaneceu até o ano seguinte. A partir de 1960, disputou a terceira divisão, até 1976, quando encerrou suas atividades.

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Seu estádio na Rua Brasil, por isso o apelido de “Vermelhinha da Rua Brasil” tem capacidade para 1.000 pessoas. E ele foi nascendo aos poucos; primeiro o campo, depois as arquibancadas, os vestiários, e por fim a iluminação. Foi nele que o time mandou seus jogos na sua fase profissional.

Os gols seguem lá… A espera dos chutes…

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E a Mari até arriscou alguns…

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E eu, com meu eterno espírito de goleiro, o defendi!

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Para aqueles que gostam de colecionar camisas de futebol, a do VOCEM estava a venda (não sei até quando fica) no Supermercado amigão, por R$ 69,00.

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Ah, antes de sairmos de Assis ainda demos uma passada no estádio do DERAC local:

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Pra quem teve preguiça de acessar o post sobre o jogo que fomos ver entre VOCEM e Pirassununguense, seguem algumas fotos do “Tonicão”:

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Antes de irmos pra Assis, demos uma parada em um posto de gasolina em Santa Cruz do Rio Pardo. Olha que legal o visual do posto (sim é um posto, não é uma estação de trem).

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E se estamos pelo oeste paulista, a cultura do trem tem que estar viva a todo momento…. Eles resgataram uma bela locomotiva que percorreu no passado os trilhos entre SP e interior.

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Tinha até uma foto da Santacruzense, em frente ao trem, na década de 40…

E enfim, voltando para Santo André, passamos por Salto Grande!

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A cidade está às margens do rio Paranapanema e rola até um visual praiano, muito bacana!

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Mas não fomos até lá para nadar, mas para conhecer o Estádio Municipal dos Expedicionários.

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É aqui que o Clube Náutico Salto Grande mandava seus jogos.

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O time foi fundado em 1964, e participou da terceira divisão de 1986. Até hoje o “C.N.” de Clube Náutico está em seus portões.

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O campo segue bem cuidado, ainda que meio desnivelado, a grama está verdinha…

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Foi nesse estádio que o time venceu times como o Piraju, Palmital e Chavantense… Nessas arquibancadas, hoje vazias, já houve festa da torcida local…

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Sei que não é fácil manter um time de futebol, mas ainda sonho em ver um time em cada cidade deste país… Defendendo as cores e a cultura local, tendo seu estádio como ponto chave, e até turístico…

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Hora de guardar os sonhos e ir embora…

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Em busca do Estádio perdido em Tatuí

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Seguindo nossa missão de buscar estádios perdidos por este mundo, lutando contra a ideia de que o futebol pareça morrer a cada dia, chegamos a bela cidade de Tatuí…

Fomos em busca do estádio onde o XI de Agosto mandou seus jogos quando disputou o Campeonato Paulista de Futebol, mas aproveitamos para registrar o Estadio do São Martinho, time fundado pelos operários da Fábrica Têxtil São Martinho, no final da década de 1930.

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E pra nossa surpresa, o Estádio Dr. Júnior do Amaral Lincoln na osó está muito bem estruturado como mantém-se como sede do Sao Martinho nas disputas amadoras organizadas pela Federação Paulista.

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Assis 2014, mais uma vez pelo futebol do interior…

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E aí estamos nós, mais uma vez descendo na “estação Assis” para acompanhar o futebol há 500km da capital, onde ainda se podem ver as históricas casas de madeira construídas pelos ferroviários no século passado.

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Os trilhos ainda estão pela cidade e para “forasteiros” como eu e a Mari, acordar as 5hs da manhã para ouvir o trem da manutenção passar por lá é um programão!

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Mais diversão com a Copa 2014 – A visita do TANGO 14 ao ABC

“O tempo te ensina a valorizar mais a amizade, porque isso não se vende e tampouco se pode comprar”.

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Foi com letras como essa que o TANGO 14, banda de “rock de rua” de Buenos Aires, decidiu cruzar a América do Sul em uma kombi e vir até o ABC, pra mostrar seu som e curtir um pouco do clima da Copa do Mundo.

Esse é a música que contém a citação acima:

Conhecemos o pessoal do TANGO 14 há alguns anos, em uma de nossas passagens pela Argentina, se não me engano, em 2009:

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Quem diria que anos depois, estaríamos juntos aqui no ABC, conversando sobre a vida, o futebol, política e dia a dia… E claro, curtindo o som dos caras, graças ao esforço do pessoal da banda 88Não!!!

A mistura de viagem e turnê foi feita de maneira totalmente independente, sem patrocínio nenhum, só contando com a força da amizade entre pessoas que preferiram desprezar os preconceitos entre brasileiros e argentinos tão incentivado pela mídia e por um bando de idiotas.

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Aqui no ABC, quem recebeu o pessoal e ofereceu a própria sede para que eles ficassem hospedados foi a rapaziada da Torcida Fúria Andreense:

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O pessoal da Fúria Andreense foi muito responsa e conseguiu lugar para todos dormirem e ainda dividiram experiências, cervejas, histórias, comilança…

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As aventuras desses 9 argentinos pelas estradas do Brasil foram muitas. Pra se ter uma ideia, eles saíram de Buenos Aires em 2 veículos, porém, chegando em Porto Alegre, um deles teve um problema com o motor e teve que ficar no conserto, a solução foi alugar uma kombi e fazer o percurso RS-SP nela. Ali no fundo dá pra ver a famosa kombi heehehe:

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Com isso, eles acabaram chegando um dia depois do esperado e tendo que cancelar o primeiro show deles, que seria na Zona Norte de SP, numa sexta feira.

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Enquanto isso, seguíamos “monitorando” a viagem via celular, Internet, Whatsapp e as vezes passávamos algumas horas sem contato, imaginando onde eles haviam se perdido hehehe.

Enfim, no sábado, depois de alguma espera, finalmente o TANGO 14 fez sua estreia em terras brasileiras…

Guillerme foi à loucura….

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Eles puderam tocar quase todas as músicas de seu primeiro disco para um público que misturava punks, rockeiros e torcedores, como já de costume em seus shows!

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O show contou ainda com a participação de bandas como 88Não, Chagas e até uma palhinha do Tercera Classe minha banda nos anos 90.

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Mais do que um show, a presença do TANGO 14 no Sônia Maria, um lugar histórico para o Punk Rock do ABC foi um momento de união entre amigos!

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Já era madrugada quando deixamos o pessoal na sede da Fúria Andreense, onde o pessoal da torcida ainda  os aguardava para conversar…

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No dia seguinte, foi a vez de tocarem em São Paulo, no Centro de Cultura Marginal e mais uma vez, show e clima inesquecíveis!

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Pudemos participar de um momento incrível unindo TANGO 14 e 88Não! tocando um som do 2 minutos:

O role foi muito bacana por lá e novamente misturou punx e torcedores…

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Como a banda é formada por gente que depende de seus trabalhos para viver o dia de amanhã, o Tango 14 teve que voltar cedo pra Buenos Aires, só o baterista Adrian pode ficar e deu sorte à seleção Argentina, no jogo da semifinal!
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Despedimo-nos desse post mandando um forte abraço aos hermanos Tommy, Adrian, Neco, Fernandinho, Juanjo, Nicolas, Cuki (el capo de FerroCarril) e aos irmãos Ariel e Cesar Escalante.
É isso aí… Apoie o time da sua cidade, mas antes de mais nada, apoie seus amigos das arqubancadas e das ruas, sejam elas ou não da sua cidade…