Pô, somente hoje publico a história do nosso rolê boleiro de sábado e a culpa dessa demora é do Felipe (acima, com sua barba ruiva e blusa vermelha), que passou uns dias aqui com a gente e acabou tomando todo o nosso tempo hehehe.
Como o Felipe é do interior do Paraná (Londrina), fiz questão de levá-lo pro interior e conhecer pessoalmente a tradição do XV de Piracicaba, para uma partida válida pela Copa Paulista.
O jogo era contra o AUDAX, a nova denominação do PAEC (Pão de Açúcar Esporte Clube), time da capital que vem com uma nova proposta para o futebol profissional.
E fomos em uma verdadeira caravana pro Estádio Barão de Serra Negra. Eu, a Mari, o Felipe, além do Gui e da Jéssica. No estádio ainda pudemos encontrar alguns amigos locais, como o Rui!
Em terras piracicabanas, encontramos o Guilherme local (na foto abaixo, de agasalho branco) e ainda tivemos a honra de conhecer o Rui Kleiner (na foto acima, de branco). Ambos muito gente fina e apaixonados pelo XV.
É dessa forma que a gente procura fazer nossa revolução pessoal e social. Fazendo novos amigos e dividindo experiências. Seguimos na nossa campanha “Apoie o time da sua cidade” e o Rui disse pra gente o que é torcer pro time da sua cidade…
Embora uma chuva chata caísse durante todo o tempo, mais de 1.000 torcedores compareceram ao jogo, apoiando o time do XV.
Claro que pra se proteger da chuva, teve quem preferisse a cobertura da marquise, mas teve quem levou chuva o tempo todo sem parar de cantar.
Curioso que encontramos vários “trapos” (bandeiras, faixas, etc) em homenagem ao time espalhados pelo estádio. Alguns, levados pelas organizadas, como se é mais comum…
Mas haviam outros, aparentemente dos torcedores locais também ali, registrando o amor do piracicabano pelo futebol local.
Aliás, se em grande parte dos times do interior, a paixão é alimentada quase que exclusivamente pelas organizadas, em Piracicaba pode se ver um grande número de torcedores comuns, o que é ótimo também! O amor pode ser organizado ou não.
Tem gente boa desenhando as faixas, olha a qualidade dos desenhos…
Tem até faixa pro pessoal do Orkut do XV!
Em campo, o primeiro tempo mostrava XV 0x1 Audax, o futebol moderno saia na frente…
Pra quem não conhece a história do XV, vale lembrar que já falamos sobre a história do time aqui no blog (clique no link para ver).
O segundo tempo veio e o empate do XV de Piracicaba, pra alegria da torcida local!
A gente também ficou contente, afinal, mesmo com respeito ao Audax, o XV representa a “velha escola”.
E lá estamos nós… Apenas garotos e garotas da bairro, curtindo sua vida numa cidade parceira, ao lado de amigos que fizemos nesse rolê boleiro! As vezes a revolução parece tão simples… Mas.. enquanto conversávamos com os amigos, o Audax fez o segundo gol… Se não tivemos festa em campo o mesmo não podemos diz das arquibancadas! Até o pankeka, amigo do rolê, estava por lá, trabalhando em uma rádio local!
Hora de ir embora! Ainda passaríamos em Cosmópolis para apresentar ao Felipe o Estádio da Usina, onde a Funilense mandou seus jogos na terceira divisão de 1978…
A 121ª camisa de futebol da coleção é de um time da nossa área, do ABC paulista e foi presente da persistente diretoria que luta para manter a tradição do futebol local viva! O time é um dos três que, em 2011 quando escrevo este post, defende as cores da cidade de São Bernardo do Campo, trata-se do Esporte Clube São Bernardo, o vovô do ABC.
O apelido “Vovô do ABC” deve se ao fato do time alvinegro ser o mais antigo em atividade: o EC São Bernardo foi fundado em 1928, num tempo que já virou história. Este é um dos primeiros times registrados, em 1929:
Aliás, por falar em história, o futebol em São Bernardo iniciou-se na época em que a cidade abrangia o que é hoje a região do ABC, como um todo. Os primeiros times da cidade, anteriores ao E.C. São Bernardo foram a Associação Athlética São Bernardo e o Internacional Football Club, ilustrando as notícias do Correio Paulistano de 1922:
Mas, o time que marcou o coração da população do início do século foi mesmo o E.C.São Bernardo. Pra se ter uma ideia da sua popularidade, em 1931, o clube foi eleito o “Mais Simpático do Interior”.
É nos anos 30 que nasce a rivalidade com as equipes de Santo André. Dessa época vêm os apelidos “batateiros” (já que São Bernardo tinha uma boa parte da sua área ainda como rural) e “ceboleiros” (resposta aos andreenses, deixando claro que ambos estavam em tempos ainda marcados pela presença da agricultura). Nos anos 1940, o grande rival seria o Palestra, fundado por um ex jogador do próprio clube. Em 1941, o clube começa a construir o que seria o Estádio Ítalo Setti, inaugurado neste mesmo ano com partida envolvendo o EC São Bernardo e os santistas do Brasiloid.
Existem poucos registros do estádio, essa foto quem passou foi o Thiago, torcedor do clube:
Em 1950, o clube inicia a sua vida no profissionalismo, disputando o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de Profissionais.
O time disputou o profissional até 1954, depois ficou parado até 1957. Aqui algumas matérias sobre 1957:
E que tal o álbum de figurinhas dos times de São Bernardo com o EC São Bernardo presente!
A partir daí, o Cachorrão voltou a disputar as competições oficiais até 1961. Mas nessa matéria da Tribuna de 1959, é retratado como forte equipe amadora:
Aqui, o time de 1958 em uma partida contra o Palmeiras:
O time de 1959:
Em 1963, o futebol moderno já dava mostras do que seria o futuro e o campo do E.C. São Bernardo dá lugar à Avenida Brigadeiro Faria Lima. Era o fim do futebol… Esse era o time dos anos 60:
Entretanto, para a surpresa de muitos, no início dos anos 1980, o E.C. São Bernardo se une ao Aliança Clube (na época um time amador do bairro Rudge Ramos, que havia inclusive disputado o místico “Desafio ao galo”) e retoma o futebol. Aqui um clássico contra o Palestra, nos anos 80:
O time consegue boas atuações, com destaque para o 7º lugar de 1985 e o 3º lugar em 1986. Com a fusão o E.C. São Bernardo acrescenta a cor azul em seu uniforme. Veja como ficou (detalhe para o goleiro Tonho!!!):
Após uma série de más campanhas, o Esporte Clube São Bernardo retorna seu uniforme tradicional e põe fim à parceria. Em 2002, o clube licenciou-se do do Campeonato Paulista de Futebol, retornando apenas em 2010 ao profissionalismo, na série B do Campeonato Paulista, utilizando o Estádio Humberto de Alencar Castello Branco, o “Baetão“.
Achei uma linda foto dele antigamente:
Em 2011, sagrou-se campeão da segunda divisão, do Campeonato Paulista Sub 20:
Domingo, 25 de setembro de 2011. Eram 4hs quando fomos dormir, após uma noite de festa comemorando o aniversário da Mari. 9hs da manhã. Garoa no ABC. Não há tempo para o cansaço. Enfim, vamos ao Estádio Ulrico Mursa, para um jogo da Briosa!
Pouco mais de 40 minutos de Anchieta nos levam até o tradicional Estádio da Portuguesa Santista. A garoa nos acompanhou e somada à brisa gelada do mar estava pronto o cenário de desafio para o torcedor acompanhar a partida.
Mas, é bom perceber que ainda existem esperança nas arquibancadas. Centenas de torcedores não se importaram com o clima ou mesmo com a condição de pré classificada (graças à boa campanha nesta fase) e foram ao campo torcer pelo time da sua cidade. Veja como define esse amor, um dos torcedores da Portuguesa Santista.
Mas se nas bancadas a galera se animava, em campo, o jogo estava como o tempo. Frio. Jogando contra o ECUS, equipe já sem chance de classificação, a partida acabou encarada apenas para cumprir tabela.
Quer dizer, não que a torcida tenha deixado o time ficar na moleza. Cantaram e cobraram garra e atitude, afinal, agora só falta uma fase para a Briosa voltar para a série A3.
Enfim, para nós, mais um estádio tradicional e histórico, e mais uma partida acompanhada de perto, guardando na memória cenas de um time que pode entrar para a história da Portuguesa Santista trazendo o título de campeã paulista
Aproveitamos para bater um papo com a torcida. A expectativa é de ver enfim esse ano terminar e sem dúvida alguma com a Portuguesa Santista de volta à série A3, para poder brigar pela A2, já no ano que vem.
Vale ressaltar que a equipe praiana tem feito uma campanha de destaque, mas, o jogo do ontem acabou não servindo de parâmetro, e o primeiro tempo virou um daqueles 0x0…
O segundo tempo voltou um pouco mais animado. A Briosa foi pra cima em busca da vitória.
A garoa deu um alívio, mas a água que já tinha caído acabou deixando gramado do Ulrico Mursa bem castigado.
Melhor em campo, a Portuguesa Santista perdeu a chance de abrir o placar ao perder um penalty, defendido pelo goleiro do ECUS.
Pra quem não conhece o Estádio Ulrico Mursa, bem pertinho da vila Belmiro, vale lembrar que ele oferece uma proximidade bem legal entre torcida e a partida.
Abraço ao pessoa da Força Rubro Verde, sempre presente nos jogos!
É muito legal ver que o jogo da Briosa ainda traz ao campo torcedores de gerações passadas, muitas vezes acompanhados de seus filhos ou até netos, multiplicando a resistência ao futebol moderno.
Sobre a culinária do estádio, muitas opções, mas acabamos só na tradicional pipoca.
Só fiquei triste pela desclassificação do ECUS, que acompanhamos no jogo contra o Barretos.
O bom de fazer tantas fotos é que de vez em quando algumas saem bem legais, como esta:
Mas além de cenas bonitas, há curiosidades que valem a pena ser fotografadas, como o recado ao torcedor mais exaltado:
Por falar em torcedor exaltado, a Briosa fez 1×0 e conseguiu fechar a campanha nessa fase com mais uma vitória.
Assim, era hora de uma última olhada nas arquibancadas…
Última foto de recordação…
E pronto. Atravessar a rua, ou melhor, o canal, pegar o carro e subir a serra!
Mas ainda deu tempo de comprar uma balinha de coco, vendida na saída da cidade…
A 108ª camisa do blog vem do Nordeste, da cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.
O time dono da camisa é o Sport Club Santa Cruz.
Consegui a camisa na recente viagem que fiz à bela cidade de Natal.
A ideia de montar um time que defendesse a cidade surgiu com a inauguração do Estádio Iberê Ferreira de Souza, o Iberezão, em 1º de novembro de 2003 (meu aniversário, por coincidência).
A capacidade do estádio é de cerca de 5 mil torcedores.
É mais um daqueles modestos mas belíssimos estádios do interior deste Brasil.
Suas cores são verde, vermelho e branco, as cores da bandeira da cidade.
O mascote do time foi escolhido pelos próprios torcedores e quem venceu foi o “Gavião do Trairy”, ave símbolo da região.
Os primeiros atletas vieram dos times amadores da região e foram treinados por Ernesto Luiz para inicialmente jogar amistosos contra equipes locais.
Em 2004, no Estádio Coronel José Bezerra (Currais Novos), o time fez seu primeiro amistoso contra um time da primeira divisão estadual, o Potiguar.
A estreia do Santa Cruz no profissionalismo, veio no segundo semestre de 2004, na 2ª divisão estadual, da qual sagrou-se campeão, ganhando o direito de disputar a 1ª divisão de 2005.
O time de 2005 conseguiu chegar até as semifinais sendo eliminado pelo ABC.
Em 2006, foi eliminado nas quartas de final pelo Potiguar de Mossoró.
Em 2007, escapou do rebaixamento por um ponto, terminando na décima posição, com o time :
Em 2008, chegou à final da primeira fase do estadual, contra o tradicional ABC.
No primeiro jogo, uma vitória heroica de virada para o Tricolor do Trairy :
Infelizmente, no segundo jogo, uma derrota por 3×0, no Frasqueirão eliminou as chances do time disputar a final da primeira divisão.
Ao menos, o resultado deu dfireito a disputar a série C do mesmo ano.
Graças a isso, o time já aparece (ainda que no último lugar) no ranking nacional da CBF.
O time de 2008:
Em 2009, teve novamente grande participação, chegando a final do primeiro turno (vencida pelo time do Assú).
Na foto abaixo, o time na partida diante do América de Natal.
Com tanto sucesso em tão pouco tempo, o time já conta com uma torcida fiel que “nunca abandona”…:
Possui algumas organizadas, como a Jovem Raça Tricolor e a Santamor, fazendo a festa no vídeo abaixo:
Para maiores informações, o site oficial do time é http://www.sportclubsantacruz.com.br/
Feriadão emendado em São Paulo e decidimos acompanhar um jogo do XV de Piracicaba, conforme tanto vinha prometendo.
E a torcida do XV compareceu em bom número!
Já disse outras vezes que acho estranho ver jogos do Red Bull, por ser um time que não tem uma cidade como base, mas sim uma marca. Mas os Toros Lokos estavam por lá com suas faixas e até com uma bateria:
O time representa um novo modelo de gestão que em campo vem dando certo, mas que não me agrada em relação à cultura do futebol.
Até tentei conversar com algum torcedor, mas não consegui entrar no setor deles.
Do lado do XV, as faixas ajudavam a coloria as bancadas de alvinegro.
Lá estava também o pessoal da Esquadrão:
Assistindo e apoiando sempre!
E também o pessoal da Super Raça:
Super Raça, desde 1997 apoiando o “Nhô Quim“!
O grande adversário das torcidas não foi nem a distância mas o forte calor que torrava os miolos do povo de Piracicaba, que ficou no tradicional setor dos visitantes, atrás do gol.
Quem se deu bem foi o pessoal das numeradas, na sombra e água fresca.
Mas até os jogadores tiveram que dar uma resfriada no meio do primeiro tempo, quando a sensação térmica era de mais de 40 gaus…
Depois da água, não teve mais moleza. Jogo corrido e truncado no meio campo, com cara de 0x0.
E eu… Na ativa, sempre em busca de mais uma aventura boleira…
E tinha gente que levava a paixão pelo time no coração e na pele!
E a paixão pela torcida também…
O primeiro tempo teminou mesmo 0x0. O intervalo teve direito a show de street dance com o pessoal do Red Bull.
Será que um dia teremos rock n´roll no intervalo??
E o segundo tempo começou sinistro.
Com duas criaturas nos observando sem parar…
E parece que o Red Bull perdeu o bom futebol que vinha apresentando até o fim do primeiro tempo (até o juiz tentou achar, ali pelo gramado…)
Mas quem acabou achando o gol foi o XV, numa jogada confusa dentro da área!
Reflexo imediato no setor destinado aos visitantes!
E teve juras de amor para torcida…
E juras de amor para o goleador…
Só restou ao XV ir pra cima e fazer um ótimo segundo tempo, com direito a mais um gol, fechando o placar em 2×0,
Fim de jogo, fim de festa!
Para nós mais uma missão cumprida e destaque para mais uma amizade feita.
Abraços ao amigo Guilherme, torcedor fanático do XV que bateu um bom papo com a gente (“As mil camisas” é pé quente, hein…):
Dando sequência às camisas, vale ressaltar que existem duas “escolas” que eu admiro muito no futebol mundial. Uma é o futebol do interior paulista, a outra o bom e pegado futebol argentino e é de lá que vem a 103ª camisa do blog.
A camisa pertence ao Club Atlético Vélez Sársfield.Consegui a camisa no carnaval de 2010, quando fomos assistir Vélez x Independiente (veja aqui como foi).
O início do clube data-se de 1910, o nome é uma homenagem a um jurista argentino.
Como a maioria dos clubes humildes, seu primeiro uniforme foram camisetas brancas, por serem as mais baratas, logo foram substituídas pelas camisetas azul-marinho e calções brancos.
Na foto abaixo, o time de 1911:
Em 1913 foi a vez da camiseta “tricolor” (listras verticais em vermelho, branco e verde).
O Vélez conseguiu seu primeiro acesso à principal divisão do futebol argentino, em 1919.
O time de 1931:
O uniforme com o “V” azulado surgiu por uma questão do destino. Um time de rugby havia pedido para confeccionar as camisas, mas acabou desistindo e a diretoria do Vélez os adquiriu por um bom preço. Nascia ali uma forte marca do futebol argentino.
Em 1940, o Vélez sofreu seu primeiro descenso de divisão o que desencadeou uma crise, obrigando o time a vender o Estádio Fortin.
Somente em 1943, o time voltou para a primeira divisão, levantando um novo estádio.
Em 1953, veio a maior campanha do time até aquele momento, o vice-campeonato da primeira divisão, com o time:
Mas só na década de 60 viria o primeiro título do time, mais precisamente em 1968, com direito a uma goleada de 2 dígitos sobre o Huracán de Bahia Blanca (11 x 0).
Graças à realização da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, o Vélez teve o estádio de Liniers, remodelado, ganhando novas arquibancadas e tendo assim sua capacidade ampliada. O “Nuevo Fortín” agora tinha capacidade para 50 mil hinchas.
Em 1993, mais uma glória para o Vélez, a conquista do Campeonato Clausura , dando ao time o direito de disputar a Libertadores da América do ano seguinte.
Esse time ficou bem conhecido pelo público brasileiro por ter ganho a Libertadores em cima do São Paulo, em pleno Morumbi.
Foi marcante, principalmente por terem caído logo de cara num grupo díficil com o rival local, Boca Juniors, além de Palmeiras e Cruzeiro. Depois passaria pelo Defensor do Uruguai, Minervén da Venezuela e Junior Barranquilla da Colômbia.
O herói do time, nessa época e que marcaria época pelo time, era o goleiro paraguaio Chilavert.
Com a conquista, o Vélez alcançou o sonho para enfrentar o Milan, em Tóquio, colocando frente a frente o time do bairro contra os italianos globais. O resultado você confere abaixo:
No ano segunte, mais um Campeonato Apertura, seu terceiro título nacional e mais uma conquista internacional, a Copa Interamericana, de 1995.
Em 1996, veio o bicampeonato do Apertura e a conquista da Supercopa, vencendo o Cruzeiro, na final.
Em 1997, o Vélez mostrava que os anos 90 seriam mesmo inesquecíveis ao vencer a Recopa Sul-americana contra o River.
Em 1998, mais um Torneio Clausura, com o time:
A década de 2000 começou difícil. Demorou até 2005 para um novo título.
Em 2009, outro Clausura, garantindo o time na Libertadores 2010.
Sobre a hinchada, vale a pena ver esse vídeo, mostrando porque são hoje considerados uma das maiores torcidas argentinas.
Há também um interessante blog guardando a memória do time. Veja: http://www.muyvelez.com.ar/
Como curiosidade, vale citar que Che Guevara chegou a ser titular no time de juniores do clube.
O site oficial do time é http://www.velezsarsfield.com.ar
Dando sequência aos estádios visitados durante minha breve, mas marcante viagem ao Rio Grande do Sul, vamos falar do Estádio José Pinheiro Borda, popularmente conhecido como Gigante da Beira-Rio, a casa da Internacional de Porto Alegre.
O “Beira Rio” leva esse apelido por ficar às margens do Rio Guaíba, em Porto Alegre.
Seu nome oficial é uma homenagem a um português que comandou as obras do estádio e que morreu antes da sua finalização.
Atualmente, o estádio do Inter é o terceiro maior estádio particular do país e com as obras (que estão o preparando para a Copa do Mundo) o tornará o maior.
No dia em que estivemos por lá, o time estava treinando no campo externo:
O estádio já é ponto turístico da cidade e se impõe pela grandeza e pelo estilo old school!
O Museu do Inter fica ali, mas infelizmente não pude acessá-lo no dia da visita.
A Mari foi até de vermelho em homenagem ao Colorado!
Confesso nunca ter asssistido a uma partida no Beira Rio e a pequena distância entre torcida e o campo me deixou com muita vontade de participar um dia…
Bom, se for para descrever o estádio com uma palavra, não tem jeito… é VERMELHO.
No final das contas acabei tirando várias fotos da Mari e nenhuma minha…
Hoje, enquanto eu escrevo este post, a torcida colorada se prepara para torcer, pois às 14h o Inter estreia no Mundial 2011, para mostrar que é mesmo “Campeão de Tudo”!
A capacidade atual do estádio é para 56.000 torcedores, mas já recebeu públicos de mais de 100 mil pessoas.
Muita gente não sabe, mas o Beira-Rio teve grande ajuda da torcida, que trouxe diversos mateirais para a obra (tijolos, cimento, ferro…).
A diretoria do Internacional prometeu cobrir todos os lugares e colocar cadeiras em 100% do estádio, o que eu confesso não me agradar muito… Acho que os estádios brasileiros deveriam guardar suas características ao máximo.
Uma coisa que eu acho legal nos estádios são os posteres deles mesmos em dias de jogos, olha que foto fantástica essa que ilustra uma das paredes de acesso:
Por fim, a fantástica intervenção indicando o banheiro masculino:
Pois é….
Mesmo acompanhando os shows do Doble Fuerza no final de semana, ainda conseguimos um tempo para ir até o MoisésLucarelli, para acompanhar alguns momentos da final da Copa Paulista, entre o Red Bull e o Paulistade Jundiaí.
E fui pé quente, assim que eu entrei, o Paulista fez 1×0, para a alegria da sua torcida que compareceu em bom número ao Majestoso, assim como já havia feito no ano passado na final contra o Votoraty (veja aqui como foi).
E a torcida do Paulista fez uma bela festa, com faixas, bandeiras e cantando o tempo todo!
A torcida sabia que a vitória nesse primeiro jogo era importante não só pelas circunstâncias normais, mas também porque uma das características da equipe de Jundiaí nessa Copa Paulista tem sido os maus resultados em casa.
Assim, valeu até a presença do Papai noel para apoiar o time!
Ah, mas para quem pensava que o Red Bull não teria torcida, até que teve bastante gente do lado dos “Touros Lokos“.
Mas, a torcida e o time de Jundiaí pareciam não se importar com os adversários e faziam de tudo para se sentirem em casa, no campo e nas arquibancadas…
Veio o segundo tempo e o Paulista se acomodou nos contra ataques…
O estádio da Ponte tem um visual muito legal para os visitantes, não?
E a rapaziada do Paulista seguia agitando, afinal com o 1×0, até mesmo uma derrota pelo mesmo placar daria ao seu time o título!
Com todo o clima positivo, a torcida visitante parecia não acreditar quando viu o empate do time de Campinas…
Agora, a partida de volta terá ainda mais atenção… O Red Bull joga por uma vitória simples.
A torcida promete lotar o Jaime Cintra e ajudar o time a quebrar o estigma atual dos maus resultados em casa e levantar o caneco!
O time do Red Bull promete estragar a festa.
Só podemos aguardar até sábado e ver o que acontecerá…
Mais um encontro entre a velha guarda do futebol contra o modelo moderno de gestão do futebol.
No feriado de 12 de outubro tentei ver um jogo da Inter de Bebedouro, mas não consegui (veja aqui porque). Ao menos aproveitei para dar um rolê pelas cidade vizinhas e pude fotografar os estádios locais. Uma dessas cidades foi Monte Azul Paulista! É em Monte Azul que encontramos o “Ninho do Azulão” estádio que abrigou orgulhosamente o time da cidade em sua primeira disputa de primeira divisão paulista.
Aparentemente, sua capacidade de pouco mais de 11 mil torcedores pode parecer pequena, mas vale lembrar que a cidade tem população de 20 mil habitantes, o que fez com que o Atlético Monte Azul fosse o time da cidade com a menor população da primeira divisão.
Trata-se do Estádio Otacília Patrício Arroyo. Um estádio lindo! É uma pena que o time tenha sido rebaixado à A2…
Esse é o lado de traz do Estádio, que simplesmente acaba numa área verde que dá um charme especial.
E olha que loca a estradinha que pode levar ao fundo do estádio (é o caminho dos visitantes!).
Ali perto fica a sede da Torcida Guerrilha Azul:
Para quem quer ver um pouco dos caras em ação:
E para se ter uma ideia de como é o Estádio visto de cima, peguei essa foto do site do time (www.atleticomonteazul.com.br):
Aliás, essa é uma das camisas que estou buscando, caso alguém da diretoria queira apoiar e me enviar, entre em contato!