Estádio em João Neiva-ES

Durante a tour do As Mil Camisas pelo Espírito Santo, entre o fim de 2025 e o começo de 2026 tivemos a oportunidade de conhecer João Neiva, localizada na região central do Espírito Santo, e que traduz bem o encontro entre tradição, natureza e desenvolvimento.

Cercada por áreas de Mata Atlântica, rios e paisagens rurais, o município também preserva uma forte influência da imigração italiana, presente na arquitetura, na gastronomia, nas festas típicas e no jeito acolhedor de sua população.

Com pouco mais de 16 mil habitantes, João Neiva cresceu mantendo características de cidade do interior, onde a vida comunitária e o sentimento de pertencimento continuam fazendo parte da rotina.
E essa identidade também se reflete no futebol, tendo como principal personagem a Associação Atlética Ferroviária.

O time nasceu com uma ideia muito além do esporte, nasceu pra fortalecer os laços entre famílias dos trabalhadores da Ferrovia.

O clube foi fundado em 1º de janeiro de 1968 com a fusão do Sul América, Independente e Clube Nolasco.

Em 1973, o ônibus que transportava a delegação bateu de frente com um caminhão boiadeiro carregado, um episódio que abalou profundamente a cidade de João Neiva e a deixou em luto.
Apesar da tragédia, a Ferroviária seguiu na disputa do Campeonato Estadual até o ano de 1974.
A partir de 1975, o clube passou a disputar o Campeonato do Norte, não retornando mais à elite do futebol capixaba.

A última participação no profissionalismo foi na Segunda Divisão Capixaba de 1993.
Um detalhe curioso é que seu elenco contou com a participação do padre Carlos Bascaran.

A Ferroviária mandava seus jogos no Estádio Artêmio Sarcinelli que homenageia o jogador nascido em João Neiva e que também jogou no São Paulo e Flamengo, além de ser o treinador da Desportiva Ferroviária no Campeonato Brasileiro de 1973.

Se a Ferroviária anda sumida, o Estádio ainda segue lá.
Movimentando o futebol local e ajudando a preservar aquelas histórias que dificilmente aparecem nos grandes centros.
É justamente essa conexão entre território, memória e comunidade que faz do futebol do interior um patrimônio cultural tão importante quanto qualquer outro símbolo da cidade.
Então, vem com a gente conhecer o Estádio Artêmio Sarcinelli!

As arquibancadas ainda são modestas e os muros antigos.
Detalhes que o tempo foi desgastando.

Mas também uma atmosfera difícil de explicar.
Parece que o tempo resolveu esperar.
Como se o estádio ainda aguardasse o próximo grande domingo de futebol.

Me pergunto sobre quantas histórias foram vividas ali.
A movimentação dos dias de jogo… o torcedor chegando, o barulho vindo da arquibancada, o nervosismo antes da bola rolar, o cheiro de chuva misturado com grama e concreto quente…
Existe uma beleza melancólica nesses lugares.

Eles resistem ao tempo mesmo quando tudo em volta muda.
E talvez seja justamente isso que a gente tanto tenta registrar nessas viagens: não apenas estádios, mas memórias vivas do futebol brasileiro.

Porque antes das arenas, dos camarotes e dos gramados perfeitos, o futebol nasceu em lugares assim.
E lugares assim jamais deveriam ser esquecidos.

E se o campo e as bancadas ainda estão ali, sempre temos a esperança de que o futebol volte a florescer na cidade, e por isso saímos dali com o coração cheio!

Ok, o estômago também não saiu tão solitário graças aos deliciosos Bejuzinhos que compramos na Casa Brasil…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Oitavas de final da Bezinha: Paulínia FU x Itaquá AC

Domingo, 28 de junho de 2026.
É hora de acompanhar o mata-mata da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a charmosa “Bezinha“.
Vamos assistir a partida de ida das oitavas de final, em Paulínia.
E a torcida visitante também teve a mesma ideia, se liga no pessoal do Comando Itaquá:

O Estádio Luís Perissinotto merece voltar a receber partidas importantes como já ocorreu no passado.

O público local ainda não empolgou como no passado e a bancada ficou abaixo do que eu esperava ver, mas… Tinha sim clima de jogo!

O Paulínia, agora “Futebol Universitário” acaba de voltar ao futebol profissional e é compreensível que as arquibancadas precisem de um tempinho para o retorno do torcedor, como outrora.

Se você quiser entender um pouco sobre a realidade do clube, acompanhe a entrevista que fizemos com o executivo de futebol do time:

Aliás, se quiser saber mais sobre o Itaquá, também batemos um papo com os caras no ano passado:

E no começo desse ano ainda conseguimos uma palavra com o presidente, lá na Federação:

Dava pra sentir que seria uma partida digna de mata-mata.

Várias pessoas com a camisa do clube, transformando o jogo em um reencontro entre amigos que se preparam para a mesma batalha.

Times em campo… Cerimonial e hino em dia…

É um ambiente bem diferente do que nos acostumamos a ver nas atuais arenas sempre cheias e tão impessoais.
O sol é mais que um participante da partida!

Aliás, aproveitemos para registrar o campo do Estádio Luíz Perissinotto, começando pelo gol do lado esquerdo:

É ali que fica a parte destinada para os torcedores visitantes.

O lado direito:

E o meio campo:

Em Paulínia, o futebol ainda preserva esse lado comunitário, onde o estádio continua sendo um espaço de convivência e de apoio mútuo em torno do time da cidade!

Nesse contexto, fiquei muito feliz em reencontrar o amigo Richard, um apaixonado pelo time e pela cidade de Paulínia!

Até essa partida, nenhum mandante conseguiu vencer seus jogos nesse mata-mata e me surpreendi em ver o Paulínia propondo jogo e indo pra cima do Itaquá, dono da melhor campanha geral da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Vale reforçar a presença da torcida visitante que só deixou o jogo ainda mais importante!

Com tanta insistência, aos 34 minutos, Cauê, de Pênalti, fez 1×0 para o time local!

Festa pra turma do Richard!

Andar pelo Estádio Luís Perissinotto permite observar pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos por quem acompanha apenas o resultado final.

As bandeiras, as conversas, as expectativas e frustrações de quem acreditava que aquela poderia ser uma tarde histórica para o Paulínia Universitário.

São essas imagens que ajudam a contar a verdadeira história do futebol.
E o gol de Cauê fez parecer que o roteiro estava escrito para uma grande tarde dos donos da casa.

Mas o futebol gosta de desafiar certezas.

Ainda antes do intervalo, o Itaquá encontrou o empate também em uma cobrança de pênalti.

O silêncio tomou conta de parte da arquibancada, enquanto os visitantes comemoravam como se estivesse em casa. Era o sinal de que a decisão ainda estava completamente aberta.

Claro que a torcida local sentiu o golpe…

Afinal, era Sansão x Golias e o Paulínia vinha mostrando que dava pra acreditar, mas…
O gol de empate acabou esfriando time e torcida…

O time ainda esboçou alguma reação principalmente tentando utilizar as bolas paradas.

Mas, o primeiro tempo se encerrou com o empate em 1×1, agora para a tristeza da turma do Richard…

Na volta para o segundo tempo, o Itaquá mostrou a força da campanha construída na primeira fase: bastaram poucos minutos para Guilherme virar a partida e obrigar o Paulínia a correr atrás do prejuízo.

O gol tão cedo acabou tirando um pouco da graça da partida…
A torcida local desanimou…

Os visitantes sentiram-se mais tranquilos vendo a materialização da até então superioridade matemática.

O Paulínia pressionou, criou oportunidades e tentou encontrar o empate, mas encontrou pela frente uma defesa muito bem organizada fazendo cair ao chão suas expectativas de um bom resultado…

O IAC passou a mandar na partida.

Mesmo perdendo o autor dos dois gols (Guilherme), o Itaquá soube impor o seu jogo até o fim e, já nos acréscimos, aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar com Arthur Igor (aos 51 minutos) e assim, criar uma vantagem importante para o jogo de volta.

Um golpe duro para o torcedor local que esteve no Luís Perissinotto sonhando com um resultado que encaminhasse a sequência do time no campeonato.

Ao final da partida, ficou a sensação de que o placar conta apenas uma parte da história. O Itaquá segue como favorito, mas a cidade de Paulínia pode dormir tranquila sabendo que o futebol está de volta à cidade (lembrando que o rival citadino Paulinense, também está nesta fase da competição, tendo vencido o São Carlos, lá em São Carlos).

As campanhas passam. Mas a paixão de quem continua ocupando uma arquibancada em uma tarde de domingo permanece.
E é justamente essa paixão que seguimos buscando por onde passamos.

Ao fim da partida, o time do IAC foi saudar sua torcida que começa a fazer história em seu primeiro ano de existência.

Abraços ao amigo Richard!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

O Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha, casa do Sul América FC em Conceição da Barra-ES

No começo de 2026 tive a oportunidade de fazer um rolê bem bacana pelo litoral do Espírito Santo, o que nos levou à cidade de Conceição da Barra, já no no extremo norte do estado.

Ali, o mar, os rios e a cultura popular se encontram de forma única.

Conhecida por suas praias extensas, dunas, áreas de restinga e pela foz do Rio São Matheus (também conhecido como rio Cricaré), a cidade preserva um ritmo próprio, marcado pela pesca, pelas tradições culturais e pela forte ligação de seus moradores com o território.

É um daqueles lugares onde a paisagem ajuda a contar a história da comunidade.

Estivemos na histórica Igreja Nossa Senhora da Conceição:

Pra quem consegue viajar, vale a pena sair da cidade e ir até a vila de Itaúnas e nadar no rio homônimo que é sensacional!

Só não caia no erro de querer ir perto desta chaminé, pra tirar uma foto do que parece ser (ou ter sido) uma olaria ali na saída da cidade… O nosso carro atolou e perdemos algumas horas embaixo de um sol de 40º na cabeça até conseguir sair… Mas, tudo faz parte da história!

Vale reforçar que Conceição da Barra é muito mais do que um destino de verão.

Assim como suas praias e seu patrimônio cultural, o futebol também faz parte da identidade local, tendo o Sul América Futebol Clube como o representante da cidade, desde sua fundação, em 13 de fevereiro de 2005.

Mais recentemente, houve uma tentativa de disputar a segunda divisão de 2018, que acabou não se concretizando, mantendo o clube apenas nos campeonatos amadores e de categoria de base.
O Sul América FC manda seus jogos no Estádio Gastão Kock da Cunha, um símbolo de pertencimento que atravessa gerações e mantém viva a relação entre a comunidade e suas tradições.

Existem estádios que vivem de grandes públicos.
Outros, de grandes títulos.
E existem aqueles que vivem de algo ainda mais valioso: o pertencimento.

Em Conceição da Barra, o Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha é esse lugar: mais do que a casa do Sul América Futebol Clube, ele é o ponto de encontro da memória esportiva de uma cidade que aprendeu a cultivar sua identidade longe dos holofotes, mas nunca longe da paixão pelo futebol.

Ao longo de sua trajetória, o Sul América carregou o nome de Conceição da Barra para as competições profissionais do futebol capixaba, disputando por 3 vezes a Série B do Capixaba (a segunda divisão estadual) em 2005, 2006 e 2008.

Em um cenário onde o futebol do Espírito Santo ainda enfrenta preconceitos e é frequentemente ignorado por quem acompanha apenas os grandes centros do país, clubes como o Sul América cumprem uma missão que vai muito além das quatro linhas: preservar tradições, movimentar comunidades e manter viva a relação entre o futebol e o território que o sustenta.

E talvez seja justamente essa uma das maiores riquezas do futebol capixaba.

Aqui, o nosso tradicional registro do gol da direita:

O gol da esquerda:

E o meio campo:

O que ficou da nossa visita é a sensação de que aquele estádio pertence à cidade e que a cidade também pertence a ele.
Em tempos de futebol cada vez mais globalizado, lugares como a casa do Sul América lembram que o verdadeiro valor de uma camisa continua sendo a capacidade de representar uma comunidade inteira.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

AD Manthiqueira 2×1 GE Mauaense

Há jogos que valem três pontos.
Há jogos que valem uma classificação.
E há jogos que carregam algo maior: o orgulho de uma cidade, a história de um clube e o sonho de pessoas que dedicam parte da vida a defender um escudo.

Foi pra acompanhar uma partida dessas que nos dirigimos até o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!

Na tarde deste sábado, em Guaratinguetá, o Manthiqueira entrou em campo carregando essa responsabilidade.

Bem vindo ao Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!

Infelizmente, os anos seguidos na bezinha e as campanhas sem grandes chances de acesso acabaram afastando o torcedor de Guaratinguetá do Estádio, então mesmo sendo um jogo decisivo, o Manthiqueira jogou para poucos torcedores…

Mas não jogou sozinho!
Ainda existem aqueles que insistem em apoiar o time da sua cidade…
E é por eles que a gente mantém viva a ideia de registrar os jogos, as torcidas e a realidade dos times do interior paulista.

E além do apoio daqueles que estavam na bancada, o AD Manthiqueira conta com a presença do seu idealizador e atual treinador: Dado Oliveira!

Pra quem quer saber um pouco mais da história do Dado e do próprio time, vale assistir a entrevista que fizemos com ele em 2025:

Voltando ao jogo, também foi bacana rever o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite (estivemos lá em 2019, veja aqui como foi!).

É sempre um grande prazer poder estar em um Estádio com tantas histórias no passado e com tanto potencial ainda para o futuro.

O belo placar manual ainda segue firme e forte!

E a partida começa!

E quem veio ao Ninho da Garça como visitante foi o Grêmio Mauaense, time que também construiu sua trajetória com luta, comunidade e paixão.

E o time visitante veio sem demonstrar grandes receios de estar longe de sua cidade sede, Mauá.

A verdade é que os dois clubes representam o que há de mais bonito no futebol paulista: equipes que sobrevivem graças ao trabalho de muita gente que acredita que o futebol ainda pertence aos bairros, às famílias e às cidades que os abraçam.

Mais um ataque do Grêmio Mauaense…

O jogo estava bastante pegado, como normalmente vemos nas partidas da Bezinha, e os treinadores aproveitaram a parada pra hidratação pra tentar melhorar as equipes na sequência do primeiro tempo.

E olha quem veio nos dar um alô: a bola do jogo acabou ali do nosso lado…

Sente um pouco do cima do estádio:

Já aos 40 minutos, empurrado por sua gente e guiado pelo trabalho do técnico Dado de Oliveira, amigo das causas que fazem o futebol ser mais humano do que negócio, o Manthiqueira encontrou forças para abrir o placar!

O segundo gol saiu aos 44 minutos do primeiro tempo, para a alegria da sua torcida!

O intervalo de jogo chegou e nos permitiu curtir um pouco mais do Estádio e seus detalhes em dias de jogo, como a lanchonete e seus picolés e pasteis.

Tá com sede?

Uma outra imagem simples ali na arquibancada parecia resumir o futebol do interior: nada é construído sozinho. Assim como as formigas, os times avançam pelo trabalho coletivo de jogadores, comissão técnica, torcedores e pessoas que acreditam diariamente nessa camisa.

O segundo tempo começou com o sol ameaçando ir embora…

Aproveitei pra assistir o jogo da arquibancada descoberta.

Mas, se o calor parecia ir embora, o Mauaense voltou bastante acordado para o segundo tempo e passou a dominar as ações.
De tanto insistir, chegou ao gol com seu zagueiro, que se lançou ao ataque.

O jogo foi chegando ao fim e o Grêmio Mauaense fez de tudo para chegar ao empate.

Mas o jogo chegou mesmo ao fim: 2×1 para os mandantes e Dado Oliveira mais uma vez faz história com seu time inspirado na lendária seleção holandesa de 1974…

O pior ainda viria para os visitantes… O União Mogi fez 2×1 no Itaquaquecetuba e eliminou o time de Mauá, para a tristeza dos visitantes…

Já o Manthiqueira conseguiu escrever mais um capítulo de sua história, classificando-se para as oitavas de final, onde enfrentará o líder geral do campeonato: o temido José Bonifácio!

No fim, mais do que uma vaga nas oitavas de final, o que estava em jogo era a continuidade de uma história construída por muitas mãos, muitos sonhos e uma comunidade inteira que se reconhece naquela camisa. Parabéns, Dado Oliveira e Manthiqueira!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

229 – Camisa do Bauru Atlético Clube, o “Baquinho”

A 229ª camisa do site nos leva de volta a uma cidade que já visitamos algumas vezes e que sempre nos recebe de braços abertos: Bauru, no interior de São Paulo.

E ela representa um dos clubes mais tradicionais da história esportiva da cidade, o querido Bauru Atlético Clube, eternizado pelo apelido carinhoso de Baquinho.

Impossível passar por Bauru e não lembrar das histórias que o futebol deixou espalhadas pela cidade.
Uma delas está justamente em um lugar que muita gente frequenta sem imaginar o que existia ali antes: onde hoje funciona um supermercado, ficava o antigo Estádio Antonio Garcia, ou Estádio Lusitana, a casa do Bauru Atlético Clube, palco de jogos, encontros e memórias que marcaram gerações de torcedores.

O Estádio é daqueles lugares em que o concreto substituiu as arquibancadas, mas não conseguiu apagar a história.
Ao menos, o mercado manteve esse lindo mural na entrada.

O Baquinho foi um dos clubes mais importantes do interior paulista durante boa parte do século passado.
Fundado em 1º de maio de 1919 com o nome de Luzitana Futebol Clube, carregou o nome de Bauru para diversas competições e ajudou a construir a identidade esportiva da cidade.

Mais do que resultados, o clube se tornou um patrimônio afetivo de seus torcedores, daqueles times que representam uma época inteira da vida de uma comunidade.

E quando falamos da história do Bauru Atlético Clube, existe um personagem que conecta o Baquinho à maior lenda do futebol mundial.
Foi no clube que atuou João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé. Antes de o Rei nascer para o futebol, seu pai já deixava sua marca nos gramados do interior paulista, vestindo a camisa do Bauru Atlético e ajudando a escrever um capítulo importante da família que mais tarde mudaria a história do futebol.

O próprio rei chegou a vestir sua camisa!

Por isso, esta camisa carrega muito mais do que cores e escudo.
Ela representa uma cidade apaixonada por futebol, um clube centenário e uma ligação direta com uma das maiores histórias já contadas dentro das quatro linhas.

É uma lembrança de que o futebol brasileiro não foi construído apenas pelos grandes clubes das capitais, mas também por equipes do interior que formaram atletas, reuniram comunidades e alimentaram sonhos.

Guardar uma camisa do Baquinho é preservar um pedaço dessa memória.

A camisa serve pra lembrar dos estádios que já não existem mais, das histórias contadas pelos mais velhos, das viagens por cidades do interior e da certeza de que o futebol vive não apenas nos grandes títulos, mas principalmente nas lembranças que permanecem vivas muito depois do apito final.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

228- Camisa da Seleção de Cabo Verde

Entrando no clima da Copa do Mundo 2026, a 228ª camisa de futebol do nosso site pertence à seleção de Cabo Verde.

Assim, mais do que um uniforme de futebol, a camisa representa uma história de identidade, pertencimento e orgulho nacional.

Em 2026, os Tubarões Azuis disputarão pela primeira vez uma Copa do Mundo da FIFA, um feito histórico para um arquipélago de pouco mais de meio milhão de habitantes.

A classificação inédita foi conquistada após uma campanha memorável nas Eliminatórias Africanas, coroada com a vitória por 3 a 0 sobre Essuatíni.

Na Copa, Cabo Verde terá uma missão difícil, mas empolgante.
A seleção integra o Grupo H ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, fazendo sua estreia justamente contra os espanhóis.
Para muitos torcedores, apenas estar entre as maiores seleções do planeta já representa uma conquista extraordinária, mas a equipe sonha em surpreender e mostrar ao mundo a força de um país que cresceu muito no cenário futebolístico nos últimos anos.
Entre os destaques da atual geração está Dailon Livramento, atacante que se tornou um dos símbolos da classificação histórica é visto por muitos como um dos grandes ídolos contemporâneos do futebol cabo-verdiano.

O futebol, nesse contexto, ultrapassa as quatro linhas.
Ele funciona como um instrumento de identificação nacional, de preservação da memória coletiva e de fortalecimento dos laços culturais.

Para os cabo-verdianos brasileiros, cada jogo dos Tubarões Azuis será também uma celebração da pátria-mãe, de sua história e de sua gente.

São Bernardo FC 1×0 Caxias

Penúltima rodada do quadrangular da série C

Domingo, 6 de outubro de 2025.
Dia de acompanhar mais uma partida válida pela série C do Campeonato Brasileiro, dessa vez aqui pelo ABC mesmo: São Bernardo FC x SER Caxias do Sul, e vamos ficar com a torcida visitante!

Bandeiras e faixas misturam o grená e o azul ao tradicional amarelo e preto do Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo.

E as cores da bandeira gaúcha também estavam na bancada!

No lado local, a Febre Amarela e a Guerreiros do Tigre eram as responsáveis pela festa!

Times entrando em campo, é hora do cerimonial de início do jogo…

E lá vem o time do Caxias saudar sua torcida!

A Torcida Falange Grená chegou para animar ainda mais a bancada dos visitantes:

O jogo começa e as emoções estão a flor da pele…
É quase uma decisão antecipada!

Não a toa a torcida do Caxias procurou apoiar o time desde o início!

E por 90 minutos, São Bernardo se transformou em uma parte da serra gaúcha. Só faltou o vinho e o chimarrão…

Mas também teve a presença dos amigos do time de Caxias…

A torcida local se fez ouvir e, como se a cidade toda estivesse de mãos dadas, a torcida empurrou o time do São Bernardo…

Consequência… Aos 37’ do 1º tempo, Dudu Miraíma marca o gol do São Bernardo FC:

Festa na arquibancada…

E no campo…

Tava uma noite com clima de decisão no Primeiro de Maio!

Como temos feito nesses jogos junto dos torcedores de outros estados, aproveitamos para ouvir um pouco da torcida do Caxias:

Começa o 2º tempo e o Caxias tenta equilibrar o jogo.

O pessoal do sul se empolga no apoio. O Caxias precisa do empate!

E o time gaúcho até cria as chances pro empate:

A torcida se empolga…

Será que o gol virá no escanteio?

A torcida local se esforça pra não deixar o Caxias crescer no jogo…

E a torcida do Caxias fica ainda mais apreensiva…

O tigre do ABC segue usando as laterais para chegar ao ataque.

Escanteio para o São Bernardo:

O tempo é curto… E passa rápido para quem está perdendo…

E mesmo com tanta pressão, o placar não se altera.
Vitória dos donos da casa por 1×0, para a alegria do Victor Nadal, do Héctor e do pessoal da Febre Amarela.
À torcida do Caxias resta acreditar e torcer por uma combinação de resultados que ainda pode dar a vaga à série B ao Caxias.
Do outro lado, o São Bernardo celebrou um resultado fundamental diante de sua torcida, que fez do Primeiro de Maio um verdadeiro caldeirão.
Mais uma noite respirando e vivendo o futebol brasileiro que une sotaques, cores e histórias em torno de um mesmo amor: o futebol.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Mauá 1×0 ECUS pela 2ª fase da série B do Paulista 2025

Sábado, 26 de julho de 2025.
Manhã ensolarada de um inverno que já não sabe se decidir no quesito temperatura…
Bem vindo ao Estádio Municipal Pedro Benedetti!

Em campo, dois times lutando pela classificaç˜ão para as semifinais.
O Mauá FC que iniciou esta fase com duas derrotas, se recuperou ao vencer os dois jogos do Batatais, e entra confiante para o jogo.

Seu adversário, da mesma forma, vem bem nessa segunda fase com 3 vitórias nos últimos 3 jogos.

A realidade do público… uma tristeza.
Uma cidade tão apaixonada pelo futebol, como é Mauá (basta ver os públicos no futebol amador) não pode aceitar um jogo importante como esse ter um público abaixo dos 100 torcedores.

Um estádio tão bonito… Não merece isso…

Ainda bem que alguns familiares dos atletas estavam por lá apoiando o time.

Aos poucos foi chegando mais um e outro torcedor, mas sem fazer diferença marcante no público…

Atendendo a galera nos comes e bebes, lá estava o Edson, o “Gaguinho” do Amendoim.

E tem sim quem acredita no time do Mauá FC como representação cultural da cidade, olha que bacana!

Olha que banner bacana em uma das salas do Estádio:

E não é que veio um pessoal de Suzano para acompanhar a partida?

Aliás, que bonitas as camisas do ECUS!

Ali, estavam também os diretores do ECUS, entre eles o William, presidente do clube!

A gente entrevistou o William algumas semanas atrás, confira aí:

Falando do jogo, o primeiro tempo foi bastante disputado, o ECUS não se intimidou por estar jogando fora de casa e foi pra cima, deixando o jogo bem animado!

Thiago Constância, o treinador do Mauá FC acompanhava tudo de perto…

O primeiro tempo terminou em 0x0

Aproveitei para bater um papo com o Tegi, presidente do Mauá FC:

A gente entrevistou o Tegi um tempo atrás, dá uma olhada como foi:

Aí estão os banheiros do estádio.

Mas se segura porque o segundo tempo vem aí!

O pessoal do ECUS contava em sair de Mauá com os 3 pontos…

Mas faltou combinar com o Mauá FC que passou a ir pra cima…

Renan Martins observava o jogo…

E colocou os reservas pra aquecer pra fazer o que for necessário pra vitória!

O jogo ficou tenso, ambos os times estavam chegando no ataque, mas faltava a última bola…

E os goleiros faziam sua parte…

Muita correria e muito bate rebate, fazendo de toda jogada uma disputa intensa…

O juiz teve que dar uma segurada nos ânimos dos jogadores…

Lá vem o ECUS pro ataque…

Mas mais uma vez não chegaram ao gol pra fazer a alegria da sua torcida…

E foi após uma sequência de escanteios que o Mauá FC encontrou o seu gol:

Tristeza para o pessoal de Suzano…

O time visitante chegou a marcar seu gol de empate mas foi invalidado pela arbitragem!

Fim de jogo: Mauá FC 1×0 ECUS, ambos os times só dependem de si para chegar à semifinal.

Se quiser ver um resumo do jogo, montamos o vídeo abaixo, divirta-se!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Entrevista com William da Silva, presidente do ECUS (Esporte Clube União Suzano)

Hoje o papo foi com William Silva, presidente do ECUS de Suzano e ex-jogador com uma história marcante dentro e fora de campo.

Na conversa, ele relembrou sua trajetória como atleta, incluindo o momento difícil em que quase precisou deixar os gramados por um problema no coração, e falou sobre os desafios de comandar um clube tradicional da Série B do Paulista. Futebol, superação e amor ao Tricolor suzanense marcaram o tom do bate-papo.

Uma história de resistência, paixão e compromisso com o futebol raiz.

Participaram: Mau! (www.asmilcamisas.com.br) e Ruben (@1902futebol)

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Entrevista com Fábio Mello, presidente do Clube Atlético Assisense.

Hoje o papo foi com o presidente do CA Assisense, Fábio Mello — ex-atleta e apaixonado pelo clube que representa a cidade de Assis na Série B do Campeonato Paulista.

Na conversa, ele relembrou momentos marcantes da história do time, comentou os desafios enfrentados por quem vive o futebol fora dos holofotes e compartilhou sua visão para o futuro do Falcão do Vale.

Uma história de resistência, amor à camisa e dedicação ao futebol raiz.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!