O dia em que o Easton Cowboys conheceu o Ramalhão

Em 2009, o Santo André disputou a série A do Campeonato Brasileiro.
Por coincidência, a equipe Easton Cowboys and Cowgirls esteve em turnê pelo Brasil para disputar uma série de amistosos.
E assim, conseguimos levar os ingleses ao Estádio Bruno José Daniel para acompanhar Santo André x Flamengo.

MAIO 043

O Easton é uma equipe de futebol (entre outros esportes) criada em 1992, em Bristol, Londres.
O site deles é http://eastoncowboys.org.uk .

MAIO 039

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Rolê pelo velho continente 2014 – parte 1

berlin

A viagem rumo a Berlin começou com um imprevisto…
Graças a um atraso do avião que nos levou à Barcelona, perdemos nossa conexão para Berlin e tivemos que passar a noite na capital Catalã.
E já que eu não visitei nenhum estádio desta vez, vou apresentar um que visitamos ano passado e até o momento não havia postado aqui, o Estádio Nou Sardenya

Estádio Nou Sardenya -CE EUropa

É mais um estádio pra quebrar a ideia de que em Barcelona só existe o poderoso Barça, e seu rival Espanyol. Lembrando que já mostramos aqui o estádio e o time do Sant Andreu (veja aqui como foi).

Estádio Nou Sardenya -CE EUropa

O Estádio fica no bairro da Gracià na esquina da rua Sardenya com a Ronda del Guinardó.

Demos a sorte de poder acompanhar um treino dos caras!

Estádio Nou Sardenya -CE EUropa
Estádio Nou Sardenya -CE EUropa

O Club Esportivo Europa nasceu em 1907, e é um dos fundadores da Liga Espanhola de Futebol, tendo vencido a Copa da Espanha em 1923.

Estádio Nou Sardenya -CE EUropa
Estádio Nou Sardenya -CE EUropa

O legal é que o Estádio é no meio do bairro. Olha o que tem de prédio do lado…

CE EUropa

O treino começa igual aqui… Vamos correr, rapaziada! Mas repara como as arquibancadas estão bacaninhas. É que embora o time seja antigo, o Estádio é dos anos 90 e nele cabem cerca de 7 mil torcedores.

CE EUropa1

Não sei se dá pra reparar, mas a grama é artificial!
E dizem que está será uma tendência muito utilizada no Brasil.

CE EUropa

Deve ser bacana ver jogo ali, atrás do goleiro rival…

CE EUropa1

Alguém ficou de castigo, tendo que treinar sozinho hehehehe

CE EUropa

Mais um belo estádio visitado de perto, com muito respeito e orgulho.

CE EUropa1

Porém, Barcelona tem ainda um outro estádio, além dos 4 já mostrados aqui.

Trata-se do Estádio Olímpico Luís Companys, também conhecido como Estádio Olímpico de Montjuic, construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, e reconstruído em 1989 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1992.

Barcelona

Vamos dar uma olhada:

Confesso que não me agradam os estádios que não atendem ao time (ou times) da cidade, parece-me que eles acabam sendo estádios sem alma… E depois que o Espanyol construiu seu estádio, este ficou apenas para a seleção.

Estádio Olímpico Luís Companys

Ainda que sejam muito bonitos e bem arranjados, sinto falta da energia que só o dia a dia de um clube pode oferecer.

Estádio Olímpico Luís Companys

O próprio nome já é  “espinhento” para mim, já que Luís Companys Jover era um político da cidade.

Estádio Olímpico Luís Companys

O estádio tem capacidade para 56 000 torcedores.

Estádio Olímpico Luís Companys

O estilo é dos grandes. Arquibancadas espaçosas e distantes do campo.

Estádio Olímpico Luís Companys

Equipamentos de tecnologia de ponta, iluminação e cadeiras individuais.

Estádio Olímpico Luís Companys - Barcelona

E tem até um ar mais “artístico e cultural” que dificilmente encontramos em outros campos.

Estádio Olímpico Luís Companys - Barcelona

De Barcelona rumamos a Berlin, mas aí já é assunto para o próximo post…

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104 – Camisa do Mixto

A 104ª camisa sai do eixo “SP-Buenos Aires” e vai para Cuiabá, capital do Mato Grosso! Foi presente do amigo e jornalista Rodrigo Ratier, em mais uma de suas “aventuras educacionais”:

Ela pertence ao Mixto Esporte Clube, tradicional time alvinegro, maior vencedor do Campeonato Mato-Grossense (24 títulos, até 2010).

Com tantos títulos, o Mixto acabou se tornando um dos mais conhecidos clubes do Mato Grosso e consequentemente tendo uma das maiores torcidas do estado.

Falando das torcidas, o time conta com várias organizadas, entre elas a Torcida Boca Suja (que possui o blog www.torcidabocasuja.blogspot.com/) , a Torcida Desorganizada Comando Zero e a Torcida Razão Alvinegra.

Destaque também para a torcedora símbolo Nhá Barbina :

O mascote do time é o Tigre!

Seu fundação se deu em 1934, no centro de Cuiabá, na antiga Livraria Pepe, um casarão em estilo colonial, recentemente tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O time foi uma materialização da cultura regional, assim como as tradicionais marchas carnavalescas e festas populares, com o diferencial de reunir homens e mulheres, algo incomum para a época. Daí a origem do nome Mixto, que mostrava uma mistura entre homens e mulheres, cultura e esporte, sem preconceitos, representadas pelo branco e preto, cores antagônicas. Em pouco tempo, o Mixto se tornou alegria e orgulho dos cuiabanos, sendo responsável por levar o nome da cidade Brasil a fora. Seu maior rival é o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, juntos fazem o Clássico dos Milhões.

O primeiro título veio em 1943, mas ainda na década de 40, o time faria história com a conquista do tricampeonato emtre 1947 e 1949, com o time:

Abaixo, uma foto do esquadrão que defendeu o clube no final da década de 60:

Da série “fatos inusitados” consta o amistoso de 1973, contra a Seleção da Bolívia (um empate em 2 a 2), no Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá. Em 1976 disputou o brasileirão com o time:

O time de 1980, bicampeão estadual, nas páginas da Placar:

Aqui, o time de 1989:

Outra bela foto da década de 80:

O time de 1996:

Os anos 2000 trouxeram indecisões à diretoria do clube, que decidiu não participar do estadual. Após retornar, o time teve uma fase ruim, como em 2005, quando conseguiu ser eliminado por meio de um sorteio. A boa fase retornaria em 2008, com o título de Campeão Mato-grossense, com um time formado principalmente por pratas da casa:

Veja como foi a festa da torcida:

Em 2009, disputou a série C, mas foi rebaixado para a quarta divisão. E em 2010, a expectativa era grande, mas o time acabou não conquistando o Estadual nem o sonhado retorno à série C, mesmo com um elenco com estrelas como Adriano Gabiru, Perdigão e Luizinho Neto. O time manda seus jogos no Estádio Presidente Dutra (é triste dar o nome de um militar para um estádio de um time tão democrático).

Para maiores informações sobre o time, acesse: www.mixtoec.com.br , o site oficial do time.
Para quem prefere a voz das arquibancadas, acesse o blog: www.mixtonet.blogspot.com Pra terminar, um pouco da festa vista de dentro da torcida:

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Futebol é parte da sua cultura!

O Estádio Benedito Teixeira, o “Teixeirão”, em São José do Rio Preto!

Em 2010, fomos conhecer São José do Rio Preto, uma cidade gigante do interior de SP. E esse desenvolvimento social e econômico, no futebol pode ser visto pelo fato da cidade ter dois times!
Assim, aproveitamos nossa viagem para conhecer os estádios destes times que fomos até lá!
O primeiro estádio é o Benedito Teixeira, o “Teixeirão”, onde o América FC manda seus jogos.

O Estádio é bastante recente, foi inaugurado em 1996 e nós demos o azar de pegar um dia em que ele estava sendo reformado…

Mesmo em reformas, deu pra ver a grandeza do Estádio, que chegou a receber vários clássicos do futebol paulista, graças ao seu porte.

O jogo de inauguração foi entre o América e o São Paulo e o time da capital venceu por 3×2. A capacidade atual do estádio é de quase 33 mil torcedores. Olhando de fora, dá pra ver o espaço que ele ocupa.

Ah, achei um novo mascote pro time hehehe:

O Estádio leva as cores do time (vermelho e branco) em diversos muros…

O estádio nasceu graças ao idealismo do Prefeito Dr. Wilson Romano Calil que via o time como a maior propaganda da cidade. A ideia foi apresentada à cidade no período da visita do então presidente Benedito Teixeira e por isso leva o seu nome. A prefeitura cedeu o terreno e ainda conseguiu a doação de 11.500 sacos de cimento, ao América ficou a responsabilidade das obras, o que obrigou a venda de jogadores importantes.
Uma coisa que eu aprendi a gostar são os ônibus dos times, olha o do América aí:

Na despedida, fiz mais uma lembrança de um estádio importante.

Em 2022, voltamos ao Estádio Benedito Teixeira e fiz esse vídeo:

E renovamos as fotos do campo:

São José do Rio Preto

Ou você prefere uma chuva concentrada?

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102- Camisa do Olímpia

A 102ª camisa da coleção vem do interior de São Paulo, grande celeiro de times e histórias ligadas ao futebol. É com orgulho que escrevo sobre a história do Olímpia Futebol Clube.

Recentemente entrevistaríamos o presidente do Olímpia, mas na hora H ele acabou não conseguindo participar ao vivo e nos mandou um vídeo, vale a pena assistir:

Comprei essa camisa no próprio Estádio Maria Tereza Breda, em outubro de 2010. Ao passar por lá, o time sub-20 ainda estava pelos vestiários.
Eles haviam acabado de perder para o sub-20 do Santos num polêmico 2×1.
Veja aqui como foi esse rolê!

Estive na cidade para conhecer as famosas Termas dos Laranjais, um parque aquático incrível que fica em Olímpia!

Mas falando sobre o time do Olímpia, sua fundação se deu em 1919. Como toda equipe do interior, em seu início o time do Olímpia limitava-se a representar a cidade em torneios regionais. De 1936 a 1946, o time mudou provisoriamente seu nome para Associação Atlética Olímpia.

Em 1950, veio o profissionalismo e a disputa dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol.

Em 1953, passou a valer uma lei que obrigava as cidades sedes dos times da segunda divisão a terem pelo menos 50 mil habitantes, assim, o time passou a disputar torneios amadores e a terceira divisão.

Em 1957, sagrou-se campeão do “Setor 33” (a Federação dividia o campeonato em regiões). No jogo que definia o acesso, perdeu para o Fernandópolis por 2×1.

1959 trouxe um grande número de torcedores para o Estádio Tereza Breda, o time jogava bem e acabou campeão da “Série Brigadeiro Faria Lima” e novamente disputando a vaga para a segundona, desta vez contra a Votuporanguense.

Em 1961, o Olímpia foi campeão da “Série Cafeeira”, na final contra a já tradicional rival Votuporanguense. A foto do time campeão:

Outros títulos viriam em 1973 e 1975, sendo bicampeão da “Série C”, dando condições ao clube de disputar sua promoção para a “Divisão Especial”, mas o sonho foi interrompido pelo Santo André.

1978 é o ano mais triste de sua história, pois o Olímpia se exclui da Federação, pondo um fim momentâneo aos sonhos dos torcedores locais. Após muito sofrimento, o time conseguiu voltar.

Em 1985, ressurge o Olímpia F.C. . Em 1988 disputou a “Divisão Intermediária”.

Em 1990, a diretoria chegou a tentar licenciar o time, mas por brincadeira do destino o elenco montado para aquele ano traria a maior glória da história do time, o título da Segunda Divisão e o consequente acesso à Primeira Divisão, onde permaneceu por três anos.
O time de 1990:

O de 1991:

Fuçando na minha coleção de canhotos de ingresso, pude achar um do jogo que o time fez em Santo André, contra o meu Ramalhão, num domingo, 1 de setembro:

Achei também um de 1995:

Guardei até a escalação dos times:

No ano seguinte passou por dificuldades e depois de péssima campanha foi rebaixado para a Série A-3.

Em 2000, sagra-se campeão do Paulista da Série A3 e disputa ainda a Copa João Havelange chegando até a Semi-Final.

Em 2001, disputa a série A2 e por um ponto não consegue o acesso à série A1. Jogou com o time:

Em 2006, depois de sete anos consecutivos na série A2, o Olímpia foi rebaixado para a Série A-3, sagrando-se campeão, no ano seguinte, num campeonato que contou com times como Ferroviária e XV de Piracicaba. 2007 também ficará marcado na memória de todos os olimpienses.
Mais uma vez, após quase não disputar o campeonato e quase encerrar as atividades, o Olímpia Futebol Clube conquista a Série A-3, lutando com adversários como Ferroviária e XV de Piracicaba.

Infelizmente, a partir de 2008, o time entrou em queda livre, voltando para a série A3 até cair, em 2010 para a série B do Paulista, o campeonato mais dificil do mundo. O time manda seus jogos no Estádio Maria Tereza Breda:

Seu mascote é o Galo Azul:

Como curiosidade, vale citar que o poderoso Paulistano chegou a disputar uma partida contra o Olímpia e aproveitou para emprestar nada mais nada menos que Friendereich para um amistoso contra o Jaboticabal.

Quem também visitou a cidade para jogar um amistoso  foi a equipe do Penarol, em 1928. Mas uma das cenas mais curiosas do time é essa…

A torcida Mancha Azul é quem comanda a festa nas arquibancadas:

O site “extra oficial” do time é: www.olimpiafutebolclube.com

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O Estádio Nelson Mendrado Dias, o ‘Estradinha”, a casa do Rio Branco de Paranaguá-PR

No fim de 2008, estivemos em um rolê por Curitiba e da capital paranaense decidimos descer até Paranaguá para conhecer a Estrada da Graciosa e também visitar a histórica cidade de Morretes, mas … Para não perder o costume, decidimos buscar os estádios locais e acabamos encontrando o “Complexo Esportivo Educacional Fernando Charbub Farah“, onde fica localizado o “Estádio Gigante do Itiberê”:

O apelido “Gigante do Itiberê” vem do rio Itiberê, que margeia a cidade e está bem próximo do Estádio.
A capacidade o Gigante é de pouco mais de 12 mil lugares, e foi inaugurado com o jogo entre o Paraná e o Vasco da Gama, uma vez que boa parte dos moradores da cidade são fãs do futebol carioca.

Com todo respeito ao Estádio Municipal, confesso que sempre fico um pouco frustrado quando o estádio não tem um time e por isso, fomos até o Estádio Nelson Mendrado Dias, o ‘Estradinha”, onde o Rio Branco manda seus jogos.

O Rio Branco foi fundado no dia 13 de outubro de 1913, sendo o terceiro clube mais antigo do estado em atividade, atrás apenas do Operário e do Coritiba.
Vi que as vezes, o time manda seus jogos no Gigante do Itiberê, mas tem no Estádio Estradinha, seu alçapão.

O Rio Branco foi campeão da segunda divisão de 1995.

Daqueles estádio com alambrado velho que a qualquer momento vai ceder e permitir à torcida local a invasão. Por isso, os bandeiras procuram não errar muito por ali…

A arquibancada de cimento, com pouca parte coberta marca com sua simples presença a história de tantos torcedores que estiveram ali gritando pelo Rio Branco.

E por um momento, eu faço parte dessa história!

A Mari também não resistiu e eternizou nossa presença em mais um lendário estádio desse Brasil…

O gramado estava bem cuidado, aproveitando as chuvas de verão para se recuperar para o ano que iniciaria. Enfim, mais uma aventura boleira registrada!

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São Vicente 1×1 Inter de Bebedouro

Ainda em pleno feriadão, depois de um rolê pelas cachoeiras da Serra da Mantiqueira, fomos até a baixada para acompanhar a sequência da Série B do Paulistão.
Antes do jogo, um breve rolê passando por 2 estádios de Santos, o Ulrico Mursa:

E a Vila Belmiro, cada dia mais bonita e com mais cara de cancha argentina. Destaque para a bela loja e para o museu que existe junto do estádio!

Mas o rolê do dia era na cidade vizinha, a primeira cidade oficializada pelos portugueses no Brasil: São Vicente!

O jogo, no Estádio Mansueto Pierotti, era contra a Inter de Bebedouro e depois de tantos dias de seca, a chuva que caia pela manhã ameaçava estragar a festa e espantar os convidados…

Para a nossa surpresa, além do grande número de carros parados próximos ao Estádio Mansueto Pierotti, havia até fila para a entrada!
E a chuva começava a apertar…

Para quem acha que a gente não paga, taí mais R$10 gastos em ingressos!
É a nossa parte para a manutenção do futebol!

Eu ainda não conhecia o Estádio Mansueto Pierotti, reinaugurado em 2002:

Chegamos a tempo de ver os times entrar em campo e cantar o hino nacional, uma obrigação que me incomoda.
Pra mim, deveria se cantar o hino da cidade.

 E lá estávamos nós, mais uma vez…

Esperávamos a chuva dar uma trégua, embaixo da marquise do Estádio, nos lamentando pela chegada da frente fria justo naquele momento…

Dentro do próprio Estádio Mansueto Pierotti estão os troféus do time, expostos aos torcedores.

O gramado estava um pouco sofrido, nem parecia que estávamos em uma época de seca.
Mas, como já disse outras vezes, infelizmente as divisões de acesso não tem ajuda alguma para conseguir manter o bom estado dos campos, o negócio é jogar!

O pior é que naquele momento, a chuva que caía prejudicava ainda mais a grama…

Mas falando em chuva, ela não espantou ninguém, só fez com que aparecessem dezenas de guarda chuvas dando um aspecto único às arquibancadas do Estádio Mansueto Pierotti.

E o time do São Vicente nem de guarda chuva precisou.
Entrou quente no jogo, exigindo atenção da defesa adversária atenção redobrada.

Mas nem com toda a atenção e esforço a zaga da Inter conseguiu impedir o primeiro gol do time local.
Após um bate e rebate, Marquinhos fez o gol do São Vicente e foi pra galera!
Festa nas arquibancadas do Estádio Mansueto Pierotti!!!

Festa dos guarda-chuvas também!!!

Lá do outro lado, um pequeno grupo vermelho se fez triste.
Fui lá conferir se realmente eram torcedores do Inter.

A rapaziada compareceu em São Vicente enfrentando a distância e a chuva e ainda se deram bem…
O time da Inter de Bebedouro empatou o jogo ainda no primeiro tempo…

O gol desanimou o time do São Vicente, que não conseguiu marcar o segundo gol.

Pra complicar o time do litoral a chuva acabou prejudicando o campo e atrapalhando a criação de novas jogadas.

A torcida incentivou o time o quanto deu, mas sentiu o peso do empate…

A rapaziada da Fúria Alvinegra também tentou empolgar o time, mas o time não reagiu…

E foi assim que o bom público assistiu o empate entre os dois times, por 1×1.

Muita gente reclamou do juiz, que teria “amarrado” o jogo…

De nada adiantaram os conselhos dos torcedores que ficam atrás do gol (tão legal quanto à Javari!).

Sem dúvida, foi um ótimo programa, mesmo tendo molhado as únicas blusas de frio que tínhamos levado…

Empatar em casa nunca é bom, principalmente nessa fase, sendo assim, o time do interior saiu bastante satisfeito com o ponto ganho e vai com moral pro jogo de quarta feira contra o Primavera, em Bebedouro.

A torcida do São Vicente fica na expectativa do time aprontar alguma contra o Velo Clube, lá em Rio Claro, num jogo duríssimo!

O Estádio Mansueto ficará no aguardo para a partida final do primeiro turno, contra o Primavera, com suas bandeiras e principalmente, com sua gente

Gente que usa orgulhosa a camisa do time, lembrando a importância da cidade para o nosso país.

Agradecemos aos amigos que conhecemos no jogo e esperamos rever a galera em breve!

Dali, ainda passamos pela tradicional “Ponte Pênsil”, até chegarmos ao nosso último destino…

A cidade de Itanhaém, nossa casa!

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78- Camisa do Olimpia do Paraguai

A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, o belo Palácio Presidencial.
É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!

O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país,  fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens.

Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.

A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito. O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000. O time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional. A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio. Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.

Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.

O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta. Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:

A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983). A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental. No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colômbia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.

Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos. Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.

Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys: Seu maior rival é o Cerro Porteño. Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!

Se liga nele marcando um gol: Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada! O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/ Por hora é isso! Abraços!

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59- Camisa do Coritiba FC

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59ª Camisa de Futebol do nosso blog é a camisa do Coritiba Football Club.
É uma réplica, comprada num calçadão em Curitiba por R$16.
Adoro réplicas bem feitas a preços camaradas…
Por que não se pode ter camisas oficiais mais baratas??
Pô, de R$16 pra R$116 é demais…. (daqui de 2025 eu te digo, R$ 116 hoje em dia é uma pechincha!!)
Esse modelo de Camisa do Coritiba me lembra muito a do Celtic, ou do Sporting de Portugal, e eu acho uma combinação de cores ótima para listras horizontais.
O detalhe é para o número dourado, que também acho bonito:

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Bom, mas falemos sobre o Coritiba FC, dono da camisa, e sem dúvida um dos maiores clubes brasileiros.
Antes de mais nada, se quiser ver o que eles mesmos falam, o site do time é www.coritiba.com.br .
O Coritiba FC foi fundado em 12 de outubro de 1909, ou seja, festejou, esse ano seu primeiro centenário.

coritiba centenario

O clube nasceu graças a Frederico Fritz Essenfelder, um dos membro de um grupo de atletas que praticavam ginástica, que apareceu com uma bola e apresentou o jogo aos colegas.

Frederico Fritz Essenfelder

Logo, todos estavam completamente apaixonados pelo esporte e decidiram fundar um clube só de futebol. Nascia o Coritibano Football Club, que em 23 de outubro de 1909, teve seu primeiro jogo contra um time de funcionários da estrada de ferro de Ponta Grossa.
Abaixo, a foto do time que jogou sob o nome Coritibano:

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Até 1916, usou a área do Jóquei Clube Paranaense como campo.

coritiba 1912

Em 1910, o nome do clube foi alterado para Coritiba, grafia européia, utilizada na época para designar a cidade. As cores, verde e branco, são uma referência às da bandeira do estado.
Em 1915 o clube participa de sua primeira competição oficial, e no ano seguinte, conquistou seu primeiro título, no campeonato estadual.

coritiba1916

O time é popularmente chamado de “Coxa Branca”, devido aos seus primeiros times serem formados basicamente por descendentes de alemães.
Um dos possíveis criadores do apelido seria Jofre Cabral e Silva (torcedor e anos mais tarde, presidente do rival Atlético Paranaense) que tentava irritar o zagueiro Hans Breyer, chamando-o de “Coxa Branca”.
As décadas de 20 e 30, trouxeram muitas novas conquistas ao clube, mas sem dúvida, o maior presente foi a inauguração do Estádio Belfort Duarte, em 1932.

estadio

Não dá pra resumir em um único post tanta história, então só para citar, os anos 40, 50 e 60  foram repletos de títulos e conquistas.
Em 1969 o Coritiba faz a primeira excursão para o exterior.
No ano seguinte, montou um time cheio de estrelas, visando aumentar o público e assim conseguir recursos para ampliação do Estádio Belfort Duarte.
A década de 70 é chamada de década de ouro, graças a hegemonia conquistada no futebol paranaense.
Conquista um hexacampeonato estadual, maior seqüência de vitórias na história do profissionalismo no futebol paranaense, e chega em quinto lugar na primeira edição do campeonato brasileiro, de 1971.

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Em 1977, o nome do estádio é alterado para Major Antônio Couto Pereira, em homenagem ao falecido presidente do clube.

A década de 80 inicia-se em alto estilo, e o Coxa fica em terceiro no campeonato brasileiro de 1980.
Mas o grande ano do time é 1985.
Com um elenco modesto (do qual fazia parte o goleirão Rafael, e seu bigodão, que dizem terperdido a orelha num jogo, ao enroscar-se com a rede do gol…), e comandados por Ênio Andrade o Coritiba chega a final contra o não menos desacreditado Bangu.

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A final, em pleno Maracanã é decidida nos penaltys. Veja como foi:

Campeão nacional, o Coxa participa da Libertadores da América de 1986, mas faz uma campanha discreta.
Em 1987, lembro bastante do Coritiba porque ele foi um dos times a disputar a Copa União (e consequentemente estar em um dos melhores álbuns de figurinhas de futebol).

coritiba_1987

Em 1988 o Coritiba quase cai para a segunda divisão paranaense.
Em 1989, após perder o mando de campo, o time foi obrigado a enfrentar o Santos em Juiz de Fora, um dia antes de jogar contra o Vasco. O time compra a briga e ganha na justiça comum o direito de adiar a partida. Assim, não enfrenta o Santos e como punição é rebaixado pela CBF para a Série B.
O time só retornaria à primeira divisão em 1995, no último jogo sendo disputado contra nada menos que o rival Atlético Paranaense, e veja como foi:

Em 1997, o Coxa é campeão do Festival Brasileiro de Futebol.
Em 1998, foi eliminado pela Portuguesa nas quartas-de-final do brasileirão, na época do “melhor de 3”.
Em 2002, brilha como uma das melhores equipes do campeonato brasileiro e lança o projeto de clube-empresa.
Em 2003 chega em quinto no Campeonato Brasileiro e conquista o direito de disputar a segunda Libertadores da América de sua história.
Mas no ano seguinte é novamente eliminado precocemente da competição sulamericana.
Em 2005, o time foi rebaixado para a Série B da competição, assim como Atlético Mineiro, Paysandu e Brasiliense.
Em 2007, conquista o acesso à Serie A do Campeonato Brasileiro, sagrando-se campeão da Série B .

coritiba2007
campeao2007

Em 2009, o time está lutando para não cair novamente.

Como estivemos por Curitiba no fim do ano passado, eu e a Mari não resistimos em fazer um tour pelo Estádio..

A Mari se encantou com o estilo old school do Estádio do Coxa.

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A arquibancada é mesmo muito grande, principalmente quando você está sozinho no estádio…

Fomos muito bem recebidos pelo assessor de imprensa do clube, mesmo sendo no mesmo dia em que ele iria apresentar o novo técnico do time (na época Ivo Wortmann)

Essa foto abaixo é um poster que está na parte interna do estádio. Maravilhoso não?

O estádio Major Antônio Couto Pereira é o maior do Paraná, e hoje tem capacidade para 37.182 pessoas. Vale lembrar que alguns torcedores o chamam de Alto da Glória (nome do bairro).
O mascote do Coritiba é um velhinho, o Vovô Coxa, em alusão ao time ser o mais antigo do Paraná:

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Fica nossa homenagem e respeito aos 100 anos de existência do Coritiba FC.

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55- Camisa do Palestra São Bernardo

A 55ª camisa de futebol do nosso blog é de um dos times mais antigos do ABC.
Foi um presente do amigo Renato Ramos, presidente da Fúria Andreense, e fã do futebol da nossa região.
Detalhe para as mangas compridas que deixam a camisa com uma cara ainda mais legal! Trata-se do Palestra São Bernardo, que representa a cidade de São Bernardo do Campo.
Se quiser ler mais sobre o time, vale a pena dar uma olhada no post que eu fiz sobre o jogo contra o Desportivo Brasil.

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São Bernardo é o “B”, do Grande ABC, berço das montadoras, do sindicalismo, do hardcore (daqueles que não se faz mais) e da minha educação (fiz ETE e Metodista).

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O Palestra Itália de São Bernardo foi fundado em 1° de setembro de 1935, por um atleta do rival Esporte Clube São Bernardo.

Distintivo do Palestra São BErnardo

Filho de italianos, Alfredo Sabatini mostrou o famoso “sangue quente italiano” ao fundar o time, após não ser escalado num amistoso contra um grande clube paulistano.

SABATINI

Óbvio que com este nome o  clube representou a grande colônia italiana da cidade,e assim como ocorreu com Cruzeiro, Coritiba e Palmeiras, na época da Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a mudar sua denominação, retirando o “Itália” do nome, tornando-se o Palestra de São Bernardo. Seu maior rival é o Esporte Clube São Bernardo, considerado o time dos afortunados, enquanto o Palestra seria o clube de massa, cuja torcida era formada em sua maioria por funcionários das fábricas moveleiras, que formariam a famosa “rua dos móveis” (Rua Jurubatuba).

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Seu antigo Estádio era na Rua Marechal Deodoro, onde hoje localiza-se a Praça Lauro Gomes.

estadio palestra

Assim, o clube encontrou sua nova casa no bairro Ferrazópolis, onde nasceu o Instituto Palestra de Educação e Cultura (IPEC), o primeiro clube-escola do Brasil.

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Aqui, a cara da sede, no passado:

Em 1985, o historiador Ademir Médice (gente boa pra caramba, esse cara!), que escreve para o Diário do Grande ABC, publicou o livro Palestra de São Bernardo – Meio Século, como presente pelo seu Jubileu de Ouro.
Entre 1950 e 1951, o Palestra disputou a Segunda Divisão do Paulista.
Em janeiro de 1974, o time enfrentou o Santos de Pelé, perdendo por 4×0.
E em 1975, foi a vez do Corinthians, de Rivelino aportar no ABC para enfrentar o Palestra.
Iria demorar alguns anos até que em 1990, o Palmeiras viesse fazer o duelo dos “Palestra Itália”.
O clube ficou bom tempo em recesso e só voltou a jogar profissionalmente em 1986, na Terceira Divisão.
Depois, em 1992 voltou a fechar suas portas, só voltando a disputar o profissionalismo em 1997, quando foi vice-campeão da Série B1-b, a então 5a divisão do paulista. Em 2005, a diretoria do Palestra endoidou e tentou “remodelar” o clube, mudando suas cores, escudo, mascote e hino.
O time passaria a se chamar PSB (sigla para Palestra São Bernardo), e o verde seria substituído pelo vermelho.
Felizmente, em 2006 o time voltou a se chamar Palestra e em 2008 voltou às cores de origem, além de ter novamente seu escudo inicial.

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Da época “maluca”, fica o belo hino:

Um dos orgulhos dos torcedores é que o meia-lateral Zé Roberto (Seleção brasileira, futebol alemão, Portuguesa, Santos, entre outros) atuou nas categorias de base do time.

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Olha ele aí no time de 92:

Palestra de São Bernardo 1992

O time é também chamado de Alviverde batateiro. Seu mascote já foi um Periquito e agora, um cão São Bernardo.

mascotePSB

Atualmente, manda seus jogos no Estádio Baetão, com gramado sintético, e capacidade de 8.000 pessoas.

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Eu e a Mari jáfomos em vários jogos do time, nesta fase recente:

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Mas até pouco tempo, mandou seus jogos no Estádio Primeiro de Maio:

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O palco das greves e das mobilizações do ABc, nos anos 80…

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Esse é o time em 2009:

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Atualmente disputa a fase final Segunda Divisão do Campeonato Paulista, com boas chances de chegar à série A3.
Mais informações, existe um blog feito por torcedores: http://semprepalestrasb.blogspot.com/ e um site (não sei se oficial): www.palestrasb.webs.com/ , ambos valem a pena!
E por fim, algumas imagensbancadas do Baetão:

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!