18 de janeiro de 2026. Manhã de Domingo, jogo as 10hs, em pleno verão, mesmo sem o sol estalando nas nossas cabeças, a manhã apresentava aquele mormaço tradicional. Mas nada disso interessa, o foco é a vitória no difícil jogo do Santo André contra o XV de Piracicaba.
Em campo, o Ramalhão procura sua reabilitação e por isso, sempre bom ver que o Santo André pode sempre contar com sua torcida.
E lá vamos nós para a 3ª rodada, em busca da nossa primeira vitória…
Não dá pra negar que a goleada sofrida em casa contra o Monte Azul, fez diminuir o número do chamado “torcedor comum”, aquele que frequenta as arquibancadas do Brunão com menor frequência.
Assim, não foi dia de ter grande presença da torcida, mas quem foi… Foi pra torcer!
Ainda que todo mundo estivesse esperando uma resposta depois da última partida, a postura da torcida foi de apoio e não de cobrança. O desejo era simples: competir, reagir, mostrar que o Ramalhão ainda estava vivo na A2.
A torcida do XV também chegava com a mesma expectativa, visto que o time de Piracicaba também não começou empolgando…
Essa série A2 não tem jogo fácil… Parece que toda partida é uma decisão e exige atenção total!
O jogo começou travado, calor castigando, bola presa no meio. O Santo André tentava, mas errava o último passe, ou parava no goleiro.
Só quem não parava era a Fúria Andreense, conhecida por cantar os 90 minutos!
No fim das contas até que estava um clima de jogo com a arquibancada com bastante gente…
O Santo André se mostrava mais precavido, apenas atacando na certeza, mas transmitindo mais segurança na defesa.
As bolas paradas buscando o cabeceio eram a principal investida dos donos da casa.
O primeiro tempo acabou virando no 0x0, deixando uma pulga atrás da orelha no torcedor local… Será que é hoje que teremos nossa primeira vitória? Ou mais uma vez o “fator casa” não vai fazer sentido?
Antes do reinício do jogo, mais um papo do time ali no meio campo. Tem que dar certo!
O segundo tempo começou com o Santo André se arriscando mais e consequentemente, abrindo chances para os contra-ataques do XV de Piracicaba, que chegou a assustar perdendo uma chance clara, assustando o lado azul do estádio…
Já ressabiados pela última partida, houve quem temesse o pior, mas o futebol, de vez em quando, resolve mudar a história e aos 35, a bola sobrou para quem mais precisava. Miguel Ribeiro. Cria da base. O mesmo menino que dias antes tinha saído da Copinha com o peso de um pênalti perdido. Chutou, a bola explodiu na zaga e voltou, e na segunda chance ele bateu sem medo. Gol. Explosão. Alívio. Grito preso há dias.
Não foi só um gol. Foi resposta, foi respiro, foi justiça. Três pontos que valem mais do que a tabela mostra. Vitória que tira o time do sufoco e lembra todo mundo por que a gente segue vindo.
Porque o Ramalhão é isso.
Jogo difícil, torcida fiel e, às vezes, o futebol resolve recompensar quem não desiste…
Com o 1×0, o time se animou e veio pra cima em busca do segundo gol…
O jogo foi se aproximando do final e, claro, nunca é tranquilo, mas até que o time conseguiu segurar bem sua primeira vitória para a alegria da torcida Ramalhina!
Fim de jogo! O Santo André consegue fazer valer o mando de jogo e derrota um difícil e tradicional adversário!
O time mantém a proximidade com a torcida e celebram juntos essa vitória!
Até foto com a torcida deu pra fazer…
O pessoal da TV Ramalhão fez um vídeo bacana dos bastidores da partida, se liga:
Abraço para os amigos que seguem acreditando nesse time!
Quinta feira, 15 de janeiro de 2026. Um dia após o time profissional ser goleado por 4×0 em casa pelo Monte Azul, é hora de reencontrar os amigos e amigas, juntar os cacos e usar o que sobra da voz (em 14 dias já são 6 jogos com presença da torcida) e voltar até a Arena Ibrachina não só para mais um jogo, mas para o segundo mata-mata de Copinha.
Era pra ser uma tarde de sonho. Havia no ar aquela esperança silenciosa de quem sabe que, no futebol, tudo pode acontecer, inclusive repetirmos 2003 e nos tornarmos novamente campeões da copinha!
Só que tudo começou muito mal… Logo aos cinco minutos, escanteio, bola na área e o Ibrachina abriu o placar, com Enrico… Aquele gol cedo deu um baque. Claro que a arquibancada sentiu, e claro que o time sentiu. Mas mesmo assim, ninguém deixou de cantar, nem de correr em campo. Porque Copinha é isso: se não empurrar, acaba antes da hora.
O primeiro tempo passou com o Santo André tentando se impor atrás do empate e fazendo da raça sua maior inspiração. Até uma falta na trave a gente mandou…
O Ibrachina, organizado, e pela primeira vez jogando com uma grande torcida ao seu lado, parecia confortável…
Mas a nossa bancada é mesmo incrível… Ou todo mundo tem o Ovídio na bateria?
A gente foi pro intervalo com aquele misto de preocupação e fé teimosa que só o torcedor entende. A chuva já caía em volume suficiente pra encharcar, teve até quem achou um camarote para se proteger da chuva…
E o Santo André apareceu para o segundo tempo da mesma forma que sempre: unido em torno de um ideal e ouvindo o que o nosso treinador Alexandre Seichi tinha de proposta para os 45 minutos finais.
E logo no começo, Maycon recebe uma bola na entrada da área, limpa o zagueiro e bate de longe para empatar…
Gol do Ramalhinho. Alívio.
Grito preso na garganta que saiu de uma vez só.
Ali, por alguns minutos, parecia que tudo podia virar. O time cresceu, criou chances, competiu de igual pra igual.
O Ibrachina também teve as suas. Jogo aberto, tenso, daqueles que fazem a gente esquecer o resto do mundo. Já nos últimos minutos uma expulsão pro lado do Ibrachina que, caso fosse mais cedo poderia ter facilitado a virada do Santo André…
O placar parece ficar mesmo no 1×1, deixando a torcida ainda mais nervosa…
Mas o apito final veio sem mais gols. Pênaltis.
Agora estamos todos juntos, mais que nunca…
E pênalti, a gente sabe, não é só técnica. É cabeça, é perna pesada, é pressão.
Será a hora de Kauan brilhar?
Após acertos nas primeiras cobranças dos dois times, Miguel (ex Ibrachina) perdeu a segunda do Ramalhão e foi como uma bolada no estômago…
O Ibrachina foi perfeito nas batidas. 5×3. Fim de jogo.
Fim do sonho do bicampeonato. Doeu porque o time lutou, porque buscou o empate, porque esteve vivo até o último momento. E também porque esse elenco e nosso treinador tem uma paixão pelo time e pela torcida que dá gosto de se ver… Saí da Arena Ibrachina com o coração pesado, mas com respeito pelo que foi feito em campo. A Copinha é cruel, mas também ensina. Fica a frustração, fica o orgulho de ter estado lá, apoiando até o fim. E fica a certeza de que usar a camisa do Ramalhão é carregar uma história que a gente nunca abandona…
No início de dezembro de 2025, estivemos na estrada para uma viagem até Brodowski com a missão de acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia com os amigos Mário e Brasileiro (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).
Mas, além da partida, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade.
A Antiga Estação Ferroviária guarda um pouco da memória de quando os trens conectavam Brodowski com o mundo.
A placa explica um pouco da importância da ferrovia à época. Incrível a gente ter perdido tudo isso não é mesmo?
A Estátua que antes homenageava as despedidas e a saudade dos que se vão pelas linhas do trem, hoje, pra mim, representa a falta que a própria ferrovia faz… Ela partiu e sabe lá quando volta…
Interessante eles manterem exposto um canhão usado na segunda guerra para lutar contra os nazistas! Nunca é bom esquecer essas coisas.
A praça em frente à estação guarda muitas lembranças também. O que dizer desse banco, com a propaganda da Casa Macchetti? Olha o número do telefone: 66. E mais nada.
Ali está também o Coreto da cidade! É algo simples mas que combina demais com a cultura local.
Brodowski também é muito conhecida por ser a cidade natal de Portinari e sua casa se tornou um museu que recebe muitos turistas!
Algumas construções sobreviveram ao tempo até hoje…
Falando do sagrado, essa é a igreja matriz da cidade…
Mas, falando sobre o profano… A versão local da carreta furacão também arrebata corações por lá!
Como já dissemos, o futebol na cidade é mais que um esporte, é mesmo uma cultura que faz a cabeça de quem vive por lá. Até o Portinari entrou nessa fita!
Mesmo com times novos surgindo, a rivalidade local fica mesmo por conta do clássico entre o CA Bandeirante e o Brodowski FC, e como já falamos bastante do primeiro, é hora de falar sobre o time mais antigo da cidade…
O Brodowski FC foi fundado em 15 de setembro de 1920, e tem uma história cheia de mistérios, visto que não existem muitos documentos sobre essa primeira fase do time.
O Brodowski sagrou-se também campeão-amador setorial, em 1970, 1971 e 1976 e ainda em 1981, 1982 e 1983, e vice-campeão estadual no ano de 1983. Em 1986, é campeão amador do estado!
Fomos conhecer o seu Estádio, o “Zé Turquim”.
Pelo que entendi, conversando com os moradores, mesmo antes de ser um estádio, o campo do Brodowski sempre foi ali, desde 1920.
Infelizmente não conseguimos entrar no campo, então demos um jeitinho… Acabamos fazendo amizade com o pessoal que mora bem ao lado do estádio (aliás, um abraço a vocês!!!) e, do quintal deles pudemos registrar o campo!
Ali dá pra ver a arquibancada coberta e o gol do lado esquerdo:
Será que o destino é traçado previamente por alguma força superior? Ou as coisas se aglutinam e se repelem de acordo com nossas escolhas? A história de hoje começa lá em 2021, no meio da pandemia, quando, para não ficar maluco, passei a visitar, sozinho, de máscara e em horários esdrúxulos, os campos do futebol amador de Santo André.
Ali nasceu um interesse pelo futebol amador que foi crescendo até que, incentivado pelo amigo Mário Casimiro, passei a acompanhar o Campeonato Amador do Estado, a segunda competição mais antiga da Federação Paulista de Futebol.
Por coincidência, as últimas duas finais envolveram times do ABC, o que me permitiu que acompanhar a primeira partida destas decisões. Em 2023, vimos Nacional da Vila Vivaldi x CA Bandeirante de Brodowski, em São Bernardo.
E em 2024, Belenense x CA Bandeirante de Brodowski, em Mauá…
Naquele dia, acabei conhecendo o pessoal da diretoria do CA Bandeirante e foi com eles que iniciamos os programas onde entrevistamos presidentes dos clubes, veja como foi:
Desde então, eu e o Mário fizemos a promessa de ir até Brodowski caso mais uma vez o Bandeirante chegasse na decisão, e, como você já deve saber… Foi o que aconteceu em 2025! Seja bem vindo a Brodowski!
Depois de algumas horas de estrada, com direito a paradas em Porto Ferreira, Cravinhos e Jardinópolis, chegamos a Brodowski, muito conhecida por ser a cidade natal de Cândido Portinari. Claro que fomos lá conhecer sua casa, que hoje sedia um museu em sua homenagem.
A cidade é cheia de detalhes que a tornam inesquecível, como os bancos com inscrições de décadas atrás…
A arquitetura antiga também está preservada e pode ser vista ali pelas ruas…
A igreja matriz, de 1905… Bonita?
A antiga estação ferroviária…
Os bares que ainda reúnem as pessoas em cadeiras e mesas nas calçadas…
E o atual hotel do próprio Bandeirante, onde pudemos jantar com o elenco do time local e tornar o rolê ainda mais inesquecível!
Só faltou fazer uma foto no supermercado onde fizemos umas comprinhas, o “Nosso Mercado“.
Mal sabíamos nós que ele foi construído no espaço do antigo estádio do Bandeirante…
Voltando ao Campeonato Amador do Estado, vale lembrar que o Mário ficou tão apaixonado que escreveu o Guia do Campeonato e ficou muito legal (clique aqui para baixá-lo!).
Pra quem não sabe quem é o Mário Casimiro, taí a foto!
Logo que chegamos, percebemos que a final era o assunto da cidade! Haviam muitos folhetos como este espalhados por todos os lugares por onde andávamos.
Confesso que foi emocionante chegar até o Estádio Mário Lima Santos, a “Arena Jaburu”, como é conhecida popularmente!
Tem até essa escultura em frente ao Estádio que literalmente faz voar os atletas bandeirantinos!
Divido a experiência da chegada ao Estádio, da entrada até a arquibancada, para ver se você também se empolga e faz esse rolê até Brodowski, porque vale muito a pena!
Você viu no vídeo o portão que une presente e passado e cabe explicar que ele ficava no Estádio antigo do CA Bandeirante e é considerado uma verdadeira relíquia para diretoria e torcida! Ah, esse aí na foto é o Brasileiro, outro amigo que esteve conosco acompanhando a decisão.
Interessante como o pessoal do Bandeirante conseguiu registrar sua história em fotos, lembranças e até mesmo nessas placas que pouco a pouco relembram cada passo do clube!
A torcida conta com a “Bateria Tsunami“, que literalmente faz a arquibancada vibrar!
Pra quem não conhece o estádio, vale o nosso tradicional registro. Olhando da arquibancada coberta, aqui está o lado esquerdo do campo:
O meio campo:
E o gol da direita. Ali no fundo fica a área para convidados.
O Estádio é muito bem cuidado e cada espaço acaba sendo aproveitado.
Aqui, a arquibancada coberta, sem ela o sol faria grandes estragos…
Nesse setor, atrás do gol, fica uma boa sombra das árvores e também acaba sendo um lugar bastante disputado pelos torcedores!
E esse é o Jaburu, mascote do time!
A torcida do União FC também se fez presente e ficou em um espaço com sombra!
O bar estava preparado: salgados, água, refrigerantes…
Difícil não pegar carinho pelo clube… Nesse momento, já estávamos “contaminados” pelo mesmo sentimento que envolvia metade da cidade (não se esqueça que a outra metade é Brodowski FC).
Hora da entrada dos times, com toda cerimônia oficial da Federação Paulista!
Foto oficial dos times perfilados…
Dos capitães e da arbitragem…
A foto oficial da final…
E a foto em frente à torcida…
O União também posou para a foto!
E assim… Começa a partida!
Bola rolando, a torcida local cumpre bem o seu papel e transforma a Arena Jaburu em um caldeirão alvi rubro!!!
Bacana ver que a nova geração também está comparecendo!
E as tradicionais fumaças também coloriram o ar do estádio!
E dá lhe bateria!
Com tanta animação, difícil ficar parado…
Mas… o calor é grande… e tem momentos que o pessoal prefere guardar as energias para o fim do jogo…
Ou quem prefira manter se hidratado durante todo o jogo!
Enfim… Todo mundo feliz curtindo os amigos, familiares em torno do futebol!
Em campo, um primeiro tempo de muita marcação, que até chegou a ter um gol marcado pelo Bandeirante que acabou anulado pelo bandeira.
O fim do primeiro tempo trouxe um alívio: o céu recebeu uma porção de nuvens que ajudaram a amainar o calor.
O segundo tempo começou com ainda mais tensão.
A torcida, que a essa altura já havia enchido boa parte da Arena Jaburu parecia sentir o peso de cada passe, cada dividida, cada chute travado.
A Bateria Tsunami, incansável, segurava o ritmo do time e do povo como se cada batida fosse um lembrete: “Estamos juntos. Até o fim.”
E foi justamente no fim que o drama começou. Aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo parecia caminhar para um empate nervoso, que levaria a decisão por penaltys, Max, sempre ele, encontra o gol do time da casa!
A Arena Jaburu que já estava barulhenta se tornou ensurdecedora…
Por alguns minutos, parecia que o tempo havia parado e em cada rosto havia um sorriso. Olho pro celular e faço as contas: o tempo regulamentar já. se esgotou… É questão de pouco tempo até o Bandeirante se sagrar campeão.
Mas… o futebol é único. E quando tudo parecia resolvido e o título parecia uma realidade, a zaga bandeirantina comete penalty… E o União FC empata o jogo para a alegria da torcida Atibaiana!
Foi um choque geral…. Uma catarse negativa para a torcida local. Semblantes tensos, mãos na cabeça, olhares perdidos. Quem estava sentado se levantou e quem estava de pé se segurou pra não cair com o baque do gol… E foi ali, no momento mais delicado, que o time fez um verdadeiro milagre. Sabe aquela jogada que a gente ensaiava nos tempos de escola? Da saída do meio campo ao gol em menos de 5 toques? Pois aí está:
O estádio inteiro voltou a cantar, a bateria Tsunami voltou com tudo, as crianças gritavam, os mais velhos ergueram os braços como quem conversa com o destino. Abraços e mais abraços… Era impossível não se arrepiar. Impossível não existe pra esse time…
É fim de jogo!!! O Clube Atlético Bandeirante de Brodowski é o campeão de 2025!!!
A Arena Jaburu explode.
Gente chorando. Gente pulando. A torcida do Bandeirante mais uma vez escreveu seu nome no destino. E o destino, respeitosamente, respondeu: “Hoje, vocês merecem ser campeões.”
O placar final mostra mais uma vitória dos heróis!
O time fez questão de celebrar muito junto da torcida…
E na arquibancada, após uma verdadeira chuva de cerveja… todos voltam a gritar “É campeão!!!”
Na hora da entrega das medalhas e troféu, dá uma certa tristeza de imaginar o aperto no peito do time de Atibaia e de sua fiel torcida que viajou até Brodowski, mas por ser apenas a segunda participação do time, o vice campeonato foi bem comemorado.
Um misto de sentimentos ao ver que é hora da foto dos campeões! O time fundado em 16 de agosto de 1933 é mais uma vez campeão e fico feliz em ver isso, mas ao mesmo tempo, triste por saber que nossa aventura chega ao fim…
Melhor ver a foto do Mário que fez lá, bem em frente ao time:
O que dizer de um momento desses? Uma cidade que respira futebol e que é apaixonada pelo Campeonato Amador do Estado recebendo mais um título!
Hora de extravasar, de celebrar de saber que na próxima vez que esta camisa for usada, ela não será mais a mesma: mais uma estrela estará bordada em seu distintivo!
Jogadores e comissão se abraçando sob o olhar do Jaburu ali ao fundo… Manhãs como essa transformam pessoas…
Hora de ir embora com aquele sorriso no rosto que demora a sair. Corpo anestesiado, de tantos arrepios e emoções que passamos. Parabéns ao povo de Brodowski, em especial aos torcedores bandeirantinos… Vocês são demais!
Só me resta agradecer ao Mário, ao Brasileiro e à Letícia, amigos de arquibancada e da vida.
Ao Marcelo, Márcio, Guilherme e família e todo mundo da diretoria do Bandeirante por ter nos apoiado nesse rolê inesquecível.
E ao futebol por ser essa cultura tão louca que faz a vida de tanta gente ser ainda mais divertida!
Seja bem-vindo a uma das mais tradicionais e interessantes competições, realizada desde 1942 pela Federação Paulista de Futebol! Assim como fez em 2024, o amigo e jornalista Mário Casimiro Gonçalves criou um guia para a edição deste ano, e você pode baixá-lo aqui neste link!
Para comemorar mais uma edição desse incrível Campeonato fomos até Mauá para acompanhar o embate entre o representante da Liga de Mauá, o Scorpions AEC e o Unidos São Gonçalo, representando a Liga de Taubaté.
E jogando em casa, o Scorpions contou com o apoio de sua torcida!
Mas o pessoal de Taubaté não deixou por menos e a “Residência dos Loucos” se fez presente e cantou sem parar!!!
E entre eles, a Guarda Municipal levou a sério a divisão entre os torcedores.
Em campo, o jogo foi levado a sério, como se fosse uma decisão desde o primeiro minuto, o que é bacana por um lado, já que dá um baita clima mas ao mesmo tempo fez o primeiro tempo ser bastante truncado…
O time visitante teve até chances de abrir o placar, enquanto os donos da casa pararam por duas vezes no bom goleiro do União São Gonçalo, Rafael Dida.
A torcida local sabia que o 0x0 não era um bom resultado, já que nessa primeira fase são grupos de 3 times onde apenas um se classifica para os mata-matas!
Por isso, o pessoal do Scorpions apoiou seu time como sempre!
Dá lhe bateria!
Olha a oportunidade para o Scorpions…
Aliás, que bonito ver o Estádio Pedro Benedetti colorido com faixas, bandeiras e até fumaça.
O segundo tempo começou com os dois times prometendo tudo ou nada!
O time visitante não teve receio de se lançar ao ataque, mas… foi o Scorpions que cumpriu a ideia de construir o seu gol!
Quando a torcida local estava começando a se tranquilizar acreditando que teria os 3 pontos na partida…
O União São Gonçalo empatou o jogo… Fim de partida: 1×1.
Abraço ao amigo e jornalista Mário que além de fazer o Guia ainda apareceu lá em Mauá para cobrir o jogo pelo Diário de Atibaia! E um abraço também pro Daniel Alcarria, figurinha carimbada do futebol mauaense que em breve lança livro novo sobre o Grêmio!
Última rodada define os quadrangulares finais da Série C 2025
Sábado, 30 de agosto de 2025. Mais um fim de semana por Cosmópolis e, como a nossa amada Bezinha já havia chegado ao fim, com a última partida lááá em Tanabi, decidimos ir até Campinas acompanhar a rodada decisiva da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Seja bem vindo ao Estádio Moisés Lucarelli, a casa da Ponte Preta!
Chegamos pouco antes do apito inicial, sem filas ou qualquer dificuldade para entrar.
A torcida organizada do Londrina EC ainda não havia chegado, apenas o chamado “torcedor comum” já estava presente para acompanhar a entrada dos times.
Cerimonial da partida completo…
A torcida da Ponte fez bonito e levou bastante gente ao Estádio!
A Macaca vem com tudo pra cima!
Olha o pessoal da Falange Azul chegando pra apoiar o LEC!
Do lado da Ponte: as principais chances eram criadas nas bolas aéreas.
Do lado do Londrina: a presença do pessoal que viajou mais de 500km para ver o time da sua cidade!
Aliás, em campo o jogo estava parelho e na bancada a torcida visitante fazia de tudo para ser ouvida e apoiar o Londrina nessa partida!
Mas, seria a torcida da casa que sairia contente…
Aos 13’ do 2º tempo, Toró fez o gol que garantiu a vitória da Ponte Preta e que garantiu o segundo lugar nesta primeira fase.
A torcida do Londrina ainda fez de tudo pra apoiar…
Tanabi EC vence o ECUS por 2×0 e dá um grande passo rumo ao título!
Sábado, 23 de agosto de 2025. Data marcante: 1ª partida da final e nosso último jogo da “Bezinha” acompanhado no campo deste ano e por isso fomos mais uma vez até Suzano!
Como já fomos até Tanabi na 1ª rodada pra acompanhar a estreia do time local contra o Santacruzense (veja aqui como foi), acabamos decidindo não acompanhar o último jogo – a finalíssima- lá. Lembrança daquele jogo em Tanabi, ao lado dos amigos Rodrigo (de Neves Paulista) e Fernando e seu pai (de Votuporanga):
Coincidência ou não, Suzano foi a segunda cidade que visitamos nessa série B (veja aqui como foi) em jogo do ECUS contra o Mauá, partida que vimos por 3 vezes esse ano!! Naquele dia, poucas pessoas foram ao campo…
Diferente daquele dia, o Estádio Suzanão recebeu um bom público nessa final!
Até faixa de Torcida Organizada (a Leões do Colorado) esteve presente nessa decisão!
E a torcida conseguiu criar um clima de decisão!
Vimos muitas famílias no Estádio, dando uma atmosfera diferente daquela que se pode esperar de uma arquibancada de futebol.
O ECUS tentava desafiar o favoritismo do Tanabi que liderou todas as fases do campeonato.
Mas aos 38 minutos, Breno abriu o placar para os visitantes:
É sempre bom ver a arquibancada mais cheia, já que Suzano é a casa de mais de 307 mil pessoas e além do ECUS o União Suzano também representa a cidade, ou seja… Com o acesso, Suzano vai dividir suas atenções entre as séries A3 e A4.
Bom pro vendedor que faturou melhor…
Assim como a lanchonete!
O clima estava quente e seco, exigindo as tradicionais paradas para hidratação.
Os treinadores aproveitaram todos os momentos para trabalhar e retrabalhar os seus times!
Ali nos camarotes, o presidente Pedro e o Diretor Executivo de Futebol Amim:
Voltando para o jogo, o Tanabi conseguiu desde cedo impor seu padrão de jogo, mesmo jogando fora de casa.
O Tanabi ainda perdeu um penalty…
O público que vinha se acostumando com o ECUS vencendo suas partidas em casa teve que aceitar um adversário que se colocou muito bem no campo de jogo.
E pra deixar ainda mais triste a torcida local, o craque Marcelo Maçola fez o segundo gol do Tanabi:
Ao final, o Tanabi saiu vencedor da partida levando uma boa vantagem para a partida no interior!
Fizemos um compilado das fotos e vídeos mostrando também os gols da partida, confira:
Após o fim do jogo, conseguimos bater um papo com o pessoal do Tanabi, começando pelo treinador Davi Zaqueo:
Falamos também com o presidente do Tanabi, Pedro Roberto Falchi:
O presidente ainda deixou uma camisa com um representante do ECUS mostrando que a rivalidade só deve existir enquanto rola a bola!
Pô, e deu ainda pra ouvir uma torcedora que veio até para apoiar o time visitante e já está confiante na conquista do título!
Mas conhecer Luís Correia nos levou num contato ainda maior com a natureza por meio de suas praias, que são lindas e bem tranquilas, como esse visual na praia dos Coqueiros.
É incrível como poucas pessoas falam sobre o litoral piauiense… E de verdade, não é diferente das demais praias tão badaladas do nordeste.
Na Praia do Coqueiro, o mar é calmo e a paisagem convida a ficar ali, principalmente naquelas piscininhas naturais que ficam depois que a maré baixa…
Já a Praia do Macapá é uma formação diferente e bastante única…
O encontro do rio Camurupim com o mar cria um cenário bastante único…
Olha… É um rolê que vale muito a pena. E esse lugar de onde estamos tirando a foto é um restaurante muito bem estruturado a preços até que interessantes…
Exagero dizer que o lugar é mágico?
Sei que não é fácil guardar grana nos dias de hoje, mas se você conseguir investir em uma viagem, nossa sugestão é: visite o Piauí!!!
O destaque culinário local fica com as cocadas da Lúcia, que não tiveram tempo nem de ser fotografadas… Ela é daquele tipo cremosa e vem num recipiente beeeem farto…
Mesmo com tanta praia e natureza, guardamos um tempinho para registrar o futebol local por meio de uma visita ao Estádio Municipal Manoel Freitas Soares, o “Duduzão“.
Bem vindo ao Duduzão!
Parabéns à Prefeitura por manter uma joia dessas!
O portão da frente estava fechado mas conseguimos acessar o estádio pela porta lateral.
Pelo jogo de camisa no varal, ainda tem time mandando jogo aí!
Uma vez mais: obrigado futebol!
O nosso tradicional registro do meio campo:
Do gol da direita:
E o gol da esquerda:
Quem está aí? Outro gato!
O Estádio Duduzão foi a casa do Luís Correia Sport Clube.
O Luís Correia Sport Clube é um clube que colocou a cidade homônima na história do futebol piauiense ao disputar a Segunda Divisão do Campeonato Piauiense de 2005 terminando na segunda colocação e alcançando o acesso à primeira divisão de 2006. Participou ainda da Copa Piauí do mesmo ano, mas desde então encontra-se licenciado abandonando assim sua singela arquibancada…
Mas ainda há lugar para convidados especiais!
Atualmente o estádio atende às partidas amadoras.
A irrigação é obrigatória em um dia tão quente…
E olha que linda a parte coberta da arquibancada:
Montamos um vídeo só sobre esse rolê por Luís Correia, ao som do NOFX, se liga:
Antes de falar da cidade de Piracuruca, é importante mostrar um pouco do que é o Parque Nacional Sete Cidades, que tem parte dele em seu território e é uma das coisas mais legais desse país.
O lugar é lindo, cheio de surpresas e um verdadeiro museu a céu aberto.
As formações rochosas são um espetáculo natural…
Mas o parque, com toda a estrutura que foi criada para tornar possível o passeio vai além…
A vegetação deixa o ambiente com uma sensação gostosa…
O ponto alto na minha opinião são as pinturas rupestres, datadas em até 11 mil anos!!!
Os historiadores e especialistas que analisaram as pinturas, dizem que elas representam cenas da vida cotidiana, momentos de pesca, de caça, a coleta de frutos, além de apresentar animais, plantas e até figuras míticas.
O parque é considerado um dos maiores e mais importantes complexos de arte rupestre do mundo
Diversos répteis como o Calangos aí, nos acompanharam pela trilha.
Falando sobre a cidade, demos a sorte de dormir uma única noite por lá e ser exatamente na data da festa da padroeira local.
Aproveitamos a festa a noite e de manhã fomos dar um rolê pra conhecer essa ponte ferroviária muito comentada na cidade.
Falando sobre futebol, fomos registrar o Estádio Municipal Doca Ribeiro!
Pelo que consegui apurar, o Estádio Municipal Doca Ribeiro é utilizado principalmente para receber jogos de futebol amador e seleções municipais, como nos torneios da Taça Norte de Futebol Amador e o Campeonato Piracuruquense.
O Estádio Municipal Doca Ribeiro é um espaço esportivo simples, mas cheio de significado para Piracuruca e sua comunidade.
Com arquibancadas modestas e um gramado que já recebeu muitas histórias, ele é o ponto de encontro para quem ama o futebol local.
É lá que as seleções municipais e equipes amadoras se reúnem para disputar campeonatos e amistosos, sempre embalados pelo calor humano da torcida.
A estrutura do estádio, embora modesta, cumpre bem o papel de abrigar competições regionais onde o clima é de festa com as famílias ocupando as arquibancadas, vendedores circulam com seus carrinhos e a paixão pelo futebol se misturando ao sentimento de pertencimento à cidade.
O Doca Ribeiro acaba se tornando um espaço de convivência social. Os jogos, eventos comunitários, reunindo moradores de diferentes bairros e até cidades vizinhas.
É nesse espírito que o estádio se mantém vivo, resistindo ao tempo e às dificuldades, como símbolo da ligação entre esporte e identidade local.
Visitar o Estádio Municipal Doca Ribeiro é vivenciar o futebol em sua essência mais pura.
Um patrimônio que merece ser preservado e valorizado!