5ª feira, 15 de junho de 2017. Com adição de informações em 20 de agosto de 2023. Com este post, começamos a dividir com vocês o nosso rolê de “Pré Inverno”, pelo interior paulista, dividido em 11 capítulos, um para cada cidade que visitamos, nos 4 dias de feriado prolongado.
A primeira parte da viagem foi até nossa “base” em Cosmópolis (terra da Funilense), de onde saímos na 5a feira bem cedinho, rumo à estância turística de Barra Bonita.
Saímos com um belo sol, mas… a estrada sempre guarda surpresas e na altura de Rio Claro, dá uma olhada na neblina que a gente pegou…
Mesmo assim, após duas horinhas de estrada, o sol voltou e enfim chegamos à Barra Bonita!
Muita gente acha que somos apenas fanáticos por futebol (ou idiotas por gastar dinheiro com gasolina e pedágio em busca de times e estádios), mas vale ressaltar que além do futebol, sempre procuramos entender e vivenciar um pouco dos lugares que visitamos.
E com Barra Bonita, não foi diferente! Principalmente pelo apelo turístico que a cidade possui naturalmente, graças ao rio Tietê.
Pra quem nunca esteve frente ao rio Tietê na sua fase “pós poluição” deve até ser estranho ver uma imagem tão bonita!
E, já que estávamos por lá, fomos fazer o passeio de barco, pelo rio, incluindo a visita pela Eclusa (o “elevador” aquático que liga dois pontos de diferentes níveis do Tietê).
O passeio é muito legal e bem barato! Vale a pena conhecer mais com o pessoal da “Navegação Fluvial do Tietê“. O preço varia entre R$ 30 e R$ 90 em passeio com ou sem almoço, e de 1h30 até 3 horas (estamos em junho/2017, não sei se quando você ler isto, sofreu algum aumento).
Fizemos o passeio menor (e depois percebemos que valeria a pena ter feito o maior), que nos levou até a eclusa, passando pela prainha que vive cheia no verão.
Já conhecíamos o passeio, mas fazia tanto tempo que valeu a pena fazer de novo.
O passeio é gostoso, os barcos são super seguros e modernos e a paisagem é muito bonita! A imagem da represa e da água caindo é algo marcante!
Dá uma olhada no vídeo que fizemos:
Em agosto de 2023 voltamos lá pra rever a cidade…
Mas, claro que aproveitamos nossa passagem pela cidade para conhecer um pouco dos dois times locais que já disputaram as competições oficiais da Federação Paulista de Futebol: o CA Botafogo e a AA Barra Bonita!
O Clube Atlético Botafogo foi fundado em 1968, por iniciativa de Benedito Alcindo Biazetti, ex treinador dos times do “Infantil” e do “Juvenil” da AA. Barra Bonita. Seu campo sede atual fica na charmosa rua “Fiori Gigliotti”:
No começo o time chegou a jogar usando as camisas da Ponte Preta, com a denominação de “Juvenil Ponte Preta Junior”. Sua primeira partida oficial foi um amistoso disputado contra a Associação Atlética Sãomanuelense, no Estádio Vicentão. O resultado final foi um 3×2 para os visitantes.
O time passou vários anos disputando campeonatos amadores, até que em 1976, sagrou-se Campeão Amador do Interior do Estado de São Paulo, numa época em que esse campeonato era tão valioso ou até mais quanto as atuais divisões de acesso.
Segundo depoimentos de moradores locais (Benedito Alcindo Biazetti e José Antonio Molina), a comemoração ganhou as ruas da cidade, com o desfile dos campeões, bandeiras, carros, buzinas, instrumentos musicais, numa animação única que terminou em carnaval na Avenida Pedro Ometto.
Nos anos seguintes, o time virou febre na cidade, jogando sempre com casa cheia e tendo torcida inclusive nas partidas como visitante. Em 1977, o time venceu o o Campeonato Regional, mas na final Estadual acabou derrotado para o Rigesa de Valinhos.
Infelizmente, no dia em que visitamos o estádio, ele estava fechado, mas o amigo e também admirador do futebol do interior, Emerson Gomes, que é lá de Mauá, esteve no sábado e dividiu com a gente algumas imagens internas, pra matar a curiosidade:
O estádio tem uma pequena arquibancada junto a lateral e várias árvores ao seu redor.
Confesso que não tenho certeza se o Botafogo chegou a mandar seus jogos pela Federação Paulista nesse estádio, é mais provável que tenham jogado no estádio municipal, que é maior e tem uma estrutura mais profissional, mas o lugar é bem bacana!
O Emerson conseguiu ainda uma camisa atual do time:
Fica nosso registro da entrada do campo:
Em 20 de agosto de 2023, finalmente pudemos registrar por nós mesmos o interior do estádio e ainda pudemos encontrar o ex zagueiro do Ramalhão Luiz Antonio, que movimenta o futebol master lá da região:
Olha que bacana a camisa do Master do CA Botafogo!
Bacana ver que o estádio está tão bem cuidado, com a pintura novinha!
Então, seja bem vindo ao Estádio do CA Botafogo de Barra Bonita, o campo da Rua Fiori Giglioti!!!
O gramado está muito bem cuidado!
Aí estão as míticas arquibancadas do estádio!
Nosso tradicional registro do meio campo:
Gol do lado esquerdo:
Gol da direita:
Detalhe para as orquídeas plantadas por quase todo o local!
Antes de irmos embora deu até pra ver um pouco do jogo entre o Botafogo e o XV de Janeiro de Macatuba.
O outro time da cidade, a AA Barra Bonita, teve uma participação mais constante nas disputas da Federação Paulista, e mandou seus jogos no Estádio Municipal Vicente Zenaro Manin, o “Vicentão”.
Dê uma olhada no vídeo que fizemos:
O estádio fica num bairro tranquilo, em meio ao comércio local.
Segundo a placa local, o estádio foi construído no início da década de 60, e entregue em 1963.
Mais um registro de um estádio que ainda não conhecíamos!
Vamos dar uma olhada por dentro?
Possui uma bonita arquibancada coberta:
Além disso, possui um lance de arquibancadas descobertas atrás dos gols.
A Associação Atlética Barra Bonita foi fundada em 1923 e participou de oito edições do Campeonato Paulista de Futebol, entre a terceira e quarta divisão.
Essas arquibancadas já estiveram repletas de torcedores, principalmente em dia de jogo contra o rival Noroeste. E ainda hoje, a AABB mantém um clube social bem interessante (imagens de agosto de 2023):
Olha que fotos bacanas dos times do passado:
Esse foi o time que defendeu as cores da cidade em 1957:
Porém, o maior trunfo do alvinegro barra-bonitense é o título da terceira divisão de 1982. O campeonato veio após vitória sobre o José Bonifácio no último jogo do quadrangular final (em que participavam ainda a União Funilense de Cosmópolis e Palmeirinha de Porto Ferreira).
Infelizmente o clube se licenciaria da Federação 2 anos depois, para a tristeza da torcida, entre elas Paulo Roberto Siqueira, o “Paul Girls” que frequentava o campo com uma capa e chapéu preto, dizendo se uma espécie de talismã do time local!
O cenário típico do interior paulista, com o campo e a natureza ao fundo…
Enfim, mais uma missão cumprida em registrar um pedaço da história do futebol!
Ah, vale dizer que o amigo Emerson também conseguiu uma camisa da AA Barra Bonita:
Nós, que ainda estávamos iniciando o rolê, voltamos à estrada para a nossa segunda parada: a cidade de Bariri!
Sábado, 19 de agosto de 2023. Estamos em Jahu, cidade do interior paulista muito conhecida pela comercialização de calçados, pelo agronegócio e também pelo seu time de futebol: o XV de Jaú. Quem não se lembra do time de 1988, com Kazu e Nílson no ataque!
Muito antes da chegadas dos bandeirantes, a região era ocupada por diversos povos indígenas, principalmente pelos Kaingangues (foto abaixo “recortada” do Projeto Museu Ferroviario). O próprio nome da cidade veio da língua Tupi-Guarani: Ya-hu que significa peixe guloso. Aliás, desde 2011, existe uma lei que oficializa o nome da cidade como Jahu (com “h”).
A chegada dos bandeirantes se deu pelos rios estabelecendo-se na Barra do Ribeirão do Jaú (ribeirão que atravessa o município), e os primeiros povoadores chegaram por volta de 1840. Logo surgem as moradias e até o Mercado Municipal, inaugurado em 1899, recentemente reformado e reaberto!
A cidade atualmente tem como grande atrativo o Shopping “Território os Calçados” e conta com mais de 150 mil pessoas. Escolhemos o Restaurante Ítalo Libanes para almoçar, pouco antes do jogo…
Logo após o almoço, nos dirigimos para o Estádio Zezinho Magalhães onde ocorreria o embate que definiria a classificação do time local para a fase seguinte do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
Estava esperando uma movimentação maior em frente ao Estádio, pelo fator decisivo, mas mesmo assim, dava pra sentir um clima diferente!!
Bacana ver a fachada do estádio tão bem cuidado!
A cidade tem disponibilizado esses “totens” informativos que fala um pouco de pontos históricos de Jahu.
Também vale reforçar a linda loja oficial do clube, pena que no dia do jogo ela estava fechada… Meu bolso agradece kkkk.
Comprei meu ingresso via o site Sou da Liga. Confesso que achei um pouco salgado o preço do ingresso: R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Não sei o quanto isso impactou o público, mas sem dúvidas foi um ponto negativo…
Como só tinha o ingresso digital, fiz a foto com um que encontrei no chão, curiosamente esse se apresentou com valor de R$ 0…
Antes do início da partida fiz o tradicional registro do estádio, começando pelo meio campo:
O gol da esquerda:
E o gol da direita, onde fica o portão de entrada:
Sente um pouco do clima do estádio:
Logo de cara, parabéns à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Jahu que em uma linda ação de inclusão levou os assistidos do Centro de Inclusão Social e Convivência (CISC) para acompanhar a partida. Confesso que um dos momentos que fiquei mais emocionado foi vê-los indo embora no fim do jogo e enquanto uns ainda gritavam “Gaaaloooooo”, outros pediam desculpas por não terem dado sorte ao time…
E prepare o seu coração, porque lá vem os times!
Os times se apresentam à torcida e se preparam para o embate!
E a torcida se põe ao seu lado!
Sente o clima:
Antes de me preocupar com o jogo em si, fiz alguns vídeos de olhar geral do estádio:
Mas agora é hora da faca nos dentes, os times se unem em suas últimas palavras. Confesso que queria ouvir o que cada time comentou entre si, porque o fim dessa história é no mínimo estranho… Afinal, o Joseense chegou sem ter chances de se classificar mas o que se viu foi um time com mais vontade do que o próprio XV…
E começa o jogo!!!
O Galo da Comarca começa deixando claro que seria o time a propor o jogo!
Mas desde cedo faltava sorte e carinho nos detalhes finais, mesmo nas chances mais claras, como faltas e escanteios.
Isso trouxe dois problemas: o nervosismo do time que claramente começou alto e cresceu a cada minuto e… o reflexo na arquibancada… Infelizmente muitos lembravam dos últimos anos, temendo que o mesmo filme ocorresse…. Isso se traduzia a muitos gritos de reclamações durante o jogo…
Nessas horas, a organizada faz a diferença, a Galunáticos apoiou sem parar desde o início da partida!
Pior que chances não faltaram… Foram muitos escanteios e incrível como nenhum deles foi transformado em gol…
E o Joseense se fechava com 11 jogadores lá atrás, tornando necessário voltar a jogada para o próprio campo de defesa do time da casa, o que tornava a irrita a torcida…
A Galunáticos se divide entre o apoio incondicional e ao mesmo tempo o nervosismo… Tudo o que eles não queriam era passar novamente por uma eliminação em casa…
Só pra lembrar, o XV dependia apenas de si mesmo para se classificar. Uma vitória simples classificaria o time, independente do outro jogo (Uniao São João x Nacional) e por isso, a torcida segue passando energia para o time!
E desce o time… e nada de gol 🙁
E o reflexo é a decepção da torcida…
E o tempo passa rápido pra quem precisa construir o resultado…
O primeiro tempo chega ao fim em um 0x0 com muitas críticas…
O intervalo permitiu analisar a Culinária de estádio, com dois destaques: os churros…
E a turma da pipoca:
Aproveitei pra dar uma caminhada pelo estádio e fotografar outros ângulos:
Aqui, um olhar lá do outro lado, pelo caminho de entrada do portão principal:
Outro momento emocionante foi reencontrar o craque Paulinho Mclaren, cuja entrevista, por coincidência eu repostei essa semana (clique aqui e veja!):
O clima na arquibancada começava a dar sinais de que a torcida já não aguentava mais esperar… Era o momento ideal pro XV ter aberto o placar e conquistado novamente a confiança de sua torcida!
O segundo tempo começa e o XV continua pressionando, sem grande efetividade, pecando principalmente na última bola…
O time precisa ganhar, a torcida tá pilhada, vem um escanteio e …
Pra piorar, o Joseense começa a ameaçar a meta do bom goleiro Romário…
Fiquei chateado também porque gosto do trabalho do Campagnolo como treinador, e vê-lo ficando cada vez mais irritado (isso também no jogo de 4ª feira passada contra o Nacional) me deixou mal… Claro que vários torcedores colocaram nas costas dele a eliminação que ainda viria…
O jogo foi chegando à parte final e o clima ficando mais quente…
O time desperdiça mais uma falta:
E o que parecia ruim conseguiu ficar pior… Aos 27 minutos, um chutão pra frente se transformou em um incrível lançamento que encontrou Júlio livre na entrada da área que apenas encobriu o goleiro Romário marcando o gol que eliminou o XV.
Depois do gol, o XV desabou… E a própria torcida também…
É o fim do jogo…
Outra coisa me deixou triste além da eliminação do XV, foi o público cada vez menor que tem acompanhado o time, mesmo em um motivo decisivo como este… Foram apenas 551 torcedores e sem dúvidas, a derrota de hoje só atrapalha ainda mais a relação do clube com a cidade…
O jeito foi terminar a noite com uma pizza incrível na Don Filippi …
Também demos um pulo na Catedral central…
Estava rolando a Festa das Nações e tava bem legal!
Agradecemos a todos com quem conversamos e foram tão bacana conosco…
Sexta feira, 18 de agosto de 2023 Olha quem está dando as caras de novo no futebol… O São Vicente AC!
E pensar que 13 anos atrás estivemos no Estádio Mansueto Pierottiacompanhando uma partida do São Vicente contra a Inter de Bebedouro…
Aqui em Santo André, o time da baixada vive seu possível reinício, mas pegou um adversário duro…
O Ramalhinho, comandado pelo Marcio Griggio começou a partida com um time diferente, testando novas peças…
Mas no segundo tempo, com o time considerado titular, fez 4×0, selando sua vitória na estreia da competição da qual é vice campeão atualmente! Olha aí um dos gols:
Os dois times aproveitaram a estreia para testar vários jogadores, mas o Ramalhinho se mostrou mais maduro!
Ao término da partida, deu pra bater um papo com o Reinaldo, responsável pelo sub 20…
Quarta feira, 16 de agosto de 2023 São Paulo é a cidade que não para, mas consegui dar uma parada no meio do trabalho para chegar até o Estádio Nicolau Alayon e acompanhar um incrível embate entre um time da capital e um digno representante do interior!
O Estádio Nicolau Alayon, também conhecido como Estádio da rua Comendador Souza, recebe partidas do Nacional desde 1938. Já parou pra pensar que talvez nem seu avô tinha nascido quando o Naça fez ali sua primeira partida?
O Estádio homenageia Nicolau Alayon, um uruguaio que foi dirigente do time, na sua origem.
O Nacional é um dos primeiros times de São Paulo e do Brasil, já que Charles Miller foi funcionário da São Paulo Railway (SPR) e acabou trazendo a cultura do futebol para os ferroviários que fundaram o São Paulo Railway Athletic Club em 16 de fevereiro de 1919, assumindo um caráter de clube operário.
Em 1946, chega ao fim a concessão da SPR e com a nacionalização da estrada de ferro, o clube precisa modificar sua denominação e inaugura o “novo nome” contra o Flamengo, jogando o primeiro tempo como “São Paulo Railway AC” e o segundo como Nacional Atlético Clube, em um Pacaembu lotado. O Flamengo venceu por 5×3. Leia no site O curioso do futebol, uma matéria legal sobre esse jogo (a foto abaixo é de lá):
O Estádio Nicolau Alayon foi inaugurado em 15 de maio de 1938 em partida contra o Corinthians (que venceu por 2×1).
Atualmente, o Estádio segue sendo a casa do Nacional e tem até uma loja oficial!
Ainda que atrasado uns 20 minutos, finalmente comprei meu ingresso e me encaminhei para assistir ao jogo.
Eu não tive muita vivência no Nicolau Alayon como tive em outros estádio próximos, mas já estive em pelo menos umas 15 partidas por aí e posso dizer que o Estádio gera em mim uma série de recordações e mesmo imaginações sobre o futebol no século passado…
Até por isso, faço questão de registrar a presença nesse embate incrível entre interior e capital!
Nem bem cheguei e saiu o gol do XV de Jaú…
Até achei que fosse o primeiro gol da partida, mas tratava-se do gol de empate dos visitantes.
Mesmo sendo uma quarta feira, a torcida visitante se fez presente!
Bem como a torcida local!
Sinta aí o clima do Estádio:
Olha aí o pessoal da Almanac, a torcida organizada do Nacional!
As bandeiras do pessoal da Almanac dão uma cara bem legal a essa arquibancada atrás do gol, com direito a lembrar da FEPASA e eu que venho de família ferroviária sempre fico muito contente de ver esse encontro entre a ferrovia e o futebol!
Empolgado pela sua torcida, o Nacional teve boas chances de se colocar a frente novamente:
Pra quem curte assistir jogos que tem grande proximidade com os atletas, o Estádio Nicolau Alayon é um daqueles que te colocam praticamente dentro do campo!
Mas o time local tentava sair vencendo o jogo e até o goleirão ligava o contra ataque!
Mas ouvindo as ordens do Mr. Campagnolo, o XV de Jaú também se lançava ao ataque e teve grande oportunidade em uma falta que foi batida na barreira:
Agora é uma falta para o Nacional que faz a torcida roer as unhas!
Sempre que possível gosto de manter o registro atualizado dos estádios que visitamos, então segue aí a vista do meio campo:
Do gol esquerdo:
E do gol direito:
A vizinhança anda diferente… Olha quantos prédios cercam o estádio fazendo com que os olhos das gulosas incorporadoras sigam crescendo o lugar onde o Nacional está…
E de tanto insistir, saiu o segundo gol do Nacional!! Na hora só deu tempo de tentar uma foto, que saiu essa coisa tremida aí kkkk
Festa na bancada local!
O moço do placar é rápido: 2×1 pro time da casa!
A torcida local ficou mais tranquila?
Mais ou menos…. Pra quem carrega o amor ao time no peito ou a bandeira em mãos, estar vencendo por 1 gol sempre significa andar por um caminho estreito onde qualquer desequilíbrio pode acabar com o dia!
Então vale sim reclamar com o juiz e xingar o banco de reservas!
Intervalo de jogo e hora de conhecer o bar local, que tem uma fogazza incrível!
Mas o tempo voa e quando vejo a partida recomeçou. Serão mais 45 minutos (fora os acréscimos) para a torcida do Nacional poder celebrar 3 importantíssimos pontos.
Do outro lado, para a torcida do XV, 45 minutos se passariam em incrível velocidade caso o empate não seja rapidamente alcançado.
Alguns torcedores do XV até mudaram de lugar pra ver se a sorte também mudava…
Enfim, nervos a flor da pele já que agora toda partida é uma decisão em busca do acesso!
Na parte coberta do estádio, onde o sol não incomoda tanto, o risco do empate deixava todo mundo apreensivo…
Assim como o bom goleiro Romário tornava mais difícil a missão de ampliar o resultado pra 3×1 e matar o jogo.
No outro jogo do grupo, o União São João fazia 1×0 no Joseense, em São José, deixando a missão da classificação para a última rodada…
A segunda divisão do paulista é assim… Emoção até o fim!
Falta para o Nacional, será agora o gol que fecha o placar?
E teve contra ataque para os ferroviários…. Mas nada do 3º gol…
E teve escanteio para o Nacional também:
Mas, mesmo a tarde aprazível chegou em seu momento final e o árbitro apitou o fim da partida!
O treinador do XV foi a loucura, mas mesmo perdendo, o time visitante mostrou força e tem boas chances de se classificar!
A imagem reflete a sensação de superação dos atletas do Nacional, que com certeza chegaram mais longe do que muitos acreditavam, ao mesmo tempo em que demonstra certa incredulidade do atleta do XV que estava confiante em um resultado melhor. Mas este é o campo da rua Comendador Souza e aqui, mandam os ferroviários do Nacional!
Hora de ir embora pelo bairro pacato que abriga o time tão tradicional…
Sábado, 12 de agosto de 2023 Dia de acompanhar mais uma partida válida pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista.
Estamos na 4ª rodada da 3ª fase do Campeonato, e a cada rodada as partidas ficam mais decisivas, o que ajuda a atrair mais gente!
Teve até fila para entrar no Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, a casa do União Agrícola Barbarense!
Ingressos em mãos, é hora de acompanhar a festa!
Os times entram em campo…
Apoio total vindo das arquibancadas!
O time carrega faixa em protesto contra a possível demolição do Estádio do União… A “Toca do Leão” foi fundada em 22 de maio de 1921 e completou, portanto, 102 anos. Você pode ajudar, assinando a petição para o tombamento do Estádio (clique aqui e participe!)
Olha aí os times posados. Será que ao final do campeonato veremos um (ou os dois) deles tendo conquistado o acesso para a série A3?
Ainda que o União Barbarense lidere seu grupo, a atenção é total!
O América de Rio Preto também está embalado e na segunda colocação do grupo, sabe que pontuar em Santa Bárbara é essencial para seguir lutando pelo acesso!
Sente aí o clima pouco antes do início da partida:
No primeiro tempo fiquei do lado direito da arquibancada de entrada.
Ali na arquibancada atrás do gol fica a torcida adversária.
A principal torcida organizada do União Barbarense, a “Sangue Barbarense” fica na arquibancada do outro lado:
E não é que chegaram alguns torcedores do América de Rio Preto, o “Mecão“?
A faixa avisa ao time do América FC: “Você nunca estará sozinho”!
A torcida local também seguiu chegando até os primeiros minutos da partida.
O Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães tem capacidade para mais de 14 mil torcedores.
Tem uma arquibancada central parcialmente coberta…
Dos dois lados dela temos espaços descobertos para a torcida:
Também, além dos anéis de arquibancada nas laterais do campo, também existem espaços atrás dos dois gols.
Aliás, ali atrás do gol da entrada do estádio está a outra torcida local: a Inferno Barbarense!
O público parece estar começando a apoiar mais o União Barbarense, mas sem dúvidas que o time merece um jogo com a casa cheia! Mas quem esteve na arquibancada apoiou o tempo todo!
Tem quem prefira assistir (e gritar) mais de perto do time e troca a arquibancada pelos alambrados…
Cada um dá seu jeito de ficar mais perto do campo para participar ativamente do jogo!
E olha o União quaaaaase marcando o seu gol em um escanteio…
Mas a torcida foi à loucura aos 30 minutos do primeiro tempo, quando o juiz assinalou Penalty para o União Barbarense:
Foguinho foi para cobrança e oficializou a alegria para a torcida do União Agrícola Barbarense!!!
Olha aí, o Foguinho, autor do gol!
A Torcida Sangue Barbarense subiu o seu bandeirão para deixar o estádio ainda mais festivo!
E tá lá no placar…. União Barbarense 1×0!!!
Olha aí, o time reserva se aquecendo em frente à torcida local.
O primeiro tempo ia chegando ao fim e o time visitante se mostrava desnorteado, reclamando da arbitragem e sem forças para uma reação.
No intervalo, dando sequência aos protestos contra a demolição do Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães iniciados com a faixa carregada pelos jogadores do Barbarense, a torcida organizou um abraço coletivo ao campo, como forma de mostrar seu carinho pelo histórico palco de tantas partidas…
Fui dar um rolê ali pela parte debaixo da arquibancada e pude regsitrar o distintivo do mais importante clube da cidade estampado em seu tradicionalíssimo estádio!
Com o segundo tempo chegando, me dirigi ao outro lado da arquibancada, ali ao lado da entrada principal do estádio.
Assim, deu pra registrar a galera que se sentou do outro lado da arquibancada coberta:
Será que o América terá forçar pra reagir?
Falta para os visitantes e o Mecão arrisca de longe, mas essa parou na barreira…
Mas o União seguia atacando…
Pensei que o jogo já estivesse resolvido, mas uma ventania mudou o clima, e de certa forma acabou colaborando com o América que atacava a favor do vento.
Olha esse registro da ventania pra você ter ideia da força do vento:
Não sei dizer se teve influência ou não, mas o América teve uma falta a seu favor e Coutinho bateu no sentido do vento, chegando ao gol de empate dos visitantes!!!
O empate fez o América FC acreditar em uma possível vitória e botou pressão no time local…
Mas mesmo após o gol de empate, a torcida local não parou de agitar, tentando empurrar o UniãoBarbarense para a vitória!
O vento seguiu apertando, avisando do temporal que estava pra chegar e transformando cabelos kkkkk:
A chuva chegou com força e me dirigi às poucas partes cobertas lá embaixo da arquibancada.
Outros tiveram a mesma ideia…
O placar parecia indicar o resultado final, que acabou sendo interessante para ambas as equipes…
Dali, escutei o apito final e corri pro carro enquanto a chuva caía com força… A mesma força que o torcedor local espera do time do União Barbarense nessa reta final da 3ª fase.
Em 2009, estivemos em São João da Boa Vista e graças a um amigo (Pagliuca) pudemos bater um papo com um craque único: Paulinho Mclaren. que marcou época para diversas torcidas, principalmente do Santos, Cruzeiro e Portuguesa, no Brasil e do Porto, em Portugal. Trata-se de Paulinho McLaren.
O encontro com Paulinho foi na cidade onde ele mora atualmente, São João da Boa Vista. Foi um bate papo bem legal e seguem algumas das perguntas que fiz a ele:
1- Paulinho, quais foram as equipes que você jogou?
2- Aproveita pra tirar uma dúvida que me persegue há tempos. Na minha cabeça, quando você jogava no Santos, parece que toda segunda feira tinha jogo de vocês, isso realmente aconteceu ou eu que inventei essa história?
3- Por quê mesmo o apelido “McLaren” ?
4- Onde você encerrou sua carreira como jogador e quantos gols você fez como profissional?
5- Nesse meio tempo, em 1991, você chegou a ganhar a Bola de Prata da Placar. Por que só em 2008 você foi buscá-la?
6- E como começou sua atual carreira como treinador? Qual seu time hoje em dia?
Ah, o Paulinho curtiu a idéia do blog e acabou me dando uma forcinha:
Vale lembrar da irreverência do craque, se liga no que ele aprontou no clássico Cruzeiro x Atlético MG:
Valeu Paulinho, além de craque você mostrou que é um cara muito gente boa e humilde.
Ah, e agradecimentos a Mariana (meu amor), e ao amigo Pagliuca e sua família, afinal, foi ele quem me apresentou a cidade de São João da Boa Vista, o Paulinho e ainda nos abrigou por lá!
Abraços a todos e aguardem novas camisas, novas entrevistas e muito mais!
Bem vindo a mais um registro sobre estádios. O post de hoje aproveita o rolê feito em 2018, em um jogo do São Bento realizado em Sorocaba, pela série A1 do Campeonato Paulista e fala sobre os primeiros times e Estádios da cidade.
A cidade de Sorocaba tem papel fundamental na história do Brasil e isso também se refletiu no futebol.
Por um bom tempo, o local foi ocupado pelo povo Tupiniquim, grupo que ocupa terras capixabas atualmente. Foram vários séculos de tranquilidade, se levarmos em conta que a chegada dos indígenas no Brasil aconteceu há cerca de 15 mil anos atrás…Por isso são mesmo os povos originários desta terra.
Mas, a paz ficou para trás com a chegada dos europeus, no século XVI. O peabiru, caminho utilizado pelos indígenas que ia do litoral brasileiro até o Perú, cruzando as terras da atual Sorocaba, passou a ser utilizado nas viagens realizadas pelos europeus sedentos por ouro.
Na região de Sorocaba não se encontrou ouro, mas o “morro Araçoiba” estava repleto de minério de ferro, que acabou colaborando para o povoamento da cidade, recebendo a primeira fundição do Brasil.
O caminho passou a ser percorrido por bandeirantes caçadores de indígenas, entre eles o capitão Baltazar Fernades, filho de indígenas e portugueses que ganhou terras na região onde viria nascer a “Fazenda Sorocaba“, que em Tupi-guarani significa “terra rasgada”. As terras iam de Santana de Parnaíba até o Paraná!!!
Os tropeiros começaram a trazer mulas do Rio Grande do Sul para vender aos mineradores, nas feiras que se organizavam em Sorocaba.
Quando o Brasil inteiro passou a vender mulas, começaram a plantar algodão para a produção de tecidos. Assim, nasceram grandes fábricas têxteis e as ferrovias para transportar o que elas produziam. A estação local foi inaugurada em 10 de julho de 1875 pela Estrada de Ferro Sorocabana, como sede da companhia.
Em 1929, a estação foi reformada e ficou linda assim:
Demos uma passada no mercado municipal!
Sorocaba é uma ótima representação do interior paulista: se desenvolveu econômica e socialmente, apresenta grandes desigualdades sociais e aos poucos tem perdido os traços culturais bastante específicos, que possuía. O surgimento do futebol foi fruto dessa cultura própria da cidade, desde muito cedo, principalmente relacionado às indústrias!
Não vamos falar dos times que representam o que hoje é a cidade de Votorantim (o Votorantim Athletic Club e o Sport Club Savoia), isso fica para um post futuro. Mas, pra começar, falemos do time mais antigo da cidade: o Sport Club Sorocabano!!!
O SC Sorocabano foi fundado em 7 de setembro de 1903 e teve até mesmo seu próprio campo próprio, o Estádio do Velódromo de Sorocaba, com capacidade para 6 mil torcedores! Em 1930, devido à dificuldade do S.C. Sorocabano em pagar o aluguel do campo, Manoel Ferreira Leão decide lotear o terreno.
Pelas informações que encontramos, essa é a provável localização do estádio naquela época, com entrada na atual Av Moreira César tendo a sua frente a Rua da Penha:
Em 1918, filiou-se à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos) e passou a disputar os campeonatos do interior, na Zona Sorocabana.
Ainda em 1918 disputou um amistoso contra o Corinthians em Sorocaba, com vitória do time da capital por 8×1. O time seguiu disputando o Campeonato do Interior em 1919, 20, 21, 23 e 25. Aqui, o time de 1921:
Destaque para a campanha de 1923, quando classifica-se em 1º na fase inicial:
Na 2ª fase, embora invicto, o time sagrou-se vice-campeão, perdendo o título para o Rio Branco de Americana.
Em 1925, mais um vice campeonato, dessa vez perdendo para o Velo Clube.
Infelizmente, o Sorocabano entrou em decadência e abandonou o futebol, e acabando extinto no início dos anos 1950. O segundo time a surgir na cidade foi o Sport Club São Paulo Athlético, fundado em 10 de agosto de 1913:
O SC São Paulo Athlético disputou o Campeonato do Interior da APEA de 1921, 23 e 25. O time também ocupou o Estádio do Velódromo. Esse é o grupo de 1921:
Esse, de 1925:
O time também acabou extinto, entretanto, em 14 de setembro de 1913, surgiu o Sorocaba Athletic Club. O time foi fundado por integrantes do Club Athletico Chapeleiros, de 1905 da empresa de chapéus Souza Pereira.
Um desentendimento entre os sócios e diretores do time acabou determinando a mudança do nome do time para Sport Club São Bento no dia 13 de outubro de 1914. O nome é uma alusão à Associação Atlética São Bento, campeã paulista daquele ano.
O EC São Bento passa a disputar o Campeonato Regional Amador e logo o Campeonato do Interior. Aqui, o grupo de 1923:
Em 1943:
Em 1944:
Em 1953 passa a disputar o profissionalismo jogando o Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
Em 1962, sagrou-se campeão do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, subindo, para a Divisão Especial (o primeiro nível do estadual). A decisão contra o América de São José do Rio Preto se deu no terceiro jogo, no Pacaembu.
Em 1963, na sua primeira participação no Campeonato Paulista da Divisão Especial (A1), ficou com a honrosa 4ª colocação à frente de Corinthians e Portuguesa. Foto do site Arquivos do Futebol do Brasil:
Permaneceu por 29 anos na primeira divisão do Campeonato Paulista (A1), até sua queda, em 1991. Aqui, o time de 1982 (foto do site Anotando Futbol):
Disputou a divisão intermediária (A2), em 1992 e 93, mas devido a mudanças no regulamento da Federação Paulista em 1994, passou a disputar a Série A3. Em 1998, foi rebaixado à quarta divisão do Campeonato Paulista, entretanto, o Novorizontino desistiu de disputar a Série A3 de 1999 e o São Bento se manteve lá! Em 2001, conquistou a Série A3. Foto do site Anotando Futbol:
Em 2002, disputou a Série A2 e foi campeão da Copa Paulista. Em 2005, o São Bento volta para a principal divisão e disputa o Campeonato Paulista Série A1 de 2006. Em 2007, novo rebaixamento para a A2. 2011, o clube terminou a trágica campanha sendo derrotado, em casa, para o Red Bull, amargando a sua queda à Série A3 de 2012. Em 2013, sagrou-se Campeão da Série A3, no ano de seu centenário.
Em 2014, termina em 3º lugar voltando à série A1!
Em 2016, chega na quarta de final, sendo derrotado pelo Santos por 2×0. Mas em 2019, volta à série A2. Em 2020, é vice campeão (perde o título nos penaltys para o São Caetano) e volta para a série A1.
Em 2021, os dois times que haviam subido da A2, voltam pra ela. Em 2022, mais um vice campeonato conquistado, dessa vez, perdendo a final para a Portuguesa. Chega 2023 e … novo rebaixamento. E vejamos o que o Bentão fará na A2 de 2024!
Mas… Vejamos as imagens de 2014, quando fomos até Sorocaba pra ver o Ramalhão jogar a série A1 do Paulista contra a equipe local do EC São Bento, no Estádio Centro de Integração Comunitário Walter Ribeiro mais conhecido como CIC ou Estádio Municipal Walter Ribeiro.
O estádio foi inaugurado no dia 14 de outubro de 1978, em jogo contra o São Paulo pelo Paulistão. Vamos aproveitar nossa presença e dar uma olhada no visual do Estádio Municipal Walter Ribeiro:
Em campo, dois times aguerridos que terminariam empatando em 2×2 uma partida bastante movimentada!
O jogo foi numa 6a feira e veja que houve boa presença de público por parte da torcida do São Bento (lá do outro lado):
O Estádio tem capacidade para mais de 13 mil torcedores.
Sempre um grande prazer visitar um estádio do interior paulista, principalmente em dia de jogo.
Dá pra ver que atrás do gol dos fundos também existe uma arquibancada.
Já atrás do gol de entrada, um espaço onde ficam as ambulâncias e podem ser ocupados de acordo com a estrutura exigida.
A Sangue azul é quem comanda a festa!
Mas vale lembrar que o primeiro campo do São Bento foi o Estádio Humberto Reale.
Até Pelé esteve neste campo jogando pelo Santos Futebol Clube, em 1963, sendo derrotado pelo São Bento por 3×2. Esta e as demais fotos abaixos são do site do Jornal Cruzeiro
O jogo de despedida ocorreu em 1978, um 0x0 contra a Ponte Preta.
Porém em 1979, realizou-se um último jogo noturno no Estádio Humberto Reale: São Bento 1×2 América, válido pelo 2º turno do Campeonato Paulista da Divisão Especial.
Mais algumas fotos para que você possa conhecer como era esse lindo estádio:
O São Bento chegou a realizar alguns jogos amistosos no Humberto Reale e até meados dos anos 2000, foi usado pelo futebol Amador de Sorocaba, e depois transformado em CT, o “Complexo Humberto Reale”:
A 202ª camisa de futebol retratada no site estreia o futebol acreano aqui no As Mil Camisas!!!!
A camisa representa o Plácido de Castro Futebol Club, clube sediado na cidade de Plácido de Castro, no estado do Acre.
Recentemente, o time reformulou seu distintivo tornando imediatamente minha camisa obsoleta. Dane-se. Eu gosto dela.
Plácido de Castro é um município há cerca de 100 Km da capital Rio Branco, criado em 1976 e que homenageia o militar que comandou os seringueiros locais em uma luta pela independência local, frente à Bolívia.
A região tinha grande potencial seringueiro e por isso era tão cobiçada que chegou a ter o próprio presidente da Bolívia, o general José Manuel Pando, participando no enfrentamento a Plácido, sem sucesso. Depois de diversas batalhas, a “revolução do Acre” venceu as tropas bolivianas, proclamando, o Estado Independente do Acre, ou a “República do Acre” e que teve Plácido de Castro como presidente até 1903, quando o Tratado de Petrópolis, anexou o Acre ao Brasil dissolvendo o Estado Independente.
Plácido foi morto em uma emboscada aos 35 anos, por “jagunços” a mando de um ex companheiro de armas da revolução, que se sentia menosprezado e desvalorizado após tanta dedicação. Esta é uma ilustração de José Plácido de Castro:
Vale reforçar que antes da ocupação por seringueiros, a região onde atualmente está a cidade foi ocupada por várias etnias indígenas e que atualmente ainda se fazem presente por lá. Destaque para os HuniKuin também conhecidos como Kaxinawá, pertencentes à família linguística Pano.
Mas, falando do futebol local, o Plácido de Castro FC foi fundado no dia 3 de agosto de 1979, começando como quase todos os clubes: disputando campeonatos e torneios amadores. O Plácido de Castro FC se tornou conhecido como o Tigre do Abunã.
Em 1983, disputou um amistoso pela primeira vez contra um clube de futebol profissional e empatou em 1×1 com o ADESG. A partir daí o time passou a se desafiar cada dia mais e disputar amistosos contra outras equipes profissionais. Em 1987 e 1988, participou das duas únicas edições da Liga Independente do Norte, colocando-se, respectivamente, em quarto e terceiro lugar. O Plácido de Castro FC se profissionalizou somente em 2008, disputando o Campeonato Acriano, ficando em terceiro lugar. Veja a tabela do site Bola na área:
Em 2009, terminou na última colocação. Em 2010, perdeu 6 pontos por inscrição irregular de um atleta, o que o tirou das semifinais.
Em 2011, o clube conquistou o vice-campeonato estadual, enfrentando os dois times de maior hegemonia no estado, batendo o Atlético na semifinal e perdendo o título para o Rio Branco, com um empate e uma derrota! Na segunda partida, quase um quarto da população de Plácido de Castro (que tinha na época pouco mais de 17 mil habitantes) se moveu para apoiar o clube: mais de 4 mil placidianos viajaram 100km até Rio Branco para assistir a grande decisão
Em 2012, terminou em 4º lugar, mas em 2013, fez uma campanha muito boa na primeira fase, terminando em 3º lugar e se classificando para a semifinal!
Na semifinal, venceu o primeiro jogo contra o Atlético por 1×0 e empatou o segundo jogo por 0x0, chegando à final, contra o Rio Branco. Perdeu o primeiro jogo por 2×0, mas ganhou o segundo por 3×0, levando a decisão por penaltys onde saiu como grande campeão!
Em 2014, perdeu a vaga para a final para o Rio Branco (uma derrota por 1×0 e um empate por 1×1), terminando em 4º lugar. Em 2015, novamente perde a semifinal parao Rio Branco, terminando na 4ª colocação. Em 2016, acaba na 6ª colocação. Mas neste ano, tem como grande destaque sua nova presidente: Rafaela Escalante, que era a líder da torcida organizada “Fanáticos Plácido”.
Seu maior feito foi liberar o Estádio local, o Estádio José Ferreira Lima para o uso no Campeonato Estadual, já que até então o time mandava seus jogos na Arena da Floresta.
Em 2017, volta a ficar entre os melhores ocupando a 3ª colocação.
O time mantém-se entre os melhores em 2018:
Em 2019, chega à semifinal do primeiro turno, mas é eliminado. Em 2020, chega à semifinal contra o time do Galvez e é eliminado nos penaltys. Em. 2021, termina em último lugar com apenas um ponto…
Em 2022, termina na 7ª colocação. Em 2023, mais uma campanha ruim, ficando em 4º do seu grupo, não se classificando para o hexagonal final. Aqui, o time de 2023:
O time manda seus jogos no Estádio José Ferreira Lima, o Ferreirão.
A história de São José dos Campos como a de todo Brasil é anterior à chegada dos europeus. Há milhares de anos, a região era habitada por diversos povos indígenas, como os Guayanases, Guainás, Aimorés e Puris (retratados abaixo por Van de Velden), entre outros. Cada um com sua cultura, língua e modo de vida em harmonia com a natureza.
A chegada dos europeus efetivou um processo de desapropriação das terras indígenas, resultando em conflitos e até mesmo no extermínio de comunidades inteiras. Os sobreviventes tiveram que aceitar a política de aldeamento implementada pelos jesuítas.
Com a chegada da ferrovia (olha aí a estação), em 1876 potencializou-se a expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba, e São José dos Campos se desenvolveu economicamente.
Curiosamente, o futebol não se desenvolveu junto da Ferrovia como estamos acostumados a ver, mas sim, junto às indústrias. Entre os anos de 1920 e 40, São José dos Campos recebeu indústrias de cerâmica (como a Cerâmica Weiss) e tecelagem (Tecelagem Parahyba e a Cia. Rhodosá de Rayon, do grupo Rhodia, fabricante de fios sintéticos). A cidade ainda iria passar por outras fases mais modernas de industrialização (lembre-se que aí fica a sede da EMBRAER), mas foram as fábricas do início do século que movimentaram o futebol local.
A cidade teve nada menos que 9 times disputando as competições profissionais do futebol paulista:
Vamos relembrá-los por ordem cronológica de fundação. O mais antigo deles é a Associação Esportiva de São José, fundada em 15 de agosto de 1913 com o nome de “São José Futebol Clube“, rebatizada como Associação Esportiva São José em 23 de maio de 1918.
Seu campo ficava no local onde hoje está o Ginásio Poliesportivo Linneu de Moura.
Sua estreia no profissionalismo se deu em 1922 quando disputou a Divisão do Interior da APSA (Associação Paulista de Sports Athléticos) e terminou em último lugar, as se torna o primeiro time de São José a figurar nas competições oficiais.
A Esportiva de São José termina na mesma colocação em 1923, mas segue fazendo história no futebol paulista.
Em 1927, disputa o Campeonato do Interior da LAF (Liga dos Amadores de Futebol) jogando a Seção Sul da Zona Central do Brasil. Em 1930 e 31 disputa o Campeonato do Interior da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). Aqui, o time de 1942 que também jogou o Campeonato do Interior:
A Esportiva de São José disputou ainda os campeonatos de 1943, 44 e 1946 quando foi campeão da 1ª Zona do Campeonato do Interior (grupo com os times abaixo), perdendo o título da região para o Cruzeiro FC:
Em 1957, a Associação Esportiva São José decidiu extinguir seu departamento de futebol. Mas o clube social segue vivo!
A Associação Atlética Santana do Paraíba é o segundo time mais antigo, tendo sido fundada em 10 de outubro de 1913, poucos meses depois da AE São José.
O campo da AA Santana do Paraíba ainda está de pé, mas acabamos não o visitando desta vez, até porque atualmente o time manda seus jogos no AD Parahyba (que vamos mostrar mais abaixo):
O time disputou uma única edição oficial do futebol paulista: o Campeonato do Interior da LAF, em 1928, jogando a Seção Sul da Região Central do Brasil. Naquele ano, o time era denominado Sant’Anna FC.
Aqui, a AA Santana do Paraíba nos anos 40. Em 1942, 43 e 44 disputou o Campeonato do Interior.
Na sequência, foi fundado o Esporte Clube São José em 13 de agosto de 1933.
Até por levar o nome da cidade, o time logo ganhou o carinho dos torcedores, ainda que tenha se mantido por décadas disputando apenas as competições amadoras. Como São José dos Campos tinha muitas formigas, o time ficou conhecido como “Formigão“.
Duas equipes da cidade, o Klaxon Clube e o Internacional FC, se fundiram para fortalecer ainda mais o São José, o que acabou aumentando a rivalidade com o outro time da cidade, a Associação Esportiva São José. Na foto abaixo, um encontro entre os dois times.
Em 1943, estreou no Campeonato do Interior, jogando até 47. Em 1957, o time faz a estreia no futebol profissional, jogando a 3ª divisão, com o time abaixo:
Após aquela aventura, o EC São José se licenciou e só retornou ao profissionalismo em 1964, desta vez na 4ª divisão, da qual foi campeão, obtendo o acesso para a Terceira Divisão do ano seguinte.
Em 1965, o Formigão do Vale brilhou na fase inicial da Terceira Divisão, liderando a sua série:
Mas o time foi mais longe, sagrando-se Campeão da Terceira Divisão de 1965, garantindo o acesso para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Aqui, a fase final do Campeonato:
Esse é o time de 1965:
Assim, em 1966 disputa a 2ª divisão do Campeonato Paulista.
Aqui, o time de 1967 que disputa a segunda divisão:
Foi nesse período que o clube revelou o goleiro Emerson Leão, que veio das categorias de base.
De 1970 a 76 disputou a 2ª divisão, sendo que em 1972, conquistou o título do Campeonato, classificando-se em 2º na primeira fase, atrás do SAAD…
Na segunda fase, vingou-se do time de São Caetano chegando à final contra o Garça FC:
O Formigão venceu por 3×0 em casa e empatou por 0x0 em Garça mas não subiu pra primeira, porque o acesso estava suspenso pela Federação Paulista.
Infelizmente, o time custava mais do que arrecadava e passou a se afundar em dúvidas. O time permaneceu jogando a segunda divisão até 1976, quando para vencer as dívidas encerrou sua existência, mudando seu nome e dando origem ao atual São José EC (já já falaremos dele).
O EC São José mandava seus jogos no antigo “Estádio da Rua Antonio Saes“, que desde 1942 era oficialmente denominado Estádio Martins Pereira, que viria a ser também o nome do Estádio atual.
Tentei fazer uma sobreposição imaginando onde seria o Estádio nos dias atuais…
Não resistimos e fomos até a atual Igreja que ocupa o espaço imortalizado pelo futebol, pra imaginar como era…
Antes que crucifiquem a Igreja Universal (que trocadilho hein?), vale dizer que a área foi ocupada por um supermercado Jumbo Eletro depois do Estádio.
No site do Museu do Futebol encontrei essa foto da torcida do Esporte Clube São José no 0 X 0 contra o Fernandópolis, em 1960:
Sua capacidade era de apenas 5 mil torcedores, motivo pelo qual a cidade se organizou para a construção do novo Martins Pereira. O Museu do Futebol tem também uma foto que registra a última partida disputada no Estádio da Rua Antonio Saes: o amistoso EC São José 2X0 DERAC, de Itapetininga.
O time seguinte a ser fundado foi o Rhodosá Atlético Clube, em 13 de fevereiro de 1948.
O time foi formado por trabalhadores da Companhia Rhodosá de Rayon SA, indústria química, instalada no bairro de Santana.
O time se filiou à Federação Paulista de Futebol (FPF) e passou a disputar o Campeonato Amador pela Zona de Lorena. Aqui, o time de 1949 que disputou competições e torneios amadores e com outras indústrias.
O Rhodosá Atlético Clube se tornou bicampeão amador em 1959 e 1960, levando o time a se tornar o 1º time profissional de São José dos Campos, disputando a 4ª divisão em 1965, ainda que sem conseguir realizar uma grande campanha:
De qualquer forma, o time fez história no futebol e isso não se apaga jamais!
O Rhodosá AC teve até um time feminino!
Mandava seus jogos no Estádio Dr Roberto Moreira (nome do presidente da Rhódia na época) construído junto à fábrica, no bairro de Santana, e inaugurado em 1956.
Como o endereço em mãos fomos até lá para ver se o Estádio ainda existe, mesmo com o fechamento da indústria. Próximo do local, encontramos esta linda e gigantesca árvore:
Olha aí a frente do Estádio:
Olhando do lado de fora, deu pra ver que o que encontraríamos não era mais um estádio de futebol…
A entrada para o antigo estádio é esse portão:
Pedimos permissão para o “caseiro” da atual área e fomos tentar encontrar algo do antigo estádio. Olhando assim, parecia apenas uma casa, mas… o que parece aquilo no andar de cima?
Subi essa escada, sabendo onde chegaria…
Aí está a arquibancada do Estádio Dr Roberto Moreira, o Campo do Rhodosá!
Presença registrada em mais uma arquibancada histórica!
Agora, olhando da arquibancada, aqui está (está ???) o gol da esquerda:
O gol da direita:
E o meio campo:
Encontrei uma imagem que mostra o campo algumas décadas atrás:
Missão cumprida, ainda que os registros não sejam muito animadores…
Dando sequência, é vez de falar do Corinthians Futebol Clube de São José dos Campos, fundado em 3 de janeiro de 1954.
Lá no Mercado Municipal já havia visto (e registrado) esse poster do time, no bar em que ouvimos aquele senhor cantar.
Inicialmente, o Corinthians FC usava um campo que ficava na Praça Duque de Caxias, 48, no bairro do Jardim Paulista. Esse é o time de 1961, vice campeão local:
Em 1976, decide disputar a 3ª divisão, mas infelizmente acaba abandonando a competição ao fim do primeiro turno.
Falemos agora do Grêmio Olimpico Futebol Santanense, fundado em 5 de setembro de 1975. Distintivo direto do site Escudos Gino:
O clube surgiu por iniciativa de atletas da equipe juvenil do Esportivo Futebol Clube, que queriam levar o futebol adiante, fazendo surgir o Grêmio Olímpico de Futebol Santanense. Aqui, o time de 1981:
Depois de muitos campeonatos amadores e locais, o time decidiu se profissionalizar e disputar o Campeonato Paulista da Terceira Divisão em 1986.
De 1986 a 92 disputou a 3ª divisão.
Destaque para a campanha de 1988, quando se classificou em segundo lugar na primeira fase:
Liderou a fase 2:
E só acabou desclassificado na penúltima fase.
O Grêmio Santanense mandou seus jogos no campo da ADC Parahyba, o campo que surgiu junto à Tecelagem Parahyba presente em São José de 1925 até 1995. Hoje ainda há produção de cobertores por meio de uma cooperativa de ex- funcionários. Ficou conhecida com a marca CobertoresParahyba.
Como o Estádio ADC Parahyba, também conhecido como o “Campo da Tecelagem”, ainda está lá, fomos fazer uma visita para registrá-lo:
Diferente do estádio do Rhodosá, confira que lindo está o Campo da Tecelagem:
Então, vamos eternizar mais este lugar com nossa humilde câmera digital kkkk
Olha que charmosa a arquibancada que lembra a geral dos tradicionais estádios brasileiros:
Lä do outro lado também existe um lance de arquibancada, o que totaliza mais ou menos 5 mil lugares para a torcida.
A manutenção do local garantiu mais um momento histórico para o futebol local, ao receber jogos da Copa Libertadores de América de Futebol Feminino de 2011 a 2014.
Aqui o gol da esquerda:
Aqui, o meio campo:
Aqui, o gol da direita:
Ali ao fundo, os bancos de reserva e vestiários:
A arquibancada é única e realmente inesquecível!
Agora, é a hora de falar do time mais expressivo e tradicional da cidade: o São José Esporte Clube.
Pra isso, devemos voltar a 1976, com o antigo EC São José completamente endividado. A solução para a situação foi “encerrar” o antigo clube e realizar uma reformulação da identidade, fazendo surgir um novo São José. O Formigão deixava de existir para em seu lugar surgir a Águia do Vale. O preto e branco deram lugar ao azul, amarelo e branco, as tradicionais cores da cidade.
Assim, em 24 de dezembro de 1976, surge o São José EC e que logo no ano seguinte, passa a disputar a 2ª divisão (a Intermediária) e logo no primeiro ano, termina em 3º lugar:
Mesma posição do ano seguinte (1978):
E também a de 1979:
Finalmente em 1980, chegou a vez do São José EC realizar uma campanha quase perfeita e finalmente subir para a Primeira Divisão. Essa foi a primeira fase:
Liderou também a segunda fase:
Depois vieram as semifinais contra o Aliança de São Bernardo (0x0 no ABC e 2×1 em São José), depois as finais com o Grêmio Catanduvense (ganhando como visitantes por 1×0 e 4×0 em casa) e sagrando-se assim campeão, com o meu ídolo Tonho, no gol.
Sua estreia na 1ª divisão em 1981 foi incrível! Em um campeonato maluco, chegou à fase final, após 2 turnos, em um grupo ao lado de Palmeiras, Santos e Ponte Preta, mas não se intimidou…
Assim, fez a final do turno com o São Paulo, vencendo em São José por 1×0 e perdendo por 3×2 no Morumbi, em um jogão!
Em 1982, o São José realizou uma campanha mediana, mas em 83, acabou rebaixado, e acabou se licenciando até 1985 quando voltou a disputar a segunda divisão, mas teve uma campanha fraca, assim como em 1986. Mas, em 1987, novo bom momento: com o vice campeonato da 2ª divisão, o São José estava de volta à elite!
Assim de 1988 a 93, a Águia voou pela 1ª divisão, com campanhas interessantes, um 3º lugar em 88, um vice campeonato em 1989, com o time abaixo (olha o goleirão Rafael no time!):
Em 1990, 91e 92, novamente campanhas medianas, culminando no rebaixamento de 1993. Assim, em 1994 o São José EC jogava mais uma série A2. Mas, em 1996, um terceiro lugar devolvia a Águia à principal divisão do futebol paulista.
De volta à primeira divisão, o São José EC conseguiu se segurar até 1999 quando acaba rebaixado mais uma vez. Mas dessa vez, após 4 anos na A2, a águia foi parar na A3. Daí em diante, o time passou por muito sobe e desce, jogando a A3 em 2005 e 06, a A2, de 2007 a 2014, a A3 em 2015 e 16, a Segunda Divisão de 2017 a 2020, a A3 de 2021 a 23, quando finalmente volta à série A2.
Vale reforçar a importância e o sucesso do time feminino do São José, criada em 2001. O time foi vice campeão Paulista de 2010. Em 2011, garantiu vaga na Copa Libertadores por ser sede do torneio, do qual sagrou-se campeã!
Em 2012, conquistou seu primeiro título da Copa do Brasil e o Campeonato Paulista. Em 2013, o bicampeonato da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.
Em 2014, além da Libertadores, o São José conquistou o Torneio Internacional de Clubes, derrotando o Arsenal.
Desde 2017, infelizmente, vive um período de declínio na modalidade.
Mas a cidade de São José dos Campos ainda tinha inspiração para mais times e em 1º de outubro de 1998 foi fundado o Clube Atlético Joseense.
O time nasce com foco nas categorias de base, participando dos campeonatos sub-20, 17 e 15, além da Copa São Paulo de Futebol Jr, a partir de 2001, quando também participa da Série B3 do Campeonato Paulista. Termina em 5º lugar e consegue o acesso para a Série B2, onde ficou até 2004, quando subiu para a Série B (a quarta divisão, na prática).
Aqui, o time de 2010:
Em 2012, garantiu acesso à Série A3 do Campeonato Paulista, a ser disputada pela primeira vez em sua história no ano de 2013. Em 2014 mudou seu nome para São José dos Campos Futebol Clube, mas a ideia não foi muito bem aceita pela população local que considerou que o time estava tentando tomar o lugar do tradicional “São José EC”.
Em 2017, decidiram voltar ao nome de origem. Em 2018, acaba rebaixado para a Segunda Divisão, onde está até os dias de hoje. Este é o time de 2022:
O último time fundado na cidade foi o Futebol Clube Primeira Camisa, fundado em 2 de março de 2007.
O time surgiu de uma iniciativa do zagueiro Roque Júnior em parceria com as categorias de base do São José.
Em 2008, o time se profissionalizou e passou a disputar a 4ª divisão, onde ficou até 2011, quando se licenciou.
Em 2007, fez uma parceria com o São José EC e os atletas do Primeira Camisa representaram a Águia do Vale na Copa São Paulo, tendo a melhor campanha de um time de São José dos Campos na Copa São Paulo, chegando nas quartas de final, quando perdeu para o Cruzeiro, em um Martins Pereira, com mais de 20 mil torcedores e com gente do lado de fora.
Sábado, 5 de agosto de 2023. Depois de curtir uma praia no Gonzaga, onde em 1982 (41 anos atrás !!!) Raul Seixas fez um showzaço (clique aqui e relembre!), subimos o morro da Nova Cintra até o bairro Jabaquara, também conhecido por “Caneleira” para mais uma partida pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista.
O nome Nova Cintra foi dado por Luís de Mattos, português que viu semelhança com a “Sintra“, portuguesa. O caminho para o Estádio Espanha é tranquilo e permite conhecer uma parte de Santos pouco divulgada, mas com seu charme, seja pela Paroquia de São João Batista, que alguns dizem ter sido construída ainda no século XIX…
Seja pela Lagoa da Saudade, que teria se formado na cratera de um vulcão e abrigado diversos jacarés…
Pelas características da natureza, é certo que antes da chegada dos portugueses, havia ocupação indígena para aproveitar a abundância de água e demais recursos. O nome Jabaquara seria uma versão aportuguesada de Yab’a’kwara, algo como “o buraquento”, por causa do antigo riozinho cheio de buracos que por ali passava. O bairro ficou mais conhecido por conta do famoso quilombo de mesmo nome: Jabaquara.
Até 1922, havia um elevador hidráulico, atendendo à população, quando um grave desastre veio dar fim a ele.
A ocupação portuguesa se deu ainda nos tempos de Martim Afonso de Souza, quando foi criado um núcleo agrícola no alto do morro. O bairro se desenvolve e assim como na cidade surgem os canais. Aliás, bem em frente ao canal da Av. Francisco Ferreira Canto está o Estádio Espanha!
E ali já teve muita história rolando… Olha essa foto linda do Jabaquara de 1966:
O Estádio Espanha foi inaugurado em 7 de setembro de 1971, e 52 anos depois, lá vamos nós pra uma partida da Segunda Divisão!
Pelo adesivo que vi em um dos carros, sabia que ia encontrar uma das figurinhas carimbadas do Jabaquara, o sr. Hilário Garcia Carvalho, também conhecido como “Jabuca“.
E olha quem estava ali na entrada, ele mesmo, o maior torcedor do Jabaquara!
Antes de entrar, fiz questão de dar uma passada pela parte social do clube, para registrar a estátua em homenagem ao maior ídolo da história do Jabaquara, Gylmar do Santos Neves. Gylmar faleceu em agosto de 2013 e jogou pelo Jabaquara entre 1945 e 1951. Aqui, a foto da inauguração, em 2015:
E aqui, a estátua no dia do jogo:
Vale recordar, que em 1924, o clube tinha sua sede no bairro do Macuco, e mandava seus jogos no Estádio Antonio Alonso:
Ingressos em mãos, vamos lá!
Bandeiras hasteadas, e tudo pronto! O Estádio está lindo!
Até camisas do time estão disponíveis para a venda por R$ 75.
Os times entram em campo pressionados pois nenhum deles venceu nas duas primeiras rodadas da terceira fase.
Assim, é com certo nervosismo que a partida começa no tradicional “Estádio Espanha” neste embate válido pela 3ª fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2023.
O Estádio Espanha tem capacidade para mais de 8 mil torcedores.
Existem arquibancadas nos 4 lados do campo, mas o público se concentra mesmo na arquibancada que fica junto à entrada do Estádio, principalmente porque nos jogos a tarde é onde fica a parte da sombra. E é aqui que ficamos!
Conforme a tarde foi caindo toda a bancada estava à sombra!
Do outro lado, mais uma grande arquibancada, que permanece vazia pelo baixo público, mas que está pronta para a volta dos dias de glória do Jabuca!
Este é o gol da direita, onde também se encontra uma arquibancada e que normalmente é disponibilizada aos visitantes.
Atrás do gol da esquerda é o espaço onde se coloca o pessoal das Organizadas do Jabaquara: a Fúria Rubro Amarela e a Torcida Jovem!
Ali está a faixa da Fúria Rubro Amarela:
Poder acompanhar um time como o Jabaquara Atlético Clube é uma verdadeira honra. Fico pensando até quando um time que representa um outro tempo e que não faz parte do grupo dos “gigantes” se manterá fazendo história…
O clube foi fundado em 15 de novembro de 1914 e conseguiu ultrapassar seu centenário mantendo ao seu redor uma legião de torcedores do bairro!
Mas a bola está rolando e é hora de dividir um pouco do clima de jogo no Estádio Espanha:
O gol impedido logo cedo aumentou a vontade de ganhar do time…
… e dos torcedores locais também!
Ainda que muitas das jogadas fossem de bolas paradas ou mesmo chutões desperdiçados ao acaso…
O CA Penapolense também levava perigo….
Mas o jogo não se limita ao campo, dê uma olhada nas arquibancadas e curta o espírito do futebol em Caneleira!
O Jabaquara aperta e faz da entrega a sua maior arma!
E de tanto apertar, em um ataque aos 35 minutos, Gabriel Patrez marcou o gol do Jabaquara para alegria de sua torcida!
Em meio às emoções, o primeiro tempo vai terminando…
Hora de curtir um pouco o Estádio e registrar a torcida que compareceu pra apoiar o Jabuca!
São poucos os times brasileiros que adotaram as cores vermelho e amarelo em seus uniformes, lembro-me apenas do Atlético Sorocaba, existiu algum outro?
De qualquer forma, é uma combinação bem chamativa nas bancadas!
O bar local teve trabalho dobrado, já que mesmo à sombra, o dia estava quente!
Bacana ver uma molecada presente na arquibancada. Quem sabe não darão sequência a essa história toda?
Aproveito o intervalo pra lembrar o início do time, ligado a um grupo de jornaleiros espanhóis que reuniam-se no bairro do Jabaquara para praticar o futebol. Conta-se que foi um senhor negro, ex-escravizado foi quem propôs o nome e assim fez nascer o Hespanha Foot Ball Club.
O Hespanha FC estreou em competições profissionais no Campeonato Paulista de 1927, organizado pela LAF (Liga dos Amadores de Futebol), e saiu com o vice-campeonato do que equivalia à segunda divisão daquele ano.
Em 1929, seria o 3º colocado, depois disputaria o Campeonato da APEA de 1933 (novamente vice campeão) e 1935 (4º lugar), o da LPF de 1936 (7º lugar) e os campeonatos organizados pela Liga da LFESP de 1938 a 1940. Em 1941, foi um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol (FPF), e em 1942, após terminar em último lugar no campeonato, mudou seu nome de Hespanha para Jabaquara por conta da 2ª Guerra Mundial. Já nos anos seguintes, campanhas fracas, com o time terminando sempre nas últimas colocações. Nessa época, mandava suas partidas no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista. Aqui, o time de 1945:
Em 1952, termina em penúltimo e é rebaixado junto do Radium de Mococa para a segunda divisão. Retorna em 1955 e permanece até 1963, quando uma goleada para o Santos por 5×3 decreta novo rebaixamento. Nunca mais o Leão da Caneleira teve forças para retornar à elite. Em 1960, se estabeleceu em Caneleira, com seu Estádio Espanha. Em 1968 licencia-se do Campeonato. Em 1977, passa a disputar a “Segunda Divisão” (que equivalia ao quarto nível) até 1979. Em 1980 e 1982 joga a segunda divisão, com passagem pela 3ª em 1981, de 83 a 93. Em 1987, chegou à fase final, perdendo o acesso pra Sanjoanense, mas em 1993 sagrou-se campeão, com grande campanha!
O time acabou entrando na nova organização do futebol paulista e passou a jogar a série B1-A (o quarto nível). Entre altos e baixos, em 2002, novo título, dessa vez da série B3 do Campeonato Paulista. Confira matéria do Curioso do Futebol!
Bom, mas é hora de voltar para o segundo tempo porque lá vem o time do CA Penapolense, treinado por Oscar Souza, prometendo “botar fogo no jogo”.
O CA Penapolense voltou para o segundo tempo melhor arrumado e buscando o gol a todo instante!
O Jabaquara seguia tentando na bola parada…
Olha aí o estádio…
Um céu azul lindo, a natureza ao fundo…. e o Jabuca lutando para seguir existindo e quem sabe até voltar à Terceira Divisão…
O jogo entrava no tudo ou nada e o CA Penapolense se lançava ao ataque loucamente, abrindo espaços para o contra ataque. O time do Jabaquara perdeu a chance de matar o jogo dessa forma…
Esqueça as dores na canela, o jogo vale a vida para o Jabaquara!
Já nos acréscimos (o juiz deu 7 minutos) o CAP chegou ao empate para a alegria do narrador de Penápolis que foi o único a segurar o grito de gol por longos segundos…
Um triste golpe para a fiel torcida do time local…
Fim de jogo, o empate mantém um fio de esperança para ambas as equipes, mas de verdade, foi um placar ruim para os dois times. Veja como ficou a tabela de classificação do grupo (peguei lá do Futebol Interior):
E se alguém achou injusto o resultado, a revanche já tem data: no próximo sábado as duas equipes se enfrentam novamente no. “returno” desta fase, mas dessa vez no Estádio Tenente Carriço, em Penápolis.